História Olhares - Capítulo 1


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Categorias Seraph of the End (Owari no Seraph)
Personagens Mikaela Hyakuya, Yuuichirou Hyakuya
Tags Mikaela, Mikayu, Mikayuu, Owari, Owari No Seraph, Seraph Of The End, Yuuichirou
Visualizações 18
Palavras 1.173
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fluffy, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oooi, minhas fofuras!
Voltei nesse Valentine's day ao redor do resto do mundo, porque no nosso Brasil brasileiro é só dia 12/06. Na verdade essa oneshot estava pronta desde o ano passado (sem piadinhas com troca de ano, pq é verdade hahahah) E HOJE FOI O DIA PRA POSTAR! Eu dei uma lida nela de novo, mas foi meio corrida, então se tiver alguma errinho podem avisar.

Fãs de owari no seraph apreciem, espero que gostem e tal :3
Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Os cabelos loiros se esvoaçavam conforme o jovem de brilhantes olhos azuis andava apressado até o ponto de ônibus. Mikaela correu assim que percebeu sua possibilidade de perder o meio de transporte, porém, com sorte, conseguiu embarcar a tempo. Cumprimentou o cobrador educadamente, pagou a passagem, cruzou a catraca e se sentou, organizando o estojo — contendo seu violino — e a mochila sobre as coxas.

Após recuperar a respiração, Mikaela pôs os fones nos ouvidos e selecionou, no celular, sua playlist de músicas instrumentais. Como um bom estudante de música e apaixonado pelos instrumentos relacionados a orquestra, o loiro apreciava aquelas notas firmes e suaves que preenchiam seu sistema auditivo e chegavam ao cérebro como arrepios gostosos que o faziam esquecer de que dormira mais que a cama e quase chegaria atrasado na primeira aula da manhã se não tivesse conseguido embarcar no ônibus no qual estava agora.

O veículo comprido sacolejava e cada vez mais pessoas enchiam o local, fazendo com que algumas delas ficassem em pé durante a viagem. Ao ver uma senhora idosa passar a catraca, Mikaela prontamente pôs-se de pé para ceder seu lugar a mulher de terceira idade.

— A senhora pode se sentar no meu lugar — disse sorrindo gentilmente à vovózinha com os cabelos brancos organizados em um coque baixo, enquanto colocava a mochila no chão do ônibus e apoiava a alça do estojo no ombro.

— Muito obrigada. Esta velha não tem tantas forças para aguentar todo tempo em pé — agradeceu gentil e timidamente para o loiro.

Mika, indignado, tomou delicadamente a mão calejada da idosa entre a sua e beijou carinhosamente os nós dos dedos dela.

— Não pense dessa forma, por favor — começou, olhando fundo nos olhos da mais velha. — A senhora foi forte a vida toda e provavelmente merece um descanso, não?

— Deus lhe pague por toda essa gentileza, filho.

Um grito aleatório do lado de fora do ônibus atraiu a atenção dos passageiros.

— Espera! Espera!

E imediatamente após isso um outro jovem adentrou o veículo afobadamente procurando o dinheiro da passagem pelos bolsos da mochila ao passo que tentava recuperar o fôlego a medida que os cabelos pretos e lisos caiam bagunçados pela testa. Parece que não era apenas Mikaela que acordara atrasado naquele dia.

Ao olhar na direção do garoto moreno que cruzou a catraca, as horas, os minutos e os segundos pareceram parar assim que os olhos azuis de Mikaela se mesclaram às íris verdes e vívidas do jovem que parecia ter a sua idade.

Por mais que o tempo fosse de sol e nuvens esparsas, a música nos ouvidos do loiro e a troca de olhares que teve com o moreno de pele um pouco menos alva que a sua haviam causado uma tempestade em todo seu interior. As artérias de Mika se contraíam fazendo o sangue correr mais rápido, o coração bater mais forte e um arrepio correr pela espinha até o moreno desviar o olhar para baixo, envergonhado.

Isso que é uma paixão arrebatadora?, questionava-se o loiro em pensamento. Era esse o tipo de paixão inesperada que fazia brotar a incerteza do que é certo e errado, que era capaz de levar o ser humano a loucura em nome de um amor? Agora o músico entendia porque as melodias tocadas sobre amores quentes, loucos e perigosos geralmente eram rápidas com uma bagunça organizada de notas firmes e intensas, sem tempo para que qualquer um da orquestra pudesse respirar.

Vez ou outra, Mikaela via pelo reflexo do vidro da janela do ônibus o dono dos lindos olhos verdes olhá-lo e, se estivesse certo, ele era observado com interesses digamos assim. Quando o outro não estava o fitando, o loiro tomava a liberdade de analisá-lo descaradamente, ou melhor, analisar aquela beleza única que estava a poucos centímetros de si naquele veículo.

Mika era tímido, mas no instante em que algo o interessava ou mexia com alguma coisa dentro de si, ele perdia os escrúpulos e a vergonha. Chegava a ser cômico a mudança no olhar, na postura e na destreza dos atos ao querer algo para si.

O estudante de música passou seus olhos azuis pelo jovem de nome desconhecido e cada vez mais a vontade de conhecer aquele garoto aumentava. Seus dedos finos e com calos, de tanto praticar o violino, desejavam se afundar nos cabelos negros do outro. Seus olhos queriam conhecer todas as faces que o jovem poderia exibir. A memória queria guardar o brilho das íris verdes e o coração queria descobrir o que havia nelas que causava tanta euforia em seus batimentos.

 Então, o moreno lhe sorriu de canto. Que charmoso!, pensava Mikaela ao devolver o sorriso e apertar mais forte na mão a alça do estojo em seu ombro. Quem era ele, quem era aquele garoto? Ele queria descobrir, mas como? Somente tinha conhecimento de um físico magro, lindos olhos verdes, cabelos negros que pareciam tão bons de se massagear e um sorriso atraentemente fofo.

Logo, o loiro decidiu olhar discretamente se havia identificação de algum curso de faculdade na mochila. Sem sucesso. A mochila era uma comum, como a sua, preta, porém com alguns detalhes em verde. Mika cogitou procurar nas redes sociais, mas daria muito trabalho quando nem o nome do garoto ele tinha.

Sua mente pensava, seus neurônios martelavam em sua cabeça ao tentar encontrar uma maneira de descobrir quem seria aquele moreno enquanto retribuía os olhares e sorrisos que ele lhe direcionava. Até que uma ideia totalmente fora do considerado normal começou a ser avaliada.

Faria ou não aquilo que pensara? Ele o acharia muito oferecido ou não? Será que Mika pareceria desesperado?

O loiro balançou a cabeça para ambos os lados como se aquilo pudesse dissipar os pensamentos inseguros. Tomou coragem e, quando o ônibus parou em um semáforo, pegou rapidamente da mochila um papelzinho e uma caneta. Olhou para o lado e percebeu que ele prestava atenção a janela, vez ou outra tentando enxergar mais a frente no caminho.

Ele desceria justo agora?, dito que feito, o moreno pegou sua mochila que estava no chão, sinalizou que desceria na próxima parada e começou a se mover em direção a porta de saída. Mikaela, vendo sua chance escorrer pelo ralo, rabiscou rápido no papel e pousou a mão no ombro do outro quando ele passou por si, fazendo com que o moreno o olhasse.

— Você deixou cair.

O jovem olhou rapidamente do loiro para o papel e de novo para o loiro, abriu um sorriso e guardou o bilhetinho.

— Obrigado — e, enfim, desceu do ônibus.

Algumas paradas depois, o loiro desceu próximo a faculdade e, enquanto rumava para o prédio no qual seria sua aula, ele sentiu o celular vibrar no bolso da calça, retirou, segurou o aparelho na mão e a tela acendeu indicando uma nova mensagem de um número desconhecido.

Seria o garoto do ônibus?, questionou-se. Mordendo o lábio inferior digitou a senha, desbloqueou o aparelho e sorriu ainda mais ao ler a mensagem:

 

“Muito prazer, Mikaela :) Meu nome é Yuichiro e queria dizer que seu sorriso é lindo.”


Notas Finais


E então, gostaram? Detestaram? Um lixo ou um amorzinho?
Podem deixar as lindas opiniões construtivas de vocês que eu não mordo, juro :3
Beijinhos e até a próxima! <3


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