História Olhe para mim - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou
Tags Bakugou, Bakugou Xinga Pra Caralho, Bakushima, Bnha, Kiribaku, Kirishima, Lemon, Oneshot, Power Bottom, Pwp, Smut, Yaoi
Visualizações 462
Palavras 4.604
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha eu de novo! Eu fiquei feliz pra caramba com a reação de vocês com a outra oneshot AAAAAAAAAA BRIGADÃO
E dessa vez com meu maior otp de HeroAca, sim! BAKUSHIMA É LINDO E CHEIROSO
Aquele esquema: os dois tem dezoito, estão no último ano da UA, já estão namorando. Aproveitem~

Capítulo 1 - Capítulo Único


Aquela velha era uma maldita sem nenhuma noção, pensou Bakugo. Se não fossem pelas evidências óbvias − o mesmo temperamento, o mesmo penteado, a mesma expressão −, ele iria questionar se era mesmo seu filho. Até porque Mitsuki era uma das poucas pessoas capazes de fazê-lo passar por tamanha vergonha.

Claro que ele estava exagerando − era assim que funcionavam as emoções para Bakugo, sempre aos extremos. Ainda assim, era desnecessário enviar aquelas fotografias, principalmente com uma legenda tão constrangedora.

“Já que te usamos como modelo para os esboços, nada melhor do que você aproveite as fotos também <3 Aposto que Eijiro vai adorar. Com amor, mamãe.”

Deitado em sua cama, com as pernas voltadas para a cabeceira, arrastou o polegar pela tela do celular repetidamente. O desgosto crescia gradativamente com a sequência do ensaio. De um misto de tédio e rebeldia nas primeiras imagens, nas quais experimentava um terno, passou a manifestar cada vez mais contrariedade conforme as roupas diminuíam de tamanho. O rosto estava distorcido com repugnância na fotografia final, em que vestia apenas roupa íntima.

— Por que você tá olhando pra uma foto sua? − Ouviu uma voz familiar indagar, muito próxima.

— Mas que porr…!

Sentou-se de súbito ao perceber que Kirishima estava em seu quarto. Claro, ele tinha a permissão para entrar quando quisesse (concedida unicamente a ele), mas o bastardo bem que podia avisá-lo em vez de esgueirar-se sem ser notado. E enquanto a primeira pergunta foi fruto de uma dúvida sincera, nas próximas o tom provocativo era tudo menos sutil:

— E só de cueca? − O sorriso de dentes afiados alargou-se. − Que tipo de fetiche é esse, cara?

— Tu sabe o que significa privacidade, caralho? − proferiu, tentando afastar-se quando o namorado subiu no colchão para abraçá-lo.

— Só se me contar o que significa isso aí.

— Como você é insuportável, cacete. − Enfim cedeu, consentindo que o envolvesse com os braços por trás, trazendo-o para recostar-se em seu peito. − Eu tô contigo por que mesmo?

— Porque você me ama demais.

— Tua sorte − admitiu, enquanto Kirishima posicionava o queixo em seu ombro esquerdo, para compartilhar com ele a visão da imagem comprometedora.

— Vai, desembucha.

— Meus pais, eles… − Bakugo grunhiu para si mesmo, antes de se expressar melhor: − Eles precisavam de um modelo pra um novo tipo de roupa que resistisse a individualidades mais agressivas ou uma merda assim. − O desdém em sua voz era nítido, como que para reforçar nula a vontade de participar. − Acabou que eu fui o fodido que eles usaram de cobaia e é essa porra aí que tu viu.

Kirishima ficou quieto durante alguns segundos, assimilando o que ele lhe dissera antes de responder com um sorriso aberto ao lembrar-se da legenda:

— Que atencioso da parte dela.

— Atencioso, meu pau!

— É, seu pau tá bem visível naquela foto, sim − concordou, a memória ainda fresca na mente.

— Vai tomar no teu cu, Kirishima − resmungou, embora sem a mesma eloquência de antes. O timbre soou sugestivo aos seus ouvidos:

— O quê, você tá oferecendo?

— Tô oferecendo umas porradas nessa tua cara, isso sim. − Mais uma vez, não havia fúria real em suas palavras; quase como que as repetisse por costume. E também de maneira habitual, Kirishima provocou-o com uma decepção simulada:

— Poxa, Bakugo, achei que você tinha deixado a violência e a vergonha lá no primeiro ano…

Aquilo foi o suficiente para Bakugo zangar-se de verdade:

— EU NÃO TÔ COM VERGONHA, PORRA!

— Então por que tudo isso? − perguntou após gargalhar da reação exagerada, e abraçou-o com mais força: − Não é como se você nunca tivesse visto nudes meus, cara.

Foi inevitável resgatar as imagens mentais de Kirishima em gradativos estágios de nudez e seminudez que recebera ao longo do segundo e terceiro ano na U.A − como comprovavam que os cabelos ruivos eram tingidos, já que os pelos pubianos eram escuros; como o corpo que ele sempre exibia com o uniforme de herói ganhava contornos eróticos; como seu sorriso expressava não o bom humor frequente, mas uma malícia exclusivamente dedicada ao namorado.

No entanto, tratou de afastar logo aquelas recordações: a intenção de Kirishima era constrangê-lo com elas, e nunca, neste ou em qualquer outro universo, daria a ele este prazer novamente.

— Caralho, quem tiraram essas fotos foram meus pais − indignou-se, como se ele houvesse esquecido da informação primordial. − Isso não é um nude, puta que pariu...!

— Óbvio que não. Até porque você não sabe.

— Não sei o quê, filho da puta? − Seu tom era de uma descrença irritadiça diante da audácia do vizinho de quarto.

— Posar pra esse tipo de foto. − Apontou para a tela para ilustrar o próprio argumento: − Aqui, você só faz esse tipo de cara zangada.

— Porque foi contra a porra da minha vontade.

— Você nunca tá com vontade pra essas coisas − afirmou, e num gesto que não era incomum entre eles, apesar de íntimo, beijou os cabelos loiros naturalmente espetados. − E não tem nenhum problema nisso, viu?

— Tu é tão gay − queixou-se Bakugo, embora seus gestos dissessem o contrário: aconchegou-se mais ao abraço, puxando-o para um beijo rápido.

— E você demorou dois anos pra perceber isso? − Gargalhou de novo, e murmurou sobre os ombros do outro: − Eu achava que você era o inteligente dessa relação.

Bakugo aceitou o carinho e as palavras de Kirishima, expressando apenas um leve descontentamento. Não havia esquecido, porém, do que ele dissera de maneira tão condescendente; do desafio implícito em seu timbre.

Espera só, cuzão.

 

***

 

Naquela tarde de sábado, Bakugo adentrou sozinho na sala comum dos dormitórios da então turma 3-A. Normalmente, depois das aulas durante o turno da manhã os alunos cumpriam à tarde as obrigações de estágio, retornando à U.A. somente à noite. No entanto, foi liberado com antecedência depois de enfrentar um vilão patético sem qualquer dificuldade e assinar a papelada burocrática.

Chegou ao quarto andar e conferiu o celular – Kirishima deveria chegar depois das 18h, após o turno com Fatgum e Suneater. Teria tempo o suficiente, e foi sem pressa que se dirigiu ao banheiro privativo do quarto.

Enviou a mensagem logo ao ultrapassar o batente do quarto após o banho:

 

Blasty McExplode: Ei, tu já tá voltando?

 

A resposta foi instantânea e óbvia:

 

Shitty Hair: por quê? ansioso pra me ver?

Blasty McExplode: Teu cu

Blasty McExplode: Quero tua ajuda com um negócio

 

Kirishima visualizou de imediato, porém demorou alguns minutos para responder. O desgraçado provavelmente estava salvando a screenshot daquela conversa.

 

Shitty Hair: !!!!!

Shitty Hair: guardando esse momento pra posteridade

Shitty Hair: ajuda com o quê?

Blasty McExplode: Nudes

Blasty McExplode: Quero que você me ensine

 

Mais uma vez, o namorado tomou algum tempo antes de voltar a digitar. E apagou o que escreveu, para digitar de novo, e repetiu o processo enquanto Bakugo esboçava um sorriso sádico.

 

Shitty Hair: eu vou me arrepender por ter dito aquilo ontem, não vou?

 

Ali estava. Sua reação espontânea era responder algo como “tu vai se arrepender de ter nascido”, mas preferiu manter a ameaça velada, com um simples e efetivo:

 

Blasty McExplode: Vai

 

***

 

Os passos ruidosos de Kirishima denunciaram sua presença antes que a figura ofegante alcançasse a porta escancarada do quarto. Ah, então alguém estava ansioso, percebeu Bakugo enquanto o encarava com uma presunção satisfeita. Após soltar a mochila no assoalho e subir no colchão ao seu lado, o recém chegado lamentou:

— Você vai me matar um dia, cara.

— Nada que tu não mereça – declarou sem verdadeira animosidade, e acariciou o rosto dele com um afeto que contrariava as palavras duras.  − E quem me escolheu foi você, otário.

— Fazer o que se eu tenho bom gosto? – Deu de ombros, de bom humor devido à carícia.

Bakugo quase sorriu. Quase.

— Claro que tem, porra.

— Hã… − Limpou a garganta e coçou a nuca, indeciso quanto à maneira com que iria introduzir o assunto. − E como vai ser isso?

— Aqui. − Pôs o próprio celular nas mãos de Kirishima, permitindo que o utilizasse. − Eu não sei posar pra esse tipo de foto – citou a maldita provocação, palavra por palavra. Vingança pouca era bobagem. − Então é por tua conta me dizer o que fazer.

Ainda a absorver o que ele dissera, Kirishima não reagiu; Bakugo manteve a petulância no semblante, como se o desafiasse a prosseguir. Era óbvio até mesmo para o décimo quinto aluno do ranking teórico que aquela era somente uma ilusão de controle, pois os dois bem sabiam quem estavam com as rédeas naquela situação.

Contudo, a natureza honesta e entusiasmada de Kirishima o incentivava a ajudá-lo porque era aquilo que um verdadeiro homem faria. Além disso, era uma ótima oportunidade, já que ele não costumava ditar regras na cama − o mandão geralmente era Bakugo.

— Primeiro fica de joelhos − instruiu quando desbloqueou a tela e ajustou a câmera. − Abre o zíper da calça e abaixa ela. − Foi mais específico, já que ele realmente estava obedecendo: − Só um pouco. Isso. Agora levanta a camiseta e-

Kirishima engoliu a respiração diante da imagem: uma das mãos estava displicentemente espalmada contra a coxa esquerda, ainda vestida, com o polegar da mão direita preso ao cós da boxer visível com a calça aberta e tão baixa. Desse modo, era possível enxergar o topo da penugem loira – e seguir o olhar por todo o abdômen definido e pelo peito parcialmente coberto pela blusa preta. Estava distraído demais tentando ensiná-lo para antecipar suas intenções, porque Bakugo estava mordendo a ponta do tecido e sorrindo de maneira maliciosa em sua direção.

Quero tanto morder esses lábios.

Já deveria ter previsto que era para isso que ele lhe enviara a mensagem: ele detestava enviar fotos de si mesmo, mas dominar todas as reações do outro, ciente do efeito que causava nele – isto era mais que um prazer. Afinal, ao longo dos anos, Bakugo descobriu exatamente como seduzir Kirishima e subjugá-lo à sua vontade; sabia como submetê-lo e fazê-lo implorar; mais que isso, adquirira o gosto em assisti-lo ceder às tentações.

Esquece, minha vontade mesmo é te morder todo.

No entanto, este não seria um jogo fácil, pois Bakugo não aceitava nada menos que a vitória desde que o oponente não resistisse sem tentar. Concentrado, então, Kirishima fotografou o namorado semi vestido, e não pôde esconder a ligeira admiração no comentário que deveria ser mordaz:

— Pra quem me pediu ajuda, você tá indo muito bem sozinho.

— Eu aprendo rápido. – E aquele era o sorriso arrogante de quem tinha plena certeza de que estava no controle.

Eu preciso te beijar. Agora.

De maneira esperada, os reflexos de Bakugo foram mais rápidos, impedindo-o de avançar para tomar sua boca. Foi com o pé que o afastou, e mesmo que sem muita força, Kirishima conseguia sentir a pressão em seu estômago quando encarou o demônio em forma de gente com o qual mantinha um relacionamento.

— Nem fodendo, Kirishima − rejeitou ele, e como se fosse possível alargou o sorriso atrevido. − Não se pode tocar em nude. Tu só pode olhar.

Permaneceu sem palavras enquanto a sola do pé descera pela barriga, até alcançar a virilha. De modo inequívoco e vergonhoso, sua ereção pulsou com o contato, e a presunção de Bakugo aumentou exponencialmente ao senti-la − seu ego deveria ter atingido o céu.

Kirishima, contudo, também o conhecia muito bem, e sabia que a recompensa viria apenas com esforço (ou no caso, autocontrole). Respirou fundo, preparando-se para continuar a tortura que seria aquela sessão de fotos.

— Agora inclina pra trás e… hm… − Era realmente necessário despir a camiseta assim, de maneira tão provocante?! − Pode tirar a calça também. Se você quiser.

— Se eu quiser? − desdenhou, enquanto se posicionava. − Ué, não é você o fodão que sabe essa porra toda?

— Mas você não aceita mesmo perder nada, hein, Bakugo?

— Nunca – confirmou, com aquele prazer cruel que a frustração sexual do namorado alimentava.

A segunda pose, conforme previra, era muito pior que a primeira − Kirishima não imaginava como seria capaz de sobreviver às próximas. Desta vez, Bakugo estava sentado na ponta do colchão; as pernas ligeiramente abertas permitiam a visão privilegiada das coxas moldadas por intensos exercícios. Com uma das mãos, apoiava-se na cama, inclinado para trás para expor ao máximo a musculatura do tórax; com a outra, exibia o dedo do meio, lambendo-o de forma simultaneamente atraente e ofensiva.

E, como se não fosse possível ficar pior, o fotógrafo provisório quase deixou o aparelho escapar pelos dedos ao conferir a única parte do corpo ainda coberta por tecido. Se não estivesse arrependido de suas escolhas de vida, Kirishima até poderia comemorar, pois:

1. Bakugo estava tão excitado quanto ele;

2. Não só enrijecido, como lambuzado de lubrificação também;

3. A boxer cinza já estava transparente de tão umedecida, deixando contorno nenhum para a imaginação.

— Você podia usar essa aqui como foto de perfil – sugeriu após tirar a foto, a voz falha na tentativa de disfarçar o próprio desejo, porque o gesto agressivo resumia a personalidade daquele aprendiz de sádico muito bem.

— Se isso é decente pra usar como foto de perfil, então ainda tá uma merda.

Decente não era nem de longe a palavra adequada para descrever a imagem que encarou de novo, desta vez pelo visor do celular. Talvez obsceno, ou ainda imundo. Quero que você me foda a noite toda também era uma boa tradução para o melhor nude que já vira em seus 18 anos – e tecnicamente ele ainda nem estava nu.

Contudo, mesmo que a intenção dele fosse perversa, não era viril não ajudá-lo de verdade. Foi com esse pensamento em mente que Kirishima encontrou em si mesmo ânimo e paciência para lidar com tanta provocação. Com a voz injetada de bom humor, comandou:

— Que seja, então! Aqui, toma. – Passou para ele um travesseiro, para que se deitasse. − De bruços, e pode ir tirando tudo!

— Tudo mesmo? − indagou ele, a sugestão de malícia em suas palavras.

Kirishima não entendeu o propósito da pergunta, afinal ele só estava usando uma peça agora. Aproveitou-se do ângulo privilegiado para fotografar o momento em que, com os dedos enganchados por trás na boxer, Bakugo começou a abaixá-la.

— Óbvio que tudo, o sentido disso é ficar pelado − zombou, quase concentrado o suficiente para ignorar o pecado que eram aquelas costas bem definidas até a curva cheia do traseiro. − Agora olha pra cá.

Mas não estava preparado para o que veio a seguir. Definitivamente não estava. Não bastasse o quanto o seu corpo era desejável, quando Bakugo se livrou da pouca roupa que ainda restava, a bunda maravilhosa não foi a única coisa que exibiu com orgulho. Pôs-se de joelhos para facilitar as mãos de alcançar o que queria: a base de um plug anal.

Sem reação, Kirishima assistiu enquanto ele puxava o brinquedo para fora, coberto de lubrificante e ainda assim capaz de alargá-lo e estimulá-lo ao sair. Era um plug vermelho, sua maldita cor preferida, que continuou a vibrar ao cair sobre os lençóis e manchá-los com a substância viscosa. E mais uma vez sentiu o pau latejar quando o namorado olhou para trás com um sorriso sujo:

— Assim?

Puta que pariu, Katsuki − Kirishima deixou escapar.

Não sabia como, mas quase que no automático, conseguiu bater a foto. Sem sucesso, não conseguiu conter a respiração pesada, a boca seca e o rubor que fazia da cor do rosto igual às do cabelo tingido. Já era fisicamente doloroso suportar tanto, diante da visão do buraco esticado, escorregadio, que mais parecia implorar para que enfiasse ali sua língua e−

— Ficou sem idéias, é? − Bakugo interrompeu seus pensamentos. − Só porque sou um filho da puta muito bonzinho, vou te ajudar, então. Vou chupar o teu pau – ofereceu, ajoelhando-se diante da virilha de Kirishima e descendo sua calça. – E se agüentar até o final, te deixo ver teu gozo na minha boca antes de engolir.

— A-Ah, por favor...!

— Isso, é bom implorar também. E não pode encostar, entendeu?

A imagem do que ele prometera invadiu sua mente de imediato. Aquele rosto abusado, com os olhos fixos nos seus, a língua para fora, o esperma gotejando pelo queixo...

— Eu te fiz uma pergunta, fodido − exigiu, arrancando-o novamente de suas fantasias.

— Entendi, eu entendi!

Não foi preciso muito mais para que ele cumprisse o que dissera − numa lambida demorada, provou da base à ponta, onde rodopiou a língua antes de repetir tudo, desta vez com os lábios. Mesmo ao morder o lábio inferior, Kirishima não conseguiu conter os gemidos quando, ainda em ritmo lento, Bakugo o engoliu inteiro.

E como ele poderia ter esquecido como o namorado se entusiasmava com um pau na boca? Os ruídos molhados e a saliva em excesso, o som que reverberava por sua ereção quando ele gemia ao atingir a garganta, a avidez com que o sugava, lambia e beijava... Nada disso facilitava a tarefa de concentrar-se para que pudesse registrar uma mísera fotografia. Era fácil – fácil demais – esquecer do motivo pelo qual Bakugo estava fazendo aquilo por ele, mas Kirishima realmente tentou.

Os dedos trêmulos ajustavam o foco da câmera, num processo que fez e desfez, atrapalhando-se toda vez em que Bakugo o abocanhava ainda mais fundo, ou arrastava a língua quente pela ereção cheia de baba. Era óbvio que ele o atiçava de propósito, porém era impossível fazer com que o corpo o obedecesse enquanto era chupado com tanta vontade. Quando ele abrira os olhos ao alcançar seus pelos pubianos sem engasgar para encará-lo com um desejo espesso de tão obsceno, não resistiu: gemeu e largou o dispositivo.

Em segundos, Bakugo se afastou, chupando-o uma última e ruidosa vez. Com a garganta ainda gasta pelo esforço, sua risada foi baixa e falha antes que o provocasse, lambendo o pré-gozo nos cantos da boca.

— Mas que autocontrole de merda esse o teu – menosprezou, com um sorriso zombeteiro. – Bem quando ia te elogiar por ter ido bem até aqui.

Kirishima se conteve para não xingar dessa vez, ciente da dor agoniante do pau negligenciado. Acima de tudo quando, após recuperar o celular, notou com o que a mão de Bakugo se ocupava. Ele dissera que não podia tocá-lo, mas nunca especificou que não podia dar prazer para si mesmo.

— O que mais, Eijiro? − incentivou, masturbando-se lentamente.

— No meu… No meu colo − exigiu, sério e profundamente excitado. − Abre mais as pernas. − Deitado de costas, apoiado sobre os cotovelos, encarou o namorado que se posicionara de joelhos: − Olha pra mim.

Kirishima afundou os dentes afiados no lábio inferior ao bater a foto desta vez, atento à visão tentadora. Desta vez, o rosto dele não exibia uma expressão convencida ou debochada − a boca entreaberta, as pálpebras semicerradas e o rubor a irradiar calor das bochechas eram todos indícios de um prazer lascivo. De baixo para cima, contudo, o ângulo privilegiava o enquadramento da ereção entre os dedos, que Bakugo movia de maneira dolorosamente vagarosa. E como tudo o que fizera naquela noite, o único propósito era torturá-lo, já que sabia bem que Kirishima adorava lhe dar exatamente o que queria.

Assim como seu pau estava lambuzado de saliva, o de Bakugo também estava de pré-gozo. Mesmo tão devagar, o punho deslizava fácil e molhado. O que ele não daria para tocá-lo, nem que fosse com a boca, provar seu gosto e limpar com a língua a lubrificação tão abundante que já escorria pelas coxas. Sua perdição foi um único pingo que caiu da glande sobre o seu umbigo.

— Katsuki − suplicou Kirishima. −Katsuki, por favor.

— Por favor o quê?

— ...te tocar. − Repetiu, tão concentrado na imagem à sua frente que perdeu as palavras: − Me deixa te tocar.

— E se eu disser não? − Bakugo provocou, e esfregou a própria cabeça com o polegar para que Kirishima se remexesse mais sob seu corpo. − Eu posso continuar enquanto você me olha desse jeito. − Plenamente satisfeito, ronronou a ameaça: − Te fazer assistir enquanto tu não pode fazer nada.

O que se seguiu foi uma sucessão de "por favor", "não aguento mais", "você vai gostar também", "prometo que vai ser bom" e mais alguns "por favor, por favor". Enquanto isso, Bakugo pegou um preservativo de baixo de um dos travesseiros e incentivou para que continuasse:

— Porra, como eu adoro te ouvir implorar.

E Kirishima teria prosseguido, se não fosse interrompido quando ele colocou a camisinha e desceu bem lento, apanhando cada centímetro. Mesmo através da barreira, era capaz de sentir o calor − mais quente que sua boca −, a lubrificação − mais úmida que sua língua −, a ligeira pressão − mais apertado que seus lábios. Para Bakugo, o latejar insistente que o estimulava por dentro já era uma resposta óbvia o suficiente, porém fez questão de perguntar, ofegante:

— Era isso o que você queria?

Kirishima jogou a cabeça para trás num gemido longo.

Com um sorriso convencido, Bakugo ergueu-se só para se afundar mais dessa vez, rebolando ao levá-lo tanto quanto podia. Espalmou as mãos sobre o peito para se apoiar, erguendo a blusa simples que ele vestia até a altura da clavícula, antes de aquecer as palmas como um aviso. A reação do namorado foi mais lenta devido ao prazer, mas tão logo percebeu que ele ativara a individualidade, ansiou por mais contato sobre a pele.

Apesar do poder de escudo humano e dos dentes afiados, ironicamente era Kirishima quem mais gostava de ser marcado. Assim, ficou mais e mais alto ao arquejar e se contorcer sobre a cama enquanto Bakugo castigava seus mamilos com pequenas explosões, para em seguida beliscá-los e puxá-los para cima. Desacelerara os movimentos por conta disto, mas logo voltara a quicar sobre o pau com ainda mais força, arrancando do rapaz deitado mais gemidos e súplicas que nem mesmo ele entendia:

— Mais, por favor, mais...!

— Tá exigente pra caralho, hein. − A tentativa de desdém foi distorcida porque puta merda, aquilo era tão gostoso.

— Ngh, quase... Ah, c-contin- Por favor!

Deixou de se mexer, para desgosto de ambos. Por pouco, muito pouco, Bakugo não desistiu do que planejara para se deixar levar − era delicioso saciar suas vontades depois de horas de preparação. Mas como chegara tão longe, não custava ir até o fim. Percebeu com satisfação que Kirishima se mantinha obediente, as mãos inconscientemente endurecidas a rasgar o lençol para não tocá-lo. Em seus olhos, no entanto, sua fome era tanta que mal podia ser contida. Foi encarando eles que mandou, a voz baixa, suave e rouca devido ao próprio desejo:

— Fala pra mim o que você quer, então.

Me deixa gozar, Katsuki.

O pedido continha tanto desespero que até Bakugo arrepiou-se antes de concedê-lo. Dessa vez, sentou sem nenhuma delicadeza e nenhuma restrição. Ao mesmo tempo em que subia e descia mais rápido e mais intenso, o outro impulsionava os quadris para cima e a sincronia de ambos fazia com que se chocassem repetidas vezes. Montou Kirishima até arrancar dele a última gota de esperma, gemeu junto dele até que os dois fossem uma bagunça pegajosa e sem fôlego, apertou-o entre as coxas e arranhou seu peito ao senti-lo pulsar uma última vez.

Mesmo para Kirishima, cuja recuperação era anormalmente rápida, foram necessários dois ou três minutos para que a respiração se estabilizasse depois de um orgasmo tão violento. Bakugo, no entanto, continuou a arfar; o rosto vermelho e as pupilas dilatadas denunciavam o quão excitado ainda estava. Isso e a ereção evidente, volumosa e ensopada entre os dois.

— Você quer que eu faça alguma coisa quanto à isso? − riu ao recuperar-se.

— Não, Kirishima − ironizou, descrente. − Eu tô muito confortável com esse pau duro no meio das pern- Ouch!

De súbito, Kirishima inverteu as posições entre os dois, jogando-o contra o colchão com um pouquinho mais de força que o necessário. A ação bruta, porém, deixou Bakugo mais e mais rijo, o que não passou despercebido pelo namorado. Avançou com uma das mãos de imediato e sussurrou, bem humorado até demais:

— Foi você quem pediu.

E o beijou. Depois de privar-se desse contato íntimo, seria natural para Bakugo ronronar ao encostar sua boca quente na dele, ao enroscar suas línguas − mas tanto estímulo era demais para aguentar. Seus gemidos foram abafados pelo beijo enquanto Kirishima o masturbava com uma avidez que ele já conhecia tão bem. E queria mais, exigia mais ao puxar os cabelos ruivos, ao morder o lábio inferior e esfregar-se contra os dentes afiados, ao empurrar-se contra o punho que o envolvia num aperto firme.

Quando gemer baixo não foi o bastante, Bakugo afastou-se para tombar a cabeça contra a cama, sua voz vulgar enchendo o quarto. Os dedos de Kirishima já estavam escorregadios de tanta lubrificação, mas continuou a estocá-lo em ritmos variados, atento às reações para cada um deles.

Bakugo sabia que era atraente (e abusava bastante disso), mas para Kirishima os momentos em ele era mais irresistível eram aqueles em que ele não se dava conta disso − como sua expressão de completo êxtase ao desmanchar-se sob o toque habilidoso.

Seu gozo jorrou espesso e esbranquiçado, manchando desde o umbigo até o peito. Fechara os olhos durante o arrastado gemido final, e permaneceram fechados enquanto era agora a sua vez de recuperar o fôlego. Kirishima aproveitou-se do momento para descartar a camisinha e procurou pelo celular que nem lembrava mais quando e onde deixou cair.

Foi o disparo do flash que chamou a atenção de Bakugo, e ao abrir os olhos se deparou com um Kirishima muito satisfeito com qualquer que fosse o resultado daquela imagem. Bem, deveria ter sido uma tremenda visão: seu corpo ofegante e melado de porra ainda fresca. No entanto, não deixou de apontar a incoerência para quem não muito tempo atrás mal conseguia manter o aparelho em mãos:

— Agora que conseguiu o que queria você quer tirar a caralha da foto?

— Não foi nem de longe tudo o que eu queria fazer − respondeu Kirishima, o tesão ainda presente no timbre e no olhar.

Ah, então ele queria mais.

Sem deixar de encará-lo, passou o indicador e o médio entre a substância ainda viscosa em sua barriga. Nem devagar nem apressado demais, deslizou os dígitos e lambuzou o caminho até alcançar os lábios. Estava atento o suficiente para reparar que Kirishima já endurecera de novo, e pelo visto queria repetir o trajeto com a boca, ansioso para lambê-lo. Esticou a língua para fora para limpar o esperma nos dedos, e o namorado achou aquele um bom momento para registrar mais uma vez, deslizando o polegar para fotografá-lo.

— E tudo isso por quê? − questionou, quase desinteressado.

— Hm?

— O motivo pelo qual você tá doido pra me comer. − De novo. − Qual é?

— Eu não ent- − A compreensão chegou ao perceber o sorriso sugestivo e petulante de Bakugo. − Não consigo só olhar. Eu nunca mais vou te pedir um nude porque não aguento não poder enfiar meus dedos em você, te chupar, te foder − admitiu, sem omitir nada, porque estava salivando só com as possibilidades. − Você é bom demais nisso… tão, tão bom, Katsuki.

E as palavras finais nenhum deles sabia se faziam parte da resposta ou eram consequência direta da vontade louca de Kirishima de meter nele até esquecer de todo o resto. Para Bakugo aparentemente aquilo era o bastante, porque o puxou para baixo, como que para beijá-lo de novo. Mas foi até o ouvido para sussurrar, intimidante mas tentador:

— Me subestima de novo e da próxima vez vai ser muito pior.

Kirishima não soube se gemeu de frustração ou de prazer.


Notas Finais


Imagem de capa por https://www.pixiv.net/member.php?id=37648

Bakugo é um namorado muito escroto JHDIAJDAKSDASDKJADASDFD Sorte sua que o Eijiro te ama mesmo sendo babaca q


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...