História Olhos abrasadores - Capítulo 27


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Angst, Anjo, Bullying, Canibalismo, Darkfic, Demonios, Depressão, Drama, Gay, Lemon, Loucura, Mistério, Originais, Políamor, Romance, Sobrenatural, Suícidio, Terror, Violencia, Yaoi
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Palavras 3.429
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Agora sim o capitulo Laços Quebrados!
Desculpem a demora, mesmos problemas de sempre ¬¬'
Mas cá está!

Boa leitura!
Até as notas finais.

Capítulo 27 - Laços quebrados


(Tristan)

Felizmente consegui me recuperar do choque inicial de ter passado alguns dias com insetos no meu corpo, antes mesmo de meus pais voltarem para casa. Claro, o apoio e carinho dos meus dois namorados junto com os conselhos de Rodrigo foram peças fundamentais para uma recuperação tão rápida, além do fato de pensar que já passei por coisas piores, então tinha mais capacidade de superar isso do que qualquer outro.

O problema real era que não tínhamos mais um plano para deter Aspen e seu misterioso mestre. Ainda não podia acreditar que Luccas estava apaixonado por mim, mas tinha certeza que seu pai seria bruto a tal ponto. Mas o que levou o homem a ser assim? Era algo que me perguntava todos os dias. Também estava descrente que minha vizinha esteja morrendo e tentou se matar.

Nossa única solução provisória para o fim das perturbações de Aspen era passar inseticida em toda casa (chutando que adiantaria) e fazer um antidoto para a toxina. Rodrigo ficou encarregado de estudar o veneno para tentar criar uma substancia que o amenizasse ou parasse.

No fim, tinha medo que Aspen tentasse fazer algo contra meus pais para me atingir, por isso queria que eles tivessem mais umas milhares de viagens para ficar longe dessa guerra entre nós, mas com a proximidade das festas de final de ano sabia que ele iriam ficar cada vez mais por perto. Além do que minha mãe estava grávida e seria um problema se ela se esforçasse muito.

Nos dias que se seguiram, percebi uma provocação a mais nos olhos de Lúcio para Natanael, além de algumas marcas de beliscões nos braços do moreno, consequências de seus atos. Os dois que antes tinham muito ciúme de mim agora conviviam muito bem no relacionamento. Esse fato deve-se principalmente ao fato de suas seções invadindo um a mente do outro, já que quase não os via conversando.

Aparentemente eles não tinham um limite para essa invasão e enquanto eu ficava tonto com o nariz sangrando após minutos seguidos com um deles mexendo nas minhas memórias, entre si eles ficavam normais.

Hoje não era para ser um dia complicado ou anormal, embora estivéssemos em alerta quanto a Aspen, estávamos tranquilos. Havíamos acordado com paz, sem nenhum compromisso especifico, apenas nos divertindo com algumas conversas ou mexendo no celular. Quando a campainha tocou.

Eu estava na sala assistindo um filme com meus dois namorados, quando vi minha mãe correr até a porta. Como um bom filho, avisei para que não corresse por causa do bebê, embora sua barriga não tenha dado sinais de crescimento. De resto não prestei muita atenção. Não havia motivos para visitas especiais ou era meu tio ou algum carteiro, leiteiro, enfim, nada muito alarmante.

Foi quando eu ouvi uma voz feminina e conhecida, dei um salto do sofá, jogando o cobertor longe. Natanael prestou atenção e fez o mesmo logo depois, deixando Lúcio alarmado, com a boca cheia de pipoca, sem entender nada. Minha mãe falou que nós tínhamos “visitas surpresa”, então amaldiçoei os sete mares, sabendo que ela tinha planejado isso.

Primeiramente Maggie, minha antiga melhor amiga que me largou para ficar com seu namorado, entrou com um sorriso alegre como se nunca tivesse feito o que fez. Em seguida, de mãos dadas com ela, o dito cujo do namorado, Rafael, que também já foi meu amigo. E por último, a grande surpresa do dia, que quase me fez pular a janela de desgosto, Andressa, minha ex-namorada.

- O que essa... – Natanael segurou todos os xingamentos dentro do âmago de seu ser ao apontar para minha ex. – Menina... está fazendo aqui?

- Visitando... não posso? – Respondeu, como se não tivesse dado a mínima para o fato de eu me mudar para longe e acabar tudo como se não tivéssemos passado anos juntos.

- Não, não pode. – Falei, contendo minha vontade de expulsar todo mundo. – Por que eles estão aqui?! – Perguntei para minha mãe.

- Eu os chamei. – Respondeu ela, como se eu fosse adorar isso. – Você anda muito fechado filho, trouxe seus amigos para que se divirtam.

No instante seguinte fiquei olhando contrariado para ela, logo olhando com desgosto os três traidores, que sorriam para mim como se nada nunca tivesse acontecido. Não deveria ficar surpreso, essa não é a primeira vez que meu pais acham certo decidir por mim, foi assim que eu perdoei Natanael, mas nem por cima do meu cadáver vou aceitar Andressa.

- Alguém me explica o que está acontecendo? – Perguntou Lúcio, ainda ignorante quanto a isso.

- Deixe-me te apresentar... – Disse com raiva e desgosto. – Rafael e Maggie, os namorados que escolheram ficar fodendo por ai ao invés de me ajudar quando precisei. – Os dois ficaram vermelhos, então minha mãe se deu conta da burrada que tinha feito. Parabéns. – E essa é a minha ex-namorada, Andressa, que não deu a mínima quando disse que ia me mudar e terminou, como se nunca tivéssemos ficado.

- E nunca fomos namorados de verdade, você imaginou tudo isso. – Ela afirmou, me deixando com mais ódio.

Exercitando a paciência, assim como a psicóloga me disse para fazer, contei até dez, respirei, tomei um ar, rezei para sabe-se-lá-quem por auto-controle. Quando já sentia meu desejo de voar na garganta de alguém controlado, suspirei e olhei fixamente para minha mãe.

- Eu vou para o meu quarto, e espero que até eu voltar, espero esses filhos da puta estejam fora da minha casa. – Os citados pareceram ofendidos com isso e minha mãe assustada.

- Mas eles não têm para onde ir! – Refutou.

- Ótimo! Então ou você arranja um lugar para eles ficarem ou não espere ver a minha cara por um tempo.

Fui em direção a porta onde as duas meninas foram sensatas e me deram passagem, no entanto Rafael não teve a mesma inteligência e segurou meu braço, me impedindo de prosseguir. Ele parecia relaxado, como se não tivesse colocado a mão em cima da marca dos meus pactos. Lúcio se levanta e Natanael aperta o punho para não começar um duelo físico.

- Qual é cara! – Falou-me o embuste. – Tivemos uns problemas?  Sim! Mas passou, cara! Estamos aqui de novo! Vamos esquecer esses problemas! Temos tanto para curtir!

Eu o olhei no fundo dos olhos, tentando expressar apenas com isso todo o ódio que carregava no meu corpo, por toda cicatriz que fiquei depois dos ataques, por cada xingamento e alucinação, por tudo o que me tinha acontecido e ele não estava lá para meu entender que eu estava mal. Rafael recuou alguns passos, mas ainda não me soltava. Olhei para sua mão e de novo para seus orbes agora assustados.

- Ou você tira a sua mão do meu braço ou essa vai ser a última coisa que ela vai tocar.

Obtive sucesso, ele me deixou ir, mas seu rosto determinado agora parecia o de uma criancinha assustada. Maggie estava chorando ao lado dele e Andressa havia colado na parede assustada. Por outro lado, Natanael parecia impressionado e Lúcio sorria orgulhoso, afinal, havia aprendido com ele a ser intimidador. Passei pela porta e comecei a subir as escadas quando Rafael tomou coragem de gritar:

- V-Você não era assim!

Vi sua figura trêmula ao pé da escada e sorri sínico. Talvez até eu mesmo tivesse medo de mim.

- Não, não era... mas você estava aqui para ver o que me mudou? Não! Cai fora!

- Escute aqui, rapazinho! – Berrou minha mãe furiosa, como se ela tivesse esse direito. – Você vai precisar comer e eu não vou levar comida pra você!

- Tudo bem, mamãe. – Disse sombrio. – Não é com se eu não aguentasse vários dias sem comer... também não é como se tivesse medo de morrer de fome...

Dito isso ninguém mais comentou nada. Terminei de subir o lance de escadas e ao passar pela porta do meu quarto, bati o mais forte que podia. Logo me deitei no colchão e comecei a dar boas risadas que tinham um tom levemente psicótico. Não sabia o que estava acontecendo comigo, mas era bom. Talvez ser um demônio como Lúcio não é algo tão mau.

 

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Passei o resto do dia trancado no meu quarto. Mas não é como se ficasse entediado Lúcio e Natanael me acompanharam no meu isolamento, o loiro por si só já odiava os presentes o suficiente para ir embora, já que o casalzinho também o largou para curtir a dois. De Andressa nem se fala, eu odiava ela pelo que fez comigo, o loiro, por ela ter sido uma pedra em seu caminho, Lúcio, só pelo fato de ela um dia já ter me beijado. Da última vez que conversei com Maggie e Rafael eles também a odiavam. Mas desde que ela não voltasse a cruzar o meu caminho não me importaria. Não foi o que ela fez.

De tempos em tempos ia até a porta do meu quarto me chamar para descer e falar com ela. Não batia na porta e falava normal, mas ficava gemendo e dizendo coisas sobre voltarmos. Andressa estava sendo insuportável, já que tinha contado que já namorava, mas ela não ouvia. A garota já estava enchendo até a pessoa que a convidou. Lúcio quando saiu para pegar minha janta ouviu mamãe comentar o incomodo.

Pela milésima vez naquele dia ela estava de volta a minha porta, falando coisas “românticas”, chamando pelos apelidinhos de casal que costumávamos chamar (na cama). Irritado, pensei em uma maldade, mas não tinha tanta certeza se devida realizá-la. Lúcio captou esse pensamento e disse que ela precisava de uma lição. Com se consultasse o demoninho e o anjinho da guarda, perguntei a Natanael o que ele achava. Todos ali concordaram com a maldade.

Pensando que eu estava sofrendo perseguições me questionei se isso era uma boa ideia, mas uma pequena brincadeira maldosa não atrapalha a vida de ninguém, não é? Não seria bullying ou assédio, apenas uma travessura da qual minha ex-namorada nunca mais vai se esquecer e vai parar de tentar me conquistar com suas falsidades. Apenas uma lição para uma pessoa que já quebrou muitos corações e precisava quebrar a cara.

Acontece que naquela hora estava com muita vontade de ir no banheiro, já que não tinha saído do quarto o dia inteiro. Perto de mim havia uma garrafa vazia a qual costumava tomar água. O cunho dessa maldade já está mais do que explicito juntando esses dois fatores. Se somarmos à aranha de Lúcio, Vermelhinha, por perto sabemos que causaríamos um susto em alguém que merece levar um.

Eu urinei na garrafa, enquanto Lúcio ria maldosamente do que faríamos. Pessoalmente não me importei de fazer isso na frente dos dois, eles já tinham visto mais coisas de mim do que o considerado “saudável” para uma relação. Assim que terminei de encher tampei bem e dei para Lúcio aproveitando que estava quente. Ele segurou pela tampa, escondendo atrás de si.

Quando abriu a porta, Andressa pareceu feliz por um momento, achando que finalmente ia falar com ela. O demônio todo sério disse que eu queria dar um presente para ela, mas era tímido. A garota acreditou e estendeu as mãos. Meu namorado colocou a garrafa plástica de liquido amarelado e quente em suas palmas. Ela olhou horrorizada já sabendo do que se tratava, mas não teve muito tempo de reagir, já que a arainha começou a passear por suas mão fazendo-a soltar a garrafa e gritar, batendo nas mãos para se livrar daquilo que não tinha visto. Acontece que o fundo do plástico estourou quando bateu no chão, sujando seus sapatos.

Lúcio fechou a porta logo em seguida, mas ficamos escutando seus gritos por mais uns 30 segundos antes de alguém ir ver o que aconteceu com ela. Rafael riu como um louco e minha mãe começou a berrar e bater na minha porta enquanto eu e meus namorados rolávamos no chão, sem nenhum arrependimento disso, afinal, ninguém é de ferro.

 

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Já de noite decidi parar de me esconder no quarto e ir tomar um banho. Afinal, não era por causa de visita inconveniente dos meus ex-melhores amigos que eu ia perder a liberdade dentro da minha própria casa. Estava com a cabeça mais fria, pronto para trocar algumas palavras com eles sem correr o risco de querer começar uma briga. Claro! Poderíamos conversar, desde que eles não tocassem no assunto de desculpas ou fingisse que ainda éramos o mesmo que antes.

No fim, não precisei me preocupar em ver a sua cara no corredor, já que tinham se recolhido para o quarto de hospede. Ainda bem que Natanael agora dividia o quarto e a cama comigo, se não teria que se embrenhar no meio daquelas víboras para pegar suas coisas. Se bem que minha ex-namorada não iria mais fazer nenhum mal, já que pregamos uma peça nela (e não fomos punidos).

Depois do banho rápido, desci e comi umas frutas para esperar meus namorados se aprontarem para dormir, cada em um banheiro diferente. Quando será que eles vão admitir que se gostam? Sério, pode ser que eles não se conheçam a tanto tempo, mas já sabem tudo um sobre o outro, adivinham o que o outro vai falar, até as vezes se chamavam de apelidinhos como “amor”. E eu antes achava que eles viveriam em guerra.

No meio da subida das escadas encontrei Andressa, descendo com um cobertor e um travesseiro. Ela fechou a cara quando passou por mim, fazendo-me rir da situação. Logo Lúcio apareceu saindo da sala se juntando a mim, causando uma raiva silenciosa na garota, continuamos a rir, dessa vez em conjunto.

Quando estávamos no corredor quando ouvimos a porta abrir e o casal sair do quarto de hospede. Ambos ficaram tensos com a minha presença, mas nem me importei com a deles. Ia voltar para o meu quarto quando Maggie segura meu braço.

- Tris, vamos conversar, por favor! – Disse ela chorosa.

- Sobre o que quer falar? – Perguntei frio, abrindo passagem para que entrasse no quarto comigo, aproveitando que estou de bom humor.

Eu me sentei na cama com Lúcio, indicando que os dois pegassem uma cadeira ou um puff dos que estavam espalhados pelo quarto. Esperamos Natanael chegar e tomar um assento para começarmos a conversar.

- Sobre o que aconteceu depois que você se mudou... – Pronunciou a menina fazendo-me bufar. – Foi você quem cortou o contato primeiro! – Ela reclama como se tivesse com razão e Rafael concorda.

- E depois que eu restabeleci o contato? Depois que contei que tinha sido machucado fisicamente e psicologicamente dentro da minha própria casa? Depois que eu comecei a enfrentar problemas psicológicos graves?! Depois do bullying! Onde vocês estavam?

- Você sofreu bullying?! – Perguntou Rafael assustado e eu ri em escárnio.

- Não, isso está acima do bullying... eu fui ameaçado de morte! E realmente atentaram contra a minha vida!

- Você não nos contou isso! – Contestou Maggie alto.

- Por que toda vez que eu liguei os celulares davam na caixa postal ou falavam para eu chamar depois, só que vocês estavam ocupados demais “brincando” entre si para ajudar seu amigo! Nem as mensagens respondiam! Olhavam e ignoravam! – Falei irritado e os dois abaixaram a cabeça. Lúcio e Natanael se mantinham quietos, sendo que o loiro estava de braços cruzados com uma feição não muito boa.

- E o que você quer que nós façamos?! – Devolveu Rafael no mesmo tom. – Voltemos no tempo e impeçamos as suas misérias?!

- Eu queria que vocês fizessem tudo, menos chegar na minha casa, na maior cara-de-pau, achando que eu não fiquei triste quando vocês me abandonaram na pior fase da minha vida!

- NÓS ESTAMOS TENTANDO PEDIR DESCULPA SE VOCÊ NÃO PERCEBEU!

Rafael gritou, se levantando e me pegando pelo colarinho. Senti meus ouvidos doerem, mas o ataque de pânico estava controlado. Segurei a mão dele, tranquilizando meus namorados pelos pensamentos. Olho o rapaz com a tristeza transbordando no meu peito, embargando minha voz.

- Sério? Em nenhum momento você tentou... – Fiz uma pausa. – Desde que começamos a conversar você não me disse que sentia muito... só tentou defender que está certo, quando não está... como você quer que eu aceite um pedido de desculpa falso?

Rafael soltou minha roupa e virou as costas, saindo pela porta e a batendo com raiva. Ele nunca foi uma pessoa muito paciente, sempre estourava e era orgulhoso demais para pedir desculpa. Já me deixei levar em diversos aspectos da minha vida, mas nesse caso eu não vou perdoar sem que ele esteja arrependido e é obvio que ele não está.

Maggie se levantou em seguida com lágrimas nos olhos. Nela eu podia ver culpa, estava realmente mal por ter me deixado, mas antes não tinha profundidade do que eu tinha passado. Ela era fácil de ler. Acenei com a cabeça amigavelmente e ela me abraçou. Não havia perdoado, pois não houve um pedido de desculpas, mas estava aberto a dialogo, caso ela quisesse falar nesses dois dias que ficaria.

E assim ficamos: sem desculpas, apenas remoendo a mais nas antigas magoas. Com Rafael os laços nunca mais se reatariam, mas com Maggie, talvez ainda conseguisse falar um pouco. Agora, oficialmente, tinha perdido meus dois melhores amigos, agora éramos apenas colegas. E ganhado uma grande inimiga. E mantido três pessoas que eu amo longe das garras de Aspen. No fim, todo término tem algo bom... Apenas minhas lágrimas durante toda a noite foram ruins, mas a segurança deles era melhor.

 

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(Luccas)

Naquela noite, quando Aspen apareceu no meu quarto, ele estava tão radiante, parecia tão feliz, que logo imaginei que tivesse feito alguma coisa muito ruim para Tristan. Apenas esperei que ele se sentasse para começar a me falar sobre seu dia, como o instrui a fazer. Hoje excepcionalmente usava um terno de marca, que não era nada além de uma ilusão criada por si e assim como sua aparência. De qualquer forma isso não me importava.

- Mestre, hoje os amigos de Tristan vieram vê-lo, só que aparentemente eles brigaram. – Contou a quimera. – E a ex-namorada dele também estava lá.

- Eles brigaram? Lúcio ficou com ciúme?

- Não, mestre, mas Tristan virou a cara para eles e os ameaçou.

- E o que tem isso? – Perguntei sem interesse, afinal, se Tristan não ficou mal não me serve de nada.

- Ah! Tristan é tão sexy quando fica com expressão de ódio! – Gemeu Aspen enquanto me contava, abraçando seu corpo como se tentasse reprimir o sentimento. Não admitiria que senti ciume... bem, a quimera já tinha lido minha mente mesmo. – Ele parece Jack quando estava me torturando!... Se bem que ele também fica bonitinho se submetendo... se eu não estivesse encarregado de atormentá-lo roubaria ele de Lúcio.

- É isso! – Falei tendo uma ideia brilhante, colocando meus planos acima de meus sentimentos. – Faça ciúme para Lúcio e Natanael! Faça-os largar Tristan! Assim ele vai ficar sem ninguém!

Aspen ficou me olhando sem expressão durante um tempo. Ele abaixou a cabeça pensativo, talvez até sentindo dor, por não gostar de fazer ou sentir ciume, levando em conta sua relação com Jack em sua vida passada. A quimera suspirou e passou a mão em seus cabelos, parecia realmente mal com isso. No instante seguinte, se animou e veio me contar sua ideia, embora já soubesse por ter lido seus pensamentos.

- Eu não quero fazer ciúme... sei o que é ver a pessoa que você ama com outra e isso dói... não desejo isso nem para Lúcio. – Admitiu. – Mas posso fazer pior... Andressa, a ex-namorada, provavelmente vai querer sair daquela casa. Você encontra ela no meio do caminho e falar para ela deixar o boneco nas coisas de Lúcio, de uma maneira que possa ser visto.

- Para os pais de Tristan acharem o boneco e descobrirem que Lúcio é o demônio... ok! Mas como eu você vai explicar para ela sobre o motivo disso?

- Digo que aquele brinquedo foi usado em um ritual satânico que os pais de Tristan viram no jornal e repudiaram... de qualquer forma eles vão expulsar Lúcio da vida do namorado.

- Mas e Natanael? O que faremos para ele se distanciar de Tristan?

- Com o tempo ele vai perceber que tem mais certeza em Lúcio, Natanael ama os dois, mas apenas a outra quimera é estável psicologicamente. No fim, ele vai abandonar Tristan e se hospedar em Lúcio. - Explicou Aspen, admirava sua inteligencia.

- Quimeras podem ser hospedeiros uns dos outros? – Perguntei cruzando as pernas.

- Sim, e é só jogarmos essa informação para eles que iremos poder pegar Tristan sozinho.


Notas Finais


Um capitulo de puro ódio diria... achei pessoalmente engraçado fazer uma versão mais malvada do Tristan :D
Não me perguntem da onde eu tirei essa maldade que ele fez, pois nem eu sei... foi natural... '-'
Aspen não perde uma oportunidade de acabar com Tristan... será que vai dar certo?

Enfim, espero que tenham gostado do capitulo! Um pouco tarde, mas ainda é domingo.
Minhas férias acabaram, então logo as coisas agitam mais! T^T

Até a próxima semana!

Próximo capitulo: Passando dos limites


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