História Olhos Azuis ( DESTIEL) ( ABO) - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Supernatural
Tags Abo, Destiel, Mpreg, Omegaverse
Visualizações 64
Palavras 2.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Festa, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Qualquer duvida sobre os ritos e so ir em explicações ok

Capa: @anastark
Betagem:@Cameliax-x

Capítulo 2 - Imbolc


Fanfic / Fanfiction Olhos Azuis ( DESTIEL) ( ABO) - Capítulo 2 - Imbolc

O tempo começava a ficar quente naquele início de primavera. Castiel estava deitado na grama molhada pela neblina, sentindo os primeiros raios de sol da manhã. Os passarinhos começavam a cantar e o vento frio soprava aquela hora da manhã. Os cabelos castanhos e longos do ômega faziam contraste com o azul de seus olhos, enquanto o vento teimava em os bagunçar, seu corpo pequeno e franzino envolto a uma túnica grossa de algodão o protegia do frio, por cima uma capa grossa, característica dos sacerdotes da deusa. O inverno tinha sido tão rigoroso que ele queria aproveitar cada segundo da presença tímida do sol.

Castiel amava aqueles momentos de quase solidão, onde sua única companhia era a natureza.

Os animais despertavam lentamente  de suas tocas, parecia que adivinhavam a chegada do Imbolc, o dia de celebrar a mãe por seus novos filhotes que nasceram durante inverno, o dia de fertilizar a terra antes do plantio. O dia de agradecer pela fartura do leite para seus pequenos recém-nascidos.

O ômega ficou horas ali, admirando cada sinal de vida que lhe aparecia. Pelo menos até ouvir seu nome sendo chamado repetidas vezes e cheiro forte de manjericão, mirra e glicínia ficando cada vez mais evidente.

–Droga, atrasado de novo!

Em um único pulo, Castiel ficou de pé e foi correndo em direção ao barulho dos risos. No salão principal o altar pra deusa já estava completamente aceso, e um grande círculo de vassouras foi montado no meio do templo. Enquanto alguns ômegas colocam coroa de flores invernais em suas cabeças, outros queimam incensos.

A auto sacerdotisa, Viviane, equilibra um grande candelabro — com 13 velas — e em meio a um sorriso, chama a atenção de Castiel.

– Ainda bem que se juntou a nos Cas. — O ômega ri com um olhar travesso, tomando seu lugar e colocando sua coroa de flores.

– Perdão, estava sentido os primeiros raios de sol, o primeiro dia de Imbolc é o mais bonito de todos, eu não podia deixar de ver.

– Qualquer dia desses eu te deixo de castigo, em pé, dentro do lago adimirando a natureza.

Todos riram.

– Pois bem, vamos começar!

A auto sacerdotisa diz os primeiros cânticos e logo o ritual de varredura vira uma grande festa. Todos varriam as poeiras que se acumularam durante o inverno, dando lugar assim a nova e iluminada estação. A primavera.

Viviane leva o ritual até a vila, e logo a comitiva dos ômegas sacerdotes engrossa, se unindo com os ômegas solteiros da vila e as crianças.

Eles entravam nas casas dos moradores, sempre varrendo para tirar os maus espíritos e colocando leite com mel para a deusa nos lugares onde seriam feitas as plantações.

Existia outro fato interessante acontecendo além do Imbolc, a chegada de jovens alfas de outras aldeias para a preparação do festival de Beltane. Neste ano, a caçada do Gamo rei aconteceria ali, na tribo de Remos, ao norte da Gália.

Castiel não sabia desde quando aquele costume era feito, só sabia que a captura do gamo Rei era algo esperado por cada aldeia e desde que se entende por gente era a primeira vez que sua aldeia era a escolhida.

O ritual da varredura não havia terminado quando algumas bandeiras de cores diferentes foram vistas no  horizonte, eram caravanas, grupos pequenos de no máximo 5 pessoas.

A vila toda estava em festa, porém se silenciou rapidamente. A auto sarcedotisa entoava o último cântico do dia, e ao notar a chegada dos visitantes gritou a seus discípulos: 

– Recolham suas vassouras, abaixem suas cabeças e se cubram.

Em poucos segundos os ômegas estavam cobertos da cabeça aos pés, deixando somente os olhos para fora, porém olhando pro chão. Menos Castiel, que olhava o que acontecia de rabo de olho, abaixando os olhos de tempos em tempos com medo de ser pego.

Cada chefe, de cada aldeia ali presente que passava por Viviane, descia do cavalo e se ajoelhava, beijando-lhe a mão. Logo todos seguiam para onde seria os festejos da noite, a casa de Uther Clear, o chefe da tribo.

John Winchester era o chefe de uma das aldeias mais promissoras, Taurini. O homem era invejado por todos, inteligente, rico e viúvo, um estrategista magnífico. O Alfa entrou na cidade em cima de um grande cavalo branco, acompanhado por seus filhos, Dean e Sam Winchester, dois alfas tão magníficos quanto ele.

Dean era loiro, alto, com ombros largos e musculosos, e um sorriso incrivelmente belo. De cima de sua bela montaria sorria, jogando seu charme avassalador para os ômegas da cidade, que acenavam e mandavam beijos.

Sam, o mais novo, era mais sério e carrancudo, mas muito bonito, tendo as mesmas características do irmão, porém com lindos cabelos negros, iguais aos do pai.

Assim que John desceu de seu cavalo, olhou para Viviane, dando um grande sorriso ao que se ajoelha como os outros e lhe beijava as mãos.

– Senhora. Há quanto tempo, espero que esteja bem. — Disse alisando com as pontas dos dedos, a mão da ômega.

Viviane parece hipnotizada por alguns segundos. Porém, desconsertada, a sacerdotisa puxa a mão e responde.

– Estou muito bem, obrigado por perguntar.

John olha para os filhos, que descem de seus respectivos cavalos ao notarem o olhar de seu pai.

– Esses são os meus filhos, Dean e Sam, ambos vão participar da corrida.

Dean se aproxima e se ajoelha, beijando as mãos da sarcedotiza, porém outra coisa havia lhe chamado a atenção. Logo atrás da ômega, havia um lindo par de olhos azuis, olhos esses que ao se encontrar com os dele não se desviou, muito menos olhou pro chão como os outros. O Alfa poderia se afogar naquele mar, e sem perceber sorriu.

Viviane percebeu seu gesto e olhou para trás, não viu nada. Todos estavam em suas posturas perfeitas, impecáveis como deveriam estar.

Então ela olhou de cara feia para Dean, que sorriu pra ela, lhe mostrando a mesma covinha do pai.

Sam repetiu o gesto do pai e do irmão, não mostrando nenhuma reação.

Ao entrar no grande salão, Dean puxa Sam.

– Você viu?

– Vi o quê?

– Aqueles lindos olhos azuis, os olhos mais lindos que eu já vi.

– Você deve estar vendo coisas.

– Estavam logo atrás daquela moça carrancuda.

– Você quer dizer a auto sacerdotisa do templo, Viviane? — Disse Sam com cara de poucos amigos. – Fale baixo.

– É essa...espera.... então os olhos pertence a um ômega sacerdote! DROGA!

O alfa fala alto, trazendo a atenção de todos pra si.

– Lembra que papai pediu pra você se comportar? — Sam fala entre os dentes, enquanto o irmão segura o riso a o ver a cara de irritação do pai.

– Eu preciso ver aquele par de olhos novamente.

Dean não tira os olhos da porta, tentando encontrar tal par de olhos lindos.

Após receber todos, Uther Clear dá início ao banquete.

Logo na entrada, a auto sacedotisa recita algumas palavras e sai com seus discípulos.

Dean os olha até os perder de vista, na subida de uma colina em meio a nevoa. O céu não estava mais azul, e sim um cinza escuro, coberto de nuvens carregadas.

Assim que chegaram ao templo, todos os sacerdotes se purificaram. Contudo, somente os virgens. Aqueles nunca tiveram um único cio foram chamados para a roda. Naquela noite seria escolhido o ômega da deusa.

Em um círculo diante da fogueira, Viviane rogou a deusa que lhe mostrasse seu representante em Beltane.

Os ômegas começaram a dançar  em frente ao fogo, seus movimentos eram suaves, seus gestos delicados, todos seguindo de acordo com a flauta que tocava ao fundo.

Aos poucos Castiel começou a se sentir quente, seu cheiro ficou mais evidente como nunca antes, de repente o ômega se caiu no chão desmaiado e a coroa de flores de inverno brancas se transformaram em vermelhas.

No dia seguinte, Cas acordou em um quarto diferente. Devia estar doente, pois desde de chegou ali, dividiu seu quarto com Emma, uma outra pequena ômega de sua idade e agora pela primeira vez, estava sozinho. Pela luz que entrava nas frestas da cortina, soube que estava atrasado mais uma vez, iria tomar outra bela bronca de Viviane ou de outra sacerdotisa com o posto acima do seu.

Lavou o rosto e comeu um pouco do migau que estava ao lado da lareira. Quando estava saindo, Viviane  entrou no quarto sorrindo.

– Como está hoje Cas?

– Bem senhora, acho que dormi demais, estou atrasado para meus afazeres.

A Mulher o sentou na cama.

– Acalme-se, você se lembra do que houve ontem?

O ômega balançou a cabeça, negando.

– Só me lembro que estava quente, muito quente, e depois eu apaguei.

– Então, você foi o escolhido pela deusa. Você vai ser o noivo do Gamo rei em Beltane. E a partir de hoje, você tem outras funções, outras atividades.

– Como?!

– Você obteve a bênção de representar a deusa.

– Mas...Mas...

– Vamos começar com os banhos de purificação.

A cabeça do ômega deu um giro de 180 graus, ele sabia exatamente o que aquilo siginificava, horas de rituais sem fim, horas de orações, banhos intermináveis e o pior, ele teria que se preparar para receber um bebê! Ok, era uma honra, mas ele era curioso demais, gostava de correr livre pela floresta com os animais, gostava de tomar banhos nos rios e dormir sob as copas das árvores, tudo aquilo fazia parte de si.

Por outro lado ele tinha novas obrigações, e só por ser o escolhido, ele ganhou duas posições dentro da ordem, além de um quarto só para sim, e de certa forma, aquilo o deixou envaidecido.

Viviane olhava a carinha confusa de Castiel, seu olhos azuis piscavam em constante dúvida.

– Eu vou te contar um segredo, eu passei pelo mesmo que você.

– Sério?!

– Sim, e eu também era um espírito livre como você é, meu pequeno. — Viviane fez um pequeno afago em sua cabeça. – Pode me perguntar qualquer coisa.

Uma pergunta veio direto a mente de Castiel, que corou automaticamente.

– Jura?

– Juro. — A mulher mais velha riu.

– É, como é...sabe...

O rosto claro do ômega ficou completamente vermelho.

A auto sacerdotisa riu, muito se falava do sexo na sua totalidade, da liberdade do conceito de virgindade, mas ela nunca havia tido esse tipo de conversa com um de seus discípulos. Quando chegavam a certa idade,  alguns se mantinham virgens por toda vida, por vontade própria é claro, outros se “casavam” com homens da tribo e com eles passavam seus cios. Os sacerdotes eram seres da natureza e sexo faz parte dela.

– Você quer saber sobre o sexo?E o que exatamente?

Mais uma vez o ômega ficou vermelho.

– Dói? E por quê...os alfas são tão grandes? Eu vejo os animais acasalarem e às vezes sinto até pena.

Viviane ri.

– Não, e a partir de hoje vamos lhe preparamos para o cio, e aos poucos seu cheiro ficará característico. Quanto mais próximo do dia de seu primeiro cio, mais seu corpo mudará. Você vai ficar quente, suas ancas ficaram maiores e seu corpo um pouco mais redondo. Os 3 dias passaram como um sonho e a última coisa que irá sentir é dor. — O ômega sorriu mais confiante. – Só te peço uma coisa, sem mais fugas, sem correr pela mata, sem banhos nos rios e principalmente, sem dormir na grama nas beiradas dos lagos.

– Mas...

– Seu cheiro irá ficar mais forte a cada dia, isso irá atrair alfas. E os Alfas enlouquecem a cada sinal de cio de um ômega. Até o final de Beltane, você pertence a deusa.

O ômega ainda tentou reclamar, mas ambos foram interrompidos pelo barulho da porta se abrindo.

Era Piter, o braço direito de Viviane.

– Senhora, temos que ir.

– Obrigada.

Ela respondeu e o rapaz saiu.

– Alguma última pergunta?

– Eu sei que nós não podemos tirar a máscara durante o Beltane, mas a senhora viu o alfa com quem passou o Beltane novamente?

Viviane corou e depois disse firme:

– Não. Não me lembro, não o vi! Agora vamos, temos muito o que fazer.

Castiel não entendeu a súbita explosão de Viviane. O por que dela ter ficado tão nervosa com sua pergunta, mas de uma coisa ele sabia. Viviane estava mentindo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...