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História Olhos de Cinzas. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Capítulo não betado.

Boa leitura!

Capítulo 2 - Episódio 2


Fanfic / Fanfiction Olhos de Cinzas. - Capítulo 2 - Episódio 2

Episódio 2: Conheça os clubes.


— Oi! — Me cumprimentou, desanimada.

— Mirela? O que você está fazendo aqui?

— Estou fugindo de um grupo de garotas idiotas.

— Tem muita garota boboca por aqui.

— Elas estão sempre juntas, duas morenas e uma loira chamada Ambre — pronunciou o nome em um tom raivoso —, eu acho. Elas não param de perturbar desde que eu cheguei aqui!

— Você está falando da irmã do Nathaniel e das amigas dela? — Não segurei a risada. Aquele trio realmente não têm nada melhor para fazer no tempo livre — É verdade que no quesito pretensiosa, elas ganham o primeiro lugar.

— Então você quer me ajudar? — Ela me olhou, esperançosa — Quero que elas me deixem em paz!

— E eu faço o que? Dou uns tapas? — Perguntei ironicamente, ainda rindo.

— Ora, vá... Com um pouco de sorte você consegue vencê-las, eu sou o árbitro.

Garotinha debochada.

— Você quer que eu seja expulso ou o quê? Além do mais, eu sou um gentleman. Não saio por ai batendo em garotas.

— Oh, me desculpe, senhor "gentleman"! Eu vou deixá-lo sozinho com seu cavalheirismo. — Se virou para ir embora, mas eu a segurei pelo pulso.

— Ei, espere ai! — Soltei-a — O que você quis dizer com "com um pouco de sorte você pode vencê-las"? Está me provocando? — Toquei-a no braço, rindo. Mirela me olhou com um sorriso no lábios e me tocou igualmente — Hey, quem você pensa que é? Vá embora antes que eu abandone meus modos de gentleman! — A loira riu uma última vez e se virou para ir embora, desta vez eu não a segurei.



— Castiel, eu preciso ir para o clube de jardinagem. Pode me dizer onde fica?

— Clube de jardinagem? Por que eu saberia? É um negócio de garotinhas...

É claro que eu sei onde fica o clube, eu estudo aqui há anos. Se eu sei onde ficam as chaves dos lugares proibidos aos alunos, como não vou saber onde fica o jardim do colégio? Mas essa menina não sabe fazer nada sozinha? Se ela fizesse um pouco de esforço, veria que tanto o clube de basquete quanto o de jardinagem ficam em lados opostos do pátio.

— Olha, não tente me enrolar, tá legal?! Tenho certeza de que você não chegou na escola há dois dias! Você deve saber onde é! — Vejam só... Alguém ficou de mau-humor de algumas horas para cá! O que será que aconteceu?

— Não precisa ficar nervosa, garota. Me desculpe, mas flores não são o meu lance. — Ela fechou os olhos e respirou fundo, tentando manter a calma. Tive que me segurar para não rir.

— Você conhece alguém que possa me mostrar onde fica, pelo menos?

— Eu acho que Iris pode te ajudar, mas não tenho certeza se ela faz parte do clube.

— Legal! Viu como você consegue ajudar quando quer? — Ela me deu um tapa no ombro, como se me parabenizasse.

— Você vai acabar me machucando! — Empurrei-a de leve — De qualquer forma, eu não vi a Iris, antes que você me pergunte.


As horas passaram rápido, e eu pude ver Mirela levando duas plantas do clube de jardinagem para dentro do colégio. Quando perguntei o que ela faria com elas, ela me disse que colocaria um no grêmio e outra na sala de aula. Uma das plantas era uma figueira inofensiva, e a outra, uma mimosa cheia de pólen, não tão inofensiva para um certo representante, e visto a cara que Mirela fez quando eu insisti para que ela colocasse a mimosa no grêmio e a figueira na sala, tenho certeza de que ela fez o contrário. Próximo do fim das aulas, a garota veio até mim novamente, dessa vez, segurando um papel.

— Você faltou a aula de novo? Tenho uma folha de ausência para você assinar. — Quem é o idiota que mandou a novata entregar esse tipo de documento? Oh, mas claro... Nathaniel...

— Ahahah, sem comentários! Pode devolver essa folha ao Nath, eu não vou assinar nada.

Mirela suspirou e saiu na direção do colégio arrastando os pés. Minutos depois ela volta e anda até mim, parando na minha frente e com as mãos atrás das costas.

— Está querendo alguma coisa?

— Sim, que você assine a folha de ausência. — Me mostrou a folha, com um sorriso envergonhado.

— Me deixe em paz com isso!

— Ele insiste, você deve imaginar o quanto. — Sua expressão mostrava o quão desanimada ela estava. Se ela não querie me entregar esse papel idiota, porque não mandou o Nathaniel pastar?

— E ainda assim eu me recuso! E que ele mesmo venha me mandar assinar se for um homem de verdade ao invés de mandar uma garotinha como você!

Visto a sua expressão de raiva, acho que ela não gostou de eu tê-la chamado de "garotinha"... Mas quem se importa?

Não demorou muito para que ela viesse até mim de novo, desta vez com a cara fechada.

— Você transmitiu a mensagem?

— Sim, e você se decidiu? — O tom de voz denunciava que ela estava de saco cheio dessa situação tanto quanto eu.

— De novo?! Caramba, garota, você é insistente!

— Eu te juro que não é por querer, só faço isso porque o Nathaniel não larga do meu pé!

— Eu entendo, mas eu sou tão teimoso quanto ele e não vou assinar nada! Além disso, tenho certeza de que ele faz isso na esperança de que eu seja expulso da escola.

— O quê? Expulso? — Ela arregalou os olhos, surpresa, mas olhou para o papel de forma decidida — Eu não quero que você seja expulso. Quer saber? Esqueça essa folha boba, eu vou devolvê-la para o Nathaniel.

— Eu sabia que você ia entender... — Não, eu não sabia. Realmente essa garota não é uma cópia da amiguinha do Representante — Obrigado... — Falei, não escondendo o meu alivio.

O fim das aulas finalmente chegou e eu pude finalmente esticar as pernas depois de horas sentado. Sai da sala e comecei a caminha na direção da saída depois de conferir se o meu armário estava trancado, mas alguém me segurou pelo ombro.

— Espero que não esteja pensando em ir embora sem assinar a folha de ausência, Castiel. — Me virei com o máximo de desdém que pude. Não importa o quanto eu tente evitá-lo, o Nathaniel sempre acha um jeito de me aborrecer, mesmo que seja através de outras pessoas.

— E eu espero que você não tenha vindo me encher o saco com isso de novo. — Cruzei os braços — Não bastou ter mandado aquela garota vir falar comigo? O que foi, Nath? Tem tanto medo assim de mim que preferiu mandar uma menininha fazer o seu trabalho?

— Se tem uma coisa que não tenho por você, Castiel, é medo. Eu mandei a Mirela te entregar a folha porque eu queria evitar olhar na sua cara, mas ela se parece bastante com você, por isso não me fez esse favor.

— E isso te deixou magoado, representante?

— Eu diria decepcionado. Achei que ela fosse alguém responsável, mas ela é igual à a você.

— O que você quer dizer com isso? — Descruzei os braços, encarando-o.

— Leia as entrelinhas, Castiel. Você não é tão burro assim, eu acho... — Me estendeu a folha — Assine a folha de uma vez, assim eu não preciso gastar mais um minuto com você.

Aquilo foi a gota d'água. Agarrei Nathaniel pelo colarinho da sua camisa e o joguei contra os armários com toda a força que pude.

— Você não gastar o seu precioso tempo comigo, Nathaniel?! Saiba que eu adoraria gastar o meu quebrando a sua cara! — Bati-o contrário os armários de novo — Ouça bem o que eu vou dizer: eu não vou assinar essa porcaria, ouviu bem?!

— Assuma a responsabilidade pelos seus atos, seu idiota irresponsável!

— Chega! Eu vou te mostrar o que acontece com os imbecis que me provocam!

O corredor estava vazio, então não teria ninguém que pudesse no separar e eu estou contando com isso. Tudo o que eu quero é quebrar a cara desse babaca sem que alguém me interrompa!

— Castiel! Nathaniel! O que vocês dois estão fazendo? — Olhei na direção da voz e lá estava a Mirela, parada no meio do corredor e nos olhando assustada.

— Vá embora, Mirela! — Gritei.

— Castiel, por favor, pare com isso! Você só vai criar problemas para si mesmo!

— Isso não é da sua conta! Não se meta!

Quando Mirela tentou se pôr entre nós dois eu a empurrei e voltei minha atenção para o idiota na minha frente, mas assim que levantei o punho para socá-lo a garota segurou minha mão e me puxou para trás, me fazendo soltar o Nathaniel, que não tardou em ir embora. Mesmo que eu estivesse extremamente irritado por ela ter se metido onde não era chamada, Mirela e eu conversamos um pouco. Quando finalmente me senti mais calmo nós nos despedimos e fomos cada um para um lado.


Notas Finais


O CANO
QUE FICA EM CIMA
DA MINHA CASA
ESTOUROU
E ALAGOU
O MEU QUARTO
E O CORREDOR


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