História Olhos de Dragão - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Grandine, Jellal Fernandes, Jenny Realight, Jude Heartfilia, Layla Heartfilia, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Sting Eucliffe, Wendy Marvell
Tags Fairy Tail, Jerza, Nalu, Romance
Visualizações 423
Palavras 2.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quero primeiramente agradecer pelos 200 favoritos!
Eu sou bem who aqui no Spirit, e ter 200 favoritos é um hit pra mim e eu estou muito feliz por isso! <3 Obrigadinha pessoal, por tudo até agora.
Meu segundo agradecimento é sobre os comentários no capítulo anterior, você estavam bravos com o pobre Rogue :( não odeiem ele kkkkkkkkkk até os fantasminhas se pronunciaram no capitulo anterior, leitores novos e eu fiquei felizona, ainda não deu tempo de responder todos, mas prometo responder, tá bom?
E agora eu vou falar sobre esse capítulo e confessar que foi MUITO MUITO MUITO MUITO difícil escrever ele, principalmente na parte da briga, nenhuma guri brigou por mim, então era difícil imaginar as situações, mas com fé no PAI eu consegui, mas as coisas entre o casal vão ficar mais claras a partir daqui.
Então, deixem a opinião sobre esse capítulo ~
Boa leitura <3 amo vocês

Capítulo 11 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Olhos de Dragão - Capítulo 11 - Capítulo 11

Lucy olhava tudo aquilo assustada.

Rogue nunca foi agressivo, muito pelo contrário, era um rapaz doce e calmo. Nunca o viu bater em ninguém, por motivo algum. Agora Natsu estava no chão e a palma da mão se encontrava sob o local atingido, a maçã de seu rosto adquiria uma cor vermelha que só piorava.

O tempo pareceu ter congelado, breves segundos pareceram minutos longos. Sem que percebesse, Natsu se levantou como uma fera indo na direção de Rogue, os olhos deles pareciam assustadores para ela.

Natsu parecia um touro e só conseguia enxergar Rogue a sua frente, Lucy precisava pará-lo, mas suas pernas ficaram travadas e a boca parecia um deserto de tão seca.

— Natsu, pare... — ela sussurrou tão baixo que pareceu um sopro.

E um som abafado a fez olhar para Rogue.

Ele tinha sido derrubado na grama por Natsu, com somente um soco.

— Quem você pensa que é garoto? — o tom de voz de Natsu era sério e carregado de raiva. — Acha que eu vou deixar barato esse soco?

— Garoto? Eu sou um homem, seu imbecil!

— Claro, que homem corajoso me dando um soco quando estou de costas!

Rogue do chão se jogou nas pernas de Natsu fazendo que o mesmo perdesse o equilíbrio. Então começou uma sessão de socos de ambos os lados.

— NUNCA MAIS TOQUE NA MINHA GAROTA! — Rogue gritou.

— Quem mais seria o babaca que magoou ela, não é mesmo?

Natsu o olhou mais irritado que antes e ia dar outro soco, mas as pernas de Lucy resolveram responder e ela correu para impedir algo pior.

— Por favor, parem... — ela segurou o punho de Natsu recebendo parte do impacto.

— Lucy! — Natsu pegou na mão dela — Me desculpe... — Natsu mordeu os lábios com força e quando os soltou estavam um pouco inchados e volumosos.

Por um momento ela pensou em como seria bom beijá-lo.

Olhando o rosto dele, percebeu alguns machucados e olhou para Rogue que se encontrava no mesmo estado, ela tinha que admitir, a culpa era dela.

“Que maldição, eu estrago tudo!” ela pensou e seus olhos ficaram marejados.

— Lucy, pode me explicar o motivo de estar beijando outro cara?

Rogue estava ali os encarando incrédulo.

— Como? — Lucy olhou meio tonta.

Natsu permanecia ali ao lado dela, como um dragão a ponto de cuspir fogo, mas não falou nada.

Era a hora dela encará-lo, não queria ser a Lucy fraca e que perdoa tudo. Rogue era o motivo de boa parte de suas lágrimas derrubadas, ela tinha que tomar uma atitude.

— Eu chego aqui para te ver, mas te vejo na droga de uma barraca beijando esse riquinho de merda! — Rogue alterou o tom quando falou de Natsu.

— O que você fez de importante durante esse período que eu estive fora? — de leve sentiu uma das mãos de Natsu apoiando seu ombro, as pernas dela tremiam — Você não me deu um telefonema.

— Eu não consegui te ligar, não sabia o que dizer... Então vim aqui e te encontro beijando ele.

— Infelizmente eu não o beijei, mas beijei metade dos rapazes solteiros de Fiore, não me orgulho disso, porém isso serve para que você perceba que o meu mundo não gira em torno de você. — Lucy caminho ficando bem perto do rosto de Rogue — Você nunca me pediu em namoro, então não somos nada e não lhe devo explicação nenhuma.

— E agora está com ele? — Rogue apontou para Natsu.

— Isso importa?

— Muito.

— Só está irritadinho porque sabe que me perdeu.

Rogue riu frustrado.

— Exatamente, não aceito te perder para esse cara.

A vez de rir foi dela.

— Você não estava com a Minerva? Por que está me cobrando explicações?  — Lucy disse.

O rosto do moreno se tornou vermelho e depois duro como pedra.

— Eu errei, eu admito — Rogue deu um passo na direção de Lucy, mas Natsu o olhou feio e fez Rogue parar — Eu te amo, Lucy.

Lucy ficou mais nervosa ainda.

— Quando as pessoas amam, elas geralmente demonstram ou dizem, mas você nunca me disse nada — Lucy sentia a garganta se fechar, ela teria que aguentar até Rogue sair para poder chorar — Não me machuque mais, chega de mentiras!

A multidão aos poucos aumentava e Lucy odiava ser o centro das atenções. Natsu continuava ao seu lado, não sabia o motivo, mas ele continuava ali.

— Não é mentira, eu só demorei a perceber. — Rogue tinha os olhos marejados.

— Tarde demais, Rogue.

Lucy sabia que ele nunca foi de fingir, ele simplesmente não conseguia esconder nada dela. Rogue estava prestes a chorar, assim como ela. Só que ele tinha feito à escolha dele e ela se manteria firme nessa decisão.

— Lucy me dá uma chance, me deixa demonstrar o quanto você é importante.

Lucy soltou um suspiro e virou as costas para Rogue, olhou nos olhos de Natsu Dragneel e na mesma hora ele entendeu o que ela queria.

— Me leve daqui Natsu, por favor. — ela suplicou.

As mãos dela pareciam cubos de gelo, mas ele tratou de aquecê-la assim que entrelaçou os seus dedos nos dela. Lucy o olhou imediatamente e Natsu deu um sorriso tão lindo que o seu corpo inteiro ficou aquecido. Começaram a andar e numa distância segura Lucy olhou para trás e ao longe pode ver que Rogue continuava lá parado, olhando ela ir embora. E o seu coração doeu por vê-lo daquela forma.

Os dois andaram em silêncio e Lucy ignorou alguns conhecidos, o Sol já havia se posto, e a noite pareceu uma pintura para ela, muitas estrelas brilhavam e o céu parecia estar tingido no tom azul safira perolado. Assim que chegaram à colina que estavam antes, eles se sentaram um do lado do outro e ela desabou no choro.

O choro não tinha som algum, mas ela sentia o seu rosto quente, provavelmente estaria toda vermelha. As lágrimas molhavam a saia do seu vestido, o feitiço se foi e nem era meia noite a mulher destemida de agora a pouco havia voltado ao normal, Lucy voltou a ser uma adolescente indefesa.

De leve sentiu a mão de Natsu passear pelas suas costas em forma de consolo. As mãos dele eram tão quentes que pareciam estar em chamas, de súbito, Lucy levantou o rosto e o encarou, um pequeno corte próximo ao olho ela podia ver, um pouco acima os olhos ônix mais lindos que ela já tinha visto e os lábios tão cheios que faziam ela se arrepender por não tê-lo beijado.

A vontade estava ali, mas a razão tinha que vencer, afinal Natsu tinha uma namorada.

— Onde estão os gêmeos? — ela olhou assustada.

Natsu riu espantando a atmosfera romântica.

— Eles estão com os pais de Asuka, praticamente me imploraram para brincarem e você disse que eles eram boas pessoas — ele explicou.

— São patrões gentis e a Asuka é uma doçura.

Natsu concordou.

— Lembro-me deles nessa idade, sempre perguntavam sobre tudo, principalmente o motivo de não terem uma mãe. — Lucy o olhou triste, cuidar de uma empresa, de duas crianças órfãs e de um coração ferido por perder duas pessoas queridas.

— Eu queria poder ter te ajudado nessa época — ela confessou.

— Teria sido muito bom, mas acho que foi melhor assim.

E após essa pequena conversa, eles ficaram novamente em silêncio, mas não era algo ruim. Lucy não queria conversar sobre Rogue e ele não queria pensar no passado. Assim contemplaram o luar alguns minutos antes de irem buscar as crianças.

Depois desses minutos em silêncio Natsu voltou a falar:

— Ainda vai querer jantar com os seus pais? — ele a olhava de uma forma engraçada.

— Não sei, o que você acha? — ela lançou o mesmo olhando o fazendo sorrir.

— Qualquer coisa que eu fizer contigo vai ser bom.

Aquela foi direto no pobre coração de Lucy que teve dificuldade em disfarçar a surpresa.

— Eu não quero vê-los hoje. — Lucy admitiu.

— Então vamos jantar só nós dois mesmo.

— E os gêmeos? — ela o olhou confusa.

— A mãe de Asuka me ligou perguntando se os gêmeos podiam jantar na casa dela — ele riu — Os dois me imploraram.

Lucy riu junto com ele.

— Então vamos? — Natsu se levantou esticando as duas mãos para Lucy, ela as segurou e foi erguida.

— Claro.

Lucy foi andando lado a lado com Natsu, conversando sobre assuntos aleatórios. As ruas estavam um pouco cheias devido ao festival de páscoa, como a cidade era pequena todos já sabiam do que tinha acontecido na barraca do beijo: Lucy havia deixado Rogue por Natsu, mas ninguém sabia que Natsu se chamava Natsu Dragneel, até então era é só o cara de cabelos róseos.

E ela queria mantê-lo longe de murmúrios e fofocas.

— Que tal a gente voltar para a colina? — ela já foi virando o corpo dele voltando para onde eles estavam.

— Eu estou com fome — Natsu a fez voltar a caminha junto com ele, mas não eram em direção as barracas — Eu não ligo se eles vão ficar comentando de como está o meu rosto ou se eu tomei uma surra, o meu problema vai ser se falarem algo de você.

Ela estalou a língua, naquele momento Lucy só não queria lidar com Rogue, comentários dos outros era o de menos. Lucy acabou reconhecendo o caminho, Natsu a estava levando para o estacionamento.

— Aonde iremos? — ela perguntou confusa — Pensei que íamos comer por aqui...

— Bom, como ainda é cedo, pensei em comermos num restaurante — ele explicou.

— Podemos comer em uma das barracas.

— Certeza?

Lucy assentiu.

Natsu a olhou e deu de ombros indo na direção das barracas, ela se sentia estranha ao lado dele. Tendo pensamentos bem idiotas para falar a verdade. Só queria comer logo, pegar os gêmeos e sair dali.

— Daria tudo para saber o que está pensando — Natsu a olhava com curiosidade e um sorriso nos lábios.

— Estava pensando no Romeo e na Wendy — ela confessou uma parte de seus pensamentos.

— Estou com saudades deles — enquanto caminhavam eles conversavam — Quando eles estão no colégio eu morro de saudades deles, mas o trabalho me distrai bastante. Só que quando eles estão aqui eu quero passar todo o tempo em casa brincando com eles, não quero que eles cresçam nunca.

Lucy quase riu, mas sentiu que Natsu estava sendo sincero.

— Assegure-se em ser carinhoso, atencioso e amoroso com eles — ela aconselhou — Sempre.

— Confessarei algo para você — na mesma hora os dois pararam de andar — Depois que você se mudou lá para casa, os gêmeos parecem mais feliz, e bem... A felicidade deles é a minha, então estou muito feliz por tê-la conosco todos os dias, por isso pensei que eles poderiam frequentar uma escola normal...

— Sério?

— Claro, imagine eles livres naquela casa — ele comentou imaginando — Sem supervisão.

— Eles precisam de alguém com eles.

— Talvez precisem de alguém atencioso — ele jogou a isca, mas Lucy não estava entendendo.

— Eles precisam de alguém com eles, mas eu sei que o senhor vai encontrar alguém capaz — Natsu assentia conforme ela falava. — Eles ficarão felizes se decidir matriculá-los numa escola da região.

Lucy parecia estar contente se Natsu tomasse essa decisão, os gêmeos ficaram tão contentes. Só que ela não tinha percebido o que ele queria dizer.

— Sim, mas por enquanto é só uma ideia — Natsu pigarreou de leve — Seria bom se você... Ér... Continuasse como a babá deles...

— Como? — a boca dela abriu pelo espanto.

— Sabe, um trabalho fixo, com carteira assinada, férias, os seus direitos como trabalhadora — ele explicava — Romeo me confessou que você é doce e Wendy disse que te ama muito, não quero botar pressão numa decisão sua, mas se eu decidir sobre eles estudarem numa escola perto de casa, acho que seria maravilhoso tê-la em casa... Com os gêmeos!

— Eu ficaria tão feliz — internamente ela pulava de alegria.

Natsu fez o pedido assim que chegou numa barraca: dois hot dogs, dois refrigerantes e uma porção de batatas fritas.

— Tem tanta gordura aqui — Lucy comentou assim que chegaram os pedidos — vou ter que correr até o fim das férias de Romeo e Wendy para perdê-las.

Natsu apenas riu e começou a comer as batatas.

— Isso está bom.

— Está mesmo!

 Ambos conversaram mais sobre os gêmeos, trabalho e sobre coisas que não lembrassem brigas e Rogue, parecia tudo bem até que Lucy olhou mais a frente e viu Kagura a olhando como se fosse matá-la.

“Hoje não é o meu dia!”

— Oh Céus... — ela sussurrou.

Natsu a olhou assustado.

— O que houve? — a mão dele segurou a dela na mesma hora — Está com alguma dor?

Lucy apenas ficou quieta e atrás de Natsu uma voz soou.

— Olá querido, pode me explicar o que está fazendo segurando a mão dela?

Lucy olhou para Natsu e tirou a mão rapidamente, saindo de perto do casal se sentindo péssima por causa do problema que ela havia causado.


Notas Finais


Obrigada e até o próximo ~~
Sem previsões ~~


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