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História Olhos De Luar - Capítulo 2



Notas do Autor


Oi pessoal! 🤗💕

Olha a gente aqui outra vez, trazendo mais um cap fresquinho pra vocês 😊

Vamos ver o que está acontecendo com o filho do coronel e o índio? 😏

Boa leitura! 💕

Capítulo 2 - Olhos Que Fascinam


Fanfic / Fanfiction Olhos De Luar - Capítulo 2 - Olhos Que Fascinam

Jensen dormiu mal, não gostava daquele lugar, nem nada do que aquilo representava, e muito menos aquele homem a quem teria que chamar de pai, passou a vida inteira fugindo desse lugar, sabe o preço que é pago para Mark manter sua fama de Coronel do café. E esse foi um dos motivos de nunca ter aceito nenhum dos convites que Mark fez para ele passar férias de final de ano com ele, de ir conhecer a fazenda, e nem  mesmo respondeu alguma carta que fosse do pai, mas dessa vez não teve como fugir, tinha que estar ali, não foi um convite, foi uma intimação do Coronel do café.

 

Jensen se levantou da cama e calçou os chinelos, e foi em passos calmos ate a janela, mas tinha uma coisa que tornava aquele lugar incrível, algo que nunca esperou encontrar em lugar nenhum, porque nunca foi uma das suas prioridades, mas havia algo de especial nele, algo forte que parecia chamar seu corpo inteiro, Jensen sorriu vendo o moreno alto, Jared tinha o sorriso mais lindo que já viu, e o beijo mais gostoso que já provou!

Jared estava ao lado do Bill, e carregava um saco de grãos no ombro e Bill entregava um balde de leite a Alexander. O loiro riu ao ver Alexander se derreter ao pegar o balde parece que o loiro possuía uma paixão secreta também.

Alexander entrou em casa, olhando umas duas vezes para trás ainda e Jared implicou com Bill, empurrando seu ombro, e dizendo alguma coisa, que fez o outro rir também. Jensen parou de sorrir e sentiu o coração disparar no peito, ao ver o moreno olhar em sua direção, Jared possuiu um certo poder de tirar todos os seus sentidos do ar, e o fazer não saber mais como agir.

Jensen saiu rápido de frente da janela, se encostando contra a parede.

- Mas o que você está fazendo, Jensen? Ele vai achar que está correndo dele! – Falou consigo mesmo, arrumando o cabelo de qualquer jeito com os dedos, e voltou e voltou mais uma vez a olhar pela mesma, mas os dois já não estavam lá.

- Droga... – Respirou fundo, esperava que Jared não pensasse que estava se escondendo dele, era melhor se arrumar e descer o mais rápido. Estava indo para o banheiro, quando viu Alexander chegar ali correndo - Aí está minha companhia. – Falou alto, vendo Alexander atravessar a porta.

- Jensen... – O loiro falou no mesmo tom que o outro – Achei que os garotos da cidade só acordassem depois das dez da manhã. Mas... Eu já estou aqui, e vou preparar seu banho, engomar suas roupas, e pentear seus cabelos. – Alexander foi para perto de Jensen tentando encostar no cabelo do outro para arrumar.

- Não... – Jensen fugiu das mãos que tentavam lhe tocar - Eu estou só brincando, Alex. Não preciso de nada. - Deu mais uns passos para trás - Amigo, Alex. Lembra? Só amigos.

- Tá bom. - Alexander parou no lugar, com um sorriso no rosto. Era engraçado o loiro falar que era seu primo, Alexander tinha os mesmo tom de cabelo seu e de Mark, e a pele era tão clara quanto a dos dois, e os olhos eram tão azuis quanto os de Mark. Não conhecia nenhum irmão do seu pai, e seus avós nunca falaram que tinha algum tio.

- Você tem certeza que não é mesmo meu irmão?

- Eu acho que tenho.. Nunca conheci meu pai, o coronel me trouxe para cá eu era criança. Disse que era filho do irmão dele, mas que não devia falar isso para ninguém. Mas não tem muitos criados brancos na fazenda, então é meio impossível ninguém saber. – Alexander respondeu sem dar muita importância a história, já estava acostumado com ela, e realmente todos da fazenda já sabia que ele era filho do irmão do coronel, e nunca nem se imaginou sendo filho de Mark. – Aaaaaa... Eu quase me esqueci. - Alexander enfiou a mão dentro de um dos bolsos da calça. - Olha só, é pra você. – O loiro tirou um papel dobrado do bolso e entregou a Jensen, com um sorriso grande.

- O que é isso?

- Foi um certo índio guerreio que lhe enviou. Não precisa ficar com vergonha, eu não li, eu não sei ler – Falou ainda sorrindo, como se a informação não tivesse o peso que realmente tinha. Talvez poucas das pessoas que trabalhassem ali, soubessem mesmo ler, ou talvez nenhuma, exceto Jared e Bill.

- O meu pai nunca te colocou na escola?

- Não, ninguém aqui estuda, Jensen. Mas não tem problema, o Chris lê pra mim as coisas que eu quero saber... Os bilhetes do Bill – Falou em tom de confidencia a última frase.

- O Bill não sabe que você não sabe ler?

- Não... não conta pra ele, Jensen. Eu nunca falei isso pra ele. - Pediu aflito, e Jensen percebeu que apesar dele falar as coisas como se não ligasse muito, ele tinha sim vergonha de não saber ler.

- Tudo bem, ele não vai saber, mas tem uma condição.

- O que?

- Você será meu aluno agora, eu vou te ensinar a ler e a escrever. – E viu Alexander sorrir aberto.

- Sim senhor, patrãozinho.

Jensen abriu o papel dobrado e tinha uma frase e uma florzinha do campo.

“ Para o menino de olhos de luar, que me faz sonhar acordado”

Jensen sorriu, e fechou o bilhete, ele é romântico, lindo, todo selvagem e romântico... perfeito.

O loiro olhou para Alexander, que esperava ele contar o que tinha no papel.

- Ele disse que... Eu tenho olhos de luar.

- Engraçado como ele se encantou por você tão rápido, eu conheço o Jared a um tempão, e ele nunca gostou de ninguém. Mas de você ele gostou mesmo . - Jensen baixou os olhos pensando no que o loiro falou, era bom ouvir isso, porque havia gostado do moreno também.

- Alex, quem é Chris? Você falou que ninguém aqui estuda, mas ele sabe ler, quem é ele?

- O Chris é o irmão da dona Billy, era sabia ler e escrever porque ela acompanhava as aulas do coronel, e ensinou a ele.

- Billy? – Jensen sentiu o coração bater forte, era o nome da sua mãe. – A Billy...Ela está aqui na fazenda? – Perguntou meio atrapalhando, nunca esteve tão perto de conhecer a mãe.

- Não, a Dona Billy não mora mais aqui. Quando eu vim para cá, ela não estava mais na fazenda. O coronel a vendeu, dizem que ela o desafiava, o coronel não gosta de quem o desafia. – Falou baixo, a fama de não ser um homem bom, não parecia ser uma lenda.

- Eu quero conhecer o Chris.

- Ele é um escravo , Jensen. Seu pai não vai deixar você falar com ele.

- A gente vai escondido – Falou naturalmente Indo para a porta, e Alexander o seguiu – Ei Alex?

- Sim?

- O Jared mora aqui na fazenda?

- Mora, mas não vai lá né?

- Escondido? - Jensen sorriu e Alexander respirou fundo , isso não ia prestar, se o coronel ao menos sonhar que o filho fala com os escravos e visita a casa de um índio, ia da morte!

...

Bill olhou para o amigo, Jared tinha um olhar distante como se pensasse em algo, mas com toda certeza não era uma coisa ruim, porque o moreno sorria mesmo sem compartilhar.

- Bilhete para o patrãozinho é? - O moreno perguntou e viu Jared sorrir de verdade.

- Eu passei a noite inteira pensado nele. Era como se não conseguisse controlar a minha mente, e ele tivesse tomado todos meus pensamentos. - Jared falou de forma intensa, uma forma que Bill nunca viu ele falar de ninguém antes, e se fosse qualquer outra pessoa, estaria muito feliz pelo amigo, mas Jensen era algo proibido para um criado, e mais ainda por Jared ser um índio.

- Você sabe que está falando do filho do coronel, não é? - Bill viu o sorriso no rosto do outro sumir.

- Ele não é igual ao pai. - Jared olhou para baixo, e foi até o cavalo passar a mão nos pelos do animal, que brilhavam tanto quanto os olhos daquele loiro, que não saia dos seus pensamentos.

- Ele não é, mas isso não muda o fato dele ser filho do homem. Jared...

- Bill, eu não quero pensar nisso. Eu não queria que fosse ele, mas não posso mudar o que tem aqui dentro. - Bill sentiu o peso nas palavras do outro.

- Tudo bem. Não é como se o coronel lesse pensamentos.

- O que?

- Se ele conseguisse ler que você quer o filho dele nu, no meio desse cafezal. Você perderia uma parte um muito importante no seu corpo. - Bill falou em tom de brincadeira tentando mudar o ar da conversa e conseguiu ver um sorriso voltar a aparecer no rosto do amigo.

- Ele deve ser lindo sem roupa.

- Não, eu quero essa imagem na minha cabeça. Quero a do meu Alex.

- Skarsgård. - Os dois ouviram a voz grave do coronel entonar, e o sorriso dos dois se calou. - Preciso de você. - Bill arrumou o corpo, e Jared viu o semblante pesado tomar conta do moreno. Sabia que quando Mark chamava assim Bill, era sempre coisas que só confiava ao moreno fazer, e nem sempre essas coisas eram boas, por mais que isso matasse o amigo por dentro, não havia muitas escolhas.

- Sim senhor. - Bill deu tapinha de leve no ombro de Jared. - O seu menino com olhos de luar, está olhando pra cá. - Bill falou baixinho só para Jared ouvir, e viu o amigo procurar desesperado com o olhos para ver onde o loiro estava e não viu ele em lugar nenhum, olhou para Bill de nova que andava em direção de Mark e tinha uma risada debochada.

- Te peguei.

- Idiota.

...

Jensen estava a quase meia hora em frente a casa, esperando Mark sair, Joddy disse na hora que estava tomando café , que ele iria em algum lugar, essa era oportunidade perfeita para falar com Chris, seu tio. Não acreditava que estava tão perto de alguém que realmente sabia quem era ela.

- Jensen se o coronel voltar, e te pegar lá...

- Não vai pegar Alex, relaxa.

- Eu não quero ser vendido como escravo. – Falou com um certo pavor que não passou desapercebido pelo loiro.

- Você é filho de alguma escrava? - Perguntou ainda mais desconfiado que Alexander era realmente seu irmão, não acredita que Mark escolheria um dos filhos para ser médico e o outro criado da sua casa... Era horrível demais até para ele! A não ser que ele sentisse algo especial por sua mãe, e lhe deu o privilégio de não ser mais um de seus criados.

- Sou, eu não conheci ela. Minha mãe morreu no parto. Mas o coronel não me deixa dizer isso para ninguém. – Falou baixo. – eu não tenho vergonha de ser filho de uma escrava, mas o coronel não quer que ninguém saiba, mas ele pode me vender, Jensen. Se ele quiser.

- Olha só, eu não deixo ele te vender. E se ele te vender, eu te compro. Como eu vou ficar sem meu damo de companhia. – Falou com sorriso e viu um sorriso curto aparecer no rosto do loiro. - Ele não vai fazer isso, tá bom?

- Tá.

Os dois foram cortados com o barulho de motor de carro, e viu o pai pegar a estrada .

- Agora Alex! Me leva até o seu amigo.

- Isso não vai prestar, eu sei que não vai! – Resmungou indo na frente, até o cafezal onde Christian e alguns outros homens trabalhavam.

- Relaxa Alex, não vai acontecer nada, eu te garanto. Você me leva lá, e pode me esperar lá no meu quarto, eu não vou demorar.

Alexander não estava nenhum pouco relaxado, estava em pânico para ser franco!

Mas levou o filho do coronel até Christian.

Os dois pararam em frente as longas ruas de pés de café , onde um negro alto, carpia entre os pés de café, o moreno parou, ao vê os dois, e se apoiou no cabo da inchada, olhando para os dois garotos loiros que se aproximava, um deles era seu amigo, o loirinho que veio da antiga fazenda do Coronel, mas o outro ele não sabia quem era.

Mas pelas roupas caras e finas, só podia ser parente do coronel, algum riquinho mimado que acha que é o dono do mundo!

O moreno tirou o chapéu da cabeça e limpou o suor da testa, e recolocou- o de volta.

- Oi Chris, este é o filho do coronel, o Jensen, ele quer falar com você.

- O filho do coronel? - Jensen viu os olhos do homem se encherem de lágrimas e um sorriso grande aparecer em seu rosto. Ele sabia quem ele é, e isso fez a chama da esperança se acender em seu peito.

- Sou – Jensen respondeu e se virou para Alexander – Pode ir para casa, e me esperar lá no quarto, eu não demoro, qualquer coisa, diga que eu fugi de você – piscou para o loiro, que não conseguiu nem sorrir de nervoso.

- Pelo amor de Deus Jensen , não demore, o coronel já deve estar voltando.

- Não vou demorar – respondeu e viu o outro sair quase correndo, e voltou a se virar para Christian. – Tenho certeza que você sabe quem sou de verdade.

- Você é o filho da minha irmã.

- Sou, eu quero saber onde está ela? Pra onde ela foi?

- Você lembra muito ela, a Billy tinha essa mesma determinação, coragem, força. - Falou olhando para o filho do Coronel – So que você tem a pele clara como o sol.

- Não sei dizer se isso foi uma sorte...

- É claro que sim! Você não é escravo, nunca será como nós, é coronel respeitado, doutor estudado. – Jensen sentia a tristeza que havia naquelas palavras, e o doía tanto quanto no outro.

- Você sabe onde ela está Chris? Eu preciso encontrar minha mãe.

- Lamento, eu não sei o que aquele monstro fez com minha irmã. – falou olhando para algum ponto atrás do loiro, sem ver nada em específico – era madrugada, a gente estava com tudo preparado para fugir, eu tinha conseguido dois cavalos, tinha uma navio esperando pela gente, o cara cobrava caro, mas eu tinha juntado o dinheiro, nós dois iríamos fugir, iríamos para a Itália...ela queria te ver, mesmo que de longe, só uma vez...mas aí...

- Aí o que? – Perguntou angustiado.

- Alguém nos traiu, o coronel chegou, estava furioso, me acorrentou por dias e a levou para longe... Eu nunca mais a vi... Dizem que ele a vendeu, outros dizem que ele a mantém prisioneira em outra fazenda, mas eu não sei nada dela a quatorze anos...

- JENSEN!!

O loiro se encolheu ao ouvir a voz de Mark.

- O meu pai! – Olhou para o homem que o olhava apreensivo, com medo da represália por estar falando com ele. - Depois a gente conversa – Jensen falou, saindo correndo por entre os pés de café, atravessando entre eles, sem saber onde ia sair, ouvia ainda a voz de Mark.

O loiro parou quando sentiu o corpo colidir forte contra alguém que o segurou firme, e seu sangue gelou.

- Pai....

- Shiiiiu – Jared falou colocando a mão na boca do loiro para ele fazer silêncio – Vem comigo.

Jensen sentiu o moreno lhe puxar entre os pés de café, sumindo entre uma fileira e outra, passando por várias pessoas, e deixando a voz do pai para trás. E Jensen já havia esquecido o motivo de estarem fazendo aquilo, de quem estava fugindo, a única coisa que realmente importava era a pessoa que estava ali segurando sua mão, e o sorrio que ele tinha no rosto enquanto o puxava.

- Para onde estamos indo? - Perguntou meio ofegante quando pararam perto de mais um pé de café. Jared se aproximou do loiro, parando de rir, e Jensen viu o peito do moreno subir e descer descompassado, Jared era tão alto, e gostava de se sentir pequeno assim perto dele. O moreno levou a mão ao seu cabelo, tirando umas folhas que ficaram presas.

- Quer conhecer um lugar?

- Quero.

O loiro viu o moreno ir até um cavalo que estava próximo a uma das carroças e subir em cima do animal sem dificuldade nenhuma, e estendeu a mão paro o loiro. Que segurou e sentiu ele lhe puxar para cima.

- Então segura.

...

Alexander andava de um lado para o outro no quarto, apreensivo, Jensen sumiu e daqui a pouco o coronel iria chegar derrubando aquela porta atrás dele!

O loiro já pensou em voltar no cafezal, mas nunca o encontraria lá, estava ferrado, estava muito ferrado!

Alexander ouviu um barulho na janela e olhou desconfiado, ouviu outro e outro e mais um. Parecia ser pedrinhas sendo atiradas ali. O loiro foi apressado até ela e abriu os vidros, antes de olhar lá para baixo para ver o que era, sentiu uma pedra ser atirada no meio da sua testa, e doeu!

Estava pronto para mandar a pessoa procurar o que fazer, achando que era uma das crianças mal criadas, que vivem fazendo peraltices, quando viu Bill lá em baixo, olhando para todos os lados e atirando pedrinhas na janela.

- Bill? – Falou baixo e o moreno olhou para ele.

- Ei, Alex, pega um conjunto de roupa do filho do Coronel e desce rápido, não deixa ninguém te ver. Vem! Rápido!

Alexander nem questionou, apenas pegou uma camisa branca do doutorzinho e uma calça escura e desceu rápido, saindo pelos fundos e indo até o moreno. Jensen na certa havia se metido em alguma confusão, sabia que não devia ter levado ele lá.

- Para que essas roupas? Onde está o Jensen? – Olhou em volta procurando o outro.

- Vi o Jared o arrastando pelo cafezal para fugir do Coronel mas sei que ele não vai voltar tão cedo.

- Meu Deus a gente vai morrer...

- Não vai não. – Falou sério. – Você vai ser o Jensen!

- O que?! Ficou louco?!

- Você é muito parecido com ele, cor cabelo... De longe o coronel nem vai notar que não é o filho...Vem! – Bill arrastou o loiro pela mão até o cavalo em que veio, e ajudou o loiro a montar.

- Bill eu não sei andar a cavalo...

- É só se segurar bem loirinho – Bill deu um tapinha no traseiro do cavalo, fazendo ele andar – Troca de roupa no galpão e vai lá para o pasto do gado de engorda.

O loiro foi todo atrapalhado no cavalo e Bill deu a volta na casa , indo para o estábulo colocar comida para os animais, não demorou muito para o coronel Mark chegar gritando e chutando as coisas.

- Skarsgard !

- Coronel? – Bill saiu, fingindo que não sabia de nada que aconteceu.

- Eu tenho certeza que vi o Jensen lá no cafezal, eu não quero ele perto de nenhum escravo, muito menos daquele Christian!

Onde está o Alexander? Preciso do meu chicote, da minha arma. – O coronel falava cuspindo as palavras com ódio! – Se eu souber que o Jensen está falando com os escravos eu vou...

- Calma coronel, olha o doutorzinho lá – Mostrou Alexander bem distante no pasto, perto do gado e olhou de canto de olho, vendo o coronel encher o peito e sorrir orgulhoso , esquecendo o ataque de fúria.

- O meu garoto está se interessando pela fazenda, sabia que ia se interessar, está no seu sangue! - O coronel parou de falar quando viu o loiro sumir do cavalo, e piscou algumas vezes, olhando para Bill – Ele caiu?

Bill viu o loiro voltar para o animal, e sorriu, realmente estava apaixonado por aquele atrapalhado.

- Não senhor.

Mark olhou outra vez o loiro, e ajeitou o chapéu na cabeça, orgulhoso.

- Arruma alguém para dar umas aulas de montaria para ele, não está montando direito. – Mark virou de costas, e Bill soltou um ar que nem sabia que estava prendendo. O moreno olhou mais uma vez para o loiro que estava montado em cima do cavalo todo desajeitado, talvez devesse dar umas aulas para seu loirinho mesmo.

...

Jensen segurou firme o corpo de Jared, conseguia sentir o calor que vinha do corpo do moreno, e o perfume que vinha de entre seus cabelos era algo rústico, como se tivesse cheiro de plantas, e vinha misturado com o cheiro natural do índio. O vento batia fortes contra eles, e Jared galopou para longe dos pés de café. E chegaram perto de uma cachoeira, as águas eram claras e o barulho alto das águas caindo era perfeito com toda a paisagem.

- Ainda estamos na fazenda?

- Sim. – Jared desceu do cavalo, e ajudou o loiro a descer devagar, e Jensen tinha certeza que gostava de sentir as mãos de Jared no seu corpo, e forma como ele lhe olhava. – É o meu lugar secreto.

- E porque quis compartilhar comigo? – Jensen perguntou vendo o moreno se afastar indo para perto de uma arvore e viu ele olhar em sua direção.

- Eu também não sei... Você é diferente Jensen.

- Porque sou filho do coronel? - O loiro deu uns passos indo até o moreno.

- Não, com certeza não. Esse lugar, me lembra a minha casa, mas lá é muito mais bonito, tanto quanto você. - Jensen baixou o olhos e sorriu, quando voltou a levantar, Jared estava tão próximo dele, que Jensen sentia sua respiração pesada em seu rosto.

- Desculpa Doutorzinho, mas eu preciso fazer isso. - Jensen sentiu seus lábios serem tomados em um beijo forte e intenso. O braço forte de Jared segurou seu corpo, e o loiro sentiu ele lhe levantar do chão, levando para junto da árvore.

- Eu não devia, mas te quero tanto Jensen. - Jared falou sem se soltar do seus lábios, e Jensen segurou o rosto do moreno deixando o beijo mais intenso ainda. Queria muito ele também, queria mais desses beijos, sentir os abraços de Jared, sentir seu corpo contra o dele, queria conhecer outros prazeres com ele.

Jared sentiu o loiro enfiar os dedos em seus cabelos e aprofundar o beijo.

O corpo do loiro estava colocado ao seu, e sentiu ele introduzir uma perna entre as suas, a coxa grossa e máscula roçar no seu pênis dentro da calça, o deixando duro muito rápido.

Jared o puxou para mais perto , o prensando contra o tronco da árvore, uma das mãos desceu pela lateral do seu corpo, sobre o tecido fino da roupa e parou na sua coxa, a erguendo até sua cintura, colando contra seu corpo, se apertando mais na outra perna que estava entre as suas.

Jensen sentia um fogo o tomar por inteiro, sentindo o índio ondular o corpo contra o seu, aquele volume grande e duro se esfregando na sua ereção presa dentro da calça.

Uma mão alisava suas costas, a outra sua perna e seu sangue fervia nas veia, nunca ninguém o tocou assim!

Jensen estremeceu ao sentir os lábios do moreno descerem por seu pescoço, chupando sua pele...era tão bom, tão quente , tão excitante!

- Jared... – gemeu, procurando o botão da calça do moreno para libertar aquela delícia que estava presa ali...queria muito conhecer um novo prazer com Jared, queria tudo com ele!

Jared sentiu as mãos do loiro abrir sua calça e entrar por dentro o tocando e fechou os olhos, gemendo.

Sentiu a mão do loiro gelada e trêmula e se afastou rápido do loiro, enquanto conseguia .

- O que foi? – Jensen olhou para o moreno, frustrado e confuso, sentido falta latente dele no seu corpo, sua boca, seus braços, seu calor. – eu fiz errado?

Jared respirava forte tentando se conter, olhando os olhos de luar do filho do coronel, não podia fazer isso!

- Não, você não fez nada errado. Vem Jensen, vou te levar para casa.


Notas Finais


Beijos ❤️🤗


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