História Olhos Na Noite - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Lobos, Romance, Traição, Vampiros
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Palavras 1.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi boa noite! Me desculpe a demora! Boa leitura! 😘

Capítulo 2 - Reunião De Família


"A primeira vista, eu senti os raios da luz do sol. Vi a vida dentro dos seus olhos."Rihanna- Diamonds

Eleonora

A primeira coisa que vi ao acordar era um teto branco, com pontinhos pretos brilhantes, meus olhos piscaram repetidas vezes para se acostumar com a claridade, havia algo de diferente nos meus olhos, era como se eles focassem em algo como uma lupa, meus ouvidos estavam sensíveis captando, sons de ondas batendo de muito longe, gaivotas, sons de grilos, e pássaros silvestres. Me sentei com um sobressaltado, a cabeça girando e a boca seca, como se eu tivesse andado no deserto sem uma gota de água, me sentia forte, mesmo enquanto meu estômago dava uma encolhida de dor por dentro.

Um movimento a minha esquerda me chamou a atenção, fitei o estranho sentado as sombras com as pernas cruzadas, algo na aparência dele me chamava atenção, ele se apoiou nos joelhos e jogou algo na minha direção em cima da cama.

-Beba. Você deve estar faminta.- a voz era fluida, elegante, e parecia mais velha. Quando o homem se levantou e deu dois passos, me deparei com um par de olhos azuis celeste. Um cheiro captou minha atenção e me voltei para a coisa que ele tinha jogado em cima da cama. Uma bolsa de sangue.

Minha boca salivou, e peguei a bolsa como se fosse o melhor banquete que já havia experimentado e levei a boca. Eu acabei com ela em um minuto. O que eu estava fazendo? Porque eu estava bebendo sangue?

-Quem é você? - perguntei com a voz rouca. Joguei a bolsa longe e para minha surpresa ja me sentia melhor. Mais forte.

O estranho estava vestido de terno bem elegante, os cabelos castanhos avermelhados estavam varridos pra trás e uma barba bem feita cobria seu rosto bonito. Mais tinha algo de sombrio no seu olhar e algo como dor também.

-Sou alguém que queria muito te conhecer Eleonora.- ele falou e senti um arrepio descer por minha coluna. Como ele sabia o meu nome? A última coisa que me lembrava era do carro capotar diversas vezes e depois nada.

Olhei para mim mesma e vi que estava vestida com uma calça de pijama branca, e uma camisa grande provavelmente masculina. Ergui o olhar para o dele e indaguei:

-Isso não explica quem você é. Ou porque estou aqui. Aliás onde eu estou? - olhei pela janela mais não conseguia ver nada além de um floresta verde e exuberante.

-Você está segura, é tudo que precisa saber.- colocou as mãos nos bolsos da calca.-Venha. Tem alguém que quer te ver.- me deu as costas, como esperasse que eu o seguisse. Mesmo sem saber porque me levantei ainda um pouco tonta e desci da cama descalça e acompanhei o estranho, a claridade me incomodava bastante, e o cheiro de maresia pinicava meu nariz. Onde será que eu estava?

A casa era bem iluminada, no lugar de janelas estavam cortinas que oscilavam com o vento. Porque eu me sentia tão estranha? Olhei para minhas mãos e vi que estavam pálidas. Chegamos a um corredor e em seguida o estranho abriu a porta e fez sinal para eu entrasse. Entrei no que se parecia um escritório, ele parecia bastante cavernoso e graças aos céus meus olhos se ajustaram a penumbra. Havia duas pessoas no local, a primeira era um rapaz, alto, de cabelos negros e olhos azuis celestes. Arfei.

-Jace?- perguntei incrédula. Ele sorriu pra mim e acenou com a cabeça.

-É bom ver você respirando Nory.- cruzou os braços e vi que o braço esquerdo tinha uma tatuagem bem entranhas que cobriam até as pontas dos dedos. Jace não tinha tatuagens.

Olhei para a outra figura e meu coração deu um salto.

-Mãe!?- dei um passo indeciso pra frente e a mulher se ergueu, se movendo de forma tão rápida que logo me vi envolvida nos seus braços. A apertei junto a mim deixando as lágrimas de saudades e preocupação saírem em uma torrente.

Ficamos abraçadas por um bom tempo, e quando consegui solta-la vi marcas escuras debaixo dos seus olhos e vergões vermelhos em seus pulsos.

-O que aconteceu? Como veio parar aqui? Onde esteve esse tempo todo?- comecei a falar tropeçando nas perguntas.

Jace se esticou como um gato no canto do escritório e disse:

-Bom. Acho que finalmente teremos uma reunião de família.-me virei onde estava olhando entre Jace e o outro homem, havia algo de familiar nos dois, mais não soube o que era.

-O que quer dizer?- perguntei e senti minha mãe ficar tensa as minhas costas.

-Alec...- ela disse ao estranho chamado Alec, que nos fitava com um concentração desconcertante.

-Meu nome é Alec Nahan seu pai, e esse é meu filho Jonathan Nahan, seu irmão Eleonora.- fiquei sem chão e senti a sala girar. Dei um passo trôpego para o lado e me apoiei na mesa de carvalho. Minha mãe estava com lágrimas nos olhos e balançava a cabeça diversas vezes em negação.

-O que? -perguntei me virando para minha mãe.

Ela chorou pela primeira vez vi a dor e sofrimento dela.-Mãe!? Fale que é mentira! Eu não tenho pai e nem irmão! Eu fui adotada!- a peguei pelos ombros e ela se encolheu e vi que eu a segurava muito forte.

-É verdade Eleonora. Alec é seu pai. E Jonathan é seu irmão gêmeo.- eu cai na cadeira com o susto e tampei a boca com as mãos.

-Isso não é possível…- balancei a cabeça incrédula.

Então ela me contou a história mais absurda que eu já tinha ouvido na vida. Sobre a minha vida. Estava tão assustada que não conseguia ter reação nenhuma ao escutar, meu suposto pai dando algumas explicações, Jace estava com uma expressão fria no rosto, enquanto olhava para minha mãe. Nossa mãe...

Quando acabou eu dei um suspiro, e não conseguia olhar para mais ninguém no lugar, minha cabeça doia, meu peito parecia estar sangrando, e um ódio surgiu fundo dentro de mim.

-Como pode!? Com que direito escondeu isso de mim!?- gritei me levantando e indo em direção as janelas, meu reflexo no vidro me fez cambalear. Meus olhos… O direito estava perfeitamente normal, azul, o esquerdo estava em um tom escarlate forte, como sangue fresco. Apontei para meu rosto e gritei:

-O que aconteceu comigo? - perguntei, olhando para todos, uma batida na porta me chamou a atenção, meu pai, abriu e um homem moreno de cabelos cumpridos entrou, seus olhos de um tom de verde brilhante me paralisou.

-Espero não está interrompendo Alec.- o homem falou ainda me encarando.

-De maneira alguma Magnus. Eleonora acordou agora pouco, ia mesma mandar te chamar.- meu pai passou pela minha mãe ainda de pé e se sentou na poltrona atrás da mesa.

-Vejo que ela está bem.- Magnus se aproximou e senti uma energia estranha ao redor dele.

-Acho que minha filha está em choque Magnus pode explicar o que aconteceu? Para todos nós? - perguntou.

Magnus me olhou e um sorriso sábio surgiu em seus lábios.

-Ela conseguiu passar pela mutação Alec. Mais lembra-se quando te falei que tinha algo de errado? Pois bem. Eleonora foi mordida, e o veneno de lobo corria por suas veias, mais também havia sangue de vampiro.- todos estavam esm silêncio esperando.-Você não teria sobrevivido a mutação para ser lupina Eleonora, seu corpo não estava preparado pra isso, você morreu no acidente, e graças ao sangue de vampiro que corria em você, te trouxe de volta a vida, claro que ficamos na dúvida se você acordaria, mais seu irmão te deu energia o suficiente para acordar.- ele fez uma pausa encarando minha mãe.

-E o que isso significa? - perguntou ela com as mãos trêmulas.

-Isso significa que Eleonora é o melhor de três mundos. Uma híbrida, metade lobo, metade vampiro, e com uma linhagem de magia pura no sangue.- todos me olhavam com os olhos arregalados. Levei a mão ao peito me sentindo sufocada.

Não sabia o que fazer.


Notas Finais


Oi oi espero que tenham gostado. Desde já agradeço a todos que estão me acompanhando..😙 até a próxima!


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