História Olhos Na Noite - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Lobos, Romance, Traição, Vampiros
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Palavras 1.510
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi boa noite e boa sexta pra vocês! Boa leitura! 😘

Capítulo 4 - Uma Nova História


"Não a religião que possa me salvar." Bruno Mars-It Will Rain

Eleonora.

Eu não consegui dormir noite passada, me remexi tanto na cama que desistir de dormir. Era muita coisa para assimilar, Eric terminou comigo, fui mordida por Renier, descobrir que eu era filha de vampiros, minha mãe mentiu pra mim a vida toda, havia me transformado numa híbrida, tinha um irmão gêmeo, eu tinha mais de 500 anos era tanta informação que meu cérebro parecia querer explodir. Suspirei e me levantei indo direto para o chuveiro, tomei um banho, e vestir um vestido leve de verão, eu ainda não sabia onde estava, mais sabia que quente como o inferno, optei por fazer um coque frouxo no alto da cabeça e calcei chinelos, e sai para explorar a casa ainda escura. Eu não sabia o que pensar da minha mãe, nós não havíamos conversamos mais, eu praticamente fugi do escritório e me tranquei aqui, me recusando a aceitar o que tinha acontecido comigo.

Chegando a cozinha me deparei com Jonathan sentado na bancada da cozinha, com o cabelos amassados de sono. Ele ergueu as sobrancelhas quando me viu.

-Caiu da cama foi?- perguntou e deu um pequeno sorriso. O amanhecer se aproximava no horizonte, manchando o céu em tons de azul, roxo e rosa.

-Não consegui dormi. Parece estranho, mais não me sinto cansada. E você? - me sentei de frente a ele. Jace sorriu e respondeu.

-Eu sou uma criatura noturna, sendo assim quase não durmo também. Você irá se acostumar.- ele tomou um gole da sua bebida, que com meu nariz aguçado, percebi ser sangue.

Ainda parecia surreal que eu quisesse beber sangue como se fosse leite com Nescau. Ele empurrou outro copo pra mim e despejou o resto do líquido da bolsa no meu copo. Olhei desejosa e o tomei em segundos.

-Owa! Vai com calma! Seu apetite está foraz, vou ensinar você a controla-lo. Vem.- se levantou deixando o copo sob a bancada, deixei o meu também e seguimos para o lado de fora, o ventinho gostoso de inicio de manhã, nos deu boas-vindas. Saimos do limite da casa e fomos em direção a praia paradisíaca.

-Onde estamos? - perguntei ao retirar o chinelo e afundar meus dedos na areia fofa. De alguma maneira eu sabia que não estávamos em Los Angeles.

-Honolulu, Hawai.- respondeu andando com as mãos nos bolsos da calça de pijama.

Depois de alguns minutos caminhando, Jace se sentou e deu batidinhas ao seu lado. Me sentei observando o mar lindo a minha frente.

-Porque? - eu não entedia a necessidade de temos ido tão longe.

-Porque Alec prefere assim.- respondeu vagamente.

-Você não o chama de pai?- era realmente estranho eu está tão curiosa em relação a isso. Mais parecia melhor do que pensar em meus próprios problemas. Eu ainda não estava pronta. Talvez jamais estivesse.

-Porque eu… não sei explicar. Apenas não o chamo de pai com frequência.- ele franzia as sobrancelhas e sinceramente não sei como não percebi que éramos irmãos, ele se parecia muito comigo. Tipo demais. Era minha versão masculina.

-Isso é estranho.- dei de ombros. Na verdade eu também não se se conseguiria chama-lo de pai algum dia.

-Não. Nao é. Mais mudando de assunto como está lidando com tudo isso?- me perguntou com sinceridade. Suspirei e olhei de novo para o disco dourado que se erguia no horizonte.

-Eu não sei o que sentir. Tudo que eu vivi foi uma mentira, eu agora sou uma esquisitona híbrida, meio loba, meio vampira e ainda algum tipo de bruxa sei lá.- ele assentiu e continuou perguntando.

-Mais não é isso que te incomoda não é? - maldito seja! Como ele sabia? Balancei a cabeça em negação derepente me sentindo sufocada e eu apenas queria me livrar dessa sensação.

-Ele me deixou. Só não entendi porque. A gente estava se dando bem e tudo mais… ai do nada ele termina comigo e acabei sendo atacada por um lunático.- nem percebi que estava chorando até Jace se inclinar e passar o polegar na minha bochecha e secar uma lágrima.-As vezes acho que o odeio. Outras vezes penso que isso tudo é um sonho e que vou acordar no meu quarto e tudo estará de volta ao normal.- levantei os joelhos e apoiei o queixo neles.

-Você o ama?- sua voz parecia quase um sussuro.

-Sim. Mais agora já não importa.- funguei secando as lágrimas.

-É verdade.- respondeu e olhei estupefata pra ele.

-Como é? - levantei a cabeça o encarando.

-Temos maiores problemas lá fora.- sua expressão era séria.

-Que seriam? - me sentei ereta novamente.

-Temos sido caçados por décadas Nora. E a única forma de nos mantermos seguros e se mudando com frequência.- mordeu o lábio inferior como se estivesse pensando.

-Quem está nos caçando? - fiquei tensa com a notícia. Ele sorriu e seus olhos ambíguos como os meus se destacaram na luz pálida do amanhecer.

-Caçadores de Almas. Mais conhecidos como Heroges, eles varrem o mundo caçando pessoas como nós, que não deviam existir. Para eles somos uma aberração da natureza que pertuba o equilíbrio cósmico.-revirou os olhos e tive vontade de sorrir.

-E não é o que somos?- certo. Eu devia mesmo calar a boca. Ele me olhou furioso.

-Não escolhemos está aqui. Escolheram por nós Eleonora. Sendo errado ou não existimos. Não há como volta atrás, e eu não quero morrer e suponho que você também não.- estremeci e passei os braços ao meu redor.

-Eu.. me desculpe.. Me expressei mal. Mais não faz sentido, se somos tão fortes como Magnus disse, então porque não enfrentamos eles?- ele me deu outro sorriso maquiavélico e respondeu.

-Somos fortes. Mais somos só nós dois. Iremos enfrenta-los sim, mais no momento certo.- fez uma pausa e continuou.- Você precisa treinar suas habilidades também. Isso leva um tempinho, mas temos que consegui apoio, montar uma equipe sabe?- eu não sabia por isso não respondi. Jace suspirou e balançou a cabeça.-Precisamos de gente que lute ao nosso lado Nora.- me falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-E como faremos isso? - eu não queria nada disso, mais eu era sugada mesmo sem querer.

-Você irá saber em breve.- franzi as sobrancelhas e resmunguei.

-Eu não sei se estou pronta para isso tudo.- falei sinceramente.

-Eu sei. Mais veja só, somos sobreviventes irmã, sua mãe fez algo estúpido ao esconder a verdade de você, éramos pra ter sido uma família e você deveria ter sido treinada. Mais não foi, e agira está aqui e precisamos recuperar o tempo perdido.- uma realidade me atingiu como um raio.

-Foi você que matou aqueles membros do submundo? - perguntei incrédula.

-Sim. Nós não nos alimentamos de humanos, seu sangue e ralo e geralmente tem o gosto da última coisa que eles comeram. Por isso preferimos vampiros e lobos, o sangue e mais intenso.- respondeu com tranquilidade como se aquilo fosse normal. Arregalei os olhos.

-Mais.. isso é… - recuei meio sem saber o que fazer.

-Errado? Pra você agora pode parecer que sim. Mais você vai repensar suas palavras quando estiver faminta.- levei a mão a boca chocada com a afirmação.

-Eu não posso fazer isso.- repeti mais pra mim mesma do que pra ele.

-Pode e vai. Você não vai querer estar fraca, quando os caçadores vierem. E não se engane pensando que o seu amado Eric virá ao seu socorro. Pois ele não virá, ninguém jamais vem.- a última parte parecia que disse para si mesmo.

Mais o que ele disse me feriu. Mais eu sabia que era verdade, Eric havia me deixado e um buraco do tamanho do mundo tinha sido aberta no meu coração. Eu perecia querer cair nesse abismo negro. A dor era esmagadora e tudo que eu queria era esquecer.

-Eu… eu queria esquecer tudo. Talvez assim ficasse mais fácil pra mim.- falei com a voz embargada.

Jace se aproximou e segurou meu rosto com as duas mãos. Eu olhei pra ele, me perdendo na imensidão azul do seu olhar, tão parecido com os meus.

-Você pode fazer isso. Apenas se liberte da parte de você que se importa, vai ficar mais fácil eu garanto. É como um interruptor Nora, apenas apague.- eu ainda o fitava, enquanto lentamente fechava os olhos.

Várias lembranças vieram a tona, a escola, meus amigos Brid, Cary e Jim, lembrança do meu tempo passado com Eric. Cada sorriso, cada beijo, cada carícia e tudo estava girando diante dos olhos. Havia um ponto na minha cabeça que se parecia como uma porta e ela estava escancarada liberando toda a minha dor. Ofegando entre os dentes eu empurrei aquela porta mental com força, fazendo-a recuar cada vez mais. Até que se fechou por completo.

Abri os olhos e respirei profundamente.

Eleonora Balk não existia mais. Ela se fora.

-Bem vinda irmã.- Jace olhava pra mim com orgulho.

Olhei para ele e sorri, um sorriso frio e calculista.

-O que faremos agora?- perguntei com calma, a sensação de liberdade e de ser liberta percorria meu corpo como uma onda. Eu adorei.

-Vamos montar nossa equipe.- falou se levantando e me estendendo a mão que eu peguei.

-E onde faremos isso?- entrelaçei meu braço no dele e andamos de volta a casa.

-Arrume suas coisas Nora. Vamos para Tóquio.- eu olhei para ele e sorri e ele sorriu de volta.

Que comecem os jogos.


Notas Finais


Isso é tudo por hoje.. espero que tenham gostado... as coisas vão ficar mais interessantes daqui pra frente... vai ser um pouco comum ter mais capítulos de Eleonora do que do Eric.. Já que essa temporada vai se focar mais nela... Até a próxima 😘


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