História Olhos nos olhos - Capítulo 12


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farossela
Visualizações 79
Palavras 1.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Alegria de viver



- Será que ligo? - diz Paola perguntando para si mesma
- Já está tão tarde... - continuava a mulher pensando alto
- Preciso tanto falar com alguém...se ele no atender na primeira no ligo mais - diz Paola para si mesma
A mulher pega o celular e disca o número de Fogaça.
- Pra que mesmo que estoy ligando? - diz Paola para si mesma sem entender a tamanha necessidade de sentir o apoio de Fogaça nem que fosse somente por voz
A celular chama uma vez, duas...
- Alô? Paola? - diz Fogaça 
- Henrique? - diz Paola com a voz de surpresa por ele ainda ter atendido mesmo tão tarde
- Desculpa te incomodar tão tarde... - diz Paola 
- Porra, Paola...imagina. Adoro falar com você sempre - diz Fogaça
- Te acordei? - diz Paola um tanto envergonhada
- Esqueceu que sou cozinheiro? To saindo do Sal agora.... - diz Fogaça em meio a risadas
- Nossa...é verdade, to tão afastada de tudo que no me recordei. Nem sei como anda as coisas no Arturito...nunca me afastei tanto - diz Paola suspirando
- Está tudo bem? - diz Fogaça percebendo a voz angustiada de Paola
- Fran estava ardendo em febre... - diz Paola
- Você precisa de ajuda? Quer que eu passe aí para levá-la ao hospital? - diz Fogaça
- No, Fogaça....gracias...preferia que fosse algo físico, mas me parece emocional...ela estava tão triste que adoeceu - diz Paola com a voz embargada
- Vocês vão superar isso. Quando ela perceber o quanto isso tudo é importante pra você, vai entender - diz Fogaça
- No sei, mas preciso encontrar em primeiro lugar preciso me organizar com a Fran...precisamos de um lar. Acho que ela se sentirá mais segura com isso- diz Paola
- Isso acho que já quase resolvemos. Falei com aquele meu amigo e ele separou algumas casas para vermos amanhã...  - diz Fogaça
- Yo necessito ver como Fran amanhecerá - diz Paola
- Claro...amanhã cedo te ligo para saber como estão as coisas - diz Fogaça 
- Esta bien - diz Paola
Um silêncio se instaura na ligação por cerca de três segundos e depois Fogaça corta para evitar que Paola desligasse, se ele pudesse falaria com ela por horas...
- E você, como está? - diz Fogaça
- Estoy exausta....parece que minha energia inteira foi sugada - diz Paola
- Você precisa se cuidar, descansar...Fran precisa mais do que nunca de você de agora em diante - diz Fogaça
- Yo sei, estou tentando, Fogaça. Sinto que mesmo exausta estou mais forte do que estava...parece que me reconectei comigo mesma novamente - diz Paola 
- Você vai conseguir. As coisas vão se acalmar logo - diz Fogaça
- Lorenzo está em uma calma tão grande que estoy com miedo...não esperava isso dele, acho que algo está errado - diz Paola
- Ele pode ter visto o filho da puta que foi - diz Fogaça
- No creio nisso - diz Paola
- Não se ocupe com ele, Paola. Se preocupe com você e em seguir em frente - diz Fogaça
- Você está está certo... - diz Paola
- Aliás vou desligar, você deve estar exausto e eu aqui te alugando mais uma vez - continuava Paola
- Que isso, pô! Hoje foi tudo bem no Sal, estou mais satisfeito do que cansado...um evento enorme, foi faca na caveira, Argentina! - diz Fogaça
Paola dá uma risada do jeito que Fogaça falava.
- Buenas noiches, Henrique. Muito obrigada por me ouvir mais uma vez... - diz Paola com uma voz suave
- Estou aqui sempre, Argentina. Boa noite...descansa, amanhã nos falamos pra ver as casas, está bem? Aliás já já - diz Fogaça olhando a hora no painel de seu carro enquanto dirigia para casa
- Si, nos falamos...beijo, Henrique - diz Paola desligando
Assim que Paola deliga seu celular, ele toca novamente e ela atende:
- Esqueceu alguma coisa? - diz Paola já certa que se tratava de Fogaça
- Esquecer, eu? Não esqueço de nada...nunca, você sabe bem - diz a voz de um homem
- Lorenzo? - diz Paola surpresa e assustada
- Sabia que estaria acordada a essa hora...velhos hábitos, hein Paolinha?! - diz Lorenzo
- O que você quer uma hora dessas? - diz Paola tentando passar firmeza na voz apesar de tremer por dentro
- Falar com você....saber quando volta pra casa e desiste dessa bobagem toda! - diz Lorenzo
- No vou desistir, Lorenzo! É de vez! Acabou!- diz Paola
- Você ainda vai se arrepender disso - diz Lorenzo com raiva na voz
- Yo preciso desligar - diz Paola desligando e cortando Lorenzo antes que ele pudesse falar qualquer coisa a mais
Ao desligar o celular, Paola respira fundo por alguns segundos enquanto olhava-se no espelho da pia, o medo ainda percorria o corpo da mulher, fazendo-a suar frio. 
- Dios! Até quando isso vai durar? - perguntava Paola para si mesma
O celular volta a tocar e o barulho do toque arrepiava Paola dos pés a cabeça. Ela sabia que tratava-se de Lorenzo e isso trazia um medo institivo para o corpo de Paola. A mulher não conseguia controlar, seu corpo enrijecia-se e seus pêlos arrepiavam pela sensação ruim de saber quem a procurava. Os últimos meses não haviam sido fáceis para Paola e ela parecia não esquecer desse sofrimento um segundo sequer. 
A mulher deixa o celular tocando insistentemente na pia do banheiro e segue para fora do quarto em direção a cama onde Fran estava. Ela deita-se ao lado da menina e a abraça para tentar encontrar seu sossego junto ao de Fran que dormia como um anjo.
Horas de passam e por volta de 13h, Fran desperta.
A menina abre os olhos e percebe sua mãe abraçada ao seu corpo. Ela estava de costas para mãe, mas conhecia bem seus braços que sempre a carregava no colo de um canto para o outro.
- Mama... - diz Fran baixinho enquanto virava-se
Paola não acorda, parecia estar exauta e dormia profundamente. 
A menina, então, ainda deitada, fica de frente para mãe e estica sua mãozinha com delicadeza para acariciar o rosto de Paola, a menina percorria todo o rosto da mãe reconhecendo cada traço da mulher que foram transferidos para ela. Os olhos, o nariz....Fran percorria com a ponta do dedinho o rosto da mãe como se fizesse um desenho sobre o rosto da mulher.
- Como você é linda, Mama... - diz Fran a olhando
Nesse instante Paola abre os olhos vagarosamente ao ouviz a voz da menina. Ao perceber que Fran a olhava, a mulher sorri para a filha e diz:
- Bom dia, mi amor... - diz Paola acariciando os cabelos da menina
- Buenos dias, mama - diz Fran imitando o sotaque da mãe fazendo-a rir
- Está melhor? - pergunta Paola pegando na testa da menina para ver se ela estava com febre
- Sim - responde a menina sorrindo
- Gracias a dios... - suspira Paola profundamente
- Vou ficar bem, Mama - diz a menina que parecia estar mais tranquila
- Que bom te ouvir falando assim, mi amor... - diz Paola
- Eu entendi... - diz Fran
- Entendeu o que, hija? - diz Paola sem entender do que Fran falava
- Que você não estava mais feliz com o papai... - diz Fran
Paola apenas a olha com o maior amor do mundo transparesendo em seu olhar.
- E sei que você precisa voltar a ser - continua Fran 
- Mi amor... - diz Paola emocionada com a fala da filha
-Vou ajudar você, Mama - diz Fran se aproximando da mãe a abraçando fortemente
- Tudo que mais preciso é você assim do meu lado, Fran. Pertinho, bem pertinho de mim... - diz Paola enquanto abraçava a filha
- Você é tudo que tenho de mais preciso, mi hija...é por você que vivo e respiro - diz Paola deixando de abraçar a menina e a olhando nos olhos
- Estaremos juntos para sempre, Mama? - pergunta Fran
- Para sempre! - diz Paola firmemente voltando a abraçar a menina
Nesse momento, alguém bate a porta do quarto já se anunciando.
- É a Cândida! - dizia Dona Cândida logo após bater na porta do quarto
- Pode entrar, Dona Cândida - diz Paola olhando para porta esperando a senhora entrar
- Minhas queridas não estão com fome? - diz a senhora entrando no quarto
- Muita! - diz Fran quase por cima da fala da senhora
- Nossa já mais de uma da tarde... - diz Paola surpresa olhando no relógio
- Dormimos demais hein Mama - diz Fran sorrindo olhando para mãe
- A pequena acordou de bom humor...vi que estava tristinha ontem - diz Dona Cândida
- Mas estou melhor - diz a menina de prontidão
- Sirvo café da manhã ou almoço pra vocês duas? - diz Dona Cândida brincando
- Os dois, por favor - diz Fran na expotaneidade típica de criança
- Fran! - repreende Paola sem graça
Dona Cândida sorri com a esperteza da menina e diz:
- Então, os dois! - 
- Vou esquentar tudo pra vocês, as espero lá embaixo - dizia a senhora enquanto saia do quarto
- Obrigada - dizia Paola um pouco alto para que a senhora a ouvisse mesmo que saindo do quarto
- Tá espertinho hein, senhorita - diz Paola
Fran sorri para mãe.
- Agora já para o banho! - diz Paola
- Mama... - diz Fran decepcionada pensando que já iria descer para comer
- Para depois você poder comer tudo que quiser - diz Paola dando uma piscadela para a menina
- Assim, sim - diz a menina brincalhona como sempre
- Apruma-te, hija! - diz Paola brincando com Fran que corre para o banheiro
Paola sorri com a filha correndo, pois percebe que a menina estava de novo com a alegria de viver que sempre teve.



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