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História Olhos Oceânicos - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Olhos Oceânicos

por plutoniana

#

É curioso como, mesmo em meio a tanta destruição e guerra, ainda possa nascer beleza e amor, até das pequenas situações. 

Eles nasceram em meio a essas guerras. Os dois garotos. 

Uchiha Sasuke e Uzumaki Naruto. 

Filhos de grandes líderes de clãs samurais. Clãs rivais. 

Em meio à guerra civil onde o Japão inteiro mergulhava em caos e destruição enquanto os grandes daimyos brigavam pelas conquistas de território e contratavam todos os membros desses clãs samurais para lutarem por eles. 

Os clãs Uchiha e Uzumaki jamais se enfrentaram num campo de batalha. Sempre foram contratados pelo mesmo daimyo, o que talvez tenha sido uma sorte para os dois garotos, que nunca lutaram um com o outro — não de verdade, pelo menos. Mas isso não significava que a tensão entre suas famílias fosse menor. 

Afinal, os dois clãs sempre buscavam demonstrar sua superioridade sobre o outro perante os grandes daimyos e o imperador, não querendo que sua reputação fosse subjugada pelo outro. 

Por isso, desde pequenos, eles escutavam que não podiam ser amigos próximos. Que não deveriam confiar um no outro, mesmo quando treinavam junto a outros garotos. 

Os Uchiha não se misturavam com os Uzumaki, e vice-versa. 

Mas como você não se torna amigo de alguém que vê todos os dias?

Eles sempre eram mandados para os mesmos treinos em grupo com os outros garotos, então foi quase impossível de evitar se falarem. 

Primeiro com provocações e zombarias durante os treinos, já que tinham sido ensinados a competir um com o outro. 

Depois, perguntando se o outro queria ajuda pra carregar a bolsa de flechas para o outro lado do campo. 

Em seguida, Naruto chamando Sasuke pra irem até a casa de chá na vila depois da aula, pra experimentarem cubinhos de tofu sem suas mães descobrirem que estavam comendo fora de hora. 

Talvez tenha sido nesse momento que tudo começou. 

Com segredos guardados, risadas que não deveriam acontecer. Cochichos, especulações, e finais de tarde deitados na areia das praias próximas das residências de seus clãs. 

E mesmo quando seu treinamento se tornou algo mais sério e pessoal, com direito a mestres diferentes e técnicas privadas, eles nunca deixaram de se falar. 

Não se importavam muito se seus familiares desaprovavam aquela relação de companheirismo. Afinal, eles eram amigos. Nada mudaria isso. 

Nada, de fato. 

Nem mesmo quando Naruto confessou a Sasuke que estava gostando de uma garota da vila e não sabia exatamente o que fazer quanto a isso. Então Sasuke disse a ele que deveriam tentar treinar e refletir sobre isso juntos. 

E Naruto, claro, obtuso como era, achou que ele estivesse falando de outra coisa. Porque dez segundos depois do Uchiha fechar a boca, o Uzumaki estava com os lábios colados nos seus. 

Sasuke precisou fazer muito esforço para não deixar seus reflexos acertarem um soco forte na barriga de Naruto, para tirá-lo de perto. Ele só fechou os olhos e tentou relaxar. E quando isso aconteceu, Naruto se afastou. 

Ambos se encararam sem dizer nada por algum tempo, sentados sozinhos no topo da colina com vista para os campos de arroz mais adiante. 

— Sinto muito. — Naruto murmurou, percebendo que Sasuke estava mais silencioso que o normal. 

O Uchiha apenas balançou a cabeça em resposta. Ambos continuavam olhando para os lábios um do outro. 

Acharam que as coisas iriam ficar estranhas a partir daí, mas não. Pareceu apenas se fortalecer. 

Porque a adolescência chegou e eles tiveram que descobrir o mundo em suas primeiras batalhas, lutando lado a lado com os corações acelerados, pensando se sairiam de lá vivos para conseguir ver o sol se pôr de novo naquelas praias. 

E toda vez que eles conseguiam esse feito, era um alívio. 

Por fim, foi nessa época também que eles descobriram que também era possível viajarem no corpo um do outro. Fizeram muito mais do que apenas beijar, descobrindo um dos grandes prazeres da vida e do amor. 

Sempre tomando extremo cuidado para que ninguém de suas famílias descobrisse, afinal, seria um escândalo se soubessem que dois garotos de clãs rivais tinham uma relação dessas. 

E de certa forma, isso deixava as coisas mais emocionantes. Se esgueirar de noite pelas varandas, na ponta dos pés, tentando não fazer barulho para não acordarem mais ninguém. 

Se encontrar casualmente pela rua durante um passeio em família e apenas olhar um para o outro, segurando o riso e tentando fingir que não se falavam mais. 

Lembranças de uma infância bem calma, com certeza.

Porque assim que chegaram à maioridade, as responsabilidades vieram. E com elas, todas as decisões e caminhos difíceis a serem percorridos. 

Como por exemplo, a primeira grande luta em terras distantes, longe de suas casas, em cidades e vilas desconhecidas, valendo de verdade suas honras a partir daquele momento. 

Mas por sorte, os dois clãs foram novamente contratados pelo mesmo daimyo, então eles puderam ir juntos desbravar aqueles novos horizontes. Longe de seus ninhos e de suas praias brilhantes. 

Para uma província bem no interior do país, com excelentes terras agrícolas. E devido a isso, era uma das áreas mais disputadas daquela década. Havia uma série de daimyos contratando dezenas de clãs para lutarem por eles. 

Ambos os clãs, Uchiha e Uzumaki, decidiram manter seus membros numa cidade um pouco mais fronteiriça da província, onde a maior parte dos conflitos na região ainda não havia atingido. 

Os dois rapazes ficaram surpresos ao chegar e encontrar uma linda e pequena cidade, cheia de feiras, ruas enfeitadas e multidões empolgadas de pessoas que ainda não sofriam tanto pela guerra.

Sim, talvez pudesse mesmo existir beleza naquele mundo, mesmo em meio a tanta destruição e caos. 

E foi entre lanternas de papel vermelhas, fogos de artifício e multidões sorridentes que eles viram a dona daqueles magníficos olhos pela primeira vez. 

Aquela linda garota. Usando um lindo kimono colorido, cabelo preso num coque bem enfeitado, com aquela maquiagem que destacava bastante seus lindos olhos claros. 

Quando eles a viram, ela estava em meio a outras moças, igualmente vestidas daquela forma esplêndida e chamativa. Foi em meio ao festival que aconteceu naquela primeira noite dos dois clãs na cidade.

Foi como se o tempo de repente diminuísse sua velocidade no momento em que eles a viram. Estavam sentados na varanda da enorme residência onde a maior parte de seus clãs estava hospedada, e ela surgiu em meio à multidão que passava pela rua em festa. 

Ela e as outras moças estavam rindo de um grupo de crianças que estava passando mais a frente, e usaram seus leques bonitos para cobrirem os rostos e evitar que terceiros vissem seus sorrisos largos. Mas do ângulo em que os dois estavam, eles ainda puderam ter um vislumbre dos dentes brilhantes dela, tão brancos quanto sua pele pintada da mesma cor. 

Nesse momento tão belo, ela passou rapidamente os olhos pela direção de onde eles estavam, mas não pareceu notá-los de fato. Porque sua atenção seguiu na conversa que estava tendo com as outras meninas enquanto continuavam andando daquele jeito elegante pela rua. Até sumir das vistas deles. 

Naruto observou Sasuke, e percebeu que ele parecia tão concentrado e vislumbrado quanto provavelmente estava. Pela mesma garota. 

Foi só naquele momento que eles descobriram o que era uma gueixa, algo que nunca tinham visto em sua terra antes. 

Na semana seguinte, eles se juntaram para procurá-la pela cidade, tentando vê-la uma outra vez. E foi a partir daí que começaram a entender um pouco sobre aquele mundo de arte e beleza que envolvia a profissão dela. 

Eles conseguiram a informação da okiya onde ela morava, mas não podiam ir até lá e simplesmente bater na porta. Por isso, tiveram que esperar por outros grandes eventos na vila onde ela poderia aparecer em público. 

Mas não precisaram esperar semanas por essa oportunidade, já que um dia estavam numa casa de chá, conversando com samurais de outros clãs que eles haviam conhecido durante aqueles dias, e que estariam lutando junto de seu mesmo lado nas futuras batalhas naquela terra. Foi quando ela adentrou o recinto, junto a uma outra gueixa de sua mesma okiya, e começou a vir na direção deles. 

Ambos ficaram surpresos pelo momento, e ainda mais após saberem que ela e a outra moça tinham sido convidadas por um dos colegas deles ali na mesa para tomarem chá junto ao grupo. 

Ela se sentou bem em frente aos dois, finalmente os encarando. E foi quando puderam mergulhar no olhar dela, na primeira de muitas vezes. 

Aqueles lindos olhos verdes, no mesmo tom de águas rasas do mar nos fundos de suas casas. Naquela belíssima cor que os enchia de tranquilidade, e ao mesmo tempo, de coragem e de força para fazer o necessário para retornar. 

Ela sorriu minimamente, daquele jeito bem contido, e acenou minimamente a cabeça para eles, num cumprimento respeitoso. 

Foi a primeira vez que os dois questionaram se sua honra valeria mais do que fugir para um lugar a sós com aquela garota e nunca mais voltar. 

Poucos dias depois, estariam em sua primeira grande batalha naquelas terras inóspitas. Lutando e protegendo um ao outro, com toda a força que podiam, apenas pensando em retornar àquele vilarejo e ter a oportunidade de olhar para aquela linda moça de novo. 

Ao voltarem bem-sucedidos, embora um pouco fragilizados pela recente luta, eles nem hesitaram em ir a uma apresentação de gueixas que aconteceria numa noite próxima daquela semana, acreditando e confiando que a veriam de novo. 

E a viram, mas não em cima do palco, e sim, junto a eles na plateia. 

— Por que a senhorita não aparece tanto em público quanto as outras de sua profissão? — foi Naruto quem perguntou quando ela se juntou à mesma mesa que eles, na casa de apresentações enquanto outras gueixas dançavam lindamente mais à frente. 

— Ainda não sou uma gueixa de verdade. — ela respondeu de forma simples e ergueu a mão no salão em volta, onde outras como ela estavam sentadas conversando com os outros presentes nas outras mesas. — Sou uma maiko, ainda em treinamento. 

Eles puderam ter um vislumbre rápido do pulso dela com esse gesto, e descobriram que ficou um pouco difícil de respirar. 

— Estou feliz que tenham conseguido retornar sãos e salvos, senhores. — ela disse com aquele sorriso minúsculo e contido. 

— Qual é o seu nome? — questionou Sasuke. 

— Sakura. 

— É seu nome de verdade? — Naruto perguntou com curiosidade. 

— Claramente não. — ela puxou o leque para rir com o objeto à frente do rosto. 

— Qual o seu nome de verdade? 

— Torne-se meu danna no futuro, e quem saiba eu lhe diga. — ela falou num tom divertido. 

— O que é um danna? — os dois perguntaram ao mesmo tempo. Ainda tinham ideias muito abstratas sobre o mundo dela em suas mentes para saber todas essas informações. 

Sakura riu novamente por trás do leque. Uma linda risada que soava como música aos ouvidos deles. 

Ela não respondeu nada, apenas os encarou com aqueles lindos olhos destacados pelas linhas pretas da maquiagem forte ao redor. 

— Seus olhos se parecem com o mar. — Sasuke comentou. 

— Mesmo? — ela ficou levemente surpresa. — Infelizmente eu nunca vi o mar, então não posso confirmar tal observação. 

Nas vezes seguintes em que a viram, eles foram descobrindo um pouco mais sobre como a vida dela funcionava. 

Jamais poderia casar, como as outras mulheres, mas poderia ter um danna no futuro. Um patrono que iria garantir seu sustento pelo resto da vida, como um marido de verdade, mas sem a parte física da relação.  

E conversando com outros samurais da região, eles descobriram que, às vezes, alguns dannas têm relações além da figuração artística com suas gueixas, passando por um campo um pouco mais… romântico, digamos. 

No entanto, os garotos finalmente descobriram que talvez, sim, sua amizade pudesse desaparecer com esse novo elemento em suas vidas. 

Os dois queriam a garota, e sabiam que se quisessem consegui-la para si, teriam que magoar e subjugar um ao outro. 

Então aquela rivalidade que eles achavam que jamais nasceria entre si passou finalmente a existir. 

Tornou-se uma competição ver quem conseguia convidá-la mais vezes para passar pouco tempo em sua companhia. 

Tornou-se uma disputa acirrada para preparar terreno para, no futuro, quando ela finalmente passasse por sua cerimônia de maioridade e finalmente pudesse escolher um danna, ela escolheria um deles. 

E eles não queriam perdê-la um para o outro. 

Porque se sentiriam traídos duplamente, de uma forma estranha e desconhecida que seus corações e mentes não conseguiam entender. 

Mas era como se sentiam. E não queriam deixar isso acontecer. 

Quando retornassem para sua terra natal, um deles estaria levando Sakura junto a si, e consequentemente, perderiam um ao outro também. 

Então durante aquele ano, repleto de batalhas sangrentas, ferimentos sérios e tardes em casas de chá ou passeios em jardins e às margens de rios, Sakura finalmente atingiu sua maioridade. 

E eles puderam ter o prazer de vê-la dançar publicamente pela primeira vez, na noite que provavelmente foi a mais bela e marcante de suas vidas. 

E talvez a mais triste também. 

Por vários motivos, aliás. 

Porque no dia seguinte, eles teriam a batalha final por aquelas terras, enfrentando clãs temidos no país todo.

Então talvez fosse a última vez que a vissem. 

Na festa, logo após a dança, onde ela pôde cumprimentar e agradecer a todos que compareceram, finalmente decidiu contar a eles a verdade sobre o que ela própria sentia. 

— Eu sei que pretendem comparecer à minha venda de mizuage daqui alguns dias, mas infelizmente terei que avisá-los de que não tenho intenções de permitir que continuem nessa disputa por minha pessoa. — falou com a voz calma e uma expressão séria no rosto. Ela ficava bem diferente usando kimonos mais claros, agora que era uma gueixa completa. — Eu não pretendo deixar que participem do meu leilão de mizuage, e também não pretendo levar nenhum dos dois em consideração durante minha reflexão da escolha para um danna. 

Os dois rapazes ficaram chocados ao escutarem essas palavras vindo da boca dela. 

— Por quê? — Naruto foi aquele que conseguiu balbuciar, em meio ao choque. 

— Apesar de estar indo contra meus códigos de honra como gueixa, eu preciso admitir que me apaixonei por ambos. — ela falou com uma expressão difícil no rosto, como se doesse pronunciar tais palavras. — Então, respeitando meus sentimentos e tentando não ferir ainda mais os dos senhores, não pretendo deixar que continuemos tendo contato. Peço perdão pelos transtornos que causei aos senhores. — ela finalizou antes de fazer uma reverência e se afastar, indo conversar com outros convidados. 

Talvez tenha sido a noite mais bonita e a mais dolorida mesmo. 

Porque mesmo depois de tantas noites em campo de batalha, nada foi mais cruel do que o vazio que abateu os dois naquela madrugada, sabendo que jamais teriam aquela mulher em suas vidas. Nem mesmo se fosse apenas porque ela pertencia ao outro. 

Então eles perceberam, após uma longa madrugada de conversa, que nada mudou, no fim das contas. Seus sentimentos um pelo outro não mudaram. Nem mesmo diminuíram. 

Eles apenas chegaram à conclusão de que ainda amavam um ao outro. E além disso, também amavam Sakura. 

E ela os amava. 

Podia ser loucura, mas era verdade. 

Não era fruto de sakê demais, nem de tristeza e nem mais nada. 

Então, na manhã seguinte, antes mesmo que o sol nascesse direito, eles foram até a okiya dela, e ordenaram às servas e outras maikos que a chamassem. 

Obviamente, ela ficou apenas em pé na varanda, mantendo uma distância segura e respeitosa deles, não deixando que eles passassem do portão. 

E de qualquer forma, eles não pretendiam fazer tal ato mesmo. Tudo o que tinham a lhe dizer, eles disseram em pé no portão. 

— Não nos importa o que aconteceu antes, Sakura. — foi Sasuke quem anunciou, com sua voz grave e imponente, erguendo a mão para cima. — Quando nós voltarmos para nossa terra, você virá conosco. 

Não era um pedido, era uma promessa. 

Os três sabiam disso. 

— Nós dois iremos levá-la para conhecer o mar, Sakura. — Naruto anunciou também, de forma extremamente firme e decidida. 

Ela estava usando um kimono simples e branco naquela manhã. Estava cedo demais, e tinha acabado de acordar, então sua maquiagem não estava completa, assim como seu penteado. 

E seguindo essa mesma linha simples do momento, ela deu aquele sorriso minúsculo, que dizia tantas e tantas coisas. 

— Como quiserem. — respondeu e assentiu minimamente, com uma reverência de cabeça, parecendo bem feliz e contemplada pelas palavras deles. 

As outras gueixas, maikos e servas apenas olhavam tudo de forma fascinada, jamais presenciando uma cena tão encantadora, e ao mesmo tempo, tão melancólica. Podiam sentir perfeitamente cada sentimento emanando daqueles três.

Era uma manhã fria de primavera. Nebulosa e um pouco cinzenta, por conta da tensão no ar sobre a batalha violenta que estava por vir e todos sabiam. 

Naruto e Sasuke estavam vestidos com seus trajes, com suas katanas a tira-colo e o desejo extasiante de retornar para terem-na em seus braços. 

Sakura ergueu suas mãos e desamarrou lentamente as fitas vermelhas de seu cabelo, deixando que as madeixas claras caíssem soltas por seus ombros. Ela entregou os dois tecidos pequenos e finos para uma das servas da okiya, que prontamente as pegou e levou aos dois rapazes no portão, entregando uma para cada. 

Ambos ficaram surpresos por receber um presente dela, já tendo total conhecimento de que os bens de uma gueixa eram extremamente preciosos e sagrados, quiçá amuletos de grande êxito para quem os ganhasse. 

— Levem um pouco de sorte minha para aqueles campos. — Sakura disse, e ainda sorria daquela forma mágica. — Estarei esperando por seu retorno. 

Eles demoraram alguns segundos para conseguir assentir. E finalmente se foram, andando pela rua e indo em direção à saída da cidade, onde provavelmente o resto dos samurais já se preparava para partirem. 

Amarraram as fitas vermelhas nos cabos de suas katanas, onde segurariam firme toda vez que as usassem pelos próximos dias exaustivos e obscuros que teriam pela frente. 

Mas sempre que olhassem para o lado e enxergassem um ao outro, segurando firme e tendo total ciência daquelas fitas sob suas mãos, eles saberiam que não lutavam apenas por sua honra e um pelo outro. 

Estariam lutando por ela também. 

Pela chance de andarem os três de braços dados pelas praias onde cresceram. 

E pelo resto da vida que teriam quando voltassem para buscá-la. 


Notas Finais


Antes que perguntem: sim, essa fic vai se tornar uma long no futuro, ksksks, talvez ainda esse ano mesmo, porque eu tô viciada em trisais do time 7. Mas antes, eu quero finalizar algumas outras longs minhas. Mas relaxem, vai acontecer, rs.

Finalmente chegamos à penúltima fic da Coleção Ocean, aaaaa estou bem feliz com isso. Espero que tenham gostado <3

Playlist da Coleção Ocean: https://open.spotify.com/playlist/6aHlLPI7yVjBruPNSF9yWn?si=HfGuHDx-RfK1P7M8XelqTw

Instagram: writer.plutoniana


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