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História OliKase - S.O.S! Save our Souls! - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, desculpa pela demora e o capítulo ser tão curto, agora que eu finalmente achei meu pendrive junto das minhas fanfics, eu quero focar na fic de SaruMi, já que além de o público ser maior do que aqui, eu preciso postar lá o quanto antes, ou então vão achar que eu abandonei a fic.
Sim, esse capítulo focou mais a relação do Piko com o Oliver, mas uma surpresa espera...
Enfim, boa leitura e me desculpem a demora, e novamente, o foco é a fanfic de SaruMi, não fiquem chateados se eu só postar lá, por favor :)

(Não revisado)

Capítulo 5 - Don't hate me


Havia amanhecido faz um bom tempo, mas o trio preguiçoso – ou quarteto, se contar com o pulguento – ainda agiam como se fosse aquela mesma madrugada, onde tudo ocorreu.

Eu sei que posso ter agido um pouco errôneo e espontâneo em tentar abraça-lo, mas simplesmente não podia me conter, aquele garotinho era tão adorável que eu quis morrer de tanta fofura! Entretanto, tudo o que eu consegui foi deixar uma criança assustada e um velho enraivecido. Eu estava morto de sono, cansado e sentindo sintomas de um resfriado que batia na porta, e sim, aquilo era suficiente para abalar o tão frágil Utatane Piko, uma febre baixa e tosses me incomodavam profundamente, e por conta desse mal estar, a “cabeça de tomate” me fez usar uma máscara descartável para evitar a transmissão da mesma, um dos poucos costumes que ainda mantemos do nosso país de origem, o Japão.

Deixando coisas passadas de lado, vamos falar do agora.

Estávamos todos reunidos na cozinha de Fukase, esperando ele aprontar alguns ovos com bacon, o cheiro era ótimo, e tenho certeza que o gosto não seria diferente, já que ele mesmo diz: “se eu não fosse um cantor, eu seria um cozinheiro de fast food”.

É um pouco estranho imaginar ele usando um uniforme de atendente de lojinha de comida porca, isso não combinaria nada com um homem tão bem sucedido como ele, porém não posso dizer onde ele acabaria, as suas pernas são mais longas do que ele imagina.

Terminando de cozinhar ele nos serve, mas nisso ele fica me encarando estranho, como se estivesse esperando por algo de mim.

- O que foi cara de porco?

Com toda sua maturidade ele mostra a língua e se senta ao lado do loirinho, que esteve calado esse tempo todo.

- Espero que essa comida esteja do seu agrado, tenho certeza que você deve se alimentar de outra coisa como costume. – Fukase lança um doce sorriso, que é replicado por Oliver.

- Obrigado, e não é muito diferente do nosso costume, mas geralmente eu não tomo café da manhã, ou quando tomo, é uma tigela de cereais.

Meu senhor, por que ele é tão fofo em tudo o que faz? E por que esse garoto tem que se parecer tanto com uma criança? Eu preciso aperta-lo.

Fukase havia notado meu olhar suspeito para o menino, então logo em fecha o rosto para mim, obviamente me mandando parar com aquela coisa estranha, infelizmente ele tem razão, não é muito maneiro ficar encarando os outros dessa forma.

Quem se importa com o clima? A comida é tão gostosa quanto ele, isso me faz desconectar daquele universo por alguns instantes.

Degustamos daquela refeição em silencio, em raras ocasiões, Fukase fazia alguma pergunta sobre o estado de Oliver, no qual respondia desinteressado, e em algumas vezes apenas assentia ou negava; ah, se ele soubesse o quanto isso o irrita... Recordo-me até hoje da vez que o ignorei de propósito e ele desfez nossa amizade no Roblox, foi tenso. Mas é claro que ele jamais faria algo tão absurdo com o rapaz, ele é só um jovem desconhecido e assustado. Se ele está assim conversando com o ruivinho, imagine comigo! Minhas esperanças de um entendimento se esvaíram completamente.

Terminando de comer, me ofereço para lavar as louças, no qual obviamente sou permitido, Fukase odeia lavar louça. Enquanto limpava aqueles pratos sujos, eu só conseguia pensar em alguma forma de tirar alguma bosta do garoto, eu só queria me desculpar de uma forma apropriada, mas temo que não me dê ouvidos.

Por minha sorte – ou não –, Fukase nos avisa que teria que sair com o saco pulguento para alguma droga de lugar, ou seja, ficaríamos sozinhos.

Espera, isso é terrível.

- Eu prometo tentar não demorar, mas se caso eu não chegue até a hora de almoçar, vocês podem pedir alguma coisa que eu pago depois. Eu falo isso porque prezo pela segurança da minha casa e de quem esteja dentro dela, da ultima vez que o Piko fez alguma comida na minha casa ela quase pegou fogo. – Oliver ri doce, mal sabe ele que isso realmente aconteceu.

- Você não precisava dizer isso, seu puto. – Ele pisca para mim e se retira, porém, logo dá meia volta e retorna.

- Oliver. – Ele o chama – Se você quiser usar o banheiro com banheira é só pedir para o Piko que ele te ajuda a subir, não é mesmo, Piko Utatane? – Ele me encara diretamente. Engulo o seco, fingindo não entender tal indireta.

- C-Claro. – Gaguejo.

- Ótimo, então estou indo. Se acontecer algo me liga.

E se retira.

Agora sim, estávamos oficialmente sozinhos e sem jeito, entretanto pelo o que o Fukase falou, ele ainda precisa de ajuda para subir as escadas, só não tenho certeza que vou poder carrega-lo nos braços como ele faz, já que estou um pouco debilitado.

Tentando puxar assunto com o garoto que admirava um estranho quadro surrealista, eu toco em seu ombro e digo:

- Suas pernas ainda doem?

O menor pula de susto, se virando a mim com um rosto avermelhado.

- Oh, me desculpe, não queria te assustar. – Sem jeito, disfarço coçando a cabeça. Eu deveria ser mais cuidadoso?

- T-Tudo bem, eu não notei você. – Responde fraco. – Mas respondendo sua pergunta, sim, elas doem um pouco, mas acho que posso subir as escadas sem ajuda.

Não preciso ser nenhum gênio para saber que ele só disse isso para me evitar, hoje mesmo Fukase descia as escadas com Oliver nos braços, ele parecia um filhotinho indefeso.

- Ah, você não precisa ter vergonha, se quiser eu te ajudo. – Ele desvia o olhar, corando mais um pouco.

Acho melhor contar para ele o que está me perturbando, se não isso pode continuar do jeito que está.

- Olha, eu sei que você ainda deve ter medo de mim por causa do que aconteceu mais cedo, mas não é como se eu fosse um ninfomaníaco tarado por garotinhos como você, aquilo só foi...

- E-Eu sei disso, não precisa se explicar! Na verdade, eu percebi isso agora.

Ok, agora estou bastante confuso, o que diabos ele quis dizer?

- Como assim?

- Veja bem; se você quisesse fazer algo comigo já teria feito. Eu estou doente e indefeso, Fukase e o Point saíram, seria uma boa hora para você me atacar. – Encarando meus olhos, sou tomado por seu argumento, ele ao menos tem um cérebro.

- Isso faz sentido... E me desculpe por isso, eu costumo ficar alterado com pessoas estranhas dentro dessa casa, já aconteceram tantas coisas por conta disso... – Inspiro, relembrando das podres memórias passadas. É melhor não explicar.

Ele me pareceu desentendido, talvez seja melhor assim do jeito que está, não é como se ele precisasse dessa informação de qualquer maneira.

- Piko. – Ele me desperta – Você poderia pegar alguma roupa para mim? Eu não quero subir.

- Sem problema.

No final das contas, o garoto não estava com tanto medo de mim, provavelmente só estivesse testando minha conduta ou algo do tipo, ele me parece bem relaxado quando fala comigo, ainda bem que tudo terminou assim, seria terrível frequentar um lugar onde há uma pessoa que te odeia, e eu não quero que isso aconteça com você, Oliver, por tanto não me odeie, nós temos muito em comum.


Notas Finais


Obrigada por ler, e mais uma vez, não fique irritado por conta do foco não ser essa.


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