História Olimpianos e Semi-Deuses lendo O Mar de Monstros! - Capítulo 5


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Notas do Autor


Gente volteeeei, mais cedo do que antes, mais tarde do que pretendia.
A verdade é que estou muito feliz com a ajuda que vocês estão me dando nos comentários e não desistindo de mim, eu só tenho que agradecer vocês por isso e nem sei como.
Eu queria ter postado sábado, MAS eu fiquei sem pc até tipo, AGORA, então eu liguei ele e já to aqui.
Também tenho que agradecer aos favoritos que com 4 ou 5 capítulos já está proximo a cem e eu to chocada kkkk realmente muito obrigada.
Boa leituraaaa.



(LEIAM AS NOTAS FINAIS POR FAVOR)

Capítulo 5 - Capítulo 4 - Tyson brinca com fogo!


-Capítulo 4 - Tyson brinca com fogo - Leu Connor de forma eufórica.

-Menino, você vai acabar babando com tanta rapidez - Disse Travis balançando a mão como se fosse pro irmão se controlar.

A real é que todos estavam preocupados com o acampamento para dar alguma risada.

Mitologicamente falando, se existe uma coisa que eu odeio mais do que trios de velhas, são touros. No último verão, lutei com o Minotauro no topo da Colina Meio-Sangue.

Percy se arrepiou só de lembrar do ocorrido e da adrenalina correndo em seu corpo.

-Eu ainda nem sei como fiz aquilo - Disse ele enjoado.

-A água - Disse Lee Fletcher recebendo olhares confusos de todos ao redor - Vocês não lembram?? Estava chovendo aquela noite, talvez a água da chuva.... - Ele foi diminuindo a voz conforme falava, seu rosto ficava vermelho lentamente.

-Humm, faz sentido, mas chuva não cai do céu? - Quis saber Pólux recebendo olhares irônicos dos filhos e filhas de Atena.

-Acho que ele tem uma uva na cabeça ao invés de cérebro - Alguém do chalé de Hermes disse arrancando risadas dos demais ali presentes, Pólux corou e Dionisio cerrou o olhar.

-Q-Quer dizer... - Pólux continuou, vermelho - Se Zeus controla os céus, e a água é domínio de Poseidon, a chuva é propriedade de quem? - Perguntou ele baixinho. - Porque... é água... 

Alguns campistas que riam ficaram sérios e pensativos variando o olhar de um deus para o outro, as proles de Atena suspiraram derrotados enquanto balançavam a cabeça e os deuses seguravam a risada.

-Deixe que eles descubram sozinhos - Disse Zeus seriamente.

Connor resolveu voltar a ler.

Dessa vez, o que vi lá em cima era ainda pior: dois touros.

Gemidos e olhares perplexos eram mandados para Connor.

E não touros comuns, apenas, mas touros de bronze, do tamanho de elefantes. E mesmo aquilo não era ruim o bastante. É claro que eles também tinham de soltar fogo.

Os olhares dos filhos de Hefesto foram para o pai.

-O touro de colchis? - Perguntou Annabeth, pálida.

-Sabia que esse daí - Disse Ares apontando para Hefesto - Não era confiavel.

-Fica quieta Barbiezinha - Hefesto bufou - Não posso ter mandado eles, não teriam passado da barreira.

-É verdade... O que houve com a barreira? - Will Solace perguntou levantando o olhar para a árvore ao longe.

Assim que saímos do táxi, as Irmãs Cinzentas se safaram a toda rumo à Nova York, onde a vida era mais segura. Nem sequer esperaram pelo pagamento extra de três dracmas. Simplesmente nos largaram à beira da estrada, Annabeth com nada além de sua mochila e a faca, Tyson e eu ainda com as roupas desbotadas de ginástica.

– Ah, céus! – disse Annabeth, olhando para a batalha violenta na colina.

O que mais me preocupou não foram os touros em si. Ou os dez heróis de armadura de batalha completa, cujos traseiros de bronze estavam levando uma surra.

-Isso seria engraçado se não fosse com a gente - Disse Malcolm sorrindo forçado.

O que me preocupava era que os touros estavam se movimentando por toda a colina, inclusive atrás do pinheiro. Aquilo não deveria ser possível. As fronteiras mágicas do acampamento não permitiam que monstros passassem além da árvore de Thalia. Mesmo assim os touros de metal estavam fazendo isso.

-Bom... Eu espero que ele tenha sido invocado por alguém de dentro - Disse Grover com a voz trêmula - Quer dizer, não, céus, isso seria horrível ter mais um trai... - Sua fala foi cortada brutalmente com seu olhar se dirigindo a Luke - Sinto muito...

-Não... Eu quem peço - Disse o loiro se encostando para trás.

Todos estranharam aquilo, mas Connor prosseguiu antes que mais alguém falasse.

Zeus por outro lado olhava sério para o filho de Hermes.

Um dos heróis gritou:

– Patrulha de fronteira! Aqui! – Uma voz de menina... rouca e familiar. Patrulha de fronteira?, pensei. O acampamento não tinha patrulha de fronteira.

-Isso é estranho - Sussurrou Katie.

– É Clarisse – disse Annabeth. – Venha, temos que ajudá-la.

Clarisse arqueou a sobrancelha se inclinando para a frente.

-Não preciso da ajuda de vocês!!!

-Bem, não é o que parece - Annabeth sorriu levemente para mesma que retribuiu com um olhar gélido.

Normalmente, correr para ajudar Clarisse não estaria no topo da minha lista de "coisas a fazer". Ela era uma das maiores encrenqueiras do acampamento. Na primeira vez que nos vimos ela tentou apresentar minha cabeça a uma privada.

Risinhos foram ouvidos e Clarisse bufou.

-Vai ter volta novato.

Também era filha de Ares, e eu havia tido um desentendimento muito sério com o pai dela no último verão;

Ares lançou um olhar em chamas para o garoto.

portanto, agora o Deus da Guerra e todos os seus filhos basicamente não iam com a minha cara. Ainda assim ela estava em dificuldades. Seus combatentes estavam se dispersando, correndo em pânico diante do ataque dos touros. A grama estava em chamas em grandes faixas em volta do pinheiro. Um herói gritava e agitava os braços enquanto corria em círculos, o enfeite de crina de cavalo em seu capacete ardendo como um cocar flamejante. A armadura da própria Clarisse estava chamuscada. Ela lutava com um cabo de lança quebrada, a outra extremidade estava cravada inutilmente na junta metálica do ombro um dos touros.

-Isso é impossível - Quíron deu dois passos a frente parecendo não aceitar a situação.

-Estamos todos confusos - Disse Apolo seriamente, Percy podia jurar que era a primeira vez que via o deus dessa forma.

Tirei a tampa da minha caneta esferográfica. Ela cintilou e foi ficando cada vez mais comprida e pesada até eu me ver segurando nas mãos a espada de bronze Anaklusmos.

– Tyson, fique aqui. Não quero que se arrisque mais.

– Não! – disse Annabeth. – Precisamos dele.

-O que?? - Percy perguntou confuso olhando para a loira que deu de ombros.

Olhei para ela.

– Ele é mortal. Teve sorte com as bolas de queimado, mas ele não pode...

– Percy, você sabe o que é aquilo lá em cima? Os touros de Colchis, feitos pelo próprio Hefesto. Não podemos combatê-los sem o Filtro Solar de Medeia, com fator de proteção 50 mil. Vamos ser queimados até virar torresmo.

-É o que minha filha? - Percy perguntou completamente confuso arrancando olhares confusos e risadas das pessoas ao redor.

– O quê de Medeia?

Annabeth revirou a mochila e praguejou.

– Eu tinha um pote de essência de coco tropical na minha cabeceira, em casa. Por que não trouxe comigo?

Tinha aprendido muito tempo atrás a não fazer muitas perguntas a Annabeth. Só me deixaria ainda mais confuso.

-Concordo - Disse Grover rindo.

– Olhe, eu não sei do que você está falando, mas não vou permitir que Tyson seja frito.

– Percy...

– Tyson, fique aqui. – Ergui minha espada. – Vou entrar.

-Deve ter uma boa razão para eu deixar ele entrar - Disse a garota de forma desconfortável.

Poseidon olhava para Annabeth e suspirou pesado, "ela sabe!".

Tyson tentou protestar, mas eu já estava correndo colina acima na direção de Clarisse, que gritava com sua patrulha, tentando organizá-la em formação de falange. Era uma boa ideia. Os poucos que a ouviram formaram uma fileira ombro a ombro, encaixando seus escudos para forjar uma parede de couro e bronze, as lanças surgindo acima como cerdas de porco-espinho. Infelizmente, Clarisse só conseguiu reunir seis campistas.

Clarisse cobriu o rosto com a mão suspirando frustrada.

Os outros quatro ainda corriam em círculos com o capacete em chamas. Annabeth correu até eles, tentando ajudar. Provocou um dos touros para que a perseguisse e depois ficou invisível, confundindo o monstro completamente. O outro touro investiu contra a linha de Clarisse. Eu estava a meio caminho colina acima – não era perto o bastante para ajudar. Clarisse ainda nem me vira. O touro se movimentava depressa demais para uma coisa tão grande. A carcaça metálica brilhava ao sol. Tinha rubis do tamanho de punhos no lugar dos olhos e chifres de prata polida. Quando abria a boca articulada, uma coluna de chamas incandescentes era expelida.

A questão é... que campistas são esses e filhos de quem - Disse Artemis com pesar na voz.

Hefesto não sabia como seus touros foram parar ai.

– Mantenham a linha! – ordenou Clarisse a seus guerreiros.

Você podia falar qualquer coisa sobre Clarisse, mas ela era corajosa.

Clarisse ergueu o rosto rapidamente, surpresa pelo comentário, porém logo mudou para sarcástico.

-E você esperava o que?

-Concordo com Percy, muito corajosa - o comentário de Chris Rodriguez fez com que a garota corasse levemente.

Era uma menina grande com olhos cruéis como os do pai. Parecia ter nascido para usar uma armadura de batalha grega, mas até mesmo ela não me parecia capaz de resistir à investida daquele touro. Por azar, naquele momento, o outro touro perdeu o interesse em encontrar Annabeth. Virou-se e foi atrás de Clarisse, do seu lado desprotegido.

– Atrás de você! – gritei. – Cuidado!

-Grande gênio - Exclamou Castor rindo baixo.

Eu não devia ter dito nada, porque tudo o que consegui foi assustá-la. O Touro Número 1 colidiu contra o escudo dela e a falange se rompeu. Clarisse voou para trás e aterrissou em um pedaço de gramado em chamas. O touro passou direto por ela, mas não sem antes atingir os outros heróis com seu hálito de fogo. Os escudos derreteram instantaneamente em seus braços. Eles deixaram cair as armas e correram enquanto o Touro Número 2 se aproximava de Clarisse para o golpe final. 

Clarisse ficou pálida instantaneamente enquanto Ares levantava a cabeça que estava apoiada de forma tediosa sobre seu punho em uma maneira de fazer os fios daquela peruca não cairem em seu rosto, e mandou, para a filha, um olhar de preocupação, porém logo mudou para algo severo.

Eu me adiantei e agarrei Clarisse pelos cordões da armadura. Arrastei-a para fora do caminho bem no momento em que o Touro Número 2 passava como um trem de carga. Dei-lhe um bom golpe com Contracorrente e abri um imenso talho numa de suas laterais, mas o monstro apenas rachou e soltou um mugido, e continuou avançando. A fera não me tocou, mas pude sentir o calor da sua pele de metal. A temperatura de seu corpo poderia ter cozido um burrito congelado.

Grover baliu fazendo alguns campistas rirem.

– Me solte! – Clarisse deu uma pancada na minha mão. – Percy, maldito!

-De nada por ter salvo sua vida?? - Percy olhou ironico para ela.

-Você só atrapalhou - Clarisse bufou.

Luke olhou para Percy e riu piscando um dos olhos.

Deixei-a cair como um saco junto ao pinheiro e me virei para enfrentar os touros. Estávamos agora do outro lado da colina, com o vale do Acampamento Meio-Sangue logo abaixo. Os chalés, as áreas de treinamento, a Casa Grande – todos em perigo caso os touros passassem por nós. Annabeth bradou ordens para os outros heróis, dizendo-lhes que se espalhassem e mantivessem os touros distraídos. O Touro Número 1 fez uma curva bem aberta e começou a voltar na minha direção. Ao passar pelo meio da colina, onde a linha invisível da fronteira deveria tê-lo detido, ele reduziu um pouco a velocidade, como se lutasse contra um vento forte; mas então rompeu a barreira e continuou avançando.

-O QUE ACONTECEU? - Zeus se levantou violentamente dando um soco no braço de seu trono fazendo o mesmo rachar com violência e um estrondo vir do céu.

-Acho que descobriremos no livro se você se acalmar - Disse Hades entediado - Nem sei porque estou aqui - Bufou ele.

Zeus lançou um olhar sério para ele e logo sentou novamente.

-Mande em mim de novo que eu te mando pro Tártaro.

Hades riu ironicamente.

O Touro Número 2 se virou para me enfrentar, com fogo crepitando no corte fundo que eu fizera em seu flanco. Não sei dizer se sentiu alguma dor, mas seus olhos de rubi pareciam fixos em mim como se eu tivesse acabado de levar as coisas para o lado pessoal.

Poseidon não conseguia esconder a preocupação que estava sentindo, seus olhos verdes fixos no seu filho concentrado na leitura.

Eu não podia lutar contra os dois touros ao mesmo tempo. Teria de derrubar o Touro Número 2 primeiro e cortar sua cabeça antes que o Touro Número 1 investisse de novo, até ficar ao meu alcance. Eu já sentia os braços cansados. Percebi quanto tempo passara desde a última vez que treinara com Contracorrente, e como perdera a prática.

Luke negou lentamente.

-Percy...

-Não tinha como lembra, escola normal, pessoas normais, eu não podia treinar - Riu ele olhando para o loiro que ergueu somente uma das sobrancelhas.

-Perdoado.

Ataquei, mas o Touro Número 2 lançou chamas contra mim. Rolei para o lado enquanto o ar se transformava em puro calor. Todo o oxigênio foi sugado de meus pulmões. Meu pé se prendeu em alguma coisa – uma raiz de árvore, talvez – e a dor subiu por meu tornozelo. Ainda assim, consegui desferir um golpe com a espada e decepei um pedaço do focinho do monstro. Ele se afastou galopando, fora de controle e desorientado. Mas, antes que eu pudesse me sentir muito satisfeito com aquilo, tentei ficar de pé e minha perna esquerda fraquejou. O tornozelo estava torcido, talvez quebrado.

Poseidon engoliu em seco se inclinando para a frente rapidamente.

O Touro Número 1 investiu na minha direção. Não havia como me arrastar para fora do seu caminho. Annabeth gritou:

– Tyson, ajude-o!

Em algum lugar por perto, na direção do topo da colina, Tyson lamentou-se:

– Não... posso... atravessar!

-O que...? Por que os touros podem e ele não?? - Perguntou Annabeth confusa.

-A diferença de forças? - Luke perguntou e a garota assentiu.

-Pode ser.

– Eu, Annabeth Chase, lhe dou permissão para entrar no acampamento!

Uma trovoada sacudiu a encosta. De repente, Tyson estava lá, disparando em minha direção e gritando:

– Percy precisa de ajuda!

As filhas de Afrodite soltaram um "own" em coral.

Antes que eu pudesse dizer que não, Tyson se jogou entre mim e touro bem quando ele soltou uma erupção de fogo nuclear.

– Tyson! – gritei.

Poseidon sorriu discretamente e Percy ficou boquiaberto.

-Mas...

A explosão rodopiou em volta dele como um tornado vermelho. Só consegui ver a silhueta negra de seu corpo. Soube com uma terrível certeza que meu amigo acabara de se transformar em uma coluna de cinzas. Mas, quando o fogo diminuiu, Tyson ainda estava lá, de pé, praticamente ileso.

-O que está acontecendo??? - Percy perguntou alto enquanto os outro campistas começavam a entender.

-Então...

-Não é possível...

-Mas faz sentido...

Outros campistas mandavam olhares discretos em direção a Poseidon, olhares estes que o deus obviamente notava.

Nem mesmo suas roupas surradas foram chamuscadas. O touro deve ter ficado tão surpreso quanto eu, porque antes que pudesse exalar uma segunda erupção Tyson cerrou os punhos e golpeou a cara dele.

– VACA MALVADA!

As gargalhadas inundaram o local, como se o maior piadista do mundo estivesse fazendo um show para eles.

-São touros - Bufou Hefesto.

-É, suas marionetes quase destruiram esse lugar - Alfinetou Ares.

-Garanto a você Ares, que não sob minhas ordens.

Seus punhos abriram uma cratera no lugar onde estaria o focinho do touro. Duas pequenas colunas de fogo irromperam dos ouvidos. Tyson acertou-o de novo e amassou o bronze sob suas mãos como papel-alumínio. A cabeça do touro agora parecia um boneco de meia virado do avesso.

– No chão! – berrou Tyson.

O touro cambaleou e caiu de costas. As pernas balançaram debilmente no ar, o vapor escapando pela cabeça e outros lugares esquisitos. Annabeth correu para ver como eu estava. Meu tornozelo parecia estar cheio de ácido, mas ela me deu um pouco do néctar do Olimpo em seu cantil e imediatamente comecei a me sentir melhor. Havia um cheiro de queimado que depois percebi que vinha de mim. Os pelos em meus braços tinham ficado completamente chamuscados.

-Filho de Poseidon está pegando fogo - Disse Travis casualmente e logo estranhou o motivo dos demais estarem rindo - Eu disse alguma coisa...?

– E o outro touro? – Perguntei.

Annabeth apontou colina abaixo. Clarisse tinha cuidado da Vaca Malvada Número 2.

Mais risadas inundaram o local e os filhos de Ares berraram olhando para a irmã.

Ela a empalara pela pata traseira com uma lança de bronze celestial. Com o focinho semidestruído e um enorme talho no flanco, o bicho tentava correr em câmara lenta, andando em círculos como algum tipo de animal de carrossel.

Clarisse tirou o capacete e marchou em nossa direção. Uma mecha do seu cabelo castanho fibroso estava fumegando, mas ela parecia nem notar.

– Você estragou tudo! – berrou ela para mim. – Eu tinha tudo sob controle!

-Ah, sim, se chama quase estar morta de "SOB CONTROLE" - Disse Will Solace rindo baixo.

-Se prepare loirinho, eu vou acabar com você - Disse a garota ameaçadoramente.

Will sorriu se apoiando na mesa e se inclinou levemente para a frente encarando a garota.

-Você pode tentar.

Gritos e incentivos inundaram o local, Ares berrava comemorando que finalmente iria ver uma briga enquanto Apolo dava risada da situação, porém tudo foi silenciado com um trovão e o mau humor de Zeus.

-Stoll, continue - Disse ele.

Eu estava atordoado demais para responder. Annabeth resmungou:

– Bom ver você também, Clarisse.

– Argh! – gritou Clarisse. – Nunca, NUNCA tente me salvar de novo!

– Clarisse – disse Annabeth – você tem alguns campistas feridos.

Aquilo a fez cair era si. Até mesmo Clarisse se preocupava com os soldados sob seu comando.

– Eu vou voltar – rosnou ela, e depois se afastou pesadamente para avaliar os danos. Olhei para Tyson.

– Você não morreu.

Tyson baixou os olhos como se estivesse com vergonha.

– Desculpe-me. Vim ajudar. Desobedeci a você.

-AAh ele é muito fofo - Disse Afrodite sorrindo levemente.

– Culpa minha – disse Annabeth. – Não tive escolha. Eu tinha de deixar Tyson cruzar a fronteira para salvá-lo. Caso contrário, você teria morrido.

– Deixá-lo cruzar a fronteira? – Perguntei. – Mas...

– Percy – disse ela – você já olhou para Tyson com atenção? Quer dizer... para seu rosto. Ignorar a Névoa e realmente olhar para ele.

A Névoa faz os seres humanos verem apenas o que seu cérebro pode processar... Eu sabia que ela podia enganar semideuses também, mas... olhei para o rosto de Tyson. Não foi fácil. Sempre tive dificuldade de olhar diretamente para ele, embora nunca tivesse entendido muito bem por quê. Achava que era só porque sempre havia manteiga de amendoim nos seus dentes tortos.

As filhas de Afrodite fizeram uma careta e os demais campistas negaram.

Forcei-me a focalizar seu nariz grande e sem jeito, depois, um pouco mais acima, seus olhos. Não, não olhos. Um olho. Um grande olho, castanho-bezerro, bem no meio da testa, com cílios grossos e grandes lágrimas escorrendo pelas bochechas dos dois lados.

O silêncio se instalou no local, Percy estava boquiaberto e Annabeth, assim como Luke e Grover estavam completamente tensos.

Poseidon passou a mão levemente pelos cabelos.

– Tyson – gaguejei. – Você é um...

– Ciclope – sugeriu Annabeth. – Um bebê, a julgar pela aparência. Provavelmente foi por isso que ele não conseguiu atravessar a fronteira como os touros. Tyson é um dos órfãos sem-teto.

De repente um clarão iluminou o local, para sumir logo em seguida, deixando, ali, somente uma silhueta de um ser humano alto e confuso com a situação e uma rosquinha na metade do caminho para sua boca, paralisado nessa situação.

Os deuses se puseram de pé rapidamente, assim como os campistas que pegaram as armas, claro, os que carregavam elas para o café da manhã (vulgo chalé de Ares).

-Ahn... - O resmungo que virá da criatura ali no meio era de total de confusao, mas quando seus olhos pousaram sobre Percy o mesmo sorriu, e foi aí que Percy notou, O olho, não olhos.

-Voce é... - Percy começou inserto olhando para o ciclope parado ali na frente.

-Percy! - Gritou ele correndo em sua direção, mas, como estava exatamente no meio do salão do refeitório, ele fez o zigue zage de mesa em mesa até chegar ao único presente na mesa de Poseidon, abraçando o mesmo com tanta força que o filho do deus do mar achou que seus ossos tinham virado purê de batata - Por que estamos no refeitório? Nós estavamos naquela casona lá ó - Ele colocou uma das mãos em frente ao olho e apontou em seguida para a casa grande.

-Ahn... - Percy estava completamente perdido levando a mão até a cintura sentindo os olhos estralarem e logo olhou para Quiron pedindo socorro com o olhar.

-Meu caro ciclope - O centauro foi até o recém chegado - Venha se sentar conosco - Sua mão foi em direção ao ombro de Tyson e o conduziu até a mesa central, ao lado de Dionísio.

-Ta, te vejo depois Percy - Ele sorriu e acenou como se fosse para outro lugar, que não pudesse ver o garoto e logo olhou para Quiron - Pônei - Disse ele sentando na cadeira que lhe fora designada.

Alguns campistas deram risadas da cara que Quiron havia feito, Apolo e Hermes riram baixinho.

-O que está havendo? - Perguntou o ciclope olhando para todos ali percebendo os olhares fixos em si, muitos estes sendo de nojo.

-Nós estamos lendo livros sobre o Percy que mudarão um trágico futuro - Disse Quiron pacientemente.

-Livros sobre o Percy - Um sorriso cresceu em seus labios - Posso ajudar?

-Ahn... Claro - A resposta foi incerta.

-Legal - Ele acenou para Percy que sorriu desconfortavel.

-Vou... Voltar a ler - Disse Connor notando que os murmurios começavam.

– Um dos quê?

– Eles estão em quase todas as grandes cidades – disse Annabeth, de um jeito desagradável. – São... erros, Percy. Filhos de espíritos da natureza e deuses... Bem, normalmente, um deus em particular...

Os olhares se dirigiram a Poseidon que ergueu a sobrancelha confuso.

-Não estou entendendo os olhares - Disse ele ameaçadoramente.

O queixo de Percy caiu.

-Perai.

Connor decidiu continuar.

e nem sempre são perfeitos. Ninguém os quer. Eles são jogados de lado. Crescem nas ruas, sozinhos. Não sei como esse o encontrou, mas ele obviamente gosta de você. Devemos levá-lo a Quíron e deixar que ele decida o que fazer.

-Que descrição horrivel - Disse Tyson - De quem estão falando??? - O sorriso em seus lábios sumiu logo em seguida - Ah... Entendi...

Alguns olhares de nojo ali se transformaram em pena, Annabeth baixou a cabeça, porém ainda séria.

– Mas o fogo. Como...

– Ele é um ciclope. – Annabeth fez uma pausa, como se estivesse se lembrando de algo desagradável. – Eles operam as forjas dos deuses. Precisam ser imunes ao fogo. É o que eu vinha tentando lhe dizer.

Eu estava completamente chocado. Como nunca percebera o que Tyson era? Mas eu não tinha muito tempo para pensar nisso naquele momento. Toda a encosta da colina estava em chamas. Heróis feridos precisavam de atenção. E ainda havia dois touros derrubados para descartar, e eu não fazia ideia de como eles iriam caber nas nossas caçambas normais de lixo reciclável. Clarisse voltou e limpou a fuligem da testa.

– Jackson, se você puder aguentar, levante-se. Precisamos carregar os feridos de volta para a Casa Grande e informar a Tântalo o que aconteceu.

-TÂNTALO??? - A pergunta veio de tantas pessoas que mais pareceu um grito.

-O que...? - Dionisio arregalou os olhos levemente.

-O que está acontecendo? - Perguntou Demeter mais preocupada ainda.

-Eu não sei... - Hera engoliu em seco.

– Tântalo? – perguntei.

– O diretor de atividades – disse Clarisse, impaciente.

– O diretor de atividades é Quíron. E onde está Argos? Ele é o encarregado da segurança. Devia estar aqui.

-É!!! - A exclamação foi de todos ali presentes... bom, quase todos.

Clarisse fez uma cara amarga.

– Argos foi despedido. Vocês dois estiveram afastados por muito tempo. As coisas estão mudando.

– Mas, Quíron... Ele treina garotos para combater monstros há mais de três mil anos. Não pode ter simplesmente ido embora. O que aconteceu?

– Aquilo aconteceu – disparou Clarisse.

Os olhares de todos foram penosos em direção a Quiron, até alguns deuses o olhavam com pena.

-Ah, que olhares são esses? Pelo amor de Zeus - O centauro revirou os olhos.

Ela apontou para a árvore de Thalia. Todos os campistas conheciam a história da árvore. Seis anos antes, Grover, Annabeth e dois outros semideuses chamados Thalia e Luke chegaram ao Acampamento Meio-Sangue

Os citados baixaram a cabeça tristes, odiavam recordar da história.

perseguidos por um exército de monstros. Quando se viram acuados no topo da colina, Thalia, filha de Zeus, montou resistência ali, para dar tempo aos amigos de alcançar a segurança. Quando ela estava morrendo. Zeus se apiedou e a transformou em um pinheiro. Seu espírito reforçou as fronteiras mágicas do acampamento, protegendo-o de monstros. O pinheiro estava lá desde então, forte e saudável.

Zeus engoliu em seco apertando com força o braço de seu trono, Hera olhava para seu marido com seriedade.

Mas agora suas folhas estavam amarelas. Uma enorme pilha de folhas mortas se acumulava na base da árvore. No centro do tronco, a um metro do chão, havia uma perfuração do tamanho de um buraco de bala, gotejando seiva verde.

-Como é? - Annabeth perguntou rapidamente.

-Como...?

-Isso faz sentido agora, a barreira perdeu a força - Disse Castor engolindo em seco.

O gelo cortou meu peito. Agora eu entendia por que o acampamento estava em perigo. As fronteiras mágicas estavam falhando porque a árvore de Thalia estava morrendo. Alguém a envenenara.

-Acabou... - Connor anunciara estático.

-Mas... Não pode... - Will estava sem reação.

-A nossa proteção acabou? - Perguntou um campista novo do chalé de Hermes, ele ja havia sido determinado filho do deus mensageiro.

-Parece que sim... - Concluiu Charles.

-Alguém quer ler o proximo? - Perguntou Connor.

-Eu - Zeus se levantou, e para a surpresa de muitos, ele próprio forá buscar o livro em meio aos campistas, quando normalmente os campistas levavam até os deuses. - Capítulo 5 - Meu novo companheiro de chalé 


Notas Finais


ACABOU EEEH
Olha só cambada, eu queria saber o que vocês acham de capítulos soltos no meio da fic? porque tipo, eu faço essa história como vocês sabem focada na leitura deles, pois é grande o número de fanfics que eu leio e eu vou ver a atualização esperando ser os personagens de PJ ou HP lendo, mas na real é só um passeio que eles dão e conversas aleatórias, e isso me frustra um pouco, então queria saber de vocês, vocês se incomodam com isso? Se eu fazer alguns capítulos que não tem haver com a leitura, vocês iriam gostar? tipo, Percy conversando com tio Popo, Tio Popo conversando com a rainha do drama (Zeus), Percy, Annabeth, Grover e Luke conversando, outros personagens se juntando ao grupinho... por favor, me digam o que vocês acham para que eu possa fazer, vocês quem controlam isso aqui, eu sou só a intermediaria (KKKK).
Espero que tenham entendido, pra mim ficou um pouco confuso, mas okay qq

Até o próximooooo!!


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