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História Olimpo 2yeon - Capítulo 17


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Notas do Autor


Oi vidas, como tem passado? Espero que bem. Perdoem-me pela demora, com o começo das aulas não consegui ainda arrumar meus horários e nem nada, então peço desculpas desde já caso eu demore para postar novamente.

Porém, tentei deixar o capítulo mais movimentado e maior para compensar toda essa demora. Espero que gostem e desculpa qualquer erro ok? Revisarei quando der. Eu amo vocês, boa leitura 💕

Capítulo 17 - Discoveries


Jeongyeon estava sentada em uma das cadeiras do escuro apartamento de Tzuyu. Sua amiga e a namorada a olhavam apreensivas enquanto a outra japonesa, Mina, já tinha um olhar mais frio. Ela sabia do seu breve relacionamento com Nayeon, por medo Jeong se perguntava até que ponto elas haviam chegado, pois, ela mesmo era hesitante em questão de tocar a pintora.


Mina estava a sua frente com as pernas cruzadas, trajava um sobretudo bege que contrastava lindamente com seus cabelos escuros que caiam como uma perfeita cascata em seus ombros. Sana perguntava-se se as duas moças competiam para ver quem possuía o olhar mais intimidador e logo decidiu intervir:


-Pois bem, vamos recapitular o plano. Não podemos deixar essa oportunidade escapar porque se Seungri descobrir que estamos tentando encontrar algum podre. TODAS nós estaremos em sua lista de quem vai perder a cabeça. - Sana passou o dedo indicador pela garganta dando ênfase na palavra todas.


-Irei cuidar da parte de segurança. - Mina balançava a perna que estava apoiada sobre a outra. - A empresa que herdei trata-se de segurança tanto para empresas quanto para pessoas individuais. Portanto, serei responsável por sua vida Jeongyeon, tenha certeza que não deixarei nada acontecer com você… por Nayeon. Estarei no apartamento da frente que está para alugar monitorando tudo o que acontecer aqui. Irei instalar algumas câmeras escondidas e microfones. Só irá faltar você retirar a verdade de Seungri.



-Eu vou conseguir, prometo para vocês… - Jeong alterna sua atenção entre as três moças do recinto. - Não sei como agradecê-las primeiramente, estão dando uma oportunidade de ouro e eu não vou deixar escapar. - A personificação de Afrodite junta suas mãos sobre a coxa e abaixa a cabeça.


As quatro meninas realmente estavam contando com aquele plano, se ele desse errado não saberiam o que fazer. Jeongyeon estava com seu coração apertado tanto pelo fato de Kihyun quanto por Nayeon. Ela queria saber como a pintora estava, as únicas notícias que tinha sobre ela era o que Sana a contava. Sentia falta de sua Apolo. Sentia como se caminhasse sozinha, sentia-se sozinha. No fundo ela sabia que podia contar com Tzuyu e que de fato sua amiga estaria ali por ela independente de tudo, mas com Im era diferente. Ela sentia o calor correndo pelo seu corpo, sentia as maçãs do rosto se mexendo para formar um sorriso involuntário, sentia Nayeon colorindo-a com suas cores de pouco em pouco.

Dias depois

Já no continente europeu, Nayeon estava sentada na cadeira de seu escritório no apartamento mordendo os lábios com força. Fazia pelo menos uma hora e meia que Nayeon estava encarando a grande tela em sua frente com o lápis brincando entre seus dedos. A pintora suspirava a cada cinco segundos, olhava para seu celular em cima da mesa e ponderava sua ligação para Jeongyeon…


Nayeon balançava a cabeça e passava os dedos pelas madeixas em movimentos nervosos, aos poucos Im foi sentindo as paredes fechando-se, ela sentia os sentimentos dela sufocando-a. Sua respiração pesada começou a ficar descompassada, estava prestes a ter um ataque de ansiedade, depois de meses. O medo de decepcionar Taemin na exposição agregado a saudades de seus amigos e principalmente o coração clamando pela deusa do Olimpo apenas ajudaram ainda mais a pintora a perder sua tranquilidade.


Por hora, a pintora não conseguiu raciocinar como devia, apenas apanhou a tela luminosa que era seu celular e rapidamente com as mão trêmulas foi procurando o contato de Jeongyeon. Hesitou ao iniciar a chamada de vídeo, sabia que estava estava sendo completamente contraditória consigo mesma, mas ela precisava de sua Afrodite.


A Yoo ao ver seu celular vibrando estranhou, Seungri nunca a ligava até mesmo quando estava viajando como hoje. Olhou para o relógio digital que tinha na cozinha do apartamento e marcava precisamente 20:23, pegou o celular e o ligou. Seu coração saiu pela boca ao perceber de quem se tratava, Jeongyeon logo pensou em sua aparência não queria aparecer daquele jeito na frente de Nayeon, mas a saudade falou muito maior.


Afrodite deslizou o dedo para cima, aceitando a chamada, logo a tela luminosa foi preenchida pela pintora aos prantos. Nayeon cobria seus olhos com sua mão livre já que a outra segurava o celular. Jeongyeon assustou-se, deixando seu coração mais disparado do que já estava, com um sussurro Afrodite a chamou:


-Amor… - essa era a primeira vez de fato que Jeongyeon havia se dirigido a pintora dessa forma e ela não ligou se elas aindas estavam brigadas ou estranhas uma com a outra. - Nay, eu estou aqui. O que aconteceu?


-E-eu - Nayeon mal conseguia falar devido aos soluços que o choro compulsivo estava causando. - As pare-de-des estão fechando em mi-mim.


-Fechando? - Jeongyeon então demorou poucos segundos para entender o que estava acontecendo, sua pequena estava tendo uma crise de ansiedade. - Nay, olhe para mim.


Nayeon fitou Jeongyeon com aqueles olhos marejados e a Afrodite sentiu seu estômago embrulhar, engoliu em seco e tentou acalmar a pintora. Desejou tanto estar ao lado de sua garota, afagando seus cabelos e puxando para si toda a angústia que tomava o peito de Im, mas lembrou-se de algo:


-Amor… pegue minha jaqueta. Sei que está com você, no bolso interior dela há algo. Acredito que você ainda não tenha visto, pegue-a para mim. Consegue fazer isso, princesa?


Nayeon ainda ao meio dos soluços tentava controlar sua respiração, já que com apenas o som da doce voz de Jeongyeon fez com que seu coração acalmasse um pouco. Dessa forma conseguindo cessar o choro, Im limpou o resto das lágrimas com a manga de seu moletom e levantou-se para ir em busca da jaqueta de couro de Jeong.


Do outro lado do aparelho, Jeongyeon ao ver que Nayeon já havia usado a jaqueta abriu um sorriso sem graça. Sabia que a garota já havia usado pelo simples fato de ela estar posta sobre o sofá como se a pintora tivesse jogado ela ali assim que chegou de seu trabalho. Conseguiu escutar a morena mexer na jaqueta e retirar o que ela queria.


Jeongyeon viu os olhos de Nayeon agora inchados pelo choro tornarem brilhantes, como se houvesse duas grandes galáxias cheias de estrelas e astros para a iluminar. Antes da pintora embarcar para a França pediu a Sana que colocasse a jaqueta na mala da garota e de fato deu certo. Im retirou o pedaço de papel fotográfico do bolso da jaqueta.


Lá estava a primeira foto delas juntas, aquela polaroid que registrou talvez o momento mais importante para as duas. Ambas sorriam, naquele exato momento em que a câmera capturou sabiam que nada poderia afetar elas, nada iria estragar a felicidade das duas. No verso da foto havia uma dedicatória.


"For my Apolo, to the Olimpo and back


A mesma dedicatória que Nayeon colocou no desenho original de Afrodite, aquele que foi feito pela pintora observando até então seu ponto de luz e criatividade. Jeongyeon despertava na garota coisas indecifráveis e era evidentemente totalmente recíproco, já que Afrodite sentia-se vazia sem suas cores, essas, que Apolo era dona:


-Espero que lembre desse dia o tanto quanto eu… Foi um dos únicos momentos em que senti paz e soube o que era o amor. Perdoe-me pelas burradas que fiz, elas são imperdoáveis, eu sei. - Jeongyeon falava baixo, mas mesmo assim com serenidade. - prometo, que valerá a pena mais para frente, só confie em mim, Nayeon, uma última vez.


Nayeon nada disse, mas não por causa que ela não perdoava Jeongyeon. Pelo contrário conseguia sentir a veracidade das sentenças, tocando , como sempre, seu coração. Im só estava imersa demais nas lembranças suas com Jeongyeon que tampouco conseguia formular algo a altura para sua Afrodite. Acreditava que apenas uma frase poderia expressar o que ela sentia.


-Jeongyeon. - Nayeon disse calmamente, logo ouviu um som nasal de Afrodite como sinal para que ela prosseguisse. -Desculpe-me por não ter te ouvido, hoje eu sei que se eu talvez, tivesse parado naquele dia da cafeteria e tivesse te ouvido, provavelmente, tudo estaria diferente… - ainda com a voz embargada prolongou-se - Jeong, eu- eu 


-Você o que princesa? - Jeong disse por cima devido a sua curiosidade e sua ansiedade batendo em seu peito.



"Jeongyeon, eu te amo."


Semanas depois


Jeongyeon olhava para aquela sala escura e sem vida, seus braços estavam cruzados na frente de seu corpo. Aquele lugar fazia os cabelos de sua nuca arrepiar, mas estava ali para um bem maior. A Yoo encarava a mesa de Seungri com nojo, em passos lentos foi até atrás da mesa, viu que tinha algumas gavetas. Sentou-se na grande cadeira preta revestida com couro e estendeu suas mãos na mesa.


A moça não sabia por onde começar a procurar, mas sabia que tinha que sair dali com pelo menos alguma informação que incriminasse Seungri de qualquer fraude ou crime que havia cometido. Jeongyeon pousou a mão direita no puxador da primeira gaveta e abriu a mesma, algumas canetas e grampeador, evidentemente apenas coisas de papelaria. Frustrada fechou a gaveta e foi para a próxima, arregalou os olhos ao ver a tamanha bagunça que tinha dentro daquela. Vários papéis de diferentes texturas e até mesmo alguns envelopes.


Prontamente retirou tudo da gaveta e colocou sobre a mesa, passou cerca de alguns grandes minutos analisando cada um dos papéis e nada parecia fora do comum até ver um envelope com as iniciais I.N., Im Nayeon, Jeongyeon poderia estar sendo paranóica, portanto não tardou para abrir espaço ao meio daqueles papéis e pegar tudo o que havia naquele envelope.


A princípio viu apenas fotos de Nayeon, até mesmo em sua companhia. Engoliu em seco, Seungri estava bisbilhotando as duas fazia tempo e sempre soube de tudo. O que causava estranheza em Jeongyeon é que possuía algumas fotos que pareciam velhas no olhar de Afrodite. Nayeon parecia ter um ar mais jovial em algumas fotos, até mesmo seu cabelo estava diferente.


Jeongyeon começou a passar cada uma das fotografias rapidamente entre seus dedos até parar em uma especial, era Nayeon com uma outra menina. Não era Mina e nem Afrodite. Yoo começou a negar em voz alta, não podia acreditar. Tudo isso explicava o porque havia encontrado Nayeon no cemitério e a obsessão de Seungri para com a pintora.


Prontamente, apanhou seu celular e ligou para Sana, ela não queria perguntar diretamente para Nayeon pois iria ser indelicada demais, além que isso desencadearia diversas perguntas de Apolo. Demorou alguns poucos segundos para a japonesa atender, apreensiva Minatozaki perguntou se estava tudo bem e Jeongyeon apenas perguntou:

-Sana como era o nome da ex namorada de Nayeon?


-Jeong??Como você sabe disso?? - Sana aumentou um pouco do tom de voz.


-Eu irei explicar depois, Sana. Apenas me diga agora por favor!


-Lee Luda, mas já ouvi Nay a chamar de Hanna. 


Jeongyeon fechou os olhos com força, estava descrente que Seungri foi capaz de fazer tal atrocidade. Agradeceu Sana e encerrou a ligação, colocou o celular sobre a mesa junto com as fotos e passou seus dedos pelas madeixas escuras. Por agora, Jeongyeon estava com um único pensamento, Seungri não era alguém que devia ser diretor do maior hospital de Seoul e muito menos alguém que devia estar solto. A Yoo girou a cadeira e olhou para a prateleira, sabia que ali tinha algum álbum, levantou-se e foi procurando entre os diversos livros dispostos ali. 


Passava as pontas dos dedos nos livros apenas procurando algum que não possuísse aspecto de livro e muito menos um título, quando chegara no último andar da prateleira bem ao canto esquerdo avistou uma capa aveludada ao lado de uma foto de Seungri com os pais. Além de pegar a capa aveludada também apanhou o porta retrato e voltou a sentar na cadeira.


Jeongyeon tossiu ao sentir a poeira adentrando suas narinas sem dó algum, seus olhos até lagrimejaram por alguns segundos, mas isso não fez com que a mulher parasse. Abriu o álbum de fotos e sorriu por ter encontrado o que queria, começou a folhar cada uma das páginas com cuidado. Tratavam-se na maioria das vezes fotos de Seungri quando pequeno fazendo qualquer atividade fútil para que ele não notasse a falta dos pais que eram deveras ocupados com o hospital e sem tempo para o garoto.


Porém, ao meio do álbum chamou-lhe atenção, se tratava de Seungri, seus pais e uma garota em um grande campo verde. O homem devia ter cerca de 17 anos naquela época e conseguia ver o olhar de desdém para a garota que aparentava ter de 13 a 15 anos, retirou a foto da capa e virou para ver o verso da foto.


“Família Lee reunida na casa de campo do vovô. Seungri e Hanna estão cada vez mais parecidos.”


Suas suspeitas estavam certas, ao comparar a foto do porta retrato com a recente foto que havia retirado do álbum percebeu que era do mesmo dia, as vestimentas eram as mesma igualmente ao gramado verde vivo ao fundo  dos familiares. Então, Jeongyeon pegou o porta retrato e o abriu. A foto estava dobrada exatamente no lugar em que garota estava presente ao lado de sua mãe… 


Então Jeongyeon soube, soube que Luda era irmã de Seungri. Yoo reuniu todas as fotos e colocou no envelope, guardou o restante das coisas e pegou os pertences levou ao seu peito e suspirou. Ela não sabia como prosseguir com aquilo e de primeira pensou em Nayeon. 


Pensou na dor de sua Apolo com a perda de sua ex namorada devido a Seungri, ela queria saber o porquê de ele ter feito isso com a própria irmã. A que ponto a ambição de Lee o levou? O por quê de ele matar Luda?


Jeongyeon começou a pensar e, consequentemente, colocou seus neurônios para trabalhar. Quem poderia saber o real motivo de ele ter atropelado Luda, de fato não fora um acidente. Seungri tinha fotos dela com Nayeon e parece ser ao menos tudo premeditado. Yoo decidiu por agora fazer uma cópia de todas as fotos e papéis que possuíam algumas informações de Nayeon.


Ela queria proteger sua garota das garras de Seungri e faria qualquer coisa para que nada acontecesse com Nayeon. Dessa forma, Jeongyeon ligou para Mina, Tzuyu e retornou para Sana, ela precisava compartilhar isso com as meninas.


Elas se encontraram no almoço na lanchonete dos pais da Chou. Jeong estava apreensiva, brincava com seus dedos e toda vez arrumava seus cabelos. O envelope pardo estava sobre suas coxas juntamente com sua bolsa, então viu a primeira a chegar, Mina. Elas estavam um pouco mais confortáveis com a presença uma da outra, mas ainda trocavam olhares frios e apreensivos.


Logo, Tzuyu e Sana chegaram juntas. Sana era a mais nervosa entre as três, assim que chegou já pediu para Jeong dizer tudo o que descobriu. A Yoo engoliu em seco e pousou o envelope sobre a mesa, olhou para as garotas e começou a falar:


-Eu olhei o escritório de Seungri como vocês pediram e eu achei algo. - as três meninas arregalaram os olhos. - Mas, por favor, não contem para Nayeon.


-O que a Nay tem a ver com isso? - Mina fala disparado.


Jeongyeon nada disse, apenas retirou a foto de Luda com Nayeon, Sana foi a única que reconheceu a menina de primeira. Olhou incrédula para Jeongyeon e rosnou:


-Diz o que significa isso agora! Isso não é engraçado Jeongyeon. - Sana vociferou 


-Eu não estou brincando… Eu juro e tem mais uma coisa. - Jeong retirou a foto da família Lee do envelope. - Luda era irmã de Seungri e eu sei que ele a matou.


-C-como? Im me disse que ela morreu atropelada por um homem bêbado. - Mina negou com a cabeça colocando afastando a foto dela. 


-Bem… é aí que eu entro - Jeong agora ainda mais apreensiva com a reação das garotas continuou - Seungri matou uma pessoa um dia. Ele chegou desnorteado no apartamento, não estava dizendo coisa com coisa, mas ele me disse que havia atropelado alguém. Eu realmente achei que ele estava bêbado e falando merda como sempre, mas no dia seguinte eu vi o noticiário e vi a notícia sobre o corpo de Luda. - Jeongyeon encheu os pulmões e sentiu seus olhos marejarem - Céus, eu me culpo por isso todo dia, eu devia ter falado para a polícia, mas não, eu fiquei quieta com medo de ele me bater. Eu não sabia que ela era irmã dele, tampouco que ela namorava Nayeon, eu achava que era apenas uma menina azarada no lugar errado na hora errada.


-Jeong… você precisa de uma confissão dele. - Foi a vez de Tzuyu falar algo.


-Mas precisamos saber o motivo antes, as fotos são provas circunstanciais. - Mina disse serena. - como irá conseguir?


-Eu irei falar com o pai dele. - Jeong disse de uma vez. - se alguém sabe a relação entre os dois é o pai. Eu tentarei tirar algo dele.


-Eu irei com você… Se foi mesmo Seungri que matou Luda e que fez Nayeon sofrer tudo aquilo por um simples egoísmo de irmão. Eu mesma matarei ele. - Sana disse séria, Jeong nunca havia visto a japonesa dessa forma.


Até mesmo a taiwanesa virou-se para a namorada com uma expressão um tanto surpresa, de fato esse tipo de seriedade não era coisa de Sana. A japonesa sempre foi positiva, sempre estava sorrindo, mas é como dizem. Não sabemos o que um sorriso doce pode esconder.


Mina perguntara o nome do pai de Seungri para Jeongyeon e assim que a personificação de Afrodite disse a outra japonesa digitou o nome no site de busca. Procurou por algumas respostas e logo prosseguiu:


-Uma notícia da semana passada diz "O ex presidente da rede de hospitais em Seoul sofre infarto e é levado às pressas para recuperação" - rodou mais um pouco o site e continuou - parece que ele passa bem, está no hospital do centro…


-Changkyun. - Sana e Tzuyu falam juntas.


Sana pega o celular e disca o número do seu irmão, pelo horário ele também deveria estar no seu descanso e livre para almoçar. Como o esperado Chang não demorou para atender, logo respondeu a irmã alegremente e Sana respondeu a altura. Depois das introduções a japonesa foi logo ao ponto, perguntou sobre o pai de Seungri. O irmão ficou um pouco hesitante em conceder o pedido da irmã, até porque ele iria colocar alguém na área de UTI clandestinamente.


Mesmo sabendo que o que estavam fazendo era errado Sana e Jeongyeon não hesitaram. Ambas as garotas foram até o carro da mais velha e logo prosseguiram em caminho para o hospital. A Yoo não parava de bater os polegares no volante, ela estava nervosa demais e não era para menos. Sua felicidade estava nas mãos do senhor, se ele dissesse que Seungri era pelo menos hostil com a irmã já seria meio caminho andado.


Ao chegarem no grande edifício branco adornados com alguns detalhes em azul, Jeongyeon sentiu seu estômago embrulhar. Principalmente, quando estacionou o carro e prontamente viu Changkyun esperando-as em frente a entrada.


O irmão da japonesa disponibilizou duas credenciais de visitante para as duas moças, porém, elas tinham o poder de livre acesso a UTI, onde apenas os parentes poderiam frequentar. Jeongyeon engoliu em seco mas acompanhou Changkyun logo atrás de Sana que por agora parecia tranquila com a situação em que as duas estavam.


Eles caminhavam pelos corredores pálidos, a personificação de Afrodite fez uma nota mental para visitar Kihyun antes de sair do hospital e bem, consequentemente Sana iria conhecê-lo já que a japonesa estava a acompanhando.


Changkyun instruiu as moças como deveriam fazer para chegar até o pai de Seungri e elas de fato conseguiram chegar sem problemas. Com o auxílio das placas em cada um dos corredores facilitou ainda mais as instruções de Chang, portanto, isso ajudou-as a achar o quarto do homem. 264 o número do quarto.


Sana olhou para Jeongyeon e tentou passar toda a segurança que conseguiria apenas com o olhar. A personificação de Afrodite pousou a mão sobre a fria e metálica maçaneta e girou com cuidado. A figura envelhecida estava sentada na maca olhando para a grande janela a sua frente, parecia com um olhar distante:


-Licença, senhor Lee. Bom dia… O senhor se lembra de mim? Jeongyeon? - A Yoo aproximou-se do senhor.


-Com certeza, minha cara. Diga-me, você já deixou meu filho? Fale que sim. - o senhor disse sem ao menos retirar os olhos da paisagem proporcionada pela janela.


-Estou aqui por isso. O senhor poderia responder algumas perguntas? - o senhor finalmente olhara para as duas moças curioso.


-O que duas moças no auge da jovialidade querem com um velho a beira da morte como eu? 


-Precisamos de sua ajuda, senhor… - Sana disse num fio de voz.


-Claro, se eu puder ser útil por uma última vez seria ótimo. - sorriu gentilmente


-O senhor… poderia me dizer qual era a relação entre Luda e Seungri?


O semblante do senhor mudou-se por completo, seu sorriso gentil fechou-se e ele olhou para o chão, parecia tentar encontrar palavras certas ou ao menos conseguir formular uma frase. Abriu e fechou diversas vezes a boca, ele realmente não conseguia falar sobre aquilo:


-Eles… bem, Seungri era o mais velho sempre fora um garoto exemplar até o nascimento de Hanna, digo parecia que ele só queria vê-la longe dele. Já Hanna ou Luda, não sei como a chamavam, ela sempre foi um doce de menina. Amava o irmão mesmo ele a afastando mais e mais.


-Ele era hostil com ela? - Sana perguntou apreensiva.


-Vocês acham que ele a matou, certo? - passou a mão pelos cabelos rasos e logo continuou - eu temo que sim, ele queria esse hospital que iria originalmente para as mãos de Luda, devido a sua responsabilidade e inteligência, coisa que Seungri não tem…


-Você realmente acha que ele seria capaz disso senhor? - Jeongyeon disse aflita.


-Infelizmente sim, minha jovem.



...



1 mês depois 


Sirenes. Flashes azuis e vermelhos, sua cabeça doía e sentia uma agonia em seu peito por não conseguir puxar todo o ar necessário para seus pulmões, agora fracos. Sentia cada vez mais longe das sensações e sons, via-se caindo no desconhecido e logo seus olhos preencheram-se no breu. Deixando sua visão completamente incapacitada.


“Frequência cardíaca baixa, carregar!”


“Estamos o perdendo! Carregue mais uma vez!” 


“Kihyun, hoje eu a conheci. Gosta de ouvir sobre os deuses do Olimpo assim como você”


“Sinto sua falta, maninho.”


“Pois bem, não sou muito de conversar com meus pacientes. Eu sou Changkyun, seria legal se você acordasse carinha, sua irmã precisa de você.”


“Talvez eu ame Nayeon mais do que eu deva, Kihyun. Ajude-me, eu preciso de você.”


Kihyun sentia-se em um labirinto. Corria pelos desconhecidos corredores escuros, olhava para cima e nada via, apenas o breu. O menino por mais assustado que estivesse tentava seguir as vozes que o chamavam sem parar. Conhecia a mais doce delas, sabia que era de sua irmã, Jeong… Quando deu-se conta que suas vestimentas estavam manchadas de sangue, suas mãos com os dedos ralados colocou-se a chorar. Ele não entendia o que estava acontecendo, se fosse um pesadelo nunca mais ousaria dormir, ele só queria acordar.


Um sentimento notório foi tomando seu peito, era o medo. Com suas garras o puxando para o fundo sem pudor. Kihyun tinha medo de nunca mais acordar, nunca mais ver sua irmã e seus pais. Até porque o garoto não entendia o que estava sentindo, muito menos o porque não conseguia acordar, sendo assim até mesmo pensou na morte. Ele havia morrido?


“Você parece ser um cara legal, eu sairia com você. Mas você precisa acordar primeiro, Kihyun.”


De quem diabos era essa voz? Era deveras aveludada e bonita, de fato uma voz masculina. Kihyun fizera diferente dessa vez, ao invés de concentrar-se para correr o mais rápido o possível para a voz tentou colocar toda sua atenção nela. Fechou os olhos, cerrou os punhos e centralizou toda sua alma em seu coração e então desejou. Desejou acordar, pedindo para qualquer força sobrenatural ajudar-lhe naquele momento. 


… 


-Kihyun? - o garoto sentiu uma luz muito forte entrar pelas suas órbitas desde então desacostumadas com a claridade.


Changkyun levou seu polegar e indicador para os olhos semiabertos do mais velho e os abriu com cuidado, levou a mão livre para o campo de visão do mesmo e acenou. Sorriu verdadeiramente quando percebeu Kihyun seguindo sua mão com os olhos, dessa forma o enfermeiro afastou-se e saiu do quarto rapidamente para avisar os médicos sobre seu despertar.


O Yoo mais novo levou toda sua atenção para o ambiente extremamente claro e iluminado devido as luzes já que a janela que demonstrava a linda noite estrelada lá fora. Piscou mais algumas vezes tentando ao menos entender o que havia acontecido… espreitou seus olhos para seu próprio corpo, uma manta azul bebê o cobria até a cintura, um camisola típica de filmes era o que o garoto vestia.


Levantou sua mão direita e a levou para seu campo de visão e assim viu a pequena atadura que ligava o soro em sua veia, dessa maneira conseguiu até prestar atenção na pequena ardência desconfortável que o líquido transparente fazia ao entrar em contato com seu sangue. Pendeu a cabeça para o lado lentamente e viu as máquinas de oxigênio juntamente com aquele barulho infernal que eram compassados com as batidas de seu coração.


Não demorou mais do que dois minutos até o moreno adentrar novamente o quarto médico junto com um doutor e mais duas enfermeiras. O moço que aparentava ter meia idade usava um jaleco extremamente branco o que fazia a visão de Kihyun se irritar com tanta claridade. O doutor começou a questionar o garoto sobre o que sentia e Yoo respondeu calmamente, sua garganta estava seca, portanto logo pediu um copo d'água. 


Changkyun caminhou para fora do quarto trêmulo. Não sabia o porquê, mas suas mãos tremiam de uma forma que ele nunca havia visto. Retirou seu celular do bolso, e suspirou ao lembrar o que Jeongyeon estava fazendo nesse exato momento. Portanto, os dedos ágeis digitaram o número de sua irmã com no aparelho celular. A voz calma da japones fez-se presente do outro lado do aparelho e como uma metralhadora Changkyun falou todo atropelado o que fez sua irmã soltar um belo “que?”. 


“O KIHYUN ACORDOU!” 


A Minatozaki mais velha do outro lado da linha arregalou os olhos e abriu a boca num perfeito O, chamando a atenção de Tzuyu que estava sentada à sua frente comendo um delicioso kimchi que havia preparado para o jantar. A Chou logo pendeu a cabeça pro lado com as bochechas enormes devido a boca cheia.


Sana não tardou para encerrar a ligação, suas mão estavam trêmulas e provavelmente seu rosto estava pálido assim como o guardanapo sobre a mesa, Chou questionou a namorada que não hesitou em soltar as três palavras:


-O Kihyun acordou. 


Tzuyu engasgou com o alimento em sua boca, mas logo retomou a plenitude parcial já que estava, provavelmente, mais preocupada do que Sana. A japonesa questionou a namorada, o que elas fariam já que Jeongyeon estava nesse exato momento questionado Seungri sobre uma coisa do passado.


A taiwanesa engolia em seco, ela estava com medo. E se desse errado? O plano das garotas parecia não concreto inteiramente, Tzuyu tinha medo de Seungri descobrir algumas lacunas que as enfraqueciam, mas ela confiava em Mina. Essa que estava com a responsabilidade de entrar lá caso o homem tentasse alguma coisa e bem, pela primeira vez ela realmente teve medo de perder sua melhor amiga.


Sabia que nesse exato momento Jeongyeon estaria tentando retirar a verdade de Seungri e ela estava nervosa. Não demonstrava isso por suas ações externas, mas só ela sentia a agonia tomando todo seu peito. E desejou para qualquer ser celestial que desse a luz necessária para que Jeongyeon consiga fazer tudo com êxito sem nenhum arranhão.







Notas Finais


Eai? Deixei vocês com várias coisas em aberto não? Vocês imaginavam que o Seunglixo tinha relação com a morte da Luda e ainda mais ser irmão dela? Eu realmente espero que eu tenha surpreendido vocês com essa descoberta.

E nosso 2yeon ein? Serasi agora vai???

E Kihyun???? Acordou o belo adormecido, pena que não foi com beijinho do Chang 😭🤧

Comentem por favor o que vocês estão achando e o que esperam pros próximos capítulos 🥺🥺 gosto de responder vocês. Enfim, amo vocês até a próxima 😭✌🏻😗 se cuidem vidas


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