1. Spirit Fanfics >
  2. Olívio o herdeiro do trono >
  3. Capítulo 30 Melinda

História Olívio o herdeiro do trono - Capítulo 30


Escrita por: Shafrolia

Notas do Autor


Oieee bom dia, a quanto tempo não nos vemos não é, agradeço todos que já passaram por aqui lendo, comentando e favoritando e a vocês que estão aqui comigo até hoje, muito obrigada e tenham uma ótima leitura. O início do capítulo mostra uma lembrança do Olívio.

Capítulo 30 - Capítulo 30 Melinda



A neve cobria toda floresta encantando seus olhos verdes que admirava as árvores cobertas por ela, fechou mais seu casaco azul e ainda estremecia com o vento gélido da noite que tocou seu rostinho e esfregou suas bochechas que estavam coradas com as mãozinhas cobertas pelas luvas. Olívio mantinha- se sério, não conseguirá impedir Baltasar de estar ali. Era uma criança muito teimosa as vezes e amava todas as noites poder deixar seu quarto para caminhar ao lado de Olívio, essa era a primeira vez que estavam juntos em uma noite de neve.

Isso deixava Baltasar animado mesmo que ainda estivesse com frio, Olívio abriu a boca para chamar a criança que saiu correndo quase caindo e chegou em um lago congelado onde começou a andar calmamente com um sorriso. Ficou observando- o de longe e encostou a costa em uma árvore.

-  Baltasar!sussurrou Olívio suavemente com sua voz rouca e chegou a sorrir- Deixe esse lago, o gelo pode se partir e morrerá afogado!

A criança virou- se para encara- lo e balançou a cabeça discordando, Olívio lançou um olhar fulminante para ele. Ergueu uma de suas mãos e fez um movimento, Baltasar soltou um gritinho quando seu corpo começou a deixar o chão.

Agradava ouvi- lo soltando gargalhadas, Olívio fez ele subir mais alto e deixou a criança de cabeça para baixo, Baltasar soltou um grito desesperado e começou a chamar pelo teu nome. A expressão do vampiro era tranquila como se não estivesse se importando com o medo da criança, trouxe o corpo dele com rapidez para próximo do seu.

- Olívio!chamou Baltasar com sua voz fininha e estendia os bracinhos para tentar tocar o rosto dele e continuava flutuando.

Decidiu faze- lo parar de flutuar, descendo- o cuidadosamente para o chão, Baltasar tinha lágrimas nos olhos, Olívio agachou- se para tentar acalma- lo.


-  Adora voar comigo, por que sentiu medo? perguntou Olívio, olhando em seus olhos.

-  Quando está voando para me trazer aqui, não sinto medo por que sei que irá me proteger, e isso que fez aqui foi diferente, iria me machucar? disse Baltasar com tristeza.

-  Não te machucaria, preciso te levar!respondeu Olívio sério enquanto Baltasar passava os bracinhos envolta de seu pescoço.
Levantou- se ouvindo Baltasar lhe dizer que havia sido divertido mesmo que fosse perigoso, encostou a cabeça no ombro de Olívio que sorriu gentilmente mais a criança não viu seu sorriso.

Assim que parou de voar e passou pela janela do quarto pondo Baltasar cuidadosamente na cama, pegou o cobertor para cobrir melhor o garotinho que sorriu quase fechando os olhos sonolento.

-  Te amo, nunca terei medo de você, sei que irá sempre me proteger!sussurrou ele antes de fechar os olhos e adormecer.

Tocou os fios de seu cabelo, o rosto de Olívio estava tranquilo e afastou- se dá cama para passar pela janela e retornar para o castelo.

- Minha criança!sussurrou Olívio, retornando à sorrir.




Aquela lembrança, assim como tantas outras jamais seriam deixadas para trás e Olívio amaria continuar a proteger o jovem que ama, será que um dia Baltasar chegaria a recuperar todos os momentos que passaram juntos? Permaneceu sentado em seu trono e os feitiços continuavam a impedir qualquer um deles de deixar o castelo, apesar de quieto, sua expressão fria demonstrava o quanto ainda estava zangado.

Esperava que Vitória realmente pudesse ajudar Baltasar de alguma forma, Andreas aproximou- se e sentou- se no chão agarrando a perna de seu pai com carinho. Conseguindo chamar a atenção de Olívio que olhou diretamente para aqueles olhos tão amarelos.

-  Deveria dormir, Andreas!disse ele calmamente.

-  Sinto que Baltasar voltará!disse Andreas com aquela voz meiga e sorriu.

-   Quero que esteja certo!sussurrou Olívio, trazendo a criança para seu colo.

Andreas soltou uma risadinha e chegou a ficar em pé pondo as mãozinhas no rosto de Olívio, não conseguia retribuir o sorriso do garotinho mais tocou carinhosamente o cabelo dele.

-  Sinto- me feliz que agora você tem um filho!comentou Frederico gentilmente, surgindo com Piedro ao seu lado.

-  Então o senhor é meu tio? quis saber Andreas, olhando para Frederico, enquanto Piedro estava quase rindo.

-  Serei!respondeu Frederico sorrindo empolgado. Piedro levou um dedo ao lábio procurando palavras certas para dizer.

-  Ouçam, deveríamos partir para encontrar Carlota de uma vez, será que precisaremos!dizia Piedro e fez uma pausa.

Seus pensamentos poderiam ser vistos por Olívio e Frederico que o encararam, querendo pedir para que ele não dissesse algo assim na presença de Andreas. Se tivessem que usar o sangue da criança, Olívio olhou para o garotinho que sentou- se em seu colo e o abraçava, não suportaria presenciar Andreas que é tão pequeno perdendo sangue para poderem recuperar Silvia e livra- lá dos domínios de Carlota.

-  Andreas!chamou a voz de Piedro gentilmente, e ele virou o rostinho para olha- lo- Irei buscar um livro, posso ler para você?

-  Sim!disse Andreas animado, no mesmo em que Piedro desapareceu com rapidez, retornou no mesmo instante com um livro grosso e velho nas mãos.

Afastaram- se para irem ler juntos, Frederico abaixou a cabeça com tristeza ao vislumbrar Olívio muito quieto e seus olhos verdes estavam melancólicos.




Ninguém deveria intrometer- se e estragar seus planos, mais o vento gélido e extremamente agressivo começou a aproximar- se deles. Esmeralda saltou para distante quando Vitória desceu do céus com aquela expressão dura e o punho fechado que tentou golpear a outra, Baltasar boquiabriu- se pois não esperava vê- lá. Um sorriso brincava no lábio de Flávio e parecia adimira- lá, Cordelha observava com os olhos arregalados e abraçou mais seu bebê, Franco queria deixar o lugar o mais rapidamente.

Assim que Esmeralda avançou com os caninos amostra e furiosamente, Vitória deixou o chão e girando seu corpo para longe, moveu- se rapidamente para surgir atrás da outra e lhe atingindo na costa com suas botas, derrubando- a no chão e pisou na costa de Esmeralda que gritou furiosamente.

-  Precisam ir para o vilarejo!gritou Vitória, e eles começaram a correr em direção a floresta e adentraram ela desaparecendo.

-  Sua maldita!rugiu Esmeralda, enquanto sentia a bota de Vitória em sua nuca.

-  Sabemos que não é tão forte assim!dizia Vitória com frieza e calma- Você adora humilhar os outros, por que não quer sentir o mesmo?

Ela conseguiu desvencilhar- se de Vitória que afastou- se e seus olhos vislumbraram seriamente Flávio que já não estava mais presente entre elas. Ainda não compreendia muito quais eram as intenções dele, mais Vitória não poderia perder tempo ali parada e começou a correr rapidamente.

Em poucos instantes já estava dentro da floresta, seus olhos tornando- se vermelhos e olhava em todas as direções, começou a caminhar calmamente, podia- se ouvir de muito longe a respiração de Baltasar e dos outros apressados para chegarem no vilarejo das bruxas. Seguiu pela estrada onde eles estavam, e ouviu um grito escandaloso que ecoou por toda a floresta iluminada pela lua, Vitória arregalou os olhos a caminho rapidamente.

-  Esses humanos!resmungou ela irritada.




Sentiu sua costa encostar em uma árvore, e sua boca estava aberta apesar de não gritar mais, os olhos de Cordelha estavam saltados e virou o rosto para não encarar a imagem a sua frente. Baltasar aproximou- se de sua mãe e a trouxe para perto de si, Serena começou a chorar com os olhinhos fechados.

Uma mulher toda de preto encapuzada e rosto pálido como se estivesse adoecendo, estava diante deles, seus olhos fundos e pretos os observavam e suas unhas eram grandes e pretas e suas mãos estavam machucadas, o comprido cabelo branco quase cobria seu rosto que tinha uma cicatriz que sangrava e um sorriso formou- se em seu lábio roxo mostrando seus dentes amarelos. Ela deu um passo a frente e soltou um grito quando a mão dura de Flávio a agarrou pelo pulso, encarando- a com raiva.

-  Está aqui Melinda, o que quer tirar a vida deles? gritou o vampiro furiosamente- Deveria arrancar sua cabeça, pelo que fez ao Sebastian!

-  Aquele bruxinho!disse a voz irritante de Melinda, soltando uma gargalhada em seguida, Baltasar levou as mãos a cabeça com dor.

Flávio a lançou para longe que o corpo da bruxa caiu de bruços sobre uma grande pedra e pareceu estar morta.

-  Apenas desmaiada, essa porcaria não morrerá tão facilmente e não perderei tempo com isso!disse ele friamente.

Vitória aproximou- se olhando a cena e seus olhos voltaram a serem azuis, Baltasar explicou que Flávio os ajudou. Desconfiava das atitudes dele, mais o vampiro começou a voar e assim indo embora da floresta, seguiram pela estrada até chegarem no vilarejo.

Onde Ester os recebeu, Álvaro correu apressadamente para pegar Rosemary nos braços e agradeceu Franco, afastando- se deles para ir cuidar da irmã.

-  Te agradeço por nos salvar!disse Baltasar, não conseguindo encarar Vitória que olhava séria para ele- Queria voltar para o castelo e mostrar ao Olívio, que estou bem!

-  Terá de esperar um pouco querido!respondeu Ester calmamente- Os feitiços de Sebastian ainda não voltaram ao normal!

-  Não tem como eles deixarem o castelo e nem entrarmos? disse Vitória arrogante- Se Olívio visse aquela bruxa querendo atacar o queridinho dele, ficaria uma fera!

-  Melinda? ofegou Ester, sua calma desaparecendo.

-  Ela mesma!respondeu Franco, sacudindo a cabeça.

-  Permaneçam aqui!pediu Ester séria.

-  Parece que já vi essa bruxa antes!comentou Baltasar, erguendo a cabeça e olhou para Ester- A minha cabeça está doendo ainda, será que eu a vi quando era criança e estava na companhia do Olívio?




























Notas Finais


Gostaram? Nos vemos em breve, obrigadinha por lerem 😊😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...