História Ômega - Capítulo 20


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane Hansen, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 346
Palavras 4.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá galerinha do bem. Demorei, né? Mas voltei.

Altas revelações no capítulo, então se preparem.

Desculpem qualquer erro e boa leitura.

Capítulo 20 - Capítulo 18 - Escolhas


Fanfic / Fanfiction Ômega - Capítulo 20 - Capítulo 18 - Escolhas

Lauren Jauregui POV

Às vezes quando eu queria manter distância de algum trama eu sentia uma inércia me invadir. O recebia como se fosse o doce perfume de Gardênias. No entanto, eu experimentava uma inércia incomum, que se enraizava em meu coração como uma consistente pétala de uma rosa e cada espinho uma realidade. Era insuportável.

Por 196 horas... sentindo-se perdida.

Por 11760 minutos... sentindo-se dividida.

Por 705600 segundos... sentindo-se completamente entorpecida.

Segundo após segundo, minha consciência inundada por ínfima escolhas. Uma após a outra. Tão fugaz quanto o tempo e a vida em si, nossas escolhas nos refletem e desnudam antes mesmo de dizermos ou pensarmos. E a cada escolha algo vai conosco e algo fica para trás.

Quando a falecida vovó Angélica apresentou-me o jogo de xadrez em minha flor de idade exemplificou que a vida não era divergente do jogo – onde cada movimento e estratégica acarretavam consequências aos nossos atos – no qual, você tem que ponderar muito bem antes de fazer a sua jogada, indagar e ver as implicações que está jogada vai causar, porque após feita tal jogada ela não será capaz de ser desfeita. E nessa situação abrange uma escolha a cada segundo. E esse poder que outrora nos fora dado, talvez seja nossa melhor e pior arma. Vez ou outra teremos de decidir sobre qual futuro seguir, sobre quem realmente somos ou quem queremos ser, e aí então, somos postos a prova do quão resistentes somos. Infelizmente, não se tem um manual de instruções, ou quem sabe, um padrão moral a se seguir e, naquele momento você se sente pressionado por seu oponente e casualmente seu adversário irá abrir uma brecha em sua ofensiva e deixará sua defesa impotente. E naquele instante eu me identificava a uma peça de um jogo de xadrez, mas objetivamente, o rei. Portanto, a rainha é a peça mais importante do jogo pelo seu poder. Ela irá proteger o rei e irá atacar – os dois juntos são perfeitos – e sendo assim, proteja sua rainha sempre. Mas, o que fazer quando a escolha envolve duas rainhas importantes na sua vida? Todavia quando se tem uma escolha tem uma consequência. Então o rei se desespera, chora, reza, cria esperanças, perde-as novamente, chegando a pensar que não existe nenhuma luz no fim do túnel, e que chegou o fim da linha para ele. Então o rei para de se mover no tabuleiro encurralado sentindo seus pés e suas mãos amarrados por uma exclusiva escolha.

Ergui a minha cabeça e vislumbro o rosto angelical e gracioso de Camila, enquanto eu usava o seu peito como um travesseiro, ao mesmo tempo em que ouvia a respiração moderada da alfa que me apaziguava. E embora eu sentisse muito mais grata a ela e, muito mais feliz do que poderia lembrar-me; meu humor foi modificado à medida que um vazio se aloja no fundo de minhas estranhas. A dor que eu pressentia pairava como uma tempestade trazendo uma nuvem de tristeza.

E buscando escapar do desespero que se apoderava do meu próprio corpo, levanto da cama. A lembrança da mamãe me seguia a cada passo silencioso e discreto no chão frio dessaturado que eu cedia até o banheiro do quarto. Acendo a luz e encaro o meu próprio reflexo no espelho. Meus olhos verdes de semanas atrás cheios de esperança e alegria, não continham o menor sinal de vida. Percorri meus dedos pelo rosto pálido e manchado das lágrimas. Eram sinais externos de meu coração divido. Espalmo as mãos sobre a superfície fria do mármore da pia, deixando pender a cabeça e chorei, sorvendo o ar e lutando contra a dor que tomara minha alma; em sua força mais brutal que apertava meu coração com força e sem clemência. Abri a torneira e deixo que a água quente banhasse meu rosto e limpasse as lágrimas e sem tardar secando com a toalha. Apago a luz do cômodo e caminho para fora do mesmo. Estremeci ao pousar minha mão na maçaneta da porta, recobrando o máximo de cuidado para não acordar a latina ao abrir e fechar a porta. Como não eram nem as sete horas da manhã, a casa quase não havia ganhado vida. E a inexistência de qualquer sonido ou movimento deixou-me a sós com os meus congruentes pensamentos.

Com um suspiro caminho até a cozinha e apanho um copo no armário e seguidamente preencho com leite, porém por meio dessa ação meus olhos repousaram sobre a pulseira que abrangia diversos enfeites no meu pulso direito – havia feito para mamãe na infância – vermelha e dourada realçando o nome de cada uma. Corri as pontas dos meus dedos pelas lembranças do passado com os olhos marejados, ao passo que engolia em seco inúmeras vezes, enquanto meu corpo se perdurava trêmulo e o coração instantaneamente apertado. E nesse tempo, a voz persuadida ressoava em meus ouvidos, causando um reduto de inquietações e medo dentro de mim.

- Você retém apenas de uma única escolha, Lauren: Camila ou ela – articulou Karla olhando bem no fundo dos meus olhos, enquanto seus lábios mantinham um sorriso convicto.

Uma pequena lágrima rolou por cima de minha face. Um amalgamado misto de medo e ansiedade inundou meu corpo. Uma perigosa tempestade assaltou meus nervos e músculos, aumentando meus batimentos cardíacos. E eu não sabia se podia acrescentar mais inúmeros segundos que só faziam crescer, mantendo-me tensa.

E, em instantes, Camila entrou em meu campo de visão e senti minhas pernas bambearem, fazendo-me enxugar discretamente uma lagrima errante que deslizava sobre meu rosto. Quando nossos olhares se cruzaram, forcejei engolir em seco, mas minha garganta estava seca e apertada de mais. Designo um último olhar a pulseira e balanço a cabeça, respirando trêmula, esperando-a se aproximar lentamente, com um sorriso lento e amoroso nos lábios. O meu coração pareceu tropeçar, parar e começar a bater outra vez no momento em a latina ficou a centímetros de mim. Seu perfume natural de alfa, estonteante, me envolveu.

Camila me olhou preguiçosamente, enquanto me puxava para seus braços. E, naquele momento, a angústia que circulava em minhas veias, nervos, músculos e mente se ocultou de minha alma. Eu me sentia integralmente estável e em casa quando ela me abraçou e nossos corações se conectaram, quando vi o brilho que refletia dos seus olhos ao olhar para mim, como a resplandecência das estrelas e tão lindos quanto a lua, ao mesmo tempo que eu sorri timidamente e olhei para o lado, enquanto ela ainda continuava a olhar fixamente para mim. Um abraço tão forte, fazendo com que me sentisse uma pequena garota sendo protegida por um anjo. Delicadamente, ela me beijou, os lábios macios. Suas mãos no meu pescoço me puxavam, assim pude sentir seu corpo, o corpo que eu tanto gostava. Era gostoso quando ela me beijava assim, no meio de múltiplos sorrisos. Depois do beijo, me olhou nos olhos, como se conseguisse ver através deles, será que conseguia? Colocou uma mexa de cabelo atrás da minha orelha e me olhou profundamente.

- Você está se sentindo melhor ou terei que precisar brincar de médica esta noite, Lauren? – Camila desceu suas mãos até minha cintura as repousando lá – Se bem que isso possa ser muito recompensante para nós duas, eu almejo que você esteja bem.

- Estou bem, apesar que seria mais do que satisfatório ser cuidada por você, doutora Cabello – provoco, enquanto meus olhos se mantinham concentrados na boca carnuda que eu ainda desejava tão desesperadamente e, sem delonga, grudo meus lábios aos seus, cedendo a tentação, na mesma proporção que me volvo no presente, enquanto seus lábios derretiam juntos aos meus. Era possível o meu coração disparar tanto assim? Sim, era possível. Meus braços em volta do seu pescoço, a aproximo para mais perto de mim. Ela era tão cheirosa e eu estava extasiada por ela. Sinto seus lábios desgrudarem dos meus e trilharem para o meu pescoço, ocasionando um arrepio nos pelos de meus braços. Sorrio. Novamente, ela me beija, tão docemente que esqueço tudo a minha volta. Até a fadiga escolha que me fora jogada em minha costas e que me pondera.

- Hum... pelo visto está, sim, se sentindo melhor. E prometo que na próxima caçada eu pego mais leve com você – meu corpo se enrijeceu – Mas, não pense que irá escapar com tanta facilidade, baby. Tenho todo os apetrechos necessários para uma médica requintada, inclusive um estetoscópio e uma mini saia curta para sua deleitável bunda e meias brancas para essa suas pernas lindas.

Afastei um pouco minha cabeça de sua face, enquanto erguia uma de minhas sobrancelhas em curiosidade.

- É sério isso?

Camila riu maliciosa.

- Bem... não, mas posso dar uma passada correndo em algum sex shop de Blood City para escolher algo bem apimentado se você solicitar – ela roçou seus lábios aos meus me atentando – Adoro a ideia de você de meias brancas e mini saia, embora tenha que admitir que opto por você de preto e vermelho.

- E eu aqui achando que você gostava da ideia de me ver nua e de preferência deitada em sua cama, doutora Cabello – provoco mais ainda ao passo que conduzo beijos em sua mandíbula.

Retirando uma de suas mãos do âmbito de minha cintura, Camila penteou os meus cabelos com os dedos, durante o tempo que seus olhos se retinham fixos aos meus cheios de volúpia.

- Eu gosto da Lauren pervertida – meu estômago deu um mortal quando a alfa se aproximou para me beijar novamente e quando seus lábios estavam a centímetros dos meus, ouvi seu estômago roncar de fome, desinibindo uma risada pomposa do fundo de minha garganta.

- Isso é fome?

- Como assim? – perguntou ela com uma ar de inocência.

- Eu não sou surda, Camila, ou isso é fome, ou deve ser algum verme dando sinal de vida.

Camila gargalhou. Era inexplicável como o meu mundo parava quando a via sorrir. Era como sonhar acordada ou voar em meios a tantos pensamentos quando ouvia a melodia de sua risada. Mais em proeminentes segundos seu semblante foi ficando sério.

- O que é isso?

Meu coração disparou e meu corpo tencionou, sentindo todos os tipos de temor possíveis ao envolver o punho da latina com a mão, afastando-a do local onde Karla atingirá. Apesar do pânico ocupar toda célula, nervos e músculos consegui disfarçar com um sorriso.

- Ah, isso? Não é nada. Eu fui me abaixar para pegar alguma coisa no armário e bati a cabeça na borda da pia quando levantei.

Camila ergueu sua mão em direção a minha testa, examinando o local por um segundo. E seus olhos castanhos espelhavam que não tinha se convencido muito bem com a minha desculpa.

Ela me encarou.

- Isso não parece que foi uma simples batida cotidiana, Lauren.

- Mas, foi Camila – respondo, reunindo toda a determinação que ainda me restava – Eu sou um pouco desastrada. Por sorte a casa não estava cheia ou teria ficado envergonhada se alguém tivesse presenciado.

- Tudo bem – respiro fundo na perceptiva de que tivesse conseguido me desembaraçar com a mentira que me devorava por dentro. Esconder qualquer coisa dela pesava em minha consciência. No entanto, imagem de Karla a machucando apertaram meu coração e as ameaças cruéis no dia da caçada gritavam em minha cabeça. E eu só tinha uma escolha: Camila ou ela. E deixando escapar um suspiro reluta passou a mão em seus cabelos – Está com fome?

- Não – sussurrei.

Como ainda tinha as ameaças manando em minha mente e a única escolha me deixando impotente, comida era a última coisa em que iria pensar.

- Está bem. Vou tomar um banho. – Beijou-me suavemente. – Volto logo.

Assenti.

Assisto a latina desaparecer no corredor e, logo após respiro fundo, tentando diminuir a tensão do corpo. Não funcionou. Apenas um fragmento de algo inconstante. Droga, porque minha vida tinha que ser tão fodida? Engoli as lágrimas, pois sabia que estava prestes a chorar o bastante por um dia, no mesmo tempo em que o barulho do relógio me alertava, mostrando-me que meu tempo estava expirando.

Tic-Tac.

[...]

POV NARRADOR

A alfa bateu na porta antes de enfiar a sua cabeça no quarto. Ao adentrar sentiu a essência natural de baunilha de Lauren, que a aliciou, despertando seu instinto alfa e, sentada na cama e calçando o par de sapatos altos, a ômega subiu seu olhar para ela e sorriu amável. E como sempre Camila sentiu se magnetizar naquele sorriso.

- Oi para você – comentou Lauren, levantando-se da cama e andou até ela. Sua pele alva e macia vibrante sob o vestido de seda preto e decote V. O delineador preto destacando seus garbosos olhos verdes e nos lábios um batom vermelho realçando-os. A alfa a olhou fixamente para seus quadris que se mexiam-se em elegância por baixo do vestido que lhe batia até nos joelhos. Com um brilho sedutor nos olhos verdes, Lauren enlaçou seus braços ao redor de seu pescoço. E Camila, naquela ocasião, se possuísse um pau estaria empenhando-se em fazê-lo descer – Você está tão linda...

- Não tão linda quanto você – retrucou a latina, tentando controlar a tamanha excitação que borbulhava em sua boceta. Camila pigarreou e deu um passo para trás, nervosa, passou a mão pelos cabelos esforçando-se ao extremo manter a pouca sanidade que lhe restava – Antes de irmos, eu tenho uma surpresa para você – finalizou estendendo uma de suas mãos para a ômega.

Lauren franziu o cenho em equívoco, enquanto examinava o seu rosto atentamente ao mesmo tempo que buscava respostas que ela não estava pronta para lhe dar. E, sendo assim, a morena aceitou sua mão, ao passo que a alfa as entrelaçou saindo para fora do quarto com Lauren em seu encalço.

Lauren observou-lhe as pernas torneadas de Camila, enquanto desciam a escada se moverem por baixo do vestido leve de seda vermelho. Os dedos delicados contornados em torno ao seus. Na altura dos ombros, os cabelos pretos e ondulosos caíam sobre a alça do vestido. E aquela estupenda bunda se movimentando como se detivesse vida própria a cada passo que ela dava. No entanto, uma dor um tanto insustentável se estabelece no seu coração. Cruciantes, flashback dos cabelos castanho-claros de Clara fazendo cócegas em seu rosto, durante o tempo que a abraçava como uma mãe-ursa passaram em sua mente e absorveram os últimos vestígios de resolução da alma. Á medida que um misto de emoções fluía a cada respiração vacilante, a dor dava espaço a escolha. E a cada lembrança delas juntas enrijecia seus músculos e nublavam amargamente seu coração.

Quando elas chegaram no hall de entrada da casa os batimentos cardíacos da ômega se aceleraram e ela perdeu o fôlego. Ali estava o veículo mais elegante que já tinha visto na vida. Branco, dinâmico e tinha um design sofisticado que associava a estrelas de Hollywood – um Porsche Carrera branco 911.

- Gostou?

- Porra, você não fez uma coisa dessa, Camila – sussurrou perplexa, olhando para o carro.

- Bem... eu fiz sim – Camila ofereceu-lhe um largo sorriso e a abraçou por trás, descansando o queixo em seu ombro. E aquele sorriso, e naquele momento, tudo o que Lauren temera evaporou, sendo silenciada com todos os som que a rodeada, exceto a respiração dela e de Camila. Todos os problemas que a cercava sendo esquecidos apenas com um sorriso. Seu coração vazio a minutos atrás parecia preste a explodir – Ainda estou esperando a resposta de minha pergunta – sussurrou em seu ouvido.

Puxando-a para mais perto, a ômega fez que sim, ao mesmo tempo que um sorriso amoroso detinha em seus lábios – É claro que eu gostei. Eu amei. Mas eu não quero que fique gastando esse montante de dinheiro comigo, Camila.

A alfa revirou os olhos.

- Eu sou sua companheira – a alfa acariciou seus braços, tentando acalmá-la – E tenho todo o direito de mimá-la.

Lauren suspirou.

- Eu não posso aceitar... – a ômega foi interrompida quando escorregando a mão esquerda pelas costas de Lauren, a alfa embrenhou os dedos nos cabelos dela, puxando-os só um pouco e, com a visão direta do lindo pescoço a centímetros da sua boca, Camila aproveitou o momento para se deliciar, arrastando os lábios pela clavícula dela enquanto puxava os cabelos com ainda mais força. A deixando atônita. Ela a deixava atônita. Seu cheiro, seu toque provocava sensações que a ômega nunca havia experimentado na vida – Camila... – gemeu inebriada de prazer com as mordidas no ombro e os chupões no pescoço, enquanto suas mãos percorriam pela curva arqueada de sua coluna, indo até sua cintura e parando em suas coxas, acariciando-as – Esse é seu jeito de me fazer aceitar seu presente? – perguntou extasiada.

- Está dando certo? – a pergunta saiu em forma de uma gemido contido.

- É possível – Camila riu aprazível, enquanto Lauren se deleitável com o absorto calor que emanava no meio de suas pernas causado pelas suas caricias – Tudo bem você ganhou, eu aceito.

Dando um passo para trás, Camila atirou as chaves em direção a Lauren que a agarrou com um sorriso que lhe rasgava de orelha a orelha. Lauren soltou um gritinho de euforia e deu-lhe um beijo ardoroso na bochecha de sua companheira e para logo em seguida se enfiar no volante do automóvel. Passando as mãos pelo interior sofisticado do couro vermelho macio, a morena encarou a latina, já sentada ao seu lado.

- Eu aperto esse botão?

Camila com um sorriso radiante assentiu.

- Só não nós mate, por favor.

A ômega apertou o botão e o motor ganhou vida com um ronco baixíssimo.

- Muito bem. Velocidade, aqui vamos nós.

[...]

Meia hora e uma viajem não tão desconfortável mais tarde, elas chegaram ao Le Pe Catelam restaurant; verde, preto, branco e prata eram as cores dominante de todo o ambiente, destacando todos os detalhes das cadeiras, mesas e ilustres. O edifício harmonizava para o clássico e moderno, acentuando a impressão de pureza e leveza. Em um cenário elegante e audacioso. As pessoas que ali compareciam exibiam seus vestidos e ternos rente a acessórios caros. As melhores da elite de Blood City residiam reunidas naquele ambiente. Então Lauren sentia como se tivesse sido transportada para o lado oeste de Gossip Girl. Apenas esperando que Blair Waldorf aparecesse com Chuck Bass agora. Naquele mesmo momento em que Lauren saiu do carro e tomou a mão da alfa, Camila também captou que o astral dela havia mudado. Mas, a latina nada lhe perguntou.

- Boa noite, as senhoritas têm reserva? – o maître indagou segurando a lista de convidados em mãos.

- Sim, sobrenome Cabello – respondeu a alfa observando o maître antes sério arregalar seus olhos surpresos, ao mesmo tempo que mantinha sua mão esquerda repousada nas costas de sua companheira.

- Ah sim, senhorita Cabello. A sua mesa já está à espera. Acompanhe-me – o jovem funcionário de smoking marchou a frente conduzindo-as até na parte superior do ambiente.

- Esse local é enorme e lindo – murmurou Lauren enquanto sua boca sucedia um elaborado e perfeito "O".

- Um dos melhores restaurantes da cidade – ela parou em sua frente e segurou em seus braços para ter sua atenção. Lauren observou as mãos femininas e delicadas em volta de seus braços e as sentiu tão quentes, provocando uma sensação de formigamento na área que seu corpo estava se sentindo satisfatoriamente bem com aquele toque – Espero que não fique chateada que não iremos ficar no térreo ao lado da janela e com pessoas envolta, apesar de ser aconchegante, o andar superior é mais íntimo – sua boca chegou mais próxima de seu ouvido e sua voz sairá baixa e sensual – Eu prefiro jantar aqui em cima.

Lauren engoliu em seco a medida que suas bochechas coraram levemente com o tom provocativo e sensual de voz. Ela apenas assentiu.

Camila puxou a cadeira para que Lauren sentasse e em seguida empurrou seu assento e, sem demora, puxou um pouco a manga de seu vestido dos braços e sentou-se pacientemente na cadeira, enquanto o garçom entregava-lhes impassível o menu. A ômega olhou para o menu e para a alfa por breves minutos, um pouco perdida.

- Algum problema, Lauren? – a latina reparava que sua companheira estava perdida. Suas sobrancelhas franzidas e seus olhos receosos a entregavam. Entretanto, ela não riu, sabia que a morena jamais havia pisado em um local como aquele e isso não tornava as coisas engraçadas.

- Você não vai escolher? – perguntou ela, abaixando o menu para poder observá-la.

- Irei sim, no entanto, ainda estou escolhendo. Você pode pedir se já decidiu o seu.

Lauren a olhou incerta.

- Eu não tenho tanta noção dos pratos – sussurrou hesitante.

- Tudo bem, eu te ajudo – respondeu Camila enquanto seus olhos se mantinham vidrados no menu – Hum... que tal Rolê de vitela com cogumelo e acelga? – questionou – Não é tão forte e talvez você não estranhe tanto. Mas, se você quiser pedir o mesmo que o meu Peru ao molho de foie gras fica da sua escolha.

- Vou querer o mesmo que o seu então, Peru ao molho de... – sua boca entortou em um careta para poder pronunciar as mesmas palavras de Camila.

- Foie gras – ajudou a latina – Essa é a entrada, agora você precisa escolher o prato principal. Você pode escolher aqui – apontou para a lista de prato principal que abarcava no menu e em seguida onde ela deveria olhar – Eu vou querer o Boeuf bourguignon e de sobremesa Petit Gâteau – finalizou estendendo o menu para a garçom que a prestigiou pela escolha.

- Camz... – Lauren olhou para as palavras em francês embaraçosa a sua frente. Além de não saber nada do idioma ela, também não sabia nada das especialidades dos pratos.

- Oh, desculpa... Se você gosta de carne branca, Cassoulet é ideal para você e de sobremesa peça o, Petit Gâteau é uma bolo de chocolate mal passado com o interior macio e cremoso, garanto que irá amar.

- Então será isso que vou querer – comunicou, enquanto entregava o menu em suas mãos ao garçom.

- E traga o melhor vinho que tiver em sua adega – avisou para a o garçom que maneio com a cabeça, saindo moderadamente de suas vistas – Você gosta de vinho?

- Eu nunca provei. E bem, não é como se os bares ou mercados fossem vender bebida alcoólica para menores de 21 anos.

- Tem razão – ela riu da sua estupidez – Se você preferir eu posso pedir um suco para você.

- Não, está tudo bem, eu quero experimentar – a ômega ergueu sua vista e notou o mesmo garçom de minutos atrás se aproximar com a garrafa de vinho e duas taças, pondo as taças à frente de cada uma e, sem delonga, virando o conteúdo contido nela com maestria. A latina analisou Lauren discretamente que cruzou as pernas por baixo do vestido, enquanto abria um sorriso provocante e bebericou o vinho. Os lábios pairavam sobre a borda ao mesmo tempo que ela a observava com intensidade – Hum... delicioso – um sorriso sedutor surgiu em seus lábios reluzentes ao batom vermelho, à medida que os mordeu e seu olhar passou do rosto de Camila para seu peito, depois devagar pelo seus membros superiores e voltando a encará-la.

- Está me provocando, Lauren.

A morena deu um sorrisinho.

- Estou? – perguntou cínica.

Depois de colocar a taça vazia sobre a mesa, Camila passou as pontas de seus dedos pelas maçãs suaves do rosto de Lauren, descendo por sua face e percorrendo a curva de seu queixo, descaindo, durante o tempo que a latina escutava sua respiração descompensada e assistiu seus olhos se arregalarem quando sua mão pousou em sua coxa e apertou. Lauren engoliu em seco. Trilhou a mão, delicadamente, próximo a sua boceta que disseminava um calor sem mesmo a alfa ter a tocado. Movimentando o dedo indicador, mas nunca a ponto de tocá-la. A ômega arfou. E essa cena fez a alfa sorrir mais ainda – Não me provoque, Lauren, se não perderei toda a sanidade que me resta e lhe foderei em cima dessa mesa – deu uma última apertada em sua coxa e retirou sua mão de lá.

Lauren respirou fundo tentando recobrar a consciência.

Le Pe Catelam era conhecido por seu gosto de arte e música – seja elas românticas do séculos 80-90 ou atuais – então não foi nada surpreendente para a latina quando começou a tocar Sorry de Aquilo. Quando seus olhos castanhos bateram com os de Lauren, estendeu a mão por cima da mesa, oferecendo-a a ômega. Ela a tomou e sentiu os dedos dela fazerem pequenos círculos na palma de sua mão e se dispuseram a levantar segundos depois. Não delongou muito para a alfa posicionar as mãos livres em sua cintura e Lauren sobrepor as suas em seus ombros e, logo após, começarem a se mover de modo lento de acordo com a música que preenchia aquele ambiente.

- Sabe Lauren, passei a metade da noite de ontem observando o teto e, me perguntando se aguentaria passar o resto da minha eternidade sem nunca mais beijar esses lábios – a alfa roçou o polegar pela boca da morena, traçando o contorno do lábio superior e do inferior. Lauren abriu a boca tentando desesperadamente se lembrar de como respirar enquanto olhava em seus olhos, como um céu em um dia bonito e sem nuvens – Andei de um lado para o outro no quarto, imaginando mais um dia sem seu cheiro, seu toque, sua voz, seu lindo sorriso ou de não ver seus encantadores olhos quando eu acordar – as pontas dos dedos da latina percorreram a face dela com leveza – E cheguei à conclusão de que não vivo mais sem você. Não mais – e, em segundos, a alfa separou seus corpos, somente para girá-la e puxá-la de volta para seu corpo, arrancando em alguns momentos gargalhadas dos lábios da jovem. Então a latina ficou em dúvida se amava mais o brilho de seus olhos verdes, ou sua boca que formava uma curva linda quando sorri, ou a sua pele tão clara quanto a neve ou seus cabelos pretos. Ou o som de sua voz rouca de sono ou a sonância de sua risada. O que definitivamente para a latina era sem dúvidas seu som favorito. Ela não sabia, só sabia que a amava e era o que importava. Camila deu um sorriso tênue, enquanto seus olhos seguiam o contorno daquele lindo rosto, que havia roubado seu coração e o retido desde o instante que a virá na clareira. Mas foi quando a alfa a olhou nos olhos e disse "minha linda" que pode sentir o brilho de seus olhos radiante, extrair lagrimas e uma expressão totalmente perdida. Elas pararam de dançar – Ei – disse a alfa erguendo sua cabeça e procurando o seu olhar – O que aconteceu?

- Porque eu, Camila? – ela a olhou, enquanto seus olhos se mantinham marejados – Você pode ter a mulher que quisesse...

Camila franziu o cenho em confusão.

- Porque não você, Lauren?

- Eu sou tão... fraca de todas as maneiras, já você é forte – ela se afastou um pouca da alfa – Nada em mim se encaixa no que você merece ou necessitada.

- Porque está dizendo tudo isso?

E lá estava a pergunta que acompanharia os duas por um caminho que poderia despedaçá-las. Camila se retinha parada e abafada esperando que Lauren disse-lhe alguma coisa.

- Eu... eu... – as palavras ficaram presas em sua garganta, enquanto ela tentava puxar o ar para dentro de seus pulmões. Tentava as fazê-las saírem – Menti para você – confessou, sua voz falha, enquanto enxugava algumas lágrimas que deslizavam sobre seu rosto.

Seus olhos castanhos fuzilaram a ômega fazendo-a recuar – Mentiu sobre o que?

- Karla... ela apareceu no dia em que estávamos caçando, me fez ameaças e me deu apenas uma escolha – Camila a olhava silenciosamente, ao mesmo tempo que seus músculos enrijeceram imediatamente enquanto a cólera corria por suas veias – Salvar minha mãe ou continuar com você – sua mandíbula tencionou – Se eu escolhesse a primeira opção, eu deveria te dopar e levá-la até ela. Caso, eu escolhesse a segunda, ela mataria Clara e faria a questão de mandar o corpo até minha pessoa como um presente – com o corpo trêmulo, Lauren olhou em seus olhos, subitamente vazios de emoções. Vazios de fagulhas que a fizeram se apaixonar. Enquanto, isso a ômega sentia a dor lhe rasgar cada músculo.

Afinal de tudo, Clara ainda estava viva e com uma corda exposta em seu pescoço e quem apenas possuía a faca para cortá-la, estava dividida e perdida entre: entregar o amor de sua vida para salvar sua mãe, ou continuar com o amor da vida e perder sua mãe.

 


Notas Finais


hahaha aposto que alguns aqui foram tombados achando que Clara estava morta, mas não se esquecem no capítulo 10 a própria Lauren fala que o corpo nunca foi encontrado.


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