História Ômega - Capítulo 2


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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Agni (Arshad), Ciel Phantomhive, Condessa Rachel Durless-Phantomhive, Elizabeth Midford, Personagens Originais, Príncipe Soma Asman Kadar, Sebastian Michaelis, Sr. Tanaka, Vincent Phantomhive
Tags Ciel, Kuroshitsuji, Ômega, Poderes, Sebastian
Visualizações 59
Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Luta, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii!! Finalmente consegui atualizar essa fanfic, depois de finalmente estar de férias posso descansar (o último ano é difícil)
Bom, quero agradecer a todo mundo que está acompanhando essa história (muito obrigada! <3)
E sem mais enrolações.... Aproveitem o capítulo dessa semana :3

Capítulo 2 - Olhos Azuis


Fanfic / Fanfiction Ômega - Capítulo 2 - Olhos Azuis

Fazia uma semana desde que aquele incidente de noite ocorreu, eu senti algo, não foi impressão.... Mas o que diabos era aquilo? E agora sempre que eu saio na rua tenho a mesma sensação de ser observada, um pressentimento horrível que me deixa com o peito pesado.

– Não se esqueçam de pegar a autorização de seus pais para o passeio da turma, é necessária a presença de todos, já que faremos um trabalho sobre o que vermos. – a professora dizia antes de sairmos da sala, era hora da educação física, todos como sempre me ignoraram, obviamente não me incomoda muito, mas atrapalha nos trabalhos em grupos.

–  Você ainda continua com essa lenda boba do “estudante invisível”? Isso é só uma história para assustar os calouros. – duas meninas “cochichavam” entre elas, e não preciso dizer que isso é para mim.

– Estou falando a verdade! Há uma estudante que ninguém consegue ver, invisível para todos, é importante para manter o equilíbrio, sabe? O estudante continua excluído e nosso desempenho continuará excepcionalmente bem. –  a mais feia, riu maldosamente.

“Uau! Estou no Ensino Médio, mas pareço estar no fundamental I! Olhem como sou madura enquanto faço bullying com uma menina que não liga para minha existência! ”, pensei, obviamente não falaria isso em voz alta, odiaria ter que me meter em briga e machucar minha mão, okay eu sei que posso ter soado bem arrogante agora, mas acontece que eu também sei bater, elas pensam que isso aqui é Another?

Suspirando de frustração me dirigi até os vestiários, pelo jeito essa seria uma longa semana.

[...]

Não se afastem muito! Vai ser horrível se sumirem e termos que ligar para seus pais, ou no pior dos casos, para a polícia. –  a professora gritava mais alto em meio às vozes da galera.

Eu amo a natureza, sempre tão bonita e cheia de vida, me faz esquecer do quão ruim a vida é, mas definitivamente hoje tem sido pior, o lado bom de ser ignorada é que não preciso conversar com ninguém, afinal eu sou péssima com essas coisas, e para completar sinto-me ainda mais observada do que na semana passada.

Frustrada, me afastei do grupo e fui ver qualquer planta enquanto a professora de biologia explicava sobre uma planta chamada “Agave-dragão*”, esfreguei meus braços nunca me senti tão desprotegida em toda a minha vida, quero ir para casa, bom essa excursão já está acabando de qualquer forma, em poucos minutos seremos liberados para comermos.

Enquanto andava senti um cheiro forte de carne podre de súbito veio uma ânsia de vômito, será que alguém foi morto aqui? Tapando minha respiração segui o terrível odor, e por incrível que pareça vinha de uma flor.... Não era suposto serem cheirosas?! Por que diabos essa flor me faz querer vomitar? Forcei minha vista para ler o nome na plaquinha, nem ferrando que eu ia me aproximar daquilo, Bulbophyllum Phalaenopsis* era o que dizia na placa, definitivamente o tipo de flor que eu jamais teria no meu quintal. Sai de lá o mais rápido possível, quando de repente senti uma tontura.

Que excursão mais ridícula! Seria melhor estar em casa na minha piscina!

Escutei uma voz que parecia muito próxima, olhei ao redor, porém, não havia ninguém, provavelmente era uma garota mimada escondida reclamando para outra garota mimada ao telefone, suspirei e continuei meu caminho de volta para o grupo da excursão.

Aquela garota é muito gostosa! Será que até o final desse passeio eu consigo dar uns pegas nela?

Era outra voz, definitivamente estava muito perto, era como se estivesse dentro da minha cabeça, dessa vez procurei atrás das árvores e pequenos arbustos espalhados, e nada, mas eu tenho certeza que tem alguém! Não estou ficando maluca! Sentindo a frustração correndo nas minhas veias segui a passos firmes, era melhor me concentrar no que eu vou comer, já que esqueci a comida que minha mãe preparou para mim.

–  Todos estão famintos, não? – a professora perguntou, ocasionando em vários gritos. – Podem ir comer, dentro de 15 minutos voltaremos com as explicações, e mais uma vez: Não se afastem muito!

Finalmente! Agora posso sair daqui e ir até uma padaria aqui perto, felizmente eu trouxe dinheiro, não quero gastar muito, o pior é que essa em específico parecia bem cara, bom ela era personalizada para se parecer com aquelas padarias da França ou algo do tipo, era bem arrumado adentrei o local e respirei fundo o cheiro do café preenchia tudo, quase que imediatamente me acalmei aquele cheirinho bom só conseguia trazer à tona todas as boas lembranças que eu tinha com meus pais, era impossível continuar com raiva naquele ambiente, procurei a mesa mais confortável e então sentei rapidamente uma mulher com uma longa trança lateral veio até mim com um sorriso mínimo.

– Bom dia! Aqui está o cardápio, quando decidir o que senhorita vai querer é só levantar o braço que eu venho até sua mesa. – entregou-me o cardápio, muito bonito e organizado por sinal, e dando mais um mínimo sorriso, saiu.

Olhei mais uma vez ao redor as paredes em tom pastel clareavam tudo, vou gravar esse endereço e vir aqui mais vezes, meus olhos pararam em dois homens no canto do estabelecimento, não conseguia ver seus rostos era impossível dizer se estavam me olhando ou olhando para a paisagem através da janela, com um arrepio na nuca voltei a me concentrar no cardápio tudo estava em francês, folheei as páginas atenta às ilustrações chamativas, pessoas não fluentes só poderiam se orientar pelas imagens, o meu caso por exemplo, respirando fundo levantei meu braço e a mulher se aproximou de mim com um bloco de notas em mãos.

 – Eu vou querer... – olhei para as duas fotos do que queria comer e beber. – Tarte au Citron* e um Frappé* . –  olhei atônita para o cardápio, desde quando minha pronúncia em francês é boa? Não é como se eu tivesse tido algum contato com a língua.

– Entendido, só isso mesmo?

– Sim, obrigada. – fechei o cardápio e encarei minhas mãos, nas últimas semanas toda a minha rotina tem estado bem estranha, para começas aqueles sonhos estranhos têm sido cada vez mais recorrentes assim como a sensação de estar sendo observada, minha percepção com tudo ao redor tem mudado, tem vezes que é como se eu me tornasse mais sensível como se nada pudesse me surpreender, e ainda tem as vozes que nunca escutei em minha vida ressoando na cabeça, acho que chegou a hora de eu tentar um psicólogo, escutei um baque leve na mesa, quando olhei vi que meu pedido havia chegado.... Quanto tempo se passou? Sorri para a mulher, baguncei de leve meu cabelo e me preparei para comer.

[...]

Minha mãe vai me matar! Meu pai vai me matar! Eu já devia estar em casa há 30 minutos! Corria pela calçada sem me importar se ia acabar caindo, eu só precisava chegar em casa, repentinamente uma figura preta se materializou na minha frente, quando dei por mim batia com força as costas na parede do beco que tinha do outro lado da rua, talvez eu tenha perdido a consciência por alguns segundos, já que quando olhei ao redor novamente a figura estava parada diante de mim, queria gritar e implorar por ajuda, mas minha voz simplesmente não saia.

– É ela mesmo? O senhor tem certeza? O chefe não vai aceitar outra falha. – quem estava falando? Eu não sei dizer minha mente ainda está confusa demais, não conseguia falar, muito menos fazer um movimento coordenado, tudo o que eu podia fazer era me mexer levemente de dor.

– Claro que sim, idiota! Eu andei o dia todo vigiando, as descrições batem, vamos logo com isso antes que algo dê errado, afinal não somos os únicos atrás dessa garota!

Por favor.... Eu não. – minha voz quase não saía, dificilmente alguém viria me salvar, os seres humanos são bem egoístas.

– Sinto muito boneca, mas ou é você, ou é a gente. – riram debochados, em outras situações eu teria sido irônica, mas onde mal conseguia me mexer e falar não há muito o que ser feito.

Alguém, por favor.... Me ajuda, pensar não ajudará em nada, como meus pais reagirão ao saberem que fui sequestrada? Eles não têm dinheiro para pagar o resgate.... Merda, eu estou perdendo a consciência.

– Você deveria se envergonhar de atacar uma dama indefesa. – uma voz suave, mas ao mesmo tempo perigosa soou, parecia estar atrás deles, pois todos viraram assustados, infelizmente para mim tudo parecia distante, minha visão estava ficando cada vez mais embaçada e escurecida, eu não sei o que aconteceu e também nem quero saber, tudo o que eu podia escutar eram gritos aterrorizados e então o súbito silêncio, ouvi passos, haviam mais de uma pessoa lá.

– Ei, você! Consegue se levantar? Ei! – uma voz masculina que parecia ser mais nova se aproximou, senti ele pegando nos meus ombros e colocando-me sentada, grunhi de dor era como se eu tivesse sido completamente moída, meu corpo inteiro latejava, piorando a minha tontura, com as últimas reservas de forças que eu possuía forcei a abrir os olhos, e antes de desmaiar completamente eu olhei para os olhos azuis mais bonitos que já tinha visto em toda a minha existência.


Notas Finais


Agave-dragão*: Agave é um gênero de plantas suculentas, nativa do México, é muito usada em paisagismo pela beleza de suas folhas.
Bulbophyllum Phalaenopsis*: É uma espécie de orquídea floresce em qualquer época do ano, com muitas flores. As flores têm um cheiro de podridão, que atraem moscas para a polinização.
Tarte au Citron*: Torta de limão
Frappé*: Tipo de doce feito à base de frutas, creme e leite.

Espero que tenham gostado :3
Lembrando que qualquer erro é só falar :3
Até a próxima semana


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