História Ômega do Imperador - Namjin - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7, TWICE
Personagens Baekhyun, BamBam, Chanyeol, Chen, Dahyun, Jackson, JB, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jinyoung, Jung Hoseok (J-Hope), Kai, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lay, Lu Han, Mark, Min Yoongi (Suga), Mina, Momo, Nayeon, Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Sana, Sehun, Suho, Xiumin, Youngjae, Yugyeom
Tags Abo, Bangtan Boys, Boyxboy, Bts, Distopia, Drama, Futuro, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Lgbt, Lobos, Menção 2jae, Menção Chanbaek, Menção Hunhan, Menção Jikook, Menção Mimo, Menção Saida, Menção Sope, Menção Xiuchen, Namjin, Namjin Abo, Romance, Tragedia, Yaoi
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Palavras 1.577
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Fluffy, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prólogo


As cenas do lado de fora da carruagem passavam rápido demais. Namjoon ouvia aquelas rochas o julgando como todas as pessoas a sua volta faziam o tempo todo. Ele não se sentia como um imperador, parecia mais um prisioneiro sendo levado de um lugar para o outro. De qualquer maneira acabaria preso num cômodo gigante e solitário, condenado a um monte de livros empoeirados e pessoas velhas -não só fisicamente- que pensam que sabem algo sobre ele.

Não é que não gostasse de estudar, essa era a única coisa que fora ensinado a fazer. Depois de matar.

A questão era que jovens de dezoito anos não costumavam ficar presos em cômodos grandes, com livros empoeirados e pessoas velhas. Mas ele não era só um jovem de dezoito anos, ou era isso que tentavam fazê-lo acreditar. Apesar disso tudo, agora ele sabia que existiam histórias parecidas com a dele por ai; não a do Imperador Kim, mas a do garoto Namjoon que viu seus pais morrerem na guerra que ajudou a travar, o garoto que tinha cicatrizes de batalha no corpo e no coração, com tão pouco tempo somado na idade.

Era só mais um garoto naquele reino que tinha que lidar com tudo isso.

Mas Namjoon não achava que algo poderia mudar sem que ele fizesse alguma coisa, e esse era o motivo pra ter puxado a maçaneta, aberto a porta e saído da carruagem ainda em movimento. Todos os cavaleiros que o escoltavam acompanharam o movimento, parando bruscamente ao seu lado. Muitos olhares confusos o miravam agora, mas o alfa não se importou e seguiu seu objetivo inicial; alcançou o cavaleiro que liderava a tropa e ignorou seu olhar, era como o de todos os outros. O julgava. Ele não esperava algo diferente.

– Preciso de um cavalo. – ditou, sustentando firmemente a discussão silenciosa.

Assistiu o General Lee, seu tutor, bufar e revirar levemente os olhos. Como odiava aquele homem! A cada dia ficava mais claro o seu descontentamento para com o imperador; ele era o único que não se poupava de bater de frente com Namjoon. Embora ninguém mais tivesse coragem de fazer isso, o jovem sentia que, como com o general, não poderia fazer nada. E isso o enfurecia. – Por favor, volte para a sua carruagem, majestade. Estamos em terras recém-conquistadas do nosso maior inimigo e...

– Preciso de um cavalo. – repetiu o imperador, ignorando completamente a resposta irritada e cheia de ironia do seu general.

Mesmo a contra gosto, o mais velho desmontou o seu animal e entregou as rédeas ao mais jovem. Namjoon esperou ele se afastar para acariciar o focinho do equino antes de montar em suas costas, lutando para segurar o sorriso que queria esticar os seus lábios. Cavalgar era a única coisa que poderia lhe fazer se esquecer de todas as suas frustrações, lhe fazia se lembrar do tempo que era só um menino, quando conheceu nos cavalos seu melhor amigo.

Teria sido melhor se a paisagem não estivesse completamente cinzenta e destruída por ter servido de campo de batalha há tão pouco tempo. Namjoon sabia bem que não se pode conquistar nada sem que sangue inocente molhe a terra e manche a história de um povo. Mas não tinha como fazer seu coração aceitar o que via; as casas queimadas, as pessoas famintas, crianças órfãs, pedaços de corpos, os germes que pareciam os únicos seres vivos a se aproveitar daquela situação; para ele não havia motivo de tanta morte, tanta dor e destruição.

As pessoas que passavam nas ruas tinham olhares perdidos e chegavam a tremer de medo com a aproximação da tropa que sabiam bem de onde vinha. Ninguém se atrevia a erguer o olhar na direção do imperador, todas as cabeças permaneciam abaixadas na sua frente e parte de Namjoon se aliviava com isso, quando outra parte se entristecia.

Ele não acreditava em si mesmo, mas chegou a cogitar voltar para dentro da carruagem. Não foi uma boa ideia sair de lá, isso era uma certeza. Esses pensamentos teriam lhe atormentado por mais tempo se não tivesse avistado um amontoado de pessoas a frente. Seus ouvidos sensíveis conseguiam ouvir várias vozes falando ao mesmo tempo, mas só acharam importante dar atenção ao choro baixinho que vinha de lá. Não hesitou em se aproximar.

Ouvia os chamados incessantes do General Lee lhe pedindo para voltar, mas apenas desviou dos obstáculos e guiou o cavalo naquela direção. Como esperava, ouviu o barulho dos cascos rápidos do outro cavalo que se aproximava. – Liberem a estrada! – Lee bradou com a voz característica dos alfas, deixando o imperador com a boca aberta, impedido de fazer o mesmo. Logo as pessoas que estavam ali se afastaram o mais rapidamente possível.

Primeiro, Namjoon sentiu o costumeiro ódio por ter sido interrompido, se virando para o general e deixando-o saber disso, porém um grunhido lhe fez retornar sua atenção para frente novamente e pôde ver o pequeno corpo encolhido na terra. Além da pior cena de sua vida.

– Saia do caminho! – Namjoon ouviu a voz de Lee novamente, mas não se importa vá mais. O batalhão estava ali, todos os seus parceiros abandonados na batalha cobriam aquele chão, mortos.

Só havia um corpo vivo.

Constatou pelo cheiro que o menino entre os cadáveres era um beta e devia ter uns doze ou treze anos. Quando ele se ajoelhou, tremendo por causa da voz grave que gritara consigo, de cima do cavalo o imperador pôde ver um corpo no chão, que antes estava sendo escondido pelo corpo magro do garoto. Sem levantar a cabeça completa de machucados, o pequeno beta se abaixou outra vez para beijar a cabeça da falecida alfa e se levantou devagar, mancando para longe e revelando as pernas finas e sujas de sangue seco que não eram cobertas pela camisa grande. O menino deixou o corpo da mulher alfa para trás, para ser esmagado no caminho dos cavalos e se colocou a chorar encostado numa parede única que permanecia em pé.

Namjoon então desejou não ter saído de casa naquele dia quando reconheceu a mulher estirada no chão e sentiu como se seu corpo adormecesse, tendo a necessidade de quase agarrar o pescoço do cavalo para não cair da montaria. Aquela alfa era Momo, uma das suas companheiras de casta e batalhão do dia em que se juntou ao combate. Era uma das pessoas que ele deixou para trás quando foi obrigado a fugir para não deixar o reino sem um imperador.

Logo os outros cavalheiros estavam ao seu lado e Lee lhe chamava, mas Namjoon não queria ouvir. Ele continuava fitando o menino e não sabia o que estava fazendo, nem queria saber. O general estava parado ao seu lado e não havia nada que o impedisse de fazer o que seu coração lhe mandava. Seria a primeira vez que o seguia sem se importar com qualquer outra coisa.

– Ajude aquele menino. – resmungou. Sem esperar resposta do comandante ou dar atenção a expressão surpresa e irritada em sua face, voltou a cavalgar para a frente da fila, se afastando dali.

– Majestade, é um condenado moribundo. Aquele garoto não vai passar de amanhã...

– É por isso que lhe mandei acolhê-lo, general. – Namjoon se virou para o homem e apenas o encarou, como se o desafiasse a rebater. – A carruagem está vazia.

O imperador chacoalhou as rédeas com força, arrancando para fora dali e deixando Lee para trás com sua função e uma carranca.

Se alguém lhe perguntasse, o imperador não saberia responder por que fizera aquilo. Bem no fundo, ele sabia muito bem o motivo, mas nunca conseguiria colocar em palavras. Nem se quisesse.

Apenas tentava pensar em outra coisa agora que Lee invadia o novo cômodo grande onde colocara-o em cativeiro. O general discursava sobre imprudência enquanto Namjoon se concentrava no livro chato de filosofia que tentava ler, agora ele parecia bem mais interessante se pudesse servir de motivo pra ignorar as palavras do homem.

– O que pretende fazer com aquela aberração beta?

O sangue nas veias de Namjoon esquentou. – A sua rainha, minha mãe, era uma beta, General Lee. Espero que esteja ciente disso.

Estava claro para qualquer um que o homem fechava os punhos o quanto podia para manter o controle. – É, ela era uma beta, mas uma de verdade, Namjoon, não a cria do inimigo!

– Ele é só um menino, pode ser metade japonês, mas isso não desclassifica a realidade. Ele é coreano, nasceu aqui. E eu não pretendo nada do que o senhor deve ter pensado, general. Por que ia chegar até aqui sem nunca ter ficado sozinho com um ômega para sequestrar uma criança beta? – Ele não poupou a ironia em sua voz. A possibilidade era ridícula, não podia conter a risada sarcástica.

Lee só faltava soltar fumaça pelo nariz.

Namjoon ainda completou. – Quero falar com o menino.

O general bufou de vez, batendo tão forte na porta para abri-la que poderia ter quebrado a madeira de lei importada da América. – Faça o que quiser, imperador. Só não pense que vai se livrar do que sabe que está por vir.

Namjoon teve uma sensação horrível, era um mal pressentimento. Algo lhe dizia que tudo mudaria depois que Lee finalmente lhe falasse e aquilo acabaria muito mal. – E o que está por vir?

O general lhe encarou muito sério. – Você precisa de um herdeiro.

Não precisaria continuar, ficou muito claro.

Mas Lee não se pouparia de irritar o jovem mais um pouco. – Então pode começar a caçar um ômega.


Notas Finais


Bom, tô de volta pessoas
Senti saudades daqui, espero que vocês gostem de me ver de novo e de ler essa fic, eu trabalhei nela com muito empenho e cuidado, espero que tenha ficado boa e que eu esteja evoluindo de alguma forma

Muitos beijinhos de Nutella, espero ver alguém aqui nos comentários! 😚


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