História Ômega do Imperador - Namjin - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7, TWICE
Personagens Baekhyun, BamBam, Chaeyoung, Chanyeol, Chen, Dahyun, Jackson, JB, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jinyoung, Jung Hoseok (J-Hope), Kai, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lay, Lu Han, Mark, Min Yoongi (Suga), Mina, Momo, Nayeon, Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Sana, Sehun, Suho, Xiumin, Youngjae, Yugyeom
Tags Abo, Bangtan Boys, Boyxboy, Bts, Distopia, Drama, Futuro, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Lgbt, Lobos, Menção 2jae, Menção Chanbaek, Menção Hunhan, Menção Jikook, Menção Mimo, Menção Saida, Menção Sope, Menção Xiuchen, Namjin, Namjin Abo, Romance, Tragedia, Yaoi
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Palavras 6.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Fluffy, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Recuperar


 

Seokjin estava envergonhado.

Ele tinha certeza de que seu andar não era o mais gracioso no momento, e o que o preocupava estava longe de ser os passos mancos doloridos. Tudo foi tão maravilhoso, tinha dado certo, Jin finalmente sentiu o imperador e parecia até idiota ter tanto medo de tudo aquilo antes, tão prazeroso que foi. E então estragou tudo quando tentou se afastar de Namjoon por causa do medo, quando ainda estavam presos pelo nó.

Culpar o Comandante Jung não teria sentido, afinal, ele trazia uma notícia importante, mesmo que Jin não fizesse a menor ideia de sobre o que era. E Hoseok não poderia adivinhar que interromperia algo importante assim. A culpa era de Seokjin, e de sua covardia que o incomodava tanto.

Seu olhar se mirou timidamente no alfa caminhando ao seu lado. A expressão de Hoseok era um misto de preocupação, vergonha, e fúria. O ômega só não sabia de onde vinha a última. Será que o guarda o achava um idiota por ter tentado fugir durante o nó e machucado a si mesmo e ao imperador? Será que Namjoon também está furioso?

– Perdão, senhor. – disse a voz baixa de Hoseok, e ele abaixou a cabeça para fitar os próprios pés, sem parar de caminhar ou olhar na direção do ômega. Jin ainda achava estranho demais ser tratado com esse respeito e formalidade. – Eu acabei causando aquele desconforto a você e ao imperador, e como desculpas o mínimo que posso fazer é não deixar ninguém mais saber.

Saber o quê? O ômega perguntava mentalmente, sem ter coragem de colocar sua questão em palavras. Bem, pelo jeito Hoseok tinha mesmo notado o susto que lhe deu, que acabou fazendo Seokjin se machucar com seu alfa, e essa confirmação só fez as bochechas do ômega enrurbecerem mais. Ele puxou as mangas compridas do casaco de Namjoon que usava por cima da camisa também dele e tentou cobrir o rosto.

Tinha vontade de se esconder por baixo de uma das tábuas de madeira do assoalho. Outro alfa tinha o visto nu, tinha o visto no ápice de uma relação com o imperador. Era meio humiliante.

Resolveu deixar a vergonha de lado, agora já não tinha mais como voltar atrás. – Comandante Jung? – chamou o ômega, quase num sussurro, se virando para o alfa e dessa vez Hoseok lhe olhou nos olhos. – O que as pessoas não podem saber?

Jin não entendia. Ele pensou que estava fazendo bem em querer tentar engravidar de novo. Será que realmente não poderia, mesmo que Namjoon quisesse continuar com ele? Como Hoseok descobrira que Jin tinha perdido o primeiro bebê? Era isso? Parecia que todo mundo sabia antes dele mesmo. Talvez fosse óbvio para todos e apenas Seokjin não notava isso.

Hoseok se virou em sua direção e Jin prendeu a respiração sem notar. – Perdão, senhor, é melhor que pergunte para vossa majestade quando ele voltar. – Jung sorriu fraco. Era nítido que o ômega continuava confuso, agora até frustrado. – E... Está tudo bem com o seu filhote?

Tentando não demonstrar sua exasperação, Seokjin apenas colocou a mão na própria barriga por cima dos tecidos grossos da roupa. Provavelmente o cheiro de Namjoon nas roupas e agora em seu corpo escondia o seu próprio aroma e não teria como Seokjin delatar a falta do filhote. Ele olhou nos olhos de Jung e notou que não poderia ser nenhum tipo de provocação, o alfa apenas queria saber sobre o bebê que achava que ainda vivia, importava pra ele assim como para todos no reino. Ninguém mais sabia da perda, nem mesmo o comandante. Ninguém descobriria, ele repetia pra si mesmo.

– Está sim. – Jin mentiu, sentindo um aperto em seu peito quando afastou a mão de seu ventre. Tratou de logo afastar seu olhar do guarda, com medo de acabar deixando a verdade escapar pelos seus olhos tristes.

– Isso é muito bom. – Hoseok parecia querer dizer mais alguma coisa, mas apenas se interrompeu e ficou quieto, o que deixava o ômega ainda mais confuso e curioso.

Quando as portas do harém já podiam ser vistas, os dois aceleraram os passos sem que percebessem e logo Hoseok já estava batendo na porta para abri-la em seguida, deixou um espaço para que Seokjin passasse em sua frente. O ômega sorriu fraco em sua direção e o guarda o reverenciou entrando também, para fechar a porta atrás de si. Mas antes que pudesse falar ou fazer alguma coisa, sentiu algo atingindo suas pernas e seu coração falhou uma batida quando ouviu aquela voz.

APPA!

Ainda sem acreditar, o guarda olhou para baixo e deixou sua boca abrir ao avistar seu filho agarrado em suas pernas. O pequeno alfa que precisara criar sozinho depois da morte de seu marido. A pessoinha que mais ama no mundo. – Kookie!? Kookie! O que está fazendo aqui!?

Ele se ajoelhou no chão e pegou o garotinho nos braços, levantando-o na direção de seu rosto para que pudesse deixar um beijo na testa do menino. Seus olhos quase marejados varriam o garoto como se procurassem algo fora do lugar e o primeiro sorriso aberto de meses se formou em seu rosto.

– O que você está fazendo no castelo!? Ah Kookie! Papai sentiu tantas saudades. – Hoseok puxou o corpo do filho para abraçá-lo e fechou os olhos ao sentir as mãozinhas do menino ao redor de seu pescoço, ainda sem acreditar que era real.

Appa! Kookie também sentiu saudades! – O menino disse, sorrindo e pulando no colo do pai, como se fosse a criança mais feliz do mundo. Hoseok o afastou de seu corpo para que pudesse olhar no rosto do garoto de novo. – Vovó trouxe o Kookie pra Soiul! Ela disse que eu ia poder ver o papai de novo!

Hoseok riu, apertando os bracinhos do menino e bagunçando seu cabelo em seguida. – É Seul, filho. E onde está a vovó Sae?

Subitamente, a expressão animada do menino murchou e ele se virou para trás, apesar de ter se encolhido mais no colo do pai mostrando que dali não pretendia sair, se esticou na direção da pessoa que vinha. Hoseok seguiu o olhar dele e notou um ômega baixinho e loiro que se aproximava olhando para o menino. Kookie estendeu a mãozinha na direção daquele ômega e o loirinho se ajoelhou perto de Hoseok segurando na mão do menino, não sem antes se curvar para o comandante.

– Era tudo vermelho, papai. E não dava pra respirar. Vovó Sae pegou o Kookie e correu, mas os tios ficaram pra trás. E... e eu tava com medo. Eu e a vovó achamos o Xiuminnie e o moço mau levou a vovó embora! Ele... ele... – No final da tentativa do garoto de contar o que houve, ele já estava chorando enquanto se encolhia nos braços do pai e apertava a mão de Minseok.

Hoseok se virou para o ômega com uma expressão confusa e preocupada, esperando a explicação. O garoto loiro engoliu seco. – Min Saeron apareceu no jardim, senhor. Ela estava trazendo o Kookie e disse que haviam rebeldes na cidade. Sae não resistiu, foi muita fumaça e ela... Ela se foi, senhor, eu sinto muito.

Olhando aqueles dois seres pequenos chorando na sua frente, Hoseok não sabia o que fazer. Acabara de descobrir que sua sogra, praticamente sua segunda mãe, tinha morrido e ele não poderia vê-la depois de meses afastado. Sentia-se abalado, mas sabia que precisava ser forte agora como fora obrigado a vida toda, a cada perda. – Que moço mau é esse?

Xiumin olhou em seus olhos e engoliu a saliva, para depois encarar Kookie de novo ao responder. – Ele não é um moço mau, Kookie, é o príncipe. Eu estava conversando com o príncipe no jardim quando a Senhora Min apareceu, senhor. – Terminou a fala se virando para o alfa mais velho.

Hoseok observava a forma como o rapaz cuidava de seu filho e o brilho nos olhos do menino que ele sabia exatamente o que significava. Kookie chorou tanto quando Yoongi morreu. E agora aquele garoto estava ali, cuidando de seu filho como se fosse o omma dele, mesmo que o loirinho fosse novo demais pra ter um filho na idade do Kook, tinha acolhido o menino que estava sozinho, e não parecia nenhum pouco aliviado de descobrir que Jungkook tinha um pai, na verdade parecia mais entristecido que feliz com esse fato.

– E como é o seu nome? – O alfa perguntou, se inclinando para o ômega. O loiro permaneceu tentando limpar uma manchinha preta das cinzas do incêndio que pintava o bracinho de Jungkook.

Quando o ômega o encarou, o guarda não queria tentar desviar os olhos. – Minseok. – respondeu.

E com o silêncio que se instalou depois daquilo, apenas Kook poderia quebrar o desconforto no ar. – Minnie! Vamos brincar com o papai?

– Não, Kookie, você precisa de um banho primeiro. Olha só – Xiumin aproximou o rosto do corpinho do menino e fez uma careta forçada. – Tá fedido. – Ele balançou a mão pequenina na frente do rosto e o garoto já estava rindo de novo.

Se despedindo do pai com um beijinho, Jungkook se levantou e esticou a mão para Xiumin, o puxando na frente com uma animação incomum.

– Acho que nunca vi uma criança tão animada para tomar banho! – Xiumin brincou, se lembrando de como sofria para se lavar na água fria quando tinha a idade de Kook.

O garotinho mostrou seu sorriso de coelhinho quando olhou para cima. – Eu nunca entrei numa piscina tão grande e quentinha. – Chegaram no banheiro assim que ele terminou, e Kook observou o movimento fraco da água na terma, quase com devoção.

– Então vamos tomar um banho bem gostoso. – Minseok disse, tirando suas calças com o objetivo de entrar também na água usando o resto das roupas quando fosse ajudar o menino.

Mas a alegria de Kook desapareceu, dando espaço as bochechinhas vermelhas. Xiumin ignorou e se aproximou para se livrar das roupinhas queimadas do pequeno alfa, só não esperava que Jungkook corresse para longe.

– Hey! Não era você que queria tomar banho? – brincou, correndo atrás dele até prender o menino no canto do cômodo. – Vamos, Kook, nós dois somos garotos. E você precisa lavar esse cabelo. – tentou distraí-lo de novo, brincando com os fios negros.

Kook olhou para os próprios pés. – Não olha. – pediu baixinho, apertando o tecido da camisa entre os dedinhos.

E o ômega sorriu, mesmo que o garotinho não fosse ver. Xiumin se virou para a parede e levantou as mãos, permanecendo com o sorriso no rosto. – Não estou olhando.

Podia ouvir os ruídos baixinhos do menino tirando as roupinhas sozinho e  não conseguia não fechar os olhos com o sorriso crescente em sua bochecha por causa daquela fofura. – Pode olhar, Minnie.

Tentando agir normalmente, Xiumin só entrou também na terma, depois de ter trazido o sabão e as coisas cheirosas de passar no cabelo. Foi só inventar uma brincadeira boba qualquer que logo Kook tinha perdido a vergonha e estava correndo dentro da terma. E foi quando o ômega tinha acalmado o menino e estava lavando seus cabelos que Seokjin entrou no banheiro.

O pequeno alfa dentro da banheira nem pareceu se importar e ver a timidez começar a deixar o menino fazia Xiumin se sentir feliz.

– Ahn... Xiumin? Eu preciso conversar com você. – disse o mais velho, e pela forma como sua voz saiu mais fraca que o comum e o jeito como seu olhar parecia pedir socorro, Minseok sabia que não devia ser bom.

Porém, ele apenas sorriu, batendo a mão na água de levinho. – Vem tomar banho com a gente, hyung. A água tá gostosa, não é Kookie?

E o menino apenas assentiu com a cabeça, estava quase dormindo com o carinho das mãos de Xiumin esfregando em seu cabelo.

Infelizmente, a tentativa de distrair Seokjin não deu certo. Não era tão fácil desviar um pensamento da cabeça de um adulto como foi com o menino. – É muito sério, Jin?

O moreno náo precisou responder, apenas mordeu o lábio e desviou o olhar para o chão. Aquelas reações estavam preocupando Xiumin cada vez mais.

– Você... Pode vir falar comigo? Sozinho?

– Claro, Jin, só...

– Não! – O pequeno Jungkook interrompeu, parecendo subtamente acordado de novo. Logo colocou os bracinhos ao redor da cintura de Xiumin e apoiou a cabeça cheia de espuma no tecido molhado da camiseta do ômega. – Xiumin vai ficar aqui com o Kookie.

Sorrindo, o loiro não sabia se achava aquilo a coisa mais fofa e o apertava num abraço ou se deixava o menino ali, correndo o risco de perder toda a confiança de Jungkook. – Hm... Jin, eu...?

– Tudo bem. – Baekhyun foi quem respondeu no lugar de Seokjin quando apareceu no banheiro também, e dessa vez Jungkook parecia um pouco incomodado quando abraçou Xiumin mais forte. – Eu fico aqui com o menino pra vocês conversarem.

Xiumin sorriu, agradecendo ao amigo. – Pode ser, Kookie? – Ele perguntou, tirando a espuma dos cabelos do menino com a mão molhada. Mas Jungkook apenas se encolheu mais e negou com a cabeça. – Seokjin-hyung precisa de mim também, seu ciumento. – brincou, mas Jungkook não parecia muito tentado a mudar de ideia ou a soltar o ômega.

– Ah! Então eu... – Jin se virou de Xiumin para Baekhyun, sem saber na verdade o que fazer. – Você pode conversar comigo então, Baek?

E o moreno mais novo não achava essa uma boa ideia. Era claro que o assunto devia ser delicado e importante e ele não era o tipo de pessoa que sabia lidar com situações assim, na verdade sempre dependeu de Xiumin e seu dom de usar as palavras certas e fazer tudo ficar bem. Mas também não poderia deixar Seokjin na mão quando via o quão preocupado, até desesperado ele estava. E algo dizia que tinha a ver com a noite no quarto do imperador.

Os dois caminharam até o quarto quando Baekhyun assentiu com a cabeça, estavam ambos perdidos e sem saber como começar. – Baek? Eu... preciso perguntar uma coisa.

O garoto mais novo assentiu com a cabeça, os olhos um pouquinho arregalados. Ele não era tão curioso quanto Xiumin, mas não podia negar que queria saber sobre o que quer que Jin fosse lhe dizer, ainda mais quando o ômega mais velho estava claramente com o cheiro forte do imperador emanando da pele.

O menino agarrou as mãos de Seokjin, tentando fazer como Xiumin sempre fazia quando queria acalmar alguém.

– Eu acho que fiz... algo muito errado que pode prejudicar o Nam.

Sem poder evitar, Baekhyun deixou sua surpresa se estampar no rosto, e se arrependeu quando viu a aflição de Seokjin por causa disso. O mais novo respirou fundo, com uma vontade imensa de bater na própria cara. – Conte, Jin.

Pressionando os lábios, Seokjin olhou para os lados, como se quisesse ter certeza de que ninguém poderia ouvir, depois se ajeitou na cama de forma desconfortável e voltou a encarar o mais novo. – Anh, eu... Não sei se consigo contar.

E quando as bochechas dele ruborizaram, Baek já tinha ideia do motivo. – Você precisa me dizer se quiser minha ajuda. – sorriu, apertando as mãos de Jin de novo, mas teve certeza que exagerou na força. De fato não servia pra ajudar as pessoas.

– Acho que não tem problema, né? Você... é mais novo que eu, mas deve saber algo. – Soekjin praticamente falava sozinho. O mais novo assentiu com a cabeça. Jin mordeu o lábio antes de continuar: – Eu queria sentir de novo. Queria t-tocar e... Anh... O Namjoon é tão incrível e eu me sinto tão... – Ele sorriu meio bobo, cobrindo o rosto com o braço em seguida. – E ele... Nós fizemos aquela coisa de novo.

Baek se sentiu confuso. Não era bom que acontecesse de novo? Não devia acontecer logo, já que Jin perdeu o bebê? Não poderia haver nada de errado. – Mas isso não é ruim, Jin. Eu tenho certeza que o imperador também queria, só não iria te obrigar caso você não quisesse. Todo mundo pode ver a forma como ele te olha. Você é muito importante pra ele, Jin.

Sorrindo inconscientemente, o mais velho balançou a cabeça com um sorrisinho desconcertado. – Eu sei que ele gosta de mim. – Levantou o olhar para encarar Baek nos olhos e transmitir a certeza que sentia, mesmo que ainda fosse difícil, se esforçaria. – Nam foi tão carinhoso comigo... Mas aconteceu uma coisa.

As sobrancelhas do ômega mais baixo se apertaram. Baek se aproximou sem nem perceber, se sentindo preocupado com o que Seokjin lhe diria. E se algo tivesse feito mal a Jin? E se ele não pudesse mais conceber? Como ficaria o reino? Nem conseguia imaginar como seu amigo se sentiria.

– Nós estávamos no sofá e... Eu senti ele crescer dentro... dentro de mim. – Queimando suas bochechas, a vergonha parecia impossível de conter. Depois de sussurrar a última parte, Jin escondeu o rosto. Baek acariciou suas mãos para tranquiliza-lo, ignorando a vermelhidão nas próprias bochechas. O mais novo só conseguia pensar em gatinhos, flores, comida. Não se atreva a imaginar Seokjin e o imperador, Baek! Gritava para si mesmo mentalmente.

A voz do outro moreno chamou sua atenção de volta. – E eu levei um susto porque alguém bateu na porta! Então tentei levantar do colo dele e acabei nos machucando e...

– Espera! Jin, você estava no colo do imperador. Por cima? – Apesar de se sentir mal por ter dado mais atenção a essa informação, sendo que tentar interromper um nó poderia até matar o ômega, Baek não podia deixar de se espantar.

Uma das primeiras coisas que aprendeu na vida sobre a diferença entre alfas e ômegas foi essa: Os alfas estão sempre por cima. Nos cargos mais altos, eles tomam as decisões, comem a melhor parte da comida, suas roupas também vão ser melhores, e Baek também descobriu um ano antes que eles dominam em todos os casos, principalmente, numa relação sexual que é um demonstrativo de poder, força e virilidade levado muito a sério.

Nunca um ômega poderia estar por cima numa relação dessas, por mais poderoso que fosse. Era impossível. E, além disso tudo, era do ômega do imperador que estavam falando. Ele devia ser a pessoa mais submissa do reino.

– Sim... eu fiquei p-por cima. No colo do Namj...

Shh! Jin, você não pode deixar ninguém saber. – Baek empurrou o outro ômega até o canto, olhando para todos os lados como se tivesse um batalhão sitiando-os. – Ninguém pode saber, tá bom?

O mais velho arregalou os olhos. Seokjin não estava entendendo nada, pois pra ele não havia nada demais naquilo, sua preocupação devia estar em detalhes como o Comandante Jung, que ele ainda não tinha certeza se sabia do bebê que perdeu ou não; devia estar se preocupando por Namjoon ter se atado a ele de novo em vez de escolher outra pessoa; ou com as consequências que teria aquela tentativa de se afastar dele durante o nó. – Mas Baek...

E antes que ele pudesse dizer tudo isso, o mais novo passou a mão pelos cabelos, jogando-os para trás e empurrou seu ombro com um pouco de força contra a parede como se quisesse calá-lo. Jin já podia notar que o mais novo não sabia controlar-se muito bem quando nervoso. – Escuta. Ômegas não podem ficar por cima de alfas, de nenhuma forma, principalmente no sexo, entendeu? – Baekhyun respirou fundo, sorrindo fraco de forma forçada. – Mas eu tenho certeza que nem da minha boca nem da sua isso vai sair, muito menos da do imperador. Ninguém mais sabe, e vai ficar tudo bem.

Um arrepio gelado e incômodo passou pela espinha de Jin. Já eram tantos problemas e agora precisaria lidar com mais um. Provavelmente era esse o segredo que o comandante prometeu que guardaria? Mas será que Jung Hoseok era confiável?

– Ah eu estraguei tudo, Baek. – Ele se controlou de verdade para não começar a chorar. E com isso seu lábio sofreu com os dentes que o prendiam sem querer soltar. – Por causa do meu susto e... nós nos machucamos. Eu vi que machuquei o Nam, mesmo que ele tenha tentado esconder. Ele parecia tão assustado quanto eu e quando a porta abriu não deu tempo...

Dessa vez Jin não sabia como terminar e Baek não teve tempo de interromper. Afinal, o ômega mais novo estava com a boca aberta, completamente atônito. Não conseguia reagir além disso. – Quem, Jin, quem abriu a porta?

O mais velho apertou os olhos, tentando tirar a sensação ruim da dor que percorreu seu corpo naquela hora, e a pior ainda que era ser observado com seu alfa. Ambas que aconteceram nas duas vezes que Namjoon lhe tocou, os fatores que o impediram de se sentir completamente confortável com o próprio alfa. – F-foi o Comandante Jung. Ele... ele me disse que não vai contar para ninguém e naquela hora eu pensei que ele estivesse falando do bebê, eu não sabia que era errado o jeito que eu e o Nam... Ah por que ele não me impediu, Baek!? A culpa é minha, eu que me- me sentei no colo dele e depois... Por que eu sempre estrago tudo? Não vai haver uma única vez que estaremos só nós dois? Um casal... faz aquela coisa muitas vezes, não é?  Eu vou ter que sentir dor todas às vezes, alguém vai estar olhando como todas às vezes...? Não!

– Jin... – O mais novo chamou, puxando o outro ômega quando se sentou no chão. Ele deixou Seokjin se encolher e chorar nos seus braços. – Não é sua culpa. Você não sabia e se o imperador não te impediu era porque ele queria que você escolhesse a forma como se sentiria mais confortável. Eu... não sei o que você quer dizer com alguém assistindo vocês de novo, mas sei como é frustrante quando as pessoas olham pra você e te apontam como o ômega que acha que pode dominar alfas. Eu sei que não foi sua intenção, e vou te proteger. Ninguém vai saber, nem que eu tenha que dar um jeito de arrancar a língua do comandante, entendeu?

Foi assim que Baek conseguiu fazer Jin sorrir. O mais velho ficava imaginando como o pequeno Baekhyun enfrentaria o Comandante Jung, afinal, ele era um alfa poderoso e até dava um pouquinho de medo. Mas depois de ver a outra face de Hoseok, aquele alfa que se transformou totalmente ao ver o filho de novo, Jin disse para si mesmo que poderia se tornar amigo do homem que tentou prendê-lo um dia.

Mas agora não tinha mais certeza. Agora não tinha mais ideia se poderia confiar seus segredos a ele, segredos que o guarda provavelmente já descobrira. Seokjin achou melhor deixar aquilo de lado e quando focou no amigo ao seu lado outra questão veio à sua cabeça. – Como assim você sabe o que é ser um “ômega apontado por tentar dominar alfas”, Baekie?

O moreno respirou fundo. Ele não estava com a menor vontade de falar sobre aquilo agora, e para sua sorte, não chegou a precisar.

– Hey! Volte aqui, senhorita!

Quando ouviu a voz de Hoseok, Jin não conseguiu evitar se encolher. Ele se sentia nas mãos daquele alfa, e praticamente estava mesmo. Seu desejo profundo era só ver Namjoon de novo, sentir os braços dele ao seu redor e... se desculpar pelo erro que os colocava em perigo, mesmo que Jin ainda não pudesse entender o que havia de errado naquilo.

Restou para o mais velho seguir Baek quando este correu de volta ao hall do harém. Lá eles encontraram Dahyun tentando conversar com o guarda que gritara antes e Xiumin já vestido depois do banho, olhando para fora com um pouco de medo enquanto carregava Kook nos braços, o pequeno alfa estava nervoso por ver seu pai daquele jeito. E Nayeon não estava em lugar algum.

– Ela não podia sair daqui! É perigoso lá fora!

– Mas o senhor disse que estava tudo bem! – Dahyun rebateu, tentando impedir que o comandante desaparecesse sem lhes explicar o que estava acontecendo.

Hoseok olhou para o corredor e bufou, se mexendo desconfortavelmente. – Não, não está tudo bem. Os rebeldes estão lá fora, se estivesse tudo bem não haveria motivo para eu estar aqui em vez de ajudar! – Ele pareceu arrependido de gritar com a ômega quando passou a mão no próprio rosto. – Eu não posso deixar ela vagar pelo castelo.

– Então vá atrás dela! – Xiumin foi quem disse, se aproximando também de Dahyun e do Comandante Jung.

O guarda olhou para o próprio filho e depois para o pequeno ômega que o carregava. Eram tantas informações passando em sua cabeça que ele sentia que poderia acabar fazendo mal àqueles ômegas caso começasse a gritar no tom alfa ou quando sua tensão passasse para eles. – Nós vamos ficar bem, Senhor Jung. Busque a Nayeon antes que ela vá longe, por favor.

E Hoseok só aceitou isso quando viu seu filhinho concordar com a cabeça quando Xiumin terminou de falar. A forma como o menino gostava daquele ômega fazia seu coração doer. Apesar de Minseok ser o completo oposto do seu omma, Yoongi, Kookie via a mesma figura no loirinho, era exatamente a mesma forma que agia com o pai biológico que falecera.

Jung tinha vontade de chorar, mas ele não se permitiu fazer isso. Já tinha chorado o suficiente para a vida toda no dia que Yoongi morreu e não era uma situação simples como essa que faria um alfa chorar.

– Se comporte, Jungkook. Eu vou voltar logo e não adianta tentar esconder de mim, vou perguntar para o Minseok sobre todas as bagunças que você fez, hm?

Sorrindo de um jeito sapeca, o menino escondeu o rosto no pescoço de Xiumin e o abraçou de lado, ainda encarando o pai pelo canto do olho. Hoseok sorriu para ele, se curvando para o ômega loirinho em seguia, e depois deixou seus olhos avistarem os outros dois garotos na sala. – Senhor? – Ele chamou, e achou engraçado quando Seokjin olhou em volta como se procurasse por quem ele chamava.

– Comandante Jung. – O mais velho dos ômegas finalmente se aproximou, se curvando e permanecendo com o olhar focado nos sapatos de Hoseok. O alfa entendia, afinal tinha envergonhado Seokjin o suficiente aquela manhã com a interrupção para que o ômega não quisesse mais olhá-lo na vida.

– Vossa majestade me mandou te entregar isso. – O alfa estendeu a mão e em sua palma havia um anel fino e dourado. Jin sentiu suas bochechas corarem como se fosse o próprio Namjoon que estava lhe entregando a joia brilhante, ele quase podia ver o sorriso do imperador ao lhe estendê-la. Suas mãos tremiam um pouco quando alcançou a peça e os olhares admirados de todos sobre si o incomodavam um pouco. – Anéis representam compromisso, é uma promessa de que ele vai voltar. – Jung ditou as mesmas palavras que lhe foram ditas, mas Seokjin continuava vidrado, observando seu reflexo na pedra pequena e azulada do anel delicado.

– Ahn... Eu não acredito...

Sem dizer mais nada, Hoseok apenas deu dois passos para trás, sorrindo abertamente para Xiumin antes de fechar a porta, deixando o ômega encantado.

– Papai tem um focinho de coração. – Kook comentou, dando uma risadinha quando Xiumin franziu a testa para ele e acabou rindo também.

– Focinho de coração?

O garotinho riu de novo, sapeca como da outra vez. – É. Não é um coração? Appa Gi dizia isso.

E aquilo Xiumin nunca poderia negar. Quando ele encarou Jungkook de novo, apesar do garoto ser uma pequena cópia da pele clara e os cabelos negros de Yoongi, ele conseguiu ver o brilho nos olhos do garoto quando ele sorriu. Era o mesmo brilho que havia em Hoseok. – Sim, Kookie, é um lindo coração.

...

O Jung se surpreendeu quando aquela ômega o guiou exatamente para o epicentro da pequena batalha. O alfa tinha conseguido alcançá-la antes que a moça deixasse o castelo, mas estava curioso para saber onde ela iria. Hoseok pensou que tinha tudo sobre controle, mas só percebeu que estava cometendo um erro em deixá-la ir quando a perdeu por espaços pequenos que eram facilmente atravessados pelo corpo magrinho, quando ele precisava dar grandes voltas para acompanhar.

E se assustou mais ainda quando a dita Nayeon atravessou lugares perigosos, lutas entre alfas, montes de corpos que talvez estivessem ali por motivos além da batalha com os rebeldes do norte. Se espantou quando ela passou muito próximo de onde o imperador estava lutando, tão concentradamente que nem reconheceu a ômega ao seu lado. O comandante ainda achou incrível a forma como Namjoon conseguia abater todos os rebeldes que se aproximassem, sem matá-los ou machucá-los gravemente. A pequena revolta já estava sob controle, não causaria nada grave, era o que ele e o irmão esperavam.

Aquele imperador era um homem realmente arrependido que faria de tudo pelo seu povo, até por aqueles que estavam tentando tirá-lo do poder. Era uma pena que as pessoas não pudessem ver o quão bom ele era. E talvez a culpa disso fosse do próprio imperador e seu medo de aparecer em público e acabar acontecendo o mesmo que da última vez.

Voltando sua atenção a Nayeon, Hoseok permaneceu seguindo a garota de perto, e nem sabia como ela ainda não notara, certamente era por já estar ocupada com todas as ameaças ao seu redor. E depois de tudo que viu Nayeon passar para chegar até ali sozinha, não se assustou muito quando a viu entrando facilmente na pequena fortaleza dos nortenhos e saindo de lá com um beta logo depois.

E só para não sair da rotina, a menina conseguiu surpreendê-lo de novo quando arrastou o beta de volta pelo mesmo caminho até o castelo, se desviando da entrada principal para encontrar um buraco sob a muralha do palácio que parecia ter sido feito há pouco tempo. Os dois conseguiram passar com facilidade, mas Hoseok bufou por saber que não seria assim tão simples para ele se tentasse.

Dando a volta para entrar pelo portão principal, ele ignorou os chamados dos seus guardas que estavam à postos na porta. Aqueles dois podiam ter impedido a menina de sair e assim facilitado o trabalho que Jung se deu ao resolver segui-la. E quando alcançou o jardim foi pela entrada subterrânea que ele viu o casal entrando. Colocando numa lista mental as coisas que precisaria conversar com o imperador, ele adicionou em primeiro lugar a necessidade de fechar aquela passagem para que ninguém mais pudesse sair ou entrar por ali.

Logicamente, os ômegas do lado de dentro, ao ouvirem a voz da menina, abriram a porta que o comandante tinha certeza de ter fechado com seus homens e a ameaça estava já dentro do harém. Era incrível como aquele lugar atraía essas coisas. Jung ainda conseguia se lembrar da última vez que viu aquele cômodo cheio de gente, foi quando o pai de Namjoon foi coroado rei e precisava de um ômega. Sua história com a beta que dera à luz o novo imperador não era romântica como a de Namjoon e Seokjin, afinal o antigo imperador também estava apaixonado por um dos ômegas sequestrados que foi parar no castelo, mas ao contrário do filho, não lutou por ele.

Aquele ômega por quem o Imperador Kim Donghyuk se apaixonou era um garoto difícil de lidar, rebelde, impulsivo, o único que tinha coragem de enfrentar o imperador -naquela época, apenas da Coreia do Sul- e também muito belo. Era o omma de Hoseok. O alfa sempre soube que seu appa era o imperador, sabia que seu omma sofreu muito quando Kim Donghyuk foi obrigado a se casar com a filha beta do Imperador do Norte, como uma tentativa de juntar os dois países que deu muito errado no final. Jung tinha crescido naquele harém e quando a guerra começou, era lá que os inimigos atacaram até o imperador ter se casado com um alvo muito mais difícil e protegido que era a princesa do Norte.

Hoseok também sabia que, como primogênito legítimo de Donghyuk, o trono era dele. Jung tinha orgulho do sobrenome da família de seu omma e jamais se sujaria com o sobrenome do alfa que o abandonou e era responsável pelo sofrimento da única pessoa que tinha. Nunca se importou com a injustiça e nem tramou nada contra seu meio irmão por causa da promessa que fez para Jung Jiwon, seu omma, quando ele morreu. Mas depois de ver Namjoon receber tudo do bom e do melhor enquanto o reino caía, e o castelo onde cresceu se tornava vazio conforme todas as pessoas que conhecia morriam, ele deixou um sentimento corrosivo crescer em seu peito, era só um adolescente órfão e completamente sozinho, que nunca recebeu atenção do pai e viu toda sua família morrer.

Estaria mentindo se não admitisse o egoísmo que o fazia colocar toda a culpa sobre Namjoon, que era uma vítima tanto quanto ele nessa história. Sentia raiva de seu meio irmão por ter conseguido o que o pai não conseguiu, sentia raiva de Namjoon por ele ter Seokjin quando Donghyuk não pôde ter Jiwon, sentiu inveja do imperador quando o viu se atando ao seu ômega naquela manhã, sabendo que nunca mais poderia fazer o mesmo com Yoongi, pois ele estava morto. Quase desejava que algo os separasse, e quando começou a acreditar que era justo que Seokjin não pudesse dar filhotes ao imperador, Hoseok interrompeu seus pensamentos bruscamente, de fúria.

Talvez esses sentimentos desordeiros fossem os responsáveis pelo momento que o comandante estourou. Ele precisaria fazer uma lista se quisesse explicar tudo que o irritava naquele momento. O exagero de força que usou para acertar a cabeça do beta invasor podia provar esse descontrole e quando todos os ômegas deram um passo para trás, não foi a primeira vez que via as pessoas fugirem com expressões um tanto amedrontadas.

Jinyoung! – A voz de Nayeon trouxe o alfa de volta, e Hoseok só conseguiu adicionar a ômega à lista de coisas que lhe irritavam naquele momento – Não! Não! Para, por favor!

Quando se deu conta, o comandante estava prestes a acertar o beta desmaiado outra vez. Ele não pararia até matá-lo, sabia disso, mas o que o impediu foi o pequeno alfa que corria em sua direção. – Papai! Xiumin, olha, meu appa voltou!

E os gritos inocentes do garoto que não tinha noção do que estava prestes a acontecer fizeram a realidade voltar a governar os sentidos de Hoseok, e seu primeiro sentimento foi a culpa. Depois a fúria novamente. Fúria quando reconheceu os traços de Yoongi em seu filho, fúria por vê-lo tratando aquele ômega ao seu lado como se fosse seu omma. Ninguém podia subistituir Yoongi. Esse sentimento ainda não o abandonou quando Minseok impediu que Jungkook se aproximasse.

– Não, Senhor Jung, não mate meu namorado, por favor! – Nayeon continuava debruçada sobre o rapaz desmaiado. A vontade de Hoseok era mesmo de matar o beta, pois não era justo que aqueles casais fossem felizes na sua frente depois do que perdeu.

Appa?

E encarando seu filho novamente, o alfa só sentiu sua fúria evoluir. Seus olhos percorreram os jovens ao seu redor e ele se sentiu mal por desejar algo ruim a alguém tão bom quanto Seokjin, que estava naquele momento ajoelhado ao lado de seu menino, cuidando dele e tentando distrair Kook do que o pai estava prestes a fazer. Se sentia sujo por desejar o mal a um ômega que poderia acabar com a mesma história de seu omma, por desejar o mal a uma criança que nem sobrevivera e se conseguisse esse feito correria o risco de acabar amargurada como ele. A mesma história repetindo.

Antes que pudesse fazer algo de que se arrependeria depois, Jung agarrou o beta no chão pelas roupas e o carregou sem jeito nenhum, usando a força da adrenalina que fazia o sangue entrar em ebulição dentro de suas veias. Nayeon continuou gritando o nome dele, mas não era louca de tentar interromper o comandante de levar Jinyoung embora.

Já Kook não parecia se importar com o ódio que era visível nos olhos do alfa. – Papai! Vamos brincar de coelhinho e coração? Eu vou começar! – E em seguida o menino sorriu, mostrando os dentinhos avantajados e correndo na direção do pai.

Então Hoseok o ignorou e deixou o filho para trás no harém onde cresceu e viu sua vida ser destruída.

 


Notas Finais


Oláaaa pessoaaaaas!
Esse foi um capítulo praticamente narrado pelo Hoseok, eu só queria colocar o ponto de vista dele também e... é porque ele é meu bolinho <3 meu marido <3 meu anjo <3 deem amor à Jung Hoseok, ele merece tudo que o mundo pode oferecer de bom pra uma pessoa! E seu personagem aqui na minha fic tem uma história tão triste, como deu pra notar, o omma dele era o ômega do imperador, ele é filho do imperador e meio irmão do Namjoon, mas é praticamente um bastardo porque seus pais foram separados e ele nasceu antes que os dois pudessem casar, o imperador teve que casar com a princesa do norte, que era a mãe do Namjoon. É triste, mas os melhores personagens tem as histórias mais tristes :´(

112 favoritos! I can't believe! (Olha eu bilingue)
Muito obrigada por todo esse carinho de vocês nos comentários, por terem clicado no coraçãozinho dos favoritos, esse é o caminho mais curto para o meu coraçãozinho também <3
Muitos beijos com nutella! <3


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