História Ômega Free - Capítulo 27


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Fluffy, Hoseok, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kookmin, Lemon, Namjoon, Romance, Seokjin, Suga, Taehyung, Yoongi
Visualizações 3.814
Palavras 2.697
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi bb's! Leiam as notas finais, tem surpresa para vocês!😘

Capítulo 27 - O frango frito


Aquela noite foi estranha. A escolha de Jimin de não discutir mais com Jeon Jungkook parecia estar funcionando. Jimin tentava ser tão formal quanto no trabalho - Exceto pelo fato que, dentro do apartamento, chamava o alfa pelo primeiro nome. - e Jungkook, por sua vez, sentia-se relaxado. Era bom não discutir com o baixinho, como sempre. A noite foi tranquila e, na verdade, ambos quase não se falaram. Jimin lavou a louça, já que Jungkook foi quem fez a janta - A comida do alfa era mesmo boa e, ele nunca admitiria, o ômega preferia quando este cozinhava. - e então o baixinho foi até seu quarto, começar a se preparar para a festa, esta que seria dali a dois dias, enquanto Jungkook focou-se em verificar uma última vez seu e-mail. O trabalho de CEO não era nada fácil e sempre exigia muito de si, então, vez ou outra, ele acabava levando trabalho para casa.


Na manhã seguinte, novamente, o clima entre os dois estava… Normal. O que era estranho. Ambos estavam surpresos - E satisfeitos. - com o fato de que não haviam brigado até o momento, nem dentro do apartamento, nem no carro, nem no trabalho, nem em momento algum. Ainda não se gostavam - Não mesmo! - não eram amigos nem nada próximo a isso, mas começavam a se suportar e buscavam por pontos positivos naquela bagunça. Jimin apreciar a comida do alfa, era mesmo muito boa, e gostava mais ainda de tudo o que estava aprendendo com seu emprego na JJK Cosmetics; já Jungkook começava a perceber que seu assistente não era tão ruim quanto o que esperava, ainda mantinha um pé atrás com o loiro, mas começava a pensar na possibilidade de Jimin ser algo bom para a empresa. Talvez eles fossem… Colegas? É, isso parecia bom.


O grande dia chegou e Jimin estava visivelmente nervoso enquanto vestia o paletó azul em frente ao espelho da sala. Havia acabado de lavar a louça e se sentia desperto o bastante para correr uma maratona. Algo o dizia que aquele dia seria ótimo.

-Parece nervoso. - Falou Jungkook, pegando seu laptop, o qual havia levado para apartamento no dia anterior para trabalhar um pouco mais durante a noite, e o colocando dentro da bolsa preta. - É por causa da Wang Sohye? - Perguntou. Jungkook e Jimin não estavam se falando muito, já que queriam manter aquela paz estranha que passou a os envolver e uma conversa poderia estragar tudo, mas o alfa sentiu a necessidade de falar algo naquele momento, não se sentia bem ficando em silêncio por muito tempo quando havia outra pessoa consigo e ele não estava ocupado com algo que o distraísse a ponto de esquecer a companhia.


Jimin enrijeceu o maxilar. Sim, era por causa dela. Wang Sohye. Havia pesquisado um pouco sobre a mulher em seu pouco tempo livre e não demorou para chegar a conclusão de que aquela alfa era uma rainha dos cosméticos e ir a uma festa de inauguração de uma nova coleção da mesma o fazia tremer na base. Veja bem, a maioria das pessoa surta quando vai a um show de seu artista favorito, ou quando é escolhida para ser madrinha ou padrinho de casamento de alguém que considera muito, mas Jimin é o tipo de pessoa que surta ao descobrir que vai a uma festa de inauguração de cosméticos de uma mulher incrível como Wang Sohye.

-Estou bem. - Mentiu, não estava nada bem, poderia explodir em pura energia a qualquer momento e criar um novo big bang. - Só estou com sede. - E foi até a cozinha em busca de um copo de água. Precisava se acalmar.


Ambos deixaram o apartamento, sem trocar mais palavras, e foram direto para a garagem, em direção ao carro de Jungkook. O lúpus dirigiu até a empresa ouvindo apenas a música baixinha que tocava tomar o ambiente. A voz de Adele tomava o carro em alguma rádio americana qualquer que o agradava, era uma música um tanto velha, mas ele gostava.


Foi quando teve que parar no sinal vermelho que ouviu a voz baixinha de Jimin surgir.

-I set fire… To the rain… - O baixinho encarava o exterior da janela, a cabeça se movendo suavemente e apoiada sobre uma das mãos pequenas, o cotovelo apoiado no carro. Parecia completamente perdido em sua própria mente.


-Watched it pour as I touched your face… - Jungkook completou a música, sorrindo pequeno, encarando o loirinho.


E o Park o ignorou por completo, apenas continuando a cantar e encarar o vidro do carro.
-Well, it burned while I cried 'Cause I heard it screaming out your name, your name


Foi questão de segundos para que a voz de Jungkook moldasse a próxima frase da música, um sorriso de coelho brotando em sua face, e a de Jimin aumentasse levemente, se tornando um pouco mais alta e o lúpus o seguiu naquilo. Não sabiam como, não havia explicação, mas foi menos de um minuto para que ambos estivessem gritando a música e sorrindo largo feito dois idiotas. Não se encaravam, tinham vergonha, mas o sentimento positivo que os envolveu foi incrivelmente novo para ambos, nunca haviam estado tão bem na companhia um do outro, ainda que não conseguissem se encarar nos olhos. A música se seguiu, animada, crescente, as vozes se tornaram gritos e ambos passaram a se mexer e dançar nos bancos quando perceberam que não conseguiam gritar a música mais alto do que já o faziam. Jimin mexia sua cabeça de uma lado para o outro e seus fios loiros desalinhavam com o movimento, um eye smile enfeitando a face bela, Jungkook saltava no banco e sorria largo com os dentes de coelhinho aparecendo, as mãos presas ao volante tinham os dedos batucando o mesmo, mas aquilo tudo logo acabou, bastou a música chegar ao fim. As propagandas tomaram a rádio, a energia se dissipar tão repentinamente quanto o som de un tiro, os corpos estacionaram, as vozes de ambos sumiram e a seriedade tornou a dominar suas faces que se avermelharam pela vergonha. Fingiram que nada havia acontecido e não se encararam até a chegada na empresa, não tinham coragem o bastante para sequer respirar alto o bastante ao ponto de que o outro ouvisse.


Adentraram o elevador em silêncio, sequer se encararam tamanha era a vergonha e o orgulho, e então o dia de trabalho começou.


A festa seria às oito e, conhecendo Jungkook, Jimin sabia que deveriam chegar ao local, no minimo do minimo, meia hora antes, então precisava terminar todo o seu trabalho até lá. Havia muita coisa para fazer, muita coisa mesmo, e sabia que não conseguiria atingir seu objetivo, mas tentaria o seu melhor.


Claro que se perdeu no trabalho e, quando viu o relógio do computador, já era meio dia e meia, o que fez o loiro arregalar os olhos e sair em disparada para fora da empresa. Precisava ir buscar o almoço de seu chefe logo, ou Jungkook arrancaria seu fígado e venderia para o tráfico de orgãos.

-Merda… Merda… Merda… - Sussurrou inúmeras vezes assim que adentrou o elevador e teve a certeza de que Jungkook não poderia o ouvir. - Ele vai me matar… - Os per estavam inquietos e passavam o peso do corpo de um para o outro, numa dança nervosa. As portas de metal se abriram, liberando a passagem do ômega, o que o fez correr em disparada para fora do ambiente apertado.


Haviam duas opções. Ou ele ia até o restaurante que sabia que Jungkook gostava, que sempre tinha uma fila gigantesca, ou ia até aquele fast food de frango frito da esquina. Não pensou duas vezes, Jungkook que o perdoasse depois, ele já estava atrasado.


Acelerou até o fast food, o sol do meio-dia atingindo os cabelos dourados, e se colocou na fila. Querendo ou não, todo lugar era lotado em horário de almoço e Jimin tinha certeza que ficaria, pelo menos, uns dez minutos parado ali até ser atendido, e mais dez esperando seu pedido ficar pronto, se não mais. Bem, melhor do que esperar uma hora inteira no restaurante que seu chefe gostava.

-Am… Me vê aquele balde de frango… Aquele com barbecue.


-Sim senhor. - O atendente de expressão vazia e tediosa digitou algo na pequena tela de computador que ali havia. - Mais alguma coisa? - Perguntou, sem desviar os olhos da tela acesa.


-Am… Tem suco? - Jungkook sempre pedia suco natural no restaurante, então procuraria algo próximo a isso.


-De morango e melão, senhor.


-Natural?


-Não.


Jimin travou durante alguns segundos.

-Am… Morango então. - Que Jungkook não percebesse que não era natural, amém.


Recebeu sua senha após efetuar o pagamento e sentou-se numa cadeira ali perto, a espera do pedido. Cinco minutos inteiros se passaram até que o loiro sentisse o celular vibrar no bolso da roupa. Franziu as sobrancelhas antes de pegar o aparelho e ver que havia recebido uma nova mensagem. Jimin não era acostumado a receber mensagens ou ligações, poucas pessoas tinham seu número, normalmente Jin era quem o presenteou com esse tipo de coisa, mas não daquela vez.


Tarado:

“Park Jimin, onde está o meu almoço?”


“Está atrasado.”



Jimin mordeu o lábio inferior em nervosismo antes de bufar em irritação. Sério que estava atrasado? Nem havia percebido. - Reparem na ironia.


Soltou um riso cheio de deboche antes de digitar a resposta, irritado, tão irritado que seus dedos se contraíram e arderam enquanto apertava as teclas.


“Estou a espera do seu almoço.”


E ele tinha certeza de que não receberia mais mensagens, por isso guardou o aparelho no bolso. Jungkook não era de usar muito o celular consigo, por isso estranhou quando o aparelho tremeu dentro da roupa novamente. Bufou alto, já sabendo quem era, e pegou o aparelho.


Tarado:

“Estou com fome.”


Ah, como queria poder mandá-lo à merda por ser tão irritante, mas não deixaria aquilo quieto. Não podia desrespeitá-lo, mas nada o impedia de ser tão idiota quanto o lúpus.


“Quer que eu fale isso para o cozinheiro e peça para ele ir mais rápido porque o senhor está com fome?”


E, desta vez, ele encarou o celular por um minuto inteiro, para ter certeza de que a discussão havia acabado, sorrindo maldosamente.


Nenhuma resposta. Ótimo. Ele era o vitorioso.


Sorriu bonitamente e guardou o celular no bolso bem a tempo de sua senha ser chamada. A comida estava pronta.




Park Jimin correu pelas agitadas ruas de Seul, debaixo do sol forte, cansado, com um balde de frango debaixo dos braços e o copo tampado de suco de morango não natural em mãos. Ofegava fortemente e já começava a suar. Estava muito atrasado, já havia se passado de uma hora da tarde!


Correu como um louco, atropelando todos a sua frente e perdendo uma asinha de frango ou outra no caminho, até chegar ao prédio da empresa. Assim que adentrou o lugar o porteiro o encarou assustado. De fato, não é todos os dias que vemos alguém entrar, neste tipo de lugar, completamente descabelado, suado, ofegante e com uma balde de frango frito e um copo enorme de suco em mãos. Jimin tentou ignorar a atenção que recebeu e foi até o elevador, se esforçando para recuperar o fôlego.





Assim que as portas de metal se abriram em seu andar, seu corpo travou durante alguns segundos. Jungkook iria o matar, o lúpus odiava atrasos.


Jimin prendeu a respiração a caminhou até a sala do alfa, sem se preocupar muito com a sua aparência. Quanto antes aquilo acabasse, melhor. Entraria naquela sala, daria a comida a Jungkook e iria embora, o que poderia dar errado?


Bateu na porta duas vezes, com certa dificuldade já que as mãos miúdas estavam ocupadas, e as batidas foram fracas, tudo culpa de seu nervosismo.

-Entre. - A voz do lúpus o autorizou e ele adentrou a sala de cabeça baixa, novamente com dificuldades.


O Park sequer falou uma única palavra, apenas acelerou os passos em direção a mesa do moreno e deixou ali o balde de frango e o copo plástico de suco, logo virando-se para sumir o mais rápido possível.

-Espere. - E Jimin estacionou imediatamente, ainda de costas para Jungkook. - Frango? - A pergunta surgiu com certa indignação.


Jimin engoliu em seco e confirmou com a cabeça, sentindo o corpo travado começar a tremer. Não tinha medo de Jungkook, mas não era nada legal levar esporro do chefe, muito menos quando se está a tão pouco tempo no trabalho, menos ainda quase sabe que o chefe não o contratou por livre e espontânea vontade, mas sim por uma “filha da putagem” que aprontou para conseguir o emprego.

-Eu acabei me perdendo no trabalho e perdi a hora… Então… - E respirou fundo. - Seu restaurante sempre tem uma fila enorme e eu não queria me atrasar mais ainda, perdão senhor Jeon. - Desculpou-se.


Um curto silêncio tomou conta da sala e Jimin teve certeza de que levaria um puta esporro, um daqueles dignos de filmes de drama. Bem, provavelmente não seria demitido, por causa da Lee Cosmetics, mas sabe-se lá o que se passava na cabeça louca daquele lúpus idiota.

-Vire-se. - A voz grave ordenou, assustadoramente suave, e Jimin prendeu a respiração antes de girar nos calcanhares e, finalmente, encarar seu chefe. Jeon Jungkook se encontrava impassível, a cabeça apoiada em uma das mãos, o cotovelo sobre a mesa cheia de papéis, os cabelos escuros caindo sobre a testa e o corpo ereto e imponente. - Eu não gosto de atrasos. - Falou ele.


-Sei disso, senhor. - Respondeu, mantendo a voz firme.


-E não é a primeira vez.


-Sim, senhor.


Jungkook deixou uma expressão pensativa tomar seu rosto e tombou a cabeça, levemente, para a sua direita, analisando as possibilidades. Mais uma vez, o silencio tomou a sala durante algum tempo e Jimin apenas sentia seu nervosismo crescer. Jeon Jungkook filho de uma puta, se queria o castigar de alguna forma que falasse de uma vez e não o deixasse ali, plantado, com o coração na mão! Jungkook tomou ar para falar e o Park quase arregalou enormemente os olhos em expectativa.

-Caso isso aconteça uma terceira vez, serei forçado a puni-lo. - Jungkook era uma chefe duro e, sim, ele punia seus funcionários com horas extras e coisas do tipo.


Jimin confirmou com a cabeça e baixou o olhar, entristecido. Ele realmente odiava não ser um bom funcionário, por isso sempre dava o seu melhor, fazia tudo o que podia para ser a melhor versão de si mesmo e, sempre que falhava, se decepcionava.

-Sim, senhor. - Respondeu, um tanto perdido em sua tristeza.


-E sua aparência está horrível, vá até o banheiro se arrumar.


-Sim, senhor.


-Está liberado.


Jimin sequer respondeu, apenas se retirou da sala a passos rápidos e caminhou em direção ao banheiro, ainda tinha muito trabalho a ser feito, precisava ser rápido.


Adentrou o banheiro e analisou sua imagem no reflexo do espelho. Estava péssimo mesmo. Os cabelos desalinhados, o suor brilhando por cima da pele maquiada, os lábios levemente ressecados e o lápis de olho começando a derreter. Bufou alto antes de começar seus retoques. Devia ter passado coisas a prova de água, a única parte cem por cento inteira daquela maquiagem era a pele, e ainda teve que retocar o blush…



XXXXXXXX



Em seu escritório, Jungkook atacava o balde de frango com uma careta nada boa estampada na face bela. Aquele frango estava horrível, duro e pingando gordura, e ainda tinha o fato de que o suco não era natural. - Será que Jimin pensou que ele não perceberia aquilo? Oh, por favor! - Devia estar mesmo com muita fome para aceitar comer aquilo…

-Esse ômega… - Resmungou ao que engoliu outro pedaço do frango banhado em gordura reutilizada. - Sinceramente… Olha onde fui me meter. - Tornou a resmungar enquanto devorava o almoço, ainda fazendo careta a cada nova mordida. - Eu sabia que era questão de tempo até ele falhar, esta ai agora, um funcionário que só sabe se atrasar. - E tornou a comer aquela porcaria gordurosa. - Aish, pelo menos consegue fazer o trabalho e acompanhar o ritmo da empresa, a maioria nem isso faz. - Pensou positivo, mas mais um gole do suco de morango o fez xingar o funcionário loiro em sua mente um trilhão de vezes, se esquecendo daquela vantagem. Que porcaria haviam colocado naquele suco para ter um gosto tão ruim? - O que eu fiz para merecer isso? - Perguntou-se, lamentando.


Notas Finais


Meus anjinhos, tia Yura sabe que não atualizou semana passada, por isso vai ter att dupla hoje, EEEEEEEEEE! O próximo cap sai ainda hoje, só que mais tarde porque falta betar.


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