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História Ômega vs Alfas. - Capítulo 9


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Notas do Autor


Boa leitura nenês ❤️

Capítulo 9 - Iremos devolver, mas na mesma moeda.


Fanfic / Fanfiction Ômega vs Alfas. - Capítulo 9 - Iremos devolver, mas na mesma moeda.

Durante a aula de educação física Rafael e Gabriel passaram a pensar mais a respeito do sumiço repentino de Felipe — coisa que não agradou muito o professor Lucas Feuerschütte já que ambos não ficaram nem um pouco concentrados em seus ensinamentos. O resto do dia se passou assim, com os alfas até mesmo mais "próximos" pelo fato de acabarem conversando bastante sobre o ômega.


Ao final da aula Rafael seguiu o caminho que sempre tomava para ir até sua casa ouvindo uma música tranquila enquanto a cantarolava baixinho. Logo que chegou ao lugar desejado não tardou a mandar mais mensagens ao amigo, novamente se surpreendendo ao ver que nem mesmo as mensagens anteriores o ômega havia recebido.


Há algumas quadras dali Gabriel andava em direção a casa do melhor amigo, decidindo apenas passar lá para conferir se estava tudo certo já que além dos dois serem bem próximos também moravam na mesma rua. Ao chegar na casa do mais velho o alfa tentou bater diversas vezes na porta, contudo não houve nenhum sinal por parte de Felps.


Por impulso Franco tentou abrir a porta, ato que conseguiu facilmente já que ela não estava trancada nem nada. O rapaz se pôs a questionar aquilo por breves instantes, já tirando suas próprias conclusões sem nem ter que ficar muito tempo pensando.


Franco entrou na casa e olhou tudo em volta, estranhando o completo silêncio que o lugar se encontrava. O ômega podia ser diversas coisas, mas com certeza descuidado ele não era — então Gabriel já havia excluído de sua cabeça a hipótese de Felps ter saído e ter esquecido a porta aberta.


O maior começou a andar de cômodo em cômodo, chamando pelo nome do melhor amigo várias vezes. Gabriel sentia que algo estava errado, só não sabia dizer exatamente o que era naquele momento. Decidiu então procurar no próprio quarto do amigo, se assustando quando abriu a porta.


— Felps?! — o alfa o chamou praticamente gritando, também correndo até ele e se abaixando ao seu lado. O garoto estava caído ao chão, com as costas apoiadas na parede fria do quarto. Seu corpo -- e algumas partes do rosto -- estavam machucados e sua expressão era vazia e dolorida, como se a qualquer momento ele pudesse desmaiar — Ei! Que porra aconteceu com você?!


Por mais que o tom do amigo demonstrasse desespero o ômega nem sequer se mexeu, continuando com seu olhar vazio e virado para o chão do quarto. Franco segurou o rosto do mais velho e o virou em direção ao seu próprio, totalmente preocupado com a situação em que ele se encontrava.


— Por favor Felps, fala comigo... — Gabriel sentia sua respiração desregulada, coisa que não ajudava nem um pouco. Qualquer coisinha mínima podia ser um gatilho para uma crise de ansiedade, mas o alfa não teria algo assim ali, não naquele momento.


— O Tom… E-ele tentou de novo. — a voz do cacheado saiu trêmula e baixa, fazendo o mais novo se assustar assim que o ômega terminou de falar — As coisas que ele disse foram tão horríveis Gabe…


Felipe não esperou um segundo mais para pular nos braços do melhor amigo e enterrar a cabeça em seu ombro, se permitindo chorar outra vez naquele dia. Gabriel o abraçou com força, sentindo uma mistura de raiva e culpa tomar conta de seu corpo aos pouquinhos. A raiva era pelas coisas que Tom havia feito a Felipe, já a culpa que era pelo fato de não ter conseguido protegê-lo como havia prometido — mas aquilo não ía ficar daquela forma, definitivamente não ía.


(...)


Rafael bebia seu café forte tranquilamente quando decidiu olhar um pouco as notificações de seu celular. Assim que desbloqueou a tela do aparelho percebeu que haviam várias mensagens de Franco — o que particularmente achou estranho já que ambos conversavam apenas na escola.


Logo que o alfa terminou de ler todas elas quase cuspiu todo o café que estava tomando, largando a caneca no primeiro lugar que viu e saindo de casa com pressa. Foi um bom tempo caminhando — ou melhor, correndo — até chegar na casa de Felipe, mas Lange não se importava. Só queria vê-lo o mais rápido possível.


Então assim que chegou não hesitou em bater na porta da casa diversas vezes, sendo atendido por Gabriel com prontidão.


— Cadê o Felps?! Como ele tá? — Cellbit olhou para todos os lados de forma preocupada enquanto ia andando pela sala do ômega, coisa que só fez com que todos os presentes no local o olhassem com atenção.


— Ou, ou, ou, se acalma! O Felps não quer ver ninguém agora. — Gabriel falou enquanto se colocava a frente do menor — Ele não precisa de mais uma pessoa fazendo ele se sentir pior, tá legal?


Lange estava prestes a respondê-lo quando outra voz se fez presente dentro do cômodo, chamando a atenção dos dois na direção dela.


— Vai por mim cara, é melhor deixar ele sozinho agora. — Guaxinim disse e sorriu sem humor, dando de ombros para Rafael.


— A gente até tentou falar com ele, mas o único que ele quis conversar foi o Gabriel… E olha que ele quase não disse nada. — Pk direcionou seu olhar ao chão com uma expressão decepcionada — Eu não culpo o Felps, também não ia querer ver ninguém se aquilo acontecesse comigo.


O loiro rapidamente aceitou a ideia de deixar o ômega quietinho no canto dele. Ele poderia estar preocupado, mas definitivamente não queria incomodá-lo com nada — pelo menos não naquele momento.


— Aliás, até agora nenhum dos três me contou que aconteceu de verdade, o Gabriel só disse que tinha sido uma coisa ruim. — e assim que Rafael terminou de falar todos se entreolharam, pensativos a respeito de como iriam começar a falar sobre tudo.


(...)


Cellbit andava de um lado para o outro com uma das mãos na boca, totalmente desacreditado. Pk e Guaxinim continuavam sentados no sofá sem dizer nada e Gabriel estava apoiado em uma das paredes da sala de braços cruzados e uma expressão séria no rosto. Desde que os três tinham terminado de contar toda a história o clima ali dentro estava pesado e silêncioso, como se qualquer coisa dita fosse um gatinho para uma gigantesca explosão.


— Tá caralho! E o que a gente faz a respeito disso? — Rafael parou de andar, olhando para os demais presentes — Nenhum de vocês cogitou a hipótese de chamar a porra da polícia?!


— Você realmente acha que a gente não tentou Cellbit?! Mas além do Felps praticamente implorar para não chamar seria a palavra do Tom contra a nossa. — Gabriel que agora estava cara a cara com Lange falou de forma séria — E pode ter certeza que a nossa não ia valer bosta nenhuma.


— Como assim não ia valer bosta nenhuma? Vocês sequer tentaram caralho? — o alfa menor direcionou seu olhar indignado para os outros dois no sofá, contudo antes que pudessem tentar falar qualquer coisa Franco os interrompeu.


— Você acha mesmo que sem nenhum vídeo ou sem nenhuma foto a polícia ía acreditar? Além dos machucados do Felps a gente não tem nenhuma prova... Se toca idiota! A gente tá na porra do Brasil. — o maior suspirou e baixou seu olhar, parecendo realmente abalado com as próprias palavras que dizia — Milhares de ômegas chegam a morrer por alfas como o Tom e ninguém faz nada. E sabe por que? Porque os alfas vão sempre ser superiores aos ômegas e nada pode mudar isso…


Por algum tempo Cellbit até pensou em tentar dizer alguma coisa, porém parecia que todas as palavras do mundo estavam fugindo de sua boca naquele momento. Suspirou e cogitou na ideia de desistir, contudo é de Rafael Lange que estamos falando aqui — e Rafael Lange nunca admite uma derrota.


— Você tem toda a razão Gabriel, nessa merda de país ninguém faz nada que preste. — o alfa encarou o maior nos olhos e sorriu de forma ousada — Mas se o Tom tem direito de fazer o que fez com o Felps então nós também temos direito de devolver na mesma moeda.


"Tenha sempre força para não desistir e coragem para persistir quando necessário" - autor desconhecido.


Notas Finais


É isso aí povo, espero que tenham gostado! Lembrem de usar muito álcool em gel e não saírem de casa hein?? Kskskj

Enfim, até o próximo capítulo 💕


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