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História Ômega X - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Reencontro


Fanfic / Fanfiction Ômega X - Capítulo 1 - Reencontro

A nave passava pelas montanhas de gelo, desviando-as. Gabriel – o piloto – sorria enquanto movia o volante, e os outros presentes – Gabrielle e Devon – não confiavam nas “habilidades” do piloto.

– Gabi, relate que nós estamos próximos deles! – exclamou Gabriel.

– Tá! – Gabi se levantou e foi até um pequeno dispositivo, pressionou um botão presente no aparelho e disse – A todos ouvintes, a equipe de resgate 65 está se aproximando de sua localização... – por causa de uma curva que a nave fez, Gabi foi aos chãos, soltando o aparelho.

– Gabi, por que você não estava de cinto? – indagou Gabriel.

– Arco de gelo à nossa frente! – exclamou Devon, referindo-se ao uma montanha de gelo que tinha um buraco em seu centro, que daria para a nave passar... se estivesse na posição certa.

– Fica tranquilo amigo, eu sou suave que nem uma agulha. – disse Gabriel.

– Esse seu apelido é do terceiro ano, na época que você era suave! – exclamou Gabi.

– Quem vive de passado é museu, amiga! – exclamou Gabriel, aumentando seu sorriso.

A nave foi até a montanha e atravessou-a.

– Viu? Suave que nem uma agulha.

– PERDEMOS UMA ASA! – gritou Devon, olhando os scanners da nave, que indicavam que uma asa foi perdida.

– O quê?! – Gabriel se curvou, olhando para Devon.

– Olha pra frente seu idiota! – exclamou Gabi, mas já era tarde demais, e a nave bateu em uma montanha.

Tudo ficara escuro, e no vidro uma mensagem estava piscando e iluminando o lugar novamente: SIMULAÇÃO FALHA.

– Que droga... – Gabriel falou cabisbaixo.

– Suave como uma agulha, né? – indagou Gabi, furiosa.

– Eu ainda sou suave! – exclamou Gabriel, se levantando da cadeira.

Uma porta de metal se abriu atrás deles, e várias pessoas observava-os; no meio dessa gente, havia um homem, cabelos grisalhos, pele escura, e com uma feição nada boa.

– Saiam daí. – ele diz, e os quatro correspondem, ficando de frente para ele. – Vocês falharam... MAIS UMA VEZ!!! – ele gritou.

– Foi mal? – perguntou Gabriel, com um pequeno sorriso no rosto, tentando acalmar o homem.

– Quantas vezes você repetiu isso? – ele levantou a mão.

– 9! – exclamou um aluno atrás dele.

– Muito bem – ele deu passos para trás. – agora, eu quero que vocês como alunos experientes que são, digam os erros que esses imprestáveis cometeram. – ele disse para os alunos atrás dele.

– O supervisor da nave avisou que a asa se perdera mais de cinco segundos depois! – exclamou um aluno, e o homem encarou Devon.

– A responsável pelas comunicações não estava usando cinto de segurança! – disse outro aluno, fazendo que o homem encare Gabi.

– E o mais óbvio: O piloto não sabe pilotar! – exclamou o homem.

– Qual foi, diretor? Eu só preciso praticar mais. – disse Gabriel.

– Praticar? Suas habilidades são tão ruins, que nem mesmo praticando você melhora! – o diretor se aproximou de Gabriel, o encarando. – E realmente, o seu antecessor foi muito melhor... – o diretor se afasta e olha para um grupo de alunos. – É a vez de vocês! – o grupo foi até a nave e entrou nela, iniciando a simulação.

Um tempo depois, Devon e Gabriel foram até seu quarto se deitaram e ficaram em silêncio, até que...

– Eu não acredito que ele falou que o meu antecessor era melhor! – exclamou Gabriel.

– Você sabe que ele não gosta de você. – respondeu Devon, mexendo em seu aparelho telefônico e alisando seus cabelos negros.

– Eu sei disso, mas qual é, não precisava falar que nem mesmo praticando mais vezes eu melhoraria. – disse Gabriel se virando para o Devon.

– Concordo...

– Eu não gosto dele... – Gabriel voltou e encarou o teto. - ... Você viu a Gabi por aí? – perguntou Gabriel.

– Ela falou que ia observar as estrelas...

– De novo?

– Sim.

– Lá em cima deve ter alguma coisa... – Gabriel se levantou e foi até a porta.

– Você vai aonde?

– Lá em cima! Onde mais seria?

– Então me espera!

Os dois saem do quarto, entram no elevador, e chegam até o telhado da base, vendo Gabrielle observando o escuro céu da noite com um binóculo.

– Achamos você! – exclamou Gabriel, fazendo Gabi pular de susto.

– Que merda vocês estão fazendo aqui? – ela perguntou.

– Nossa, que agressividade é essa? – perguntou Gabriel.

– Eu não gosto que vocês se intrometam nos meus assuntos pessoais. – ela disse.

– A gente sabe disso... – todos se assustam, pois uma explosão iluminou a base, fazendo Gabi observar a área da explosão, vendo vários carros da base se aproximando do local.

– O que aconteceu? – perguntou Devon.

– Uma explosão!

– Pra chamar a atenção de todo mundo pra que ele passe. – Gabriel aponta para uma rocha, que atrás dela estava um jovem com cabelos negros, jaqueta negra descendo de um jeep.

– Quem é ele? – Gabi olha pelos binóculos.

– Arthur! – exclamou Gabriel.

– Certeza? – Devon seguiu Gabriel, que andava até um lugar íngreme do telhado para descer.

– Eu conheço aqueles mullets de qualquer lugar!

– Quem é Arthur? – Gabi começou a seguir todos.

Depois de um minuto andando eles chegam na sala do diretor, e na frente dele estava Arthur mexendo nele.

– Ahá! – exclamou Gabriel.

– O que você tá fazendo aqui? – indagou Arthur.

– Eu vim aqui pra esfregar na tua cara que eu sou melhor do que você! – Gabriel riu.

– Ótimo... – Arthur retirou um pen-drive do computador e foi até eles. – Vocês podem me ajudar a sair daqui... – Arthur sai da sala e começa a correr.

– Espera aê! – exclama Devon, que assim como os outros começa a seguir Arthur.

Começando a correr, os quatro passam por portas, desviando e escondendo-se dos alunos e dos professores. Surpreso por rever um amigo, Devon sorria e se lembrava dos momentos que passava com Arthur na época que era piloto; Gabriel era chefe de comunicações; e Devon era o supervisor do scanner da nave, em um cargo que se mantém até hoje.

Gabi não fazia ideia de quem era Arthur, nunca o vira pessoalmente, e nem havia ouvido sobre; o máximo em que pensava era que Arthur era o tal antecessor de Gabriel. Achando que isso era verdade, perguntou:

– Você era piloto antes da agulhinha aqui? – Gabi sorri sarcasticamente para Gabriel, e Arthur sorri levemente.

– Sim. E o Gabriel ainda tem esse apelido? – ele perguntou.

– Tem. – ela sorri.

– Direita! – Arthur exclama, fazendo todos virarem de corredor.

– Pra que que você veio aqui? – perguntou Devon.

– O computador do diretor tem informações importantes sobre o Ômega X. – ele diz.

– O que é Ômega X? – perguntou Devon.

– Depois eu explico! – eles se aproximam de uma porta, e Arthur a abre com um chute. – Vamos! – ele exclamou.

– Pra onde, seu infeliz? – indagou Gabriel.

– Pro meu carro! – eles se aproximaram de uma rocha e atrás dela tinha um jeep. – Entrem! – todos correspondem e entram no carro.

Arthur deu partida e saiu de lá, passando por pedras e árvores.

– Pra onde a gente vai?! – indagou Gabriel, erguendo-se do banco.

– É um lugar importante!

 

 

               



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