História Ômegas não gritam - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Dabi, Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Momo Yaoyorozu, Shouto Todoroki, Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Abo, Bakudeku, Katsudeku, Omegaverse, Tododeku
Visualizações 312
Palavras 2.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aí, mozões. Tudo bô?

Olha, depois de um bom tempo estudando sobre esse universo lindo, ABO. Resolvi escrever uma. Sempre fui apaixonado por ficção. Na verdade, sou apaixonado por tantas coisas que fica difícil dizer rs, mas vamos la! Antes de ler, PF leiam os avisos.

A V I S O S:

Contem: violência
Contem: estupro

RELACIONAMENTO ABUSIVO

Boa leitura ❤️

Capítulo 1 - Descoberta.


Fanfic / Fanfiction Ômegas não gritam - Capítulo 1 - Descoberta.

Folks é uma pequena e pacata cidade na península olímpica, ao noroeste do estado de Washington — a qual, antigamente, ficara conhecida pelos assassinatos brutais que aconteceram por anos sem fim, arrancando a força sua simplicidade e calmaria. Rodeada por montanhas e florestas de pinheiros e araucárias. Um lugar que parece ter se esquecido de se atualizar do mundo moderno e, está quase que constantemente coberta por nuvens. O inverno de janeiro cobre com nevasca suas construções em estilo americano antigo. o vento cortante dança entre as folhas das árvores, já rígidas pela leve camada de gelo recém formada.

Frio. Me remexo na cama de casal incomodado com a falta de calor. relutante abro meus olhos. shindou, meu namorado havia roubado minha parte do edredom.

— Babaca — resmungo baixo. observo o relógio decorando a parede branca — Céus! Já é esta hora. 

 — Nos vamos nos atrasar — disse afagando seus cabelos, com meu rosto próximo ao seu, o que deixou um leve sorriso aparecer. Virou a cabeça para o outro lado.  

— Você sabe que precisa — insisti — e subi em cima das suas costas, sussurrando em seu ouvido — Vamos, amor, já é tarde. Por favor, você prometeu. 

shindou se virou embaixo de mim, fazendo minhas pernas contornarem sua cintura, seus olhos se abriram preguiçosos.

 — Você fica tão lindo pela manhã... inclusive, sua voz está meio rouca — disse alisando minha garganta com seus dedos.

 — Sinto-me estranho desde que cheguei aqui.

 — Acho que encontrei a culpada — apontando para a janela aberta fazendo as cortinas brancas voarem soltas  — revirei os olhos e tombei de volta para a cama —  Tudo bem, posso ter esquecido desta vez. 

— Depois você me culpa, não é? Que mal, midoriya — riu e se aconchegou atrás de mim, me abraçando — Você promete voltar logo? Vou cozinhar hoje. 

— Você? — Me virei e o encarei. Shindou odiava cozinhar. 

— Algum problema? 

— Você não precisa ficar preocupado, só vamos nos separar por algumas horas e, sei me virar bem. 

— Bem — coçou a nuca, procurando alguma desculpa — Ao menos você não se atrasa como sempre, adora um lanche — Ele sorriu divertido e eu lhe dei um soco leve.

Shindou estava preocupado, seus olhos não mentiam. Nós mudamos de Phoenix a apenas dois dias, apressados. Desde que descobri a verdadeira história do meu nascimento. Sempre soube que meus pais eram adotivos, mas não fazia ideia de que fora aqui, nesta cidade onde não há calor, onde as pessoas ainda se encaram com pavor uma das outras, que fui deixado para morrer ainda bebê, envolto a alguns trapos de couro no coração da floresta. Os pesquisadores me encontraram sem estimativa de vida, haviam cortes profundos em meus braços, marcas de mordidas na parte de trás das minhas pernas. Hemorragia generalizada. Mas, minha mãe não desistiu, ela tinha me visto chegar definhando no antigo e único hospital da cidade, enfermeira de plantão, foi a primeira a me socorrer, desde então, não me tirou mais dos seus braços. Me levou para casa, me chamou de Midorya — o que significa Vale Verde. Ela diz que combinava com o tom dos meus cabelos, explicando a minha genética grotesca. O que surgiu agora, no fim dos meus 17 anos, ela me contou. Deixei tudo, encarei a realidade gélida que é o coração de uma mãe biológica, Não que isso me importe, mas não deixa de martelar aqui dentro. Shindou decidiu vir junto, mesmo com a minha insistência que deveria encarar o meu passado sozinho. Professor de educação física, logo que chegamos foi a escola mais próxima e conseguiu o que aqui, chamam de "bico", também conseguiu alguns alunos para aulas particulares — ele riu contando o quanto as pessoas daqui gostam de novidades. 

— Os olhos brilhavam quando eu disse que meu treino era leve, mas garanto resultados — disse orgulhoso, Enquanto retirava o restante das roupas da mala, empurrando-as no pequeno armário de madeira do quarto. 

— Izuku, você sabe, se quiser eu desmarco essa aula e vou com você — falou, parado em frente a porta com sua bolsa preta de praxe nas costas, já pronto. 

— Sou professor, exemplo — zombei — Olha, é melhor estar tudo quentinho quando eu chegar — Ele sabia que eu estava despachando-o. 

— Tá bom, tá bom — disse, levantando as mãos — Até mais tarde — A porta se fechou num "click" e eu o desejei boa sorte, em meus pensamentos. 

O relógio já clamava 15h30, perdi a noção do tempo após fechar os olhos, jurando dormir só mais meia hora. Apressei-me no banho, correndo pelo pequeno corredor até o quarto, vesti minha camiseta preta e uma jeans justa e o tênis vermelho que realça minha pele alva. Joguei a bolsa nas costas e sai apressado, batendo a porta.  

O grupo de trilha já estava na entrada da floresta, o historiador com uma lista de nomes. Cheguei quando ele gritou o meu, levantei as mãos e ele acenou com a cabeça.  

— Certo, podemos ir. Tomem cuidado com as raízes altas, não vão cair! 

Meus olhos não estavam lacrimejando, meu coração estava acelerado, mas não era pedindo alívio para o desespero, era uma sensação nova. O pico das montanhas eram iluminados por uma pequena fresta de sol, contrastando a neve branca. O chão traiçoeiro afundava facilmente, seria impossível correr aqui. 

— Monstros, uma mistura híbrida de homens e lobos eram os guardiões dessa terra — Iida, o historiador, parou a nossa frente com as mãos na cintura — Terras prósperas, que atraiam várias matilhas que viviam na região. O vilarejo foi invadido por todas as espécies, destruído por chamas e gritos, os únicos sobreviventes tiveram que fugir para a escuridão da floresta, eles ainda estão aí, esperando para estraçalhar umas gargantas — gargalhou — Claro, é só mais uma das lendas.  Ouvindo o murmurar incrédulos dos passantes — Por Deus! que besteira. 

Caminhamos e caminhamos. Lá estava, o coração da floresta, araucárias enormes se amontoavam, nitidamente rígidas pelo peso do gelo, rodeavam um círculo de pedras cobertas de musgo verde. 

— É aqui... Está tudo bem? 

— Está — pausei, observando cada centímetro do espaço. Dor — Está sim, não se preocupe — ofereci meu sorriso amarelo. 

Não estava nada bem, encolhi minhas mãos contra o peito. Será que foi o meu tamanho? Minha mãe adotiva disse que eu era pequeno. Será que foi a cor do meu cabelo que a assustou? Levando-a não me querer? Ou foi os meus choros contínuos? Seja lá qual for o motivo, aqui eu morreria. Pela primeira vez na tarde, dei sinais que choraria, balancei a cabeça e gritei  em pensamentos "seja forte".  

Devo ter ficado pelo menos meia hora observando um ninho de pássaros, logo à frente, tentando, aparentemente, o seu primeiro voô, porque quando despertei e olhei ao redor, estava sozinho. Eu não ouvia as vozes, entre as árvores também não conseguia ver ninguém. Voltei seguindo as pegadas cravadas na neve, mas elas se dividiam em várias direções, o desespero me fez gritar por socorro algumas vezes, mas o eco da minha voz retornava cada vez mais fraco. O alaranjado no céu, pintou o pico dos pinheiros, o sol já estava se pondo. 

Que ótimo! 

Andei seguindo uma trilha de flores que pareciam imunes a densidade do frio, me encantei com o degradê rosa que se formava nas camadas do lago à frente. 

— Que incrível, Shindou iria adorar — sussurrei 

O ar já começava a faltar em meus pulmões; eu corria sentindo meu coração pulsar pelo terror que me preenchia. A floresta estava totalmente escura, sendo iluminada apenas pela luz do luar prateado. Mas a cada passo, mais a fundo, a escuridão tomava conta de tudo. Ouvi um uivo e vulto enorme atrás de mim.

— Eu não quero morrer — gritei, sentido as lágrimas quentes se misturarem com o suor que banhava meu rosto. 

Sem mais forças em minhas pernas, enlacei meus pés num emaranhado de galhos e fui ao chão, sentindo um estalado no meu pé direito. Com o rosto na gélida terra e sentindo meus músculos retrair-se, vi quando alguém parou a minha frente.

 Uma ventania alastrou-se por tudo e forcei me olhar para cima, dando de cara com um homem — homem que trouxe consigo a lamúria e ganido de lobos, provavelmente mortos por sua violência escrachada em seu semblante. 

Seus olhos mesclavam na cor azul intensa e marrom, o seu rosto continha uma cicatriz avermelhada, em volta de si apenas uma camiseta regata e uma calça azul bebê com listras brancas. 

— Meu — ouvi uma voz inumana próxima ao meu ouvido e senti o calor de braços me circundando, meus olhos fecharam e a escuridão me cegou. 

Desmaiei. 

[…]

Quente. Minhas mãos doem. Abri meus olhos, uma fogueira à frente, amarras nos meus braços, estava colado a um pinheiro, num círculo perfeito de árvores. O homem da cicatriz sentado me encarando, sem expressão alguma. Notei que haviam pessoas também, todas envolta de casas espalhadas ao longe, se escondendo, alguns até arriscavam espiar pelas janelas. De uma cabana do lado, ouvi um estrondo. Um homem alto, loiro, dos olhos carmesim intensos atravessou o vilarejo a passos pesados. o cabelo bagunçado, subindo o zíper de uma jeans velha, escondendo um volume considerável. Seus músculos são enormes, a sua presença esmagadora, não era o frio que me fazia tremer, era o rapaz que se aproximava. Seu rosto tão próximo ao meu que podia sentir o cheiro cítrico da sua pele. As suas mãos se levantaram e, um soco atingiu meu rosto: 

— Que porra está acontecendo aqui? De que matilha você veio? 

— Bakugou, o encontrei na floresta. Ele não tem cheiro de lobo...

Meu lábio inferior sangrava.

— Eu só quero ir embora — implorei 

Então a mão do loiro se levantou mais uma vez, fechei os olhos. 

— Você não vai machucá-lo mais — O bicolor segurava os braços do maior, com força. 

— Não me diga o que fazer, duas caras, este nem é seu território. 

— Estamos na divisa, aqui é tanto meu quanto seu — soltou seus braços, bruto. 

Sentia um cheiro diferente, minha cabeça pesada, enquanto o loiro explosivo me olhava com raiva. Até que então, um calor tomou conta de meu corpo, o qual tremia; me debati. Os olhos dos dois, surpresos, olhavam-me com a boca aberta. O que fez várias pessoas aparecerem ao meu redor, uma a uma — Meu Deus, me ajuda. Eu vou morrer!

— Estou queimando, socorro! — gritei. 
— Então, ele é.. Um ômega lúpus, e isso é... Um cio? — Os olhos vermelhos, pela segunda vez na noite, me olharam com desejo. 

— Ele é meu! — disparou o bicolor. 

— Seu? Porra nenhuma! Ele é um lúpus como eu, linhagem pura — apontou para mim — Uma raridade, eu nem sabia que ainda existiam.

O loiro se aproximou, rápido, lambeu uma das minhas bochechas, colando seu peito desnudo ao meu. Virei meu rosto, mas ele o segurou e lambeu a minha boca, pressionando dois de seus dedos na minha língua, o que me fez cuspir. 

— No-Nojento! — sussurrei fraco com as poucas forças que ainda continha. 

Lambeu seus dedos e gargalhou: — Eu quero me enfiar em você — bradou, com  a voz já inumana, grossa, metálica. 

— Ele me pertence, Bakugou, eu o salvei — Você quer entrar numa disputa, desgraçado? 

— Você nem imagina. 

— Parem os dois! — Uma velha, com o rosto já enrugado, se aproximou, tocando o meu.

— Shoto, me ajude — A velha soltou minhas mãos, o que me fez ir para frente sem resistência nas pernas, todoroki — Assim o chamavam. Segurou-me em seus braços quentes. 

— Seus olhos são lindos e  você cheira mel — disse sussurrado, como se somente eu pudesse ouvi-lo.

— Tire as mãos dele, caralho — O loiro voltou a gritar e se aproximar. 

— Parem os dois, ele vai ficar na cabana. Não veêm o estado que está? Amanhã conversaremos. Shoto, leve-o para dentro, tranque a porta, deixe-o dormir. 

Shoto me segurava desajeitado, passando por bakugou, que rosnava alto, e logo veio atrás com as mãos no bolso, encarando a multidão. me deitou numa cama velha, em uma cabana pequena, me cobriu com um cobertor e logo saiu. 

A chuva calma ressoava no velho telhado, tornando inaudível meus soluços — o que, de certa forma confortava-me. E era como minha mãe costumava dizer "só num dia de chuva e frio, para darmos valor a nossa cama quentinha".

Você estava certa, mãe, que saudade.

 Fechei os olhos; isto só pode ser um pesadelo. Amanhã de manhã quando eu acordar, sentirei a brisa fria da manhã em de meu quarto, adentrando através da janela aberta — a qual sempre esqueço de fechar. 

Viro-me e observo shindou dormindo, calmo, sussurrando os devaneios de seu sonhos. O sono pouco a pouco vai se aconchegando, pesando minhas pálpebras. 

Quando desperto aos sons de arranhões na porta. olho por entre as madeiras da parede quebrada, constatando haver alguém lá fora. Me encolhi, porém, agora está mais perto; ouço os passos pesados quebrarem alguns galhos na lateral da pequena casa e, subitamente, uma mão grande e forte, estraçalha a janela frágil. 

Levantei-me com a coberta em mãos, retraído no canto da parede.

No buraco recém feito, vejo dois olhos, de cores flamejantes — e devoradores. 

Juro estar a ouvir os gritos sôfregos das aves, as quais demonstravam saber que ali, em meus aposentos, não era o lugar para tal besta amedrontadora.

A voz grossa ordena: — Eu quero entrar ômega. Deixe-me entrar.

Shindou, me perdoe, amor, não vou chegar a tempo pro jantar. Coma enquanto está quente.


Notas Finais


Gostou? Vemk, me abraça
Não gostou? Me abraça 💜

Comente, me ajude a contar a história. Beijos, até o proximo!


Beta: @zeroforconduct


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