História Omnes Morimur - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Alastor Moody, Alvo Dumbledore, Angelina Johnson, Argo Filch, Arthur Weasley, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Cedrico Diggory, Cho Chang, Colin Creevey, Córmaco Mclaggen, Cornélio Fudge, Daphne Greengrass, Dênis Creevey, Dino Thomas, Dobby, Dolores Umbridge, Draco Malfoy, Ernesto Macmillan, Fenrir Greyback, Fílio Flitwick, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Gregory Goyle, Grope, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Jorge Weasley, Katie Bell, Kingsley Shacklebolt, Lilá Brown, Lino Jordan, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Marcus Flint, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Padma Patil, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Percy Weasley, Personagens Originais, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Remo Lupin, Rita Skeeter, Rolf Scamander, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Simas Finnigan, Sirius Black, Theodore Nott, Tracey Davis, Viktor Krum, Vincent Crabbe, Zacharias Smith
Tags Beauxbatons, Black, Draco Malfoy, Durmstrang, Fleur Delacour, Harmione, Harry Potter, Hogwarts, Mal!dumbledore, Potter, Torneio Tribruxo, Viktor Krum
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Palavras 2.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Frases/palavras em itálico é em outra língua, em negrito é a tradução, e em itálico e negrito é parseltongue.

Dragonhide: pele de dragão.

Capítulo 4 - Saturn.


Charlotte Potter-Black Point of View.


Na manhã do meu aniversário acordei cedo, e sem vontade nenhuma de ver a maioria das pessoas.

Depois de realizar meu ritual matinal fui para a cozinha, preparei café para mim e voltei para meu quarto, onde liguei a TV e entrei na Netflix, colocando em Wynonna Earp.

Então, com meu café e Earp, passei a manhã de meu aniversário sozinha, e ninguém ousou me incomodar.

Uma hora antes do almoço, bateram na minha porta e eu pausei o episódio para ir atender. Abri a porta, dando de cara com Christine e Christopher.

Deixei a porta aberta e retornei para a minha cama, ouvi a porta ser fechada e senti o colchão mexer.

Meu irmão deitou de um lado e minha irmã, do outro. E assim ficamos.

Depois de alguns minutos Chris puxou sua varinha e fez um movimento, então dois pacotes apareceram na cama.

Nos sentamos e começamos nosso ritual de aniversário.

É sempre assim. Christopher primeiro dar seus presentes para mim e Christine, então Christine entrega o meu e o de Chris, então eu dou os presentes de Christie e Chris.

Os presentes de Christopher são longos e retangulares, mas largos. Meu irmão pega o da direita, em embrulho vermelho e coloca em meu colo, pega o azul depois, e coloca no colo de Christie.

Christie abre primeiro, revelando uma espada conhecida por minha irmã e eu. A Soul Sword.

Prata goblin, longa, de dois gumes e um elaborado designe de asas abertas emergindo do ponto onde a lâmina encontra o punho da espada.

Pertenceu primeiramente a um dos mais antigos Evans, bisneto ou tataraneto de Salazar Slytherin e Rowena Ravenclaw. Vem passando de geração a geração desde então, mas tem ficado no cofre da família desde o bisavó de mamãe, que era um aborto e teve filho e neto aborto, mamãe a única descendente com magia.

E agora, Kit a recuperou e está dando para Christie.

- Maellartach. - Christie sussurrou em adoração, e eu ri. - Pare de rir e abra seu presente.

Rolei os olhos, mas fiz o que minha irmã mandou. Assim que meus olhos bateram na espada em meu colo, eles se arregalaram e minha boca se abriu em um "O" enorme.

A lendária Excalibur.

Fechei a boca e engoli em seco, tocando suavemente no punho, sentindo a textura.

- Kit...

- Eu sei. - meu irmão diz. - Gostaram?

- Se eu gostei? - Christie soava indignada. - Se eu gostei? Eu amei!

- Char?

- Estou no paraíso. - sussurrei, emocionada.

Excalibur é uma herança Potter, bem como a Sword of Godric Gryffindor. Embora originalmente pertencesse ao Rei Arthur Pendragon, a espada lendária se tornou dos Potter quando uma descendente do Rei Arthur se casou com um Potter, que também era descendente de Godric Gryffindor.

A família começou bem antes do reinado do pai do Rei Arthur, o Rei Uther Pendragon. Os Potter eram ricos nobres de Camelot, amigo íntimos dos Pendragon, e bruxos poderosos.

Estamos na Grã-Bretanha desde que ela era chamada de Albion por todos, não apenas pelos celtas.

Já a Soul Sword entrou na família por intermédio dos Evans, que descendem do único filho de Salazar Slytherin e Rowena Ravenclaw.

Isso faz de mim e meus irmãos herdeiros de sete Casas.

Potter, Evans, Black, Slytherin, Ravenclaw, Gryffindor e Pendragon.

Isso faz de mim detentora dos títulos de Condessa de Richmond, Condessa de Westmorland, Lady Slytherin, Lady Ravenclaw, Lady Gryffindor e Rainha de Camelot.

Embora o último não esteja em vigor, ainda detenho o título. Não que eu o uso.

Não é atoa que somos estupidamente ricos. As pessoas mais ricas do mundo, inclusive.

Coloquei Excalibur ao meu lado e me joguei em Kit, Christie me seguindo e pulando em cima de nós em seguida.

Depois do abraço, Christie convocou nossos presentes. Para Christopher, Christine deu um escudo de prata com o brasão Potter: um cervo coroado, um leão rugindo e um dragão, todos dourados e com o esmalte vermelho. Já eu ganhei um colar de prata goblin, com um diamante como pingente, com minhas iniciais gravadas por dentro.

Então foi a minha vez. Para Kit eu dei uma armadura de Dragonhide, do Swedish Short-Snout, seu favorito. Para Christie eu dei um colar de prata goblin com um pingente contendo dois fios de cabelo, um dela e um meu, entrelaçados.

Quando terminamos de trocar presentes, nos arrumamos e saímos do meu quarto e carruagem, rumando ao castelo para o almoço.

Meus amigos me abraçaram e desejaram "feliz aniversário", prometendo entregarem seus presentes depois que eu voltasse da minha viagem.

Esse é outro ritual de aniversário meu. Primeiro, eu vou a St. Mungus, onde minha madrinha, Alice Longbottom, está a treze anos, louca por causa de Bellatrix Lestrange, Rodolpho Lestrange, Rabastan Lestrange e Bartemius Crouch Junior. Depois, eu me dirigo até Cadair Idris, a casa ancestral dos Potter, onde está o túmulo de meus pais e todos os outros Potter.

Então eu volto para a escola.


- O que você ganhou? - Fleur questiona.

- Christie me deu um colar.

Peguei na corrente e puxei levemente, para exibir. Fleur se inclinou, observando com muito. A prata brilhava, e é delicadíssima, o diamante não é grande ou extravagante, mas chamativo, e "C.P.P.B" dentro é na cor vermelha, com uma serpente ao redor. Bem Charlotte Phoenix Potter-Black.

- E Chris?

- O que Arthur Pendragon lhe remete?

- Camelot?

- Excalibur.

Fleur abriu a boca, mas não falou nada, fechou a boca e a abriu de novo, até que seus olhos se arregalaram:

- Merde. - disse, por fim, bastante perplexa. - Como diabos Christopher quer que as pessoas continuem a lhe presentear se ele vai lá e lhe dar a fodida Excalibur?

- Não faço a menor idéia, Fleur.

Minha melhor amiga se virou para meu irmão, apontado o dedo para ele, e diz:

- Christopher, eu te ódeio.

Chris ficou confuso.

*


Fechei a porta branca atrás de mim, sorrindo tristemente ao olhar para minha madrinha e seu marido, deitados ali, inconscientes de tudo e todos.

Da mesma forma que hoje eu completo dezoito anos, Alice e Frank Longbottom completam treze anos de loucura. Voldemort já havia caído, ninguém poderia imaginar que os Lestrange e Crouch Jr iriam atrás deles para fazer algo tão vil.

- Olá.

Sussurrei ao sentar na cadeira ao lado da cama da minha madrinha. Ela dormia serenamente, como se sua mente não fosse uma completa bagunça. Fechei os olhos e segurei suavemente sua mão, acariciando sua mão fria.

Junto a Marlene McKinnon, Dorcas Meadowes e Hestia Jones, Alice Brown era uma das grandes amigas de minha mãe. Dorcas era a madrinha de Christine, e foi assassinada pelo próprio Lord Voldemort. Marlene era a de Harry, e foi assassinada duas semanas antes do aniversário de Harry, por Comensais da Morte; ela também era noiva de Sirius. Hestia é a madrinha de Christopher, e está constantemente em nossas vidas.

- Já faz um ano desde a última vez que estive aqui. Estou em Hogwarts, acredita? Eu vou achar o seu Neville e ajudá-lo a se tornar o bruxo que você sempre desejou que ele fosse, madrinha. Eu prometo.

Me levantei, beijando sua testa. Coloquei as mãos nos bolsos do meu sobretudo, virando as costas e caminhando até a porta, apenas para encontrar Lady Augusta Longbottom.

- Lady Augusta.

- Menina Charlotte.

Abracei Augusta apertado, como sempre faço quando a encontro aqui, as vezes o pequeno Neville estaria a acompanhando e eu teria um pequeno momento com o rapaz.

- Feliz aniversário, criança. Como estão seus irmãos?

- Obrigada, Lady Augusta. - sorri minimamente. - Meus irmãos estão bem, pelo menos meus gêmeos, Harry no entanto...

- Eu vi no Daily Prophet. - a bruxa mais velha disse compreensivamentr. - Posso imaginar seu desespero, se fosse o meu Neville...

- Eu sei. - respirei fundo. - Tenho que ir, Lady Augusta. Ainda vou a Gales...

- Claro, criança. Esteja segura.

Lady Augusta beijou minha testa e foi até seu filho adormecido. Retornei minhas mãos para meu sobretudo e sai, indo para Térreo, então Aparetei para Cadair Idris.

Cadair Idris é uma montanha de 893m de altitude e 608m de proeminência, fica em Gwynedd e tem sido a casa ancestral da minha família por mais de mil anos. Já morávamos aqui quando Hogwarts foi fundada, embora ficássemos em Camelot naquela época.

O castelo é enorme, e é, depois de Hogwarts, o castelo mais antigo do Reino Unido, e é ainda maior que o Castelo de Windsor, construído por William, O Conquistador, que foi justamente inspirado pelo Castelo de Cadair Idris.

Não entrei no castelo, como costumo fazer, fui diretamente para o cemitério a alguns metros do castelo.

O cemitério é vasto, afinal, Potters estão sendo enterrados aqui desde o século IX.

Passei por centenas de ancestrais mortos, incluindo meu bisavô Cadfael, parei primeiro nos túmulos do meu avô Charlus e da minha avó Dorea. Deixei rosas negras na lápide da minha avó, e tulipas vermelhas na lápide do meu avô, então fui ao do meu pai e minha mãe.

Me sentei entre suas lápides, não me incomodando muito em sujar meu sobretudo ou vestido. A grama está bem cuidada, os Elfos se certificaram disto.

- Hey, mamãe, papai. - comecei, e respirei fundo. - Dezoito anos, huh? Muito tempo. Queria que estivessem aqui, que dissessem que me amam; sinto falta de ouvi-los dizer que me ama. Sinto falta de lhes dizer que os amo.

Lagrimas desciam por meu rosto, e eu não queria as segurar. Estou a tanto tempo segurando minhas lágrimas, aquele parecia o momento perfeito para deixa-las ir.

You taught me the courage of stars before you left

How light carries on endlessly, even after death

With shortness of breath, you explained the infinite

How rare and beautiful it is to even exist

- Eu sinto tanto a falta de vocês. Isso dói tanto, tanto. - meu lábio tremeu, e engoli em seco. - Eu sou o suficiente para meus irmãos? Eu sou uma boa irmã mais velha? Eu deixo claro para eles que eu os amo?

I couldn't help but ask

For you say it all again

- Por que vocês tiveram que ir? Por que eu não pude ir também?

I tried to write it down

But I could never find a pen

I'd give anything to hear

You say it one more time

That the universe was made

Just to be seen by my eyes

As lágrimas caíram com mais força, fechei meus olhos simplesmente me permitindo chorar pela primeira vez em oito anos.

Por que as coisas naquele Halloween aconteceram daquela forma? Por que Voldemort não matou Christopher, Christine e eu depois de matar papai?

Por que meus pais saíram do seguro Castelo de Cadair Idris? Por que trocaram as seguras e poderosas alas de sangue por um perigoso Fidelius? Por que Wormtail era o Guardião Secreto? Por que não mamãe ou papai?

São tantas perguntas sem respostas.

I couldn't help but ask

For you say it all again

I tried to write it down

But I could never find a pen

I'd give anything to hear

You say it one more time

That the universe was made

Just to be seen by my eyes

Não sei quanto tempo passei chorando entre as lápides do meu pai. Mas me deixei chorar, por que no momento, chorar é o que me resta.

Depois de chorar muito, depositei os lírios brancos na lápide de papai, e as rosas azuis na lápide de mamãe. Me ajoelhei entre as lápides, as acariciando.

- Espero que de onde estejam, que sintam orgulho dos meus irmãos e eu. Eles não estão aqui para dizer, mas os amamos ardentemente, acredite. Vou deixá-los orgulhosos de mim, mamãe e papai; irei manter Harry a salvo, garantir que Chris, Christie e Moony sejam felizes, e inocentar Padfoot.

Me levantei, ficando alguns minutos ainda parada ali, admirando a vista que Cadair Idris me proporcionava.

With shortness of breath, I'll explained the infinite

How rare and beautiful it truly is that we exist.


*


- Hey, Lottie!

Rolei os olhos ao ouvir a voz de Marcel ao entrar na carruagem de Beauxbatons. Só o meu amigo estava lá, mas não duvido nada que o resto do pessoal brote ao ouvir a voz espalhafatosa do meio-Veela.

Tirei meu sobretudo, dependurado no cabine. Me joguei no sofá, logo tendo um embrulho jogado em mim.

Ergui meus olhos para o Delacour, que simplesmente sorriu. Rolei os olhos e abri o embrulho, encontrando um par de botas Louboutin, couro preto, solas vermelhas e saltos finíssimos e altíssimos. Coloquei a caixa no espaço vazio do sofá, e pulei do mesmo direto para os braços do meu amigo.

- Gostou?

- Amei. - beijei sua bochecha, me afastando. - Obrigada, você é o melhor.

- Hey, pensei que eu fosse o melhor!

Jean apareceu na sala, seguido de Louis, Henry, Zoey e Carina, indignado. Eu ri e o abracei.

- Ele é o melhor agora por que me deu um presente legal. O que você tem para mim aí?

Jean me deu uma Harley Davidson, que atualmente estava em Hogsmeade, apenas esperando para ser usada e abusada por mim. Louis me deu uma camisa da Holyhead Harpies autografada pela Gwenog Jones. Henry uma camisa do Rolling Stones autografada por todos os integrantes. Zoey me deu uma caixa cheia de lingeries da minha marca favorita. Carina me presenteou com um cavalo, um garanhão Puro-Sangue Inglês negro, que está em Cadair Idris, para onde estou me mudando com meus irmãos depois do final desse ano. Alice me deu uma bolsa da Prada, uma piada interna nossa. Fleur foi um pouco ousada e me presenteou com uma camisa com God Is A Woman And Her Name Is Fleur Delacour. Isabelle me presenteou com um chicote de couro, para o qual eu ri muito.


Entrei no meu quarto e tirei minha roupa, entrando no banheiro já nua. Preparei a jacuzzi da forma que gosto e amarrei meu cabelo em um coque, pedindo a minha elfa pessoal, Mirtz, uma garrafa do meu vinho favorito e uma taça.

Já submersa na água quente da jacuzzi,  com minha taça com o vinho, peguei meu iPhone e entrei no Spotify, deixando minha playlist de Jazz, Soul e Blues tocar.

Simplesmente relaxei ao som da voz da adorada e formidável Nina Simone em Feeling Good.


Amanhã seria um dia importante.

Goblet of Fire seria analisado e, com alguma sorte, descobririamos como colocaram Harry nessa maldita competição.

Me reuniria com Cornelius Fugde, e teria Sirius inocentado nem que eu tivesse que ameaçar e subornar aquele patético Ministro da Magia.

Ou não me chamo Charlotte Phoenix Potter-Black.



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