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História Omnia opera bona - Capítulo 6


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Notas do Autor


Obrigada pelo apoio, pessoal! Sério, não fazem ideia do quanto eu amo isso. Enfim, um capítulo fresquinho, saindo do forno pra vocês!

Aproveitem!

Capítulo 6 - Interesses em debate


Quando Harry acordou, já era dia 21 de julho. Sentindo uma fome inexplicável e absurda, o pequeno garoto foi andando lentamente até a cozinha, afim de encontrar a elfa doméstica da casa. Ele encontrou, mas não estava preparado para o que tinha visto. No balcão, estava todos os tipos de doces que ele nunca fora possibilitado de comer e alguns ele até mesmo desconfia que não é do mundo trouxa.


“Hm… Bom dia?” Cumprimentou Harry, incerto. Ele não tinha nenhum feitiço para definir a hora do dia, sendo que a mansão escura não ajudava em nada.


“Boa noite, jovem mestre! Tinky está feliz em informar que o mestre mandou trazer-lhe doces, afim de se desculpar pela dor causada. “ Sorriu a elfa, seus olhos brilhando com uma paixão desconhecida. Ela se sentia profundamente agradecida por ter sido comprada no mercado negro por Riddle, se não, há quem tem provas de que alguns donos são piores do que a morte para um elfo doméstico. Ela estava feliz em ver o quanto era bem tratada, especialmente quando era designada para cuidar do pequeno Harry, adorável e inocente Harry.


“P-Para mim?” Gaguejou sem jeito, de algum modo ficando mais pálido do que já era. Seus olhos novamente estavam prestes a se encherem de água, porém Harry logo se lembrou de sua dignidade recém descoberta, o que o fez engolir e continuar em frente. “Eu nunca tinha recebido doces…”


“Mestre disse que você poderia agir assim. Não se preocupe, sua palavra neste assunto foi para apenas considerar como um presente de aniversário.” Exclamou Tinky, inquieta. Merlin, a criança era sensível demais. Ela achou isso fofo demais para seu pequeno coração aguentar.


Harry estava sem palavras. Seu lord tinha realmente pensado tão longe assim nele.


Duas horas depois, o pequeno Potter tinha seu estômago inflamado de tanto comer doces. Mas ele não se arrependia, esta foi a  melhor “refeição’ que já havia comido em toda a sua vida. Ele estava quase entrando em seu décimo segundo sono quando sente uma mão acariciando seus cabelos, levemente e suavemente. Ele não quis descobrir quem era, apenas deixou-se dormir ainda mais com o carinho disposto a ele.


2 meses se passaram rapidamente. A essa altura, a criança já considerava a mansão de Voldemort como sua própria casa, já estava mais do que familiarizado com cada esquina, cada quarto e cada móvel, tanto que poderia andar facilmente de olhos fechados.


As interações entre Tom e Harry não eram muito íntimas, eles pouco falaram um com o outro depois do tratamento do jovem. Mas, não era como se quissesem. Ambos tinham um problema em relação a relacionar-se abruptamente assim. Claro, Harry não teve problemas em abraçar o lord nos calores do momento, mesmo que detestasse contato físico. Ele se sentia super envergonhado após o abraço, provavelmente sentindo que Tom não gostaria muito.


Às vezes, Marvolo o chamava para o escritório dele, apenas para que ficassem juntos e lessem em silêncio; Harry seus livros e Tom suas anotações de quando estava insano.


Ah, sim, eram belas anotações. Tanta genialidade, apenas para escrever o cúmulo da burrice. Eram apenas jeitos de como torturar e matar cada um daqueles que ousassem desafiá-lo. Nada Além disso, nada de planos para o futuro que envolvessem grandiosidade. Bem, havia sim algumas anotações sobre a conquista, mas eram tão fracas que mal valia a pena considerá-las.


Tom, andando pelos corredores, casualmente pensou em Lily Potter. Se a mulher era meio veela, deveria haver mais em sua linhagem do que uma simples geração de abortos ou trouxas. O jeito que ela tentou seduzi-lo com lágrimas fáceis provou que ela provavelmente sabia de seus encantos. Pena para ela que ele não estava interessado em uma pessoa tão cega pela sua lealdade.


Ele estava pensando neste caso apenas por causa de Harry. Se fosse esse realmente o caso, Harry precisaria de uma determinada poção de sangue que veria sua linhagem. Novamente, ele poderia simplesmente levar o menino a Gringots, mas ele ainda não confiava que seria capaz de controlar os duendes para que possa deixar Harry ser visto. Eles poderiam muito bem deixar suas lealdades pendentes para aquele que lhe trariam mais conforto, o que seria provavelmente Albus. Embora Marvolo saiba que os duendes não são cegos, ele ainda se recusa a acreditar que eles deixariam de seguir o diretor de Hogwarts, o líder da luz, conquistador de um lorde das trevas e alguém extremamente influente na sociedade bruxa.


Agora, Tom era um lorde manchado por sua reputação infame. As pessoas provavelmente parariam de fazer negócios com Gringots, com medo que já não fosse tão seguro.


Sentando-se em sua escrivaninha, Tom ficou preso em seus pensamentos até que se escutou batidas na porta. Um segundo depois, apareceu Harry, que seguiu até a poltrona que havia na sala e se acomodou lá, um livro com uma quantidade surpreendente de páginas.


Tom estranhou o motivo da visita. Normalmente, ele era o único a avisar Tinky para chamar Potter para acomodar-se em seus aposentos. Marvolo encarou Harry com olhos estreitos, fazendo a criança olhar para ele com seus olhos verdes avada. Assim, ele finalmente perguntou o que o incomodava.


“O que houve, Harry?”


“Nada…”


“Harry.”


“Não precisa se preocupar, Milord.”


“Desabafar. Agora.” Comandou Tom, seu tom de voz extremamente afiado. Ele odiava que omitissem informações dele. Claro, isso valia apenas para os outros. Ele mesmo era bem direto, mas sabia omitir detalhes e mentira mais do que o suficiente por uma vida inteira.


Harry suspirou, resignado de que teria que contar, independentemente de querer ou não.


“Eu tive um pesadelo…” Suspirou tristemente, não querendo incomodar o homem, mas já o fazendo. Tom franziu as sobrancelhas, confuso. O que poderia ter incomodado tanto o corajoso Harry? Marvolo estava incerto de como prosseguir a situação. Afinal, ele nunca fora bom com crianças e sequer sabia como era consolar alguém. Então, ele fez o único caminho possível que sabia não dar merda. Possivelmente.


“Oh. Entendo.”


Harry olhou para o lorde, curioso. Ele não estava a fazer perguntas? Harry ficou agradecido por isso, de certa forma. Como ele poderia explicar para Riddle que o objeto principal do pesadelo era algo tão simples, mas que o aterrorizou profundamente? Tudo se tratava de uma ilusão onde Tom o abandonava novamente, decepcionado por Harry ser o que ele era.


Isso o aterrorizou mais do que qualquer outra coisa na vida. Agora que ele finalmente arrumara uma casa para si, uma pessoa que cuide dele, ele não estava disposto a perder tudo depois desses dois meses de paz.


Tom olhou atentamente para a criança, seus olhos brilhando em um brilho conhecedor e satisfeito. Ótimo, agora não corria o risco desse pequeno anjo deixá-lo abruptamente. Levantando-se de sua cadeira, Marvolo andou para a porta e parou, virando-se para Harry e perguntando se ele precisaria de um convite para seguí-lo.


Harry rapidamente fechou o livro, explodindo de curiosidade. Não era sempre que um homem como seu lorde chamava um mero plebeu como ele para caminhar do seu lado. O pequeno potter tinha tanta alegria em seus olhos que era impossível o maior não ver. Ele divertiu-se, saboreando o fato de provocar tanta felicidade.


Estavam ambos alegres, embora por motivos diferentes.


Lutando para alcançar os passos rápidos de Marvolo, Harry se surpreendeu ao entrar em uma sala bem iluminada, com estantes cheias de frascos com líquidos coloridos e um enorme caldeirão no meio desta. Ele sabe que aqui seria o local específico para a criação de poções.


“Diga-me, Harry, o que viemos fazer aqui?” Tom perguntou, um sorriso torto em seus lábios. Harry automaticamente sorriu junto com ele, sua mente rapidamente trabalhando para encontrar uma resposta.


“Criar uma poção, milord?” Potter respondeu, timidamente. Ele temia que sua resposta estivesse errada e houvesse consequências a partir disso. Marvolo balançou a cabeça, conformado.


“Não exatamente. Viemos aqui para você aprender. Apenas me observe e absorva as informações, sim?” Tom explicou calmamente, seus pés perambulando pela sala, suas mãos rapidamente carregando itens cujos nomes Harry não sabia.


O pequeno mal podia deixar de estreitar os olhos, atentamente olhando para os itens e tentando relacioná-los ao que leu em livros de herbologia e poções. Não que ele lera tantos assim, ele estivera mais para o lado da linguagem bruxa, feitiços e criaturas mágicas. Ele estava ansioso, embora. Era a primeira vez que ele realmente veria uma poção ser criada, afinal.


“Diga, Harry, o que sabe sobre veritaserum?” Harry piscou, analisando.


“Não é a poção da verdade, senhor?” Riddle sorriu, aprovando.


“Sim, meu precioso.” Potter corou, surpreso com o novo apelido. Ele sente como se seu lord fizesse isso de propósito para vê-lo sem jeito. “Mas o que preparamos hoje não é ele, e sim seu antídoto.” Explicou o homem, jogando Honeywater no caldeirão.


“Harry, consegue diferenciar esta água?” Perguntou, distraidamente. Harry balançou a cabeça, sinal de que não sabia. “Isto é água diluída com mel, um líquido muito comumente usado na cervejaria.” Harry assentiu, um brilho de reconhecimento em seus olhos. Ele lera sobre.


Logo em seguida, Tom explicou para seu pupilo que os ingredientes ao todo eram Honeywater, ramos de valeriana, bagas de visco, ovos de Runespoor e chifre de unicórnio. Explicando cada modo de preparar os ingredientes e como mexer o caldeirão. Harry sentia que podia estar tremendo de tão ansioso, sua memória absorvendo as informações tão rapidamente quanto uma esponja. Depois de feito o antídoto, Tom olhou para Harry e deu um sorriso satisfeito.


“Normalmente, levaria mais de 1 hora para ser criada, e o sucesso leva a uma poção com duração de 30 minutos, no mínimo. Os verdadeiros mestres conseguem fazê-la durar 6 horas. Eu apenas consigo 2 horas, poção não é realmente a minha liga.” Explicou, suas mãos fazendo gestos enquanto fala. Harry percebeu que era uma mania e que ele mesmo, Harry, tinha ela enquanto falava. “Severus Snape é um daqueles vivos que conseguem fazer durar todo o tempo. Ele é um mestre de poções e professor de Hogwarts.”


Potter assentiu, sua tristeza do pesadelo havia desaparecido a partir do momento em que ficara ansioso com a poção.


“Agora, temos um passo para com esta poção.” Falou, para a surpresa de Harry. Ele pensara que os passos já haviam acabado? Rindo, Tom explicou que ele iria transformar a poção em uma pequena bolinha. “Existe um feitiço que criei que consolida um líquido em algo físico. Surgiu esta ideia após ler algo sobre os assassinos dos tempos antigos, onde quando eram capturados, eles estavam sempre com um veneno em seus dentes, pronto para agir assim que quebrassem ele.” Harry se iluminou. Ele tinha lido sobre isso em alguns livros sobre realeza.


“Fac enim solid.”


Harry viu quando o antídoto saiu do caldeirão para se transformar em uma pequena pílula transparente. Ele sorriu automaticamente. Afinal, esse era um lorde das trevas, o mais poderosos que já havia existido. Embora não fosse muito, apenas o fato de que ele conseguira criar um feitiço já era algo extremamente incrível para a pequena criança que Harry era.


“Mais tarde eu lhe darei meu grimório para que possa aprender alguns feitiços novos. Sei o quanto ama a feitiçaria.” Balançou a cabeça, saindo da sala. Harry logo seguiu atrás dele, andando com passos rápidos para alcançar os lentos de Tom.


E assim, quase um ano se passou e logo chegou o aniversário de oito anos de Harry. Harry, nesse momento, estava sozinho sentado na mesa, comendo o café da manhã. Ele se perguntava onde estava Marvolo e Tinky. Ele se sentia meio solitário, de fato. Ele já estava acostumando-se à constante companhia de Tom para quando fosse ler, a maternidade que Tinky emitia e o conforto que os livros traziam. Aparentemente, apenas o conforto fora deixado hoje.


Ele se perguntava onde estava eles dois.


Desde o café da manhã, horas se passaram, e nada se ouvia de Marvolo ou Tinky. Harry estava começando a entrar em pânico, pensando que ele fora abandonado sozinho. Lágrimas já haviam brotado em seus olhos, mas o menino não se permitiu derramá-las. Ele foi para a biblioteca, se sentando em sua cadeira favorita e pegando um livro qualquer, apenas para poder se distrair dos pensamentos caóticos.


Ele acabou adormecendo ali.


Desconhecido para Harry, muito distante dali, Tom estava em Gringotes, conversando com os duendes. Ele sorriu charmosamente e se despediu formalmente destes. Tom aparatou a 500 metros da mansão, apenas para casualmente verificar os dementadores.


Chegando e procurando a magia de Harry, Riddle não ficou surpreso quando a encontrou adormecida na biblioteca. Ele caminhou com passos lentos até o menino. Chegando em frente do mesmo, ele achou adorável a posição em que Potter estava. Ele apenas o acordou naquele momento por causa corcunda do garoto. Ele não queria que houvesse problemas mais tarde.


Sentido alguém lhe chamando, Harry lentamente acordou até encontrar um par de mocassins em sua frente, ele automaticamente espantou o sono e pulou da poltrona, pulando em Tom. Marvolo apenas riu, deliberadamente.


“Eu pensei que tinhas me abandonado…” Murmurou Harry, seu nariz contra a camisa de Tom, cheirando a fragrância única que o homem emitia. Tudo para confirmar se o que estava em sua frente era real, não um fruto dos seus sonhos. Tom sabia o que ele tinha feito, ele deixara o garoto instável. Não fora realmente intenção dele, mas pelo menos ele chegou antes de causar estragos permanentes. Sim, sem estragos permanentes, aparentemente.


“Não chores, Harry. Aqui, largue-me um pouco. Estás a me sufocar.” Marvolo disse, com um tom brincalhão.


“Mas…”


“Eu prometo que tenho um presente para ti.” Ao ouvir ‘presente', o olhar de Harry imediatamente disparou para os olhos de Riddle. Afrouxando o abraço e andando alguns passos para longe, ele estreitou os olhos, recusando-se a acreditar.


“Presente?” Questionou, sua voz vacilando.


Tom apenas deu de ombros e casualmente mexeu no bolso de seu casaco, retirando uma pequena embalagem. Harry pegou e cuidadosamente abriu, apenas para revelar uma…


Gargantilha?


Harry olhou para Marvolo, pedindo explicações. Ele amou, é claro, mas ele realmente não entendeu o motivo. Tom apenas riu, pediu para harry virar e casualmente pôs a gargantilha no pescoço do menino. Ele terminou de rir e virou-se para Potter, como se achasse aquilo tudo muito engraçado.


“É apenas que, quando eu olho para você, sempre me lembro de um filhote de cachorro.” Explicou Tom. Harry olhou para ele, corando furiosamente. Ele era um cachorro agora?


“Milord!” Exclamou, ao realizar.


“Pardon, Harry. Mas você é tão adorável quanto um.” Ai está. Marvolo sempre sabia as palavras certas para apaziguar o garoto. Harry estava nas nuvens. Seu lorde o chamou de adorável! Ele, de imediato, soltou a indignação e corou ainda mais, silenciosamente satisfeito com o elogio.


Depois de avaliar o quão bem a gargantilha negra com pedras vermelhas ficara bom no pequeno Harry, ele sorriu e brincou com os cabelos de Harry, satisfeito por ele ter aceitado tão bem o elogio. Se fosse um ano atrás, Potter realmente teria feito todo tipo de contra argumentação possível para descartar a ideia de que ele era adorável.


“Calma lá, pirralho. Pensou que este era o único presente que havia para você?” Falou, causando uma reação de esperança nos olhos do pequeno Harry.


“Existe outro presente?” Tom simplesmente murmurou a aceitação da pergunta. “Posso vê-lo?” Perguntou, timidamente. Ele temia que o homem falasse um simples ‘não'. Felizmente para ele, ele realmente falara sim para Harry.


Tom nunca iria dizer não para seu pequeno anjo.


Quando eles dois enfim sairam da biblioteca, Harry estava tão colado a Marvolo quanto um sangue-suga. Tom pensa que é o medo de perdê-lo de vista novamente. O minúsculo Potter estranhou quando o homem tampou sua vista, o levando por um caminho desconhecido. Ele apenas reconheceu onde estava indo quando, enfim, sentiu uma porta fechar atrás dele e o ar frio do Outono. Ele estava fora da mansão. Desde que chegara, ele nunca tinha ido sequer para fora do ambiente seguro que era a mansão, assim como Marvolo havia lhe dito para não ir sem ele por perto.


Ele caminhou e caminhou, com os olhos cobertos e quase tropeçou, se não fosse pelo lorde.


Eles apenas pararam quando ouviram relinchos. Espere, Harry pensou, relinchos? Abrindo os olhos finalmente, Harry quase gritou quando se viu de frente com um cavalo esquelético, mas não por medo. Ele gritou de emoção. Ele sentia suas veias fluindo, a animosidade passando por elas.


“Mas… Como? Pensei que só viessem para aqueles que testemunharam a morte!” Exclamou, eufórico. Desde que aprendera sobre os tréstalios, Harry tem sido obcecado por um. Eram criaturas gentis, ele soube, que sempre foram mal entendidas. De certa forma, Harry se viu perdidamente apaixonado por eles por causa dos maus tratos ocorridos a eles, o que o fez lembrar de si mesmo. Ele passou por um orfanato onde ninguém o entendia quando ele apenas queria que o deixassem em paz.


“Veja, Harry. Você sabe que eu sou um mestre nas artes da alma.” Começou Tom, saindo de trás dele para acariciar as asas de morcego da criatura. “Eu apenas tive que inventar alguma coisa para que sua alma sentisse a morte enquanto você dormia.”


“Enquanto eu dormia?” Questionou Harry, assustado. Seu lorde sempre gostara de mexer com a alma dos outros, mas ele nunca esperara que ele fizesse o mesmo com ele.


“Oh, não se preocupe. Foi apenas um feitiço de curta duração, é como a poção da morte-viva, porém um pouco mais forte.” Explicou calmamente, andando um pouco para lá e para cá. “E, apenas surtiu efeito depois que você aprendeu sobre a morte, depois que eu lhe emprestei o livro A arte de morrer.”


“Oh. Entendo.” Deixando isso de lado, Harry rapidamente deixou um sorriso escapar em seu rosto. Ele estava tão feliz que Marvolo fizesse tudo por ele.


Tom apenas sorriu, sua mente vagando. Era certo Harry estar tão bem com o fato de que ele mexe com ele enquanto dorme? Bem, o que importa. Não é como se ele fosse fazer algo particularmente errado demais, então estava tudo bem.


Harry passou uma hora brincando com a criatura até que fosse surpreendido por estar cercado de tréstalios. Desde quando havia tantos, ele pensou.


“Hmmm… Milord? Porque há tantos?” Perguntou, sua voz suave e tremendo de felicidade.


“Bem, mesmo antes de você vir, esta floresta sempre fora um refúgio para a espécie. Hoje em dia há mais de cinquenta por aqui.” Respondeu, seus ombros largos caindo em resignação. Aparentemente, desde que Harry veio, eles foram ainda mais atraídos por este local. Arg, realmente, o que havia neste menino que atraia todos para serem enrolados em seu dedo mindinho? Tom se perguntava se ele mesmo estava incluso no dedo do menor.


Harry ficou em silêncio a maior parte do tempo, apenas acariciando as criaturas quando enfim decidiu incomodar Marvolo sobre o que tanto fazia caos em sua mente.


“Marvolo?” Perguntou, deixando Riddle surpreso. Uma rara ocasião onde o chamava por seu nome. “O que foste fazer a manhã toda?” Timidamente, ele completou a pergunta. Ele nunca superou o fato de que, desde menor, sempre estivera somente com a voz interior, apenas tendo sua voz exterior curada um ano atrás.


“Ah, eu fui resolver algumas coisas em Gringotes, pequeno.”


“Ah, entendo.”


“Não quer saber o que era?” Questionou,confuso. Geralmente, crianças da idade de Harry sempre foram curiosas para saber sobre tudo e todos. Não que ele tivesse muita interação com crianças amigavelmente, especialmente quando ele veio de um orfanato hostil.


“Não. Eu sei que você me contará quando chegar o tempo.” Proclamou o garoto, casualmente. Oh, como Harry estava curioso... Ele estava, mas, ele, assim como Tom o ensinou, aprendeu a não demonstrá-lo. Ele aprendera isso um pouco antes do dia de hoje, quando questionara o porquê de Tom ser sempre bem controlado.


E assim, tomando conta dos animais e conversando sobre temas aleatórios que Harry encontrava em novos livros, eles passaram uma noite em claro perto dos tréstalios. Uma das criaturas até mesmo deixou Harry montá-lo, para a alegria do Potter.


Eles voltaram para a mansão somente quando amanheceu. Harry sequer tinha notado que estava com fome, embora Tom não o fizesse. Quando foram para a cozinha, o pequeno encontrou um belíssimo bolo com chantilly branco o enfeitando. Sua boca salivava para comê-lo. Ele virou para Marvolo, pedindo permissão para um simples pedaço.


“É todo seu. Feliz aniversário atrasado, meu Harry.”


Com aquelas palavras, o coração do menino encheu-se de calor. Ele nunca recebera um único feliz aniversário em sua vida. Esta ocasião era especial para ele, mas do que Tom podia imaginar. Não suprimindo sua vontade, Harry largou de pegar o bolo e pulou para cima de seu lorde, abraçando-o no calor do momento. Marvolo suspirou, inconformado. Seria isso todo dia? Merlin.


Após comer o bolo, bateu em Harry um inexplicável sono. Percebendo isso, Tom pegou ele no colo (para o desagrado do garoto, que insistia em fazê-lo descer), subiu em direção ao quarto e descuidadamente jogou o menino na cama de qualquer jeito, deixando o outro indignado.


“Ei!”


Riddle apenas riu, malévolo.


Alguns minutos após, o pequeno estava dormindo como uma pedra com o carinho nos cabelos de Tom. Marvolo observou a gargantilha no pescoço de seu anjo, percebendo o quão hilário era a sua ideia original. Originalmente, ele realmente iria comprar uma coleira com corrente, mas achou que seria muita sacanagem com o menino.


Ele apenas deu de ombros, saindo do quarto.


Dia seguinte, Harry acordou com cócegas, como sempre. Rindo incontrolavelmente quando Tinky atinge seu ponto fraco, ele fracamente cumprimentou a elfa doméstica.


“Mestre mandou avisá-lo que, após o café da manhã, é melhor encontrá-lo em seu escritório.” Respondeu uma Tinky risonha. Realmente, o garoto apenas trouxera paz para esta mansão.


Lavando-se e escovando os dentes, Harry não pode deixar de se levar pelos mesmo pensamentos de quando chegara a este local. Ele se viu com medo de ser abandonado, surpreso com o quanto sua vida havia mudado e feliz por isso. Ele vestiu conjunto de roupas simples, já que aparentemente eles não iriam sair. Harry nunca sai. Às vezes, ele deseja visitar o beco diagonal, apenas para que possa ver o quão incrível são as lojas ou quão grande é o banco Gringotes.


Ele se sentia solitário, às vezes.


Mas tudo bem.


Chegando ao escritório, ele suavemente bateu na porta de mármore até que houvesse uma resposta. Mexendo casualmente no presente envolta de seu pescoço, ele perguntou:


“Chamaste, Milord?”


“Harry.” Tom sorriu, satisfeito pelo outro estar bem contente com o presente, aparentemente. Levantando-se da poltrona e pegando uma pilha de livros, ele andou calmamente até Harry e ordenou que ele se sentasse. “Aqui. Esta semana estudarás Occlumency.”


“Oclumência? O que é isso?” Perguntou, sua voz infantil cheia de curiosidade. Ele, de fato, lera este assunto uma ou duas vezes de passagem, mas nunca compreendeu o que era.


“É uma das proteções mágicas. Especificamente falando, ela protege a mente de intrusos.” Explicou Tom, olhando nos olhos de Harry.


“Como, se me permite perguntar, haveria um intruso em minha mente?” Balançando a cabeça, Harry questiona.


“Legilimência. É algo similar e está na mesma categoria que Oclumência, mas enquanto a Oclumência é dada por defender a mente, a Legilimência se trata de atacar a mente.”


“Hmmm… Entendo.” Falou, pegando a pilha de livros da mão de Marvolo. Ele se sentou em sua poltrona favorita, aquela perto da lareira e da estante de vinhos.


“Ah, Harry.” Tom chamou a atenção de Harry para si, para avisá-lo. “Eu estarei pessoalmente lhe ensinando como é a sensação de ter alguém invadindo sua mente após a leitura deste livros. Apenas achei melhor você saber a teoria por trás, para facilitar.” Completou, voltando a mexer na papelada em cima da escrivaninha. Harry sempre se pergunta o que tanto chama a atenção de Marvolo nestes papéis, sempre há papéis novos em cima desta.


Ele se sentia meio enciumado, na verdade. Malditos papéis para tirar a atenção de Riddle quando Harry queria ela apenas para si. Ele nunca iria admitir isso em voz alta, embora.


Demorou dois dias para que enfim ele acabasse de ler os livros grossos de Oclumência. Harry estava animado para as lições. Afinal, esta era a única segunda vez que Harry via seu lord lhe dar aulas pessoalmente. Geralmente era ele, sozinho, lendo e memorizando na biblioteca da mansão.


Ele mal entrou na sala quando sentiu uma forte ardência em sua cabeça. Exclamando de surpresa e dor, ele olhou incrédulo para Tom, que havia o olhado nos olhos.


“Digo, o que aconteceu…?” Exclamou o pequeno Harry.


“Isso, meu precioso, foi um ataque direto. Você sempre saberá quando alguém está atacando diretamente por causa da sensação aguda.” Explicou Riddle, sorridente. “Quando você tiver aprendido a arte da oclumência, você não sentirá mais esta dor ofuscante.”


Ótimo, pensou Harry, uma única tentativa por parte dele e já estou com dor de cabeça. Ele sentou-se, olhando nos olhos de Tom, assim como fora explicado para ele. Geralmente, um legilimens precisa olhar nos olhos de alguém para que ocorra a legilimência. Mas, pelo que Marvolo havia dito no dia anterior, ele conseguia ler a mente de alguém que estivesse no mínimo a 30 metros.


“Veja, Harry.” Tom diz, aparentemente do nada.


“Sim, Milord?” Harry perguntou, confuso. O que era?


“Você sentiu?” Riu, seus dentes brancos revelando duas únicas presas afiadas.


“Sentir o que?” Ainda mais confuso, Harry perguntou quase morrendo por dentro.


“Eu acabei de ler seus pensamentos e você nem sentiu. Veja, esta é a diferença entre uma abordagem direta e uma sutil, há um enorme patamar entre elas duas.” Riu ainda mais, Harry corando furiosamente.


Ele nem sentiu nada!


“Bem, o que você aprendeu sobre a arte mental, precious?” Questionou Marvolo, sua postura despreocupada ainda disfarçada em sua aura imponente. O pequeno Potter aprendera a diferenciar as diferentes posturas de seu lorde, apenas por precaução.


“Oh. Suponho que tenha que haver uma grande concentração e meditação por minha parte, sir.”


“Sim, por isso, não se frustre por não conseguir de primeira, está bom?” Calmamente falou. Harry assentiu, aceitando a dica. Ele não tinha o que perder mesmo. Ele realmente tinha todo o tempo do mundo até os seus onze anos.


Tarde da noite, um Harry frustado sai do escritório inconformado junto com um lorde das trevas pomposo e risonho. O motivo? Riddle achava extremamente fofo o jeito que seu pequeno anjo ficava com raiva. Harry, por outro lado, estava frustrado justamente pelo motivo de Marvolo.


Ele não era fofo! Choramingava ele.


“Harry, vem comigo.”


Harry o seguiu, como um cachorrinho. Tom apenas sorriu ainda mais depois de ter pensando nisso.

Eles chegaram ao laboratório, os pés da criança se arrastando. Ele estava cansado do longo dia que tiveram, mas Tom nem sequer demonstrava sinais de ficar cansado de usar legilimência. Tom pegou um frasco com um líquido vermelho vivo e deu nas mãos de Harry, murmurando um simples 'beba’.


Harry bebeu, não sentindo nada de diferente mesmo após ter se passado um minuto. Ele olhou para Marvolo, pedindo explicações. Riddle apenas deu de ombros, pegando um pergaminho e uma agulha, pegando inesperadamente a mão de Harry e espetando um de seus dedos com ela. O sangue caiu no pergaminho, que logo começou a surgir palavras e linhas.


Ok, a criança estava muito curiosa agora. Mas ei, porquê de pegar a mão assim quando poderia ter simplesmente pedido? Pensava ele, suas bochechas infladas.


Enquanto isso, Tom friamente analisava o pergaminho com um brilho em seus olhos. No final, ele apenas olhou para dois nomes na lista e sorriu, satisfeito.


“Interessante.”


Notas Finais


Bye bye


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