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História .on 3, run! — norenmin au - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


eu fiquei até duas da manhã escrevendo isso é juro que revisei mas se tiver erro pfvr me perdoa

comentem e favoritem se gostarem!

Capítulo 2 - The names


A mente de Jeno estava tão em branco quanto o resto dos papéis na urna. Ele suava nervosamente, não sabia nem para onde olhar. Sua mente vagava apenas em um questionamento: “Como dois papéis?” 


Jeno não sabia de ninguém que tivesse pegado mais de um. É tão anormal e impossível que não é nem falado. A possibilidade nunca foi pensada. 


“Isso já aconteceu antes? O que eu deveria fazer? As membros viram?”, ele se perguntava incansavelmente, nervoso como nunca. Resolveu então pedir ajuda. 


— Hm, senhoras... eu acho que houve algum engano... saíram dois papéis... — Jeno dizia trêmulo para as membros presentes na sala. Horrorizadas e chocadas, elas pediram que ele esperasse o Superior em sua sala. Uma delas o acompanhou, a distância pelo desprezo. 


— Pequeno Jeno, soube que teve um problema. Dois papéis, não é? — O Superior finalmente chegou à sala, rondando um Jeno em pé paralisado de temor. — Você deve estar confuso, mas tudo bem. Apenas terá de me entregar seus papéis e passar um tempo aqui. 


— Por que eu deveria? Vou ganhar outro papel? Por que a Entidade me deu dois? — O nervosismo se tornou então impaciência em Jeno.


— Você nunca ouviu falar de casais de três certo? Nem nunca presenciou um. Isso é porque o Santuário sempre resolve. Agora, me dê os papéis. 


— O senhor não respondeu minhas perguntas. Eu quero ir para casa, por quanto tempo terei de ficar? 


— Pelo tempo que for necessário! — O Superior se sentou, colocando sua mão na testa, consternado. — Sobre as perguntas, não é da sua conta. Membro, por favor leve-o a um aposento vazio. 


O membro que estava na sala desde que Jeno havia chegado pediu para que ele o seguisse. Jeno o fez, mas ainda mergulhado de questionamentos. Estranhava profundamente o comportamento que o Santuário estava tendo com ele. Se eles resolvem, por que estão todos com nojo? 


— Eles vão te matar. Vão matar você e as pessoas nos papéis. É assim que eles resolvem casais diferentes: matam-os antes que alguém sequer descubra da existência. Você precisa fugir. — O membro que acompanhava Jeno soltou, amedrontado e checando se ninguém mais havia ouvido. 


Jeno ficou estagnado de tão chocado, mas o membro o empurrou para que continuasse andando, não poderiam parecer suspeitos. Jeno olhou para o membro com tanto medo quanto ele, até que respondeu baixo: 


— O que? Não, não é possível. Como pode? A Entidade protege as pessoas, esse também é o papel do Santuário. Como assim matar? Você está falando sério? 


— É claro que estou idiota, eu sou um membro! Estou te avisando, você precisa sair daqui. Eu não posso ver mais pessoas inocentes morrendo... eu te ajudo, eu prometo. — O membro levantou seu dedo mindinho, num ato um tanto infantil de selar sua promessa. Jeno entrelaçou o seu no dele e concordou. — Ótimo. Eu tenho um plano. 



————— ♥︎ 



— Socorro! O bastardo me agrediu e fugiu! — O membro que ajudava Jeno gritou, fingindo estar machucado. Enquanto isso, Jeno corria o máximo que podia para longe do Santuário, com seus papéis no bolso. Precisava voltar para casa.


Combinou com o membro que iria correr, assim que ele gritasse por socorro. O membro lhe mostrou uma saída escondida e lhe garantiu que iria mentir sobre por onde fora. Jeno agradeceu imensamente e cumpriu com o plano. 


Um metrô e dois ônibus não tão cheios depois, pois já estava tarde, Jeno estava em casa; ofegando por sua fuga. O membro disse que o Santuário tem olhos em todos os lugares e ele precisava ser rápido, antes que a notícia se espalhasse. 


Jeno checou o celular. Quinze chamadas perdidas de sua mãe. Precisava contar para ela o que aconteceu, mas primeiro precisava pensar no que iria fazer a seguir. 


“O membro me pediu para fugir. Mas para onde? Ele também disse que o Santuário tem olhos em todos os lugares. Que a Entidade me dê uma luz, não sei o que fazer!”, Jeno pensava coberto de medo. Sua mãe ligou novamente, e ele resolveu atender por fim.


— Lee Jeno, eu já estava morrendo de preocupação! Por que você não atende a merda do telefone? Que inferno! E aí, como foi lá no Santuário? — A voz de sua mãe saia as pressas pela caixa de som do celular. Desesperado, Jeno começou a chorar. — Neno, o que houve? Você está bem? Está chorando? 


— Mãe, saíram dois papéis. Dois nomes. O Superior me disse para esperar lá, mas um membro me disse que eu deveria fugir porque o Santuário mata todos os amantes anormais. Ele me ajudou e eu voltei para casa. E não sei o que fazer... — Entre lágrimas, Jeno tentava explicar o mais claro que podia para sua mãe. Essa ficou calada por um tempo, até que tivesse palavras saindo novamente:


— Neno, filho... eu sinto muito! Eu nem sabia que isso acontecia, na verdade faz sentido já que o Santuário mata... enfim, você precisa avisar seus parceiros e fugir! Se esse membro está certo, com certeza irão atrás de vocês. Vou te mandar algum dinheiro e vai ficar tudo bem, okay? Me mantenha avisada! — a voz trêmula da senhora progenitora de Jeno saía aos poucos, ela parecia chorar também. Jeno disse que a amava e desligou. A senhora Lee estava certa: ele precisava encontrar seus parceiros. 


Pela primeira vez desde que pegou os papéis, abriu-os. Os nomes e então os endereços estavam escritos em uma caligrafia bonita e em preto. Finalmente assimilando as palavras ali contidas, pode ler os nomes.


Huang Renjun e Na Jaemin. 


Ele logo reconheceu o endereço do (da?) tal Jaemin. Um bairro nobre, onde só os mais burgueses moram. Pensou que deveria começar por ele, pois era rico e poderia oferecer proteção maior.


Foi o mais rápido possível, mesmo que de ônibus, para o endereço indicado. Tocou a campainha da casa sinuosa e uma mulher o atendeu. Falou que precisava de Jaemin urgentemente. A mulher parecia meio receosa de deixar Jeno entrar, então pediu para que ele esperasse. E ele esperou por uns bons minutos, até ficar com medo de ser achado pelo Santuário estando tão exposto assim. 


— Eu te conheço? — Um garoto de cabelos rosas meio desbotados, numa calça jeans rasgada e uma blusa do Queen, ambas pretas, apareceu então no portão de sobrancelhas arqueadas. 


— Não, mas vai conhecer. É urgente de verdade. — Então Jeno, para ser convincente, mostrou a quem ele acreditava ser Jaemin o papel da urna com seu nome, pensando no quão azarado era. Não bastasse ser dois, um era um homem! 


Jaemin o olhou incrédulo. Casais homossexuais não são permitidos pelo Santuário. De cara, percebeu que estava encrencado. Sendo assim, abriu o portão e puxou Jeno para dentro, falando baixo: 


— Mas você é um homem! O que tá acontecendo? 


— Se você já tá achando ruim por eu ser um homem, espere até ouvir o resto. 



————— ♥︎



— TÁ DE ZOEIRA NÉ PORRA? — Jaemin grita incrédulo ao que Jeno se encolhe um pouco assustado. Jaemin levou-os até o seu quarto repleto de pôsteres de bandas de rock e indie, além de outras coisas meio anos 80. Jeno estava sentado em sua cama e havia acabado de lhe explicar toda a história. 


— Eu não tô brincando. Acabei de te mostrar os dois papéis! — Jeno respondeu ansiosamente, olhando Jaemin andar de um lado para outro, tão desesperado quanto ele mesmo. 


— Caralho, a gente tá fodido. Muito fodido. Puta que pariu. — A mente de Jaemin era basicamente palavrões se repetindo em um loop infinito. Ele ainda não conseguia acreditar. 


— Jaemin, eu sei que você tá confuso e se sentindo mal, mas a gente precisa vazar, e rápido. — Jeno disse por fim, suspirando cansado, mesmo sabendo que aquilo era só o começo. — Avisa seus pais e tenta arrumar algum veículo pra gente. Temos que buscar a outra pessoa.


— Ei, calma lá! Acha que vai ser fácil assim? Meus pais vão surtar! — Surtando ainda mais, Jaemin se pôs a pensar. Controlado do jeito que era, seus pais com certeza não iriam permitir. E era por isso mesmo que iria fazer. — Avisar meus pais porra nenhuma. Eu tenho um trailer, a gente vai nele. Qualquer coisa eu falo com eles pelo telefone depois. O Santuário vai achar a gente rápido pra caralho usando os registros, vamos sair daqui. Agora! 


Jaemin pegou algumas roupas e utensílios, algumas para Jeno também, já que este não lembrou de trazer qualquer coisa. Foram para a garagem da casa gigantesca o mais discretamente possível. 


— Esse é o seu trailer? — Jeno perguntou genuíno ao ver um Motor-Home Renault Master 2011. 


— Óbvio que é. Eu nunca usei antes, nunca achei necessário e comprei mais pela estética, mas tá zerado. — Jaemin respondeu já colocando as malas dentro do veículo, apressadamente. — Para de julgar e entra, inferno! 


Sem pensar muito, Jeno entra no banco de passageiro, seguido por Jaemin no volante. Jeno lhe entrega o papel com o endereço de Renjun e partem rapidamente. 


Pelo caminho, Jeno nota pessoas olhando estranhamente, mas não sabia dizer se era pelo trailer ou se eram “os olhos do Santuário”. Tremia só de pensar. 


— Ei, cara. — Jaemin disse sem tirar os olhos da pista, percebendo o desconforto de Jeno só pela visão periférica e colocando sua mão delicadamente nos fios negros dele. — A gente vai sair dessa. Fica sussa. 


Jeno o encara, ao que Jaemin esfrega seu cabelo com força, fazendo-o reclamar e arrancando pequenas risadas do aspirante a agressor. Jeno sorri. Talvez eles saiam dessa. 



Notas Finais


então, sobre atualização e quando vai ser
vai ser quando me der na telha 🤡
sim isso mesmo pq eu sou mto preguiçoso ent tem q ser no meu tempo, paciência
vou tentar trazer o mais rápido possível mAS até segunda ordem eh isto
obrigado pelo carinho e até a próxima!


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