História On fire (Delena) - Capítulo 37


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Damon Salvatore, Davina Claire, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Enzo, Giuseppe Salvatore, Hayley Marshall, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Lexi Branson, Matt Donovan, Rebekah Mikaelson, Stefan Salvatore, Tyler Lockwood
Tags Amor, Damon, Delena, Elena, Romance, Sexo, The Vampire Diares
Visualizações 202
Palavras 3.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E com vocês o capítulo que deveria ser o último, massss que na verdade é o começo da próxima fase kakakaka leiam até o final ❤

Capítulo 37 - Chapter thirty-seven


Fanfic / Fanfiction On fire (Delena) - Capítulo 37 - Chapter thirty-seven

- Kol me ajuda com o almoço? – Caroline diz puxando o moreno para a cozinha.

- Você deve estar querendo me matar – digo fraco.

- Ah pode ter certeza que sim – ela bufa – caralho Elena, você não tinha o direito de fazer isso.

- E o que eu deveria fazer? Fazer ele escolher? Você pode ser amiga dele, mas quem sabe da minha vida sou eu.

- Se você acha mesmo que está certa então você é tão louca quando a Nick.

Aquilo é como um soco no estômago. Respiro fundo tentando me controlar, mas é em vão.

- Sinto muito, mas você é incapaz de entender pelo que estou passando – minha voz é quase um grito – não tem direito algum de me acusar de nada. Eu tomei minha decisão e é isso que importa pra mim e para minha filha.

- Ela não é só sua – ela grita de volta.

Só então Kol reaparece interferindo na discussão.

- Parem as duas – ele diz com a voz um tanto controlada – Bonnie, você está chateada por ela ter mentido, mas ela teve seus motivos e se você não é capaz de entender então foi um erro ter te contado.

Ela se cala no mesmo segundo talvez se arrependendo de ter se exaltado.

- Olha, me desculpe – digo primeiro – eu não sabia o que fazer, mas sabia que minha prioridade era esse bebê – toco a barriga – não queria que você me odiasse por isso, mas eu não vi outra saída.

- Eu não sei o que faria no seu lugar, mas sei como pode ser ameaçador ter a Nick no pé – ela respira fundo – mas essa mentira acaba agora. Damon precisa de você.

- O que aconteceu? – pergunto um pouco mais preocupada do que gostaria de demonstrar.

- O pai dele faleceu, ele deve estar agora em um vôo pra NY. Preciso que você venha comigo... ele está péssimo Elena.

- Eu só preciso passar em casa – digo colocando a bolsa por cima do ombro.

- Você não pode viajar de avião – Kol diz de repente – sua gravidez...

- Não vai acontecer nada, não se preocupe com isso – olho pra ele – Você vem ou não?

- Vamos.

- Caroline? – chamo pela loira que aparece em segundos.

- Eu não posso ir, um velório não é lugar pra uma criança – diz se referindo ao Ryan.

- Eu preciso ir – digo quando ela me abraça.

- Boa sorte.

...

Foram as piores horas da minha vida, a cada pequena turbulência meu coração descompassava batendo desesperadamente assustado.

Kol do meu lado parecia aflito, vez ou outra apertava minha mão me encorajando a continuar com isso.

- Você não precisa falar nada – diz de repente – pode apenas ir até lá e ver como ele está, não precisa contar da gravidez, quase não dá pra ver sua barriga, um casaco esconde isso facilmente.

- Eu quero contar Kol, mas eu tenho tanto medo do que vai acontecer depois.

- Elena, eu nunca vi você tão triste como nesses últimos dois meses, menos quando fala da sua filha, claro, mas no resto... nem trabalhar você está gostando mais e ser advogada era seu sonho.

- Sinto muito por isso também – encaro a janela antes de voltar a falar com ele – tenho sido uma péssima amiga e vou acabar sendo uma péssima mãe

- Não diga isso, você vai se dar bem, tem feito de tudo pelo bem da sua filha, é isso que uma mãe faz – sorrio pra ele apertando seu braço.

- Obrigada.

- Dorme um pouco meu bem.

Aceno que sim e me viro para a janela apreciando as nuvens que passam pelo avião. Eu sempre gostei de voar, sempre quis pular de paraquedas, ou pilotar, mas essa vontade foi se perdendo aos poucos conforme a vida foi acontecendo.

- Qual o plano dela? – escuto Bonnie dizer.

- Acho que ela não tem um – Kol sussurra de volta e tenho vontade de rir.

- Então chegar e contar parece ser uma boa decisão.

Olho pelo canto do olho ele se inclinando e beijando sua bochecha, logo depois ela descansa em seu ombro. Não posso evitar desejar que Damon estivesse ali comigo, sem toda essa confusão.

...

- Lena? – Kol me chama o que pareceu ter sido um segundo depois de eu ter fechado os olhos – chegamos.

Estico as pernas e o acompanho para fora do avião.

Um carro nos leva até a casa dos Mikaelson e por sorte não há ninguém em casa, essa é a época do ano que eles passam em New Orleans... pelo menos não terei que explicar minha gravidez logo de cara.

Vou para meu antigo quarto e deixo a pequena mala sobre a cama. Coloco um vestido preto e um casaco por cima. Já não é mais inverno, mas o vento gelado ainda castiga.

Kol e Bonnie me esperam na sala. Ele com um copo de whisky e ela mexendo impaciente no telefone.

- Podemos ir?

Eles acenam que sim e vem na minha direção. Pego um chapéu e o coloco cobrindo meu rosto.

- Mal dá pra ver sua barriga – ela observa.

- Essa é intenção – sorrio fraco – por favor, quero pedir aos dois... eu preciso falar, só eu.

- Não vou interferir – Bonnie responde sabendo que foi direcionado a ela.

- Obrigada.

...

Muitas pessoas estão envoltas do caixão. Stefan abraça Marcela e posso ver ele limpar o rosto por baixo dos óculos escuros. Damon está logo ao lado com os braços cruzados encarando o caixão.

Um senhor termina de falar e o caixão é abaixado. Chegamos no final.

Ao ver os amigos da família abraçando os meninos decido me aproximar. Mas antes que eu o alcance Damon sai do meu campo de visão. Por sorte Stefan me vê e vem na minha direção me abraçando.

- Fico feliz que tenha vindo – diz fraco.

Antes que eu responda sou tomada pelo abraço de Marcela. A pobre viúva parece desolada, tenho certeza que ela não dorme bem a dias. A conforto em meu braço e a vejo sorri fraco ao se afastar.

- Eu estava procurando o Damon – digo a ela.

- Acho que está no túmulo da mãe, querida – ela limpa o rosto e aponta para o lado que o vi desaparecer – fica naquela direção.

- Obrigada – digo indo atrás dele.

Faço um sinal a Kol dizendo que estou bem e vou continuar.

De longe vejo o moreno sentado na grama com as pernas entre os braços. Sua barba está maior que o normal, diria que ele não tira a pelo menos uma semana. Seus lábios se mexem, mas não vejo ninguém por perto, imagino que ele esteja conversando com a mãe.

Me abaixo observando aquela cena, Damon parece uma criança indefesa, que só precisa de um abraço. Por um segundo me pergunto por que eu menti pra ele, por que não fiquei ao seu lado como queria.

Me preparo pra ir em sua direção quando uma morena surge em meu campo de visão. Nick está com um vestido preto apertado demais para sua enorme barriga de 6 meses, se não soubesse disso acreditaria facilmente que o filho dela nasce hoje. Ela se ajoelha na frente dele e o beija.

Meu coração se parte em um milhão e meio de pedaços. Ela conseguiu o que queria. Só precisou me tirar do caminho para tê-lo de volta. O mundo parece estar congelado a minha volta, minha respiração fica lenta e não escuto as batidas do meu coração, tenho certeza que estou morta.

Não consigo ver a cena até o fim devido ao fato dela estar de costas tampando minha visão que já não é mais a mesma devido as lágrimas que agora se apossam do meu rosto.

Uma mão toca meu ombro me assustando, mas tudo volta ao normal quando ao olhar pra trás vejo que a mão é de Kol. Levanto e o abraço soluçando contra sua camisa escura.

- Por que não foi até ele? – diz afastando meu rosto para encará-lo.

- Vai dizer que você não o viu beijando a Nick? – pergunto quase gritando.

- O que? Não... eu vi eles conversando apenas.

- Vai ver você não estava perto o suficiente para prestar atenção – me solto de seus braços – foi um erro ter vindo aqui.

Saio dali deixando o moreno sozinho. Vou na direção do carro e peço ao motorista que me leve para a casa dos Mikaelson.


Pov Damon

Não aguentava mais ver meu pai sendo enterrado, precisava conversar com alguém e eu estava no lugar certo. Fui até o túmulo da minha mãe onde dizia “Lillian Salvatore, amada mãe e esposa”. Me sento em uma pedra abraçando as pernas. Só precisava ficar com ela por alguns segundos.

Nick que me cercou durante todo o velório acabou me seguindo até aqui. Não que seja ruim ter a presença de alguém, mas eu preferia ficar sozinho nesse momento.

- Eu só preciso de alguns minutos e depois te levo para casa – digo antes que ela se aproxime mais.

- Ai, Damon, tem algo no meu olho – ela vem na minha direção e se ajoelha na minha frente.

Aproximo meu rosto do seu tentando ver o que está acontecendo. Não vejo nada, mesmo assim assopro seu olho tentando tirar alguma sujeira.

- Meu herói – diz me abraçando.

Sorrio fraco afastando seu corpo do meu. É estranho abraçá-la com uma barriga tão grande nos separando.

- Eu preciso ficar sozinho – digo sério.

- Ok – ela levanta e se vira na direção de um casal se abraçando logo a frente.

Não consigo ver o rosto da mulher, mas é como se eu conhecesse. Dou de ombros sem dar importância, afinal conheço quase todas as pessoas presentes aqui hoje.

- O que foi? – digo quando ela não para de encarar o casal.

- Nada – diz rápido e com um pequeno sorriso nos lábios – te encontro no carro.

Finalmente sozinho, mas não por muito tempo. Vejo Bonnie se aproximando seguida por Kol. Não preciso me fazer de forte pra ela. Quando seu abraço se encaixa ao meu deixo as lágrimas rolarem pelo meu rosto.

- Tudo bem – ela diz me apertando forte – estou aqui.

Despois de alguns minutos ou horas, eu me afasto limpando o rosto. Kol me mexe no celular fingindo estar distraído e fico agradecido por isso.

- Obrigado por ter vindo – digo a ele.

- Não precisa agradecer – ele respira fundo – Caroline e Klaus não puderam vir, por causa do Ryan.

- Claro, não precisa explicar...

- Oi pessoal – Stefan aparece do meu lado.

Ele cumprimenta o casal e depois vira pra mim.

- Vou levar Marcela para casa, ela precisa descansar.

- Tudo bem – digo fraco.

- Onde está... – antes que ele termine de falar o que quer que seja Kol o interrompe.

- Viemos apenas nós dois.

- Mas...

- Klaus e Caroline não puderam vir – Kol responde rápido e simples.

Ergo a sobrancelha estranhando aquela conversa, mas não digo nada.

- Eu vou pra casa – diz balançando a cabeça.

Concordo observando-o sair.

- Você vai ficar bem? – Bonnie pergunta tocando meu rosto.

Aceno que sim.

- Me ligue se precisar de algo – sorri fraco e sai de mãos dadas com Kol.

Respiro fundo tentando esquecer a dor em meu peito, em vão. Então apenas encontro Nick e vou pra casa. 


Pov Elena

- Por quê foi embora? – Bonnie entra gritando no meu quarto – tínhamos um combinado.

Limpo as lágrimas do rosto a encarando incrédula.

- Não tínhamos não – me levanto da cama – eu disse que iria vê-lo e não encontrei nada do que você descreveu ao me convencer a vir até aqui. Eu arrisquei a vida da minha filha entrando naquele avião para chegar aqui e encontrá-lo com a Nick – me aproximo dela – você não tem direito algum de entrar no meu quarto e gritar comigo. Eu não devia ter te escutado.

- Você não sabe do que está falando, ele não está com a Nick, nem escutou o que ele tinha para dizer.

- Eu vi! – levanto ainda mais a voz – não preciso que me contem mentiras se eu vi o que precisava. Você não entende. Acha que gosto de estar longe dele? Eu odeio, mas estou fazendo isso pra que ele tenha a chance de conhecer o filho... e parece que não vai ser só isso que ele vai ganhar no processo.

Me odeio por estar chorando em meio a essa discussão. Limpo o rosto empurrando ela para fora do quarto.

- Não admito que você grite comigo como se soubesse algo sobre o que estou passando! Quero você longe de mim – bato a porta do quarto e a tranco.

Então desisto de resistir e deixo as lágrimas preencherem meu rosto enquanto volto a me afundar na cama.

- Elena, abre a porta – a voz grossa de Kol atravessa a parede – eu só quero saber como você está.

- Estou bem, sai daqui – me limito a dizer.

- Por favor...

- Sai Kol! – grito jogando uma almofada na porta.

...

É madrugada quando acordo chorando. Tive um pesadelo e tenho tanto medo que seja real que nem me mexo na cama. Mas meu soluço é alto.

Apesar de ser uma casa enorme as paredes são finas. O quarto de Kol fica exatamente ao lado do meu e em alguns segundos ele bate na porta.

- Está tudo bem? – não tenho forças para responde-lo – Elena fale comigo – então me assusto com o barulho do trinco da porta se quebrando – o que aconteceu?

Ele vem na minha direção e me senta na cama. Tenho medo de dizer, de olhar, de pensar. Me mantenho chorando, então ele percebe e ergue a coberta.

Nada na cama, não estou sangrando, foi só um pesadelo, está tudo bem. Passo a mão pela barriga e depois o abraço.

- Você quer ir pro hospital?

Aceno que não.

- Você ficou muda? – ele limpa uma lágrima da minha bochecha.

- Obrigada por ter quebrado a porta do meu quarto – digo fraco – pode voltar a dormir agora.

Ele respira fundo.

- Por favor, se precisar de qualquer coisa, grite... você tem boca é pra me dizer o que está acontecendo, não posso ficar derrubando as portas dessa casa toda vez que achar que algo está errado.

- Me desculpa.

- Tudo bem, volte a dormir, vamos embora pela manhã e prometo que não passará por isso de novo.

Ele se vira em direção a porta.

- Kol – ela me olha – obrigada.

- Pelo que?

- Por ser você.

Ele sorri e encosta a porta me deixando sozinha.


Pov Damon

Minha cabeça dói como se eu tivesse levado uma pancada. Não consigo dormir assim. Levanto da cama indo em direção a cozinha. Procuro por um remédio, mas é em vão, não sei onde fica nada aqui nessa casa.

Sento no balcão da cozinha e vejo um filme passar em minha cabeça.

Stefan e eu correndo de um lado para o outro brigando por causa de um carrinho azul horrível, que eu nem gostava, mas dizia que era meu por pura implicância. Giuseppe chega em casa cansado, mesmo assim sorri e nos abraça.

Depois caminha até Lillian no fogão e beija seu rosto de maneira carinhosa. Ela sorri satisfeita enquanto Stefan pula no colo dele querendo atenção. E eu pra atentar, puxo o pé dele pra baixo o impedindo de subir.

Minha mãe já está no terceiro grito, quer que a gente pare de correr para que ela possa terminar o jantar. Ela passa a mão pelo meu cabelo e diz que preciso terminar minha tarefa. Giuseppe se oferece para ajudar e me acompanha para a biblioteca.

Sorrio ao ter de volta aquela lembrança e sinto uma lágrima correr pelo meu rosto. Perdi as duas pessoas que mais amava na vida. Limpo o rosto voltando para as escadas.

Nick alegou estar cansada e com medo de ficar sozinha, então a trouxe para minha casa. Passo pela porta do quarto de hóspedes e escuto sua voz animada no telefone.

- Nick? – digo entrando.

A morena corre para o banheiro.

- Desculpa, não quis te assustar.

- Tudo bem – ela grita e um segundo depois escuto o barulho de algo caindo no chão.

Corro para o banheiro abrindo a porta sem pensar duas vezes. E pela segunda vez no mesmo dia o meu mundo desaba.

Nick sentada no chão tentando esconder a barriga, ou melhor, tentando esconder que não há barriga alguma. Eu fico estático, incapaz de dizer qualquer coisa.

- Eu posso explicar – diz ficando de pé.

A barriga de pano está em cima da pia e onde deveria estar não existe nada. Ela nunca esteve grávida. Eu estava certo o tempo inteiro, levado a acreditar que seria pai. Dou um passo atrás quando ela tenta encostar em mim.

- Sai da minha casa – digo quase inaudível.

- Damon, eu...

- SAI! AGORA!

Ela começa a chorar enquanto coloca um casaco por cima da camisola.

- O que está acontecendo aqui? – Stefan aparece na porta – uau – diz quando seus olhos caem sobre a morena.

- Parabéns Stefan, você não será mais titio – digo entredentes.

Saio do quarto seguido por ela.

- Me escuta Damon, por um minuto.

- Se eu tiver que te mandar sair daqui mais uma vez eu juro que não respondo por mim.

- Vem Nick – Stefan pega as coisas dela a levando até a porta.

Mando uma mensagem para Bonnie

Estávamos certos o tempo todo, Nick nunca esteve grávida.

O mundo gira ao meu redor. Não quero mais nada disso. Nada faz o menor sentido. Foi um erro pensar que eu poderia criar raízes, pensar que eu poderia ser feliz, que eu tinha algo a ganhar nessa vida. Jogo minhas roupas dentro da mala de qualquer jeito e saio trombando com Stefan na porta do quarto.

Suas palavras são inaudíveis. Estou cercado de tanta raiva que nada importa pra mim. Coloco a mala no banco do carro do meu pai. O opala 73 que sempre quis que fosse meu, é claro que ele deve ter deixado para Stefan.

Mas eu não ligo, só quero sumir dali, desaparecer sem olhar pra trás. Piso no acelerador sem nem pensar em um lugar exato para ir. No meio do caminho jogo o celular pela janela sem arrependimento algum.

Acabou.


Pov Elena

- Elena? – a voz de Bonnie é fraca e mansa atrás da porta encostada.

- Pode entrar – digo fechando o zíper da bolsa.

Estou pronta para voltar pra casa e esquecer que qualquer coisa tenha acontecido por aqui.

- Me desculpa pela maneira que te tratei ontem, você tem razão, eu não tinha direito de falar daquele jeito.

- Está tudo bem, eu também não precisava ter gritado – respiro fundo – vamos só esquecer isso tá?!

- Tem mais uma coisa – ela me entrega o celular onde tem uma mensagem de Damon.

Meu coração acelera descompassado. Era tudo mentira, então eu posso ficar com ele. Aquela cobra só estava tentando estragar a minha vida. Olho para a morena sorrindo a minha frente.

- Kol está te esperando no carro pra te levar até lá.

- Obrigada – dou um abraço rápido nela e desço as escadas correndo até o carro – acelera Mikaelson – digo eufórica.

Só quero abraçá-lo, dizer que o amo e que quero criar nossa filha junto com ele.

O carro para na frente da mansão Salvatore e eu corro até a porta batendo freneticamente.

- Elena? – Stefan me olha erguendo a sobrancelha.

- Oi, o Damon tá ai?

- Chegou tarde – ele respira fundo – Damon saiu de madrugada.

- Como assim, foi pra onde?

- Desculpa Elena, não sei dizer, ele estava transtornado, pegou uma mala e saiu com o carro, não havia muito o que fazer.

- Eu preciso encontrá-lo – digo aflita enquanto digito o número dele em meu celular.

- Aconteceu alguma coisa?

- Eu o amo – digo tentando respirar – e ele precisa saber disso.

O telefone cai na caixa postal. Olho impaciente para o moreno enquanto disco o número novamente.

- Damon, sou eu, preciso muito te ver – viro de costas para Stefan e continuo – eu amo você, nunca deixei de te amar. Precisamos conversar, é muito importante. Preciso que você volte, preciso de você – desligo o telefone e volto a encarar o moreno.

- Da última vez que ele fez isso sumiu por anos Elena... não acho que ele vá voltar com uma ligação, mesmo que seja sua – ele diz um pouco triste.

- Se ele aparecer, por favor, peça pra ele me ligar.

- Tudo bem – ele fecha a porta enquanto caminho de volta até o carro.

- O que aconteceu? – Kol pergunta me encarando.

- Acabou, eu cheguei tarde – digo engolindo seco.


Notas Finais


Eu nunca fiquei tão triste em escrever um capítulo, odeio ter que destruir o Damon dessa maneira, me desculpem...
Deixem comentários do que acharam e até qualquer hora ❤


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