História On fire (Delena) - Capítulo 39


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Damon Salvatore, Davina Claire, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Enzo, Giuseppe Salvatore, Hayley Marshall, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Lexi Branson, Matt Donovan, Rebekah Mikaelson, Stefan Salvatore, Tyler Lockwood
Tags Amor, Damon, Delena, Elena, Romance, The Vampire Diares
Visualizações 322
Palavras 2.592
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Queria ter postado mais cedo, mas tive que fazer algumas correções e diminuir o capítulo kkkkk

Capítulo 39 - Chapter thirty-nine


Fanfic / Fanfiction On fire (Delena) - Capítulo 39 - Chapter thirty-nine

Sentamos em uma mesa próxima a janela, o restaurante está praticamente lotado. O garçom é extremamente educado e a comida é perfeita. Peço um gnocchi alla romana e me delicio com cada garfada.

- Estou cheia – Lilly anuncia na metade do prato.

- Eu disse que o sorvete estragaria seu jantar.

- Desculpa – ela me olha triste.

- Está tudo bem amor, estamos de férias – passo a mão pela bochecha dela – mas isso não vai acontecer com frequência.

- Sim senhora – sorri de lado.

Conversamos sobre a escola e ela fala animada das amiguinhas, eu tomo mais uma taça de vinho enquanto tento acompanhar suas novas histórias.

- Pronta pra ir? - ela concorda.

Mas antes que eu levante uma mão toca meu ombro e a voz familiar dispara meu coração.

- Elena? - Stefan me olha com um belo sorriso nos lábios.

- Meu Deus, Stefan! - não sei se estou feliz ou em choque – o que faz aqui?

- Sou sócio do restaurante – diz dando de ombros.

- Sócio? - meu coração dispara.

Ele está aqui. Mas antes que eu diga algo seus olhos caem sobre a menina sentada a minha frente. Ele me olha esperando uma explicação.

- Oi – ela diz, acho que incomodada com o moreno a encarando.

- Oi moça – ele estende a mão pra ela – você é a?… 

- Lillian, mas pode me chamar de Lilly – ela sorri apertando a mão dele.

Stefan arregala os olhos e me encara. Estou paralisada, nem ao menos sei como reagir a esse encontro. Na verdade eu só quero sair daqui antes que isso viro algo incontrolável.

- Quantos anos você tem Lilly? - engulo seco.

- Eu fiz 5 ontem – ela responde animada.

- Meus parabéns atrasado – ele sorri pra ela.

- Você é amigo da minha mãe? - ela pergunta inocente.

- É, sou sim – ele diz se abaixando para olhá-la de perto – eu sou o Stefan.

5 anos de tranquilidade destruídos em 1 minuto. É claro que em meio a tantos restaurantes eu tinha que acabar logo aqui.

- Seus olhos são muito bonitos – Stefan diz e meu coração congela – já disseram que você tem os olhos do seu pai?

- Você conhece meu pai? - esse tom em sua voz, é algo que nunca tinha ouvido antes.

- Conheço – ele sorri.

- Hm, filha – interrompo – podemos ir?

- Mas eu achei que…

- Estou cansada meu bem – digo levantando.

Stefan se afasta dela deixando-a sair da cadeira.

- Foi um prazer te conhecer Lilly – diz a ela .

- Você também Stefan – ela passa a mão pelo cabelo e me dá a mão.

- Tchau – digo saindo rápido.

Estou na porta quando Lilly me puxa de volta e se vira para Stefan.

- Você pode dizer ao meu pai que eu gosto de ter os olhos dele?

Meu coração se desmonta em um milhão de pedaços.

Eu já havia falado sobre o Damon pra ela. Contei que eu o amei muito mas que acabamos separados por conta da vida, mas que ela não tinha culpa alguma e que eu acabei perdendo contato com ele quando ela nasceu, por isso ele não sabia dela.

Sempre disse a ela sobre seus olhos e já tinha até mostrado fotos dele para ela. Nunca escondi que ela tinha um pai, que seria ótimo se estivesse presente. 

Me acostumei a não ter ele por perto e imaginei que ela também não se importava. Mas eu estava enganada, a carga em sua voz era como um soco no estomago, é claro que ela queria ter um pai, queria conhecê-lo e nunca teve a chance.

Eu tinha mesmo uma filha muito inteligente. Ela viu a oportunidade e aproveitou.

- Pode ter certeza que vou falar – ele sorri e olha feio pra mim.

- Vamos Lilly – saio com ela do restaurante e sinto o ar voltar para os meus pulmões.

Ainda estou em choque com o que aconteceu, esse era o último lugar do mundo que eu esperava ter encontrado Stefan e se ele estava aqui, então o Damon também estava. Eu precisava vê-lo.

Mas é claro que não seria fácil, ele estava fugindo a tanto tempo, quem garante que ele não sumiria de novo, ainda mais se souber da Lilly. Ele pode não querer me ver, ou à ela. Na verdade eu não sei se eu quero que ele a conheça.

Aproveito que Lilly está brincando na banheira e ligo para Kol.

Oi Lena – Bonnie é quem atende.

- Oi amiga, o Kol está por ai?

- Só um minuto.

Kol e Bonnie estão morando juntos a 3 anos, ele fala que vai casar com ela, mas nunca fez o pedido oficialmente, eles apenas se juntaram e são felizes, de uma maneira que eu quase invejo.

- Oi meu bem – diz animado.

- Sai de perto da Bonnie, eu preciso falar com você. 

Ok, estou indo para o escritório, tem certeza que esqueceu sua pulseira aqui – ele diz disfarçando – o que aconteceu?

- Encontrei o Stefan – digo respirando fundo – eu acho que Damon também está aqui, posso ter jantado no restaurante dele.

O QUE?

- Kol – sinto uma lágrima escorrer pelo meu rosto – eu não sei nem porque estou chorando, quer dizer, encontrar ele é uma coisa boa né?

- Eu acho que sim – sei que ele está tão em choque quanto eu.

- Stefan conheceu a Lilly – sento na cama – você tinha que ver o jeito dela quando ele disse que conhecia o pai dela…

Como ela reagiu?

- Disse que gostava de ter os olhos dele – respiro fundo mais uma vez – eu estou me sentindo péssima.

Elena, não é culpa sua – ele fica em silêncio – ele é culpado por não ter respondido nenhuma das suas ligações.

- Vamos voltar antes pra Londres.

Se Stefan a viu, não vai demorar até o Damon saber.

- Mas eu não sei se ele vai querer conhecê-la – mordo o lábio – quer dizer, quem ia gostar de descobrir que tem uma filha de 5 anos.

Talvez ele goste.

- Ou não – respiro fundo – eu posso suportar perdê-lo, mas não posso deixar ele fazer parte da vida dela e depois sumir.

Elena, escuta, quando se tratou da Lilly você sempre fez tudo ao seu alcance para fazê-la feliz, sempre tomou decisões importantes visando o que era melhor pra ela. Confio que vai seguir o caminho certo.

- Obrigada, Kol – digo.

Dorme um pouco, vai acordar mais disposta.

- Boa noite – desligo o telefone e vou para o banheiro esperar por Lilly.

- Mamãe, seu amigo conhece mesmo o papai? - ela se enrola na toalha esperando que eu a seque.

- O Stefan é irmão do seu pai, querida – digo a verdade.

Poderia não contar tudo, mas se ela perguntasse eu não mentiria.

- Você acha que meu pai está aqui? - ela morde o lábio.

- Eu não sei amor – passo a mão pelo rosto dela – olha meu bem, muita coisa aconteceu desde que eu vi seu pai pela última vez, eu não sei como ele vai reagir quando souber que estamos aqui.

- Quando souber de mim – seu olhar se torna triste. 

- De nós – sorrio tentando amenizar – seu pijama está na cama, vou tomar um banho e se me esperar posso te contar um história.

- Ta bom – ela corre pro quarto.

Entro embaixo do chuveiro esperando que a água quente que cai sobre meus ombros leve com ela o peso das minhas costas. Ainda não acredito no que aconteceu.

Meu corpo dói como se eu estivesse caído de uma escada, a tempos não ficava tão nervosa.

Quando volto pro quarto Lilly dorme pesadamente sobre os travesseiros. Arrumo ela confortavelmente e depois me sirvo mais uma taça de vinho, preciso de algo que tire minha tensão, ou não vou conseguir dormir hoje.


Pov Damon

Passei alguns minutos observando os clientes até ver uma moça de costas. Eu poderia reconhecê-la em qualquer lugar, Elena estava ali. Pelo menos achei que fosse, mas a moça estava acompanhada de uma criança, não poderia ser ela.

No começo eu a via em todos os lugares, qualquer morena que passava por mim eu achava que era ela, ou quando sentia seu perfume, eu ficava louco olhando em todas as direções esperando encontrá-la.

Fazia muito tempo que não pensava nela, acho que por isso tinha parado de vê-la, mas dessa vez parecia tão real. Mas é claro que não era. Respiro fundo e volto ao trabalho.

No fim da noite encontro Stefan nos fundos do restaurante acendendo um cigarro.

- Achei que tinha parado com isso – digo encostando em um pilar.

- Não deu pra evitar – ele solta a fumaça e joga a bituca no chão – conheci uma pessoa hoje.

- Você sempre conhece pessoas – ergo a sobrancelha.

- O nome dela é Lillian – diz pausadamente.

- Arrumou uma garota com o nome da mamãe, escolha interessante.

- Cala boca Damon, estou tentando contar uma coisa.

- Ora, diga logo Stefan, está apaixonado?

- Estou – ele respira fundo – e você também vai ficar quando ver os lindos olhos azuis da sua filha.

- Da minha o que?

- Elena está em Nápoles, com uma linda menina de 5 anos.

- Elena teve uma filha?

- Vocês tiveram uma filha – ele respira fundo – eu sabia que tinha alguma coisa errada e eu disse que você precisava ligar para ela.

- Você deve estar louco Stefan.

- Eu a vi Damon, falei com ela, correção, com elas.

- Uau – minhas pernas falham.

Ele percebe e puxa um banco pra mim. Sento colocando o rosto entre as mãos.

- Onde ela está?

- Não sei, ela foi embora antes que eu perguntasse. 

- Eu tenho uma filha – tento encaixar as peças em minha cabeça.

- Ela pediu que eu te dissesse que ela gosta de ter os olhos do pai.

- E ela tem meus olhos – sinto meu estômago borbulhar – por que ela não me contou?

- Você vai ter que perguntar isso a ela.


Entrei em casa com aquela informação martelando em minha cabeça. Eu não podia ter uma filha, quer dizer, 5 anos fugindo. Como pude ter errado tanto? Eu precisava encontrar Elena.

Alô? - a voz é sonolenta do outro lado da linha.

- Bonnie… - até eu falar não havia percebido o tamanho do nó em minha garganta.

Damon? Onde você está? Está tudo bem?

- Por que não me disse que eu tinha uma filha?

Ela demora um pouco, acho até que não vai me responder, mas então depois de respira e fundo e diz.

Porque eu não tinha direito de contar…

- Não podia me esconder isso – digo com amargura.

Quer falar sobre o que eu podia ou não fazer? Ok, então você não podia fugir – escuto ela soluçar do outro lado da linha – eu esperei, fui compreensiva, mas você sumiu – ela suspira – devíamos ter enfrentado aquilo juntos, eu poderia te ajudar, mas você foi embora sem olhar pra trás… Elena lotou sua caixa postal com mensagens e você nunca retornou. Acha que tem direito de me exigir alguma coisa?

- Uau – eu não esperava esse sermão todo – Bonnie me perdoa.

- Eu já te perdoei Damon, mas sinceramente se eu fosse a Elena eu não te perdoaria.

- Ela me escondeu uma filha!

VOCÊ SUMIU DO MAPA.

Suas palavras cortam minha alma. Ela tinha razão. A quem eu estava querendo enganar. Eu fugi da minha própria vida... Elena teve ter tido um bom motivo pra me esconder isso e se ela havia mesmo ligado pra mim, como eu saberia se joguei meu celular fora.

Limpo a lágrima que escorre pelo meu rosto.

- Onde ela está?

Não sei – diz respirando fundo.

- Por favor Bonnie...

Oi Damon – a voz de Kol é fria como gelo, ele deve me odiar.

- Kol, eu preciso saber dela.

- Eu vou te falar onde ela está, mas vai ser uma decisão apenas da Elena te aceitar ou não na vida da Lilly.

- Eu tenho direito de fazer parte da vida da minha filha.

Você abriu mão do seu direito quando foi embora e não retornou as ligações de Elena – ele respira fundo – eu não vou dizer o que eu penso, não cabe a mim.

- Tudo bem, só me diga onde posso encontrá-la.

Tem uma praia sem ondas perto do píer, provavelmente ela estará lá pela manhã.

- Você poderia me dizer o nome do hotel dela... - digo impaciente.

Não vou facilitar sua vida – ele desliga o telefone antes que eu tenha chance de responder.

Respiro fundo e me afundo no sofá.


Pov Elena

Como sempre Lilly já estava de pé antes das 7h, nunca vi uma pessoa tão matutina como ela, isso com certeza não veio de mim.

Ela já não estava mais falando de Stefan ou do pai, voltou a ser a minha menina, que gosta de ter a companhia da mãe e não se importa se tem ou não um pai.

Tomamos café no hotel enquanto ela explica porque devo levá-la a praia agora. Em meio aos argumentos ela diz “eu sou uma sereia e preciso de água” ela me ganhou aí, não tinha mais o que negar.

Existe uma praia próxima ao píer que quase não tem ondas, era uma praia tranquila onde as famílias levavam seus filhos pela vantagem de não ser tão lotada e não ter perigo no mar.

Eu disse que seria divertido caminhar até lá, mas sua cara de cansada me fez acabar pedindo um táxi.

Abri minha toalha na areia e me sentei observando Lilly fazer amizade com uma menina que brincava sozinha a alguns metros. Sorri satisfeita por ela não me obrigar a entrar na água com ela.

Abri o guarda sol e peguei um livro, era um ótimo lugar para se ter paz. Mas eu sabia que depois do que aconteceu ontem ela não duraria. E eu estava certa.

- Ela é linda – Damon senta ao meu lado tirando minha concentração.

A camiseta branca marca seus braços fortes e tenho certeza que ele andou malhando. A barba estava por fazer dando a ele um ar mais velho, assim como alguns fios brancos que apontavam de seu cabelo perfeitamente bagunçado.

Meu coração perde o compasso de uma forma violenta preciso me concentrar para não colocar a mão no peito na tentativa de acalmá-lo. Ele tem um sorriso amargurado nos lábios, tenho certeza que está me odiando.

Estou paralisada, não sei o que falar para sair disso, eu imaginei esse momento de tantas maneiras, mas nenhuma delas foi assim. Mordo o lábio tentando conter o nó que se forma em minha garganta.

Depois de tanto tempo ele está aqui. Eu quero abraçá-lo, beija-lo, talvez bater nele com força até ele sentir fisicamente tudo que senti emocionalmente quando ele sumiu, mas depois beija-lo de novo por estar com saudade.

Ele não olha pra mim, se mantém fixo em Lilly. Vejo seus olhos marejarem e me odeio por tudo que fiz, por ter cedido a uma chantagem, mas o odeio mais ainda por não ter aguentado a barra e ter fugido de tudo e todos. 

- O que faz aqui Damon? – é a primeira coisa que consigo dizer.

- Eu queria ver com meus próprios olhos – sua voz é rouca – porque eu não sabia dela, Elena?

- Por que você nunca retornou minhas ligações?

- Eu joguei meu celular fora – diz dando de ombros. 

- Em 5 anos, você nunca tentou entrar em contato comigo – digo sentindo novamente o nó na garganta.

- Me desculpa.

- É só isso que você tem pra me dizer?

- O que você quer que eu diga? Você escondeu ela de mim.

- Eu quis te contar, mas você sumiu por 5 anos – grito e me arrependo no mesmo segundo – eu não vou ter essa conversa aqui, não assim.

Me levanto tirando a areia do corpo.

- Lilly, vamos embora amor – chamo a atenção dela.

- Elena, eu quero conhecê-la – ele me encara firme.

- Não é simples assim.

- Mamãe, podemos voltar depois? A Doris vai passar o dia aqui – ela diz dando tchau para a menina que estava brincando a pouco.

- Claro querida.

Então sua atenção se volta para o moreno sentado na areia. Ela vira a cabeça para o lado analisando-o, então como se não soubesse quem ele é, ela estende a mão e se apresenta.

- Eu sou Lillian.


Notas Finais


Eu tô nervosa kkkk
Quem vcs acham que está certo ou errado nessa história toda?
Comentem e até qualquer hora ❤❤


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