História On happiness - Capítulo 5


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Categorias Bungou Stray Dogs
Personagens Atsushi Nakajima, Personagens Originais, Ryuunosuke Akutagawa
Tags Abo, Atsushixakutagawa, Bsd, Casamento, Casamento Arranjado, Manxman, Omiai Kekkon, Shin Dinâmicas Abo, Shin Soukoku, Short Story, Universo Alternativo
Visualizações 14
Palavras 1.238
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!!!

Capítulo 5 - On talking


Que reuniões eram longas, era um facto que Akutagawa percebera durante a sua primeira, mas que aquela estava durar demasiado para a última do dia, era um que já chegava aos pés de um insulto. As pessoas estavam a falar, estavam todos a dar suas opiniões, estavam a impor o que pensavam que se deveria seguir, e Akutagawa estava ouvindo a tudo e a todos com os olhos presos no telemóvel, no ecrã apagado que ele gostaria que estivesse aceso e com um nome em particular ali. 

Mas não estava a acontecer e ele daria tudo para que essa demora não durasse assim tanto, que todo este enfado não lhe estivesse a pôr a beira de grunhidos, um rolar de olhos e uma caminhada apressada em direção à porta por si muito desejada. 

" Meus senhores! " as palavras lhe saíram demasiado custosas fora do tom de um suspiro, " Cheguem a um consenso. Não podemos passar aqui a noite por um tema como este. " 

Eles o encararam. Todos os acionistas e diretores realmente o encararam, olharam-no fixamente num silêncio prolongado que só se quebrou quando um deles voltou-se para o seu relógio de pulso e suspirou. 

" O Akutagawa-san tem razão, nós devemos continuar esta discussão com mais calma e mais tempo. Eu penso que é melhor adiarmos as nossas decisões para amanhã e também o resto da semana. "

Ouvindo aquelas palavras Akutagawa fez-se fechar, franziu o sobrolho mantendo o corpo imóvel para se impedir de murchar, encolher os ombros e respirar fundo enquanto ouvia as restantes pessoas na sala concordarem. 

" Se é assim, Ichiyou remarque a minha agenda e coloque esta reunião como a primeira do dia. "

" Sim senhor. " a sua secretária, a mulher de cabelos loiros e sempre com um par de óculos graduados no rosto assentiu, sua atenção no laptop que utilizava durante a reunião inteira. 

" Obrigado. " Akutagawa falou se levantando. " Meus senhores, com a vossa licença. " 

Akutagawa sabia que a sua pressa o denunciava, que como ele parecia aliviado e não conseguia esconder era uma prova que ele queria estar em qualquer lugar menos ali, fazendo qualquer coisa menos ouvir pessoas que em grande parte tinham o dobro da sua idade e pensavam que podiam fazer tudo só porque estavam ali há mais tempo.

Na sua — falsa — calma caminhada em direção ao elevador, o alfa se pôs ao telemóvel, digitou rapidamente o nome que estava como primeiro em seus contactos favoritos, e esperou silenciosamente pela voz que sempre seguia o toque de espera. 

" Akutagawa-san? " a voz dele era diferente ao telemóvel, bastante, algo que sempre o punha curioso sobre o que o outro estava fazendo e sempre acabava-lhe com uma resposta como ' Jantando. ' ou ' Preparando as minhas aulas. ' ou até mesmo ' Lendo o que os futuros portentos do nosso país escrevem e dá-me cabo das vistas. '. A última sempre estava em uma maior constância. 

" Já terminei o teu livro. " o alfa falou, sua voz traindo seu sorriso, seu sobrolho se franzindo para o homem que havia acabado de entrar no elevador e lhe estava a fazer companhia. 

" Tão rápido... " ele ouviu Atsushi perder o tom enquanto o som de objetos caindo fazia-se de fundo. " O Akutagawa-san tem certeza de que leu? " 

" Claro! Não fiz seis anos de faculdade para nada. A minha capacidade de leitura é magnifica. " aquilo arrancou um riso do outro que parecia sem fôlego enquanto o fazia. " O que estás a fazer? "

" Eu...? " um murmúrio se fez de fundo à sua fala. " Nada mais do que tentar ser um adulto independente na casa dos meus pais com os meus dois irmãos mais novos irrequietos como única companhia. " 

" Não te invejo. " Akutagawa falou tentando soar empático com o outro; não funcionou. 

" Eu também não. " o outro falou risonho. " Mas quanto a sua extraordinária velocidade de leitura, Akutagawa-san, o que achou? " 

" Tu deves ser publicado. " Akutagawa falou simples, mas seu tom estava tão demandante que não se diferenciava em muito com o que utilizava em finais de longas reuniões. " Quer dizer, tu devias enviar um manuscrito para uma editora. Pode até ser o que me enviaste, porque ele literalmente me deixou nostálgico por uma China do século passado que nunca conheci. "

O alfa não se conseguiu impedir de mostrar um sorriso raro às pessoas que passavam por si ao ouvir o ómega gargalhar do outro lado, aquele mesmo riso que fazia seu corpo em muito incómodo e cheio de calor. 

" O Akutagawa-san não faz ideia de quanta pesquisa aquilo precisou. " 

" Valeu a pena. O livro é ótimo e curto e objetivo e eu gosto e se quiseres eu próprio posso enviá-lo para uma editora se não o quiseres fazer tu próprio. " Akutagawa falou se predispondo, seu sobrolho erguido como se estivesse diante do ómega que ele podia imaginar a expressão que estava a fazer. 

" Uau, pelo seu uso de figuras de estilo posso acreditar. " Akutagawa riu, naquilo ele riu, e até o seu motorista voltou-se para si, fitou-o com o olhar semicerrado e um sorriso. " Mas eu acho que tendo uma opinião tão boa, sem viés espero, eu acho que posso pensar realmente nisso. "

" Porquê do medo de rejeição, Atsushi? " o alfa indagou grave, seu tom sério novamente. 

" Eu não tenho medo de rejeição. " e sua resposta veio do mesmo modo apesar da distração que os ruídos ao fundo criava. " Passei por uma adolescência demasiado madrasta para ter um medo como esse. "

" Algo de queres falar? "

" Não de facto. " o ómega dispensou. " Não são nada mais do que memórias de uma época em que eu não me encaixava por não querer fazer o que toda a gente da minha idade queria fazer. "

" Atsushi... " Akutagawa sabia que o morrer da sua fala talvez fosse levar a conversa longe demais, mas... " O que, sutilmente, me estás a dizer? "

O silêncio do outro lado foi longo, os ruídos até pararam e o alfa somente tinha os decibéis da respiração do outro como o que de mais penetrante tinha por perto. " O que o Akutagawa-san quer ouvir? " 

" Não sei. " Akutagawa respirou. " O que queres dizer? " 

" O Akutagawa-san quer ouvir que ainda não me apresentei à um alfa? " 

" Dito assim, com a palavra apresentar, faz isso soar como uma obrigação. " 

" Não é. " o ómega falou depois de mais um longo silêncio. " Eu só... Eu apenas... Adeus Akutagawa-san. " 

" O quê? " Akutagawa indagou perdido. " Atsushi! "

"Até logo, Akutagawa-san. " o ómega do outro lado voltou a repetir-se, " Também diz até logo. "

Akutagawa assentiu apesar de não entender o que havia acontecido, o que havia causado a reação do outro, o que de facto causara o silêncio e o fim repentino da sua chamada. 

" Até logo, Atsushi. " Akutagawa assentiu, silencioso e cedendo ao que outro pedira. 

" Falamos. " a chamada caiu, o som do bip fazendo-o pousar o telemóvel ao lado do corpo enquanto olhava para os aranha céus passando por si e os questionava as suas dúvidas recentemente criadas. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e desculpa qualquer erro 😊😊


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