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História On The Line - Taekook - Capítulo 3


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Notas do Autor


Alô, alô! Estou aqui antes do prazo por que sou muito ansiosa kkkkkkk

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Me digam o que estão achando, pfv isso ajuda muito.

Boa leitura, espero que gostem <3

Capítulo 3 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction On The Line - Taekook - Capítulo 3 - Capítulo 1

                     CAPÍTULO I

Estava frio então se encolheu mais debaixo da coberta quentinha, mas ainda sim Taehyung estava tremendo dos pés a cabeça. O aquecedor havia quebrado? Preguiçosamente estendeu o braço pra fora da coberta tateando a cômoda ao lado da cama, em busca do seu celular. Assim que o aparelho foi encontrado, abriu os olhos a contra vontade. Já havia passado do meio dia, não tinha com o que se preocupar. Era sábado.

Já era de seu costume acordar naquele horário, pois durante as madrugadas, ou pelo menos durante a maioria delas, era voluntário 'numa ONG. Havia trocado o dia pela noite e estava bem com isso.

Sentou na cama largando o celular em qualquer lugar, ainda enrolado na coberta. Há muito tempo que não fazia um frio dessa magnitude, arriscou colocar o pé no chão, se arrependendo de imediato ao sentir o choque da pele quentinha de seu pé, com o gélido cortante do chão. Olhou para baixo e achou sua pantufas dos monstros S.A, colocando-as antes que seus pés congelassem. Ficou de pé e foi praticamente saltitando, pra tentar se aquecer, em direção a cozinha. Já era tarde e seu estômago começava a reclamar por comida.

Pegou em um dos armários uma frigideira pra fazer ovos mexidos. Pegou um copo de vidro e quebrou os ovos no mesmo, trouxe o copo próximo ao nariz e constatou que eles não estavam estragados. Respingou um pouco de sal sobre eles, pois o óleo na frigideira e ligou o fogo. Colocou os ovos na frigideira e passou a mexe-los com uma espátula própria pra isso, quando estava quase pronto, jogou cebola e pimentão, picados. Mexeu tudo e 30 segundos depois desligou o fogo e colocou os ovos mexidos em um prato.

Preparou um suco verde, composto por laranja, couve e gengibre. Depois de tudo pronto, passou a devorar tudo o que tinha feito para o café. A comida acabou rapidamente, então Taehyung olhou pela janela e percebeu que chovia e só pra confirmar, um raio caiu rasgando o céu. Taehyung se sobressaltou com o estrondo que o raio causara, sim, ele tinha um pouco de medo de tempestades. Se jogou no sofá, usando a coberta que ainda permanecia em volta do seu corpo, para se esconder.

Os trovões se intensificaram e Taehyung desejou não estar sozinho naquele momento. As gotas de chuva descendo pelo vidro da janela lhe lembrava a madrugada do dia anterior, mais especificamente do choro que ouvira. Foi uma experiência nova apenas ouvir alguém chorar por quase uma hora e a pessoa ainda lhe agradecer por isso. Taehyung não sabia o por quê de ter feito isso, poderia ter tentado conforta-lo, mas sentia que o rapaz precisava daquilo. De chorar no ombro de alguém, mesmo que não tivesse o ombro de fato.

Se viu desejando que o rapaz estivesse bem e que aquela chuva tempestuosa fosse bem diferente do interior dele. Se ele ligasse novamente na intenção de chorar, com certeza o ouviria. Por que Taehyung já foi a pessoa do outro lado da linha, já foi a pessoa que necessitava de ajuda e felizmente encontrou pessoas dispostas a lhe ajudar, definitivamente era grato por isso. Tentaria demonstrar sua gratidão fazendo o mesmo pelos outros, gostava do que fazia, gostava de ajudar as pessoas e levar um resquício de esperança para elas. No final do dia sentia-se com a sensação de dever cumprido.

A chuva se tornou mais calma e pôde ouvir seu celular tocar, correu parecendo uma salsicha enrolado no cobertor e achou seu celular sobre a cama, onde havia deixado. Na tela, em letras grandes e brilhante aparecia a palavra "Pai".

— Fala meu velho! — tento passar bom humor mas outro trovão ressoou o fazendo gemer amedrontado.

— É, pois é. Está tendo uma tempestade horrível — o mais velho constata o óbvio — achei necessário ligar pra ver se você está bem.

— Ah, eu estou ótimo — tento passar confiança, mas a tremura na voz não convenceu o mais velho. Um trovão maior soou e Taehyung se jogou na cama murmurando palavras desconexas. Ouviu um suspiro pesado de seu pai, que passou a sussurrar palavras de conforto, o homem teve que repetir várias vezes, que era só uma tempestade, que ela não o faria mal, para Taehyung se acalmar.

Ele não estava calmo de fato, ainda sentia seu coração acelerado, mas agora tentava se concentrar na voz aveludada de seu pai e afastar sua mente dos trovões.

— Me fale como anda as coisas, sim? — o mais velho tentou distraí-lo.

— hm... — viu um raio rasgar o céu novamente e apertou os olhos — F-faculdade. Eu tirei boas notas nesse semestre, o professor disse que estou indo bem, que se continuar assim serei um ótimo profissional, talvez um dos melhores na área — sentiu seu coração aquecer ao lembrar das palavras.

— Que bom Taetae, você não é capaz de imaginar o quão orgulhoso estou... — Taehyung se permitiu sorrir pequeno. — e como vai o projeto que você disse que era voluntário?

— A mamãe liga todo dia pra Lisa, pra fofocar o que escuta no salão, mas Lisa parece se divertir muito com isso — disse ao lembrar das risadas escândalosas da sua colega, sempre que falava com sua mãe.

— Sua mãe não tem jeito mesmo... — ouviu a risada desacreditada de seu pai.

— É muito triste receber ligações as vezes, fico feliz quando alguém só liga pra falar como foi o dia ou dividir algum acontecimento que o deixara feliz. Me sinto impotente quando não consigo convencer alguém de que vale a pena viver. — suspirou lembrando de uma garota que havia ligado dias atrás, ela já ligava há algum tempo, nem sempre era Taehyung a atendê-la mas sempre que o fazia seu coração se enchia de angústia. A garota tinha de tudo, mas ao mesmo tempo nada. Os voluntários não podiam se envolver de forma sentimental com as pessoas que ligavam, então Taehyung tentava não pegar a dor dela pra si. Era difícil as vezes não se compadecer, mas tinha que se esforçar, ouvia muitas dores todos os dias, se pegasse todas para si não aguentaria, não há mente que suporte.

— Imagino como pode ser difícil... — o homem suspira com pesar — mas é uma experiência.

— Sim... — Taehyung assente mesmo que seu pai não esteja vendo — estou sempre aprendendo coisas novas, coisas que realmente quero levar pra toda a vida...

Taehyung não podia contar o que ouvia nas ligações, era algo entre ele e a pessoa do outro lado da linha. Tinha pessoas que ligavam todos os dias, uma ou duas vezes na semana, uma vez no mesmo ou só quando realmente precisava. Tinha uma velhinha que ligava todos os dias pra Taehyung, geralmente ela era a última da sua carga horária. Quando as ligações dela ficaram frequentes, Taehyung percebeu que ela havia marcado o horário que ele atendia, ele questionou sobre isso com ela uma vez e a mesma disse que gostava de falar com o mais novo, ele não parecia achar chato a falácia da velhinha e Taehyung realmente não achava, era certo que ela falava muito, muito mesmo, mas gostava de ouvir as histórias da adolescência dela. Achava divertido a forma que ela contava as suas aventuras, nunca repetia, eram sempre histórias diferentes. Taehyung queria isso, queria ter muitas histórias de si para contar. O que pra muitos era chato, Taehyung fazia sem nenhum esforço, amava escutar.

Certa vez Taehyung a incentivou a contar histórias recentes, triste a senhora respondeu que não se aventurava mais como antigamente. Então aconselhou que ela criasse novas histórias, por mais legal que fosse o passado, ele era apenas o passado. A velhinha ouvia atentamente mas não disse nada, continuou ligando todos os dias, ainda lhe contando histórias do passado. Mas na semana seguinte foi diferente, animada ela contou que agora fazia aulas de dança e seu professor era bonitão. Lembrou que deu uma risada grande ao ouvir que a velhinha flertava todos os dias com o tal professor.

— Você divaga muito Taehyung... — ouviu ao longe seu pai dizer.

— Desculpe... — disse ao perceber que passaram mais de quinze minutos sem dizerem nada, Taehyung olhou pela janela e notou não haver mais chuva mas o céu continuava cinza.

— Tenho que ir agora Taetae, foi muito boa nossa conversa — o mais velho falou debochado.

— Eu concordo, faremos isso mais vezes — brincou, mas realmente queria fazer aquilo mais vezes. Ultimamente era difícil falar com seus pais e sentia falta disso.

— Faremos — o mais velho disse como se fosse uma promessa e desligou afirmando que não demoraria a ligar, Taehyung prometeu fazer o mesmo.

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Notas Finais


Obrigada por adicionar esse livro a sua biblioteca e por favoritar, espero não decepciona-lo(a).

Capítulo 1 postado ✔️

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[10/02 - Segunda]


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