História On The Other Side - Jikook - ABO - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jeon Jungkook (Jungkook), Jinyoung, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Mark, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Bts, Drama, Got7, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Romance, Vilencia
Visualizações 195
Palavras 3.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bora de mais um?
Agora é o P.O.V do Jimin.
Desculpem algum erro de ortografia.
Boa leitura... ;)

Capítulo 3 - Chapter 2 - Soul Secrets


Fanfic / Fanfiction On The Other Side - Jikook - ABO - Capítulo 3 - Chapter 2 - Soul Secrets

“Não desejo tê-lo em minha vida, se assim desejar. Apenas quero que sejas quem tu és. O homem que mais amo. Por quem seria capaz de entregar a minha própria vida.”

 

“Não é fácil ter que engolir certas palavras todos os dias.” – JM.

 

Antes eu costumava desabafar com as pessoas quando ficava triste ou com raiva. Mas hoje, eu prefiro somente colocar os meus fones no ouvido e deixar que as músicas desabafem por mim. Várias noites mal dormidas e meu pesadelo parece nunca ter fim. A cada dia que passa, sou menos eu.

Aquela pessoa enérgica, extrovertida, falante, alegre, de bom astral e satisfeita com tudo, já não existe mais. O velório dela foi feito a três meses atrás, só restando poeira e uma carcaça em faze de decomposição. Bem no dia em que recebi a pior notícia possível, que fez a minha vida desmoronar por completo.

Vou começar lhes contando como tudo aconteceu, como o conheci, como o deixei infectar minha vida com sua ruindade e porque permiti que minha vida se tornasse um verdadeiro lixo. Também explicarei as causas por me sentir tão devastado e deprimido. Espero que tenham coletes a prova de decepção, pois é isso que sentirão daqui para frente, decepcionados!

 

(FlashBack On)

Era de noite e meus pais estavam jantando em um silêncio ensurdecedor, já estava me sentindo muito mais do que incomodado com isso, eles nunca foram de ficar quietos, são tão ou mais falantes do que eu.

Nossos jantares são sempre harmoniosos, com risos e conversas aleatórias. Sempre temos visitas nos nossos jantares, mas especificamente hoje, nada do que mencionei acontecia naquela mesa de jantar.

Eu os olhava e suspirava alto tentando chamar-lhes a atenção, mas nem isso parecia derrubar essa barreira invisível entre nós. Derrubei propositalmente as talheres que segurava dentro do meu prato, obtendo o olhar dos dois para mim, que rapidamente se desviaram.

Isso me assustou.

- O que foi? Porque estão tão calados hoje? Aconteceu alguma coisa que eu deveria de saber? – perguntei me sentindo frustrado.

- Hã... você, já se olhou no espelho hoje querido? – pergunta minha omma do nada, sem manter o contato visual comigo.

- Já, pela manhã quando me arrumei. – disse não entendendo o rumo da conversa.

- E não notou nada de diferente? – questiona insistindo estranhamente nesse assunto.

- Hm... não. – disse simplista.

- E depois disso você não se olhou novamente? – ela insiste em perguntar sobre isso.

- Não. – admiti. – Porque? – já estava ficando apreensivo com esse questionamento sem lógica.

- Vá até o espelho e veja por si próprio. – ela diz simplista, mas senti uma pontada de tensão em sua voz.

Me levantei causando um eco um tanto alto pela minha pressa ao afastar a cadeira e segui até o espelho mais próximo dali, me olhando, ficando surpreso e ao mesmo tempo assustado com o que vi.

- O que é isso? – eu olhava e não acreditava no que estava vendo. – Porque meus olhos estão lilás? – perguntei afobado tentando encontrar uma resposta para aquilo e nada me vinha.

- Você se tornou ômega querido, isso foi o que aconteceu. – meu appa responde baixo.

- Então... eu sou um ômega? – perguntei mais tranquilo, aquilo me alegrava de certa forma.

- Sim. – eles respondem, mas não aparentavam a mesma alegria que eu.

- E porque não olham para mim? – perguntei estranhando a atitude dos dois.

- Seu olhos... eles... me deixam fraca querido e seu appa sente vontade de se transformar em sua forma lupina, isso pode ser desastroso, por isso não podemos olhar para você, sei o quão lindo você deva estar, mas isso também me preocupa. – minha omma fala preocupada.

- Porque? O que tem de errado comigo? – perguntei apreensivo. – Porque vocês se sentem assim por eu ter me tornado ômega.

- Seus olhos são diferentes do comum filho, se eles não voltarem ao normal, você não poderá mais sair de casa, se um alfa da Az encontrar você, eles o levarão até o alojamento e.... – ela não continua, se calando e eu a questiono.

- E....? – insisti para que ela continuasse, mas foi meu appa quem respondeu.

- Te matarão. – fala diretamente, me fazendo arregalar meus olhos.

- O que? Porque? – me assustei, não entendendo o porquê disso acontecer.

Porque comigo?

- Porque você é descendente da loba Selene ou Lua, como desejar chama-la, ela foi a mesma loba que criou a fundação Oz, como uma proteção para os ômegas, contra os alfas da hierarquia de Az. – meu appa explica, me deixando boquiaberto.

- Isso é sério? – perguntei mais surpreso ainda.

- Muito querido, infelizmente uma verdade triste. – minha omma diz cabisbaixa. – Você sabe que é destinado a um alfa forte, sabe também que ele deva ser do Campus e até que tenha 100% de certeza de que ele não faça parte da Az, você nunca, sobre circunstância alguma deve lhe mostrar seus olhos lilás a ele, entendeu Jimin? – ela me ordena e eu assenti.

- Sim, omma, entendi. – respondo com medo.

- Isso é para a sua segurança querido. – meu appa fala e assenti novamente.

Isso só podia ser um pesadelo e de muito mal gosto, isso sim. Eu precisava relaxar e fazer meus olhos voltarem ao normal, devo me concentrar para conseguir controlar sua mudança na coloração, eu não posso ficar preso dentro dessa casa com medo, minha Faculdade de Engenharia começará daqui dois dias e sinto que muita coisa irá mudar, só não sei se isso é bom ou ruim.

 

{-}

 

Dois dias depois...

Acordei com muita preguiça, estava com vontade de ficar na cama e não sair mais. Mas, infelizmente ou felizmente minha faculdade começa hoje e não posso me dar ao luxo de faltar no primeiro dia. Me levantei, calcei minhas pantufas de panda e fui caminhando – lê-se, me arrastando – lentamente até o banheiro onde fiz minhas higienes matinais.

Parei em frente ao espelho escovando meus dentes e nem tinha notado que meus olhos já não estava mais na cor lilás e sim voltaram ao seu tom de avelã de sempre. Ufa... agora eu estava mais tranquilo por saber que poderia sair de casa, não que isso me deixasse 100% confiante, mas não ficaria em casa esperando algo acontecer, eu tomaria cuidado, só isso. Fui depressa para o meu quarto tirando meu uniforme de dentro do closet.

Era um uniforme simples, contendo apenas uma camisa de manga comprida branca, blazer e calça na cor azul petróleo, gravata vermelha e um sapato social Venetto Thor preto e azul escuro combinando com o uniforme. Ao me vestir, penteei meu cabelo que havia pintado de loiro a uma semana atrás, alinhando suas madeixas e borrifei um perfume que amo meio adocicado, não me esquecendo do principal, óculos escuros caso algo desagradável aconteça.

Eu estava pronto para o primeiro dia. Resolvi descer e comer algo antes do chofer me levar para a faculdade. Desci a escada não encontrando ninguém, nem na sala e nem na cozinha, eles devem estar ainda com medo de que meus olhos estejam coloridos. Comi uma fatia de torta de maçã, tomei um copo de leite puro, meu favorito, depois de comer, peguei minha bolsa lateral com minhas coisas e saí de casa.

O Chofer de uns 36 anos e beta, já estava à minha espera, entrei no carro e ele seguiu rumo a faculdade. Uns 25 minutos depois, já estávamos parados em frente ao prédio da faculdade. Ele abriu a porta para mim, me desejando um bom dia de estudos e eu o agradeci de volta. Entrei na faculdade a procura dos meus amigos.

 

{§}

 

Na sala de aula...

Estávamos eu, Seokjin e Hoseok dentro da sala de aula, eu – como sempre – sendo o centro das atenções. Tinha descoberto recentemente que sou da classe ômega, assim como meu melhor amigo Seokjin, Hoseok é nosso amigo também e é um beta. Contradizendo os estereótipos de que todos os betas invejam ou tem rixa com ômegas, por serem os mais desejados e procurados pelos alfas.

Grande mentira! Ok, ainda existem sim alguns nesse meio que sofrem de uma dorzinha de cotovelo por causa disso, mas Hoseok é diferente, ele é bem tranquilo nesse quesito por ter crescido junto da gente, sempre fomos grandes amigos, nunca o menosprezamos por isso. Mas eu sempre soube que seria um ômega, algo dentro de mim dava indícios disso, até mesmo os meus amigos comentavam a esse respeito.

Sempre fui delicado para tudo, meu quarto e sua decoração são impecáveis em tons de lilás pastel e branco. Odeio todos e quaisquer tipos de esportes físicos que possam me deixar suado ou descabelado e até mesmo fedendo, argh... que horror. Amo maquiagens, apesar de sempre usar as mesmas em tons claros, tons mais para o dia-a-dia.

Eles dizem que eu sou um poço de fofura e meiguice, mas tenho a língua afiada como uma navalha. A maioria dos alfas tentam se aproximar de mim, mas não sou de dar moral para essa classe, todos me parecem acéfalos demais, sempre com uma conversa tola ou até mesmo burra, cantadas que chegam a queimar os ouvidos de tão escrotas.

Já saí sim algumas vezes com alguns alfas e sempre fui tratado muito bem, isso não posso negar, mas sempre tem aqueles que se acham os “Tô abafando na pista”, mas na verdade são somente “Os reis da pagação de mico” e desses... eu fico é bem longe, não suporto ignorância, arrogância e estupidez.

Meus pais temiam por mim, pois, sabiam que seria um pouco difícil de eu encontrar um companheiro certo para viver ao meu lado. Ômegas não costumam ter muita sorte no amor e em relacionamentos com alfas, alguém sempre sai machucado no final e esse alguém são sempre os ômegas por serem mais sensíveis, que se entregam mais aos sentimentos.

Eu estava sentado sobre a minha mesa, Hoseok em minha cadeira abraçando a minha cintura e Seokjin em pé do nosso lado esquerdo, os outros estavam esparramados a nossa volta. Nós estávamos conversando dentro de uma rodinha de pessoas de todas as classes: ômegas, deltas, betas, gamas e alfas.

Não nos conhece? Ok, eu vou lhes explicar as classes para que entendam melhor:

- Alfa: São os que mandam, sentem prazer em mandar, mesmo não tendo capacidade, querem ser os comandantes. Eles(as) só se tornam alfas, após passarem a sua adolescência toda sendo treinados para construírem um porte físico invejado, capaz de matar – literalmente, pessoas – em um ritual de passagem, assim a coloração de seus olhos mudam e se tornam vermelho cor de sangue (simbolizando a cor do pecado) os tornando assim, alfas completo, de corpo e alma. Mas como saber se serão alfas ou não? Simples, de geração para geração, se seu pai foi um alfa e teve um filho alfa, provavelmente o filho do filho do seu pai também será um, o comportamento deles deixa isso evidente desde de muito novos, diferente dos ômegas que muitas vezes só descobrem a sua classe na adolescência ou maioridade. Esses alfas são alto intitulados de ‘fodões’. Mas gosto mais de lhes chamar de “Otários”.

- Betas: São considerados os puxa sacos, os que querem ser subordinados aos alfas. Fazem tudo o que lhes determinam os seus superiores. E quando tem algum poder, se sentem o todo poderoso da situação. Os denominados de ‘pau-mandado’.

- Gama: São os da classe comum, aqueles que nunca se descobrem ou desenvolvem. Ainda que creem questionar ou serem fazedores de algo, no final, são sempre manipulados e vivem uma vida a comer o pasto que lhe foi determinado. Conhecidos como ‘marionetes’ ou genética defeituosa.

- Delta: Os indecisos e desprezados por necessitarem agradar os outros. Vivem reprimindo sua própria personalidade. São falsos como um espelho, que reflete tudo o que você gostaria de ver e ouvir. Eles são chamados de ‘bobos da corte’.

- Ômega: Aqueles que comem pelas bordas, que não se submetem aos sistemas, tem voz e opiniões próprias. Sendo considerados assim, ‘Inaceitáveis’ pelos betas e invejados pelos gamas, também pelos deltas, devido aos ômegas terem coragem e habilidade. Conhecidos como “sedutores”.

Nota da Autora: Frisando somente para ficar claro que nem todos dessas classes estipuladas acima agem da mesma forma, isso é somente algo relatado por mim, que seria a ordem tradicional e original das coisas na história, ok? Mas alguns fatores podem ser e serão mudados!

Os alfas nos admiram e não conseguem entender porque nós os ômegas não queremos comandar. Por medo de que isso talvez aconteça, eles acabam rejeitando a nossa classe ou até nos maltratando, nos tratando como máquinas parideiras, por pensarem que queremos ser os dominadores. Tolinhos! Não que eu seja submisso também, sem chance, odeio que mandem em mim, mas não é para tanto. Ás vezes ser pego com vontade, por quem entende da coisa, é muito bom. (Rsrs...)

Mas não perdendo o foco, foca na minha situação lastimável. Enquanto trocávamos ideias e falávamos das nossas experiências e descobertas, um cheiro maravilhoso invadiu a sala toda e fez festa nas minhas narinas, talvez não só nas minhas. Mal sabia eu que esse mesmo cheiro me levaria à loucura literalmente. Três alfas parados na porta da nossa sala, chamaram a atenção de todos que já estavam ali dentro.

Percebi que meus amigos ficaram vidrados, encarando eles por muito mais tempo que o necessário. Mas meus olhos acabaram paralisados em um deles e creio que o meu estado se não foi igual, era semelhante aos deles. Eu simplesmente travei no lugar onde estava sentado, senti minhas pernas tremerem e meu corpo todo reagir a ele. Nesse instante, o mesmo alfa para quem eu admirava, me encarou inexpressivo e seus olhos mudaram de cor, ficaram vermelhos feito pedras de rubi.

Com toda certeza os meus também mudaram de coloração, percebi porque ele fechou seu semblante no mesmo instante e com uma fúria inexplicável, saiu da sala feito um trovão sendo seguido pelos seus demais amigos. Olhei rapidamente para um mini espelho que trouxe comigo vendo que meus olhos estavam normais e respirei mais aliviado.

Todos ficamos sem entender nada sobre a sua atitude, mas a única coisa da qual eu entendia naquele momento, era que eu tinha acabado de encontrar o meu alfa de alma e que o mesmo não havia levado a descoberta tão bem assim. Meus amigos estavam todos confusos, creio que não mais do que eu estava naquele instante.

 

{-}

 

Após a saída repentina e completamente estranha dos alunos novos, eles foram obrigados a entrarem na sala novamente. O garoto por quem minha alma se conectou, entrou mas em nenhum momento sequer, cruzou seus olhos com os meus.

Simplesmente se sentou em seu lugar se acomodando ali e ficando na sua, mas sentia que ele estava um tanto incomodado, era como se o mesmo soubesse que eu estava o observando de longe.

As 4 aulas de engenharia passaram rapidamente, eu e os meninos saímos da sala indo direto para o refeitório antes de voltarmos para a sala. Estávamos meio dispersos e andávamos em um total silêncio. Nos sentamos em uma mesa qualquer e comecei a observar os meninos.

Hoseok estava apoiado com seus cotovelos sobre a mesa e suas mãos davam suporte a sua cabeça, o mesmo bufava frustrado com alguma coisa e seu olhar estava vago. Seokjin não era muito diferente, apoiava sua cabeça em somente um braço, mas ao invés de bufar, parecia pensativo demais.

- Hey, vocês dois. – chamei suas atenções, balançando minhas mãos em frente a face deles. – O que vocês tem?

- Nada. – os dois responderam juntos endireitando seus corpos.

- Quem nada é peixe. – revirei os olhos, os provocando.

- Peixe nada. – eles rebateram a minha provocação.

- Vocês estão muito desaforados, o que aconteceu? – perguntei e vi os dois se remexerem incomodados em seus assentos. – Porque que depois que os alunos novos apareceram vocês ficaram assim.... fechados?

Os dois se entreolharam pela primeira vez após o que aconteceu, como se estivessem tentando encontrar uma resposta para aquilo.

- Não sei. – foi a resposta que me deram.

- Eu também senti algo estranho. – confessei.

- Você também sentiu Jimin? – Hoseok me olha surpreso.

- Pensei que tinha sido somente eu. – Seokjin fala nos encarando assustado.

- Mas não foi, o pior de tudo é que... eu já sei quem é o meu alfa de alma. – quando disse isso, vi os dois arregalarem seu olhos e me encararem apreensivos.

- Não brinca. – Hoseok fala ansioso.

- Pior que não estou brincando. – suspiro fundo.

- Qual deles? – ele pergunta curioso e com uma feição preocupada.

- O do estilo trevoso e revoltado. – falo e eles parecem olhar para uma mesa um pouco distante da nossa, então olhei na mesma direção.

Os quatros estavam sentados um pouco longe da gente, o alfa estava ali no meio com o semblante fechado e falando com seus amigos. Ele parecia sério, até alguém lhe falar algo e ele olhar diretamente para mim.  Seus olhos escuros e intensos me olhavam com uma certa raiva, o que já era de se esperar, então desviei meu olhar do dele.

- O de cabelos escuros? – Seokjin pergunta.

- Sim. – digo respirando pesado.

- E porque não foi falar com ele? – Hoseok pergunta e o encarei sério.

- Porque ele fugiu. – disse irritado.

- Como assim? – os dois perguntaram se entreolhando novamente agora confusos.

- Com certeza ele se deu conta do que aconteceu, seu solhos mudaram de cor quando nos olhamos, mas ele pareceu se irritar com isso e saiu da sala. – disse bufando e me sentindo incomodado com a situação.

- Então foi por isso que os outros o seguiram. – Hoseok diz como se isso fosse óbvio e eu assenti.

- Eu sinto muito Jimin, mas já era de se esperar, ele tem jeito... deles... – Seokjin fala receoso e eu concordo.

- Sim, aqueles abutres desgraçados, só eu sei o quanto os odeio. – falo com raiva e acabo entortando o talher que eu usava para comer, assustando meus amigos.

- Os alfas da alcateia militar da Az, sempre serão assim, eles são treinados para serem cruéis e assassinos. – Hoseok fala enfezado também, me fazendo concordar com ele.

- O que eu faço? – pergunto preocupado, sem saber o que fazer.

- Apenas ignore-o, se ele vir falar com você ótimo, mas não abaixe a cabeça, você sabe que eles são um bando de folgados e ignorantes, não se preocupe estaremos do seu lado. – Seokjin me apoia e Hoseok concorda assentindo.

- Obrigado pessoal. – sorrio para os dois e tento comer um pouco.

 

{§}

 

Após as aulas acabarem, arrumamos nossas coisas e saímos da nossa sala. Estava me sentindo mais tranquilo ao conversar com Seokjin e Hoseok, mas nada do que me disseram, me prepararam para isso.

- Hey, ômega. – ouço a voz grossa de alguém chamar. – Hey estou falando com você, está surdo? – sinto-o segurar o meu pulso e me parar.

Senti um frio percorrer a minha espinha com o seu toque e ao mesmo tempo meu corpo recebeu uma descarga elétrica. Ele me soltou e eu me virei lentamente para trás dando de cara com o alfa trevoso me encarando desafiador, com coisa que eu queria entrar em uma luta com ele.

- Hm. – murmurei. – O que quer? – perguntei olhando sério para sua mão que ainda me segurava e ouvi ele rir sem humor soltando o meu pulso.

- Precisamos conversar. – ele fala me encarando inexpressivo.

- Pode dizer. – dei de ombros desviando o meu olhar do seu, porque me incomodava de uma maneira que não sei explicar, seus olhos tinham algum segredo por trás deles, mas sua ruindade bloqueia esse segredo como se o trancasse a sete chaves dentro de sua alma, isso era muito estranho.

- Não aqui sem noção. – ele diz e revira os olhos em desaprovação.

- Sem noção é você que acha que vou seguir um estranho, vai que você tenta abusar de mim ou pior, me matar. – falei com medo de que ele fizesse algo comigo, nunca que o acompanharia sozinho por aí.

- A última opção parece bem viável para mim. – ele me encara fixamente com ar zombeteiro.

- Você não vai encostar nele, senão... senão... – Seokjin fala nervoso, mas acaba ficando travado no meio do caminho.

Coitado, o que nós podíamos fazer se acaso ele tentasse bater na gente, é lógico que nós três morreríamos nas mãos dele.

- Manda o Piu-Piu calar a boca, antes que o Frajola dê um jeito nele e coma sua língua. – o garoto olhava para Seokjin com raiva. – Não te alimentaram hoje não cocó?

Seokjin o encarou espantado com sua audácia e percebi ele recuar assustado.

- Não fala assim com ele, quem você pensa que é seu, seu... energúmeno? – com tantos xingamentos para pensar e só me veio isso para ofendê-lo, claro que ele começou a rir da minha cara.

- Uau, sério que você me chamou de energúmeno seu idiota? – ele ria me olhando com escárnio. – Ok, eu não vou ficar aqui perdendo o meu tempo escasso com você, mas amanhã iremos conversar quer você queira ou não, afinal, agora você me pertence bebê. – ele se aproxima de mim, passando a ponta do seu indicador na lateral da minha face, causando-me arrepios e posso dizer com toda certeza de que não era uma sensação boa. – Cuidado para não fazer xixi na cama essa noite ao sonhar comigo. – ele diz passando por mim e indo embora rindo maldoso.

Isso sim era ruim e muito ruim por sinal.

 

Continua...


Notas Finais


Jungkook audacioso e agindo feito idiota.
Será que a primeira impressão é a que fica?
Hm...
Comentem!
Bjinhos... :-* ^^


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