História On the road - Newtmas fanfiction. - Capítulo 8


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Categorias The Maze Runner
Personagens Ben, Minho, Newt, Personagens Originais, Sonya, Teresa, Thomas
Tags Newtmas
Visualizações 43
Palavras 8.508
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Lírica, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!!! Olha quem voltou com mais um pra acabar com vocês hehe. Gente eu cometi um erro de cálculo, na verdade esse não é o penúltimo, é o Ante penúltimo . Para a felicidade ou infelicidade de vocês. Então me perdoem!


Estava revisando ele desde a tarde. Pois esse também é longo pra caramba, então vão logo preparando o lencinho, por quê vamos sofrer um pouquinho :') vejo vcs nas notas finais!

Deguuuustem!!! 😘📚

Capítulo 8 - Newt is over! no way, that was the finish line.


Fanfic / Fanfiction On the road - Newtmas fanfiction. - Capítulo 8 - Newt is over! no way, that was the finish line.

Lake View - Texas, 25 de agosto às 23:00 p.m

N E W T.


Não tive forças, não tive palavras para retribuir o que acabo de ouvir, ele disse que me ama, Tommy me ama... Me ama da mesma forma que o amo, ou talvez só estivesse dizendo isso para que eu confiasse em suas palavras. Mais algo em mim diz que Tommy jamais faria isso, jamais diria palavras de alto peso apenas por enganação, não... Esse não é meu Tommy, não é o Thomas pelo qual me apaixonei e me entreguei de corpo, alma e coração.

Entro no carro desconhecido por mim, como da primeira vez, só que agora não era mais Tommy quem dirigia, e sim outro homem, dois caras loiros, fortes e muito altos, pareciam um armário cada. Como Tommy teve coragem de fazer isso? Como ele foi capaz de permitir que eles me levem pra sei lá onde? O que vai ser de mim? Parabéns Newton, mais uma vez você foi feito de idiota, aliás, de garantia para que Tommy não fuja, mais o que me faz pensar que prendo ele? Com todo aquele dinheiro, o que o impede de ir embora? Não posso acreditar no conto de fadas de que serei eu quem vai prender ele aqui, Tommy é e sempre foi um homem livre e mesmo o amando e mesmo que esteja doendo internamente admitir isso, eu preciso cair na real, e a realidade é essa, eu em um carro com os dois desconhecidos, indo rumo ao desconhecido e não fazendo idéia do que vai ser de mim daqui para frente. Abracei minha mochila assim olhando pela janela, naquele momento não tive coragem de olhar para Tommy, não queria fraquejar, não queria me auto contradizer no que havia feito, tudo que eu disse a ele, mesmo sendo no momento da raiva, no fim era um pouco do que estava guardado em mim.

Minha raiva só me fez enxergar o mal que estava acontecendo diante de mim, não que ele seja Tommy, por quê não é. Sou eu mesmo, eu estava decaindo, eu estava desistindo da única coisa que minha mãe queria antes de ir, que era eu ter uma família estruturada e viver feliz, mais como? Como se minha vida agora mudou drasticamente, e agora que estou indo com esses caras, não tenho mais certeza de nada, se Tommy vai ir me buscar eu não sei, se eles vão fazer alguma coisa comigo eu também não sei, se vou sair dessa vivo, não faço a menor idéia, a única coisa que sei, é que tudo que eu queria nesse momento, era que ela estivesse aqui para me confortar e me proteger, me sinto a mercê, vulnerável e totalmente indefeso, Tommy fez isso em mim, acima de tudo, eu permiti. Ah Tommy... O que você fez comigo? Por quê me vejo tão dependente de você? Era isso que queria? Foi por isso que laçou meu coração e o conquistou tão bravamente?

Isso pode soar até mesmo cômico para alguém como eu, um jovem de dezessete anos, daqui há alguns meses completo a maior idade e serei... Independente? Não... Não, posso ter certeza que eu nunca mais serei independente, por quê ao mesmo tempo que quero ser livre, algo me puxa para ele, para seus olhos, seus lábios e seu corpo, não consigo nem ao menos cogitar a idéia de ser independente disso. Como uma droga, Tommy me viciou, e como êxtase, tudo que eu preciso, é mais, mais e mais. Estou caindo mais uma vez, afundando no mar negro de seus cabelos, na veludez rubra de seus lábios e no precipício de seus olhos, e agora? Como serei dependente?. E novamente as lágrimas descem de meus olhos enquanto olho a estrada pela janela, tento ser forte, tento não fazer barulho, choro em silêncio, minha dor me consome enquanto agonizo em total devastação, não quero ter que pensar no que vai acontecer comigo a partir de agora, quero somente pensar em tudo de bom que vivemos, quero pensar nos quatro melhores e piores dias que já tive em minha vida, quero pensar nisso como algo motivador, sou um pássaro, e no momento minhas asas estão quebradas, mais tenho certeza que quando concertá las, eu voarei para o mais longe que puder.

- Ei... Ei garoto! - Um deles interrompe meus pensamentos, eu perdi longos minutos ali pensando, que nem havia notado que o carro havia parado, estávamos em um lugar diferente, e foi quando o medo voltou.- Chegamos, desce!

- Q-Que lugar é esse?

- Não interessa! Desce ou eu tiro você daí a força.

- Pega leve Gally! O garoto só está assustado. - o outro diz em um revirar de olhos. - Newt, não é? - Eu concordei.- Olha, fica tranquilo, pode descer.

Ele diz mais calmo, eu então olhei para os dois, e assim abri a porta do carro e saí, o local era um terreno, cheio de tendas, alguns carros velhos, várias coisas por ali, e uma enorme fogueira no meio e pessas diferentes circulando. Meu coração estava acelerado enquanto olhava em volta, algumas pessoas me olhavam curiosas, dentre elas mulheres e alguns homens armados, aquilo parecia uma espécie de acampamento ou sei lá. Eu estava totalmente paralisado, meus lábios secaram e eu suava frio, com todos aqueles rostos diferentes me encarando e rindo das minhas reações, e se aproximavam mais e mais ainda, aquilo estava me assutando, então em um ato totalmente impulsivo eu corri. Corri em sentido de onde o carro havia feito o trajeto, corri com todas as forças que mal sábia que tinha, como um uma presa fugindo do predador, ouvi eles gritarem meu nome ao longe, mais eu estava desgovernado e o pior era que a estrada estava muito escura.

- PARADO AÍ GAROTO!

Ouvi o tal de Gally gritar e foi o que me me motivou a correr ainda mais, não dava pra ver quase nada, e eu tinha um grande risco de ser atropelado de cheio, mais eu não ligava, eu queria ir embora dali, queria voltar para Tommy, enquanto eu corria o vento castigava meu rosto, ouve uma hora que tive que escolher entre respirar e chorar, mais era impossível decidir algo naquele momento de desespero, o cansaço e a fraqueza de não comer a horas foi a combinação perfeita para fazer meus pés fraquejarem e assim eu me desequilibrar e cair com tanta agressividade no solo gramado, que rolei umas três vezes até parar, o impacto foi tão forte que até mereço aplausos por estar vivo e com todos os membros do meu corpo intactos, foram ouvidos muitas risadas e aplausos ao longe, e antes de pensar em algo a voz do homem.

- Puta que pariu garoto você é magro assim e não é atoa! Você correu quase a porra de um quilômetro.- Diz ofegante ainda me ajudando a levantar, mais eu afastei sua mão em um tapa.

- FICA LONGE DE MIM!

- Ei, ei calma! Calma okey? Não vou te machucar.

- QUEM É VOCÊ E QUE LUGAR É ESSE?

- Só irei te responder algo quando se acalmar. - Diz ainda se recuperando, então aceitei sua ajuda e levantei. - Muito bem, eu sou Benjamin, mais pode me chamar apenas de Ben, e você está em um das artilharias de Davis.

- Quem?

- É uma longa história, vem precisamos voltar.

- Não! Não vou pra lugar nenhum.

- Olha garoto, eu estou tentando facilitar as coisas pra você. Se Davis descobre o que fez vai te colocar em correntes, é isso que quer?

- Eu quero ir embora!

- E vai, porém vai depender do Tom... Thomas ou sei lá como chama ele.

- Tommy...

- Isso, vai depender dele. Então pode começar a rezar, mais enquanto isso. Vai ter que ficar com a gente.

- Eu sei, ele me explicou.

- Ótimo, me poupou um grande trabalho, não sou muito bom em explicar coisas. - Disse rindo de si mesmo, enquanto eu ainda o olhava analítico, não sei quem ele era, mais sei que ele não vai me fazer mal, vi Tommy falando com ele antes dele entrar no carro.

- Então, o fujão desistiu? Gally chega nos assutando e logo Ben se põe em minha frente.

- Já está tudo bem Gally, ele não vai mais fazer, deixa ele em paz.

- Tarde demais Ben, eu já contei pro Davis, e ele não gostou nada, ele quer ter uma conversinha com o nosso fujão aí.

- Você o quê? Por quê fez isso? Eu disse que viria atrás dele porra!

- Você sabe que Davis não gosta que escondam nada dele, principalmente algo relacionado ao Thomas, vou levá -lo.

- Não. Eu levo! Idiota. - Ben diz com raiva me guiando de volta ao local.

- O que vão fazer comigo?

- Que droga não posso te proteger lá, por isso vou precisar que seja forte Newt. Davis não é pra brincadeira.

- Quem é esse tal de David no qual vocês tanto falam?

- Davis? - Ele sorriu. - É o dono disso e da metade do Texas.

- Nunca ouvi falar.

- E nem iria, ele não é uma figura pública como outra qualquer, porém ele gerencia o tráfico na fronteira do México com os Estados unidos, então só existem dois tipos de pessoas que o conhecem, primeiro : Viciados é claro, e segundo : Pessoas que precisam de favores.

- E em qual desses Tommy se encaixa?

- Thomas...? Como falar de Thomas O'brien? É algo inexplicável e Bom, ele não diz muito, apenas sei que ele deve bastante dinheiro, e se não pagar, não passa de amanhã, e você também não.- Disse e eu engoli o seco assim me fez parar enfrente a uma porta vermelha. - Newt vou te dar apenas um conselho, não o afronte em nada e qualquer coisa eu vou estar aqui fora te esperando.

- Okey. - Falo suspirando, então subi a pequena escadinha e antes Ben bateu na porta duas vezes, e ao ouvir o outro dizer para entrar e ele me conduziu até lá dentro, e quando entrei, havia uma garota que estava sentava em seu colo, mais não foi isso que me imprecionou, o que me assustou, foi o fato se ser uma garota de no máximo quinze ou dezesseis anos, ele a mandou sair, e depois a mesma passou por mim, assim fiquei a frente da mesa que ele se encontrava, Davis era um homem que aparenta ter em média Quarenta anos ou mais, dono de uma barba enorme e nojenta, e usava chapéu de cowboy que era branco mais que estava mais encardido do que meu velho tênis de guerra.

- Newt... Então é você que mal chegou e já estava tentando fugir, Sinto muito se minha artilharia não agradou muito a você. Mais você não irá fazer de novo, irá? - Ele diz me olhando, eu estava de cabeça baixa, o medo que sentia me impedia de falar, eu estava suando, e após um tempo em silêncio, ele levantou.- Okey, vamos tentar de novo... -Diz em seguida vindo até parar em frente a mim e me desferiu um tapa no meu rosto e me segurou pela gola da camisa me pegando de surpresa, a essa hora eu estava totalmente paralisado, não tive reação a não ser o medo. - Você não vai tentar fugir outra vez, ou vai?

- N-Não. - Respondo baixo ainda encarando ele com os olhos arregalados e ofegante.

- Acho bom você entender uma coisa garoto, se o seu namoradinho ou seja lá o que for que Thomas seja pra você, não me pegar o que deve amanhã, eu vou fazer questão de machucar muito mais ainda, esse rostinho angelical e bonito que você tem, e também farei questão de acabar com vocês dois de uma só vez. Olha como o amor é lindo, vai ser épico, vão morrer os dois, igual Romeu e Julieta. - Disse em seguida rindo e expondo seus dentes amarelados e manchados.- Me entendeu, não é?

- Sim.

- Ótimo, tenho um ótimo lugar para você passar a noite, se chama, "amassador" conhece? Bom, é bem melhor do que aquela droga de carro que vocês estavam, Benjamin vai te levar até lá, se bem que é um desperdício, já que já tenho certeza de que Thomas não vai aparecer. Mais enfim, é só isso, agora se manda! Vai, vai, vai.

Disse me apressando e assim saí de lá o mais depressa que consegui, a ardência do tapa não era nem um pouco comparada a dor interna e a humilhação que sentia. Saí porta a fora encontrando Ben realmente me esperando.

- Ei, o que houve?

- Ele... Ele me deu um tapa... No rosto. - Falei fechando os olhos ainda com a mão por cima do rosto.

- Ufa! Você deu sorte, poderia ter sido bem pior.

- Ele disse que você iria me levar para... Err... Como é mesmo?

- Amassador? Sim, recebi ordens, e imagino que deva estar com fome.

- Eu apenas quero poder ficar no meu canto, até a hora dele vir me buscar.

- De qualquer forma eu vou legar algo pra você e por favor, não tente mais fugir, ou eu realmente não terei como te proteger. Aqui as coisas são difíceis garoto, aqui você tem que dançar conforme a música. - Disse em seguida me guiando até um lugar mais afastado, e Adivinhem o que é um "Amassador"? É uma espécie de cela, ótimo! Passarei a noite trancafiado como se tivesse feito algo de errado e eu não faço idéia de quem esteja lá dentro.

Ele abriu um cadeado grande e enferrujado, assim como as correntes que rageram com um barulho infernal, assim eu suspirei olhando para aquele local estava muito escuro lá dentro, mais antes de mim entrar, Ben colocou apenas a cabeça para dentro e disse :

- Bervely hoje você terá companhia. - Aquilo me fez gelar, quem diabos estava ali?

- Tem mais gente aí? - Pergunto a ele.

- Não, apenas uma garota, poderia dizer que você deu sorte, porém lembro que você... Enfim, não deve curtir, vai entra logo!

Olhei mais uma vez para o local, e olhei para ele que mais uma vez me apressou a entrar, assim acabei por ceder e avancei alguns passos a frente até adentrar o local, estava úmido, deve ser ainda consequência da chuva de hoje cedo e fico me perguntando como alguém poderia está aqui a mais tempo nessas condições? Bom, somente essa tal de Beverly poderia dizer. Então Ben fechou a grade atrás de mim e colocou uma tocha acesa para iluminar o local.

- Daqui a pouco mando trazer algo para vocês comerem, e Newt não faça nenhuma besteira!

- Ben?

- Oi. - Ele me olhou.

- Você disse que está me protegendo, mais por quê? Por quê está fazendo isso se nem me conhece?

- Digamos que eu estava devendo uma ao Thomas e... Ele me pediu isso. Boa noite!

Ao dizer aquilo, algo pesou em meu peito, eu não queria ter que pensar nele, mais com aquilo eu poderia dizer, ou até mesmo ter certeza de que ele se importa comigo, e um resquício de felicidade brotou em mim em saber daquilo.

"Talvez nem tudo esteja perdido..."


- Já faz muito tempo que eu não vejo esse local iluminado. - Me assusto ao ouvir uma voz melodiosa e sombria, era da garota, Beverly.

- O quê? - Me viro em direção a voz, e deparo com uma garota ruiva, sentada no canto, ela estava suja e trajava um vestido que um dia foi branco mais que hoje estava encardido e sujo, ela aparentava ter me média quinze anos. e a imagem daquela garota me causou arrepios. Afinal a quanto tempo ela deveria está aqui, presa?

- A luz... Eu gosto da luz.

- A quanto tempo está aqui?

- Eu não sei. Minha mãe disse que eu precisava ficar aqui por um dia somente como garantia de que ela pagaria o que deve, e.... Já faz tanto tempo, eu acho que ela não conseguiu o dinheiro. E você, por quê está aqui?

- Pela mesma coisa. - Falo sentindo um peso enorme no peito.

- Sua mãe te entregou?

- Não.

- Seu pai?

- Também não.

- Então quem?

- O cara que eu amo. - Falei sentando também, e encostando a cabeça na parede assim fechando os olhos, ela se manteve em silêncio por um tempo.

- Eu também amava minha mãe.

- Esse é diferente... Não sei se pode entender.

- Eu posso. E sinto muito.

- Eu também. Mais ele me prometeu que viria me buscar, amanhã.

- E você acreditou?

- Bervely, não é esse seu nome?

- Sim. E o seu?

- Me chame de Newt.

- Newt... - Ela deu um risinho.- Gostei do seu nome, é engraçado.

- Obrigado.(?)

- De nada. (?)

- Tem certeza que não sabe a quanto tempo está aqui?

- Sim. Só lembro de ter ficado aqui... - Ela olhou para baixo.- Aconteceram muitas coisas.

- Tipo o quê?

- Eles... Eles me machucaram. - Me culpei por fazer uma pergunta tão idiota a ela, eu não sei mais posso imaginar o que ela deve ter passado e ainda mais sozinha aqui e isso me assusta ainda mais. Não quero ficar igual ela, preciso sair daqui.

- E-Eu sinto muito, de verdade.

- Eu também.

- Já tentou fugir daqui?

- Muitas vezes, mais sempre dava errado e o senhor Davis me levava para a sala do castigo.

- Sala do castigo?

- Sim. Fica do outro lado, quando você é levado pra lá, é por quê fez algo muito errado, e fica amarrado lá por um dia inteiro sem água e sem comida, e sem contar com as agressões, não quero mais nunca mais ter que ir pra lá.

Disse abraçando os próprios joelhos, me peguei olhando padecido para aquela garota, tão jovem e tão inocente, como eles tem coragem de machucar alguém como ela? Sem contar que ela era dócil e meiga demais, não tem como causar raiva em alguém, e minha raiva só aumentou, acima de tudo eu realmente desejava que um dia ela pudesse se ver livre daqui.

- Newt? - Ouço novamente a voz de Ben na porta da cela, e fui até lá, ele tinha duas garrafas térmicas em mãos e duas vazilas cobertas.

- Está aqui, água e comida, qualquer coisa é só ficar atento aqui, eu ficarei passando de uma em uma hora aqui pra ver se está tudo bem, e se algum dos idiotas virem aqui, grite!

- Quem? Quem poderia vir aqui?

- É por causa da garota. - Disse sorrindo triste, e antes de eu responder, ele saiu.

- O que ele trouxe? - Ouvi ela perguntar.

- Err... Eu não sei. - Falo olhando para o que tinha dentro.- Não está cheirando nada bem.

Falei levando até ela, ficando apenas com a garrafa de água.

- Nunca está. As vezes está estragada, mais dá pra comer.

- De qualquer forma prefiro não arriscar.

- Tem certeza? Vai ficar a noite toda sem comer nada.

- Eu tenho água, estou bem somente com ela.

Falei encostando novamente na parede, enquanto ela comia com a maior pressa que conseguia.

- Se comer mais rápido que isso vai acabar passando mal. - Falo lembrando que Tommy me disse isso uma vez, e acabo por sorrir.

- Desculpe. - Disse limpando a boca e bebendo água.

- Você era de onde? - Pergunto.

- De uma cidade pequena chamada Derry, conhece?

- Acho que não.

- Quase ninguém conhece, eu era feliz lá, tinha amigos, sinto saudades deles.

- Eu imagino, também sinto falta do meu melhor amigo. - Falo olhando para baixo.

- E você, de onde veio?

- San Ângelo, eu morava lá com minha mãe.

- O que aconteceu com ela?

- Ela morreu.

- Oh... Sinto muito.

- Está tudo bem.

- E por quê saiu de lá?

- Eu iria para o México, meus avós são de lá. Mais não deu muito certo, e eu não pretendo mais chegar lá.

- Por quê não?

- Por quê eu me apaixonei.

- Como assim?

- Eu quero ficar com essa pessoa.

- Então por quê está aqui?

- Lembra do que falei sobre estar aqui?

- Sim.

- Ele deve muito dinheiro. E estou aqui como uma garantia de que ele irá pagar.

- E você acredita que ele vai?

- Sim, por quê ele me ama também. E por mais que possa parecer duvidoso, eu sei que ele vai vir.

- Te desejo sorte.

- A você também.

Ela me sorriu, e acabei por sorrir de volta, então vimos a sombra de algumas silhuetas e vozes animadas rondando o local.

- Ah não...

- O que foi? - Olho pra ela.

- Eles estão vindo. Eles estão vindo!

- Quem? Quem está vindo?

- Não...

- Beverly! Quem está vindo? - Falo tentando me aproximar, ela estava recolhida abraçada aos joelhos.

- Eles... Os caras maus! - Diz com a voz chorosa, e aquilo me fez engolir ar seco, com certeza são os caras que a machucam.

- Não vou deixar te machucarem.

- Não pode fazer nada contra eles Newt. Eles são uns monstros!

- Eu vou dar um jeito. - Ao falar isso, o cadeado fez barulho e a grade se abriu.

- Ora, ora vejo que nosso brinquedinho está acompanhada! Teremos diversão em dobro essa noite. - Três homens entraram no local assim Berverly se recolheu e eu levantei.

- Deixem ela em paz! - Eu disse rígido, eu realmente estava disposto a não deixar aqueles monstros machucarem a garota, não enquanto eu estivesse presente ali.

- O que disse garoto?

- Eu mandei deixar ela em paz. Quer que eu repita mais uma vez? - Falei rude e os outros riram.

- Quem você acha que é? Hã? Qual foi, ela já abriu as pernas pra você?

- Não vou deixar que machuquem ela! - Ignorei suas perguntas tão sujas quanto eles.

- Gosta de bancar o herói? Mais deixa eu te falar uma coisa seu moleque atrevido, aqui é a gente quem manda, e vocês são nossos fantoches, fazemos o que queremos com ela, e até mesmo com você.

- Fique longe, eu já avisei!

- E o que vai fazer? Olha pra você. Nós somos três e com certeza damos o dobro do seu tamanho. Isso será divertido.

Ele riu de modo malicioso, e aquilo me dava ânsia de vomito, ele se aproximou mais ainda de mim, e me fazendo recuar até chegar na parede.

- Você é bem bonitinho, pena que é atrevido demais, mais vamos ver o que essa boquinha pequena pode fazer. - Disse mais perto, de modo que eu sentisse seu bafo horrível e nojento, quando ele fez menção de tocar em mim, com o impulso eu cospi em seu rosto com toda minha repulsa. Ele suspirou fundo ainda desacreditado do que acabo de fazer, então me olha raivoso.- AGORA VOCÊ ME PAGA!

Ele disse me puxando pela gola da camisa bem antes de tentar reagir, Beverly gritou mandando ele me soltar, estava escuro porém eu ainda conseguia ver seus movimentos, ele era bem mais forte, porém quando tentei afastar ele, o mesmo de desferiu um soco em cheio no rosto fazendo com que eu ouvisse o som do meu dente batendo um no outro. E logo uma fina linha de sangue escorrer do canto da minha boca, mais não parou por ai, ele me levantou ainda pela camisa e depois me jogou em uma baqueta de pedra que havia lá dentro, e que servia para dormir, me fazendo bater as costas e quase gritar pela dor. Em seguida segurou os meus braços os levando para cima, pela pouca iluminação, dava para ver seu rosto rígido pela sua fúria, então um sorriso perverso brotou ao olhar para baixo enquanto tinha suas mãos na minha perna. Eu vi bem o que ele queria, enquanto os outros dois riam observando aquilo, então vi que era ora de agir.

- ME LARGA! SOCORRROOOO!

Gritei a plenos pulmões, quase estourando minhas cordas vocais.

- CALA ESSA BOCA! -Ele diz pondo a mão e a pressionando contra minha boca em uma tentativa de abafar meus gritos que só aumemtavam, mesmo que doesse a garganta. Eu não me importava, era tudo ou nada. - Eu vou te por no seu lugar princesinha. - Diz enquanto suas mãos vão ate o zíper da minha calça, e aquilo me fez debater ainda mais, ele estava tentando me estuprar, assim como fazia com Beverly, e isso me deixava mais fodido de ódio ainda. Então em uma tentativa mais desesperada de me livrar do agressor, eu chutei suas partes baixas no momento que ele bobeou e deixou minhas pernas livres, depois desferi um soco em seu rosto conseguindo o tirar de cima de mim. Ao notar meu escape, os outros dois tentaram me parar, porém eu estava mais próximo da saída e ganhei o lado de fora ainda desesperado e olhando tudo em volta do local totalmente desconhecido, e foi quando senti um deles me puxando de volta. Porém eu estava determinado a dar o fora daquele lugar, assim relutando e usando toda minha força. Mais com aquela pequena briga que travamos, eu me desequilibrei indo ao chão com ele por cima de mim e tentando me calar, e aquilo não durou já que ouvi passos apressados em nossa direção e a voz de Ben gritando meu nome, assim ele acertou o maluco com algo, que caiu desmaiado quase em cima de mim, e usando o restante de força que ainda tinha eu enfim me livrei dele.

- Newt, Newt meu Deus! Você está bem? O que aconteceu?

- Eu pareço estar bem? Olha pra mim! Olha o que tentaram fazer comigo! - Falo ainda desesperado.

- Calma, por favor! Eu só preciso que mantenha a calma.

- Esses caras são loucos! Entendeu? Eles entram aquela merda toda noite para abusar daquela garota, assim como tentaram fazer comigo e ninguém faz porra nenhuma?

- Olha me escute! - Ele segurou meu ombro.- Aqui não tem dessas, não há nada que possamos fazer Newt. Você foi esperto em se livrar, mais nada vai acontecer com eles.

- Como? Como me diz! Como eles podem ficar em pune Ben? Me diz... -Olho em seus olhos, os meus estavam marejados, porém os seus estavam perplexos, Ben apesar de loiro assim como eu, tem os olhos escuros, negros como a noite, porém dentro deles havia um brilho, algo chamativo, que deixavam sua imagem ainda mais serena do que já eram, e permanecemos assim enquanto eu ainda estava o ofegante, e quando ele ia dizer algo, nos interrompem:

- Ah não me diz que é outro problema envolvendo esse garoto? Isso já está demais! -Davis chega junto ao tal Gally que com certeza deve ter visto toda a confusão e não fez nada, foi correndo contar pro chefe.

- Newt não teve culpa Chefe.

- Como não?

- Foi Zart e outros dois, entraram no amassador com certeza atrás da garota, e acabaram vendo Newt lá e quase fizeram o mesmo. O garoto só se defendeu.

- Hunf! Não sei por quê todo esse escândalo com certeza Thomas deveria fazer o mesmo.

- ELE IA ME ESTUPRAR! TOMMY NUNCA ME ESTUPROU, NUNCA!

- FALE BAIXO COMIGO GAROTO! -Davis novamente vem em nossa direção, Ben tentou se pôr na frente, mais ele o empurrou, e mesmo descontente ele nada pode fazer, afinal eu entendo Ben, ele ainda é daqui, então não muito o que fazer. - Escute aqui! -Ele segura meu cabelo me fazendo erguer em sua direção.- Eu não tô nem aí para o que Thomas faz ou deixa de fazer com você. A única coisa que ainda não me fez dar um tiro bem no meio da sua cabeça, é pelo simples fato de você ser muito valioso.

- Tomara que Tommy já esteja muito longe daqui com o dinheiro que tem! -Cuspo as palavras carregadas de ódio e tristeza, então ele gargalhou debochado.

- E quem disse que estou falando de Thomas?

- O quê? - Pergunto suavisando a expressão, então ele me soltou.

- Você acha mesmo que eu te trouxe pra cá apenas como "Garantia" de uma dívida? Ah por favor garoto, eu tenho cara de otário?

- E-Então por quê? Pra quê me trouxe pra cá?

- Eu já sei sobre você Newton ou melhor. "O garoto que desapareceu na rodoviária do Texas." você não imagina o quanto está famoso, tudo por conta dos seus avós, e além de te colocarem como destaque número um nos jornais do país, também ofereceram uma boa recompensa para quem achar você. Mais não é isso que me interessa, eu já sei que seu avô é dono de um garimpo, e deve ter muito dinheiro então, suponho que ele estará disposto a pagar o quanto for preciso pelo seu resgate quando eu ligar pra eles e dizer que estou com você. O que me diz?

- Não!

- Sim... Ou achou mesmo que eu estou esperando algo daquele salafrário do Thomas? Ah com certeza só pelo simples fato dele estar com você, já estava me garantindo uma mina de ouro, devo agradecê -lo.

- Desgraçado!

- Cala a boca! - Diz e assim faz sinal para os capangas que me segurem, e assim fazem. - Amanhã, quando seu queridinho "Tommy" pensar em vir te buscar, vai finalmente ter o que merece, é claro, se ele realmente cumprir com a palavra e comparecer ao ponto de encontro. Agora chega de conversa por hoje, você já me causou muitos problemas por hoje garoto. Levem -o para o isolamento!

Ordenou aos seus capangas, e os mesmos me arrastaram, quando Ben fez menção de seguir Davis o parou.

- Quero ter uma conversa com você Sheffield na minha sala. - Diz e o mesmo assentiu um sim com a cabeça baixa, então me olhou por uma última vez, e assim eu fui arrastado de lá.

- Que lugar é esse? - Falo assim que adentramos um local tão escuro quanto o amassador, porém não obtive respostas de imediato, e assim eles acenderam a lâmpada de tonalidade laranjada, e olhei em volta, era como um quarto pequeno, porém lá dentro era cheio de correntes e coisas velhas, assim eles pegaram uma das correntes, e enquanto um me segurou, o outro me prendeu os pés, unidos há uma coluna de mármore.

- Aqui chamamos de isolamento, é onde as pessoas que não se comportamento vem parar, e como você não foi um bom garoto, vai ficar aqui de castigo, preso igual uma cadelinha mal adestrada, e olha só, essas correntes ficaram bem em você. - Diz Gally em seguida de uma risada exagerada mesmo sem ter tido a menor graça isso que acaba de falar, porém não me dei a importância que ele achou que eu daria, e assim eles apagaram a luz e saíram de lá trancando a porta, enquanto a luz da lua ilumina a apenas uma parte do local pela fresta da parede mal acabada, e a única coisa que eu co seguia pensar era o que aconteceria com Ben e Beverly, ou até mesmo onde Tommy deveria estar agora, e ao lembrar de Tommy a dor em mim só aumentou, por mais que eu quisesse que ele viesse me buscar, agora que sábia o real motivo de Davis ter me trago, eu só espero que ele esteja certo em dizer que Tommy não irá ao encontro amanhã e que já esteja bem longe daqui, porém em meu coração, eu tinha certeza que Tommy não foi embora, e que iria voltar, e é isso, justamente isso que me faz sofrer, por quê amanhã posso estar vendo o amor da minha vida morrer bem na minha frente. E eu não sei o que serei capaz de fazer.

E foi pensando nisso, que me recolhi ficando de bruços naquele chão gelado e sujo, assim fechando os olhos, e lembrando que a poucas horas atrás, eu era a pessoa mais feliz do mundo nos braços dele, me entregando a ele, e se do amado por ele, e seu sorriso, seus olhos eram minha assombração, era como se eu conseguisse ouvir sua voz sussurrando pra mim, ou até mesmo sua risada exagerada e alegre me vinham na mente de uma só vez, me fazendo por a mão na cabeça e fechar os olhos com força, desejando que tudo aquilo não passe de um pesadelo. E que enfim possa acabar, e eu tenha Tommy mais uma vez. 

...... 

Lake View - Texas, 26 de agosto, às 16:15 P.m


T H O M A S. 


Passei a noite em claro, havia feito a contagem do dinheiro que roubei do banco, e não foi fácil, até por quê estamos falando de trinta e sete mil dólares em uma só bolsa, e com certeza a polícia de Sonora deve estar trabalhando duro para recuperar o dinheiro perdido. Porém não era isso que ocupava meus pensamentos, e sim meu loirinho, estava pensando em como ele deveria estar agora, se ainda estava com raiva, ou se estava bem, é claro que não sou burro a ponto de achar que ele está sendo bem tratado no refúgio de Davis, porém eu só espero que não esteja sendo tão ruim assim, e se hoje eu souber que alguém ousou tocá -lo, seja de qualquer forma, aí o negócio não vai prestar pro lado do Davis. 

Decido que precisava fazer algo para seguir com o Plano, então estava dirigindo em direção a cidade, se bem que não era uma cidade grande, apenas algo ali me interessava, era uma das bilheterias que vendiam passagens de ônibus na rodoviária, cidades pequenas não tem tanta segurança quanto as maiores como San Ângelo ou até mesmo Hulldale, nem na rodoviária haviam câmeras. Algo que era perfeito de conseguir duas passagens para mim e para Newt, o dia foi totalmente estranho, não sei pelo medo ou por já está acostumado com ele ao meu lado. E olhando no relógio de pulso que agora tinha, eu vi que eram exatamente quatro e dezessete da tarde, ao seja, em duas horas eu veria meu amado Newt novamente. E só de pensar nisso, meu coração já acelera batidas, e um sorriso de canto surgia em meus lábios, eu estava ansioso, claramente eu tenho uma boa quantia em dinheiro, e com isso poderei pagar minha dívida com Davis, e ainda poderei fugir com Newt, no último ônibus que partirá da estação as oito da noite, eu comprei a passagem do último horário, pois é quando a escolta da polícia na fronteira, está mais baixa, assim poderemos passar por ela numa boa. 

Um enorme sorriso brotou em meu rosto quando peguei as duas passagens em mãos, já imaginando mil coisas, muitos planos para quando estivermos finalmente livres, somente eu e ele. Porém algo me chamou atenção, um panfleto que estava grampeado em quase todas as colunas da estação, onde havia a foto de Newt nela com nome e informações, e também telefone para contato, havia também a descrição de seu suposto sequestrador, no caso eu. E em baixo da foto estava como "Desaparecido". Isso me levou a concluir que o caso de Newt deu mais repercussão do que eu poderia imaginar, e algo que mais me chamou atenção ainda, foi ver o valor no qual seus avós ofereceram em recompensa a quem achar o garoto, pouco menos de quinze mil dólares, e isso me fez engolir ar seco. 

- Espera... - Algo em minha mente astuta me levou para um certo raciocínio. Newt está sendo procurado, estão oferecendo uma boa grana em troca dele, isso leva a crer que a família de Newt tem uma noa condição. Pelo menos pensando como um criminoso eu levo a concluir isso, e de uma hora pra outra Davis quer ele, e nem ao menos aceitou levar todo o dinheiro que eu estava disposto a dar naquele momento de desespero, mesmo sem motivos algum pra isso, então isso só pode significar uma só coisa, Davis não quer meu dinheiro. Ele quer Newt, por quê sabe que pode lucrar com ele... Não, não posso ter sido burro em cometer um deslize desses, não posso ter sido tão idiota a ponto de entregar meu amor de forma tão fácil. Não Thomas, não! Você não está nessa a vida a tanto tempo para fazer isso... Davis não seria tão inteligente para pensar em algo tão grandioso e bem articulado e enganar até a mim. Justo a mim... Não... Não seria possível, seria

- Filho da puta! - Falo chutando uma latinha de refrigerante ali jogada e corro até o carro, ligando o mesmo e acelerando o máximo que conseguia, preciso concertar essa merda, preciso pegar Newt de volta, nem que isso seja a última coisa que eu faça. 

.... 


18:20 p.m

N E W T. 

- Hey cadelinha, hora de acordar! 

A porta se abriu, eu estava trancafiado naquele lugar desde a noite passada, estava exausto e fraco, foi uma noite inteira em claro, a única coisa que vieram me trazer foi água, e isso foi pela manhã. Meu corpo ainda estava dolorido por conta da briga de ontem, e nem preciso de espelhos pra saber que meu rosto também está tudo machucado, posso sentir isso. 

- Se você acha que me chamando dessa forma vai me afetar em algo está perdendo seu tempo cara. 

- Eu já disse que te chamo como eu quiser! Agora levanta logo daí antes que eu me irrite. 

Disse já alterando a voz, assim suspirei e levantei ainda zonzo, ele então se curvou para abrir a tranca das correntes que me prendiam, e já me vendo livre eu pude notar o quanto precisava ficar em pé, assim ele indicou com o queixo para o lado de fora, eu sabia que já estava anoitecendo, podia ver o céu ficando escuro, e quanto mais tempo passava, mais meu coração acelerava, eu estava nervoso, daqui há alguns minutos tudo pode mudar. Então antes de sair sinto meu braço ser puxado pelo brutamontes me fazendo o olhar irritado. 

- Se você tentar alguma gracinha de novo, vai ser bem pior do que apenas passar a noite acorrentado. 

- Como se eu tivesse muita opção e meios de escape não? - Falo puxando meu braço de volta, assim Davis já estava me esperando com mais dois caras, mais eu não vi Ben, e aquilo me afligiu. 

- Onde está o Ben? 

- Sheffied foi fazer um trabalho pra mim em outro lugar. Mais nada que interesse a você, entra no carro! - Diz e um dos caras abriu a porta, eu suspirei fundo e assim adentrei o carro sem mais demoras, assim eles entraram também, e Gally ligou o carro, só então me dei conta de que não fazia idéia do que havia acontecido com a garota, e ainda me sentia mal em relação a ela. 

- Vamos ao ponto de encontro chefe? - Gally questiona. 

- De certo que sim Galileu, pra onde acha que iriamos levar esse garoto? Pra Disney? 

Responde rude, e assim o outro apenas arqueou as sobrancelhas e assim deu a partida, e eu não consegui esconder o riso pela resposta idiota, há alguém mais idiota ainda, e assim aos poucos fomos nos afastando daquele local. 

.... 

- Eu disse! Eu disse que ele não estaria aqui! 

- Cala a boca Galileu! 

- Mais chefe estamos perdendo tempo. Hoje era para ligar pros avós desse garoto. 

- Eu sei, mais assim vai ficar muito óbvio já que eles começaram a oferecer a recompensa apartir de ontem. 

- Certo, e Thomas mais uma vez nos enrolou e fugiu feito um rato que é! 

Thomas não estava no ponto de encontro, confesso que mesmo sentindo uma enorme dor no peito, por outro lado estou feliz, pois ele vai se livrar daquilo que Davis planeja pra ele. Agora ele deve realmente estar longe, muito longe, agora nosso amor, só existe nas minhas lembranças e no meu coração. Eu ainda estava no carro, o local de encontro era a justa fronteira do México, onde nós fizemos tantos planos, e nenhum deles será realizado, sem esconder, eu deixei uma lágrima descer dos meus olhos perdidos, de fato ali não era apenas o cansaço, a dor no corpo, ou até mesmo no coração, era apenas o vazio de uma promessa quebrada, e o pior era que eu nem havia dito a ele que também o amo. Fui infantil, mesmo quando Tommy declarou seu amor sincero. E eu não fui capaz de dizer a ele que assim como ele me ama, eu o amo também. Amo de verdade, sem limites, amo como jamais amei e amarei alguém. 

- Por quê não acabamos de uma vez com isso? - Gally diz pela trigésima vez, então Davis olhou no relógio, e olhou para os lados. 

- É, tem razão, ele já está uma hora atrasado do que havíamos marcado, vamos voltar! 

Antes de entrar no carro, um som de veículo foi ouvido ao longe, fazendo meu coração saltar, não por ser apenas um barulho, e sim por quê eu reconhecia bem aquele barulho de motor, era ele, era Tommy! Não sabendo se estava feliz ou triste, eu sai do carro a mil por hora, o carro havia parado a nossa frente, porém sou impedido por Gally que me segurou. 

- Ei, onde pensa que vai espertinho? Hein? 

Diz me predendo contra si, e naquele momento meus olhos não deixavam de encarar aquele vidro blindado do carro esportivo, então a porta abriu, e dela meu moreno saiu, fazendo com que todas as estruturas em mim se rompessem, ele estava impecável, como sempre foi, e carregava uma mochila que a colocou nas costas assim que saiu, então nossos olhares se encontraram, sua boca se abriu e se fechou, mais ele não disse nada, seus olhos estavam mais brilhantes do que o normal, era como se estivessem marejados, ou apenas o brilho do farol que proporcionava isso a ele. 

- Tommy... 

- Newt. 

- Thomas! Eu realmente estou imprecionado com você. - Davis diz atrapalhando nosso contato visual. 

- E vai ficar mais imprecionado ainda, se o seu capanga não soltar meu namorado e eu atirar bem no meio da fuça dele! 

Responde sério, e só então Davis se deu conta de que Gally ainda e segurava, então fez sinal e o mesmo me soltou assim também dando um suspiro alto em forma de protesto, e assim me vi livre dele, eu fiz menção de ir até Tommy, mais agora foi Davis quem me impediu pondo a mão na minha frente. 

- Opa, vamos com calma, ainda não cumprimos o combinado. 

- Aqui está seu dinheiro, está todo aqui, e até mais, então não tem por quê prender Newt, deixe o vir até mim. 

- Me dê o dinheiro primeiro O'brien, você sabe como as coisas funcionam. - Diz em um sorriso.

- Solte Newt. 

- Não banque o espertinho Thomas! 

- Não estou. Façamos o seguinte, Newt vem junto com Gally, e ele pega o dinheiro. 

Diz dando se ombros, eu sinto que Tommy está aprontando alguma, conheço esse sorriso cínico em seus lábios. Ele sabe! Ele já sabe, de alguma forma sabe as intenções de Davis em relação a mim e somente por seu olhar cúmplice pra mim, já demonstra tudo. 

- Thomas, Thomas... Não dificulte as coisas, me entregue o dinheiro e terá o garoto. 

- Hum... É mesmo? Tem certeza? 

- O quê? 

- Davis... - Ele passava as mãos pelo queixo.- Você deve me achar com cara de idiota ou alguma coisa do tipo, você achou mesmo que eu não iria saber que está tentando passar a perna em mim depois que pegar o dinheiro? Acha que eu não sei do lucro que pretende ganhar com Newt? Ah cara... Por favor, você achou mesmo que poderia jogar comigo? COMIGO? 

Davis não respondeu, em um ato de desespero, ele retirou a arma da cintura e apontou em direção a mim. 

- Se você não me der a droga desse dinheiro, o garoto morre! 

- Larga a arma Thomas! - Agora foi Gally quem disse apontando uma arma para Thomas, que apontava para Davis, que apontava para mim. 

- Vai, atira em mim Gally! Anda, está esperando o quê? 

Gally olhou para Davis, parecia nervoso com algo, e Thomas sábia disso, por isso não parecia nenhum pouco preocupado, eu estava ofegante enquanto olhava para os três ali, e assim um disparo foi ouvido. Olhei para os três tantando saber de quem foi, mais eles também olhavam, então isso me levou a concluir que não foi de nenhum deles. 

- QUE MERDA É UMA EMBOSCADA! 

Davis grita de repente, avisando Gally, e assim mais tiros foram ouvidos, E aproveitando sua distração eu me soltei dele, ele tentou me segurar, porém ainda tinha que se defender doa tiros vindos de não sei de onde, e ele não poderia atirar em mim já que sou sua mina de ouro como ele mesmo diz, e assim que corri me escondi do lado do carro. 

- Newt! 

- Tommy! 

Dei um abraço meio desajustado pelas rajadas de tiro. 

- Você está bem? 

- Hum... Agora estou! 

- Tem certeza? 

- Não. Mais isso não importa agora, o que importa é de onde raios esses tiros estão vindo? 

- Chamei uns caras, quer dizer, eu não. O Ben! 

- Ben? Ele... Eu pensei que Davis havia feito alguma coisa com ele. 

- E fez, mais bem tem sete vidas e conseguiu escapar a tempo, agora chamou ajuda pra gente, ele diz que te deve isso. 

- Estava com tanta saudade você Tommy. 

- Eu também meu amor, agora estamos aqui. -Disse roçando seu nariz ao meu. 

- EI SEUS PORRAS A GENTE ESTÁ NO MEIO DE UM CONFLITO DEIXEM ISSO PRA DEPOIS! -Me assusto ao ouvir um homem mais velho gritar, mais apesar da voz alterada, ele não estava bravo, até soltou uma gargalhada exagerada no final enquanto atirava pra tudo quanto era lado. 

- Esse é o Jorge, eu também me assustei no começo, mais com o tempo acostuma. - Tommy diz piscando, assim não resisti e lhe beijei, mesmo que tenha sido rápido por conta do que estava acontecendo, os outros capangas de Davis que perceberam o movimento, desceram do carro reagindo aos ataques com mais tiros ainda.- Vem amor, é agora ou nunca! 

Diz assim levantando e me puxando junto enquanto eu parecia que ainda estava sonhando, mesmo com aquela realidade bem diante de mim. 

- Newt eu preciso que me escute, o plano é o seguinte. Vamos afastar Davis o máximo que  conseguir, Jorge vai fazer escolta e vamos para a estação. -Diz rápido enquanto nos desviavamos de alguns caras, então um deles parou em nossa frente e rapidamente apontou a arma em nossa direção, porém bem foi mais rápido em atirar primeiro e me puxar, porém eu ainda estava horrorizado. 

- V-Você matou ele? 

- Não. Foi apenas para imobilizar, eu tive algumas aulinhas de tiro hoje a tarde. 

- E se saiu muito bem.- Falo ainda olhando atordoado para os corpos jogados ao chão, eram cerca de três ou quatro não contei direito. 

- ALI! PEGUEM O GAROTO! -Ouvimos Davis do outro lado, assim Gally e outro avançaram em nossa direção distribuindo tiros, eles eram bons nisso segundo Tommy, porém tínhamos uma vantagem, somos mais numerosos e eles agora só são três, por essa Davis não esperava, nem mesmo eu. Por isso trouxe pouca gente. 

- Que droga estamos ficando sem munição! - Jorge revela. 

- Temos que chegar até os carros! 

- Não dá. Os dois atiradores estão nos recuando, eles estão mais preparados. 

- Que mértila! 

- Só tem um jeito. 

- Qual? 

- Vocês dois vão ter que ir! 

- O quê? 

- Sim. Vão ter que ir por quê assim eles param com os ataques. 

- Mais e vocês? 

- Vamos dar conta do que vier por aqui, mais vocês precisam ir agora! 

- Certo, Jorge eu não tenho palavras pra te agradecer. 

- E nem precisa hermano, eu recebi por isso mesmo. Agora vai! 

Disse e então Tommy acentiu apertando mais firme a minha mão, e assim fazendo uma contagem de um até três, a gente saiu correndo no meio da algazarra um pouco abaixados, enquanto havia tiros para todos os lados, e um deles quase acertou Tommy que abaixou se, então chegamos ao carro onde ele abriu a porta ainda abaixado, e me eu me enfiei lá dentro. Ele jogou a mochila que até então estava em suas costas no banco de trás, então Ouvimos claramente alguém gritar : 

- ALI VÃO ELES! 

E foi justo quando Tommy deu a partida, e um o carro começou a ser alvejado por tiros e três deles acertou o vidro o quebrando ali mesmo enquanto Tommy gritava para eu ficar abaixado e assim foi se distanciando mais e mais, porém nada estava salvo, pois logo atrás de boa vinha o carro no qual me trouxe até aqui, e nele havia Gally dirigindo e Davis no carona gritando pra ele acelerar, e então iniciando uma perseguição de vida ou morte. 

- Não vão nos deixar em paz Tommy. 

- Eu sei que não. Mais vamos escapar dessa. 

- Tem certeza? 

- Não. Mais eu te disse que iria te levar pra casa Newt, e vou cumprir, e a rodoviária é o único caminho! 

- E como vamos chegar até lá sem que eles nos persigam? 

- E não vamos, você vai. 

- O quê? 

- Você me prometeu que iria quando não tivesse mais jeito algum, e vai! 

- Tem que haver um jeito. 

- Não tem. Okey? Acabou Newt, não tem jeito, essa era linha de chegada. Não há mais o que fazer, acabou pra mim, mais não pra você, você vai. 

- Tommy... 

- Eu te amo Newt. Por isso eu preciso que entenda. - Diz me olhando, seus olhos estavam cheios de lágrimas. 

Sem mais delongas ele dobrou o carro de repente, e assim o carro parou atrás de nós, estávamos perto de uma ferrovia. 

- O que está fazendo? Por quê parou? 

- Por quê esse é o único jeito.

- Tommy? 

- Seja o que for, corra! - Foi sua última ordem, eu o encaro perplexo, e assim o carro parou atrás se nós, Gally e Davis desceram dele, e Tommy desceu também. 

Só conseguia pensar em uma coisa, Tommy não poderia lutar contra eles dois sozinho, minhas palavras ecoavam minha mente, onde eu disse que tentaria até o fim... E vou! 


TO BE CONTINUED....          


Notas Finais


Eitaaa será o fim para Newtmas? Será que Tommy tem uma carta na manga? Façam suas apostas, só não apostem tudo ;) volto quando puder com o enfim penúltimo. Obrigada a quem está comentando, espero ver vcs no próximo e um beijão de Newtmas bem na boca! 😘❤❤


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