História On The Road - Padackles - Capítulo 33


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Palavras 6.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Trouxe aqui mais um capítulo e também dizer que muito provavelmente será postado apenas mais um capítulo pra então acabar 😟

Sei que alguns de vocês continuaram comigo do começo até aqui, então a cada um de vocês, muito obrigado. Não sabem o quanto esse apoio importa pra mim ❤

Então vamos lá. Boa leitura.

Título por Sleeping Wolf.
Recomendo demais essa música. Super combina com a história dos nossos bebês ❤

Capítulo 33 - The Wreck of Our Hearts


Fanfic / Fanfiction On The Road - Padackles - Capítulo 33 - The Wreck of Our Hearts

Estávamos à deriva durante toda a noite
Perdendo a visão da luz
Mas eu vi em seus olhos
Eu nunca estava sozinho
Mesmo quando ficou difícil
Quando a costa estava muito longe
Mesmo lá em seus braços
Eu sempre estive em casa

_____________________________________

JARED

— Deveríamos ligar pra alguém?

— Ele precisa de um hospital. Não sabemos o que Delauter injetou nele.

— Alguma droga, talvez?

— Não sei. Mas já fazem mais de 10 horas. Em circunstâncias normais, mesmo uma droga de alto efeito não causa esse tipo de reação.

— Inconsciência.

— Sim. Tenho medo que ele tenha tido uma overdose. Não que eu entenda qualquer coisa sobre medicina como o garoto prodígio, mas no momento, todas as cartas estão na mesa.

— Oh Deus, ele vai morrer?!

E é com esse pequeno comentário, vindo dos lábios de Katie, que a névoa cegante em seu cérebro automaticamente de dissipa.

Jared vira o olhar para a miríade de pessoas ao redor de Jensen, o qual ainda se mantém desacordado, mesmo horas depois de terem tirado ele daquele armazém.

Jared tentou arduamente manter a calma, segurar a cabeça no lugar e não se deixar chafurdar em preocupação agoniante.

Mas agora, diante de tantas suposições…

— Ele não vai morrer! Vocês me ouvem?! — Jared concegue vociferar. Olhos escuros de cansaço depois de horas acordado esperando ansioso para que Jensen abra os olhos.

Sequer um movimento pequeno… trêmulo… nada que omita a consciência surgiu de Jen.

E isso é quase tão torturante quanto não saber onde Jensen estava.

Todos ficam em silêncio, timidamente se afastando, como se sentissem a necessidade de dar mais ar ao garoto adormecido.

Bocas firmemente fechadas, sabendo que nenhuma palavra agora pode diminuir a dor que perturba a mente bagunçada de Jared.

Nada pode…

— Jay… eu acho que deveríamos levar ele a um hospital. Essas drogas percorrendo o sistema dele podem ter feito um grande estrago — Sandy tenta raciocinar gentilmente, mas distante, quase temerosa em se aproximar.

— Não podemos nos dar a esse luxo. Eles fazem perguntas demais — Diz Jared mais contido, dedos percorrendo os cabelos e arranhando o couro cabeludo com as unhas quebradas.

Mesmo que seu peito grite a necessidade de levar Jensen a algum lugar que possa cuidar bem dele, que possa limpa-lo de qualquer veneno percorrendo seu sangue.

Eles simplesmente não podem.

E ele se odeia por isso, mas parte dele não está bem com a idéia de deixar o lado de Jensen sequer um segundo.

Sua maldita parte egoísta.

— Lembro de você dizer algo sobre a irmã dele — Chad se inclui na conversa. Cansado e maltratado das últimas horas, mas ainda alerta — Ela é enfermeira, certo?

— E ela também é filha de Alan Ackles. Não acha que a garota correria pra dizer ao papai que quase matamos o irmãozinho dela? — Genevieve impõe raivosamente e de forma petulante a sua opinião.

Mesmo que Jared se incomode com o tom de voz dela, ela tem plena razão…

— Não precisamos de mais essa pedra no nosso sapato. Aquele velho consegue dar perpétua a traficantes de cocaína se quiser — Chris resmunga indiferente — Deve existir outro geito de ajudarmos o garoto.

Christian olha pra Jensen, e Jared se espanta ao ver real preocupação pelo menino machucado.

Christian não tem exatamente um coração de pedra, mas ele, como Jared, prefere engolir seus sentimentos a deixar que eles vazem por suas características.

É mais um dos modos de sobrevivência que ele aprendeu com Jeff.

Nunca mostre o que sente, ou isso pode ser usado contra você.

— Acho que existe alguém — Jared murmura quando lembra da noite do evento de motocicletas.

Hartley ferido e Jensen com intoxicação alimentar.

Ele lembra o qual conturbada foi aquela noite, e mesmo o dia que se seguiu foi péssimo, graças ao desentendimento que teve com Jensen no hospital de Lawrence.

1 hora e meia se passa até as luzes ofuscante de faróis adentrarem as janelas da casa de Jeff.

Ninguém se espanta quando vê um homem frenético, mal vestido e descabelado invadir a casa com pressa.

— Onde ele está?! — William exige se aproximando. Olhos vasculhando tudo, como se esperasse encontrar Jensen detrás do sofá ou algo assim.

Ninguém diz nada até Jared se afastar e dar uma boa visão de um Jensen pálido, pele quase translúcida debaixo de suas roupas, olhos ainda firmemente fechados.

Ele parece tão frágil e pequeno naquele sofá enorme, tão quebrado, e a visão desestrutura Jared de uma forma nunca antes sentida.

— Não… Jen. Eu rezei pra nunca ter que vê-lo assim de novo — William sussurra tristemente, passos leves enquanto chega perto do garoto. Ele morde o lábio inferior com força antes de olhar pra Jared — E o cara que…

William não termina, mas fica explícito o que e de quem ele está falando.

Jared ergue o queixo e a postura quando diz com pudor:

— Quem fez isso com ele não vai mexer com mais ninguém.

William parece inabalável por alguns segundos, rosto petrificado, até que murmura:

— Bom — Vem sua resposta sucinta, antes de se inclinar sobre Jensen e se abaixar de cócoras ao lado dele, uma mão cuidadosa acariciando os cabelos loiro sujo do garoto — Alguém por favor traga a minha maleta médica. Esqueci no carro.

Sandy se dispõe a ir buscar, enquanto que os outros se afastam com um olhar amigável pra Jared. O moreno apenas acena pra eles.

— Achamos que ele pode ter sido drogado — Diz Jared segundos depois. De pé, parado desconfortavelmente perto deles — Não sabemos exatamente com o que.

— Isso é óbvio — William resmunga com os olhos estreitos encarando um ponto entre Jensen e Jared. O moreno cerra a mandíbula, sabendo melhor do que machucar o cara que pode ajudar Jen — Ele não demonstra sinais óbvios de overdose além da inconsciência, e seu ritmo respiratório está lento. Preciso de alguns minutos pra avaliar melhor o estado dele.

Jared não deixa de se sentir aliviado por algo tão terrível quanto uma overdose não ser algo concreto. Infelizmente isso não diminui a velocidade com que seus pensamentos cruéis tensionam a sua cabeça.

Sandy volta minutos depois com a maleta de William na mão, sorrindo levemente pra Jared, uma mão consoladora em seu braço antes de sair também.

Ele agradece pela benevolência gentil de seus amigos. Sempre sabendo quando precisam dar um espaço necessário a Jared.

Ele observa atentamente William tatear o pescoço, seguido pela clavícula e peito de Jensen. Sem esquecer qualquer ponto palpável num exame arcaico de mãos.

Logo ele pega seu estetoscópio, tocando de forma gentil com a base metálica no peito de Jensen, cuidadosamente levantando a camisa do garoto.

Até que eles vêem…

Um som quebrado escapa da garganta dos dois homens quando vislumbram as marcas inconfundíveis de queimaduras por todo o peito pálido de Jensen.

Uma bagunça de machucados em tons de roxo marca a pele linda do loiro. Traçando um pontilhado de lesões escuras, com meras gotículas de sangue permeando ao redor da carne.

Delauter o queimou com bitucas de cigarro. Muitas vezes. Jared quase pode sentir a dor arrasadora do fogo ardente abrasando seu peito sem qualquer simpatia.

Jesus…

Ver isso é como sentir seu rosto ser esmurrado milhões de vezes pelas mãos de Delauter.

O autor de tudo isso.

O desgraçado não sofreu o suficiente. Ele merecia ter sido torturado e rasgado, ter seus órgãos arrancados, um a um, enquanto ele se mantinha apegado a vida. Observando tudo em agonia.

Jared anseia pra que o filho da puta esteja queimando agora.

— Porque ele não acorda? — Jared realmente odeia o qual pateticamente débil sua voz soa. Limpando ligeiramente a garganta ele acrescenta — Ele sussurra as vezes mas ele nunca fica inteiramente lúcido.

— Seu corpo pode estar em choque. Precisamos pensar nas opções menos piores por enquanto — William argumenta, cenho franzido enquanto levanta — Você precisa me dizer o que aconteceu com ele, Jared. Eu preciso saber tudo.

— Eu não… eu não sei. Não faço ideia do que aquele desgraçado fez a ele nesse meio tempo — Jared esfrega as mãos no rosto cansadamente. Rejeitando a idéia de sono enquanto Jensen permanece assim.

— Você o perdeu por quanto tempo? — William questiona temeroso. Obviamente nada ansioso por receber detalhes mas sentindo a necessidade de saber pelo bem de seu amigo.

— Foram horas. Muita coisa aconteceu depois que Delauter ligou pra mim nos ameaçando. Houve um acidente na moto enquanto corria até a escola de Jensen — Jared suspira irritado consigo mesmo — Por um fodido descuido meu não pude chegar a tempo de salva-lo.

William pondera as palavras de Jared. E mesmo que não exista julgamento nos olhos dele, o próprio Jared já sofre o suficiente com a sua própria cabeça que tanto o culpa por um erro tão trivial.

Se ele tivesse chegado a tempo.

Se ele não tivesse derrapado naquela estrada.

Jensen não estaria assim.

— Você fez o que pôde — William dá de ombros, foco agora inteiramente em Jensen mais uma vez antes de olhar de novo pra Jared — Olha, eu não vou bancar o psicólogo com você, agora minha prioridade é Jensen, mas se culpar não vai levar a lugar nenhum.

— É fácil falar — Jared murmura secamente antes de se virar, olhos na porta principal da casa de Jeff.

Sabendo perfeitamente que está pensando como um covarde, mas é como se seus pulmões diminuíssem de tamanho se tornando então minúsculos.

Ele não pode respirar.

Ele precisa cair na estrada. Precisa queimar borracha. Precisa sentir o vento batendo em seu rosto.

Ele precisa respirar.

— Não pode machuca-lo mais uma vez — O médico diz de forma fria, conhecendo bem os pensamentos sombrios que assolam a mente de Jared — Não pode deixá-lo agora.

— O que quer que eu faça?! — Jared grita um rosnado profundo, em algum momento tendo andado até William, cuspindo veneno diretamente no rosto do médico — Não sou útil pra ele! Não posso fazer nada por ele! Ele está assim por minha causa!

— Péssima hora pra agir como o herói que perdeu seu amor em meio a guerra — William zomba, olhos em Jared mas um dedo apontando pra Jensen, que permanece alheio ao conflito — Que se dane de quem é a culpa. Esse garoto está machucado e a última coisa que ele precisa agora é que o abandonem.

— Que tipo de monstro pensa que eu sou?! Que tipo de… — O peito de Jared arfa e por alguns segundos ele não encontra ar.

É como se o pressionassem sem piedade. O machucassem com a sola de uma pesada bota endurecida, pisando e empurrando.

Esmagando.

— Eu não consigo olhar pra ele assim. Está me matando, não vê? — Jared torçe os lábios e o nariz, enrugando as feições quando sente a pressão das lágrimas lentamente ganhando controle — Eu preciso sair e expurgar essa raiva de mim, mas eu não posso fazer isso perto dele. Ele não merece isso.

— Típico discurso de um homem covarde — William retruca com audácia, e sua voz zombadora consegue fazer o sangue de Jared borbulhar.

— Quem pensa que é pra dar palpites? — O moreno grunhi, dentes a mostra no que deveria ser uma ameaça subliminar. William mal pisca, e isso corrói as entranhas de Jared em raiva — Você não estava lá quando eu o encontrei caído naquele chão imundo! Não ouviu a voz dele surrando meu nome. Implorando por ajuda. Não tem o maldito direito de me julgar agora!

Ele é só um homem afinal. Debaixo de tanta rigidez incrustada de cinismo, existe alguém que sente dor. Que também sofre.

Todos tem um certo limite, ninguém aguenta tanto e ainda se mantém de pé a cada chute que a vida lhe dá.

E ele odeia isso.

Odeia não suportar estar ao lado dele sem quebrar.

Odeia que a barragem esteja a ponto de sangrar, levando com ela ondas de raiva e sofrimento reprimidos durante todos esses anos.

E acima de tudo… odeia não poder encarar Jensen sem o tormento da culpa rasgar seu coração em pedaços. Estraçalhar cada ponta, restando apenas meros fiapos.

Ele fez isso a Jensen.

Foi ele quem o empurrou a essa vida com todos os seus impulsos egoístas. Querendo que Jensen fique. O prendendo junto a Jared.

Alguma vez Jensen já teve a chance de opinar?

Seu coração bombeia medo e insegurança, incertezas de algo outrora tão palpável. Tão real, mesmo tocando em meio as bordas de um sonho perfeito.

A dor de perder o controle das pilastras que mantinham sua vida amorosa de pé ainda é vívida demais.

Porque tem que ser tão difícil?

— Eu realmente não dou a mínima pra quem você seja, mas Jensen é como um irmão pra mim. Eu me importo com esse garoto desde que o vi entrar na minha clínica sufocando com as costelas empurrando seu pulmão — Willima retruca com a voz áspera. Jared tem a decência de parecer culpado.

— Eu o amo.

Jared sussurra, olhos aquosos mirados em Jensen, cujo murmura aleatoriedades baixinho, ainda distante demais em sua própria cabeça pra ser mais responsivo.

— Então prove — O médico resmunga.

— Eu só preciso de algumas horas. Eu vou voltar. Não me perdoaria se… — Jared cessa suas próprias palavras, sabendo que não precisa concluir seu discurso para ser compreendido.

William aperta os lábios numa linha fina, atentamente mantendo seus olhos em Jared, como se tentasse ler a sua alma.

— Que seja — William apenas dá de ombros, se deslocando então para onde Jensen está deitado. Antes que Jared saia, William vira o rosto e diz por cima do ombro — Eu costumo me considerar como alguém de boa índole, mas se você não voltar, eu juro que te caço até trazer essa sua bunda grande de volta.

Jared abre a boca pretendendo dizer alguma defesa, mas a fecha no mesmo instante, sabendo quando precisa calar a boca.

Ele atravessa a porta, não deixando nenhum olhar pra trás, tendo consciência de que qualquer movimento em falso toda a sua determinação cai pelo ralo.

Sair acaba se tornando mais difícil do que ele imaginou. Suas pernas tremem a ponto de caminhar se tornar uma missão impossível. Sua consciência machuca, e mesmo que Jared se esforce para ignora-la, se torna difícil quando ela grita em seus tímpanos.

Ele se sente vazio de repente, como se seu coração estivesse vazando até ficar oco. Mesmo o ar acabou se tornando ínfimo demais para respirar adequadamente.

É como deixar parte de sua alma para trás, como arrancar parte de sua vida fora e a jogasse no lixo fazendo o que sobrou não valer nada.

Ele sabe que precisa disso. Precisa desse momento sozinho pra pensar e repensar algumas coisas, priorizar o que é certo e ignorar o que for frívolo.

Essas horas que se passaram distante de Jensen, sem saber se ele estava bem ou se estava mesmo vivo, foram as piores horas que Jared já teve que enfrentar.

Foi aterrorizador não ter consciência do perigo que Jensen corria e estar distante foi paralizador. Sua sensatez evaporou e tudo o que ele conseguia pensar era em fazer o desbravador que o levou pagar.

Ele queria acabar com Johnny Delauter… exatamente como ele fez com a sua mãe. Fazê-lo sofrer exatamente como ele fez com ela, fez com Jensen.

Ele não cosneguia pensar como o humano racional que é. Seus neurônios foram devorados pela raiva e pela culpa. Tudo sumiu em meio ao pavor agoniante em que se encontrava.

Ele se sentia devastado.

Perdido.

Com um único movimento ele senta em sua moto, gira a chave, e apenas se afasta, deixando pra trás apenas uma enorme nuvem de poeira escura.

* * *

Levam apenas alguns minutos, graças a velocidade com que ele pilota, mas ele chega a garagem que abriga a obra de sua vida.

Seu legado.

Ainda lá esperando por ele. Gritando por ele. Pedindo para deixar a solidão dessas paredes e então ser entregue a estrada fria.

Jared respira fundo antes de descer da sua velha Yamaha, retirando o capacete e deixando-o deitado por cima do banco estofado.

O suor que escorrega por seu pescoço até o osso de sua clavícula lentamente começa a gelar, e é como se uma faca afiada raspasse por sua pele, cortando fora sua coragem.

Mas ele tem um propósito, ele veio até aqui por uma razão…

Sua vida tem sido uma merda desde que eles saíram de San Antonio. Ele, ao lado de seus amigos, tem se metido em mais problemas do que podem contar.

Ainda existe gente lá fora querendo a linda cabecinha de cada um deles numa bandeja de prata, e ele compraria uma Lamborghini com a grana que deve…

… mas nem mesmo tudo isso misturado conseguiu destrui-lo tanto quanto perder Jensen por entre seus dedos, e descobrir que sua mãe foi morta por causa dos ciúmes de um homem louco.

Por causa de um fodido homem ciumento e desequilibrado.

E então… descobrir que Jeff tem escondido por todos esses anos o romance que teve com a sua mãe quando Jared era jovem demais para lembrar.

Porque ele não lembra de Jeff em qualquer lugar perto de sua mãe, e muito menos lembra de Delauter na mesma posição.

Talvez ele tenha decidido apagar essa parte de sua vida, apagando junto as memórias que tinha de Sharon Padalecki, sua mãe, para só assim ter o resto de sua infância intacta.

Suas entranhas estão em nós por dentro dele, sua pele pulsa, seu sangue gela, sua gargante aperta… tudo dói. De repente ele se sente preso dentro de si mesmo.

Deslocado e tão… errado.

Com um sopro lisongeiro pelos lábios, Jared caminha, um passo atrás do outro, até estar cara a cara com a porta da garagem.

Memórias de quando ele construiu esse lugar invadem sua cabeça. Ele lembra de querer guardar sua Harley num lugar distante de tudo e de todos, onde ninguém pudesse pôr as mãos.

Parte dele só temia que Delauter descobrisse a existência dela e a tomasse também. Por isso ele a escondeu.

Agora finalmente acabou.

Quando Jared entra no pequeno quarto cujo ele carinhosamente apelidou de 'garagem' a primeira coisa que ele sente é o forte cheiro de ferrugem, óleo seco e mofo entupindo suas narinas.

Ele lembra como amava esse cheiro.

O fazia se sentir em casa.

Ele tinha esse poder nas mãos quando entrava aqui. Tudo centrado num único lugar, tão alentador.

Ele se orgulhava mesmo das teias de aranha nas paredes. Aquilo era dele afinal. Ele construiu tudo aquilo.

Um garoto que tinha um objeto a cumprir. E ele conseguiu.

Ele chegou lá.

Ele consertou a sua Harley. Ele construiu essa garagem pra ela. Ele fez o que Jeff pediu. Ele orgulhou seu pai.

E não apenas com a finalidade de concertar por pura teimosia. Não. O significado é bem maior que isso.

Ele persistiu numa sucata que aparentemente não tinha mais concerto. Ele repôs peça por peça, parafuso por parafuso.

Motor. Pneus. Corrente. Pedaleiras…

Ele deu uma nova vida a ela.

Basicamente o que fez com a sua própria vida depois que foram chutados de San Antonio.

Jeff acreditou nele. E isso importou mais que tudo.

Agora… agora isso não vale mais nada.

Vai levar tempo, ele sabe disso. Ele precisa assimilar cada coisa que aconteceu nas últimas horas, mas agora ele só precisa deixar ir

Jared se encontra diante da sua obra. Sua relíquia. Seu orgulho pessoal.

Deslizando o dedo indicador pela lataria escura, traçando o contorno da águia característica na pintura, tocando em cada canto restaurado, todo ele, aperfeiçoado e bem cuidado.

Perfeito.

Jared sorri, e ao mesmo tempo uma lágrima solitária se forma no canto de seu olho esquerdo, antes de deslizar por sua bochecha e tocar seus lábios.

Sua mãe se orgulharia dele agora? Ela estimaria o homem que ele se tornou?

Jared nunca vai saber.

Ela nunca teve a chance de estar lá pra ele. De segurar a sua mão quando ele se sentisse sozinho, e de sussurrar palavras de conforto quando ele estivesse se sentindo perdido, precisando ser guiado na direção certa.

Mais ou menos como agora.

Porra… agora mais do que nunca… Jared sente falta da sua mãe.

Seus olhos mergulham na imensidão negra lustrada, e mesmo empoeirada de anos trancada, ela não deixa de ser impecável.

Uma obra de arte moldada por suas próprias mãos.

É incrível o quanto ele amava essa coisa.

Quando Jared olha pra direita ele vê exatamente o que precisa. Encostado na parede, sem uso algum. Imundo mas agora útil para seus próprios fins.

O moreno funga, enxugando com a manga de sua jaqueta a umidade em seu rosto. Removenso os vestígios de sua fraqueza até se tornar imperceptível a sua dor.

Ele sempre foi bom nisso, certo? Mascarar o que sente.

Um manipulador. Dissimulado.

Jared envolve a mão fechada no cano gélido, levantando-o até estar na linha de sua visão.

— Olá, belezinha — Sussurra ele para o pé de cabra que segura na mão. Olhos vidrados e vermelhos para o objeto — Hora de brilhar.

Ele desliza a ponta enferrujada do pé de cabra pela lateral da moto enquanto caminha lentamente até a frente, deixando um enorme risco na pintura.

Ele poderia se importar menos com isso.

Quando ele finamente para, é apenas para ponderar suas decisões.

Desapegar. É disso que ele precisa.

É duro, ele sabe que sim, mas ele não se vê mais como aquele garoto estúpido que lambia o chão pelo qual Jeff pisava. Que sempre o seguia.

Ele não é mais o cara que concertou essa moto. Que passou noites acordado montando e desmontando, e que via prazer nisso.

Jared mudou, as últimas horas fizeram isso com ele.

Jeff deixou de ser o seu herói perfeito. O homem que sempre está certo. Que sempre sabe o que faz e que nunca erra.

Jeff mentiu pra ele sobre seu passado. Ele ocultou uma verdade que o envolvia diretamente. Ele preferiu criar uma nova história a contar a vardadeira.

Se foi por vergonha ou medo, Jared não sabe, mas seu coração repleto de desprezo só consegue enxergar a traição de ser enganado por todos esses anos.

Por um impulso de raiva, Jared acerta com o pé de cabra no espelho retrovisor, arrancando-o de sua base e o lançando distante. O vidro se choca na parede mais próxima antes de se despedaçar no chão.

Segurando bem o objeto de metal nas mãos, Jared rosna abafado, e acerta novamente na Harley, dessa vez no tanque da mesma, amassando a lataria, vendo a coisa balançar e quase cair.

Jared espanca a moto até suas mãos doerem e lança o pé de cabra longe, decidido apenas a chutar a moto que um dia já lhe representou algo.

Um propósito.

E agora? O que isso significa?

Sucata.

Jared chora enquanto acerta chutes brutais na motocicleta, uma mistura de dor dos impulsos e de mágoa reprimida.

Ele finamente deixa tudo sair. Soluçando como se não houvesse amanhã, largando sua raiva, sua ira.

Tudo.

Essa merda não vale mais nada.

Ele está com raiva.

E talvez ele se arrependa depois.

Ele com certeza vai se arrepender depois.

Mas agora… agora ele quer apenas que essa porcaria se exploda.

ALEX

— Ele não me machucou tanto. Tudo o que ele queria era me manter calado, como se eu não estivesse lá — Alexander suspira, dedos brincando com os fiapos soltos do cobertor — Tudo o que ele queria era machucar o Jensen. Eu não importava.

A morena, Sandy, acena de forma compreensiva, seus olhos castanhos gentis o encarando, vigiando seus momentos.

Depois que ele acordou, foi apenas para se encontrar deitado numa maciez não comum, sendo que ele passou as últimas horas amarrado numa cadeira velha e dura.

Ele viu um quarto de aparência rústica. Tons escuros no piso e nas paredes muitos quadros aleatórios pendurados.

Uma poltrona confortável porém velha no canto e uma cômoda de carvalho fosco ao lado da cama.

Um único abajur solitário iluminando tudo isso.

E do outro lado estava ela. Uma bela mulher. De cabelos escuros e um sorriso agradável.

Por sorte Alexander sempre fora observador.

— Sinto muito que tenha tido que passar por isso — Diz ela com simpatia. Alexander apenas sorri.

— Eu não tinha a intenção de morrer ali, sabe. Acho que esperei mais da vida que terminar num galpão fedorento e isolado — Diz ele sorrindo, tentando de alguma forma rasgar com uma faca o clima tenso.

Felizmente ele consegue arrancar uma risada de Sandy.

— Queria ter um pouco desda sua fé — Ela admite com um dar de ombros despreocupado — Com a vida que tenho, não posso apostar tudo numa força a qual não tenho certeza se é real.

— É real se você crê.

Alexander diz de volta, confiando em si mesmo para transmitir o que sente a ela.

Ela parece ser uma boa pessoa. Machucada pela vida, com olheiras de medos e culpas passadas, mas tão forte quanto alguém que venceu cada obstáculo.

Alexander realmente admira pessoas assim.

Por isso seu rápido apego a Jensen. Foi instantâneo.

— Quer alguma coisa? Talvez um sanduíche? Eu sou péssima na cozinha mas até agora não matei ninguém, então acho que não existe perigo — Ela brinca, fazendo Alexander rir, mas logo sua felicidade some quando ele diz:

— Não, eu… eu gostaria de saber se… Jensen, ele está bem?

Sandy suspira, esfregando as mãos suadas nas coxas antes de levantar da cadeira a qual estava sentada.

Ela parece aflita quando murmura:

— Ele está sendo examinado agora na sala. Não sabemos ao certo o que ele tem mas…

— GHB. Aquele homem louco o drogou com ela assim que chegamos naquele galpão — Alexander enruga o rosto as lembranças. Ele tenta ignorar o suspiro assustado de Sandy — Jensen acordou depois de algumas horas, a dose foi mínima, apenas o suficiente pra deixar Jensen maleável e…

— Jesus — Sandy suspira tristemente, claramente devastada.

Alexander é rápido em concluir:

— Ele nunca tocou Jensen em… você sabe. Tudo o que esse homem queria era criar uma cena e tirar algumas fotos.

— Eu as vi — Ela cospe, rosto apertado mesmo com as poucas palavras — Desgraçado filho da mãe não teve o castigo merecido. Morrer foi fácil demais.

Alexander não deixa de estremecer as palavras frias, mesmo tendo plena consciência de que ela está totalmente certa.

— Ele estava bem… considerando, foi quando tudo começou de novo. Esse homem louco voltou, ouvimos tiros e ele dopou Jensen com alguma coisa.

— É exatamente isso que me assusta. Não saber o que aquele infeliz injetou em Jensen — Sandy admite cabisbaixa. Lábios puxados ligeiramente para o lado numa carranca — Viu alguma coisa que possa ajudar. Talvez um rótulo, qualquer coisa.

Alexander abaixa a cabeça, olhos culpados quando murmura:

— Sinto muito.

Ambos ficam em silêncio por algum tempo, olhos ficados em nada de vital importância. A mente de Alexander distante demais, tentando ser útil de alguma forma.

Querendo apenas ajudar seu amigo.

Ele lembra da agulha nas mãos do homem, lembra de quando ele pegou um pequeno tubo do bolso.

Ele não viu exatamente o nome da droga, mas ele notou a cor.

Era…

— Laranja. Um pequeno tubo laranja. Não… não completamente laranja mas algumas partes ele… droga, eu mal sei o que estou falando — Alexander diz apressadamente.

Querendo socar a si mesmo por não conseguir ser mais específico.

Sandy grela os olhos para as novas informações. Gratidão em seus olhos quando fala:

— Não, tudo bem. Isso pode ser útil — Ela garante a ele — Não podemos levar Jensen a um hospital. Eles perguntam demais e toda essa comoção traria o pai dele pra nós. Não precisamos de um juiz na nossa cola.

— Compreendo — Ele acena, dentes perfurando seu lábio inferior. Alexander limpa a garganta antes de falar de novo — Posso vê-lo agora? Eu só preciso olhar pra ele pra minha própria paz mental.

— Eu não sei se o médico já…

— Sim, você pode, mas só depois que me deixar examinar você.

Alexander olha para a porta, onde vê um homem jovem parado. Grandes olhos castanhos e cabelos negros.

— Me chamo William Day. Um amigo de Jensen e médico recentemente formado — Diz o homem antes que Alexander tenha a chance de perguntar.

— Alexander Calvert — Alex o comprimenta educadamente — Jensen está bem?

— Ainda inconsciente, mas ele tem demonstrado picos de consciência, então não acho que vá demorar a despertar — William afirma fazendo Alex e Sandy relaxarem — Você disse um pequeno frasco laranja, certo? Tudo leva a crer que Jensen foi dopado com midazolam. Um forte sedativo que induz o sono com rápida eficácia. Se for injetado seu efeito age em até 2 minutos.

— Então tudo o que ele queria era fazer Jensen dormir? — Sandy pergunta intrigada.

— Aparentemente sim, se ele quisesse… — William engole em seco — Ele facilmente teria matado Jensen. Pois em doses mais altas, midazolam pode deprimir a capacidade respiratória.

— Mas ele está bem, não está? — Sussurra Alex mais uma vez, querendo apenas ter a certeza de que seu amigo vai realmente acordar bem — Ele terá sequelas?

— Coisas como confusão mental, tonturas, fadigas, entre outros podem ser esperados, mas Jensen é um garoto forte. Temos que acreditar nisso — O médico coça a nuca — Ele realmente deveria estar num hospital agora para fazer exames que comprovem nossas suspeitas.

— Não podemos…

— Nos envolver. Eu já ouvi porcaria parecida vinda de seu amigo enorme — William zomba fazendo Sandy enrugar o rosto — Se Jensen não acordar em algumas horas eu vou levá-lo pro hospital. Ponto final.

Sandy fecha a boca, pressionando os lábios com força mas não diz nada. Ela apenas acena, levando uma mecha de seus cabelos escuros para trás da orelha.

— Agora você — William aponta pra Alexander, que apenas suspira cansado.

— Eu estou bem, ele não fez nada comigo além de me nocautear pra que eu não causasse problemas. Tudo o que eu preciso é ver Jensen e então tenho que ir embora — Alexander encolhe os ombros.

— Você pode ter uma concussão.

— Eu sei me cuidar bem, obrigado — Alexander diz de forma conclusiva, lentamente rastejando pelo colchão e pondo os pés descalços no chão frio — Meus pais devem estar loucos de preocupação.

Ele estremece quando finalmente fica de pé. O mundo gira como um carrossel ao seu redor e como consequência seu estômago embrulha em nós.

Leva alguns minutos para pôr tudo em foco, mas ele não deixa de suspirar em alívio quando sente que o mundo decidiu ficar quieto.

— Não deveria estar fora da cama ainda — William resmunga frustrado, seu lado de médico obviamente gritando pra cuidar do garoto.

— Eu vou ficar bem. Prometo. Mas eu realmente tenho que ir embora — Alex remove algumas dobras invisíveis de sua camisa antes de olhar pra Sandy — Obrigado por tudo. Se vocês não tivessem chegado em nem sei o que aconteceria conosco.

Sandy puxa os lábios num meio sorriso tranquilo. Sua resposta pra 'sem problema, garoto'

— Apenas fique longe de problemas — Ela avisa seriamente, antes de sorrir unicamente.

Alexander poderia se acostumar a ter alguém tão gentil em sua vida como uma presença constante.

Alguém pra lhe dar conselhos.

— Eu vou tentar — Responde ele maliciosamente.

William e Sandy o guiam pra onde Jensen se encontra dormindo.

O outro garoto parece tão diferente assim, o brilho que antes exalava dele agora está ausente. A bolsa escura debaixo de seus olhos se tornou um contraste evidente em sua pele pálida.

Em seu sono, 5 anos foram removidos dele, mas mesmo sua aparência jovial o faz parecer menos destruído.

Dói apenas ter que vê-lo assim.

Alexander morde o interior da bochecha, hesitante em se aproximar. Com medo de tocar em seu amigo e por um descuido fazer com que ele desmonte por entre seus dedos

É estúpido pensar assim?

— Hey, Jen —, Alex engole duramente, forçando um sorriso deslocado em suas feições. Seu peito pesa mil toneladas com a imagem de seu novo amigo que tanto já estima — Eu disse que sairiamos de lá.

Cuidadosamente, Alexander pega em uma das mãos flexíveis do outro garoto, segurando a palma macia de Jensen na sua, e acariciando com o polegar na veia dorsal saliente.

— Por favor, nunca deixe de ter fé. Me prometa isso, Jensen — Alex sussurra trêmulo, lábios apertados após murmurar cada palavra.

A única resposta que Jensen lhe dá é um aperto suave em sua mão, seu próprio modo de dizer que vai ficar tudo bem, que mesmo depois de tudo o que ele passou… ainda existem esperanças.

JENSEN

O garoto loiro acorda menos de uma hora depois. Seu corpo desgastado e sonolento protesta ao movimentos mas isso não o impede de se agarrar a consciência e ser puxado para fora do breu.

Seus olhos pesam toneladas, e mesmo sentindo que dormiu por dias, ele não se sente revigorado iu descansado.

Pelo contrário, Jensen dormiria feliz por pelo menos mais algumas horas.

Um gemido minúsculo escapa de seus lábios, alertando qualquer presença ao seu lado que ele finamente voltou para o mundo dos vivos.

Uma grande mão calejada está grudada na sua, acariciando e apertando, mostrando que está bem ali com ele, e que não pretende ir embora tão cedo.

Jensen conhece perfeitamente o dono dessas mãos.

Pois foram mãos como essas que acariciaram seu corpo nu em seus momentos mais íntimos.

Que apalparam sua pele, rastejaram dedos longos por suas curvas, e de forma lânguida o incitaram ao prazer carnal do sexo.

Jensen ama essas mãos.

— Jar'd? — Jensen sussurra, e logo se arrepende de impulsionar qualquer som quando sua garganta raspa como lixa — Água…

Não demora muito a sentir um canudo tocar a sua língua. Jensen suga lentamente a água por entre seus lábios e relaxa quando sente o líquido resfrescante descer por sua garganta dolorida, lhe causando um alívio imediato.

Quando está satisfeito seus olhos se abrem, e ele não se impressiona ao encontrar Jared parado ao seu lado, olhos regalados e preocupados lançados pra ele.

Jensen tenta sorrir pra ele, apertando a sua mão como um modo de falar as palavras que estão entaladas em sua garganta.

Jared parece hipnotizado por alguns minutos. Como se não soubesse o que fazer ou o que dizer, mas no fim, ele apenas sorri aliviado, para então dizer as seguintes palavras:

— Hey, coisinha sexy, finalmente acordado.

Jensen não tem certeza pelo modo como seu rosto se sente um tanto entorpecido, mas ele pode dizer que sentiu aquele calor envergonhado invadir as suas bochechas ao som das primeiras palavras de Jared pra ele quando se tornaram oficialmente namorados.

Jensen abaixa os olhos para ver suas mãos juntas por cima de sua barriga, e é perfeito o modo como elas se encaixam juntas, como duas peças de quebra cabeças finamente unidas.

— O… — Jensen pigarreia — O que a'aconteceu?

— Vamos ter tempo pra conversar sobre isso. Agora você precisa descansar — Fala Jared autoritário mas ainda assim tão gentil quanto nunca.

— Eu estou descansado — Jensen faz biquinho, resmungando de forma teimosa. Jared levanta uma sobrancelha mas sorri amorosamente pra ele.

O coração de Jensen acelera a imagem daquele sorriso.

— Não seja um pirralho e vá dormir, Jensen.

Jared fala, esticando o corpo e lhe dando um beijo em sua testa.

Os lábios macios em sua pele e seu aperto em sua mão é quase como uma canção de ninar pra sua mente nebulosa.

Jensen quer apenas inundar neste conforto tão apreciado.

— Jay… não vá embora — Jensen praticamente implora, olhos caídos em exaustão mas ainda lúcido o suficiente pra dizer essas palavras.

— Eu não vou. Eu prometo — Jared garante.

E Jensen acredita nele.

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Então cante enquanto caímos aos pedaços

Eu te levarei para dançar

Nós temos vivido através da destruição de nossos corações

E agora nós estamos apenas

Recolhendo os pedaços aprendendo a ver quando

O amor está na escuridão


Notas Finais


Bem, o que acharam? Não se acanhem e deixem a sua opinião, esta fanfic está praticamente no fim, então se tem algo a dizer, essa é a hora ☺

Bjos e até mais 😋


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