História On The Road - Capítulo 18


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Categorias Red Velvet
Personagens Irene, Joy, Seulgi, Wendy, Yeri
Tags Joyri, Red Velcro, Seuldy, Seulrene, Wenrene, Wenseul, Wenseulrene
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Palavras 6.191
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, FemmeSlash, Festa, Fluffy, LGBT, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Nhaí, meus amores? Tá todo mundo bem aí? Espero que sim.

Olha, eu sei que vai ter gente que vai querer me matar pela demora e tals, mas, se isso for evitar a minha morte, esse capítulo é maior do que a média. Bom não tão grande quanto o terceiro, mas chega perto. 😂

E mais, vai ter laranja gratuita, viu? Quem me segue no Twitter já recebeu essa informação de antemão. E os amantes de JoyRi provavelmente vão ter umas crises de riso.

Seja feita a vontade dos leitores.

Capítulo 18 - The Horny, the Drunk and the Devils


Dia de gravação. As meninas estão reunidas no set, devidamente vestidas, maquiadas e, por que não dizer, empolgadas. A temática forte do clipe musical satisfazia as expectativas de todas, ainda mais as de Wendy, que amava o conceito que adotaram.

– Girl crush indeed, ladies. – foi o que a canadense falou assim que viu Irene e Seulgi com seu figurino pronto. Faltava só assobiar e uivar como os personagens de desenho animado dos anos cinquenta.

– Bom, eu já sou sua girl e tenho certeza de que eu sou sua crush também. – Joohyun provocou a namorada de volta, fazendo Yeri e Joy, que estavam a alguns passos de distância, revirarem os olhos.

– Vocês não conseguem passar essa filmagem inteira sem sentir vontade de se comerem em público? – Seulgi reclamou, olhando em volta para ver se alguém da staff percebia o que estava acontecendo.

– A culpa não é minha se a bunda da Wendy chamou tanto a minha atenção nessa saia ao ponto de eu querer morder ela. – a mais velha deu de ombros e apertou a protuberância traseira da garota citada.

– E a culpa não é minha se ver a Hyun nesse uniforme escolar me deu uma puta vontade de chupar ela inteirinha. – fez o mesmo com o seio esquerdo da Bae, tirando dela uma risada anasalada.

– Pra que ser tão explícitas? Vocês podem fazer isso depois, sabiam? De preferência em privacidade, sem público pra assistir e bater palma. – riu a Kang, falhando em manter uma pose séria para dar uma bronca em ambas.

– Isso é ciúme? – Joohyun cerrou os olhos e deu seu melhor sorriso malicioso enquanto era abraçada pela Son.

– Eu chamo de profissionalismo, mas se quiser chamar assim, eu não ligo. – Seulgi realmente não ligava para aquilo, já que estava focada nas gravações.

– Não se preocupa, a gente vai fazer escondidinho. – Wendy disse, provocando Joohyun e tentando acalmar Seulgi ao mesmo tempo.

– Mais escondido do que a escapada de vocês duas ontem? – a mais velha falou entre dentes.

Tanto Seulgi quanto Seungwan sentiram o estalo que deu em suas cabeças ao mesmo tempo quando entenderam o que ela quis dizer. Joohyun odiava quando elas saíam sem a avisar, até porque ficava preocupada com as duas. E quanto mais preocupada Joohyun ficava, pior era a punição das duas.

– A-amor, olha, não fica brava com a gente, não… – a vocalista automaticamente apelou por suplicar, apertando a namorada em seu corpo. – A gente saiu e voltou bem, não aconteceu nada.

– E não me chamaram? Vocês nem se preocuparam em perguntar se eu também queria ir dessa vez. Vocês sempre perguntam. – fez um bico e cruzou os braços.

Seulgi repentinamente começou a rir, deixando ambas confusas. Wendy estava assustada e não sabia se Joohyun iria deixar essa passar. Joohyun estava confusa, porque sabia que Seulgi costumava se sentir culpada quando levava bronca.

– Baechu, a gente saiu pra comer frango. – ao dizer essa simples frase, a guitarrista viu as expressões das outras se converterem numa única expressão de esclarecimento. – O único motivo de nós duas não termos te chamado é por saber que você não suporta frango. Bom, se bem que a Wen tava com tanta fome que nem lembrou de você, e olhe que eu falei pra ela te comprar pizza, mas…

– Kang Seulgi, faça-me um favor e vá tomar no seu cu, sim? – a Son falou num tom mais alto do que o da outra, dando um sorriso forçado.

– Mas não pensem que vocês escaparam de mim, suas ridículas. – Irene retomou a atenção para si com um tom firme. – Apenas esperem até a gente voltar pro dormitório.

Com isso dito, Irene se soltou de Seungwan e saiu para ficar em sua marcação, onde ia contracenar com Joy que, aliás, estava mais do que confiante. Como era a integrante considerada mais sensual da banda, iria aproveitar esse comeback para mostrar a que veio. Yesung já pensava em dividir a direção do MV com ela, porque a maioria dos detalhes de várias das cenas tinham pelo menos um ou dois dedos de dicas da Park. E o pior é que ele estava gostando de tudo o que ela sugeria, por mais estranho e sem noção que fosse.

Uma cena em especial chamou a atenção das outras. Em seu trailer individual, Joy quis inserir uma cena onde ela enfiava os lábios na cobertura de um bolo como se fosse comê-lo, mas na verdade era apenas para ela poder lamber os lábios de uma forma extremamente provocativa e, ao ver de Yeri, desnecessária. Mas, como o diretor achou que a ideia cabia no contexto e no tema, deixou o take passar para o resultado final.

Yerim ficou como o charme inocentemente sedutor do grupo por ser mais nova e por ter uma carinha de bebê. A maioria dos takes dela tinham um ar mais leve, mas é claro que a direção não iria deixar de dar um ar perigoso a ela. Digamos que o coração de Park Sooyoung quase saiu do corpo dela ao ver a namorada trajando uma camiseta que mal cobria sua barriga, uma saia vermelha tão curta quanto seus cabelos, que estavam presos numa espécie de coque propositalmente mal feito. Ela usava também uma luva arrastão que ia até metade dos seus braços, uma gargantilha que mais parecia uma coleira, pulseiras, brincos e uma tonelada de anéis, todos cintilantes.

A parte mais divertida foi tirar as fotos para o álbum. Era aí onde Irene e Sooyoung podiam encarnar as top models que existiam dentro delas. Apesar da troca repetida de figurinos, maquiagem e penteado, tudo saiu dentro do esperado. Não houve erro algum, nem da parte das garotas e muito menos da equipe. Por conta disso, terminaram os trabalhos bem antes do tempo estimado e, como tudo estava dando certo, resolveram parar para descansar ao invés de sair para comemorar logo de cara. Fariam isso no dia seguinte, onde teriam a certeza de que não lhes faltaria energia. E, quem sabe, Yerim mostraria tudo aos fãs numa transmissão surpresa no V Live.



Ao cair da noite, Irene já tinha tudo preparado para finalmente realizar seu maior desejo. Não que ela realmente estivesse irritada com suas namoradas por terem saído sem ela, mas se apropriou do ocorrido como um motivo falso para fazer o que queria fazer. Estava tudo em paz no dormitório, Yeri e Joy passariam a noite numa pousada para finalmente comemorarem seu primeiro ano de namoro. Nada nem ninguém iria lhe impedir.

Havia mandado Seungwan e Seulgi esperarem no quarto que dividiam e, como estavam se sentindo culpadas, mesmo que um pouquinho, obedeceram sem nem hesitar. Enquanto as outras esperavam, Joohyun tomava um longo e relaxante banho, propositalmente para brincar com a paciência delas. Ao sair do banheiro usando apenas um conjunto de lingerie vermelha e extremamente sexy, chamou a atenção da vocalista e da guitarrista, que quase tiveram um ataque por verem a Bae daquele jeito.

E Joohyun agia como se nada estivesse acontecendo, caminhando entre as camas apenas para se deitar na cama de Seulgi, bem ao lado dela. Desnecessário dizer que a Kang estremeceu com tal ato, já que não esperava que isso aconteceria e muito menos que seria com ela.

– Baechu..? – ousou perguntar ao perceber que Irene estava muito à vontade.

– Hm? – apenas murmurou, tentando esconder sua ansiedade em ver como as coisas iriam se desenvolver.

– Tá tudo bem? – a coitada tinha a maior expressão de medo no rosto.

– Tá sim, meu bem. – respondeu, aparentando uma calma tão grande que, naquelas circunstâncias, parecia milagre. – Por que não estaria?

– Você tá meio… estranha.

– Estranha? Como assim? – Joohyun morria de rir por dentro.

– É que você não costuma sair só de roupa íntima de dentro do banheiro. Você tem vergonha.

– Eu acho que isso quer dizer alguma coisa… – Seungwan disparou, entendendo as intenções da unnie mais velha.

– Acha, é? – ergueu as costas do colchão e olhou Seungwan nos olhos. – Tinha que ser você, o gênio da inteligência e da intuição.

– O quê? – Seulgi murmura baixinho, de forma que só ela consegue ouvir.

Os olhos de Joohyun queimavam enquanto presos no olhar de Wendy. A mensagem transmitida alí era puramente sensual, fazendo uma tensão se erguer entre as duas.

– Você realmente enlouqueceu de vez. – a Son pronunciou, assustando Seulgi, que ainda não entendia o que estava acontecendo.

– Eu ainda não fiz nada. – seu sorriso carregado de segundas intenções praticamente transmitia seus pensamentos.

– Pretende fazer?

– Quer descobrir?

– Vou pagar pra ver. – Seungwan disse enfim, lambendo os lábios.

– Olha, Seungwan, meu amor… – não tirou seu olhar do dela ao passar seu braço pela cintura de Seulgi e a puxar para mais perto, até sentir o tecido dos shorts dela em sua perna. – Você pode se arrepender disso. E é exatamente o que eu quero.

– Não sei que bicho te mordeu hoje, mas espero que ele faça isso mais vezes. – riu a mais nova, vendo Joohyun passar as mãos pelo cabelo.

Seulgi aos poucos foi entendendo a situação e, como uma resposta imediata, foi entrando no jogo. Sua unnie acariciava a sua cintura enquanto encarava Seungwan, vez ou outra inclinando a cabeça. Ao ver o pescoço da outra ficar suficientemente exposto, não pensou duas vezes em colocar seus lábios alí, fazendo conforme queria fazer sem nem saber que estava caindo no plano minuciosamente orquestrado por ela. Apesar de ter planejado tal coisa, Joohyun não conseguiu evitar de gemer ao sentir Seulgi chupar a pele de seu pescoço.

Os olhos de Seungwan dobraram em tamanho mas, aos poucos, ela foi sorrindo ao ver que as coisas entre as outras duas começavam a esquentar. Seulgi agora segurava Joohyun em seu colo, com as pernas da mais velha ao redor de sua cintura. Ainda beijava seu pescoço, mas dessa vez deixando mordidas leves na pele alheia, fazendo com que os suspiros da Bae ficassem bem mais evidentes e audíveis. Tomando cuidado para não fazer nada muito brusco – porque gostava de ser um tanto carinhosa –, substituiu suas mordidas por beijos molhados e foi subindo seu foco de atenção até a boca, que até o momento se preocupava apenas em soltar sons de satisfação.

O beijo entre as duas começou calmo e tranquilo, lento e extremamente excitante. Seungwan começava a se sentir quente vendo as outras duas fazendo tal coisa em sua frente, ainda mais por apenas assistir e não fazer nada. Sentia vontade de se meter no meio delas e fazer a festa com ambas, virar a noite alí e só parar quando o corpo implorasse por redenção. Reuniu uma coragem e se levantou da cama onde estava para se aproximar, com a esperança de poder também receber atenção.

Tudo ia conforme o planejado. Joohyun pôde ver, olhando de soslaio, que Seungwan se levantou e estava vindo em sua direção, então parou o beijo e começou a passar suas mãos por baixo da camiseta cinza que Seulgi usava. Por não avisar que iria fazer tal coisa, acabou arrancando um pequeno susto da dongsaeng, que arrepiou-se imediatamente com os dedos gelados da namorada em sua pele quente. Seungwan já estava a centímetros de ambas e foi aí que Joohyun começou a subir o tecido pelo tronco da Kang, sem nem olhar para a figura em pé.

– Se você der mais um passo, eu coloco essa camiseta de volta nela, paro com tudo isso aqui e, se quiserem alguma foda, vocês vão ter que enfiar os seus próprios dedinhos nas porras das suas próprias bucetas, porque eu vou fazer vocês dormirem em quartos separados. – falou com a voz calma e ainda removendo a roupa de Seulgi com lentidão.

Um choque elétrico poderoso percorreu os corpos de Wendy e Seulgi. Nunca ficaram tão excitadas e amedrontadas em todo o tempo que tinham de relacionamento e, mais ainda, Joohyun nunca agiu dessa forma antes. Tão dominante, tão agressiva, tão… diferente. E não era um “diferente” ruim, não. Era um “diferente” interessante. E o motivo era bem claro: Joohyun nunca tinha assumido a posição ativa nas relações. Além disso, Joohyun era dessas de trazer assuntos externos para a cama, o que teoricamente era ruim, mas isso poderia significar algo novo.

É claro que ambas sabiam que isso seria promissor até demais.

Vendo que não seria boa jogada prosseguir, Seungwan recuou e voltou para a cama onde estava sentada a princípio. Se sentou corretamente, com uma boa postura e com uma expressão um tanto quanto curiosa na face. Joohyun sorriu e, depois de finalmente ter a camiseta de Seulgi em suas mãos, beijou a testa dela, acariciando a bochecha da garota com ambas as mãos.

– Bom, muito bom.

Joohyun voltou a beijar Seulgi, só que, dessa vez, com uma certa urgência, uma fúria. Como se estivesse impaciente e quiser tê-la mais rapidamente. Seus troncos se uniam e se afastavam, por culpa de uma movimentação excessivamente violenta ditada pela unnie mais velha. Seulgi já estava para lá de insana com isso, alimentando a vontade de sentir Joohyun em si e, com isso, ficando cada vez mais molhada. E quem diria que a situação poderia piorar…

– Bear, me escuta bem. – Joohyun sussurrou no ouvido da Kang ao começar a mover seu quadril sobre ela. – Eu sei que você não vai aguentar tanto e eu sei também que você não vai ceder tão fácil.

Seulgi assentiu com a cabeça para mostrar que tudo o que Joohyun lhe dizia era verdade.

– Mas… – continuou ela, deliberadamente lambendo o lóbulo sensível da mais nova. – Eu creio que, pelo seu bem e pela minha paciência, você devia ir abrindo o seu short.

Não foi proposital, mas Seulgi congelou. Não mexia um músculo e não fazia nada além de respirar com dificuldade por culpa da voz suave e rouca de Irene em seu ouvido.

– Você não quer abrir, não é? – deu uma risada grave e profunda. – Então tá, foi você quem pediu. Eu faço isso.

Enquanto isso, do outro lado, Seungwan já se encontrava perdida. Suas calças jeans surradas já estavam debaixo da cama e sua camisa já repousava no chão. Seus dedos faziam um passeio estimulante por cima de sua calcinha encharcada, numa rotação lenta e firme. Os fios de sua franja se mesclavam com os fios mais longos por conta da movimentação de sua cabeça e das gotículas de suor que escorriam por sua testa. Seu fôlego parecia querer lhe abandonar, sua frequência cardíaca acelerava a cada movimento feito pelos corpos na outra cama.

Os dedos esguios da Bae se apossaram do botão enorme que segurava os shorts de Seulgi fechados. Sem muito esperar, a peça já estava aberta e pronta para escorregar pelo corpo da guitarrista, que foi se entregando e deixando Joohyun lhe despir mais uma vez. Seu foco agora era lhe tirar de suas roupas íntimas, o que não seria difícil, já que Seulgi praticamente implorava para ficar nua. Seu sutiã e calcinha já não mais faziam falta, era o sinal verde que Joohyun queria.

Claro que não deixou de brincar um pouco com o sexo da garota, passando seus dedos sobre a intimidade coberta. Ao sentir Seulgi tremer e a ouvir gemer, arrancou de vez o tecido suave e o fez deslizar pelo chão. Assim que o sutiã tomou o mesmo rumo, se lançou como um clarão nos seios expostos da garota, sugando-os como se fossem seu doce favorito. Seus dentes vez ou outra se fincavam na tez pálida da pobre Kang, que já gemia mais alto.

– Viu? Não foi tão ruim assim. – Joohyun caçoou da namorada ao ver seu rosto tomar expressões de agonia.

– Fala isso por você. – Seungwan gritou enquanto ainda se masturbava lentamente, gemendo algo que parecia um palavrão logo depois.

– Tá gostoso, Wannie? – transbordava ironia ao perguntar tal coisa. Era como uma vingança, de certa forma.

– Seria melhor com a sua boca aqui, mas obrigada por perguntar. – responder com mais ironia ainda, deixando a unnie com mais vontade de brincar com o psicológico dela.

– Você já pode perguntar pra Seulgi o que ela tá sentindo nesse exato momento. Só pra ter uma ideia, já que você é a nossa espectadora. – sorriu com os lábios rentes à pele entre os seios de Seulgi, aproveitando para passar seus dedo indicador por entre os lábios vaginais embebidos de pré-gozo.

Seulgi reprimiu um grito, fazendo-o sair como um gemido engasgado. Irene riu com o ocorrido e passou a massagear-lhe o clitóris lentamente apenas para ver se conseguia fazê-la soltar o som que tanto queria ouvir.

– Vamos, Seungwan. – falou num tom mais alto, chamando a atenção de Wendy com sucesso. Percebendo que ambas a olhavam, tirou os dedos da intimidade da guitarrista, chupou-os lentamente e voltou-os para onde estavam. – Isso não foi um pedido.

– S-Seulgi, babe… How do you feel now? – corou violentamente ao fazer a pergunta. Por alguma razão, Seungwan sentia um pouco de frustração e constrangimento. Talvez fosse por não poder tocar as outras duas ou por parecer extremamente submissa naquele momento. E ser submissa era algo que ela não gostava muito.

Seulgi olhou para Joohyun como se pedisse permissão para responder.

– Responde, Bear. – disse com um sorriso. Ia permitir que Seulgi desse sua réplica, mas teve uma ideia.  – Só que você tem que responder na mesma língua.

Era culpa de Seungwan por fazer Irene gostar de ouvir algumas frases ditas em inglês em certos momentos, como no meio de uma música, numa conversa casual ou até no meio do sexo.

– I'm… I'm going insane, Wannie. – sua voz saiu tímida, um pouco desesperada. E Joohyun não ajudava nada brincando com ela daquela forma. – I really need to cum.

– Does it hurt? – perguntou quase que imediatamente, tentando entender o quão necessitada ela estava.

– Yeah, I… I need to feel her inside me right no- – não conseguiu terminar a frase, já que sentiu Irene ameaçar penetrá-la com as pontas de dois dedos.

– Bae Joohyun, pelo amor de tudo o que é mais sagrado, enfia esses dedos nela de uma vez! – Wendy sentia que ia explodir e via no rosto de Seulgi que ela estava na mesma situação.

– Faz as honras primeiro.

– Unnie, por favor, me fode… – suplicou a outra, jogando o cabelo para trás. – Eu não aguento mais!

– Seungwan… – disse como um aviso, esperando o próximo movimento da vocalista.

– Fine! Fine! I'll do it! Are you happy? Huh? – assim gritava, removendo o resto de roupa que tinha no corpo como se sua vida dependesse disso.

Seungwan afundou seus dedos em seu próprio sexo, já cansada de enrolar. Como estava extremamente sensível, imediatamente gemeu alto assim que sentiu o seu próprio interior quente pulsar. E com isso, Joohyun soube que era hora de finalmente dar a Seulgi o que ela tanto queria. A Kang deixou as costas caírem sobre o colchão e, para se aproveitar da posição, Irene direcionou seu rosto para o meio das pernas dela. Não demorou para Seulgi sentir o toque quente da língua atrevida da unnie, que explorava toda a extensão daquela região com muita calma.

Em pouco tempo, Joohyun inseriu seus dedos, já se movimentando com um ritmo básico. Seulgi gemeu com a sensação que resultou da forma como a namorada lhe satisfazia e moveu seu corpo com certa ansiedade, melando ainda mais os lábios da Bae. Wendy, percebendo todos os detalhes ocorrendo na outra cama, acelerou seu compasso e girou a cabeça, sentindo-se à beira da loucura.

– Joohyun, quando eu te pegar… você vai… você vai se arrepender por ter feito isso. – não era um grito, mas a voz de Seungwan estava alta. A vocalista se sentia enfurecida com a situação em que estava, apesar de todo o tesão.

– Não tem como eu me arrepender, é impossível. – riu vitoriosa e mordeu o interior da coxa esquerda de Seulgi. – Até porque quem vai ter a chance de se vingar não vai ser você.

– O-o q-que você quer dizer com i-isso?

– Ah, só que esse é o primeiro tempo e ele é meu. E no segundo… – acelerou o mover de seus dedos, sem perder o foco em sua resposta. – No segundo, nosso amorzinho Kang Seulgi vai fazer o que ela quiser comigo.

Bastou apenas isso para Seulgi gritar. Suas pernas não mais tinham forças, assim como seus braços, que eram como gelatina. O nome de Joohyun não saía de sua boca, mas sua mente embaralhada se preocupava com Seungwan, mesmo que não fosse hora para tal. Sentia os espasmos chegando em seu corpo, sinalizando um orgasmo eminente. Era compreensível que o tempo que Joohyun passou provocando a garota resultou nisso, mas chegava a ser surpreendente ver como as preliminares poderiam ser bastante efetivas. De fato Irene podia sentir seus dedos serem apertados e engolidos por Seulgi, e isso era bom, porque mal podia esperar para sentir dela dentro de si.

– Baechu-ah… – tentou dizer algo, mas se perdeu na avalanche de sensações que vinha, cada vez mais forte com o tempo.

– Shhh… Só goza, Seulgi-yah. – de uma forma desajeitada, usou sua mão livre e fez uma curta carícia no topo da cabeça da mais nova. Tudo estaria acabado em alguns instantes.

Foram precisos apenas mais algumas estocadas para que Seulgi se desfizesse na mão e no rosto da Bae. Um grito agudo indicava que seus líquidos abundantes e quentes já haviam sido expelidos. Seungwan demorou um pouco mais para chegar ao ápice por conta da falta de contato alheio, mas também explodiu em um orgasmo barulhento e esgotador. Seulgi, ainda convulsionando, ergueu suas costas e, assim que se acalmou, voltou a cair sobre o colchão, visualmente esgotada.

Ao se separar, Joohyun repetiu a ação de outrora e chupou seus dedos, sentindo novamente o sabor de sua namorada. Deu um sorriso ao se sentir satisfeita e caiu na cama, repousando sua cabeça. Não havia percebido antes como sua respiração estava acelerada, mas bastou parar para notar tal coisa. Os únicos sons no quarto eram os das respirações descompassadas das três, que estavam desfalecidas por culpa do cansaço.

Wendy pensava que era o momento certo para descansar, então fechou os olhos e se permitiu relaxar e esperar o sono tomar seu corpo por completo. Acabou cochilando com a maciez da cama lhe deixando totalmente à vontade e o silêncio lhe dizendo para dormir. Mas então…

– Isso, ah… Seulgi!

Abriu os olhos num susto, apenas para ver Irene se segurando na cabeceira da cama enquanto Seulgi a penetrava furiosamente com seus próprios dedos. Lembrou do que a Bae havia dito sobre Seulgi ser a única a poder se vingar, mas não imaginava que seria dessa forma. Nada no mundo lhe prepararia para uma visão dessas.

Seulgi notou a movimentação na outra cama e logo viu Seungwan assistindo a elas em silêncio.

– Olha só o que você fez, Baechu… – falou com deboche, balançando a cabeça negativamente. – Você acordou a Toronto. Justamente quando eu avisei pra não fazer isso.

– Eu te desobedeci, não é? – perguntou com um ar aparentemente inocente, que não tinha nenhuma intenção de ser de tal forma.

– Com certeza. – se abaixou para sussurrar no ouvido da unnie. – E você lembra o que eu disse que ia acontecer se ela acordasse?

– Você disse que ia me castigar.

– Exatamente. Você tem uma memória maravilhosa, amor. – sorriu.

Mais choque invadiu Seungwan ao ver Seulgi estapear a carne da coxa esquerda de Joohyun. Ver essa cena era um tanto quanto confuso porque, há um fechar de olhos atrás, eram Seulgi e ela que estavam sendo punidas.

– Wannie! – Seulgi gritou. – Eu vou cuidar de você assim que eu terminar com ela. É ruim que eu vou te deixar na vontade só porque ela tá de birra com você.

E foi bem nesse momento que Wendy percebeu: Seulgi era realmente um anjo.



Finalmente de volta ao dormitório, Joy e Yeri não podiam negar que estavam felizes, mas que também sentiam falta das amigas. Mesmo que tivessem passado apenas um dia sem a companhia delas, foi o suficiente para, pelo menos, sentir saudades das piadas sem graça de Wendy, da rigidez de Irene e, claro, da lerdeza cômica de Seulgi.

Mal podiam acreditar que fizeram um ano de namoro. Parecia que foi ontem a época em que Yerim lutava e fazia de tudo para ter o coração de Sooyoung. Joy nunca deixaria de agradecer a persistência de Yerim, porque com ela a Park pôde enfim se libertar e ser feliz. E sim, parece mais dramático do que a realidade, mas a relação das duas sempre foi um tanto quanto peculiar. A história delas se encaixaria facilmente num dorama melodramático com um final aberto e um público ansiando por uma continuação.

Afim de matar a saudade de suas unnies e tirar das costas os pesos, quer dizer, mochilas, Sooyoung digitou a senha da trava e, com o som da campainha de abertura da porta, virou a maçaneta e colocou seu pé direito dentro do apartamento. Olhou para o interior e imediatamente parou no lugar. Yerim não entendeu o motivo de Sooyoung não estar entrando, então cutucou a namorada com a ponta de seu dedo indicador para fazê-la andar, mas não funcionou.

– Soo? O que foi?

– Dá meia volta e me espera aí fora. – Joy respondeu com um fio de voz.

– Dá pra me dizer o que aconteceu? Você sabe que eu sou curiosa.

– N-não. – tirou a mochila das costas e colocou no canto da porta, ainda sem liberar passagem. – Yerim, por favor, faz o que eu mandei.

– Não, e você não vai me prender aqui fora. Eu também moro aqui.

E bastou apenas isso para Yeri dar uns passos para trás, pegar impulso e correr com tudo em direção à porta, passando por baixo das pernas de Sooyoung e entrando com sucesso na casa.

– Kim Yerim! – a repreendeu com uma espécie de grito sussurrado. – Você poderia ter se machucado, sua retardada!

– Mas eu não me machuquei. – se levantou, limpando o traseiro e os joelhos. – E por que você tá sussurrando desse jeito? – foi se virando lentamente, para ver melhor o ambiente ao redor.

– Não, não olha pra trás!

– Por qu-

O que Yerim e Joy viram? Bem, apenas Irene, Wendy e Seulgi nuas, jogadas pela sala, dormindo feito pedra sobre um monte de almofadas que Sooyoung julgou ser dos sofás. Em volta delas haviam latas das mais variadas bebidas, onde podiam ser vistas em abundância latas de bebidas energéticas e alcoólicas.

– Mas o quê..? – espantou-se a mais nova, olhando com certo medo para as mais velhas largadas no tapete da sala. – Santo pai, que cheiro de suor.

– E sexo. – a mais alta completou. – A sorte dessas desgraçadas é que hoje é o dia de folga antes da coletiva de imprensa.

– A gente acorda elas?

– Eu não sei… Elas me parecem cansadas até demais. Tô achando que elas não vão acordar tão cedo, e olha que já são nove da manhã.

– Eu esperava que você fosse pensar a mesma coisa que eu. – Yerim fez bico.

– O que, tá falando de tirar foto delas e mandar pro Baekhyun? – a maknae assentiu velozmente e Sooyoung continuou. – Ah, isso a gente faz depois que eu checar a casa inteira pra ver se elas não quebraram nada.

Até nas travessuras as mentes delas andavam em sintonia.

– Não, espera. A gente devia acordar elas com um susto. – a Kim tinha um olhar profundo, como se tivesse acabado de traçar um plano infalível.

– E o que você quer fazer?



Uma luz forte fez com que Wendy acordasse sem abrir seus olhos. Ela tinha consciência de que já era dia, mas não sentia a mínima vontade de se levantar. Contrariando seu cansaço físico, ergueu as costas e coçou com seus punhos seus olhos ainda fechados, bocejando logo em seguida. Seus lábios estavam secos, seu corpo doía como um inferno, mas, pelo menos, sua cabeça ainda estava funcionando. Quando abriu os olhos, depois de piscar um pouco, viu dois seres deitados no sofá, um sobre o outro. A pessoa que estava por baixo trajava apenas roupas íntimas, enquanto quem estava por cima usava uma camisa social e roupas de baixo.

Wendy ficou confusa e não entendeu bem o que estava acontecendo. Não lembrava de muita coisa da noite passada além de transar com Joohyun e Seulgi no quarto e depois, no resto da casa. Não havia mais ninguém além delas no apartamento. Ao esfregar os olhos com mais força, deixou sem querer uma das pernas esbarrar numa lata de cerveja e levou um susto com o metal frio tocando sua pele. Com o solavanco, sua visão foi forçada a ser melhorada, revelando que as pessoas que estavam deitadas no sofá eram Sooyoung e Yerim.

Nada se encaixava em sua mente, o que fez com que Seungwan entrasse em um princípio de pânico. Montando uma trilha com as pistas que tinha alí, seu raciocínio apenas dizia que um erro fora cometido. Para ela, Seulgi, Irene e ela haviam bebido e passado da conta. Joy e Yeri chegaram, viram a situação e… entraram nela.

"Peraí…”, pensou a Son enquanto alternava olhares nervosos entre o ambiente e as garotas.

E em um, dois, três…

– OH FUCK! FUCK, FUCK, SHIT, WHAT HAVE I DONE?! – a canadense gritou, recuando até suas costas encontrarem o sofá.

Todas as outras, incluindo Joy e Yeri (as duas estavam fingindo dormir), se levantaram de uma vez, acordadas pelo grito desesperado de Seungwan. Irene acabou batendo a cabeça com Seulgi no meio do escândalo, coisa que fez Yeri querer rir, mas ela teve de conter a risada para não acabar com a pegadinha.

– Que porra, Toronto?! – Seulgi perguntou enfurecida, esfregando a testa.

– Belo jeito de acordar os outros, filha da puta! – Joohyun disse, batendo na nuca da Son com força.

– Ai, caralho! Porra de mão pesada… – resmungou, movendo a cabeça para esconder a região acertada com o cabelo.

– Gritou assim pra quê? Eu tô com dor de cabeça!

– Foi mal, Hyun. Foi mal mesmo. – se desculpou, mesmo não querendo.

– A gente queria dormir mais um pouco, se vocês não se importam. – Joy disse, forçadamente ríspida.

– Sooyoung? Yerim? – assustou-se a mais velha. – O que vocês tão fazendo aqui?

– A gente mora aqui. Esqueceu? – respondeu Yerim, passando uma mecha de cabelo para trás da orelha e deitando a cabeça de volta no peito de Joy.

– Mas vocês não deveriam estar em Daegu? – perguntou Seulgi, prendendo o cabelo em um rabo de cavalo.

– E vocês, não deveriam estar vestidas? – a Park rebateu, fazendo as outras três corarem.

– Merda! – Joohyun subitamente começou a pegar almofadas para cobrir sua nudez.

– D-dá pra vocês virarem pra lá? – a guitarrista pediu, fazendo o mesmo que sua unnie.

– Pra quê? Não tem nada que vocês têm que a gente não tenha. – disse Sooyoung, dando de ombros com os olhos fixos no teto. – E mais, a gente já viu tudo o que tinha que ver ontem à noite.

– O que vocês querem dizer? – dava para ver nitidamente que Seulgi estava confusa.

– Ontem, quando vocês beberam tanto que acabaram ligando pra gente. – a maknae explicou calmamente.

– Vocês chamaram a gente pra participar da orgia, e como a gente tava num tédio fudido na pousada, pegamos um Uber e viemos direto pra cá. Não deu tempo nem de colocar as mochilas no quarto, a gente deixou na porta, mesmo. – a recapitulação de Joy não fazia tanto sentido, mas na cabeça das outras três, que já estavam paralisadas de medo, a história era totalmente verídica. E foi exatamente esse o motivo do pânico.

– Seungwan, isso é verdade? – Irene se desesperou, rezando para que tudo fosse uma ilusão.

– E-eu… eu não sei! Eu bebi pra caralho! – passou as mãos por entre os fios loiros e cobriu o rosto. – Seulgi, você consegue lembrar dessa merda toda?

– Claro que não, eu também bebi horrores!

Yerim saiu de cima de Joy e se aproximou de Seulgi.

– Vamo ver se isso ajuda a lembrar. – desabotoou a camisa e desceu o tecido até os ombros, revelando uma quantidade considerável de chupões em seu pescoço e na base dele. – Seulgi-unnie, você lembra disso?

A única expressão na face da Kang era de puro horror.

– E-eu fiz isso? – chegou perto da pele marcada para olhar tudo com mais detalhes. – Eu te marquei assim?

– Sim. Bom, você ficou com o meu pescoço. Irene-unnie marcou a minha barriga… – falou assim que abriu a camisa por completo para mostrar a região citada.

Todas as três olharam atentas para a barriga alva da garota, marcada por dentes em várias partes diferentes.

– E Wendy-unnie… – se virou para olhar Joy nos olhos, queria evitar rir a todo custo. – Amor, será que eu mostro?

– Se isso for ajudar a memória delas a voltar, manda ver. – fingiu estar indiferente.

Virando-se para frente novamente, Yerim posicionou seus dedos na barra de sua calcinha, pronta para levar o tecido para baixo.

– NÃO! – a canadense gritou. – N-não precisa fazer isso, eu acredito em você.

– Sooyoung, a gente… – Joohyun engoliu em seco, abismada com a situação. – A gente marcou você também?

– Ah, vocês me marcaram demais… – se levantou, também se aproximando das unnies. Joy se sentou de pernas cruzadas e levou as mãos até a coxa esquerda. Revelou uma região completamente roxa e marcada. – E eu achando que a Joohyun-unnie não gostava de ser ativa.

– ELA FEZ ISSO? – Seungwan se espantou, arregalando os olhos.

– Toronto, dor de cabeça. – a Kang lembrou, alertando Wendy.

– Ah é, foi mal. Mas olha isso, tá parecendo um hematoma!

– Meu pai… Sooyoung, olha, me desculpa. – Irene estava quase chorando ao ver como Joy fora marcada. Será que a pegadinha estava indo longe demais?

– Gente, tá tudo bem. Sério, eu curti a noite. – mentiu a baterista, sorrindo como se nada demais estivesse acontecendo. – Apesar de ser essa brutamontes caminhoneira, a Seungwan-unnie me fez um carinho gostoso.

– Ah, isso me lembra… Joohyun-unnie, a gente já pode tomar aquele banho juntas? – Yerim deitou a cabeça no ombro de Joohyun e a direcionou um olhar pidão.

– Banho? Eu e você?

– É, você me disse que se eu me comportasse direitinho você iria me dar um banho com direito a massagem e tudo.

– Disso eu lembro bem. – Sooyoung reforçou. – E promessa é dívida, viu?

– Eu acho que eu não tô me sentindo muito bem… – Joohyun pôs as mãos na cabeça, recostando-se completamente contra o sofá.

– E eu acho melhor eu fazer um café pra matar essa caralha de ressaca. – a vocalista se levantou um pouco tonta e foi direto para o quarto procurar algo para vestir. Depois disso, voltou para a sala com uma boxer e uma camiseta para Seulgi e uma calcinha e um blusão para Joohyun.

Depois de se vestirem, Joohyun levou Seulgi para a cozinha e as duas tomaram todos os remédios que tinham de tomar com um enorme copo de água. Joy e Yeri morriam de rir na sala enquanto juntavam as latas vazias e as colocavam em sacolas de lixo. Decidiram contar a verdade enquanto todas estivessem comendo, porque sabiam que Wendy não permitiria que derramassem sangue em cima da comida feita por ela.

Fazia um tempo desde que Seungwan fez seus bacons temperados pela última vez. De certa forma era bom fazer seu prato de assinatura de novo, mesmo que as circunstâncias não fossem as melhores. Enquanto cozinhava, percebeu que Seulgi e Joohyun não estavam mais lá. Provavelmente teriam ido tomar um banho para acordar definitivamente.

Enquanto isso, debaixo do chuveiro, as duas pombinhas não davam um pio sequer, ainda tentando entender toda a situação. Será mesmo que elas transaram com suas dongsaengs? Será mesmo que elas tinham feito uma loucura desse escalão? Será mesmo que essa tragédia aconteceu de verdade?

E pensar que todo esse pânico teria sido evitado se elas tivessem se lembrado de checar os próprios celulares…

Mas enfim, quando todas se reuniram para comer, Yerim e Sooyoung, que estavam no maior mel, eram as únicas que falavam alguma coisa. Estavam tão entusiasmadas falando sobre o dia na pousada que quase não perceberam o silêncio mortal das outras. Mas não tinha problema, elas iriam dar um jeito nisso rapidamente.

– Aquele passeio de carruagem foi tão gostoso… – os olhos de Yerim brilhavam com a lembrança.

– Você achou? Eu fiquei muito enjoada com aquele cheiro de verde e com o tanto de movimento que aquele negócio fazia.

– Não estraga a magia do negócio, sua chata. Eu me senti uma princesa da Disney naquela hora.

– Tava mais pra princesa Fiona do Shrek. – gargalhou alto, recebendo um tapa na testa logo depois.

– E depois reclama quando eu te deixo falando sozinha. – cruzou os braços. – Enfim, qual foi a sua parte favorita?

– A minha? Ah, a minha parte favorita foi voltar pra casa e zoar com a cara de três manguaceiras taradas que moram junto comigo.

– Como é que é? – Seungwan foi a primeira a se pronunciar. – Repete isso que eu não tô acreditando.

– É isso aí, a gente armou isso aqui. – a Park falou com desinteresse e comeu um pouco de seu cereal matinal.

– M-mas e as marcas no corpo de vocês duas? – Seulgi gaguejou por puro deslumbre.

– As minhas são cortesia de uma enviada de Satã chamada Kim Yerim. – olhou para a namorada, que retribuiu o ato.

– As minhas só tão aqui por culpa de uma enviada de Lúcifer chamada Park Sooyoung. – sorriu e mandou um beijo no ar.

– Suas… suas filhas da puta sem pai, desgraçadas, exus sem luz, safadas de marca maior, retardadas mentais, salafrárias, raparigas infantis, cuzonas! – e essa foi uma das maiores sucessões de xingamentos já ditos por Bae Joohyun numa mesma frase.

– Obrigada, obrigada! – Joy se curvou várias vezes, sendo imitada por Yerim. – Quantas palavras acalentadoras, quantos adjetivos edificantes!

– Vão se fuder. Na moral. – Wendy disse antes de pegar seu prato e voltar para a cozinha.

E, como resposta, a dupla infernal não iria deixar de usar em uníssono o seu bordão registrado, sua marca, seu legado verbal:

– Mas cês tão bravas?


Notas Finais


KKKKKKKK AI EU AMO ESSAS CRIANÇAS

Agora eu me escondo nas sombras enquanto as novidades se fazem sozinhas. Enfim, @bearpringles no Twitter e tal, sugestões nos comentários, cês já tão carecas de saber como é.

Vazei.
Happiness! 💙


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