História On Your Side - Capítulo 29


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Categorias House
Personagens Allison Cameron, Eric Foreman, Gregory House, James Wilson, Lisa Cuddy, Remi "Thirteen" Hadley, Robert Chase
Tags Amber, Cameron, Chase, Cuddy, Foreman, House, Princeton Plainsboro, Treze
Visualizações 7
Palavras 1.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Orange, Romance e Novela, Survival, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei, mas voltei!

Capítulo 29 - Capítulo 29


Chego em casa e começo os preparativos. Como está frio opto por não colocar o vinho na geladeira. Ligo o forno e vou lavando os legumes. Começo a cortar o tomate, depois a abobrinha, cebola e confesso que tenho uma certa dificuldade em cortar a berinjela. Porque ô negocinho que tem bichos! E olha que eu já vi de tudo sendo médica, mas bichos vivos em lugares me dá um, certo, ranço sempre. Afinal, todos temos limites! 

Depois de vencer a batalha contra a berinjela, refogo alho, cebola e ervas finas para receber o molho de tomate. Deixo o molho ferver um pouco antes de colocar ele no refratário e seguir com os legumes cortadinhas e intercalados. Enfio tudo no forno e espero o tempo certo.

Enquanto espero, mando mensagem para o síndico para ver se ele pode consertar o meu aquecedor. Ele não demora muito para aparecer, o que é bom, porque está ficando cada vez mais frio.

— Bom dia Senhorita Remy, posso dar uma olhada na belezinha do aquecedor? — Diz ele sorridente

— Bom dia Senhor Parker, fique à vontade — Digo mostrando onde fica. Ele analisa a coisa. Abre o aquecedor, coça a fina barba já branca, respira e fala:

— A ventoinha está suja impedindo que libere o gás para fora, vou dar uma limpadinha e vai voltar a aquecer tudo perfeitamente! Só vai levar uns minutinhos... — Ele abre a maleta de ferramentas e começa a limpar a tal ventoinha. 

No meio do processo eu tiro o almoço do forno. E o ponho em cima do fogão. 

— Pronto Remy. Está tudo certo. Toda vez que perceber essa luz do código meia um acesa, me chama que está na hora da manutenção okay? — Me alerta limpando as mãos, ele pega sua maleta e segue para a porta — E sobre sua campainha, vai ter que trocar tudo. 

— Obrigada Parker! — Digo abrindo a porta para ele. 

Não demora muito Amber chega, com uma carinha abatida. Pálida e assustada. Logo ajudo ela a tirar seu casaco e ela me abraça. Apertado, sem dizer uma palavra, como se a vida dela dependesse desse ato. Treme e chora no meu colo. Eu apenas afago os seus cabelos dourados para tentar acalma-la. Ela respira fundo e me encara.

— Quer conversar? — Pergunto conduzindo ela para a cozinha.

— Que cheiro bom. O que andou aprontando? — Diz Amber se sentando na bancada enquanto eu a sirvo uma taça de vinho. Quando vou servir para mim, ela coloca a mão no copo e eu me lembro da quantidade estúpida de remédios que estou tomando. Da até uma dor no coração, mas pelo menos espero agradar minha nova amiga.

— Ratatouille — Digo pegando as coisas para já servir o almoço.

— Parece gostoso... — Responde ela meio desanimada. Sento-me ao lado dela e apoio gentilmente a cabeça dela no meu ombro e espero ela ter coragem de desabafar.

— Dia ruim? — Pergunto para encorajar ela a começar a falar.

— Voltar àquele apartamento me deixa mal, me senti sufocada de novo que nem ontem. Mas eu tive que ir lá. Alguém tinha que limpar a bagunça. — Inicia ela explodindo em choro novamente. Pego sua mão e fico fazendo carinho com o dedão. — Ainda bem que a minha vizinha Janete se propôs a ajeitar as coisas. Ela é um anjo.

— Ela é sim... — Digo suave

— Eu vou alugar outro apartamento, não posso te incomodar para sempre. — Diz ela direcionando seus olhos para os meus. Está uma mistura lamentável de roxo, vermelho e azul que me deixa um pouco triste, mas não posso demonstrar, tenho que ser forte por ela.

— Amber você não está me incomodando, muito pelo contrário, está me ajudando muito. Fique o tempo que achar necessário. — Digo. Por que a quero tão perto? Que sensação é essa, que adquiri em pouquíssimo tempo? 

A loira continua me encarando, da um sorriso genuíno e me beija a testa, me fazendo estremecer. Meu estômago formiga e meu peito se enche e felicidade, de uma sensação gostosa. A mesma que tive horas atrás quando acordei. Eu poderia ficar presa para sempre nesta parte da manhã só pelo prazer, pela companhia e pela comida.

— Quer saber uma coisa engraçada? — Pergunto me servindo da comida.

— Claro, manda ver! — Diz ela bebericando o vinho e depois colocando um punhado 

— Eu vi o Peter hoje. Mas antes de ficar bravinha, ele estava acompanhado de uma garota muito bonita. Você acredita que aquele safado tinha namorada? — Digo indignada e enfiando a comida na boca. Amber para se servir, olha para minha cara e solta uma gargalhada que me deixa confusa. — Eu ainda nem cheguei na parte engraçada...

— Eu já imaginava! Senti no ar que aquele cara não prestava, fora que ele tinha um anel muito suspeito no dedo... — Diz ela ainda rindo. Eu não reparei no anel, eu fui tola! — Mas diga, qual a parte engraçada?

— Então quando eu estava voltando da loja onde comprei o vinho, eles estavam no mesmo lugar que eu tinha os visto antes, mas acho que ela descobriu que ele não prestava, pois a menina deu-lhe um tapão, bem merecido, na cara! — Digo, respiro tentando não rir da cena que eu acabara de lembrar, mas é ineficaz. Começo a rir, fazendo Amber rir mais.

— Bem feito, otário! — Diz ela limpando as lágrimas, mas era de tanto rir desta vez. 

— Como está a comida? — Pergunto ao notar que não tinha nem uma gota de molho no prato.

— Está ótima! Você até que cozinha muito bem Senhorita Hadley — Diz ela de uma forma zombadeira. — E esse é um dos melhores vinhos que já tomei!

— Meus pais tinham um ótimo gosto para vinhos, acabei herdando. Eu acho... — Digo fazendo uma cara de “sabe tudo”

— Seu pai ainda é vivo? — Pergunta ela se debruçando sobre a bancada. Eu mordo os lábios, pois esse assunto é meio complicado.

— Sim, ele tem outra família agora. Não o culpo, só não tem mais necessidade dele cuidar de mim, ou eu de manter contato... — Respondo e ela apenas acena com a cabeça — E seus pais onde estão?

— Atualmente moram na Polônia... — Diz ela se levantando e começando a retirar a louça.

— Ah então você é mesmo uma polaca? — Digo colocando as mãos na cintura e erguendo uma sobrancelha de um jeito divertido 

— Sou sim, mas nasci aqui. Meu pai é americano e minha mãe é polaca — Diz ela rindo um pouco.

— Foreman e Chase me devem trinta pratas cada um agora. Dificilmente eu erro — Digo convencida. E ela ri mais. — Difícil você acertar de onde eu vim...

— Daqui? — Pergunta ela ensaboando um prato.

— Não está errada... Mas uma boa parte da minha família é da Irlanda. — Digo tirando as outras coisas da bancada e levando para a pia.

— Eu nunca iria imaginar — Responde Amber sorrindo e me respingando água.

Molhamos a cozinha inteira para lavar alguns pratos. Mas até que foi divertido, menos a parte de ter que enxugar tudo. Depois de arrumar os tudo, fomos assistir tv, nada em especial, apenas uma companhia a mais para as nossas conversas sobre um pouco de tudo. 

Até que é bom conhecer melhor as pessoas, eu acho que eu nunca fiz isso por medo da minha doença. Tanto medo que eu perdi quase a minha vida toda me limitando, mas agora vai ser diferente. Mesmo que eu tenha que partir, eu preciso viver. E eu acredito que achei a maneira certa de viver. Só não sei como.


Notas Finais


Os capítulos estão meio parados, pois são uma ponte pra onde eu quero chegar com a história, calma que não vão ficar assim não kkkkkkk


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