História Once upon a December - Capítulo 47


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Categorias Once Upon a Time
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Regina Mills, Romace, Swanqueen
Visualizações 343
Palavras 6.454
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, LGBT, Magia, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey galeris! Voltei mais cedo hehe
Seguinte, OHE está na reta final :( teremos mais 4 cap e então eu finalizo mais essa etapa com vcs.
Bom, n tenho muito o que dizer aqui então encontro vcs nas notas finais!

Agradeço a todos que comentam e que deixam palavras de carinho aqui, é muito importante pra mim <3
me desculpe os erros, eu n tive tempo ainda de revisar o cap!!!

segue a lista de personagens:
Odette (Emma Swan),
Roni (Regina Mills),
Scarlett (Ruby Luccas),
Dorothy (Emerald Green)
Francis (Facilier)
Belle (Lacey),
Marcus (Timão),
Kevin (Pumba),
Leona (Makena),
Lena (Sally - a morena),
Lana (Ginger - a ruiva),
Benjamin (Benjamin mesmo pq eu tava sem ideia),
Kelly (Zelena),
Weaver (Rumple),
Gothel (Eloise),
Scar (Lionel)
Tilly (Alice)
Margot (Robin)
Neal (Enos)
Gideon (Mathew)
Makena (Leona)
David (Antonio - Tonho)
Mary/Branca (Maria Aparecida - Cidinha)
Rogers (Killian)
Sabine (Tiana)
Eudora (mãe da Tiana)
Elena de Avalor (Elena mesmo pq ia ficar confuso demais)
Charlote - personagem fora da maldição (filme da princesa e o sapo)

Capítulo 47 - A dream is a wish you heart makes


Fanfic / Fanfiction Once upon a December - Capítulo 47 - A dream is a wish you heart makes

NARRADOR’S POV

Regina não acreditava no que estava a sua frente, não conseguia acreditar. Sua mãe estava ali, sorrindo e estendendo os braços para lhe abraçar. Mas como? Como Facilier tinha conseguido essa proeza? Ele podia ter trazido qualquer pessoa, qualquer uma, alguém com sede de vingança, alguém que a odiava, porém ele acabou dando vida a única pessoa que a rainha nunca imaginou ter de volta. E isso era confuso, muito confuso, para não dizer assustador.

Não era nem o fato de sua mãe ter voltado para o mundo dos vivos e sim o fato que era a sua mãe. Por mais que elas tivessem se reconciliado no Submundo, Regina não considerava o ato de perdoar o mesmo que esquecer. Ainda doía pensar em tudo o que houve na sua vida e que era culpa da pessoa que a colocou no mundo, a única pessoa que supostamente deveria a amar e cuidar, mas que foi a responsável por toda sua ruína. Obviamente que Regina se arrependia dos seus erros, no entanto, jamais voltaria no tempo para mudar as coisas. Por conta de toda a sua trajetória, ela pode ter o seu filho Henry, pode conhecer sua esposa Emma e inclusive pode ter suas duas filhas, Ginger e Sally.

A rainha nunca esteve tão satisfeita com sua vida como agora, nunca esteve tão feliz e sabia que a maldição seria algo passageiro, ela iria descobrir uma forma de quebrá-la. Porém, sua mãe estava ali a sua frente e isso não podia significar nada de bom. A prefeita conhecia bem o tipo de Cora Mills, sabia que ela jogava sujo, jogava baixo e que sempre pensava primeiro nela do que na filha. Se Facilier tinha a trazido então tinha um motivo e também havia um acordo.

Seu coração bateu em desespero ao se lembrar de que realmente havia um acordo. Um que podia acabar com a vida da salvadora.

─ Regina…

─ Não ─ a morena se afastou dos braços da mais velha ─ o que está fazendo aqui? ─ Cora suspirou e pensou por uns segundos. Não seria fácil.

─ Eu vim te ajudar.

─ Me ajudar ou se ajudar? São coisas bem diferentes, mãe ─ pontuou ─ me lembro bem de como me ajudou da outra vez. Você fez todos acreditarem que eu tinha matado o Archie.

─ Nem todos ─ murmurou ─ aquela xerife idiota não acreditou.

─ Ela nunca acreditaria ─ sua voz saiu firme dessa vez ─ Emma nunca foi como os outros.

─ Como pode saber disso? ─ a matriarca arqueou a sobrancelha sem entender.

─ Eu me casei com ela.  

Regina viu o semblante de sua mãe desfalecer em descrença. Alguns minutos de silêncio se seguiram até que a mais velha pudesse conseguir falar algo coerente.

─ Você… ─ piscou algumas vezes ─ você está me dizendo que se casou com a filha da Branca de Neve? Você, Regina Mills?

─ Swan Mills, mãe ─ suspirou tentando manter a calma. Aquilo não podia estar acontecendo.

─ O que deu em você? Eu pensei que você a odiasse…

─ Não sei, talvez eu tenha me apaixonado? Existe uma linha muito tênue entre amor e ódio.

─ Não venha com essa filosofia barata para cima de mim ─ interrompeu a filha ─ mesmo depois de tudo o que ela fez?

─ Depois de tudo o que você fez, mamãe ─ retrucou ─ Emma nunca fez nada para mim, nada proposital.

─ Ela é a mãe verdadeira do seu filho! ─ tentou argumentar. Regina riu ironicamente.

─ Sendo sincera, ela é mãe de todos os meus filhos ─ Cora novamente ficou chocada. Filhos? No plural? ─ você ficou bastante tempo longe, mamãe. Supostamente era para estar morta, mas parece que Zeus é um incompetente.

─ Está me dizendo que você e aquela xerife adotaram mais crianças? Isso é mais assustador do que imaginei ─ colocou a mão sobre a testa e bufou nervosa.

─ Não adotamos ─ Regina sentiu as bochechas corarem ao pensar naquele assunto ─ elas são nossas, biologicamente falando.

─ Elas? Achei que não pudesse engravidar ─ relembrou.

─ E eu não podia, mas aparentemente existem exceções quando se trata de amor verdadeiro ─ esse fato sempre a fazia sorrir. Emma era o seu amor verdadeiro e ninguém podia contestar.

─ Você e ela? Amor verdadeiro? ─ Regina assentiu que sim ─ eu preciso respirar. É muita coisa para eu processar ─ Cora procurou uma cadeira e se sentou, tentando raciocinar depois daquela chuva de informações.

Sua filha havia se casado com uma mulher. Não qualquer mulher, mas a filha da Branca de Neve e do príncipe David. Cora nunca foi preconceituosa, ela mesma já tinha tido relacionamento com mulheres no passado, principalmente com suas damas de companhias, porém isso era diferente. Ela conseguia ver o brilho nos olhos castanhos da sua filha, conseguia ouvir sua respiração descompassada ao simplesmente tocar no nome da loira e até mesmo seu coração batia diferente. Se tinha uma coisa que Cora entendia era de corações.

De tudo que tinha se passado em sua vida, essa reviravolta era a única coisa pela qual ela não esperava. Regina agora era casada, com três filhos e Branca era agora sua sogra. Ainda bem que nunca tentaram fazer uma árvore genealógica disso, seria um desastre.

─ Gina, onde você está? Eu preciso… ─ Zelena apareceu e parou bruscamente de andar ao ver quem estava na presença da sua irmã. Gideon e Robin trombaram atrás dela ─ acho que volto outra hora ─ tentou dar meia volta.

─ Zelena Mills French, volte aqui ─ Regina correu até a irmã e a puxou ─ vocês dois subam ─ Gideon assentiu e puxou sua irmã para o apartamento.

─ French? ─ Cora franziu o cenho, mas logo sorriu para a ruiva.

─ Tem alguém me chamando e eu preciso tirar a pipoca do microondas ─ a ruiva tentou escapar mais uma vez.

─ Zelena, você odeia microondas.

─ Você tem razão ─ bufou ─ mãe, que surpresa maravilhosa, não é mesmo? ─ Zelena tentava se soltar dos braços de Regina e correr para o outro lado ─ a senhora nem avisa que vai ressuscitar ─ sorriu sem graça ─ Regina, eu estou me cagando de medo, o que você fez? ─ cochichou para a morena.

─ Eu não fiz nada.

─ Quando eu disse que queria minha mãe depois de assistir aquele filme de terror, eu não estava falando sério ─ sussurrou.

─ Zelena, se acalme ─ Cora tomou a palavra ─ eu não vim aqui causar problemas para você.

─ Ah sim, você veio apenas para uma visita rápida e corriqueira ─ ironizou ─ veio numa nuvem? Me diga, é frio no paraíso? Não que isso importe, eu namorei o Hades e nunca vou poder entrar no Olimpo.

─ Zelena! ─ a morena alternou os olhos entre a mãe e a irmã.

─ Veio visitar seus netos? ─ a ruiva cruzou os braços ─ veio ganhar o troféu de avó do ano?

─ Chega ─ Regina tapou a boca da irmã ─ respira, ok?

─ Estou vendo que perdi bem mais do que imaginava ─ Cora se aproximou da filha mais velha e segurou sua mão esquerda, onde havia uma aliança ─ eu devo supor que o French deva ser do seu amado esposo.

Zelena sentiu as bochechas corarem e Regina segurou o riso. Aquilo ia ser pior do que elas pensavam.

─ Na verdade… ─ a ruiva pigarreou ─ é ela e não… ele.

─ E quem seria ela? ─ as duas Mills se entreolharam e voltaram a encarar a mãe.

─ Er… assim, é uma história complicada ─ sorriu sem graça ─ a senhora não vai querer saber.

─ Desembucha, Zelena ─ Regina cotovelou a irmã.

─ É a Belle ─ falou rapidamente ─ Belle French. Sim, a ex do Rumple e não, eu não o matei. Ele continua bem vivo por sinal, só que mais velho e meio barrigudo. Não que isso seja um problema, mas… ein, a Regina também se casou com uma mulher, vamos irmãzinha, conte para nossa querida mãe.

─ Ela já me contou e acredite, eu ainda não digeri tudo isso ─ confessou bufando.

─ Droga.

─ Mãe! ─ Robin desceu as escadas correndo ─ mãe, esse idiota não me deixa assistir nada e você sabe que a televisão é minha a noite ─ a loira bufava de raiva.

─ Cala a boca, Margot ─ Gideon chegou atrás ─ o combinado era você esperar a minha série acabar, sua mentirosa!

─ Eu vou arrancar seu coração e comer ele no jantar! ─ Robin ameaçou. Cora arqueou a sobrancelha e tossiu.

─ Não se eu te dar uma porrada antes ─ o garoto tentou alcançar a loirinha, mas ela correu em volta da ruiva.

─ Você é um idiota, Matt! ─ Robin gritou enquanto deixava a mãe tonta.

─ Ei! ─ Regina segurou a menina e Zelena segurou o garoto. Ambos estavam nervosos e mostrando a língua um para o outro ─ você não mudam mesmo ─ bufou.

─ Eu posso me intrometer rapidinho? ─ Cora perguntou e Zelena assentiu que sim ─ quanto netos, exatamente, eu tenho? ─ suas filhas se encararam e a ruiva começou a contar nos dedos, sem saber muito que conta estava fazendo.

─ São cinco ─ a morena finalmente respondeu ─ três meus e dois da Zelena.

─ E uma bisneta ─ Zelena comentou querendo rir da cara da sua irmã ─ ah, não seja uma avó rabugenta, Regina. Você e a Granny já podem fazer crochê juntas, olha que divertido!

─ Por que que eu não te matei antes mesmo?

─ Porque você me ama, vovó ─ Regina bufou e rolou os olhos.

─ Quem é essa velha? ─ Robin perguntou confusa.

─ Robin French Mills! ─ a ruiva gritou.

─ Quem é Robin, mãe? ─ Gideon perguntou e então Zelena se lembrou de que eles não estavam acordados.

─ Shiu ─ Regina interrompeu o menino.

─ Margot, onde estão seus modos? ─ a ruiva olhou seriamente para a filha.

─ Mas você chamava aquela mulher da esquina de velha fofoqueira ─ Robin se defendeu e Zelena corou fortemente.

─ Isso não vem ao caso, filha ─ falou sem graça e então suspirou ─ filhos, essa é Cora Mills.

─ E…? ─ Gideon arqueou a sobrancelha.

─ Eu sou sua avó ─ Cora sorriu, mas seu sorriso de longe era amoroso. Na verdade, ele sempre assustava ─ muito prazer.

─ Eu achei que a senhora tinha dito que ela tinha morrido e que ela era uma bru… ─ Zelena tapou a boca da sua filha e riu mais sem graça ainda.

─ Okay! ─ Regina corou também ─ vocês dois agora subam e Margot, querida, pode ficar com a televisão do meu quarto ─ a menina sorriu vitoriosa e correu escada acima, sendo seguida por seu irmão.

─ Isso foi embaraçoso ─ a ruiva murmurou.

─ Mãe, você ainda não disse porque voltou ─ a prefeita cruzou os braços ─ sejá lá o que queira estragar, quero que saiba que eu não vou permitir que mexa com a minha felicidade novamente.

─ Bom, isso muda meus planos ─ Cora confessou e novamente se sentou. Ela indicou as outras duas cadeiras e as Mills se sentaram ─ eu realmente fiz um acordo com Facilier, não vou mentir. Ele foi bem preciso no que queria e me contou uma história completamente diferente.

─ Facilier? ─ a ruiva virou-se para a irmã ─ ele é responsável por isso?

─ Sim, aparentemente não há limites para o senhor das sombras ─ Regina explicou rapidamente ─ o que ele contou? Qual era o acordo?

─ Ele me disse que você precisava encontrar a felicidade, mas que estava sozinha ─ confessou ─ que Emma estava casada, Henry havia ido embora e Robin estava morto, apesar de eu não aceitar bem o fato de você com um ladrão, não me leve mal ─ a ruiva riu alto e recebeu um chute da morena ─ Facilier me prometeu que caso eu o ajudasse com essa maldição e mantivesse a xerife longe de você, ele faria de você rainha.

Aquela confissão pesou no coração da pobre prefeita. Depois de todo aquele tempo sua mãe ainda tinha a mesma ambição? Depois de ter estragado sua vida, assassinado Daniel e a feito se casar com um homem repugnante? Isso doeu mais do que ela podia admitir, mas a dor estava estampada em seus olhos. Regina sequer conseguia esconder sua decepção ao ouvir aquilo.

─ Regina…

─ Por que, mãe? ─ sua voz soou fraca, quebrada. Zelena segurou numa das mãos da irmã e a apertou levemente.

─ Me escute, eu pensei que você estava sozinha, que estava infeliz e que talvez voltar a ser rainha fosse te ajudar e fosse ocupar seu tempo ─ se explicou ao perceber o quão machucada sua menina pareceu ─, mas eu não iria te forçar a nada. Principalmente agora que…

─ Agora que?

─ Agora que eu posso claramente ver nos seus olhos o quão feliz você está ─ confessou sorrindo ─ acha que eu não percebi? Eu posso não gostar dessa Emma Swan, mas é nítido o brilho nos seus olhos e na forma como o nome dela derrete nos seus lábios. Eu não quero errar mais uma vez, nem contigo e nem com a sua irmã ─ Zelena foi pega de surpresa nessa ─ sim, Zelena, eu sou sua mãe e também consigo ver a felicidade no seu rosto.

─ Obrigada, mãe ─ a ruiva falou sem saber muito o que dizer. Nunca teve uma mãe, nunca teve esse carinho e cuidado. Era estranho, mas um estranho bom.

─ Vocês são as minhas filhas, eu falei sério quando me despedi.

─ Mas e o acordo? ─ a prefeita perguntou preocupada ─ como vai fazer agora?

─ Eu sou a rainha de copas, eu nunca jogo limpo ─ seu tom de voz era ríspido ─ existe uma enorme diferença entre fazer acordo com o senhor das trevas e o senhor das sombras.

─ E qual seria? ─ a ruiva franziu o cenho.

─ Quando se faz um acordo com o senhor das trevas, ele mesmo cobra o favor se você falhar e não há uma problema real em falhar, ele quem decide o que fazer ─ as duas prestavam atenção, mas ainda não entendiam ─ ele não serve a ninguém além dele mesmo. Com o senhor das sombras não é assim, Facilier está preso ao seu próprio acordo, ele vendeu a sua alma para os homens das sombras e caso um de seus acordo falhem, quem sofre é ele mesmo. Eu posso voltar a morrer, o que não seria nada demais, porém ele vai pagar um preço bem maior que o meu.

─ Então caso você não cumpra sua parte, Facilier quem vai acabar sofrendo?

─ Exatamente ─ confirmou.

─ Ok, e o que fazemos agora? ─ Zelena perguntou e viu a irmã suspirar.

─ Primeiro, me contem o que realmente tem de diferente nessa maldição, quem a lançou e porque não podemos quebrá-la ─ Cora pontuou.

─ Como sabe que não podemos quebrar a maldição? ─ a morena franziu o cenho.

─ Simple, você e a Emma possuem o amor verdadeiro e já podiam ter quebrado a maldição, mas não o fizeram ─ explicou. Regina respirou fundo e começou a contar tudo desde o início, sem pular nenhuma parte.

Cora a princípio não ficou muito impressionada, não havia nada de diferente nessa maldição, nada que a fazia especial. O que realmente chamou sua atenção foram dois fatos que sequer faziam parte do problema. O primeiro fato era: Regina e Emma geraram duas crianças fruto do amor verdadeiro. Cora sabia bem o que aquilo significava, durante sua infância e até mesmo quando adulta, ela ouviu diversas vezes sobre o quão raro era gerar um filho que fosse totalmente fruto de um amor poderoso. Amor era sim a magia mais poderosa de todos os reinos, por mais que ela se fizesse acreditar que amor era fraqueza, no fundo a bruxa sabia que ele era força. Houveram tempos em que ela esperava poder encontrar alguém que a fizesse se sentir amada, que provasse para a jovem apaixonada Cora que amor era um sentimento real e que podia superar qualquer barreira.

No entanto, isso nunca aconteceu e ela teve que mudar suas táticas. A história de crianças fruto do amor acabou se tornando lenda, porque nunca houvera um casal sequer que havia conseguido tal proeza; até Branca de Neve aparecer e engravidar de sua filha Emma. Emma Swan era a primeira criança a nascer com magia, a nascer com o coração protegido pela força que o amor providenciava e a ser portadora da magia de luz. Mas, pelo o que Regina havia contado, Ginger e Sally eram bem mais que isso. Quando ambas engravidaram, havia uma luz, uma que inicialmente tinha as cores roxa e amarela. Qualquer tolo sabe que essas são as cores do amor verdadeiro. Porém, Emma e Regina tinham algo bem mais forte que isso. A luz que as envolveu durante a gravidez tinha se tornado branca e isso fez Cora se lembrar de outra lenda.

O segundo fato era: Regina e Emma dividiam um coração. Se uma criança fruto do amor verdadeiro já era algo raro, dividir um órgão tão poderoso quanto o coração era algo quase inexistente. Regina contou que Branca também dividia um coração com David e que isso fora a solução para o príncipe não morrer, assim como também foi a solução para a prefeita não morrer. Um coração só pode ser dividido se a pessoa que o oferece estiver disposta a morrer caso não dê certo. É um ato de sacrifício. Caso a pessoa que recebe não for compatível ─ e aqui Cora fala em nível de alma ─ o órgão pode se quebrar por inteiro e ambos morrem. O que não aconteceu com sua filha e Emma.

Cora se perguntava mentalmente se as duas tinham noção do que acontecia entre elas, no entanto tinha certeza de que elas não conheciam a lenda. A lenda que envolvia duas magias poderosas, duas magias antigas e que se completavam.

***

─ No que está pensando? ─ Cora perguntou a sua filha.

Zelena havia ido embora com seus filhos, afinal os dois teriam aula no dia seguinte. Ruby avisou a Regina que iria dormir na casa de Belle. Depois de toda a explicação e a matriarca repetir mais quinze vezes que não queria prejudicar as filhas, a prefeita resolveu dar uma chance, afinal, por mais que tivesse sempre receios com Cora, ela ainda era sua mãe.

Ela preparou a cama de Ruby para a mais velha e arrumou o quarto, afinal ela ainda era uma rainha e sua mãe ainda era... bom, ela ainda era a Cora.

─ Emma ─ respondeu baixo. A chuva tinha voltado a cair e alguns trovões rugiam do lado de fora ─ ela não gosta de tempestades. Sempre me pedia para colocar um feitiço de bloqueio de som no nosso quarto antes de dormirmos.

─ Você a ama ─ não era uma pergunta.

─ Muito.

─ Boa noite, Regina.

─ Boa noite, mãe.

***

Emma corria numa rua escura e o clima era tão frio que ela não sentia seus dedos das mãos. Ela corria depressa, cada vez mais depressa e sentia um desespero cortar seu coração. Aquelas ruas lhe eram conhecidas, porém nada lhe fazia recordar exatamente de onde estava. Parecia que suas memórias falhavam consigo mesma, a fazendo bufar de raiva e medo. Medo de que nunca chegasse a tempo ao seu destino, mesmo que não soubesse que destino era esse.

Dentro de si, algo lhe dizia que alguém estava em perigo. Ela conseguia sentir esse pavor lhe consumir as entranhas e arder em suas veias. Olhos castanhos lhe vieram a mente e uma voz doce e firme pedia socorro. Era a mesma mulher de sempre, a mulher que ela tentava salvar várias vezes e nunca conseguia, mas que também nunca parava de gritar e pedir por ajuda. Parecia que suas jornadas se repetiam como num looping, a fazendo correr várias e várias vezes para o mesmo fim. Um fim onde a bela morena de olhos castanhos não era salva a tempo.

A loira chegou numa enorme mansão de paredes brancas e ela pegava fogo. As chamas ardiam ao redor da casa, derrubando algumas janelas e madeiras do telhado. Emma correu ao redor e tentou procurar alguma entrada, até que ouviu um grito estridente.

─ Emma!

A pessoa do lado de dentro parecia chorar e seu desespero era palpável para a salvadora. Ela conseguia sentir a dor da outra, conseguia sentir as chamas lhe queimarem também, como se ela mesma estivesse do lado de dentro da mansão. Novamente, o grito ecoou pela janela do andar de cima.

─ Emma!

A xerife não conseguia raciocinar e a fumaça fazia arder seus olhos. Sem pensar duas vezes, ela pulou por cima da porta quebrada e adentrou a casa pela sala de estar. Estava tudo destruído. Correu escada acima e sentia os degraus falharem embaixo dos seus pés. Ao chegar a um corredor longo, uma das pilastras que seguravam a parte direita do telhado desabou e dessa vez quem gritou foi ela.

─ Regina, filha ─ Cora chacoalhava a morena que suava frio e gritava ─ Regina, acorde! É só um pesadelo, filha, você está a salva aqui ─ a mais velha puxou o corpo da filha assim que ela abriu os olhos.

A prefeita soluçou forte e agarrou o pescoço de sua mãe, deixando seu corpo tremer de medo. Aquele tinha sido um dos seus maiores pesadelos e ele nunca tinha acontecido.

─ Mãe, e-ela… eu não consegui pedir ajuda e…

─ Shhhh ─ suas mãos alisaram os cabelos negros e ela fez o máximo para acalmar a morena ─ foi apenas um pesadelo.

─ Não parecia ─ falou amedrontada ─ eu… eu chamava por ela, mas Emma não me respondia…

─ Ela conseguia te ouvir?

─ E-eu não sei ─ suas lágrimas caíam em seu rosto ─ a nossa casa estava em chamas e eu estava presa num quarto vazio. Dava para ouvir o barulho da madeira rangendo e Emma estava parada do outro lado das chamas, mas ela não se movia. Eu a chamei, gritei e era como… como se eu nem estivesse ali.

─ Havia outra pessoa na casa?

─ Não sei, deu para ouvir alguns passos, mas não tenho certeza ─ bufou ─ porque está fazendo essa cara?

─ Nada ─ suspirou ─ tente voltar a dormir.

E ela tentou, todavia o pesadelo voltou. Regina continuava dentre as chamas e ela conseguia ver a silhueta da loira do outro lado. Emma não se movia e sua expressão era de profunda tristeza. A morena se levantou rapidamente e sentiu a fisgada em sua perna direita. Tudo estava exageradamente quente e sua respiração podia falhar a qualquer momento.

─ Onde você está? ─ ela pode ouvir uma voz distante. Seu coração acelerou ─ onde você está?

Era Emma, a voz da sua Emma, mas como? Regina ainda podia ver a figura da xerife parada do outro lado da chama e ela não movia os lábios.

─ Emma! ─ gritou o mais forte que conseguia ─ Aqui!

A figura a sua frente franziu o cenho e a morena teve quase certeza de que ela iria se mover. Conseguia ver o peito subir e descer, o que significava que ela estava respirando. A prefeita tentou atravessar as chamas, mas elas se levantaram mais altas. Ela recuou e tapou o rosto em defesa.

─ Emma, me escute ─ murmurou e tentou acenar para a loira ─ sou eu, Emma. A Regina.

Nada aconteceu.

─ Eu te amo, por favor me escute ─ o choro foi inevitável ─ sou eu, Emma.

─ Regina? ─ ela escutou uma voz baixa, quase inaudível. Seu olhar se ergueu para a Emma a sua frente enquanto outra Emma gritava ao fundo. O rosto da loira parecia saborar aquele nome em seus lábio sem saber ao certo o que ele significava.

─ Emma, meu amor, sou eu ─ a rainha se pôs de pé ─ a Regina.

─ Regina.

Então tudo desabou.

***

Era dia de feriado para as crianças de Hyperion High, pois a feira anual que trazia um enorme parque de diversões estava acontecendo no condado. Não era nada demais, apenas mais uma distração que Gothel tinha conseguido para dispersar as pessoas que não eram de outros reinos como eles; pessoas normais e sem graça, como ela dizia. Os adolescentes teriam aula em meio período e depois seriam liberados para curtir a feira.

Naquela manhã, Kevin e Marcus foram escalados para levar todas as crianças até o local do parque e isso iria gerar muita confusão, de acordo com Regina. Sally, Ginger, Benjamin e Sophia seriam levados com eles, enquanto isso Robin, Alice, Charlotte, Gideon, Makena e Neal sairiam na hora do almoço. Bom, apenas alguns deles, já que Mary Margaret havia convidado a “namorada” do seu menino para almoçar na sua casa. Sua esperança era fazer a menina desistir de Neal e o deixar livre para seguir os caminhos de Deus. Algo que tanto Regina como Zelena riam sempre e se preparavam para fazer piadas depois que a maldição acabasse.

Naquela manhã, a prefeita não tocou no assunto do pesadelo. Já era estranho o suficiente sonhar com duas Emma e mais estranho ainda ter sua mãe dormindo na cama do lado. Cora não tocou no assunto também e respeitou a escolha de sua filha de manter o silêncio. Zelena ajudou Regina com os lanches naquela manhã e Belle ajudava Ruby com as bolsas. A ruiva sentia inveja da proximidade das duas, afinal ela queria poder estar ao lado da esposa. No entanto, se manter afastada ainda era a melhor opção, pois se Belle ─ ou Lacey ─ a perdoasse iria querer beijá-la e como ela faria isso sem quebrar a maldição? Não tinha como.

─ Benjamin, desce daí! ─ Scarlett gritou para o filho ─ esse menino vai me enlouquecer.

─ Ele está crescendo, relaxe ─ Lacey sorriu para a amiga ─ e como sua ex esposa lidou com a conversa de ontem?

─ Simplesmente não lidou ─ bufou ─ aquela loira aguada da Eloise chegou com a irmã dela e acabou nos interrompendo. Eu então peguei meu filho e saí de lá, não vou ficar esperando a boa vontade dela.

─ Eloise Gardner estava lá? Fazendo o que?

─ Não sei, mas tenho a impressão de que minha esposinha perfeita não é tão perfeita assim ─ falou enigmática ─ ela entregou algumas pastas para a bruxa e eu sei que naquelas pastas tem informações de pacientes.

─ Isso não é crime? ─ Lacey cochichou.

─ Eu acho que sim.

Ambas deram de ombros e continuaram a fofocar. Kevin e Marcus estavam prontos para um safari na África, usando blusas com estampa de girafa e bermudas coloridas. Marcus usava um boné com orelhas e Kevin tinha uma mochila com rosto de elefante. Era como se eles fossem mais infantis que as próprias crianças. E isso era realmente verdade.

─ Lembrem-se de manter os olhos nas crianças ─ Regina repetia pela milésima vez a eles ─ e passem protetor solar, não quero ninguém com insolação.

─ Roni! ─ a morena ouviu uma voz conhecida e logo quatro braços envolveram sua cintura.

─ Ei, meninas ─ Sally e Ginger sorriam animadas para a mãe. Regina se agachou e as abraçou. Não que ela precisasse se agachar, afinal suas meninas estavam quase mais altas que ela ─ senti saudades.

─ Nós também, mamãe ─ Ginger cochichou.

─ Você também vai no parque? ─ Sally sempre curiosa ─ diz que sim, por favor.

─ Dessa vez não vou conseguir, preciso resolver algumas coisas urgentes ─ confessou e suas filhas entenderam seu tom de preocupação ─ escovaram os dentes antes de virem?

─ Sim! ─ responderam juntas.

─ Escovaram direito ou só fingiram? ─ a prefeita cruzou os braços ─ sorriam ─ ambas sorriram e Regina inspecionou aqueles dentes brancos perfeitos. Emma estava fazendo um ótimo trabalho, assim como ela previu ─ os sorrisos mais lindos do mundo.

─ Mais do que da mamãe patinho? ─ Sally riu ao notar o rosto da mãe corar.

─ Não, talvez eu goste muito do sorriso da mamãe patinho ─ as meninas riram e abraçaram a mãe mais uma vez antes de correrem para a cozinha do bar, onde Ben, Belle e Ruby estavam organizando o resto do lanche.

─ Hey ─ aquela voz doce ecoou em seu coração e ancorou ali dentro. A saudade era quase visível, como uma sombra.

─ Hey ─ a prefeita respondeu sem graça. Seus olhos não acreditavam no que viam. Emma estava diferente, sem aqueles terninhos, sem aquela pose que não cabia na xerife desengonçada e divertida. Misteriosamente, a loira tinha resolvido usar jeans, uma jaqueta preta e uma touca cinza. Era a sua Emma Swan ─ fico feliz por ter aceitado o convite.

─ Ah, não é nada ─ sorriu ─ as meninas jamais me perdoariam caso eu recusasse. Era meio que uma batalha perdida.

─ Então cogitou recusar? ─ Regina não conseguiu não perguntar.

─ Fica cada mais mais difícil recusar algo que envolva você ─ confessou em tom baixo.

─ O que houve? Me parece tão cansada ─ a morena depositou uma mão sobre as bochechas pálidas da salvadora ─ os trovões?

─ Uhum ─ suspirou ─ e pesadelos.

Quando a loira mencionou isso, Regina sentiu sua mão formigar sobre a pele da outra. Um corrente elétrica perpassou pelo seu corpo e seus dedos faiscaram luzes arroxeadas. A rainha recuou a mão rapidamente e tentou esconder aquelas centelhas que escapavam de sua mão direita. Não podia ser, não podia acontecer. Hyperion High não tinha magia. Odette a encarou como se nada tivesse acontecido, como se o súbito contato das faíscas não tivessem causado nada demais.

─ Er… que tipo de pesadelos? ─ tentou mudar rapidamente de assunto.

Porém elas foram interrompidas por gritos histéricos de três crianças  empolgadas demais e dois adultos ansiosos.

─ Mãe! A gente já pode ir? ─ Ginger encarou Emma com seus olhos azuis suplicantes.

─ Pegaram tudo o que eu mandei? ─ a salvadora perguntou as duas e elas assentiram que sim ─ certo, não se percam do Kevin e do Marcus e obedeçam a eles sempre, entendido?

─ Sim!

─ Ei, vocês dois ─ Regina assoviou para chamá-los ─ pegaram os lanches?

─ O que o Kevin não comeu sim ─ Marcus empurrou o irmão.

─ Não exagerem na comida, nada de comprar cachorro quente naquelas barraquinhas sem supervisão da vigilância sanitária e, por favor, manerem no algodão doce, ok? ─ a loira encarou a dona do bar desacreditada. Aquela não era a Roni que ela conhecia.

─ Não posso prometer nada ─ Marcus admitiu.

─ Se entupir as minhas meninas de açúcar eu te deixo sem televisão por um mês ─ ameaçou e Emma gargalhou ao lado dela.

─ Ok, majestade ─ os dois resmungaram. Regina sentiu o rosto corar ao ser chamada daquela maneira.

─ Se comportem ─ Ruby entregou a última bolsa ─ e Benjamin, nada de correr. E não esqueçam de buscar a pequena Sophia! ─ gritou para os dois “adultos” que já estavam saindo.

─ Ok, mãe! ─ Ben gritou de volta.

O pequeno grupo saiu apressado pela porta do Roni’s e Ruby encarou as duas qu estavam sentadas de volta nas banquetas do balcão. A morena sorriu divertida e apoiou-se ao lado da loira.

─ Estilo novo, loirinha? ─ piscou para Emma e a xerife corou.

─ Apenas tentando ficar mais… confortável ─ confessou.

─ Eu gostei, suas pernas ficam maravilhosas nesse jeans ─ a loira corou mais forte que antes e Ruby gargalhou.

─ Scarlett, não tem nada para fazer na cozinha? ─ a prefeita a encarou séria, não gostando nada daquilo.

─ Com a sua irmã e a Lacey lá dentro? ─ rolou os olhos ─ não tem espaço para euzinha aqui e a tensão sexual que acontece entre elas.

─ Então arranje algo para fazer ─ ordenou, fazendo a outra morena rir novamente.

─ Possessiva você, Roni? ─ brincou ─ relaxa, eu estou apenas brincando. Loiras não fazem bem o meu tipo, mas quer saber de uma coisa?

─ Não ─ cortou a morena.

─ Vocês fazem um belo casal ─ ignorou a acidez da melhor amiga. Roni e Scarlett viviam discutindo, brigando e brincando uma com a outra. Elas tinham essa amizade conturbada, mas se amavam. Ou se suportavam. O engraçado era que, para Regina, aquela não era a sua Ruby e isso ficava mais confuso de lidar ─ enfim, eu vou subir e terminar aquela série que te falei.

─ Qual delas?

─ Teen Wolf ─ recolheu sua bolsa de cima do balcão e sorriu ─ eu adoro ver coisas com lobos, é tão excitante.

─ Eu até entendo o porquê ─ Regina murmurou tentando não rir ─ vejo você depois.

─ Ela é bem… segura de si mesmo, não acha? ─ a loira comentou depois que viu a morena rebolar em suas roupas tão curtas. Regina sentiu o ciúmes tomar conta de si, mas se controlou.

─ Scarlett gosta de aparecer ─ bufou e pensou “Ruby também” ─ enfim, estava me contando do sonho ou pesadelo.

─ Eu… eu não sei bem como explicar ─ sua voz soava apreensiva ─ é sempre pesadelos parecidos, com as mesmas pessoas… na verdade com as mesmas duas mulheres ─ suspirou. Regina estranhou aquilo, quem seriam as duas mulheres?

─ Pode confiar em mim, sabe disso, certo? ─ Regina entrelaçou seus dedos aos da loira e o calor dela lhe fez sentir mais saudade ainda da xerife.

─ É como se eu apenas assistisse. Eu estou lá e consigo ver uma loira sempre correndo, sempre tentando chegar a tempo para salvar uma outra mulher ─ seus incríveis olhos verdes mudavam a tonalidade e o brilho conforme ela falava, era como se aquilo fosse muito real para ela ─ ela corre, se desespera e grita, porém não sabe o nome da outra.

─ E quem seria essa salvadora?

─ Ela… ela sou eu ─ respondeu confusa ─ ela é exatamente como eu, Roni. Mas… seu nome é diferente. Bom, a outra mulher a chama de Emma e eu sequer conheço alguém com esse nome ─ a prefeita tentou não entristecer-se com aquilo, porém era quase impossível ─ eu tenho sonhado isso há tanto tempo e nunca consigo… quero dizer, a Emma nunca consegue resgatar a outra moça. Eu sequer conseguia saber o nome dela a tempo… até ontem a noite.

Regina franziu o cenho e tentou não fazer alarde sobre esse fato. Ontem a noite fora a primeira noite na qual ela tinha tido um pesadelo daquela forma. Sua mão continuava entrelaçada a de Emma e ela podia sentir aquela corrente elétrica correr novamente.

─ O que aconteceu ontem?

─ Eu estava numa casa e ela pegava fogo ─ suspirou ─ a mulher morena estava do outro lado das chamas, eu conseguia vê-la e ouvir sua voz, mas não conseguia me mexer ou falar ─ a rainha podia se lembrar perfeitamente daquela cena, como num filme ─ ouvi ela gritar pela Emma, pedir socorro e a loira apareceu, como sempre, mas não conseguia encontrá-la. Até que… ─ franziu o cenho ─ até que a aquela mulher olhou para mim e Roni… tinha tanta paixão, tanto amor e carinho. Eu conseguia sentir, conseguia quase pegar com as minhas mãos ─ a prefeita sentiu novamente a corrente elétrica percorrer seu corpo e, mais uma vez, seus dedos faiscaram ─ ela me chamou de Emma e me disse seu nome ─ as luzes roxas criavam centelhas sobre a palma da mão da morena que estava sobre a da loira. Ela sentia seu corpo responder a magia, sentia ela correr nas suas veias e alimentar sua alma.

─ Qual era o nome dela?

─ Era Regina, seu nome era Regina ─ suspirou ─ e ela disse que me amava.

De repente, uma enorme bola de fogo se acendeu sobre a mão da prefeita. Ela rapidamente a afastou com medo de queimar a outra, mas Emma não sentiu nada e sequer conseguia ver alguma coisa.

─ Roni! ─ Zelena gritou ao ver o fogo nas mãos da irmã e deixou o copo escorregar. O barulho do vidro no chão assustou Emma e a tirou do seu transe.

─ O que está acontecendo aqui? ─ Cora apareceu logo atrás e então encontrou os olhos da xerife ─ ora, ora.. vejamos o que temos aqui.

─ Cora, por favor, volte lá para cima e vá ver série com a Ruby ─ a prefeita se levantou tão depressa que quase derrubou todas as banquetas atrás de si.

─ Muito prazer, Cora Mills ─ a mais velha ignorou a filha enquanto Zelena continuava em choque.

─ Odette Gardner ─ a loira se apresentou educadamente, o que fez Cora sorrir intrigada.

─ Quanta ironia nesse nome ─ comentou pensativa.

─ Ironia? ─ Emma perguntou.

─ Existe uma lenda sobre uma princesa que foi amaldiçoada. De dia ela era um belo cisne e a noite, quando a lua tocava o grande lago, Odette se tornava princesa novamente e era assim que ela conseguia encontrar seu príncipe ─ explicou. Foi então que Regina entendeu a ligação do nome de Emma com Odette. A xerife sempre lhe contava sobre como tinha escolhido o sobrenome “Swan” para si, afinal esse sobrenome não era o seu verdadeiro. Sua paixão por cisnes tinha vindo do clássico do Patinho Feio, cuja história conta sobre um pato que era considerado perdedor e muito feio, mas na verdade ele era um belo cisne. Um patinho que tinha virado cisne e que havia se tornado uma princesa. Agora, essa mesma princesa estava presa numa maldição.

─ Ok, já pode voltar lá para cima, por favor?  ─ Regina tentou deixar as coisas mais fáceis, mas nem sua mãe e nem Zelena ajudavam.

─ Porque a pressa, querida? ─ Cora perguntou irônica ─ quero conhecer mais dessa mulher… fascinante. Fique sabendo que se interessa pela Roni, estou certa? ─ Emma engasgou com a própria saliva e corou fortemente ─ deixe-me apresentar de novo. Sou Cora Mills, mãe da mulher por quem você está apaixonada. Acho que podemos ter uma conversinha.

Regina respirou e contou até dez. Se tinha algo que Cora conseguia ser, essa coisa era: intimidadora. Zelena continuava petrificada e a prefeita viu que tudo estava bom demais para ser verdade. É como dizer, não está tão ruim que não possa piorar.

 


Notas Finais


galera, esse cap ficou enorme e eu pretendia colocar muito mais coisa. Mas deixei por assim mesmo hehe
bom, dona cora esta provando q mudou e ela sabe de muita MAS MUITA coisa principalmente sobre esse lance da magia da regina estar voltando. Agora, oq sera da emma conhecendo a sogra? kkkkkkkkkkkk
bom, cap q vem nos vamos ver mais sobre o desastre q vai ser essa criançada toda no parque e teremos o feedback do romance do Henry com a Elena. Eu sei q a season 7 de OUAT foi toda focada no Henry e no romance dele, mas OHE é sobre swanqueen e n sobre o Henry, porém mesmo assim vcs saberão mais de como anda o relacionamento dele ok?

bom, espero q estejam prontos para o final. Até a proxima.


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