História Once upon a long ago - Capítulo 1


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Categorias Orgulho e Preconceito, The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr
Tags Beatles, Era Vitoriana, George Harrison, Jane Austen, John Lennon, Mclennon, Orgulho, Paul Mccartney, Preconceito, Ringo Star, The Beatles
Visualizações 157
Palavras 2.181
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A fanfic é um cross-over entre um dos meus livros preferidos, Orgulho e Preconceito, e o ship McLennon, da minha banda preferida. Demorei pra aceitar que eu devia escrever essa história, e esse capítulo escorregou da minha mente de uma vez. Estou borbulhando de ideias, e postarei mais dentro de alguns dias e uma semana. Espero que você se divirta lendo da mesma forma que eu amei escrever!

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Once upon a long ago - Capítulo 1 - Capítulo 1

‘’É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, em posse de grande fortuna, deve estar à procura de uma esposa’’. Os homens em possessão de não tão boa fortuna também estavam em busca de uma esposa, principalmente se esta viesse acompanhada de um bom dote. Na casa da família McCartney moravam três desses sujeitos menos afortunados, a matriarca já se fora há alguns anos, vítima de um câncer. Na Inglaterra do século XVIII, ninguém achava graça de jovens pobres que se casavam por amor, e o Sr. James McCartney tinha dois filhos para casar. Paul, o mais velho, já frequentava a sociedade desde os 15 anos, e agora aos 20 abominava qualquer ideia de casamento que não fosse por amor, embora ainda não tivesse experimentado esse sentimento.

  — Paul, você deve saber que a que a propriedade de Netherfield Park foi finalmente comprada. — disse Jim ao filho na mesa de café da manhã com uma animação afobada, e um olhar extremamanete sugestivo. O rapaz meneou a cabeça negativamente sem tirar os olhos da sua xícara de chá.

  — Pois foi sim, meu querido filho. Foi comprada semana passada por um jovem de Londres que ganha 10.000 libras anuais! Você pode imaginar isso? E rumores afirmam que sua família vem junto.  — o pai continuou ansioso, com o olhar pregado no filho e com um sorriso de que toda a coincidência estivesse óbvia para sua família. Paul suspendeu o olhar de supetão.

  — E o que espera? Que eu me case com esse bom partido?  — Paul disse ironicamente com uma expressão de deboche. Ele já imaginava as pretensões do pai ao iniciar a conversa, mas não tinha o menor interesse em chegar às vias de fato. Há alguns meses não se falava em outra coisa na casa dos McCartney além de encontrar uma noiva para Paul. Mike, o irmão mais moço, emitiu uma sonora gargalhada ao ouvir a pergunta do outro, espirrando chá por entre os lábios.

  — Jesus Cristo! Não! Pense na família, minhas fontes me confirmaram que ele vem acompanhado de uma prima pouco mais nova que você! Não vê como isso é fortuito?  — agora o mais velho estava quase debruçado sobre a mesa, e falando tão avidamente que era possível ver algumas gotículas de saliva sendo lançadas de sua fala.

  — Sinto muito, mas não consigo ver como me encaixo nessa história.  — Macca sorveu o ultimo resquício de chá da xícara. Como desejou que o chá fosse infinito para que pudesse continuar engolindo até que precisasse parar para respirar, e assim, quem sabe o pai o deixasse em paz. Segurava a xícara como um homem que luta para não morrer afogado segura uma boia.

  — James Paul McCartney!  — o referido sentiu uma gota de suor escorrer pelas têmporas   — não se faça de desentendido, muito menos finja que ainda há um maldito chá nessa maldita xícara! Você sabe muito bem que eu não falei da família do rapaz à toa. A bendita prima veio em boa hora! Meu plano é casá-lo com ela, é claro. Imagina quanto deve valer o dote dessa moça?  — o pai suspirou alto, agora já vermelho e exaltado.

  — Vamos com calma, eu não sei nem o nome da garota.  — o moreno sentia que podia quebrar a xícara a qualquer momento com seu aperto.

  — Detalhes, meu caro. Detalhes.

  — E como está tão certo de que ela vai gostar de mim?

  — Você é o rapaz mais bonito do condado, e o mais bonito que conheço. Não vê como as moças não tiram os olhos de você em qualquer lugar que vá? Você partiu o coração de todas que eu te apresentei.  — o rapaz admitiu que era verdade, ele não podia negar, não após todos os olhares e sorrisinhos que recebia a cada vez que saia de casa. Não sabia o que encantava tanto as moças. Seu rosto delicado de traços finos perfeitamente desenhados sobre as bochechas rechonchudas? Os olhos verdes de um tom sutil mas de formato marcante e irresistivelmente charmosos? Os grandes e pesados cílios? A boca pequena e rosada? O cabelo com uma franjinha fofa cobrindo a testa? Talvez uma mistura de todos esses elementos formando a fórmula perfeita. E havia, de fato, magoado suas pretendentes. Ele simplesmente não conseguia gostar de nenhuma, e se perguntava o que havia de errado consigo.

  — Por favor, não me pressione tanto. Nem ao menos a conheço.

  — Não por mais tanto tempo, eu já tenho tudo planejado. Você naturalmente deve saber que hoje é o baile público de primavera, e a nova família deve comparecer, como é o costume. Você vai, lindo e elegante como sempre, convida a moça para uma dança ou duas e no final da noite ela estará perdidamente apaixonada por você. Dentro de alguns meses você estará casado! Simples!  — o pai agora batia palmas de entusiasmo

  — Jesus, homem, suas habilidades casamenteiras são paranormais  — o filho respondeu assustado e apavorado.  — Mas eu não pretendo me casar a não ser por amor, e não posso garantir que vou me apaixonar pela moça.

  — Meu Deus do céu, Paul! Gente pobre não tem escolha e não se casa por amor! Você quer morrer pobre? Quer ver seu irmão seguindo suas ideias e vivendo na pobreza? É isso o que você quer para a sua família? Michael, pegue uma água para mim, acho que estou passando mal.  — o pai se recostara na cadeira e colocara as costas da mão na testa, em um típico drama.

  — Eu jamais desejaria qualquer mal para você e Mike, mas não quero viver em um casamento infeliz. Eu não me importo muito com dinheiro, dinheiro não pode comprar amor.

  — Oh! E experimente se alimentar e se aquecer no inverno com amor. Você não pode brincar assim com meus nervos, sabe como eu sofro dos nervos!  — o pai choramingou, dramático como sempre. Paul apoiou os cotovelos na mesa e enterrou o rosto nas palmas das mãos. A reação era sempre a mesma quando ele rejeitava uma candidata a noiva, então sabia que o mais velho acalmaria os ânimos, mas como isso o esgotava. Sr. McCartney tomava a água que Mike trouxera, quando o sino da porta de entrada da casa tocou, anunciando que um visitante chegara. ‘’Salvo pelo gongo’’ pensou Paul já correndo para a porta e gritando:

  — Deixa que eu atendo!  — na porta estava Richard Starkey, carinhosamente chamado de Ringo por Paul. O rapaz era vizinho dos McCartney desde sempre, e era amigo de longa data de Paul.

  — Ringo, ainda bem que você está aqui, vai me salvar!

  — Por que? O que hou...  — antes que o jovem conseguisse concluir a frase, o McCartney mais velho já havia se levantado de cadeira e ia na direção dos rapazes, falando alto e ansiosamente.

  — Richard, chegou em tempo de saber da novidade. Seu amigo Paul está noivo!

  — O que?!  — o outro exclamou incrédulo   — O Paul ‘’vou-morrer-solteiro-porque-não-vou-me-casar’’ McCartney?!  — Macca deu um tapa na própria testa, irritado. Pai e filho, cada um a sua maneira e se atropelando contaram o caso. No final, Ringo já estava gargalhando.

  — Mas é claro que deve funcionar! O Paulie aqui é lindão! – disse bagunçando o cabelo do amigo. Paul o fuzilou com o olhar, como quem dissesse ‘’você é um narigudo morto.’’

  — Eu disse! Meu filho, você precisa de roupas novas, deve estar impecável hoje à noite! E Mike também, é claro.  — O pai correu as mãos pelos cabelos parcialmente grisalhos, e tirou algumas libras do bolso e deu ao filho mais velho   — vá ao centro comprar um traje novo para o baile e leve Michael junto. Aproveite que Richard está aqui e leve-o também.

Paul olhou a quantia de dinheiro e arregalou os olhos.

  — Enlouqueceu? Não temos dinheiro de sobra para gastarmos com futilidades!

  — É para uma boa causa, e o dote da moça cobrirá tudo futuramente.  — Ringo cobriu uma risada com a mão e Paul ruborizou com a falta de sutileza do pai. Vencido pelo último comentário, o rapaz que seria melhor sair de casa por umas horas mesmo, e então os três moços se dirigiram para o lado de fora.

  — Como você se sente sendo um homem quase casado?  — Ringo disse rindo do amigo

  — Mas até você?!  — Paul disse socando de leve o braço do amigo.

  — Só estou brincando. Nossa, seu pai morre por uma oportunidade de casamento! Não é o fim do mundo você continuar solteiro por mais um tempo, ou sei lá, pra sempre.

  — Pra você é mais fácil falar, não depende disso.  — Ringo realmente não tinha o porquê se preocupar em ficar solteiro, vinha de uma família rica, e se dedicava ao seu grande amor, a música. Paul também compartilhava desse amor, mas não podia se dar ao luxo de essa ser sua única preocupação.

  — Mal posso esperar para conhecer minha cunhada!  — disse Mike, enquanto Ringo ria e Paul bufava de raiva. Agora, o trio já se aproximava do centro.

  — Ringo, você sabe sobre essa família nova?

  — Qual é o nome do jovem que chegou e é tão rico?

  — John...

 

 

                                                           ***

 

  — ... Winston Lennon!  — Gritou tia Mimi seguindo John pelo quarto. O rapaz fugia rápido da tia batendo os pés duramente no chão.

  — Eu já disse que não vou a droga de baile nenhum, não quero conhecer nenhum caipira desse fim de mundo!  — O rapaz mal se mudara, forçadamente, para o interior da Inglaterra, Derbyshire, e tia Mimi já havia descoberto um baile para apresenta-lo publicamente. A tia decidira mudar-se de Londres para o interior e o rapaz não suportava a ideia, mas nada podia fazer. Embora a fortuna da família fosse propriedade de John, tia Mimi era a proprietária legal do dinheiro até que o sobrinho se casasse, assim dizia o testamento que a mãe de Lennon deixara antes de morrer, há alguns anos.

  — Você sabe muito bem porquê viemos para cá!  — a tia continuou

  — Não não, o porquê VOCÊ veio pra cá! Eu vim obrigado.  — a tia ficou vermelha e cerrou os punhos

  — Eu não sei mais o que fazer com você, sinceramente. Você já tem 22 anos e finge que não sabe a responsabilidade que tem. Faz anos que estamos procurando uma boa moça para você, e você não faz o mínimo esforço!

  — Se eu não encontrei nenhuma que me agradasse em Londres, não vai ser nesse fim de mundo que isso vai acontecer   — retrucou o outro dando de ombros. John tinha conhecido muitas moças em Londres, tido muitos casos secretos, abominados pela sociedade da época, tinha até experimentado o mesmo sexo, mas ninguém havia o preenchido, não conheceu sentimentos de verdade.

  — Te deixar mais focado com a vida bucólica desse lugar é minha última tentativa. Sair da vida de farra vai te amadurecer. Você vive dizendo que não vê a hora de controlar seu dinheiro, mas sabe que isso só vai acontecer quando se casar.

  — Não há nada que eu queira mais do que pegar minha herança e ficar livre de você   — ele disparou categórico. A tia hesitou antes de responder.

  — Pois eu agradeço aos céus que esse dinheiro está comigo. Se dependesse de você, já estaríamos falidos.  — Lennon gritou de raiva. Parte do sentimento era pela ofensa, a outra parte era por saber que era verdade. Era um irresponsável.

  — Se eu prometer que vou nessa droga de baile cafona, você para de me encher o saco pelo resto do dia?  — ele perguntou inspirando fundo e fechando os olhos.

  — Justo.  — ela acordou cruzando os braços.  — Você tem roupas para ir ao evento? Da ultima vez que chequei, seus sapatos estavam destruídos.  — e estavam mesmo. John havia o solado se esgueirando por um beco de Londres com uma garota ou garoto, não se lembrava.

  — Preciso de novos. Creio que devo descobrir no centro se esse local já usa essa tecnologia.  — disse mal humorado, enquanto retirava do bolso da casaca uma pequena caixa de metal onde guardava os charutos. Acendeu um e o colocou entre os dentes, e saiu porta a fora.

  — Essas porcarias de charutos vão te levar a morte!  — a tia gritou

  — Se ela estiver longe da senhora, será um prazer!  — ele respondeu e saiu. Decidiu que faria o trajeto a pé, pelo menos esfriaria a cabeça. Ele não queria ser um adulto, não queria virar uma tia Mimi, só queria seguir o Carpe Diem dos romanos e aproveitar a vida. Havia chegado há pouco no condado, mas se sentia em uma espécie de prisão sem grades, podia correr para onde quisesse, mas não encontraria a chave que o libertaria de fato. Era o que pensava.

 

 

                                                         ***

 

  Enquanto John andava pelas pequenas ruas de Derby, sofria internamente com a visão ao redor, nada se comparava à cidade de céu cinza onde vivera. Caminhava ignorando os olhares das moças da cidade. Ele chamava atenção com seu porte requintado, além do cabelo ruivo e rebelde, que brilhava ao Sol. Não demorou muito para encontrar uma venda de sapatos, era um centro muito pequeno. O que o rapaz não percebeu, é que do outro lado da rua, com a cara fechada e braços cruzados, seguia um Paul McCartney que compartilhava dos mesmos sentimentos a respeito do baile do dia. Nenhum dos dois imaginava que o tão odiado evento mudaria o curso de suas vidas.

 

                                                 

 


Notas Finais


Notas históricas:
Não entendam o Jim como um interesseiro isolado, na realidade da época, todas as famílias pobres eram assim hahaha
Não creio que um homem fosse obrigado a se casar na época, como é o caso de Paul, nem era tão mal visto quanto uma mulher solteirona, mas precisei disso para a ficção
Não se assustem com a idade deles, tão novos, sendo tratados como já muito adultos, é a realidade do século XVIII
Espero que tenham gostado!


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