História Once Upon a Time - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Personagens Originais, Rap Monster
Tags Bts, Namjin
Visualizações 9
Palavras 2.604
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


CHEGUEIIIII!
Dentro de uma semana certinho! Eu sou de mais.
Enfim, boa leitura.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Jin

 A Inicialização ocorreu bem, não houve nada de mais, ela serve praticamente apenas como uma aceitação no mundo da magia, assim permitindo que o iniciado efetue o uso da mesma. Ao final de tudo apenas retornei para casa junto a Anna. 


°°°°°°°°°°••••••••••


 

   - Anna, estou com medo. 

  - De que bebê? – disse sentando no meu lado na cama. 

  - De tudo! Do meu passado, do meu presente e principalmente do meu futuro. 

  - Jin, não precisa ficar assim. Eu não posso prever o futuro, mas, garanto que dará tudo certo. 

  - Anna, promete  que sempre estará comigo? 

Ela nada disse, apenas me puxou para deitar a cabeça em seu colo, logo iniciando uma leve caricia.

  - Já disse pequeno, não posso prever o futuro. 

Não quis argumentar, continuei ali, aproveitando o carinho até dormir. 


°°°°°°°°°°••••••••••


“E lá estava eu de novo, dentro do mesmo sonho. Estava tudo escuro, só se podia ver um pequeno foco de luz ao longe. Me aproximo, e aos poucos começo a ver uma pessoa de joelhos, acorrentada. Ao passo que a distância entre nós diminuía, vozes eram ouvidas. Soavam como pedidos sôfregos de socorro, e cada vez aumentavam de quantidade e volume, assim perturbando minha audição. Não conseguia mais prosseguir, simplesmente não dava. Um tempo sendo torturado pelas vozes e elas param, aliviando meus tímpanos. Silêncio paira no ar, mas logo é quebrado por um grito alto proferindo meu nome. Sentimentos de magoa e culpa tomam meu ser, me fazendo ceder as lagrimas e ao desespero de sair dali.” 

E assim acordo, suando frio e chorando. Fiquei nesse estado por um tempo, até olhar para a cama de Anna, e com ajuda da claridade da lua pude ver que ela não estava lá, estranhei inicialmente, mas acabei por escutar barulho na cozinha, então relaxei e voltei a dormir. E mais uma vez, só naquela noite, voltei ao mundo dos sonhos. 

“Algo estava errado. Embora o cenário fosse o mesmo, eu sentia uma diferença. E lá estava, ao longe, aquela mesma pessoa. Dessa vez estava livre de suas correntes mas continuava de joelhos. Fui me aproximando, sem as vozes atordoarem a minha audição, estranhei. Parei na metade do caminho, devido a movimentação por parte do ser a minha frente. Aos poucos ele foi se transformando, ao final, não se via mais a imagem de uma pessoa, e sim de um enorme lobo preto. Os sentimentos tão conhecidos por mim se dissiparam em questão de segundos, mudando para um não humano, a única coisa que pairava no ar era a pura ferocidade, me assustei. Aquele não era o lobisomem que eu conhecia, apenas se pareciam mas, aquilo era um animal selvagem, com sede de sangue, e eu seria sua vitima. Tentei correr, mas, quando menos esperei ele já estava em cima de mim.” 

E assim acordei desesperado de medo. Mesmo depois de me acalmar continuei sentindo aquela sensação de ferocidade, algo estava errado, o lobo não estava bem. 

Vendo que já estava de manhã,  levantei da cama e segui até a cozinha, na esperança de tomar um café e principalmente encontrar Anna. 

  - Anna, o que vo... Anna? 

Não havia ninguém ali. Procurei pelos quatro pequenos cômodos da casa, e nada. Ao voltar para a cozinha notei um pedaço de papel em cima da mesa, feita de madeira bruta. Peguei o mesmo, e pus-me a ler seu conteúdo. 

“Jin, desculpa sair assim sem avisar, mas, tive que partir de madrugada. Como você sabe, meus pais estão doentes, por esse motivo terei de ir até o reino de Celeste, comprar remédios novos, a doença está piorando. Partirei hoje, e voltarei daqui quatro dias. 

Com amor Anna.” 

É, parece que terei de me virar por um tempinho. 

Preparei algo para comer, e após estar tudo arrumado, troquei de roupa, peguei minha capa e segui floresta adentro. Conforme eu aprofundava mais entre as árvores, conseguia sentir que me aproximava do meu objetivo. E assim fui até chegar na frente de uma caverna onde o lobo morava. Fui andando para dentro até ver a pequena abertura na parede, passei pelo mesmo, e a primeira coisa que veio em meu ponto de vista foi um lobisomem gigante com os olhos amarelados. Ele rosnava em minha direção, e já se posicionava para me atacar. O medo já me consumia, aquele não era o lobo que eu conhecia, tinha apenas sua aparência, mais nada. Quando fui ver, o mesmo já estava em cima de mim, prestes a me machucar. Pensei: “Pronto, este é o meu fim.”. Quando menos espere, comecei a sentir uma enorme ardência no lado direito do meu braço, o que me fez soltar um urro de dor. Olhei em direção ao lobo que havia recuado, e parecia lutar consigo mesmo. Depois de um tempo assim, finalmente ele parou e voltou a me olhar, só que agora com os olhos vermelhos. 

  “Jin?” 

  - Oi. 

  “O que você está fazendo aqui?” 

  - E eu percebi q que havia algo de errado com v você, então fiquei preocupado. – respondi sôfrego. 

  “Você está bem, pa... Jin? Foi eu que fiz isso?” 

  - F foi. – disse começando a chorar. 

Segurei meu braço para tentar estancar o sangue, mas não deu certo. O lobo foi chegando perto de mim aos poucos com receio. 

  “Posso ver?” 

Sem nada dizer, retirei minha capa e minha blusa. O ferimento estava horrível, sangrava e ardia muito. Vi o lobo se aproximar mais de meu braço e começar a lamber a ferida. 

  - O o que você está fazendo? 

  “Você não quer que isso fique desse jeito, quer?” 

  - N não. 

Quando ele terminou, pediu para eu amarrar um pedaço de minha camisa no machucado exposto, para estancar o sangue, e proteger os quatro rasgos profundos feitos pelas garras do animal a minha frente. 

  - O que aconteceu? Por que você estava daquele jeito? 

  “Eu já fiquei por muito tempo neste corpo Jin, estou começando a me transformar em uma fera. Por isso que fui atrás de você, estou desesperado por ajuda.” 

Aquelas palavras estavam carregadas de pura magoa, conseguia sentir o mesmo dentro de mim. Queria reconforta-lo, mas não sabia se ele deixaria. 

  - Lobo, vem aqui. – disse batendo de leve em uma de minhas coxas. 

Por incrível que pareça, ele veio e deitou a cabeça em meu colo. Comecei a fazer uma leve caricia, igual Anna fazia comigo. 

  - Lobo, já parou para reparar que até hoje você não me disse seu nome? 

  “Meu nome é Kim Namjoom.” 

  - Nome bonito. 

E assim o silêncio pairou sobre nós, mas logo foi quebrado por mim. 

  - Namjoom. 

  “Hmm?” 

  - E se você voltar a ficar daquele jeito, o que eu faço? 

  “Com você aqui é pouco provável que eu volte a ficar daquele modo.” 

  - Como assim? 

  “Você consegue sentir o que sinto, não é?” 

  - Acho que sim. 

  “E isso tudo começou quando nossos olhares se encontraram. As bruxas acreditam que os olhos são as janelas da alma, ou seja, algumas tem o dom de ver além dos olhos, enchergam as pessoas por dentro, e assim sentem as mesmas coisas que elas sentem, veem tudo ou quase tudo, enfim, e quando a bruxa e essa pessoa estão juntas, dependendo da situação, ela pode dar conforto para o ser com o qual estabeleceu a ligação. Naquele dia quando nos encontramos, você inconscientemente fez isso, então como estamos juntos, o conforto que você me traz impede que o monstro dentro de mim se manifeste.” 

  - E como eu controlo isso? – perguntei me referindo a estabelecer uma conexão com alguém. 

  “Aí eu já não sei.” 

  - Namjoom. 

  “Hmm?” 

  - Estar com você é confortável. Você não é o tipo de “pessoa” que eu achei que fosse. 

  “Que bom saber isso, me deixa aliviado, e também um pouco feliz.” 

Naquele momento senti meu coração se aquecer, já tinha sentido aquela sensação antes, pelo o menos, não tão intensamente quanto agora. Não vou mentir, isso é muito bom, e preocupante. 

  “Por que você está sorrindo desse jeito?” 

  - Por nada. Você também está sentindo isso? 

  “Sim.” – respondeu me olhando. – “A muito tempo não me sinto tão bem e confortável assim. Obrigado Jin.” – agradeceu, logo voltando a deitar sua cabeça em meu colo. 

E assim ficamos por um longo tempo. Quando já estava prestes a anoitecer, me levantei para ir embora. 

  - Namjoom, preciso ir. 

  “Eu te acompanho.” 

  - Não pre... 

  “Vamos.” 

Sai da caverna e me encolhi devido ao frio. Só a minha capa não estava adiantando, embora fosse bem quente. Andamos o caminho todo em silêncio, apenas aproveitando aquele sentimento bom entre nós. 


°°°°°°°°°°••••••••••


  “Desculpe por tudo Jin, não foi de meu desejo isso acontecer.” 

  - Está tudo bem Namjoom. Eu sei que não foi você. A única coisa com a qual estou preocupado é em ficar resfriado. – disse sorrindo fraco. 

  “Quando quiser, pode ir me visitar, passo a maior parte do tempo lá.” 

  - Verei. 

Dei minha ultima palavra e fui rumo a minha casa. Quando cheguei ao meu destino, a primeira coisa que fiz foi esquentar a água e tomar um banho, e logo me agasalhei tentando manter-me aquecido. Após vários nadas, o sono me alcançou. Naquela noite não tive pesadelos nem nada, dormi serenamente. 

No dia seguinte, por incrível que pareça, não acordei doente como imaginava, pelo contrário, estava muito bem. Pensei em levantar, só que bateu uma preguiça, e outra, não tem nada para fazer. Assim que encostei minha cabeça no travesseiro, escutei algumas batidas insistentes na porta. Levantei e fui atender a mesma, só que me arrependi de não ter colocado algo mais quente, pois assim que abri, uma lufada de ar frio bateu contra minha pele quente. 

  - Kim Seokjin, você ainda não parou com esse costume horrível de dormir apenas com uma blusa? – disse referindo-se ao blusão de manga comprida que chegava até o meio de minhas coxas. 

  - É confortável vó, e outra, eu durmo debaixo de uma pilha de coberta, não vou morrer por causa disso. Agora a senhora poderia entrar? Estou morrendo de frio. 

Ela apenas me olhou e entrou. 

  - Por que veio vó? 

  - Seu treinamento começa hoje. Agora anda, quanto antes começarmos, melhor. 

Me arrumei o mais rápido que pude, e assim fui com minha vó até uma parte afastada na floresta. 

  - Para onde estamos indo? 

  - Para a biblioteca sagrada, é lá onde são guardados todos os registros referentes ao mundo da magia e dos humanos. É onde você irá treinar e aprender tudo o que os livros e eu temos a ensinar. 

Depois de mais um tempinho andando chegamos em uma clareira, o lago era lindo e em uma das pontas do mesmo havia uma pequena cabana de madeira. Seguimos até ela e paramos em frente a porta. Minha vó pegou uma chave do bolço, destrancou e abriu, revelando uma enorme e maravilhosa biblioteca. 

  - Uau! Isso é enorme! 

  - É, temos muito trabalho pela frente. 

Começamos a caminhar na direção de uma enorme porta do outro lado. 

  - No total são 989.000 livros, tirando a parte restrita, com ela somam mais 36. Aqui contém o saber de toda a existência. A maior parte foi escrita pela própria Mãe Natureza, como por exemplo os da ala proibida. Além da biblioteca, aqui também existe um campo de treinamento e portais para vários mundos. Antigamente aqui servia como sede para reuniões importantes e afins. Mas agora, os únicos que frequentam este lugar sou eu e algumas criaturas mágicas, principalmente elfos. 

Eu apenas escutava suas palavras calmas, não sabia o que falar. Chegamos a porta, assim que aberta, revelou um lindo campo de treinamento. Parecia que não via um aprendiz a muitos séculos. Em um canto haviam várias armas, mas os que predominavam eram as espadas, machados e arco e flechas. Pareciam intocáveis, mas quando cheguei perto pude ver que continham alguns pequenos e até grandes arranhões. 

- Aqui você irá aprender a manusear uma arma de seu gosto, e também treinar feitiços. 

  - Mas qual a necessidade de aprender a lutar? 

  - No nosso mundo isso é essencial, assim como a magia. Não se vence uma batalha apenas com feitiços. Nós bruxas temos inimigos de todos os tipos, principalmente os humanos. Agora escolha uma. 

Voltei a olhar para aquela variedade de armas, e busquei pela mais leve, até que achei. Um arco e flecha é o ideal. Sua estrutura é leve e para atacar não preciso chegar perto do inimigo. 

  - Um arco e flecha, boa escolha. Não existe muitos arqueiros por aí. 

  - Por que? 

  - Porque embora seja uma arma forte e ágil, o arco e flecha é difícil de ser manuseado em certas áreas, e também aprender a usa-lo não é nada fácil. 

  - Vou tentar. 

Passei horas e horas treinando, tanto a magia, quanto o arco. Nunca imaginei que isso seria tão horrível. Minhas mãos estão machucadas devido a arma, e meu corpo está mais do que cansado, por causa dos feitiços. A única coisa que eu queria agora era deitar em minha cama e desmaiar até amanhã. 

  - Muito bom meu pequeno Kim, você conseguiu efetuar um grande avanço hoje. 

  - Estou morto. 

  - Eu sei. Vou te dar uma semana de descanso , pois seu corpo não está acostumado com tudo isso. Semana que vem aumentaremos o tempo de treino. 

  - Sim senhora. Durante esse tempo posso vir aqui? – perguntei me referindo a biblioteca. 

  - Pode, você poder vir aqui quando quiser. 

E foi o que fiz durante a semana, estudei a finco vários livros de magia, e também procurei alguns que falassem sobre lobisomens, só que ainda não encontrei. O lugar é enorme, já perdi a conta das vezes que me perdi lá dentro. Mas, consegui efetuar alguns feitiços, como a cura e entre outros. 

Outra coisa que fiz durante a semana foi ir visitar o lobo. Conversamos bastante e digamos que criamos certa amizade. É tão bom estar ao seu lado, mas, isso me preocupa. Deve ser besteira da minha cabeça, devo estar confundindo as coisas, só pode. 


°°°°°°°°°°•••••••••••


  - Jin, cheguei!

- ANNA! 

Levantei da cadeira e corri, logo pulando em seu pescoço em um longo abraço, transmitindo toda a saudade que estava sentindo. 

  - Que saudade que eu estava de você. 

  - Desculpa, eu acabei atrasando dois dias, calculei errado o tempo de viagem. 

  - Não importa, o que importa é que você já está aqui. 

Desfiz o abraço e voltei a me sentar em meio a todos aqueles livros. 

  - O que você está lendo? 

  - Feitiços, e também procurando um em específico. 

  - Qual? 

  - Desfazer feitiços ou coisa do tipo. 

  - Quer ajuda? 

  - Que... ACHEI! ALELUIA! 

Anna começou a ri de minha espontaneidade e eu acabei rindo também. Depois de muita procura, finalmente achei. E agora lendo, não parece ser tão difícil. Espero que não seja mesmo. Já estava tarde para tentar alguma coisa, então apenas fui dormir. 

No dia seguinte fui rumo a clareira onde encontrei minha vó. 

  - Bom dia meu pequeno Kim. 

  - Bom dia vó. 

Foram três dias diretos de treinamento, não tive descanso e também nem quis, pois quando chegava em casa, começava a treinar o feitiço para reverter a maldição. Passei uma semana a finco tentando algum resultado, e adivinha, finalmente consegui! 

  - Annaaaaaa! Eu finalmente consegui! – disse pulando em cima dela na cama, e a abraçando forte. 

  - Conseguiu o que menino? – perguntou dando uma leve risada. 

  - Eu consegui realizar o feitiço de reversão! 

  - Que bom meu bebê. 

  - Isso parecia ser tão fácil lendo, acabou que passei uma semana tentando fazer essa merda! 

Anna riu. 

“Espere mais um pouco Namjoom.” 


Notas Finais


Até semana que vem, eu acho.


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