História Once Upon A Time - Capítulo 1


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Visualizações 6
Palavras 1.995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláa
Eu tô um pouco (rs) ansiosa com essa história, eu realmente espero que ela dê certo e que vocês gostem, então me contem o que acharam, acho que só, até mais.

Capítulo 1 - Party parte 1


Fanfic / Fanfiction Once Upon A Time - Capítulo 1 - Party parte 1

Ergo levemente a cabeça pra poder ver o reflexo da minha boca no retrovisor do carro e deslizo o batom roxo, quase preto, pelos meus lábios, os pressionando pra espalhar a maquiagem em seguida e os separo de uma maneira que reproduza um pequeno som de estralo, o que me faz sorri.

-Acabou de se produzir, Ella? – a voz de Callie surge do lado do passageiro e reviro os olhos enquanto desço do automóvel, fecho a porta, ouvindo a outra também ser fechada e travo o carro.

-Falou a pessoa que leva quatro horas pra se arrumar – dou a volta no carro e paro ao lado de Amy.

-Ela tem razão – Amy diz apontando pra mim.

-Tanto faz, vamos logo pra essa porcaria – Callie atravessa a rua, irritada por termos ficado contra ela.

-Porcaria? Mas não era você que tava falando que não podíamos perder a melhor festa do ano? – a provoco, mas qualquer provocação que eu estivesse pensando some da minha cabeça assim que atravessamos a porta de entrada.

-Eu disse que seria a melhor festa do ano – Callie fala admirada e não sou capaz de responder.

Chamar isso de casa seria um grande eufemismo. Meus pés pisam em gramas bem aparadas que são iluminadas por refletores e ao canto consigo enxergar um local reservado pra flores de todas as cores, o aroma doce se mistura com o do álcool, o que deixa o ambiente com um ar exótico.

Algumas poucas pessoas estão no jardim, mas posso notar que dentro e no fundo da casa existe uma quantidade bem maior. Sem esperar por mais nada Callie percorre a distância até a casa e nós a seguimos. Assim que coloco meus pés pra dentro do lugar posso confirmar meu antigo pensamento, tem tanta gente aqui que não sei se vou conseguir respirar quando me obrigarem a entrar.

Infelizmente, como já esperava, meu medo se torna realidade e Callie agarra a minha mão e a de Amy e nos guia no meio daquela multidão.

A primeira coisa que penso assim que meu braço encosta em um soado é que ainda bem que estou segurando a mão de Callie se não estaria totalmente perdida agora.

Meu corpo é esmagado e empurrado pra direções opostas por corpos que se movimentam de uma maneira que é conhecida popularmente como dança, ou talvez sejam apenas movimentos aleatórios, não sei.

Noto um sorriso malicioso surgir no rosto da morena e sigo seu olhar até um garoto, que leva o copo de bebida a boca enquanto seca minha amiga descaradamente, deixando clara suas intenções.

Antes que Callie possa nos abandonar e ir fazer sua própria festa aperto sua mão e aproximo minha boca do seu ouvido, gritando pra que possa me ouvir através da música eletrônica.

-nem pense, você prometeu não me abandonar

Ela me olha por um tempo em silêncio, como se estivesse considerando a ideia, e sem que eu pense duas vezes meu olhar assassino invade minhas feições, e ela sabe muito bem que se meterá em encrenca caso quebre sua promessa, mais uma vez.

-Nossa Ella, pra que isso em uma festa? – pelo seu tom posso notar que está tentando me fazer tirar o olhar, já que ela tem medo dele, e tenho que me esforçar muito pra controlar o riso – sabe do que você precisa? De uma bebida!

Ela se vira e volta a nos puxar pela multidão, troco um olhar com Amy e nós duas rimos do jeito afobado da minha irmã de consideração.

Quando finalmente conseguimos sair da “pista de dança” me vejo no último lugar da fila da bebida, que começa em uma barraca improvisada com três barmans atrás fazendo misturas sem parar. Agora sou a antepenúltima da fila.

-Eu ainda não vi o Calum, você sabe se ele vem?

Callie pergunta sem prestar a menor atenção em nós, seus olhos estão vasculhando a sala como se estivesse caçando. Dessa vez não posso a culpar pela curiosidade, também quero saber onde está o garoto de olhos puxados.

-Não sei – Amy coloca uma mecha do cabelo atrás da orelha e semicerro os olhos, esse é um sinal de que está desconfortável – não tocamos no assunto da festa.

-Mas todos estavam falando sobre a festa! – Callie exclama e coloco a mão em seu braço, sabendo que do jeito que é lerda não notou nada.

-Vocês estão bem? -pergunto realmente preocupada e nos aproximamos mais, em uma tentativa de não conversar aos berros.

-Sim, estamos, só que você sabe, não é realmente um namoro – e esse é o problema, a linda e confiante Amy não é tão confiante quando o assunto é o Hood.

-Não se preocupe com isso, quando for pra ser, será – sorrio e ela abre um sorriso de volta.

-Quem precisa de garotos? – Callie, que estava na minha esquerda, se coloca entre nós duas e passa os braços pelos nossos ombros – podemos ser nossos próprios garotos, seremos as três mosqueteiras.

-Podemos ter uma espada? – pergunto empolgada e as duas me olham como se eu fosse um gênio.

-Claro, e um gato de botas – Amy complementa, pensativa, e movimento a cabeça em concordância.

-E três bebidas fortes, por favor – Callie nos desperta do nosso “sonho” e rimos.

Por algum milagre encontramos um lugar mais calmo e nos sentamos em um sofá. Saboreio a minha bebida e tusso um pouco ao notar que é realmente forte.

-Como pode ter tantos garotos bonitos em um lugar só? – Amy dá voz aos meus pensamentos e tomo mais um pouco da bebida.

-Verdade, não sei como vou sobreviver a isso – concordo parando o olhar em um loiro que provavelmente não é da minha escola.

-Mas nenhum deles supera o Hemmings. – Callie fala e rio baixo quando a vejo suspirando

-Luke Hemmings? – pergunto pra confirmar, mas sei que é ele, ninguém da minha escola se compara com o destaque que o Luke tem.

Líder do time de Lacrosse, cabelo loiro, olhos azuis, e, pra completar o visual perfeito, um piercing no lábio inferior. Alvo de comentários de todas as meninas que esbarra com ele, vira cabeça por onde passa e sempre está acompanhado dos seus fiéis amigos, e não, não estou falando do time, mas sim de Michael, Ashton e Calum. Sim, o mesmo Calum que a Amy “não namora”. Isso não quer dizer que ele passe muito tempo afastado dos outros jogadores.

-Quem mais seria? – Callie retruca e se encosta no sofá de forma dramática – olha a festa incrível que ele tá dando, se ele quisesse eu daria pra ele aqui mesmo.

-Eu realmente não duvido – rimos e ela volta a posição anterior – mas ele parece ser um babaca que todo mundo idolatra qualquer coisa que fala ou faz.

- Eu comentei sobre isso com o Calum -Amy fala e a olho surpresa, não é qualquer pessoa que fala pro garoto que gosta que acha seu melhor amigo um idiota – não assim, eu disse que se nossas mães não fossem próximas ele nem me olharia – gesticula, tentando explicar melhor – e ele me respondeu que realmente se chateia que as pessoas pensem isso deles, não é porque são populares que são iguais aos outros.

-Faz sentido – falo pensativa, eu nem conheço eles então não tenho como falar como realmente são, e pelo que a Amy fala do Calum ele parece ser legal, então imagino que os outros também sejam.

-Enquanto o Luke não me nota posso me divertir com quem sim -Callie abre um sorrisinho quando o garoto de antes caminha na nossa direção e suspiro.

-Tudo bem, hora ou outra você ia me abandonar mesmo – levo o copo a boca e bebo, um pouco chateada por não poder aproveitar a festa com minhas melhores amigas.

-Olá – o moreno nos cumprimenta, mas seus olhos estão em Callie – quer dançar?

-Claro – responde com um sorriso inocente que não engana ninguém e os dois se perdem no meio das pessoas.

-Agora somos nós duas – me viro animada pra Amy, que está sorrindo.

-Antes de tudo – ergue o copo que está pela metade, assim como o meu – vamos ver quem bebe primeiro

-No três – ergo meu copo sorrindo, sabendo que essa já venci – um...

-Dois... – aproximo o copo da boca e respiro fundo

-Três – falamos juntas e viramos ao mesmo tempo, engulo o mais rápido que consigo, sentindo minha garganta arder levemente por causa da quantidade abusiva, mas continuo bebendo até que não reste mais nada, abaixando o copo dois segundos antes que a Amy.

-GANHEI – ergo os braços, comemorando, e ela ergue as mãos em rendição

-Foi merecido, parabéns – estende as mãos pra me cumprimentar e rio.

-Muito obrigada – aperto a sua mão – agora, vamos dançar um pouco?

-Ufa, pensei que a gente fosse ficar aqui a noite toda – coloca a mão no peito e rimos.

Vamos pulando até nos aproximarmos das outras pessoas e continuamos assim, berrando a música a pleno pulmões e fazendo movimentos estranhos, não nos importando se tem alguém ao nosso redor, afinal, quem prestaria atenção em duas estranhas?

Permanecemos desse jeito por um bom tempo, apenas curtindo o momento. Quando me canso e estou prestes a pedir pra gente procurar um lugar pra nos sentarmos uma voz surge.

-Vocês realmente estão se divertindo.

Alguém grita próximo de nós e nos viramos assustadas, ao notar quem é olho pra Amy e vejo um sorriso enorme surgir em seu rosto junto com o brilho da paixão em seus olhos.

-Oi Cal – fala animada e ele lhe dá um selinho rápido, a surpreendendo por ter feito isso na frente de todos. Ergo uma sobrancelha pra cena e lanço um olhar do tipo “eu avisei que não devia se preocupar” pra minha amiga, que me devolve com um “fica quieta” – essa é a Ella.

-Olá Ella – diz animado e me cumprimenta com um beijo na bochecha. Ele está tão a vontade que parece que já somos íntimos.

-Finalmente conheci o famoso Calum – falo querendo provocar Amy e pelo visto consigo, já que suas bochechas coram quando o moreno a olha – eu vou descansar um pouco, se comportem.

Viro as costas e saio antes que digam qualquer coisa, sem querer segurar vela, e eu realmente estou cansada.

Caminho pelo local por um tempo, em busca de algum lugar que possa me sentar um pouco, mas parece que todos os lugares já estão ocupados por pessoas com expressão de que estão odiando a festa ou casais se agarrando.

Avisto uma porta e não penso duas vezes antes de a empurrar, ficando surpresa quando ela se movimenta, pensei que estaria fechada. Adentro o lugar e não demoro pra perceber que estou em uma cozinha enorme e bem arrumada.

Caminho aliviada por finalmente poder descansar meus pés que latejam por causa do salto alto. Sabia que devia ter vindo com um tênis, maldita hora que escutei o drama de Callie.

Ergo a mão pra puxar uma cadeira pra sentar mas paro quando escuto o barulho da porta sendo aberta. Me viro em um movimento rápido e paraliso ao ver a jaqueta preta combinando com os jeans rasgados.

-O que você está fazendo aqui?

Sua voz rouca soa alta, confiante, e confusa por ter uma desconhecida em sua cozinha. E eu não sei o que falar, não consigo reagir.

Seus olhos me analisam e sinto um calafrio percorrer meu corpo, não posso acreditar que invadi a cozinha do garoto mais respeitado do colégio. Aquele que todos querem ser amigos mas não se arriscam a cumprimentar, o que quando quer anda pela escola com óculos escuro, mesmo que seja contra as regras, e está sempre com um sorriso convencido nos lábios.

Não acredito que fui pega no flagra na cozinha de uma festa que nem queria ir, que é um lugar onde provavelmente os convidados não são permitidos entrar, por uma pessoa que além de ser o anfitrião nunca falou comigo e nem sabe da minha existência.

Luke Hemmings está na minha frente e me encara totalmente confuso.

E eu só quero um buraco pra enfiar minha cabeça.



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