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História Once Upon A Time - Capítulo 69


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Capítulo 69 - The war by Shawn


 — Como sabia que eu estava aqui?— Perguntou, pisando firme pelo gramado.

— Eu te segui— Admiti, esfregando a bochecha. Era estranho que ele nem se quer me olhava. — O que ele fez com você?— Segurei seu pulso para puxa-lo e faze-lo me olhar. Era difícil agora que estávamos contra o outro como dois inimigos. — Ele ia te matar se eu não...

— Você se importa?— Os olhos dele ficaram azuis. Piscando.

— Seus olhos — Sussurrei ao soltar seu pulso. Cameron o massageou com a ponta dos dedos.  — Isso é novo.

—Sim— Sua voz se tornou seca, ele continuou a andar pisando pelo gramado como se fosse se fundir ao verde. Cameron parou e eu atrás dele, fiquei estático. — Está ouvindo isso?— Olhei ao redor.  As árvores acima de nós formavam sombras enormes. O céu escurecia cobrindo as nuvens.

— Vai chover—Dei de ombros, adiantando os passos. Cameron empurra meu peito, afastando-me.

— Você não está ouvindo isso?— Perguntou receoso. Olhando para mim por baixo das sombras escuras dos olhos brilhantes.

— Não Cameron. Eu não estou ouvindo nada— Suas sobrancelhas se franziram bem devagar.  — Você está bem?

— Eu juro que ouvi...um pedido de socorro...

— Tem certeza?— Tentei segurar sua mão. Mas ele desviou em pânico, correndo em direção às portas do Castelo, ao empurra-las. Uma sombra azul estava ao fim do corredor, a respiração dele ficou mais alta. Sua cabeça inclinou devagar, até a pequena luz atingir meus olhos, minhas costas cairam no gramado, com força, olhei para a poça de sangue se formando por baixo do meu braço. Cameron estava deitado ao meu lado, com a mão cobrindo a boca. Um líquido escuro deslizava por entre seus dedos, pingando no gramado.

— É uma ilusão. Cameron...acorda— Empurrei seu peito com força, ele ofegou, olhando em meus olhos. — Cameron. Olha para mim. Você tem que olhar para mim. Por favor. Olha para mim!— Gritei. A respiração dele se acalmou, bem devagar, lentamente e seus olhos castanhos brilham. Deslizei a mão por sua bochecha, sua pele estava fria, fria como gelo. Olhamos para o corredor, e não havia mais nada. Pulamos para ficar de pé, agarrados um na cintura do outro. Ele tremia. — Tem alguma coisa que não está me contando?— Ergui seu queixo. Ele me olhava, assentindo. Quando ele segurou minha mão. De repente senti seu medo.



    


    — Eu sinto meu pai. A presença dele o tempo todo comigo. Como se ele estivesse vivo em mim. Dentro de mim— Cameron pousou a mão sobre o coração. — Eu tenho uma sensação esquisita dele. O tempo todo.

— Acho que...— Eu comecei sem ter certeza. De como olhar para ele me trazia lembranças. Os traços de suas expressões refrescando meu cérebro. — Quando você fez a magia. Abriu um portal para o mundo dos mortos.— Ele ergueu seus olhos por baixo da franja.

— Você...se lembra?— Comecei a rir ao assentir. — De qual parte?

— Quando você fez tudo para salvar o reino — Ele encostou a testa em meu peito. Chorando.  — Eu vou ajudar você no que for. — Cameron agarrou minhas mãos, de repente quando olhamos fixamente. Um choque corre entre meu corpo e tudo escureceu, com nuvens brancas ao nosso redor.

— Shawn?!— Ouvi uma voz através de um ecoo desesperado. Repetindo-se inúmeras vezes.

— Cameron?!— Gritei de volta. Esperando ter uma resposta.


— Foi só um beijo  um beijo. Eu nem gosto dele. Eu gosto de você. Eu amo você— Eu vejo nós dois parados no centro do banheiro do Castelo. Meu coração está palpitando nervoso quando me escondo atrás de um dos armários. — Eu te amo muito. Só não sabia como lidar com isso amor — Os braços dele se abaixam recuando. Me abaixo devagar, olhando indiferente. É uma lembrança. Acelerado. Eu suspiro, olhando para trás, encontrando Cameron sentado encolhido. Ele ergue os olhos para mim. Vibrando em um azul marinho por cílios longos. Eu abri os olhos, e Cameron estava deitado a minha frente. Deslizei para perto dele, sacudindo seus ombros várias vezes. O nariz dele escorria em sangue preto e seus lábios estavam escuros. — Alguém me ajuda!— Gritei, segurando os ombros dele e o puxando para cima, o carreguei pelo corredor, ofegando desesperado. Empurrei o pé na porta da enfermaria e o coloquei na maca. Ele se contorceu rapidamente, expelindo ainda mais sangue escuro. Mamãe correu para me ajudar, o virando de lado.

— É uma convulsão?!— Ela disse por cima dos grunhidos.

— Acho que sim— Sentei ao lado da cama. Olhando para o seu corpo tremendo loucamente. Mamãe enfiou uma agulha no pescoço dele, e Cameron gritou, se revirando novamente para um lado e seus olhos se abrem. Ofegante, seu corpo vai para frente, suado.

—Foi só uma paralisia mental. O corpo dele ficou instável e...

—Todo mundo vai morrer— Ele sussurrou, olhando para mim. —Todo mundo vai morrer e ninguém vai poder fazer nada. — Cameron olhou para cima e vimos uma mancha preta desaparecendo no teto. Inquieto, me levantei, pousando a mão sobre o ombro da minha.

—Vou avisar os guardas. É o melhor que eu posso fazer—Sussurrei para ela. Cameron grunhiu, se levantando da cama. Minha mãe o impediu.

— Você não está bem querido. Está em transe. Vamos checar o que está acontecendo. Enquanto isso. Vou cuidar de você – Ela o levou para a maca. Empurrando os ombros dele. Cameron sentou-se olhando para mim com frustração. Abri a porta e rapidamente sai, correndo até o fim do corredor. Empurrei as portas do salão, recebendo uma fila de olhares.

—Ele chegou — Meu pai disse. Levantando-se do trono, desceu os degraus bem devagar. Quase em câmera lenta. — Venha. Estávamos esperando você.

— Pra que exatamente ?— Murmurei no ouvido dele, enquanto me abraçava de lado e me empurra por entre a fila de convidados, a maioria delas eram meninas de vestidos longos e olhares apaixonados. Ao estar perto do trono, observei a visão com mais nitidez. Notando que elas se vestiam iguais.

—Vamos escolher uma noiva para você!— Falou alto e animado. Meu rosto ficou quente e pude sentir minhas unhas cravando na palma da mão. Pelo menos de raiva. Eu não sentia raiva do meu pai a tanto tempo. O rosto de Cameron se iluminou em meu rosto, e eu sentia que precisava me retirar antes que aquilo fosse adiante. —Olha como todas são lindas.

— É. São. Mas eu não vou me casar. Não com elas. Não com alguém que eu não amo— O rosto do rei ficou branco depois de me ouvir atentamente. Mas com uma risada, sua mão pousou em meu ombro e ele tentou desviar a atenção das meninas. — Eu amo outra pessoa. Não sei porque demorei tanto tempo para ver isso.

—Quem?— Perguntou rouco. Seu aperto em meu braço afroxou. — Quem é a garota?

—Não é uma garota— Sussurrei perto dele. O rei engasgou e severamente direcionou a mão pesada em meu rosto. O que me fez grunhir tão alto que as convidadas no salão ecoaram chocadas. Ele estava prestes a levantar novamente a mão para mim. Mas algo o parou, ele ficou ali, os dedos tremendo a poucos centímetros do meu rosto e ao olhar para a porta. Cameron estava ali, impedindo que meu pai fosse um monstro.

— Eu pedi para você ficar lá— Sussurrei sabendo que ele poderia me ouvir bem longe. Ele sorriu, abaixando a mão e meu pai ficou estático. Ali parado olhando para mim. — Tudo bem? Você está melhor?— Segurei seus ombros.

— A gente tem que se lembrar. De nós — Suas mãos estavam trêmulas. — Porque alguém vai morrer.

   Olhamos para trás e senti sua pele estremecer ao toque do meus dedos.

— O que foi?— Tentei chegar perto dele e seu rosto se virou bem perto do meu. Cameron correu, correu a plenos pulmões e violentamente empurrou as portas adiante. Vendo Will esparramado no gramado nos braços de Jenny.

— Eles os mataram — Ela disse. Encostando a cabeça na dele. Seus dedos escorriam sangue, pressionando o peito de Will com força. Nós ajoelhamos ao seu lado, Cameron encostou sua mão no pescoço coberto de sangue, sua testa encosta na do garoto quase morto. Eu queria poder ajudar. Mas não conseguia respirar. Alto. O suficiente para fazer Jenny me olhar fixamente. — Um dos guardas enfiou a espada nele.

— O que?— Falei indignado. Olhando para Cameron.

— Eu não sei — Jenny murmurou. — Ele tinha os olhos...

— Azuis— Cameron completou. — O Hades está vivo e ele não vai só matar quem amamos.—Os olhos dele brilham em azuis incomum—  Ele vai começar uma guerra.






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