História Once upon a Time: O Salvador - Capítulo 18


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Categorias Henry Cavill, Jeremy Irvine, Lana Parrilla, Lily Collins, Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Sr. Gold (Rumplestiltskin)
Tags Ação, Henry Cavill, Jeremy Irvine, Lana Parrilla, Lily Collins, Once Upon A Time, Romance
Visualizações 36
Palavras 4.338
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem. Esse é o último capitulo da Regina e do Ian. O próximo, será narrado até o fim da fanfic por outro personagem.

Bom, vamos lá!

Capítulo 18 - Isso não é um adeus, apenas um até logo.


Fanfic / Fanfiction Once upon a Time: O Salvador - Capítulo 18 - Isso não é um adeus, apenas um até logo.

- Ian? – chamei-o

Ele terminava de arrumar as suas coisas no closet. Decidiu se mudar para cá, não quis que eu saísse do meu conforto. Mas eu não me importaria de me mudar para casa dele, eu a achava linda. Acho que foi por isso que ele mandou redecorar o quarto de hóspedes, para que eu não me muda-se... Ainda não havia caído a minha ficha. Estava grávida, tinha um bebê crescendo dentro de mim, isso era a minha maior satisfação, uma alegria enorme.

- Já esta ansiosa para vê-la? – apareceu apenas de cueca, me vendo acariciar minha barriga.

- Isso tudo ainda é uma novidade. Essa sensação de poder ter um bebê crescendo dentro de você, poder sentir ela se mexendo, uma emoção grande. Mas também estou com medo, medo de não ser uma boa mãe, e fazer as coisas erradas.

- Ei, não fala isso! Olha para o Henry. Você praticamente, o criou. Olha o homem que se tornou. Quem deveria ter medo, sou eu. Pai de primeira viagem, já você será mãe pela segunda vez.

Ian apagou a luz do closet e do quarto, vindo se deitar na cama junto comigo. Me puxou para o seu corpo me abraçando, e beijou a minha cabeça.

- Nós seremos bons pais. – Eu disse á ele

- Sim, seremos.

- Já decidiu em que lugar quer passar a nossa lua de mel – perguntou mudando de assunto.

- Acho que você deveria me fazer uma surpresa, que tal?

- Gostei da ideia. Já estou até imaginando, nós dois em uma praia paradisíaca. – disse, em um tom safado.

- Seu cara de pau!

- Hahahaha, e você adora! E agora estou prestes a fazer algo que você ama.

- Que seria?

Ele não respondeu. Se movimentou, ficando a centímetros do meu rosto, seu cheiro era inquestionável. Eu sabia o que ira vir em seguida, e o deixaria começar. Essa era a melhor parte do meu dia, ou no caso, noite. Passou as suas enormes mãos em meu rosto, fazendo eu fechar os meus olhos e relaxar ao seu toque. Desceu os seus dedos em minha boca, e seguiu para o meu pescoço e clavícula. Senti o roçar dos seus lábios nos meus, sua boca era úmida, e tinha um gosto doce. Eu o puxei para mais perto do meu corpo, e acariciei a sua nuca, descendo pelas suas costas.

Mas ele se afastou de mim, me fazendo olhar naqueles belos pares de olhos azuis.

- Eu te amo, nunca se esqueça disso. – Ele disse

Pus a minha mão em seu peito, e senti o seu coração acelerado. Ele era agora uma parte de mim. Eu não conseguiria pensar em viver uma vida sem o Ian ao meu lado.

- Sempre e para sempre! – respondi

Naquela noite, não houve mais nada. Ficamos apenas assim, juntos, entrelaçados um no corpo do outro. Em seus braços eu soube, era ali que eu pertencia.

No dia seguinte, eu acordei com um belo café da manhã, e um pedaço de papel com a letra do Ian.

“Não quis te acordar. Hoje é um grande dia para nós dois. Estarei de esperando no altar, caso não me encontre, serei o cara de terno te esperando no fim do corredor.

Com amor, Ian.”

Tomei o meu café da manhã, que eventualmente foi bem reforçado. Eu tinha que me alimentar por dois agora. Zelena e Sofia ficariam comigo, elas iriam me ajudar com o vestido e maquiagem, assim por dizer.

O casamento havia sido marcado para o começo da noite. Como eu tinha acordado cedo, ainda teria horas para me arrumar. Henry iria entrar comigo no altar, já que a Branca e David entraria com a Emma. Só de pensar na hora do casamento, eu fiquei nervosa.

Ainda esperávamos a Sofia, e enquanto isso, eu fiquei um tempo a sós com a Zelena. A mágoa que eu tinha dela, já havia passado. Apesar de tudo que aconteceu entre nós, ela era a minha única irmã, e eu não queria me afastar dela por causa de bobagens do passado. Eu queria ver a Robin e a Chloe crescendo juntas, ter a minha família unida.

- Então é isso, parece que hoje é o seu grande dia, maninha! – Zelena disse – Qual é a sensação?

- Um pouco nervosa, mas estou feliz. Feliz por ter encontrado alguém que me ame, e, por você estar aqui comigo! – disse depois de comer outro pedaço de torta de maça. 

Ela sorriu com o que eu disse.

- É bom ouvir isso... Então, cadê a sua cunhada? Não era para estar aqui também?

- Sim, eu mandei mensagem e liguei também, mas ela não me retornou.  

- Liga para o Ian, vê se ele sabe de alguma coisa. Faltam duas horas para o seu casamento. E você precisa começar a se preparar.

Zelena estava certa. Por onde andava a Sofia? Ela não ia deixar de aparecer sem avisar. Disse que me ajudaria com minha roupa e maquiagem. Liguei para o Ian várias vezes, mas só caia na caixa postal. Mandei mensagens, porém, nenhuma respondida. Tentei por último, falar com o Kevin. Mas ele me disse que Sofia tinha saído a horas, e pensava estar comigo.

Depois de telefonar para todos, eu já não sabia o que pensar. Eles não iriam sumir assim do nada. Senti um arrepio muito forte, e um péssimo pressentimento, o que estava por vir, não era coisa boa.

Meia hora depois, todos apareceram na minha casa. Branca, David, Emma, Gancho, Henry, Kevin e Alice.

- Você não sabe mesmo onde eles estão? – Emma perguntou ao Kevin

- Não. Sofia me disse que iria vir pra cá, para ajudar a Regina... Eu achei estranha ela sair tão cedo de casa. A não ser...

- O que?

- Eu escutei uma conversa entre a Sofia e o Ian, de manhã. Ela disse que havia descoberto onde uma fada estava... Era uma conversa muito estranha.

- Fada Negra! Só pode ser isso. Mas é impossível, Rumple disse que iria matar ela. – falei

- Mas eu acho que os dois foram atrás dela... Vocês tem poderes, não conseguem rastrear eles? – Kevin parecia preocupado, assim como eu.

Eu não conseguia escutar mais nada. Todos discutiam em minha volta, só conseguia ver o desespero na cara de todos... Comecei a ter uma dor horrível dentro de mim, algo crescendo. Isso não era para estar acontecendo. De repente eu senti algo molhado sair nas minhas pernas.

- Não, não, não... Aaaaah – eu gritava de dor.

- A bolsa dela estourou - Branca, que estava mais perto de mim, veio me ajudar, assim como a Zelena.

- Mãe? Mãe, você vai ficar bem! – Henry não sabia o que fazer.

- Levem-na para o hospital.. Nós vamos atrás do Ian e da Sofia. - Escutei a Emma dizer, enquanto ia em direção ao carro

A única coisa que eu queria agora, era que tudo isso acabasse.

*Ian

Algumas horas antes...

Hoje iria ser meu grande dia. Eu não posso dizer o que eu sinto nesse momento, pois é inexplicável. Mas a cena que eu observava agora, era o maior presente que havia ganho, e que iria se repetir todos os dias da minha vida. Ver a Regina dormir, era a coisa mais linda de se olhar. Aquela seria a imagem que guardaria para sempre na minha memória.

Não queria acordá-la, era muito cedo, e queria que a minha futura esposa descanse. Fui para cozinha, preparar algo para o nosso café da manhã. Eu iria ficar o dia inteiro sem vê-la. Me arrumaria na minha antiga casa, não podia ver a noiva antes do casamento. Ridícula essa tradição!

- Sofia, isso é hora de ligar? – disse irônico. Como sempre, me ligando em momentos inoportunos.

- Tenho noticias sobre aquele assunto, Ian. Eu descobri onde a Fada Negra está!

- Isso não está sendo coisa boa, Sofia. – disse

- Ian, você quer acabar com isso, então precisamos detê-la agora.

- Me encontre no píer. – disse, e desliguei o telefone.  

Senti um arrepio. Todas as vezes que Sofia me ligava de manhã, a conversa sempre era séria. Terminei de fazer o café da manhã, e levei até o quarto onde Regina dormia. Deixei um recado para ela, e dei um beijo em sua testa. E sussurrei em seu ouvido que a amava. Me troquei e saí de casa.

Sofia me esperava no píer. Ela andava de um lado para o outro, esfregando as mãos.

- Me conte o que você sabe?

- Ian... Me desculpe – ela estava tensa.

Ela não olhava em meus olhos, aquilo foi um aviso. Eu sabia quando algo ruim estava prestes a acontecer. Sofia nunca conseguiu mentir para mim. O modo como ela agia, já entregava tudo.

- Sof...

- Muito bem, minha querida sobrinha! Você fez um ótimo trabalho. – aquela voz era inconfundível.

Olhei para traz, e vi a mulher que matou os meus pais na minha frente. Ela não tinha mudado nada. Ela tinha um ar de superioridade, e sorria, como se o seu plano estivesse saindo do jeito que planejou.

- Eu ansiava por vê-lo. Esta parecido com o seu pai. Como ele está, em falar nisso? – perguntou irônica – Ah, eu me esqueci. Eu matei ele!

- Não ouse falar do meu pai!

Fui para cima dela, mas algo me atingiu. Não vi, ou escutei nada. Quando acordei, estava sentando em uma cadeira, com as mãos amarradas para trás. Tentei usar a minha magia, mas não conseguia fazer nada. Alguma coisa bloqueava ela, e eu não sábio o que era. Observei o lugar onde eu estava. Era um sótão. Não tinha nada lá naquela sala, a não ser eu. A única maneira de entrar ou sair, era por uma porta que dava acesso ao andar de cima.

Se eu não podia usar a minha magia para sair dali, eu iria fazer da forma que fui treinado a fazer. Comecei a fazer os movimentos com o meu pulso, mas parei quando alguém começou a descer as escadas. Olhei para ver quem era. Sofia. Eu ainda não entendo por que ela fez isso.

- Ian, me desculpe. Eu não queria fazer nenhum mal. Fiona descobriu o que nós havíamos planejado, e quando eu fui investigar, acabei caindo na armadilha dela.

- Por que não me contou? Eu disse que se algo desse errado, você tinha que me avisar.

- Eu tentei, mas ela foi mais rápida.

- Você pode reverter essa situação, me solta, que resolveremos isso juntos. – pedi

- Ela não fará nada. Sofia trabalha para mim. – disse Fiona descendo as escadas, junto com aquele garoto, filho do sr. Gold.

- Por que não nos deixa em paz? O que você pretende com tudo isso, Fiona?

- Comandar tudo e todos. Fazer de vocês os meus capachos. E ter o amor do meu filho.

- Olhe para nós, está manipulando a minha irmã. Colocou-me preso em um sótão, onde não posso usar os meus poderes. O seu filho, pelo o que eu vejo está do seu lado, assim como o seu neto. Por que não nos deixam em paz? – eu pensava em um jeito de poder sair daquele lugar.

- Você tem algo que eu quero muito, e para isso, nós dois sabemos o que vai acontecer.

- Quer o meu poder? Pegue, só poupa a vida dos meus amigos e familiares. Você já tirou a vida dos meus pais, isso já foi o suficiente para a sua vingança doentia. Você os ignorou, quando eles só queriam ajudar.  

- Sua magia não me interessa mais. Mas o que você criou, sim... Como pode, um ser que nem nasceu ainda, e já ter um dom tão poderoso! Ela será a minha fonte de poder.

- O que você quer dizer com isso?

- Sua filha. Parece que a Rainha má está grávida, e você é o pai. – ela sorriu.

Queria cuspir na cara dela. Eu sabia muito bem o que ela faria com a Regina, e não iria suportar perde-la.

- Como todos nós sabemos, todo primogênito de um salvador, herda o poder do pai e da mãe. Isso não será diferente da sua filha, ela só terá um dom a mais. A possibilidade de controlar as trevas. Ela será uma arma poderosa, e eu pretendo usá-la! – disse sem nenhum pudor

Eu já havia me desamarrado das cordas, mas se eu fizesse algo agora, a fada negra iria me matar. E ali, minha magia havia sido bloqueada.

- Não irei deixa-la fazer isso! – o ódio que eu sentia pela aquela mulher estava escancarado agora na minha voz. – Se tocar em um f...

- Meu querido sobrinho, você não estará aqui para ver isso. – sorriu ironicamente – Parece que você não verá o nascimento da sua filha. Gideon, Sofia, vocês sabem o que fazer.

Ela olhou para Sofia e Gideon, fez um sinal com a cabeça, e subiu as escadas saindo do sótão. Eu sabia que eu precisava agir agora. Sofia não ia me ajudar, minha irmã era controlada pela Fiona.

- Sofia, eu te peço. Não faça isso. Lute contra o controle dessa mulher. – pedi pela ultima fez.

- Não dá, Ian. Ela é muito forte.

Assim que a minha irmã veio para arrancar o meu coração, eu me soltei das cordas, e a empurrei forte contra parede. Ela caiu no chão desacordada. Gideon veio para cima. Antes que o filho do Sr. Gold pudesse usar a magia, eu dei uma chave de braço nele, fazendo-o dormir. Peguei a minha irmã no colo, e a tirei dali. Enfeiticei o sótão, perdendo Gideon. Tentaria recuperar a “alma” dele depois.

Assim que cheguei na rua, coloquei minha irmã no chão. Aproximei a minha orelha no seu peito, e escutei o seu coração batendo. Reverti o feitiço, torcendo que desse certo. Procurei um carro mais próximo e o arrombei, precisava ir atrás da Regina, Fiona estava tramando algo, e tinha certeza que ela faria algum mal para a minha mulher, e minha filha. Coloquei a Sofia de qualquer jeito no banco do passageiro, e voltei para a do motorista, seguindo em direção a casa da Rê. Precisava de um celular, o meu provavelmente foi destruído. Procurei o da Sofia, e achei no bolso de dentro de sua jaqueta. Muitas ligações perdidas, principalmente do Kevin. O telefone começou a tocar novamente, e dessa vez era a Emma. 

- Alô? Sofia? – seu tom de voz era de preocupação

- Sou eu. Emma, o que está acontecendo? – eu dirigia o mais rápido possível

- Ian, Regina está indo para o Hospital. Alguém acelerou a gravidez dela...

- Foi a Fada Negra. Ela está indo atrás da minha filha!

Não deixei Emma terminar de falar. Desliguei o telefone e mudei o caminho para o Hospital. Parecia que eu não ia chegar nunca, como eu odiava caminhonetes! Se eu tivesse o meu carro aqui... Não iria me perdoar se algo acontecesse com a minha família. Fiona dessa vez iria pagar.

Cheguei no hospital, e encontrei todos da família da Emma na recepção, junto com o Kevin e a Alice. Avisei a eles que a Sofia estava desacordada no carro, mas que ficaria bem, deixando o meu cunhado aliviado junto com a Alice.

- Onde ela está ? – fui logo ao assunto, o desespero na minha voz, era eminente

- Estão preparando ela... Espera, onde você vai? – Emma segurou no meu braço, me impedindo.

- Atrás dela, não posso deixa-la sozinha! – disse áspero

Emma entendeu meu lado, me soltando.

- Ela está no segundo andar, quarto 530.

Agradeci, e corri para encontrar Regina. Pelo vidro do quarto, eu via o rosto de desespero dela. Ela precisava de mim ali, ao seu lado. A cada minuto, gritava, empurrando o bebê, sua aparência era de cansada. Invadi a sala, e fui ficar ao lado da minha mulher. O médico olhou feio para mim, e eu retribui o olhar mil vezes pior, o que fez falar para a enfermeira me dar um avental e luvas.

- Vai ficar tudo bem, meu amor! – eu segurava a sua mão

- Eu sei – disse recuperando o fôlego, e novamente gritou.

Independente para o que iria acontecer, eu deixei de lado e foquei nesse momento lindo, junto com a Regina. Não queria estressa-la com péssimas notícias, então por enquanto fingi que tudo estava bem. Eu ajudei a erguer o seu tronco e se me encaixei entre as suas costas e a cabeceira da cama

Passei um braço sobre os ombros dela, mantendo-a no lugar, e estiquei a mão livre para tocar a sua barriga. Comecei a fazer círculos firmes e preciso e, conforme meus movimentos cresciam, eu via a energia dela voltar.

- Continua – me pedia

- Assim? – sussurrei, fazendo responder que sim com a cabeça

Ela ergue-o os olhos, encostando a cabeça em meu ombro, encontrei suas íris castanhas brilhantes, eu vi que ali sempre estaria a minha grande felicidade.

- A gente já passou por um monte de coisas. – disse arfando

- Muitas – concordei, continuando a massagear a barriga dela.

Ela sorriu, e senti que recuperou o resto de sua força. Agarrou o meu braço, e gritou empurrando com tudo, até que um choro agudo e estridente preencheu todo o quarto. O som fez os meus olhos arderem e um nó se formou na minha garganta.

- Parabéns, uma linda menina! – disse o doutor

Regina sorria para ela, exausta, perdida em um tipo de alívio que se parecia muito com êxtase. A enfermeira trouxe a nossa filha e depositou nos braços da Regina. A menininha parou de chorar no instante que se aconchegou nos braços da mãe.

Essa é a minha filha, com toda certeza.

Regina se moveu, meio desajeitada, e colocou aquele pacotinho precioso em meus braços, as mãos envolvendo as minhas para que eu pudesse segurá-lo. Foi estranho e maravilhoso. Era como segurar meu próprio coração.

Ao ver a garotinha piscar os olhinhos inchados, mover a mão pequenininha descoordenada, meu coração quase parou, e então começou a bater rápido, num tipo de amor indissolúvel, imutável e incondicional, que se amalgamava com cada fibra do meu ser.

Regina sentia o mesmo, eu podia ver a veneração, o instinto protetor, a ternura em seus olhos enquanto admirava, gravando seus traços delicados na memória, esticando um dedo tímido para tocar a bochecha gordinha.

Baixei a cabeça e pousei os lábios na testa macia e quente da minha filha.

- Bem-vinda ao mundo, Chloe.

Me inclinei, beijando a testa, depois o nariz e os lábios molhados da Regina.

- Meu amor, eu... – minha voz falhou

Pretendia dizer que viveria, lutaria, morreria por ela, pelas duas se fosse preciso, mas estava tão emocionado que não era capaz de emitir som algum. Mas tudo bem, estava tudo exposto em meus olhos.

- Eu sei, Ian. – sussurrou com a voz embargada – Eu também amo você.

Minutos depois, escutamos trovões, e vimos da janela uma nuvem roxa vindo de longe. A porta do quarto foi aberta com força, nos fazendo olhar para frente e ver entrar uma mulher que estava prestes a estragar a minha felicidade. Mas eu faria de tudo para isso não acontecer.

- Que cena mais linda. – Fiona disse, jogando o médico e a enfermeira para fora do quarto – Que criança agradável. Pena que, nunca verá os pais! – fez um beicinho

Entreguei a Chloe para Regina, e fiquei ao lado delas, protegendo-as.

- O que você está fazendo aqui? – Regina perguntou – Ian, o que ela quer com a nossa filha?

- Deixe que eu responda, sobrinho... Chloe é uma arma poderosa, e eu vou adorar criá-la.

- Você não vai tocar em nenhum fio de cabelo da minha filha. – apontei o dedo para Fiona.

- Quem vai impedir? Você? – riu da minha cara – Está vulnerável, Ian. Você não é forte o suficiente para me impedir.

Fui para cima dela, mas me deteve, me jogando no chão, me sufocando com as sua magia. Eu via a Regina, tentar usar a sua magia, mas ela estava tão fraca, que não conseguia.

- Vocês são fracos. A maldição que você usou, está sendo lançada novamente, você esquecerá de tudo o que aconteceu hoje. Não se lembrará da sua filha, ou do meu sobrinho. Ian será esquecido, e ninguém saberá onde ele irá estar. Dormirá para sempre, tendo o mesmo pesadelo, e sofrendo por não ter se esforçado o suficiente para protegê-las. Chloe terá o maior dos poderes que alguém já teve, não será pareo para nenhum salvador. – Fiona dizia para Regina, andando lentamente até ela, para pegar a minha filha.

Eu não ia deixar a minha filha órfã, lutaria até o fim dos meus dias. Quase perdendo o ar, não conseguindo enxergar mais nada, apenas a escuridão, algo reluzente brilhou embaixo da cama. Eu fui engatinhando até lá, e retirei a única arma que poderia matar a fada negra.

- Você... está... errada. – disse, usando o pouco do oxigênio que ainda restava no meu pulmão. Com o resto da minha energia, cravei a espada no seu abdômen – Somos fortes! E você não é nada, apenas uma alma, sem amor. 

- De qualquer maneira, eu venci!  – ela disse - As trevas estão por toda parte, inclusive na sua filha. 

Enfiei mais fundo a espada, e vi ela perder a vida nas minhas mãos. Aos poucos minha respiração voltou ao normal, e eu corri para os braços da Regina. A Emma, e sua família, aparecerão no quarto, junto com o Kevin e Alice.

- Outra maldição está a caminho. Precisamos fazer alguma coisa. – David disse

- Não há o que fazer. Ela já esta a caminho, e não tem como reverter essa situação. – disse

 - Ian, você não existirá, eu não vou lembrar da minha própria filha. Não sabemos o que acontecerá com todos. – Regina estava aflita, eu queria poder achar alguma solução, mas não encontrava nenhuma.

- Ficaremos sentados, esperando o fim, então? – o pirata falou

- Não. Acho que tem um jeito. – a voz que sempre trazia respostas apareceu.

Todos olharam para a garota, ao lado do Kevin. Alice era uma criança experta, sempre achando soluções para o tio.

- O que a garota tem em mente? – Zelena perguntou

- Quando a fada negra apareceu e congelou todos na recepção, eu tinha me escondido. Depois a segui até aqui em cima, e escutei o que ela falou para Regina.

- Que seria? – Zelena insistiu

- Chloe. Ela é a chave para tudo. Ela vai quebrar essa maldição, e vai nos reunir novamente. Precisamos tirar ela dessa cidade.

- Então vamos! – Gancho foi em direção á porta, mas algo o conteve ainda dentro do quarto. Ele tentou novamente, mas não conseguia sair.

Fui em direção a porta, tentar sair, mas sem chances também. Usei a minha magia para quebrar a barreira, mas não funcionava.

- Estamos presos – disse por fim. – Droga! – chutei o lixo ao lado da porta, a passei a mão na cabeça.

- O que está acontecendo? – Sofia disse, aparecendo do nada, prestes a entrar dentro do quarto.

- Não, gritei, fazendo parar, na entrada. – Fique onde está!

- Mamãe! – Alice gritou, e foi correndo para os braços da mãe, assim como o Kevin.

Eles sairão, como se nada os impedisse. Como isso era possível? Mas não tinha tempo para isso. Corríamos contra o tempo, e a cada segundo que ficávamos parado, o a nuvem roxa se aproximava.

- Como eles conseguirão passar? – Henry perguntou

- Eu suspeito, que talvez por terem nascido nesse mundo. A Fada Negra, deve ter feio essa barreira, para que ninguém nascido na floresta encantada pudesse sair. – Emma indagou

Mas a essas alturas, eu não ouvia nada. Sofia olhava para mim, e para a tinha filha no colo da Regina, eu só pude acenar com a cabeça, e ela entendeu que nós estávamos preso.

- Ian – Regina me chamou

Aproximei dela, e segurei a sua mão.

- Precisamos salvá-la. A única maneira de ela ficar bem, será ficando com a sua irmã. – Seus olhos se encheram de lágrima.

- Não, encontraremos um jeito!

- Não há outro jeito – olhou pela janela, vendo a maldição se aproximando – Ela voltará para nós, eu sei disso.

Ela deu um sorriso triste, e passou a mão no meu rosto. Olhou para Chloe uma última vez, sussurrou algo em seu ouvido, e dei um beijo em sua testa, me entregando. Lágrimas, caiam em seu rosto. O que ela sentia, era a mesmo que eu, a felicidade indo embora, nosso coração estava partido.

Fui em direção a Sofia. Mas antes de entregar a minha filha, eu a segurei pela ultima vez. Analisando o seu rosto. Eu via nela, a mistura minha e da Regina. Eu reconheceria ela de longe, mesmo que se passagem 30 anos. Saberia que ela era a minha filha.

- Papai, sempre estará com você, onde quer que esteja! Te protegendo, e iluminando o seu caminho. Você voltará para nós salvar, minha pequena. Eu te amo, Chloe. – sussurrei no seu ouvido.

Coloquei o meu anel embrulhado na coberta, onde ela estava enrolada, para que de alguma forma, algo meu pertence-se a ela. Entreguei-a para Sofia, vendo uma parte de minha indo embora. Mas aquilo não era um adeus e sim, um até logo.

Todos olhavam essa cena, em um silêncio profundo. Caminhei de volta para Regina, e a abracei com força.

- Henry, você pode ir com eles. Você nasceu aqui, neste mundo. – Regina disse, e Emma a apoiou.

- Não, ficarei aqui com vocês! – o garoto respondeu.

- Henry! – Emma insistiu, mas eu via nos olhos do menino que ela não sairia dali.

Agora não havia mais nada a se fazer. Só esperar. Todos naquela sala se abraçavam. Minha tia estava certa, ela havia ganhado, mas não a guerra. Ela estava apenas começando. Chloe teria uma longa jornada pela frente, e eu tinha esperança, que a veria novamente. Olhei para Regina, e dei o ultimo beijo nela.

- Nós a veremos novamente. – disse, ela me agarrou com força.

- Eu te amo, sempre amarei!

E escutando o último som da sua voz, a maldição chegou. 


Notas Finais


Chloe está chegando, galera!!!!

Acho que vocês vão gostar dela.


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