História Onda de calor - Capítulo 1


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Categorias Brahim Díaz, José Ignacio Fernández Iglesias
Personagens Brahim Díaz, José Ignacio Fernández Iglesias
Tags Abo, Nachim
Visualizações 61
Palavras 2.657
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


🙋‍♀

Capítulo 1 - Me esquenta


Nacho às vezes odiava seu olfato superdesenvolvido e sua inabilidade de controlá-lo corretamente para que não se prendesse tanto ao cheiro de outras pessoas.

Sabia que aquilo era resultado de não ter um companheiro ou companheira ainda e geralmente não era algo que o incomodasse, mas ultimamente estava ficando insuportável quando trabalhava perto de tantos ômegas e todos pareciam ter resolvido começar a entrar no cio ao mesmo tempo.

Estava em todos os jornais e nas redes sociais e qualquer pessoa com o mínimo de acesso a alguma tecnologia já tinha ouvido falar da onda fria que estava atingindo a Espanha naquele inverno. Os termômetros marcavam temperaturas negativas que não se contabilizavam há mais de trinta anos e se era por causa daquele frio ou não, e Nacho achava que sim embora não entendesse absolutamente nada do que se dizia a respeito de como o clima podia afetar os hormônios.

Basicamente sua teoria era que, com aquele frio absurdo, os corpos dos ômegas apenas estavam procurando um meio de deixar tudo aquecido – e poderia até parecer besteira, mas o que importava era que para Nacho fazia sentido.

Todo dia ele via alguém tendo que sair às pressas do escritório por causa de um cio não programado e hoje não estava sendo diferente. Se compadecia com a situação da colega que saía ao seu lado do prédio, caminhando com pressa e ao celular, provavelmente convocando seu parceiro ou parceira para que ajudasse naquele momento.

E se por um lado Nacho se incomodava com os cheiros adocicados de ômegas entrando no cio, ele agradecia por serem todos marcados ou com um cheiro tão forte do parceiro impregnado para afastar qualquer um. como alfa, era uma tarefa difícil não deixar seus instintos virem à tona, porém depois de tantos anos de meditação para manter o autocontrole e de um coração apaixonado, ômegas alheios não afetavam José Ignacio o suficiente para que ele quisesse os ajudar, no entanto, ainda era incômodo.

Felizmente, era quinta-feira e só lhe restaria apenas mais um dia para ter que lidar com aqueles cheiros que já começavam a se perder a medida que Nacho dirigia pela rua e o frescor da lavanda dentro do seu carro tomava conta de tudo.

Morava um pouco longe do trabalho, mas gostava de fazer todo aquele caminho até seu prédio, usava aqueles minutos para se livrar do estresse e se certificar que não entraria no apartamento que dividia com o irmão carregado de energias ruins ou de mau-humor.

Chegou ao seu andar cantarolando, mas parou assim que colocou a chave na fechadura e escutou o gemido abafado pela porta. Bateu a cabeça contra a madeira, resmungando.

Era bem acordado entre ele e Javier que, caso um dos dois estivesse próximo de entrar no rut ou o parceiro do irmão próximo de passar pelo heat, Sánchez deveria ir para o apartamento de Federico ou dar um jeito de avisar a Nacho antes que a coisa toda acontecesse.

José Ignacio sabia que o irmão era bastante conhecedor de todo o ciclo do cunhado e a não ser que Fede tivesse sofrendo com o surto como os outros ômegas, não havia justificativa para Nacho ter que dar uma bronca no irmão sobre respeitar o espaço que dividiam – qual é, compartilhavam uma casa e mesmo fora daqueles períodos específicos, o cheiro de sexo ainda era forte e Nacho não precisava ficar sentindo esse tipo de odor toda vez que sentasse para assistir televisão.

– Espero que tenha uma boa justificativa, Javier. – Murmurou, batendo na porta.

Um baque vindo do apartamento ao lado fez Nacho se assustar e o gemido em seguida revelou que ele estava culpando a pessoa errada.

Mas de repente seu estômago se revirou. Seus vizinhos de porta eram Sergio e Brahim; os conhecia há muito por causa da amizade com o irmão mais velho deles e tratava os dois ômegas como irmãos, um nem tanto assim, é verdade.

Era apaixonado por Brahim e escondia há pelo menos dois anos a paixonite. Abdelkader pouco ligava para aquilo, totalmente concentrado em coisas como o trabalho e a faculdade, restando a Nacho ficar apenas babando no garoto.

Não queria pensar que podia ser Brahim sendo prensado contra a porta, passando pelo cio – porque mesmo através da madeira Nacho sentia o cheiro característico do período – e tivesse um alfa o ajudando.

Um alfa que não era Ignacio.

Farejou o ar, capitando um odor forte; Llorente, conhecia o cheiro do amigo, era inconfundível aquele toque salino que lembrava praia presente no cheiro do outro alfa.

Nacho sentiu o alívio tomar conta. Tinha sim um ômega no cio no apartamento ao lado, mas era Reguilón e não Brahim.

Entrou em casa sorrindo por causa da leveza de saber que não teria seu coração quebrado naquela noite pelo menos, porque só de imaginar Brahim com alguém fazia o coração de Nacho se transformar em cacos.

Chamou pelo irmão, mas havia apenas um bilhete de Javi grudado a geladeira avisando que estaria sumido pelos próximos dias – aparentemente o frio havia feito o cio de Federico se antecipar e Javier obviamente ia auxiliar o namorado.

Depois de um bom banho e uma janta preguiçosa, Nacho se acomodou no sofá, debaixo de um cobertor por causa do frio, pronto para seus minutos de distração na Netflix e para cochilar entre um episódio e outro de The Good Place.

Estava com os olhos quase fechados quando batidas na porta o fizeram pular do sofá, pausando o episódio e se erguendo imediatamente.

Coçou a barba ao abrir a porta, sentindo o corpo todo esquentar antes de sorrir para Brahim.

– Oi, Nacho. – O mais novo retribuiu o sorriso. – Então, eu cheguei da faculdade agora a pouco e como você deve ter sentido o cheiro ou ouvido, tem um casal em um momento de fogo lá em casa e é insuportável para qualquer ficar perto. Estou precisando de um lugar para ficar, pode me dar um abrigo? Com meus pais morando em Sevilla, ficaria com Isco e Marco, mas não dá.

– Ué, mas Isco não teve neném há uma semana? – Nacho indagou confuso, não achava que era possível o cio chegar assim tão rápido depois da gestação.

– Exatamente por isso, ele está muito arisco e sensível, coitado. Um ômega não marcado perto do alfa dele, mesmo sendo o irmão, representa perigo e o instinto paternal dele diz que o meu instito paternal pode me fazer querer roubar o Isquinho dele. – Brahim revirou os olhos. – Sinceramente, ômegas sofrem demais com toda essa bagunça de hormônios. Ser beta deve ser mais legal, ou alfa.

Nacho se encostou a porta, apenas se limitando a sorrir e dar espaço para Brahim entrar.

– Vou ficar só até depois de amanhã, quando o Serginho volta da Alemanha, aí vou para casa dele. – O baixinho explicou, olhando ao redor.

– Pode ficar quanto tempo precisar, Brahim.

– Sete dias comigo debaixo do seu teto, você acha que aguenta? – Brahim brincou.

O sorriso de Nacho aumentou mais ainda enquanto assentia. Ficava até mais se pudesse.

– Javi vai ficar fora pelos próximos dias, você pode ficar no quarto dele. – Nacho disse começando a seguir na direção do corredor.

– Hmm, não é uma boa ideia, Nacho. Não é querendo ser a visita chata, mas meu cheiro no quarto do seu irmão vai incomodar Fede. O sofá está de bom tamanho para mim.

Ignacio sabia que ômegas também era territorialistas, mas seu cunhado era tanto quanto um alfa e ouvindo da boca de Brahim, a ideia realmente não parecia a melhor.

– Tem razão, pequeninho igual você. Cabe direitinho!

Brahim ergueu o dedo do meio, rindo de uma maneira que deixava Nacho todo bobo e demandava um grande esforço da sua parte para não ficar fazendo cara de besta.

Era um tempo que queria aproveitar com Brahim e enquanto ajeitava o sofá para o mais novo dormir, não deixava que caíssem no silêncio, sempre brincalhão e ouvindo atentamente cada palavra de Brahim.

Acabaram voltando no assunto dos cios descontrolados e Nacho voltou a pensar no que aconteceria se aquilo atingisse Brahim. Normalmente o mais novo dos Casillas-Ramos passava aquele período sozinho, trancafiado no quarto e mesmo que Reguilón fizesse de tudo para evitar a presença de alfas indesejáveis, usando muitas coisas para mascarar o cheiro de Brahim, Nacho podia sentir e aquilo sim demandava o máximo do controle sobre si mesmo.

– Eu acho que é só o corpo dos ômegas respondendo ao frio. Não é a lógica? Sexo esquenta muito. – Disse enquanto apagava as luzes da sala, deixando o ambiente iluminado apenas pela luz da televisão. Deitou-se no outro sofá, dando play na série.

– Sentido até tem, mas vai saber, não sou endocrinologia para entender de hormônios. – Brahim respondeu. – Já assisti essa temporada, posso dar spoiler?

– Claro que não! – Nacho jogou uma almofada na direção do mais novo. – Você não tem medo de ser atingido por essa onda de calor?

Com a pouca luz no ambiente viu Brahim dar de ombros, agarrado a almofada.

– Não. Meu ciclo sempre foi desregulado e enquanto não acho uma alfa para me ajudar normalizar isso, os remédios fazem por mim. As chances de me afetar são baixíssimas.

José Ignacio engoliu em seco, ajudaria ele com muito prazer.

– Na próxima temporada eles vão finalmente...

– Brahim!

Mais uma almofada foi arremessada antes que ouvisse o spoiler e sem tocar novamente nos heat descontrolados, Nacho deixou seu coração apaixonado se encher e ficar bobo pelo resto da noite.

***

Sair da cama se mostrou um verdadeiro desafio para Nacho. Estava muito frio e o aquecimento do apartamento parecia inútil, mas não ajudava muito que ele mesmo tivesse dormido de shorts e camiseta e colocado um par de meia para cobrir os pés – e que se mostraram inúteis porque haviam amanhecido fora dos pés de José Ignacio.

O banho era quente, mas saiu dele tremendo e só começou a sentir-se aquecido à medida que o cheiro que estava espalhado pelo apartamento começava o inebriar.

Doce, como todos os ômegas, o cheiro de Brahim não podia ser diferente, mas Nacho identificava nuances suficientes para criar até um perfume com o cheiro de Abdelkader, jasmim, violeta, um pouco de madeiras preciosas e talvez um pouco do meu cheiro misturado ao dele.

Mas a intensidade que o perfume estava no ambiente fez Nacho se preocupar e correr até a fonte da maravilha.

Lutou como nunca para conter o gemido.

Brahim estava uma verdadeira bagunça apoiado sobre a bancada da cozinha. Suado, com uma mancha escura na calça de moletom, tanto na frente como atrás, se mexendo desconfortável e gemendo baixo; Nacho piscou os olhos atordoado, se controlando para conseguir enviar a mensagem ao trabalho.

Não podia sair de casa e deixar Brahim sozinho, tinha que cuidar do pequeno ômega, mesmo que não fosse auxiliando o mais novo da maneira mais óbvia. Seu cheiro por perto manteria qualquer intruso longe e podia acalmar um pouco os ânimos de Brahim.

– Você... você... – Nacho se aproximou hesitante, sem saber se devia ou não tocar Brahim.

Era tentador para ele. Era um ômega no cio, o ômega que Nacho gostava e que desejava com todas suas forças.

Brahim gemeu com sua aproximação, erguendo a cabeça e dando a visão a Nacho do que podia ser considerado a face da tentação: os olhos pequenos e brilhantes, as bochechas coradas, os lábios avermelhados entreabertos... só queria poder beijar essa boca.

– Maldita língua, droga de cio descontrolado. – Brahim praguejou passando a mão pela testa suada. – Preciso me aliviar, as minhas coisas...

– Eu busco para você. Apenas... apenas se tranque no meu quarto e se alivie por lá. – O mais alto falou com dificuldades, ajudando Brahim a se locomover.

Péssima ideia. O corpo de Brahim sabia que estava perto de um alfa e sua reação mais natural foi se esfregar em José Ignacio, mostrando-o o que queria, arrancando um gemido do mais velho.

– Se eu fizer isso, na próxima que entrar no seu quarto, você ficará louco por causa do meu cheiro. E as minhas coisas não vão resolver, Nacho. Quero um pau de verdade, para gozar dentro de mim, para me satisfazer. – As mãos de Brahim se enroscaram nos braços de Ignacio, os apertando com força e se ele não fosse o seu estado alterado, Nacho tinha certeza que aquilo não era algo que sairia da boca do menor.

Abdelkader se inclinou, encostando a testa ao peito do alfa e choramingando, reclamando do quanto aquela vez estava mais angustiante que todas as outras. E bom, para Nacho tambpem estava; uma coisa era ele saber que seu ômega estava passando por aquele período no apartamento ao lado, outra coisa era tê-lo se esfregando nele.

– Eu preciso de um alfa. – Nacho mordeu o lábio inferior com mais força, sentindo seu pau cada vez mais duro dentro da sua calça.

E não ajudou em nada Brahim segurar uma das mãos de Nacho e a levar para dentro da sua calça.

–Sente como estou preparado para você, uh? Esperando somente por você. – Nacho assentiu imediatamente, empurrando mais seus dedos contra a fenda entre as nádegas de Brahim. –me fode como você sempre quis. Como eu sempre quis. Me esquenta, Nacho.

Negar algo a Brahim? Nacho não fazia nem quando estavam em sã consciência, imagina tomado pelo tesão.

Era pedir demais manter qualquer racionalidade naquele instante, porque se mantivesse, Nacho não iria empurrar Brahim contra a bancada da mesa e abaixar a calça dele, tendo finalmente a visão que desejava – respeitar espaço compartilhado? Outro dia, talvez, era uma emergência, afinal, o outro alfa da casa entenderia.

– Porra, Brahim. – Nacho desabotoou a própria calça, a jogando para o lado e se livrando do resto das roupas com rapidez.

Rosnou baixo ao ter seu nome suplicado. Não precisava de preparação alguma naquela situação e como Nacho imaginou que seria, deslizou fácil para dentro de Brahim.

O ômega gemeu em aprovação, se empurrando mais contra Nacho.

Seus sentimentos mais animalescos tomaram conta e em outro momento Nacho teria mais cautela com a maneira que apertava a cintura fina de Brahim, empurrando seu pau cada vez mais fundo, mas não naquele momento.

Nacho precisava esquentar Brahim e faria isso.

Perdeu a noção de tudo na primeira vez que viu Brahim derramar todo seu sêmen sobre a bancada de mármore. o aperto em volta do pênis de Nacho ficou mais forte e ele sabia o que vinha a seguir, por isso tentou sair de dentro de Brahim, mas ganhou um rosnado baixo, de advertência para não fazer.

Usou o pouco da consciência que lhe restava para carregar Brahim para seu quarto e foi só o tempo para que caíssem na cama para o mais novo murmurar um som de satisfação e se esfregar mais ainda a Nacho, ao passo que o nó se formava.

– Brahim. – José Ignacio chamou, mas ao invés de uma resposta, recebeu um pescoço exposto e um bico enorme nos lábios avermelhados.

– Me esquenta, Nacho. – Brahim pediu de novo.

Definitivamente já estavam bem quentes, mas o ômega queria mais. queria se certificar que na próxima mudança brusca de temperatura teria o homem que desejava o ajudando.

– Brahim...

O tom hesitante fez o cheiro mudar de acordo com a emoção de Brahim e Nacho se odiou imediatamente, seu peito se enchendo de frustação por não satisfazer seu ômega.

– Vou procurar outro alfa da próxima vez... – Esse danadinho está consciente demais, me provocando assim.

Onde já se viu? Brahim já tinha quem o satisfizesse e o ajudasse, não precisava de outro além de José Ignacio.

– Não vai não. – Nacho rosnou baixinho mais uma vez.

Seus dentes marcaram a pele suada e o prazer maior de Nacho foi sentir a ligação estreita formada pela mordida e a maneira que Brahim tremeu com o êxtase de, finalmente, se sentir preenchido pelo seu alfa.

Mas também foi como se um pequeno botão tivesse ligado Brahim e no minuto seguinte ele já estava gemendo novamente, pedindo para continuar a ser esquentado.

E Nacho esquentaria, pelos próximos dias e por outros mais.


Notas Finais


😘


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