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História Ondas de Serpentina - Um conto a ser ouvido. - Capítulo 5


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Notas do Autor


Iniciaremos os capítulos!

Capítulo 5 - Política Pueril


Sentada no trono que comandava as terras pútridas da atual nação de Serpentina, Dama de Ferro estava graciosamente tratando dos erros estúpidos do antigo rei.

_ Como um homem da realeza consegue cometer tantos erros em apenas cinco anos? _ Sua voz doce chegava ao ouvido de dois servos.

_ Minha senhora, não sabemos, porém tememos à um futuro próximo. _ Um dos servos responde.

_ Por que meu caro súdito? _ Da forma mais majestosa ela indagava.

_ Os aldeões não aceitarão uma mulher no trono de forma tão súbita. _ O servo  responde.

_ Oh... Tem razão. _ A Rainha se ajeita em seu trono _ Por favor, chame todos os soldados que não estiverem em guarda.

Os servos se olham confusos e obedecem o pedido de sua Dama. Após quarenta soldados se reunirem na frente de Sua Alteza, apenas um dos servos se explica:

_ São muitos homens Majestade, apenas quarenta cabem aqui. 

_ Tudo bem meu homem. _ A mulher cheia de compostura tira a sua coroa e olha para trás do trono. _ Quero que a verdadeira Rainha apareça, mas antes, deixo claro que quero que a notícia se espalhe.

E dada a ordem, uma mulher cujas vestimentas eram escuras saiu vagarosamente de trás do trono. 

Seu rosto era fino, seus cabelos longos e escuros, com apenas uma mecha branca, seus olhos não haviam íris, eram apenas uma imensidão branca.

A Rainha se curva diante daquela mulher e assim os soldados perceberam uma única coisa, sem precisar de qualquer prova, aquela era a deusa que abençoa todos os reis e seus reinados.

Eles se curvaram juntamente a mulher de  cabelos completamente brancos. A Dama de Ferro se vira ao seus homens e assim diz:

_ Aqui está a divindade que nos protege. Pergunto a todos vocês se algum rei já mostrou-lhes a face de seu poder. _ A Rainha se senta no trono e Kahli permanece ao seu lado.

Um dos soldados ousa responder dando um passo a frente ele se curva.

_ Jamais mostraram-nos a face da divindade que nos abençoa, Vossa Majestade. _ Ele olha para as duas. _ Tem a minha palavra de fidelidade às suas ordens e a sua segurança.

O soldado se vira e grita:

_ Quem ferir esta mulher merecerá a pior das punições. Esta é a nossa rainha, viva a Dama de Ferro!

resto dos homens respondem gritando e batendo suas lanças no chão, como se estivessem comemorando.

_ Rapazes é uma honra tê-los em meu poder, mas preciso que façam algo por mim. _ A Rainha apoia sua cabeça nas costas do trono. _ Meus caros servos, levantem o estandarte de Serpentina, mostrem a serpente de duas cabeças para os cidadãos e escute-os. Anotem todos os seus problemas e os mais simples, mandem os soldados fora de guarnição resolverem.

Os dois servos se reverenciam e saem com os soldados para cumprir sua tarefa.

A Rainha olha para Kahli e abre um sorriso de canto. 

_ Não está tão assustadora quanto antes, minha cara Deusa.

_ Não se faça de desentendida criança, eu ainda sou uma deusa, tenha mais respeito com sua divindade. _ Kahli responde com rouquidão.

_ Minha divindade foi tão ignorada todo esse tempo que até sua voz está falhando por inutilização. 

A deusa se silencia por alguns segundos. 

_ Por mais que sejas divina, ainda parece que há uma certa "humanização" em ti, minha senhora.

_ A compreensão dos seres humanos é algo complexo. De tanto me envolver com alguns reis, seu comportamento acabou me impregnando.

_ Quantos reis realmente te invocaram? _ A Rainha acaricia o braço do trono duvidosa.

_ Apenas três seguiram corretamente o legado e tiveram poder divino verdadeiro.

_ Foram ignorantes. _ A Rainha se levanta irritada . _ Não quiseram obedecer a ordem divina e levaram aos poucos Serpentina ao fundo do abismo. Agora tratarei de certos assuntos, talvez eu consiga um acordo com alguém de Aldebarã e conserte as asneiras das antigas cortes. 

Kahli se desmaterializa aos poucos até sumir completamente. E a Rainha pega a sua coroa e se direciona ao seu quarto.

_ Acho que o nosso antigo rei cometeu um certo erro ao me coroar. _ A mulher se apoia em suas janelas. _ Eu não sou uma mera rainha. _ Ela sorri.

***

Enquanto isso depois dos grandes portões de madeira do Castelo, estandartes vermelho-sangue estavam erguidos, dançando com o vento, e duas enormes filas formadas por cidadãos revoltados estavam na frente de duas mesas, onde os servos de confiança da Rainha estavam anotando as reclamações.

Os soldados faziam um cerco de proteção em torno das mesas, não permitindo que o povo se descontrolasse. Assim, um por um era atendido pelos servos.

A reclamação que mais se repetia na boca dos moradores era: "Nossa cidade, todo o país, está demasiado violento."

E de cara, os servos mandaram porções de soldados para todos os cantos da cidade imperial. Contudo, não haviam homens o suficiente para cobrir todos os lugares do país e isto foi rapidamente levado até a Rainha.

O dia fora longo, todos deram muito de si até a nossa Dama.

***

Escrevendo mais de vinte cartas, foi o que a Rainha, isolada no seu quarto fez o dia inteiro.

" Não posso contatar diretamente os reis de Aldebarã, por conta da rivalidade do ex-rei Wallace. Acho que devo fazer um acordo com os duques e Viscondes, isso forçaria os reis a  começarem uma aliança." 

A mulher andava de um lado para o outro inquieta.

" Estou a pouquíssimo tempo no trono, eles não aceitariam. Acho melhor evoluir primeiro o país e aos poucos pensar nas alianças. Logo, escreverei outras cartas apenas sugerindo o início moroso de uma aliança."

A mulher para ao ouvir alguém batendo em sua porta. 

_ Entre. _ Ela diz se recompondo de seus pensamentos.

Uma empregada pede licença e lhe faz reverência, entregando parte das informações coletadas do povo.

_ Muito grata. _ A mulher de cabelos brancos sorri com graça e dispensa a moça.

Quando a empregada sai, a mulher começa a ler algumas das reclamações.

_ Hm... Violência... _ Ela pensa alto, se sentando em sua cama e arfa.

Pega algumas folhas e escreve sobre o que leu, como se estivesse fazendo um relatório.

" Daqui a dois dias farei uma reunião com meu povo. Espero que a notícia se espalhe. E se for para fazer dessas terras uma potência, que assim seja."





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