História Ondas Vermelhas - Capítulo 1


Escrita por: , melancoolyquin e Renbelli

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, Black Pink, Block B, EXO, Got7, Neo Culture Technology (NCT), Red Velvet, Seventeen, TWICE
Personagens Baekhyun, BamBam, B-Bomb, Boo Seungkwan, Chanyeol, D.O, D-Lite (Daesung), Hansol "Vernon" Chwe, Irene, Jackson, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jisoo, Jisung, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lee Jihun "Woozi", Lucas, Mark, Mark, Momo, P.O., Seungri, T.O.P, Tzuyu, U-Kwon, Xu Ming Hao "THE8", Yeri
Tags Assassinato, Bambam, Bigbang, Blackpink, Block B, Bts, Byun Baekhyun, Choi Seunghyun, Daesung, Exo, Férias, Got7, Hoseok, Irene, Jackson Wang, Jeon Jungkook, Jisoo, Jisung, Kim Namjoon, Kim Seokjin, K-pop, Kyungsoo, Lee Seunghyun, Mark Lee, Mark Tuan, Menção Namjin, Minghao, Minhyuk, Nct, Park Chanyeol, Praia, Pyo Jihoon, Red Velvet, Seungkwan, Seventeen, Suspense, Taehyung, Terror Psicológico, Twice, Tzuyu, Vernon, Woozi, Yerim, Yukhei, Yukwon
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Palavras 10.037
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - I Ato


I

 

O som desagradável do freio do ônibus se fez presente, a maresia e o som do mar já era possível de ser ouvido pelos passageiros; que não passavam de simples estudantes.

Os adolescentes e jovens desciam eufóricos do veículo, enterrando seus tênis - e alguns até já sem calçados - na areia fofinha, alguns olhavam aquele lugar maravilhado.

Uma praia de tirar o fôlego, principalmente para aqueles estudantes que já estavam exaustos de verem livros, a gritaria e agitação chamou atenção da pouca gente que havia na praia, não podiam evitar, estavam ansiosos para caírem naquele grande degrade azul do mar. Se locomoveram animados e tagarelas até a pequena entrada do lugar que parecia uma pequena casinha pintada de branco e em uma das paredes uma placa dourada com o costumeiro: "Sejam Bem Vindos"; era inconfundível, ali era a recepção aonde pegariam as informações necessárias sobre suas estadias.

 

– Hyung, será que tem tubarões nessa praia? – Hoseok perguntava para seu primo, - o qual apenas chamou para se sentir protegido - ainda andando pelo caminho de rocha com mínima areia até aonde queriam chegar.

 

– Meu Deus, Hoseok, para de ser cagão! É claro que não tem. – Kyungsoo respondeu com certa irritação, tirando um suspiro aliviado do Jung. – No máximo tem um maníaco querendo gente nova pra matar. – O moreno sorriu de ladino, enquanto Hoseok se agarrava em seu braço.

 

– Pare com isso! Você está piorando tudo. – Esbravejou o ruivo mais uma vez, encarando os olhos de coruja do baixinho.

 

– Você não deveria ter perguntado então. – Kyungsoo resmungou para o ruivo.

 

– Mal chegamos e já estão brigando? – Baekhyun intrometeu-se, este estava na frente dos dois, com uma sobrancelha arqueada.

 

– Baekhyun! – Exclamou o ruivo soltando se do moreno e abraçando Baekhyun.

 

O Byun apenas suspirou, dando leves tapinhas na mão do Jung que apertava seu ombro. Distraiu-se, fechando os olhos foi onde pode obter um bom som do mar, Baekhyun era um dos que mais gostava das pequenas dádivas que a natureza trazia para si. Ainda era possível ouvir de fundo o som dos outros dois discutindo sobre como Kyung tinha péssimas brincadeiras.

 

– Dyo, pode me ajudar com as mochilas? Já que Baekhyun está bancando a menina Tumblr. –Seus olhos se abriram a voz de fundo era de Chanyeol que fora um dos escolhidos para pegarem a bagagem por seu tamanho, assim como Kunpimook e Jungkook. O Park tinha um pouco mais de responsabilidade devido a, ser maior de idade e classificado como um dos supervisores. As férias do gigante seriam resumidas em cuidar de adolescentes com homônimos explodindo.

Mas é claro que Chanyeol alugaria seus amigos, diferente dos outros.

 

– Anda as mochilas também são suas, façam como o Dyo. – apelidou Kyungsoo. – Ele está levando a mochila dele.

 

– Dyo é estranho, não conta. - Hoseok mostrou a língua. Mesmo que não estivesse a fim de carregar todo aquele peso de sua mochila, pegou já que não queria que ela voasse e virasse comida de peixes.

 

– Se a água estiver muito gelada eu não vou entrar. – Irene, uma das poucas meninas que quiseram passar as férias rodeada de natureza e com meninos nem um pouco éticos, ressaltou o ponto em que quase todos ali estavam pensando.

 

Enquanto os meninos cuidavam do peso elas tinham que fazer algo, que foi apenas ver as informações e pegar a chave da casa e quartos em que iriam se alojar.

 

– E você acha que alguém vai querer? – Jisoo perguntou andando mais à frente das outras, ela poderia ser considerada a com mais cérebro entre as meninas.

 

– Vocês bem que poderiam ajudar! – Hoseok falou ofegante e com dificuldade atrás das adolescentes; óbvio, o ruivo estava com duas mochilas gigantes nas costas.

 

– É, a gente podia, mas eu acabei de fazer as unhas e nem pensar que eu vou ter jogado dinheiro fora pra carregar coisas pesadas de meninos babões que nem vocês. – Yerim defendeu seu ponto de vista, já na frente da bancada da recepção ao lado de Jisoo.

 

– Mas são as suas também. – Jisung, outro com dificuldade de carregar as bagagens fez Yerim revirar os olhos com tal comentário.

 

– Ah, eu ajudo. – A dona dos cabelos loiros escuros, presos em rabo de cavalo, franja e boné pegou, sem permissão uma das mochilas que Hoseok estava carregando.

 

– Obrigado, Mo... – Antes de Hoseok terminar a fala Jackson colocou mais uma mochila em seu ombro direito. – Mo. – O ruivo bufou em descrença.

 

– Está fazendo um bom trabalho Hoseok. – Chanyeol sorriu amarelo, apertando com força as alças das pilhas de bagagens. – Vou te comprar um sorvete depois como agradecimento. – O ruivo abriu seu costumeiro sorriso em formato de coração.

 

– Vou querer o meu também – Minghao interviu retirando uma das mochilas que impediam a visão de Chanyeol. – Você vai derrubar isto tudo, eu te ajudo. – O rosado virou a cabeça um pouco para o lado, pegando mais duas mochilas e saindo.

 

O silêncio permaneceu sobre os corredores, Chanyeol suspirou e espiou Kyungsoo e Hoseok pelo ombro.

 

– O que foi? Não sabia que ele viria? – Kyungsoo deu de ombros, o relacionamento daqueles dois irmãos não era dos melhores.

 

– Sem brigas de família aqui, você está aqui para separar nossas brigas. – Brincou Kunpimook – ou bambam, já quê seu nome é complicado para a maioria ali-, com uma mochila dourada em mãos vendo o Park entrar em uma sala.

 

– Eu só quero que isso acabe logo, não vim aqui para ser empregado. Qual é! Eu quero ver a água. – Hoseok fez biquinho, choramingando e encostando a cabeça nos ombros de Dyo.

 

– Você irá sozinho. – Acariciou os cabelos do rapaz em resposta.

 

– Por quê? – O biquinho do Jung aumentou, mas logo recuperou a postura quando Chanyeol voltava dos corredores. – Já está acabando?

 

– Pare de reclamar Hoseok... Essas são as últimas, depois vá à recepção pegar a chave de seu quarto. – Mandou. – aí sim podem ir ver a praia.

 

Hoseok olhou esperançoso pra recepção vendo as meninas brigarem entre si sobre quem iria dividir o quarto com quem, ele queria ao menos bolar uma desculpa pra dar a mochila para algum dos jovens e ir cuidar das coisas na recepção que, em sua visão era muito mais fácil do que carregar mochilas pesadas; mas vendo cinco meninas cuidando do mesmo cargo e uma delas levando a mochila de Mark, percebeu que nenhum argumento seria bom pra deixar seu cargo de agora para ocupar um que nem tinha mais o porquê de ser mais preenchido, Chanyeol não deixaria.

 

O ruivo bufou mais uma vez naquele dia e seguiu seu caminho até a frente da casa, um tanto grande, que só seria aberta se as meninas parassem de brigar e viessem com as chaves.

 

 Aqui tem uma bela vista pro mar. - O Hansol disse se debruçando sobre a sacada, enquanto apreciava a vista com o sol destacando suas madeixas arruivadas.

 

– Por isso que eu escolhi a maior casa para vocês ficarem. – Todos que estavam na entrada da casa ouviram a voz grossa e familiar vindo detrás deles.

 

– Taehyung! – Os jovens - a maioria- falaram quase em coral quando viram de quem se tratava.

 

O loiro era parcialmente dono daquela praia, já que seus pais é quem mandavam e estavam em primeiro lugar no comando, mas isso não o impedia de tirar uma casquinha daquela grande riqueza.

Ele já avia sido estudante na mesma escola dos adolescentes e era um dos amigos que Chanyeol e seu irmão Minghao tinham em comum, todos eram amigos de Taehyung; ele se considerava um irmão mais velho pra cada um dos jovens ali presentes, por isso ofereceu essa viajem aos integrantes de sua sala de aula preferida; a que ele passou os melhores momentos com seus velhos amigos. Os olhos de Taehyung passearam sobre o cômodo, analisando os colegiais que seriam seus hóspedes, juntou as mãos e deu um meio sorriso.

 

– Quanta bagagem. – Soltou um riso de divertimento. – Eu até pediria para Seunghyun cuidar disto, mas... – Taehyung ficou um pouco tenso devido à gigantesca atenção voltada para si; o tempo havia se passado tão rápido desde que saiu do colegial. - Bem, vocês já deram conta de tudo? - Trocou de assunto rapidamente.

 

– Se com tudo você se refere a as malas, acho que sim. – Jeon fez pouco caso, mesmo tento certo interesse no Kim.

 

– Isso é bom, então... Crianças. – Passou a encarar todos e se auto corrigiu. – Jovens... Seunghyun está esperando vocês para pegarem as chaves, certo? – Aliviou-se ao ver todos os jovens correrem em direção à recepção. Encostou-se sobre a parede, agora poderia descansar, mas isto durou pouco e logo pode resmungar alto ao sentir seu celular vibrar em seu bolso. – Você parece ter a agenda lotada. – Bambam chamou a atenção do dono do lugar, este terminava de fechar o zíper de sua mala e guardava algo.

 

– Negócios de família. – Riu soprado vendo o outro pegar a mochila e sair do cômodo.

 

O garoto de lábios grossos apressou-se e por fim apoiou os cotovelos sobre o balcão, roubando a sua própria chave das mãos de Yerin sem dar tanta atenção.

Enquanto os outros se direcionavam para seus quartos agora já com as chaves e, outros sem elas como o rosado que, tentava roubar a chave da mão de Lee Seunghyun, um dos recepcionistas juntos de Lee Jihoon.

 O garoto agarrou a chave e a puxou, vendo a risada gostosa que Seunghyun dava.

 

– Aqui está calma. - Respondeu entre as risadas. - Há anos qu–.

 

– Lee Seunghyun! – Taehyung apareceu, batendo com as mãos no balcão e fazendo um barulho que assustou o próprio Lee.

 

– Sim? – Encarou o dono de volta, vendo Xu ir embora.

 

– Eu disse para entregar logo a chave, mas ele é surdo. - Resmungou o pequeno Jihoon, que lia uma revista, o baixinho era o ajudante do panda.

 

– Os colegiais não são os únicos novos aqui. – O Kim diminuiu o tom de voz. – Não se esqueça de separar o quarto que eles pediram, eu quero que essa investigação termine logo. – Debruçou sobre o balcão, o loiro mudava de humor facilmente. – Sei bem, Kim. Já separei aquela pequena casa ao lado do famoso Min Hyuk. – Lee apoiou as mãos no balcão ficando mais perto de Taehyung.

 

– Falando nele, como ele anda depois do término com a Yoora? – O loiro perguntou se lembrando de que, não teve tempo por causa do trabalho para ver como seu amigo estava depois dessa decepção amorosa.

 

– Ele pareceu arrasado, acho que até agora não superou; porém ele vem melhorando por causa do Kwon, esse sim tá se esforçando pra ajudar o Min já que ele está tendo tempo com pouca gente frequentando o lugar. – Seunghyun deu de ombros, mexendo em alguns lápis que estavam no suporte embutido no balcão.

 

Um pouco mais distante os jovens davam trabalho para Chanyeol que, mal passou minutos cuidando e já estava querendo arrancar os cabelos.

 

– Não, sai Yukhei, esse quarto é meu e da Jisoo! – Tzuyu tentava pegar a chave de seu respectivo quarto, porém o meio chinês era mais alto e isso não facilitava muito.

 

– Toma... – Chanyeol tomou as chaves da mão do Wong que fez cara feia. – vai ser feliz. – Deu as chaves na mão de Tzuyu que disse um "obrigado" e foi em direção a Jisoo sorridente.

 

– Chanyeol! – Xuxi chamou a atenção do "menor" que ergueu uma sobrancelha. – Você não sabe brincar! – Saiu como uma verdadeira criança emburrada, indo em direção ao Tuan.

 

– Eu heim. – Chanyeol falou baixo enquanto observava.

 

– Jackson, você trouxe a bola de vôlei que a gente tinha combinado terça na escola? – Jeon perguntou enquanto comia uma maçã intacta que conseguiu arranjar por ali.

 

– Eu trouxe, não trouxe Mark? – Levou a mão até o queixo e encarou o Tuan.

 

– Sim, não sei como obteve tanto espaço nas malas. – Arremessou a mochila com a bola dentro.

 

– Pera, nós vamos para praia? – Os olhos do Jung brilharam ao ouvir isso, gritaria se não fosse por Kyungsoo puxar seu pulso.

 

– Depois, me ajude a desfazer as malas. – O baixinho arrastava Hoseok.

 

– Caramba! Não dá pra fazer sozinho? – Protestou. É verdade que o garoto era muito cuidadoso com o que havia naquela mochila.

 

– Não, agora para de reclamar e tranca a porta. – Mandou assim que entraram no quarto que já tinha as malas feitas, Dyo sentou-se no chão de frente para a cama, suas pernas formavam um W, era fofo ver o garoto procurar algo.

 

– Já que não quer ir à praia, me deixa ir pelo menos! Eu vou ficar bem, vou com o Mark. – Citou o Lee.

 

– Ele não vai à praia, Jung. – Jisung escorou-se na porta de braços cruzados, o coração do ruivo quase saiu pela boca e, havia se esquecido de trancar a porta, Dyo o xingou mentalmente.

 

– Por que não? – Hoseok queria arrancar seus cabelos. – Vocês são muito chatos!

 

– Você parece uma criança, eu vou ficar com Mark, o motivo não intervém a você. – Suspirou ao ver o ruivo choramingar. – Talvez nós sairemos no por do sol, tá bom pra você?

 

– Agora você falou minha língua! – O Jung se pôs todo animado com a proposta do azulado.

 

– Mas só depois que você me ajudar, seu bunda mole! – Kyungsoo interviu na alegria repentina do ruivo o fazendo ficar um por cento menos animado e revirar os olhos. Jisung vendo aquela pequena "briga" sorriu achando graça de como se tratavam e, se amavam logo saindo do quarto e fechando a porta atrás de si.

 

ılı.lıllılı.ıllı.

 

– Vocês acham melhor um biquíni ou uma saída de praia pra ir agora com os outros? – Irene perguntou segurando os dois pares um em cada mão para as outras ali presentes analisarem.

 

As meninas se encontravam no quarto que Momo dividiria com Irene e Yerim; elas estavam organizando suas coisas para ir logo tomar um belo banho de sol, água e areia da praia; conferindo seus protetores solares, óculos de sol, repelente, cangas, guarda-sois, bronzeadores e etc... As meninas com certeza estavam bem mais organizadas do que os outros agora.

 

– Bota o biquíni por baixo e a saída de praia por cima. – Tzuyu falou dando de ombros enquanto mexia no celular; a morena apenas concordou antes de ouvirem batidas baixas na porta.

 

As meninas se entreolharam e então Jisoo falou:

 

– Pode abrir.

 

A porta se abriu levemente e de lá apareceu Minghao com suas madeixas rosa parecendo tímido enquanto ainda segurava a maçaneta da porta.

 

– O-o pessoal pediu pra perguntar se vocês iriam agora com eles ou sozinhas depois. – Deu um mínimo sorriso ainda esperando uma resposta, o coitado queria sair logo daquele lugar.

 

– Nós vamos junto com vocês, mas pode pedir pra todo mundo esperar só um pouquinho? A gente ainda vai se trocar. – Tzuyu respondeu também sorrindo.

 

– Então tá irei avisar. – Minghao deu um último sorriso tímido e foi embora fechando a porta.

 

– Ele é muito fofo. – Momo disse ainda olhando pra porta e todas concordaram voltando a seus afazeres.

 

O rosado passeava pelos corredores daquele Hotel, eram bem arejados e recheado de tons pastéis em questão de pintura, reconfortante.

Apertava suas mãos um tanto quanto nervoso, mas já se distraia em apenas olhar o mar lá fora, era simplesmente magnífico e soava melancólico. Era uma boa combinação.

Minghao dobrou as mangas de sua camiseta, o calor já estava sendo presente ali, ainda mais por ser horário de almoço, o sol estava com todo vapor ao lado de fora, este iria ver os outros estudantes, estava próximo a recepção, a conversa dos dois empregados lhe chamou sua atenção.

 

– Seunghyun, está tudo bem? – O baixinho perguntou encarando o rapaz que, tinha mais valor do que o próprio na empresa. – Está com calor?  – Questionou, já que as vestes de ambos não eram tão recomendadas para o clima atual.

 

– É, o calor. – O panda rabiscava a papelada e bagunçava os próprios cabelos. – Jihoon, você se importa em ficar um pouco aqui? Há algumas coisas que preciso ver. – O outro apenas concordou.

 

 O Lee observava o panda afastar-se com as sobrancelhas levemente arqueadas.

 Minghao notou que não era o único a observar a conversa dos dois funcionários, e sim Mark Lee que estava mais concentrado na conversa do que o outro.

– Mark. – chamou e o outro praticamente deu um salto, ambos se assustaram.

 

– Ai! – Reclamou, fazendo uma expressão de desaprovação e levando a mão até a barriga. – Quer me matar de susto?  

 

– Eu apenas toquei seu ombro, desculpa. – O rosado bagunçou as próprias madeixas. – O que estava fazendo? Ouvir a conversa dos outros atrai problemas.

 

– Ah, mas eu não fiz por mal. – Mark prosseguia massageando a lateral da barriga. – Ouvindo a conversa dos outros eu consigo muitas informações, sabia? – O responsável do jornal do colégio encarou Minghao que fez cara de assustado arrancando uma risada de Mark. – Estou brincando, só sou curioso por isso, faço os jornais do colégio.  

 

Minghao permaneceu um tempo olhando o nada, a conversa de Mark era estranha.

 

– Bem, – Pigarreou – Você ia me falar algo?

 

– Sim, você vai para a praia?

 

– Hum... Não. Eu bem que gostaria, mas vou ficar com o Jisung no quarto. – Este se espreguiçou. – Aproveitar e desfazer as malas.

 

– Tudo bem, eu vou ver os outros. – Sorriu e afastou-se do loiro.

 

Rapidamente Minghao correu para a areia quentinha, os outros já estavam lá principalmente Hoseok que, jogava água para todos os lados. Baekhyun segurava uma boia de flamingo, ou tentava puxa-la das mãos de Chanyeol.

O pequeno Kyungsoo estava embaixo de uma sombra, refrescando-se com um dos leques possivelmente roubados de Jisoo.

Jungkook, Bambam e Yukhei estavam sentados em uma das cangas fornecidas por uma das meninas que, levou uma extra, pois provavelmente pensou que esse tipo de coisa iria acontecer.

 

Por outro lado, Jackson alugou Vernon, Tuan, e SeungKwan para fazer uma pequena quadra de vôlei pra quem fosse jogar.

 

– EI MINGHAO! VEM AQUI NADAR COMIGO?! O KYUNGSOO NÃO QUER! – Hoseok gritou longe no mar e fez biquinho olhando pra Kyungsoo que deu de ombros e continuou a se abanar.

 

– ESTOU INDO! – Minghao tirou sua blusa ficando apenas de bermuda seguidamente seus tênis já repletos de areia correndo em direção ao ruivo. – Pode cuidar pra mim? Eu não confio nos meninos. – O rosado perguntou agachado ao lado de Yerim que murmurou um pequeno "sim" sorrindo abertamente para ele que deixou seus sapatos com ela e correu cuidadoso para não espalhar areia em cima dos outros até Jung.

 

– Todas as vezes que nós jogamos juntos eu tenho que carregar vocês nas costas. – Jungkook estava travando uma batalha com os outros.

 

– Disse o cara que quase toda a partida morre só com dez minutos de duração! – Bambam defendeu os que não estavam presentes.

 

– Mas quando eu quero pegar pesado eu venço! – Jeon continuava a defender sua tese como se ela fosse a única certa, Kook era teimoso e convencido e disso todos sabiam.

 

Yukhei estava aérea a toda essa conversa, digamos que ele era bem lesado às vezes, mas não era culpa dele se a beleza da natureza o atraia mais do que discutir sobre Overwatch.

 

– Como vão as coisas por aqui, crianças? – O Kim apareceu apenas de óculos de sol e uma bermuda florida ao lado de onde Kyungsoo estava.

 

– Bem, bem, vai bem. – Yerim respondeu por todos ainda deitada e de olhos fechados. – Ah não ser por aquelas carinhas ali naquela lanchonete, achei que estaríamos sozinhos por aqui.

 

– É um hotel, com certeza eu abrigo pessoas de classes sociais diferentes. – Explicou o Kim. –Mas digamos que o diretor de vocês foi um pouco pão duro e não quis pegar todo o hotel. Então acho que não vão se importar em terem pessoas desconhecidas jantando com vocês. – O loiro ajeitou seu chapéu de praia.

 

– Jantar? – Perguntou a de cabelos negros. – Imagino que a comida daqui deve ser ótima. -

 

– Sim, sim, Meu Appa fez questão de colocar os melhores cozinheiros aqui. – O Kim riu como uma criança. – Deve ser estranho para você um adulto ainda me ver chamar os pais assim, mas respondendo a sua pergunta; aqueles caras são autoridades, e um daqueles garotos é ótimo na cozinha.  – estendeu o indicador para o loiro que se encontrava debruçado sobre a barraquinha, provavelmente era o vendedor que o Kim estava falando. – É incrível como os jovens como eu andam tendo ótimos dons, parecem profissionais de mais de anos de trabalho.

 

– Falando assim você parece até um velhote. – Yerim arqueou a sobrancelha.

 

– Desculpe, eu não queria passar essa impressão, mas... – Taehyung foi interrompido por um Tuan com um olhar de meia culpa.

 

– Alguém ajuda a tirar o corpo do Vernon da areia? – Perguntou o Tuan que apontava para o rapaz coberto de areia.  – Quem são aqueles caras? - O moreno mudou de assunto, não se importando muito com o Hansol se debatendo na areia e gritando pelo o maior.

 

– Não tenho a mínima ideia, agora me tira daqui! – Falou a cabeça de Vernom que gritava.

 

– Calma aí. – Mark se sentou na areia e começou a usar a pazinha para tirar o garoto dali.

 

– São policiais, algo do tipo. – Yerim semicerrou os olhos.

 

– Hum? Esses caras ficam só comendo rosquinhas e ainda vem tirar férias? – Mark cruzou os braços indignados, deixando um Vernon choramingando por ele enrolar tanto.

 

– Estão aqui para trabalho, o desaparecimento de um padre, provavelmente. – Taehyung fez pouco caso, mas ele se importava muito com a reputação daquele lugar.

 

– Tem uma igreja por aqui? Wow, já pode indo lá para confessar seus pecados, Vernon. – O citado arqueou uma sobrancelha. – Tipo na vez que você bebeu a água benta, começa por aí.

 

– Ah, vai se foder também. – O garoto fez biquinho.  – Eu estava com sed- Tuan para de me enrolar e me desenterra caralho!

 

– Mais um para lista. – Mark riu, ignorando totalmente o enterrado quê já estava achando quê o mais velho tinha algum problema de perda de memória recente.

 

– Quem vai jogar? A quadra tá pronta! – Jackson - já desprovido de camisa - perguntou com a bola de vôlei já em mãos indo até o meio da quadra improvisada.

 

– Alguma de vocês vai? – Momo perguntou para outras já se levantando para ir em direção onde a maioria dos meninos estava indo.

 

– Eu! Tenho que me exercitar com esportes pelo menos uma vez na vida. – Tzuyu falou pegando na mão da mais baixa se apoiando para levantar.

 

– E vocês? – A caramelada se referiu as outras três que ainda estavam sentadas.

 

– Quando eu achar a animação eu vou. – Jisoo respondeu comendo as frutas bem organizadas e trazidas por ela mesma em uma bolsa bem reservada de micróbios.

As duas que já estavam em pé apenas deram de ombros não precisando esperar a resposta das outras e indo se juntar com os que já estavam por lá.

 

– Hum... Hum, eu sinto falta da época do colegial. –  Disse uma das autoridades que observava Yukhei que agarrava a bola com toda a força, correndo dos outros alunos. – Eu adorava as saídas assim, uma pena que elas nunca foram para lugares tão bons como este. – O de sobrancelhas grossas divertia-se contando sobre sua adolescência para os outros dois garotos que prestavam bastante atenção.

 

– Eu nunca gostei de Educação Física, a bola não gostava de mim. – Riu o loiro, YuKwon tinha um sorriso extremamente belo e, não era só isto que o garoto havia de bom, como os dons de culinária.

 

– ...Era complicado demais para eu participar de uma aula. – Pyo finalmente havia dito algo, este comida tranquilamente um Tteok, semelhante ao Mochi japonês.  – Mas eu não gostaria de tomar bolada.

 

– É só ser rápido, Pyo. – Explicou Seunghyun que recolheu rapidamente o guardanapo da bancada, tanto para o sorvete que tomava, quanto para o próprio Jihoon.

 

– Então, encontraram alguma coisa? – Perguntou MinHyuk, um dos moradores daquele lugar. – Isso já está sendo muito trabalhoso, e espero não estar colocando pressão em vocês.

 

– Não é tão fácil quanto pensa. – Choi brincava com a casquinha. – Você não é o único a se incomodar com isto tudo, os Kim também não estão satisfeitos com isto.

 

– Principalmente o filho deles... – Jihoon citou o loiro, jogando os restos no lixo.

 

– Encontrando o padre ou não, isso não vai mudar muita coisa nas minhas vendas. A não ser pela falta de turistas. – Kwon desembrulhava um bolinho de arroz.

 

– Isso é provável de acontecer. – O detetive levou a mão até o queixo.

 

– Se o movimento cair, eu e Kwon vamos ir embora desse pedacinho de céu.

 

– Que bela oferta. – O loiro arqueou a sobrancelha e cruzou os braços, logo depois rindo. – Mas eu aceito, não vou aguentar ficar aqui se o comportamento do Kim mudar.

– Eu vou sair galera, essa rodada a Irene quer entrar! – Yukhei falou alto para as pessoas ao seu redor ouvirem seu aviso; então quando viu a confirmação vindo de Jackson que era como o "capitão do time" deu passos lentos enquanto saia da área de vôlei. – Boa sorte! – Xuxi falou fazendo um "high-five" com a de cabelos longos que, já tinha erguido a mão antes o convidando para tal ato.

 

– Valeu. – Ela falou simples já entrando em campo. – Não, espera Wong! – Mas antes ela o chamou arregalando os olhos e se virando para a direção oposta novamente com ele fazendo o mesmo; pois havia se lembrado de uma coisa que esquecerá a minutos atrás, porém ela se recordou e a oportunidade veio à tona. – Você pode pegar aquelas polaroides que tiramos mês passado na escola que estão com o Jisung? – A mais baixa perguntou com um sorriso desconcertado, com se estivesse pedindo demais para o garoto.

 

– E você iria querê-las para quê?

 

– Ai, pra fazer um pequeno enfeite na única árvore que tem aqui. Vaaaai, é pra ficar com a nossa marca apenas essas férias! – Disse abrindo um sorriso grande para convencê-lo.

 

– Eu vou, princesa; mas também você está devendo um favor desse nível pra mim, certo? – O moreno levantou uma das sobrancelhas.

 

– Ok, ok. Obrigada, Oppa! – Irene abriu um sorriso agora genuíno e correu rapidamente até o Wong e lhe deu um abraço apertado sendo retribuída.

 

– Irene sua cabeça de vento, eu quero jogar! – Vernon gritou – Já desenterrado- recebendo um tapa na nuca que Chanyeol o dera pra o repreender, Irene rapidamente se desgrudou de seu amigo correndo até sua posição.

Yukhei apenas se virou com um sorriso mínimo no rosto e foi andando da areia da praia até a pequena ponte que ligava a praia a casa em que eles estavam; ele estava feliz por ainda conseguir ter momentos assim com sua melhor amiga/irmã sem brigar por coisas bobas como suas novas amizades.

 

Vendo que já estava em frente à porta do quarto em que Jisung e o Lee estavam dividindo, bateu levemente na porta a espera de uma resposta do outro lado.

 

– Que entre o plebeu! – Ouviu Jisung responder do outro lado da porta.

 

Wong franziu o cenho ao ouvir isso, mas apenas deu de ombros e abriu a porta pronto para perguntar o que precisava e dar o fora dali, porém se deparou com Mark com uma coroa na cabeça sentado na cama com o controle de seu ps4 em mãos enquanto Jisung estava rodeado de lençóis parecendo um mendigo fazendo reverência a um louco.

 

– Mas que merda que vocês resolveram inventar agora? – O mais velho perguntou parecendo se perguntar aonde errou na criação de seus "irmãos".

 

– Ele perdeu no jogo contra mim e a prenda era ele me obedecer como se eu fosse seu rei. – Mark deu de ombros como se ver Jisung tão ridículo assim fosse normal de todos os dias.

 

– Aonde que você achou essa coroa? – Perguntou agora entrando por completo no quarto e fechando a porta atrás de si.

 

– Eu a trouxe. – O azulado levantou um dedo como se estivesse se identificando.

 

– Vocês são muito estranhos. – O moreno falou negando com a cabeça.

 

– A gente sabe. – Os mais novos responderam em uníssimo.

 

ılı.lıllılı.ıllı.

 

- Galera, galera! - SeungKwan gritou ofegante, chamando a atenção dos outros jogadores da partida.

 

- O que? - Jungkook perguntou já cansado de ter que parar o jogo com bobeiras.

 

- Eu vou sair, tô ficando velho demais pra isso, Jesus Cristo. Yerim quer entrar? - Perguntou para a de cabelos curtos, que olhou pra ele sorrindo como se estivesse esperando essa oportunidade há tempos.

 

- Claro! - A menina se levantou animada limpando sua roupa que estava com um pouco de areia e andou até ele. - Obrigada, fofinho. - Yerim mandou um beijinho no ar junto ao um coração de dedos para o garoto que ficou feliz em receber um "carinho" assim de uma menina que ele achou que era apenas mais uma que o trataria mal assim como as da escola, SeungKwan poderia ser o exemplo do famoso "Gordinho quê sofre bullying".

 

O ruivo apenas se sentou na cadeira que a minutos atrás era ocupada por Dyo, que se rendeu ao afeto de seu familiar e foi ficar na água salgada do mar com Hoseok apenas para relaxar.

 

- Ei! SeungKwan! - Este olhou para trás vendo Yukhei com várias polaroids em sua mão que o fizeram sorrir lembrando do quão trabalhoso foi pra tirar todas elas à tempo.

- Sim? - Boo respondeu levantando o olhar a cada passo que o Wong dava mais pra frente.

 

- A Irene quer alguém pra enfeitar aquela árvore no meio da praia com as polaroids, adesivos e pisca-pisca que as meninas trouxeram. - Xuxi olhou para a árvore quê aviam poucas folhas por não estar em um local muito apropriado, Kwan seguiu seu olhar.

 

- Aaaah, mas como eu vou fazer isso sozinho? - SeungKwan pendeu sua cabeça para o lado ainda olhando a árvore trazendo uma áurea inocente.

 

- Sei lá, se vira aí. - Yukhei deixou as polaroids "cuidadosamente" no colo do menor e saiu correndo para tentar pegar um cargo no vôlei.

 

- Mas! - SeungKwan queria discordar, mas apenas fez uma pequena concordância com a cabeça e foi fazer o que foi pedido por Irene. Era apenas um trabalho fácil para ajudar a todos, era o que o ruivo se convencia.

 

- Olá? - Kwan ouviu uma voz aguda e familiar vindo de sua frente e então levantou a cabeça para identificar melhor. - Você quer ajuda? Eu vi o Wong não sendo muito prestativo. - Tzuyu soltou uma risada em divertimento.

 

- Mas você não estava jogando? - SeungKwan perguntou antes de tudo; ele não queria estragar a diversão.

 

- Ah, isso pode esperar. Yukhei já ocupou minha vaga. - Deu de ombros ainda sorrindo. - Vem! - Estendeu a mão que foi pega pelo ruivo. - Isso é muito trabalho pra um só.

 

A tonalidade do céu era uma boa palheta de cores, conforme adotavam a cor azul lá piscas-piscas aparentavam se destacar um pouco mais devido a chegada do fim da tarde.

 

Baekhyun observava a árvore que era enfeitada com certa curiosidade, este rangia os dentes devido ao frio, os pés estavam molhados e cobertos de areia e seu corpo enrolado em uma toalha; as madeixas loiras encontravam-se úmidas.

Passou a olhar para Choi Seunghyun, o rapaz falava no telefone enquanto Pyo se mantinha distante, basicamente ao lado do Byun, sentado sobre a areia olhando atentamente a tarefa dos colegiais.

 

- O que estão fazendo?- Perguntou o rapaz de voz rouca.

 

- Estamos deixando nossa marca aqui, vai ficar bem bonito. - Baekhyun exibiu um sorriso.

 

- Geralmente usamos fotos assim para ligar os pontos em algo de um crime, sabe. - Explicou Jihoon, falando de forma simplista, mas ainda encantado.

 

- Com aquelas fitas que vemos em séries de detetive? - O mais velho riu com a inocência do adolescente e seu pouco conhecimento.

 

- Quase isso.

 

- Entendi. - Silênciou-se por um curto período. - Você parece ser diferente dos outros, agente. - A conversa de ambos prosseguia sadia, Jihoon não reclamou desta "qualidade", somente assentiu e pediu para que o chamasse pelo seu nome.

 

- Eu posso participar também? Está muito bonito.

 

- Pode sim, mas você alguma foto sua para pendurarmos?

 

- Sim, minha e do Seunghyun. - Baekhyun não sabia quem era este outro Seunghyun e claramente não era o recepcionista, passou-se sobre sua mente que fosse  seu chefe. Assentiu indo para perto da árvore com Jihoon. - Ei, Chanyeol! Vamos chamar os outros para colocarem fotos deles também! - Berrou o Byun para seu supervisor.

 

- Claro Byun, com certeza todos carregam polaróides por aí só para pendurar em árvores! - Ironizou o de cabelos Negros que berrava também.

 

- Ué, o Pyo tem um.

 

- Ele é uma exceção. - Chanyeol cruzou os braços, sua camisa repleta  de furos com grandes mangas cobriam suas mãos, o deixando fofo junto de seu cabelo ao ar. - Mas fique a vontade, Byun.

 

- Obrigada, chefia! - O loiro se curvou, correndo pela praia atrás de outros moradores.

 

Pyo aproximou-se da árvore e puxou um dos ganchos que penduravam as fotos, idêntico ao que os outros faziam. Ele retirou uma foto sua e de Seunghyun de sua bolsa, era bem antiga e tinha uma enorme história por trás daquela foto

 

- Quem é esse? - Perguntou Kyungsoo se aproximando aos poucos e sem disfarçar a  curiosidade, apontando seu dedinho para o Choi. - É seu pai?

 

- Não, é Seunghyun, temos uma boa história. Ele também está aqui, então. - Explicou-se meio confuso, as grandes mãos de Jihoon tremiam.

 

- Não precisa se explicar, já entendi. Ele deve ser bem especial. - Viu o mais novo sorrir. - Puxa, seu cabelo está cheio de areia - Dyo pôs as mãos no cabelo do rapaz e bagunçou freneticamente, fazendo Jihoon fechar os olhos. - Eu não sou chegado à  praia por causa dessa areia. - Pyo observava tudo quieto. - Bem, sua polaróide está muito bonita na árvore.

 

- Sim, essa ideia foi fantástica. - Kyungsoo realmente duvidava se o rapaz era um adulto devido a expressão fofa.

 

- Olha MinHyuk! Nossas polaróides ficaram muito bonitas.- Berrou YuKwon maravilhado, esses haviam acabado de chegar devido ao Baekhyun tê-los chamado, estes eram os restantes que circulavam pela praia.

 

- Viu só, Chanyeol. Eles tem polaróides. - Baekhyun zombou do mais velho que apenas balançou a cabeça negando.

 

- Nossa isso tá muito bem feito! - Jungkook acariciou sua barba invisível, olhando a diversidade de fotos. - Falta alguém ainda?

 

- O Taehyung e... Os recepcionistas. -  Citou Jisoo com dificuldade.

 

- Jihoon e Seunghyun nos deram algumas fotos antigas. - Jungkook pendurava as tais fotos. -  Falta o Tae.

 

- Aqui. - O de sobrancelhas grossas entrou no meio, entregando uma polaróide com a foto do Kim, os olhos de Pyo praticamente saltaram.

 

- Obrigado. - Jungkook recolheu a foto com receio e riu abafadamente. - Soa bem psicopata você ter as fotos do Kim. - O coelho forçou fingir segurança, vendo Choi sentar-se ao lado dos outros.

 

- Jeon Jungkook! - Reclamou Chanyeol. - Mais educação, você não está falando com qualquer um.

 

- Ata, desculpa. - Suspirou pronto para repetir a frase. - Soa bem psicopata o Senhor ter uma foto do Taehyung. - Chanyeol bateu em sua testa, suspirando alto.

 

- Não tem problema.- Seunghyun encarou Chanyeol, não dando tanta bola para Jeon. - É normal termos uma foto do filho dos Kim, ele é suspeito em nossas pesquisas. - Pyo lançou um olhar de desconforto para Choi.

 

- Suspeito? O que Taehyung fez demais? - Vernon buscava interesse como os outros ali.

 

- É confidencial, Hansol. - O garoto arqueou a sobrancelha assustado, como este saberia seu nome? Mas não era nada de mais, apenas tinham as fichas dos hospedados no hotel.

 

- Que droga. - Xingou baixinho.

 

- O por do sol daqui é lindo. - Momo disse totalmente alheia ao assunto dos mais velhos olhando maravilhada para o horizonte; fazendo com que todos os outros também prestassem atenção ao acontecimento.

 

- É mesmo. - Jackson concordou ajeitando o boné em sua cabeça e depois abraçando suas pernas juntas apoiando seu queixo entre o meio dos joelhos.

 

- Desculpa atrapalhar o lindo momento de vocês, mas está na hora do jantar, crianças. - Seungri, como o chamavam na  infância, apareceu como uma sombra que vem da escuridão.

 

- Que susto, Jesus! - Chanyeol botou a mão no peito como se fosse ter um infarto e olhou para trás vendo Seunghyun um tanto quanto desconcertado.

 

- Desculpe, eu não queria. - Deu um sorriso mínimo seguido de sua risada nervosa.

 

- Bom, ordens são ordens. - Chanyeol deu de ombros virando para os adolescentes, alguns ainda vidrados no por do sol, outros já se levantavam pra ir; Hoseok, olhava com um biquinho nos lábios e um olhar pidão para não irem agora.

 

- Vamos logo, Hoseok! Amanhã a gente vem até mais cedo e fica até mais tarde, eu prometo; mas agora a gente tem que comer. - Hoseok apenas concordou de cabeça abaixa e se levantou já indo recolher suas coisas. Na visão de Chanyeol o Jung era muito inocente e criança. - Tchau rapazes. - Chanyeol foi se despedir dos mais velhos ali presentes com o velho aperto de mão e o abraço com tapinhas nas costas. - A gente se vê amanhã.

 

ılı.lıllılı.ıllı.

 

– Tá doendo muito ainda? – Jisung perguntou para o Lee enquanto andava pelo quarto procurando o kit médico que a mãe do mesmo avia oferecido pra cuidar do recente machucado de seu filho.

 

– De vez em quando eu sinto umas pontadas, porém não é nada tão forte, os remédios ajudam. – Mark suspirou ao final da frase. Ele estava deitado com as mãos no peito pensando que merda ele avia feito pra ser tão burro ao ponto de ir para uma velha praça de skate sem camisa e ficar correndo de Tuan totalmente avoado ao ponto de não ver e passar perto de um vidro que rasgou fundo sua barriga ao ponto de ter que dar quinze pontos.

 

– Calma; calma. Vai passar rapidinho. Logo você vai estar igual a um retardado correndo pelos corredores da escola recebendo mais uma advertência do coitado do Minghao que tem que aguentar suas façanhas. – Jisung falou já sentado na cama e arrumando as coisas para trocar o curativo do amigo. Às vezes parecia que ele lia o pensamento ou expressões dos outros.

 

– Tá, calma, me deixa levantar a camisa. Agora você vai ver um abs de verdade. – O Lee mesmo machucado e triste se esforçava para fazer os outros rirem de suas piadas horríveis.

 

– Haha, agora cala a boca e me deixa trocar isso. – Jisung tirou cuidadosamente os esparadrapos que estavam prendendo a gaze cheia de pomadas e antibióticos para sarar e não doer muito. – Nossa isso aqui ainda tá horrível. – Falou fazendo cara feia assim que tirou tudo.

 

– Obrigado, amigo; você é um amigo. – Deu um sorriso irônico e os dois voltaram a brigar enquanto um ria da cara do outro por perceber o quão ridículo os insultos deles estavam sendo. -

 

– Por que você trás tanta merda na sua bagagem? Agora eu sei o porquê dela pesar mais que você. – Kyungsoo falou enquanto ajudava o Jung a arrumar as coisas que tinha espalhado na tentativa de tentar achar as cuecas que avia botado logo no fundo da mala.

 

– Ei! Não é merda, tá?! São coisas essenciais para uma viagem como essa. – Falou dobrando outra blusa para botar na cômoda do quarto. Eles iam ficar por muitos dias ali, então na cabeça de Hoseok e Dyo fazia muito sentido.

 

– Um pé de pato, um óculos de visão noturna, seu apito de quando você treinava futebol e sua besta de quando você ainda queria fazer aulas treinando isso pra matar o nosso vizinho? – Dyo perguntou cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha esperando a resposta do ruivo.

 

– Pé de pato caso eu queira ir mais profundo, óculos de visão noturna pra se faltar luz, apito caso eu me perder vocês me acharem e isso é só pra eu treinar igual o professor falou que é pra treinar nas férias, as flechas não tem pontas afiadas ou cortantes, são de borracha, só vai dar um baita de um roxo na pessoa, eu não vou sair atirando no meio de geral! E por último que eu não queria matar o Jungkook, ele só me dá medo! – Deu de ombros nas últimas palavras e cruzou os braços olhando para o lado oposto à face de seu primo. – Eu tô fazendo pelo esporte, tá?!

 

– Tá, ok, ok, eu acredito. – Kyung riu da cara emburrada de seu primo e como um flash pareceu ser a oportunidade perfeita pra ele mostrar seu novo brinquedo para o outro, sabia que ele iria, literalmente, surtar com aquilo. – Olha o que eu trouxe! – O moreno se animou sorrindo e indo até sua mala ainda não desfeita a procura de algo.

 

– Hm. – O ruivo murmurou ainda de braços cruzados seguindo os passos do outro com o olhar. Ele ainda estava "de mal" com Dyo.

 

– Tcharaaaam! – Kyungsoo estendeu na altura do peito uma caixa de cor vermelha com um enorme "Ouija" escrito em preto veludo nela. Hoseok arregalou os olhos e Dyo se preparou para rir do pequeno surto que o ruivo iria ter.

 

– EU NÃO VOU JOGAR NEM QUE ME PAGUEM QUINZE REAIS EM BARRAS DE OURO! DEUS ME LIVRE DESSE TROSSO! – Hoseok chegava cada vez mais pra trás à medida que seu primo se aproximava com o jogo em mãos. – Sai desse corpo que não te pertence, Satansoo! – O ruivo falou alto fazendo uma cruz com os dedos.

 

– É tipo monópole, você vai gostar Hoseok. – O baixinho ainda ria.

– Uhum, muito parecido Kyungsoo. Já pensou em comprar um óculos? – Jung levou a mão até o queixo, enrolando o rapaz e já passando os dedos pela maçaneta.  – Guarde essa coisa aí. – Hoseok arregalou os olhos por um tempo e encarou o baixinho que se aproximou devagar do Jung, curioso.

 

– Mas eu não fiz nada! – Exclamou, segurando cuidadosamente a caixa.

 

– Oh... Dyo, os espíritos dizem que é hora de comer, a barriga de Hoseok está roncando muito. Oh Meu Deus. – O ruivo fez uma voz macabra que falhou bastante, e viu o menor revirar os olhos.

 

– Está bem, eu usarei mais tarde.

 

– O quê!? – Essas palavras fizeram o Jung ter um turbilhão de pensamentos, acelerando seu coração e o fazendo abrir a porta rapidamente e dando de cara com Baekhyun no final do corredor, o ruivo correu como um jato para perto do Byun. – BAEKHYUN!

 

– Ah, oi. Já se arrumou Hoseok? – O loiro olhou o Jung de cima abaixo, analisando suas vestimentas e seu cabelo mal penteado, o ruivo não respondeu, somente o abraçou mais ainda. - Vou entender isto como um sim.

 

- Esse cheiro é ótimo! - Jackson encarou Bambam que parecia prender a respiração. Os jovens já estavam fora de seu alojamento. - Ei, tá tudo bem?  - Perguntou para o loiro enquanto passavam pela porta de vidro que dava rumo a sala de jantar com aquelas mesas absurdamente belas em tom tropical.

 

- Tô sim, apenas não me dou bem com frutos do mar. - O garoto riu, levando a mão até o nariz e respirando fundo.

- Deve haver outra coisa que não seja peixe ou lula. Sei lá, frango? -

- Que falta de educação falar mal de minha comida sem nem ao menos ter provado ela. - Kwon aproximou-se dos rapazes com um biquinho nos lábios.

-Desculpe, eu realmente não me dou bem com este tipo de comida. - O loiro não ligou.

 - Os pratos estão naquela mesa, é só se servirem. - Kwon deu de ombros, sentando-se próximo a Minhyuk, este que comeria hoje consigo.

 

- Aqueles caras estão hospedados aqui? - Perguntou Mark, sentando-se próximo aos rapazes. Estava perguntando dos agentes que colaram os polaróides mais cedo.

 

- Sim. Tuan, você é bem lerdo.

 

- Eu estava ocupado com outras coisas. - Mark cruzou os braços e virou o rosto.

 

- Por que os Mark's tem que ser tão curiosos? - Bambam levou a mão até a bochecha.

O Tuan preferiu não responder, apenas permaneceu na sua enchendo a barriga de sushi enquanto segurava os hashis com macarrão.

 Já do outro lado do cômodo que era bem grande, Hoseok enchia a boca de frango  e bebia rapidamente seu refrigerante.

 

- A comida não vai fugir de você. - Avisou Chanyeol que puxou o refrigerante de Hoseok.

 

- Eu tô com fome, Hyung. - O ruivo fingiu educação e limpou as mãos com guardanapo já que se causasse mais vergonha estaria frito. - Por obséquio, poderia devolver meu refrigerante? - Estendeu a mão e Chanyeol fez o pedido e voltou a atenção para Jisung e Mark que chegavam.

 

- Pra comer vocês aparecem, hm. - o Jung cruzou os braços.

 

- Eu estava ocupado, você viu. - Avisou Jisung que puxava a cadeira para o Lee que sentou-se ligeiramente.

 

- Ah sim, aquilo era muito importante.

 

- Era uma aposta de amigos! Era algo importantíssimo. - Mark fez pose de vitorioso. - Vamos fazer de novo, Jisung?

- Sim, mas será você que irá perder! - Alertou.

 

- Jisung pode tirar o cavalinho da chuva se você acha que e-

 

- Aham. - Hoseok limpou a garganta, encarando ambos e bebendo em seu canudinho.

 

- Desculpa Hobi, nós vamos ficar muito tempo aqui. Amanhã eu vou na praia com você.

 

- Você fala como se tivesse certeza de que o amanhã chegaria. - Kyungsoo que até hora não havia dito nada, pronunciou-se. Mesmo que ninguém havia notado que o menor estava prestando atenção na conversa.

 

A mesa permaneceu em silêncio, o macarrão que estava na boca de Jisung escorregou com a fala do menor. Apenas o som de talheres estava ali, diferente das outras mesas.

 

- Bom, por que não nos sentamos com Chanyeol? - Vernon quebrou o silêncio em sua mesa, encarando Minghao que permanecia quieto e calmo com um bolinho de arroz na boca.

 

- Não tem mais espaço. - Minghao levou a mão até a boca, terminando de mastigar. O rosado havia falado de Jisung e Mark que haviam ocupado tudo.

 

- Juntamos as cadeiras, ué.

 

- Para de ser favelado Vernon. -  Yukhei debruçou-se sobre a mesa, estava cheio.

 

- Eu só sugeri. - Minghao apenas observava seus amigos tentando aproxima-los de seu irmão.

 

- Eu e Chanyeol somos irmãos, mas não nascemos grudados. - Disse baixinho.

 

- Tá. - Vernon, não tão convencido levantou-se pronto para ir para outra mesa, quando Woozi deu leves tapas no microfone chamando a atenção dê todos. Este estava no centro do palco, o silêncio reinou, pois os músicos pararam de tocar.

 

- Vernon senta agora! - Yukhei agarrou o braço do ruivo o fazendo de sentar.

 

- Som...Som...- O menor checava. - Estão todos ouvindo? - Afirmaram e o baixinho sorriu. - Bem, vim aqui lhe informar que que infelizmente o Sr. Kim Taehyung não poderá comparecer ao Jantar, pois está resolvendo as melhorias do prédio e ele pede milhões de desculpas por não poder dar boas vindas a todos vocês no jantar, mas eu farei o possível para se sentirem como em casa.   E eu peço desculpas por avisar tão tarde. - Fechou os olhos e suspirou. - Os desejo uma boa noite.

 

O baixinho respirou mais aliviado ao descer dali, já que palcos não eram seus fortes e simplesmente odiava quando Taehyung lhe pedia esses favores.

Mais um jantar fora encerrado, não era nenhuma novidade para Woozi e Seungri, já que estes estavam carecas de tantos banquetes que fizeram naquele prédio.

O panda terminava de finalizar o expediente dos músicos, e guardava os instrumentos com cuidado,Taehyung tinha um carinho por aqueles objetos. Woozi limpava as mesas passando um pano úmido sobre os móveis e recolhia o lixo, as janelas estavam abertas para arejar o ambiente, por mais que as grades estivessem ali o vendo ainda vinha, misturado com a maresia.

O silêncio só estava naquele cômodo, já que os colegiais faziam bastante barulho no lote ao lado, correria e passos.

Jihoon caiu para trás, por sorte sentado. Por conta do barulho que Seungri fizera, derrubando um dos instrumentos.

 

- Seungri, está tudo bem? - O loiro perguntou batendo nas roupas para limpar a poeira. - Quantos destes você já derrubou só hoje?

 

As mãos do moreno tremiam, ele as apertou e suspirou fundo.

 

- Está tudo bem. - Respondeu e sua voz sairá rouca e trêmula.

 

O moreno levou as mãos até o rosto, tentando melhorar a própria respiração, estava livre para fazer o que quiser, as cortinas o tapavam. Ou quase isso.

 

- Seunghyun, descanse um pouco, isso pode ser estresse. - Woozi puxou as cortinas, revelando o panda. Caminhou até o rapaz e segurou suas mãos que suavam frio. - Não estou falando isso da boca pra fora, fique ciente disso.

 

- Eu vou terminar de fechar a recepção. Vá dormir, Woozi. - O moreno ignorou a preocupação do baixinho e apenas afastou-se.

 

- Boa noite, Seunghyun. - Levou o pano até  o ombro e coçou a  nuca, vendo que ficou sozinho na sala. –

 

ılı.lıllılı.ıllı.

 

O frio que fazia era mínimo, mas Taehyung ainda gostava de usar um casaco de tecido fino, era branco e sem texturas. Este apenas o apoiava em seus ombros.

A vista do terraço era linda, o mar parecia chamar o Kim, este agora passava noites em claro naquele lugar desde que os policiais resolveram intervir na região.

Ele sentia um pouco de fome, mas nada que o obrigasse a ir à cozinha atrás de YuKwon, estava bem ali.

Apenas com a brisa bagunçando seus cabelos loiros, e o conforto que sentia em apenas estar naquele prédio, fora criado ali. O valor sentimental era grande.

O Kim estava acompanhado de seu telefone em uma chamada, o aparelho gelado tocava seu ouvido, a conversa já estava durando muito e o loiro que andava de um lado para o outro.

                                                                                                 

- Taehyung, este prédio não é mais importante do que você. - A voz de seu Appa soava grosseira, mas este só estava preocupado com seu filho.

 

- Appa, eu sei o que estou fazendo.

 

- Você tem vinte e quatro anos, não conhece muita coisa deste mundo. - O Kim levou a mão até a testa, não gostava de brigar com Namjoon.

 

- Foi pedido de um amigo, estou me esforçando o máximo pela reputação deste lugar! – Se conteve em aumentar o tom de voz contra o rapaz que o conhecia desde a barriga.

 

- Eu realmente não me importo.

 

- Este lugar tem uma história nossa. - O Kim respondeu entre os berros e seus dentes rangiam, o eco de sua voz permaneceu por curtos segundos naquele lugar.

 

- Você faz parte da nossa história, é o mais importante. Você é o fruto do nosso amor, é mais valioso do que este lugar. - Namjoon suspirou, este parecia recordar-se do passado e a nostalgia vinha em sua mente. O moreno era o que mais falava da infância do Kim. - Ajeite as coisas e feche o prédio, seu nome já não está sendo tão bem falado.

 

- Daqui a três dias eles já irão embora, os boatos vão acabar com o tempo.

 

- Kim Taehyung! - Namjoon havia entregado o telefone para alguém que o loiro conhecia muito bem; Seokjin. - Pare de ser insistente, eu não quero me envolver com advogados.  -  Kim Seokjin era um bom exemplo de pai, ao contrário de Namjoon que sempre era abertos para escolhas erradas. Apenas o silêncio, ou som do vento alto e claro. - Me responda. - Jin respirou fundo. - Vamos buscar você amanhã, avise a Seungri e Woozi que eles precisaram fazer as malas.

 

O som da ligação sendo encerada foi o único barulho ali. Taehyung deixou o aparelho sobre uma das cadeiras e aproximou-se da sacada, debruçando e olhando  o mar com melancolia, o vento estava cada vez mais forte e a areia trazia a impressão de aquele lugar era frio e seco, sintomas completamente desiguais  quando era dia.

Mas uma pequena chama acendeu-se dentro do Kim ao ver os polaroids e pisca-pisca na árvore, era algo incrível as fotos balançando contra a brisa.

Como se fosse o único objeto portador de sentimentos daquela areia gelada. Taehyung encolheu-se mais e escondeu o rosto entre os ombros. Era o único no sereno da noite.

 

ılı.lıllılı.ıllı.

 

Seungri estava na cozinha principal, decido a terminar as coisas para ir logo dormir e recuperar suas forças perdidas ao longo do dia. Eram muitos barulhos, formulários, preocupações, gritos e estrondos criados por adolescentes o dia todo, era impossível não se cansar rápido.

O panda segurava o molho de chaves, observando com cuidado os chaveiros e formatos daquele metal. Com suas mãos que tremiam e sua cabeça em desordem, ele tinha bastante dificuldade de acertar a fechadura para trancar o freezer.

Eram pensamentos abobados, suas paranoias estavam presentes. Tão besta, que isto não fugia de sua mente.

Quando finalmente conseguiu acertar a fechadura, fez um pouco de força para fechar a porta, já que era muito duro pra trancar completamente como pretendia fazer. Porém uma coisa o incomodou e o fez parar. Era como se estivesse sendo, observado.

O som da respiração descompassada era misturada com o barulho do estalo dos freezer, fez seu corpo gelar por inteiro, o desespero estava tão presente que Seungri riu de sí próprio, essa sensação era horrível e provavelmente fruto de sua imaginação.

Efeito do cansaço que fazia o aperto em seu peitoral aumentar e sua respiração falhar a ponto de precisar puxa-la com a boca, seu nariz ardia e este se esforçava mais para evitar o medo.

Mas assim que ouviu um barulho atrás de si ele realmente assustou-se e percebeu que não era um simples fruto de sua imaginação.

Virou-se para trás com seu coração apertado e com os olhos arregalados, ele tinha a sensação de que se continuasse de costas podia ser apunhalado. Essa sensação estava sendo completamente desesperadora.

 

- Você me assustou, sabia? - Seunghyun botou a mão no coração que agora estava um pouco mais calmo, porém quando viu de quem se tratava seu coração voltou a bater com desespero, suas teorias teriam vindo átona.

 

Em um ágil movimento seu corpo foi contra a parede, este usou suas forças - que eram mínimas - para revidar, puxando a vestimenta escura e negra, não era o bastante para sua nuca bater fortemente contra um do freezer e causar um estalo pelo lugar.

Agora sim sua visão estava corrompida, seu corpo não lhe correspondia tanto pelo cansaço daquele dia, puxou o ar com mais intensidade quando o outro se aproximou, levantou-se bruscamente e agarrou sua cintura, batendo o corpo do de vestes pretas na parede, seu coração disparava.

Aquela máscara lhe causava arrepios e sensação de mal estar, era negra com um pequeno sorriso em tonalidade branca.

O garoto virou a cabeça para o lado, encarando Seunghyun com desdém. Este estava pronto para acertar-lhe, mas suas madeixas negras foram puxadas, o jogado no chão e batendo sua cabeça contra o chão. Lee tentava revidar, mordia o lábio inferior para não gritar, apertando tão forte que o gosto metálico dono do líquido vermelho escorria sobre sua boca e queixo.

Mas o dono das roupas pretas e de uma altura considerável, estava definitivamente mais empenhado já que Seungri passou a tarde inteira se cansando e ficando com muita tensão.

Mas seu esforço agora era pra salvar sua própria vida, ele sentia que a qualquer vacilo podia morrer nas mãos de um dos hospedados daquele pedaço de praia. Ainda mais um que ele conhecia muito bem e tinha uma enorme afeição.

Foda-se a afeição agora.

Juntou sua energia e deu um chute na barriga do outro que se afastou por reflexo. Quanto o outro estava preocupado dando tapas em sua vestimenta levantou-se e passou a mão sobre sua nuca que escorria o avermelhado; este não iria lutar com o mascarado, apenas tentar distrai-lo.

 

- Pensava que éramos uma família! - Engoliu seco quando viu o outro puxar atrás de si um pé de cabra, estava enferrujado. Ergueu o outro para o alto.

 

- Não existe mais família agora. - Sua voz melodiosa ecoou pelo cômodo.

 

ılı.lıllılı.ıllı.

 

O baixinho caminhava pelos corredores terminando de trancar as coisas, este tinha certeza de que Seungri fora descansar primeiro do que a si mesmo, e riu abafado com isto.

Mas com o passar de honestos minutos, tudo já estava apagado e trancado, exceto o cômodo onde os freezer ficavam, passou-se pela mente de Woozi que o panda esquecera de trancar  aquele lugar. Abriu a porta aos poucos, observando os aparelhos abertos e sem o cadeado, um deles parecia estar quebrado.

Era onde guardavam coisas para sobremesa, como sorvete.

 

- Ah, nós demos sorte que Taehyung não é rigoroso. - Falou baixinho, abrindo a tampa do freezer para checar se ainda tinha sobremesa ali. - Merd-

 

 Respirou fundo e afastou-se do aparelho, o cheiro que invadiu suas narinas o fez colocar tudo o que comera para fora e seu estômago passou a esvaziar.

Seus olhos encheram de lágrimas e a falta de ar foi presente, olhou para os lados preocupado, afinal não sabia se era o único ali.

Seu corpo tremia como se estivesse tomado um banho de água gelada, sua respiração há mil.

Tomou coragem e se apoiou em um dos outros freezers para não cair, já que suas pernas estavam bambas e a qualquer momento sentia que podia vacilar.

Ainda tremendo, com a respiração ofegante e lágrimas contínuas saindo de seus olhos fechados, Jihoon levantou a tampa do freezer, que avia se fechado, rapidamente até o limite aonde ela se mantinha aberta sem precisar segurar.

Abriu seus olhos lentamente já sentindo o cheiro de sangue predominar o lugar, sentiu seu estômago embrulhar. Novamente, começou a soluçar e tremer cada vez mais, uma mistura de medo e tristeza o deixava assim.

O corpo de seu superior e melhor amigo estava ali, morto, gelado, deformado, mutilado.

Suas pernas pareciam ter sido quebradas para o mesmo ter cabido ali. Sua blusa branca estava rasgada, e a pele a mostra por essa causa estava perfurada, com um grande buraco na altura do estômago. O rosto de Seunghyun era quase irreconhecível, como se tivesse sido esmagado com algo que o atingia várias e várias vezes no mesmo lugar.

Tremendo, e se afastando do freezer rapidamente, Woozi; como Seunghyun costumava o chamar; encontrou uma das paredes que se chocou contra sua costas, ali mesmo ele escorregou até cair no chão e chorar como nunca avia antes.

Seu peito doía pela tamanha velocidade em que seu coração estava batendo, como se fosse explodir. O loiro mal conseguia respirar por causa do choro desesperado e do nariz já entupido.

Olhou para os lados certificando de que já não avia ninguém naquele lugar e com suas mãos trêmulas limpou suas lágrimas inutilmente, já que elas não paravam de cair.

Jihoon resolveu fazer a coisa mais sensata em um momento como esse.

Pegou seu celular que estava em seu bolso e discou o número da primeira pessoa que veio em sua cabeça.

Fungou para tentar desentupir seu nariz e posicionou o aparelho em seu ouvido.

 

- Sr.Kim? - Woozi tentou controlar o máximo a sua voz trêmula de choro, porém não foi o suficiente. - Espere com as crianças na casa, eu já estou a caminho para explicar.

 

Jihoon segurava as próprias mãos, seu estômago se embrulhava em apenas lembrar da cena, seu corpo inteiro estava em choque.

A agitação dos estudantes no hall de entrada apavorava ainda mais o baixinho, vozes altas que ecoavam pela mente do garoto que ainda não havia esquecido o que vira.

Contou a eles o ocorrido, não havia sinais de Taehyung, este havia saído por alguns instantes, estava impossível de administrar aquilo tudo. Yukhei era um dos que tentavam fugir, jogando seu peso contra a porta, na esperança de abri-la.

Choi e Pyo desceram velozmente as escadas, ambos procuravam pelo Kim. Woozi tremia e levava as mãos até a cabeça, apreensivas.

Em um dos corredores, o Kim carregava um objeto de metal, seu corpo fervia por dentro, uma mistura de emoções dentro de si, que estavam transbordando. O de sobrancelhas grossas assim que viu o Kim, observou seus passos, assim como os outros.

Com um pé de cabra em mãos, o garoto passou a obter respeito e medo dos outros. Chutou a porta, fazendo o barulho silenciar todos, seguido de um grito.

 

- NINGUÉM SAIRÁ DAQUI! - Apertou a arma em mãos.


Notas Finais


Mochi: O mochi colorido Satsumaya é um bolinho de mochi (massa de arroz cozido), recheado com anko (doce de feijão azuki).
Tteok: É um tipo de bolo de arroz coreano feito com farinha de vários grãos, incluindo arroz glutinoso ou não-glutinoso
Appa: Pai em coreano.

Hey! Se você leu até aqui, parabéns C:
Sinto Cheirinho de Teorias, será? Prometo conter meus dedinhos na hora de detalhar, foi feito com muito amor e love, beijos e Sarradas.
- Tiele

Halo Halo
Pode não ser tão interessante no começo, mas não desiste não (☆^ー^☆)
Lembrando que não estamos fazendo apologia a nada, só estavamos com esse projeto na cabeça a um tempo e queríamos compartilhar.
Até o próximo capítulo. (ღ˘ω˘ღ)
- melancoolyquin

Herou Herou
Eu quero ver as teorias de geral heim!
Amei fazer esse super collab com as minha amadas, lindas e maravilhosas friends e espero que venham muito mais como este.
Vai ter sangue no próximo capítulo, apenas....
- Renbelli


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