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História Onde Anda Você - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi oi meus docinhos, como vocês estão? Espero que bem!

Eu só ia postar essa shortfic na semana que vem, mas eu tô tão ansiosa que não me aguentei e aqui estou. Tenho que dizer que sou completamente apaixonada por ela e espero que vocês sintam o mesmo. Eu amei escrever cada capítulo e dei o meu máximo neles.

Ela é inspirada na música Onde Anda Você de Vinicius de Moraes e eu amo essa música de paixão e quis escrever uma história inspirada nela. Deu um trabalhinho para eu deixar do jeito que queria e foram muitos capítulo excluídos, mas finalmente consegui e aqui está o resultado. Ela vai ser bem curtinha, terá só 3 capítulos, mas é o suficiente para se apaixonar, juro kkkk

Também quero agradecer a Madeline pela capa maravilhosa <33 Obrigada, ficou perfeita! Você tem um talento gigantesco!

Enfim, sem mais delongas, boa leitura!

P.S.: Capítulo revisado, mas sempre escapa algum erro, então me desculpem!

Capítulo 1 - E Por Falar em Saudade


Fanfic / Fanfiction Onde Anda Você - Capítulo 1 - E Por Falar em Saudade

Onde Anda Você

Por stilinskilz

 

P.O.V Chanyeol

[Itaewon, Coreia do Sul — 20.07.2020]

Quando comecei a me relacionar com Chung-hee, pensava que estava no paraíso. Juntos, enfrentamos o preconceito de uma sociedade predominantemente homofóbica, construímos uma relação incrível, baseada em respeito e confiança. Mas, como se eu tivesse acordado de um sonho, eu vi tudo se desmoronar na minha frente sem que eu pudesse fazer nada para impedir.

O gosto amargo da traição ainda preenchia meu paladar sempre que eu me lembrava da cena de Chung-hee na cama com outro homem. Mesmo tendo passado meses desde o fatídico dia, eu ainda me encontrava relutante em acreditar que ele foi capaz de fazer aquilo comigo. Foram tantas juras de amor e promessas jogadas no lixo por apenas um mero prazer carnal. Mas aconteceu, e, obrigando-me a ser forte, saí daquele lugar sem esperar por explicações fúteis e supérfluas. Tudo estava nitidamente explícito.

E agora, meses após isso, eu já não me obrigava mais a manter aquela falsa pose de um Chanyeol forte. Me afoguei no álcool, nos bares e boates, e nos prazeres de outros. Eu apenas queria disfarçar a dor que cismava em permanecer marcando meu coração de uma forma tão negativa. Só queria fingir que tudo isso já não me atingia mais e que eu era maduro e corajoso o suficiente para acreditar que segui em frente, mesmo que no fundo eu soubesse que não conseguiria enganar minha mente por muito tempo. E o álcool me ajudava nisso, pelo menos por míseras horas.

Depois, bastava que eu caísse no meu colchão, após mais um final de semana regado a álcool, para que a realidade me atingisse em cheio e eu terminasse a noite aos prantos. E eu chorava até que minha mente, cansada e bêbada, se rendesse ao sono e descansasse da profunda mágoa que a atingia. E essa deprimente e tediosa rotina se manteve até que ele aparecesse em meu campo de visão.

Kim Jongin.

Lá estava ele, destacando-se em meio a todas as pessoas com seu sorriso fácil e seus quadris que pareciam tão acostumados ao ritmo da dança. Ele se mexia parecendo não ter nenhuma preocupação que fosse capaz de atingi-lo. Era o homem mais lindo que meus olhos, um dia, puderam admirar. O tom de pele — um pouco mais escuro que os de outros coreanos — parecia brilhar aos meus olhos. Os cabelos penteados para trás e perfeitamente arrumados com gel davam um ar sexy a ele, que parecia saber muito bem como usar isso a seu favor. E o sorriso... Ah! O sorriso era perfeito. Ele parecia ter sido esculpido por anjos.

E sua presença foi tão marcante, que eu conseguia lembrar daquele dia com uma nitidez indescritível.

 

[Itaewon, Coreia do Sul — 15.06.2019]

Eu estava sentado no bar. O copo com o líquido amarronzado pendia entre meus dedos. Já havia uma quantidade considerável de álcool correndo por minhas veias — dado o tempo em que estava por ali. O suficiente para me fazer enjoar da batida repetida da música eletrônica e querer sair dali, mas não sem a companhia de alguém.

Meus olhos, levemente turvos pela embriaguez que já começava a tomar minha mente e sentidos, correram pela multidão alegre que tumultuava a pista de dança — local pouco frequentado por mim, exceto quando queria conquistar alguém. Eles varriam o local em busca de alguém que fosse minimamente interessante para mim, e se prenderam em um corpo dançante e lindo.

O rapaz dançava sozinho no meio de todos. O corpo se balançava no ritmo da música como se tivesse sido feito para isso. Os quadris estreitos estavam bem delineados pela calça jeans em uma tonalidade escura e o corpo ganhava um tom mais sensual com a camisa social preta com alguns botões abertos, mostrando parte do peito. Se vestia perfeitamente. Os olhos fechados davam um ar de paz — como se nada fosse capaz de tirá-lo daquele sentimento bom que a música parecia causar nele. E ele tinha um sorriso fácil preso ao rosto. Tão belo.

E como se ele sentisse que meus olhos queimavam em prazer por cada pequeno pedaço de sua pele perfeita, ele abriu os olhos e os direcionou para mim. Era sexy e tão quente que se tornou quase insuportável permanecer dentro daquela boate.

De repente, eu me sentia um tanto quanto inseguro para me aproximar do homem. Jamais estive na companhia de alguém tão belo, e eu parecia não ser suficiente para suprir o que seus olhos pareciam implorar para mim. Mas com um pouco mais de álcool no sangue — o líquido, que antes estava em meu copo, desceu por minha garganta em um gole só, queimando todo o caminho que percorreu — fiquei de pé e me aproximei dele. Os olhos vidrados em seus movimentos, que se tornaram de uma extrema sensualidade que eu não sabia se seria capaz de descrever. Ele parecia saber fazer aquilo muito bem.

Quando cheguei perto o suficiente para que nossas respirações se misturassem uma com a outra, eu vi seus olhos ganharem um brilho malicioso e seu sorriso aumentar. Suas mãos guiaram as minhas até sua cintura e ele juntou nossos corpos até que não sobrasse mais nenhum centímetro entre nós dois. O balançar provocativo de seu corpo contra o meu estava me levando a loucura e em certo momento, suas mãos percorreram por meus braços, apalpando o local até que chegassem em meu pescoço, onde ele enfiou o rosto e distribuiu selares que me arrepiavam dos pés a cabeça. Me faziam suspirar de prazer.

E foi quando percebemos que as coisas estavam caminhando para um lado mais íntimo, que decidimos sair dali e nos entregarmos ao gritante prazer que estávamos sentindo um pelo outro. E ele era intenso, quente e sensual. Marcante como nenhuma outra pessoa foi para mim. A noite ao seu lado foi inesquecível e eu sabia que sairia daquele hotel com um gostinho de quero mais dançando na boca do estômago, repuxando em uma expectativa incomum.

 

 

E foi no final de semana seguinte que eu entendi o que queria dizer essa sensação que permaneceu comigo, instigando minha mente, durante toda a semana.

Lá estava Jongin, dançando em meio a todas as pessoas — que perto dele se tornavam um tanto quanto insignificantes para mim —, me atraindo como um imã, e mais uma vez acabamos a noite dividindo a mesma cama. Daquela vez as coisas estavam ainda mais intensas. Dessa forma se seguiu por semanas e mais semanas, até se tornarem meses. Minhas noites sempre acabavam na companhia dele e esses momentos ganhavam a companhia de uma sensação nova. Eu passava a sentir uma certa necessidade de ver Jongin. De tê-lo comigo. Até que eu percebi que estava perdidamente apaixonado por ele. E tão de repente, eu me vi indo na mesma boate não mais para esquecer de Chung-hee, mas para ver Jongin e passar mais uma noite ao lado dele, em sua companhia.

E hoje não estava sendo diferente.

Eu esperava por ele sentado no bar. Hoje eu não queria beber, mas, ainda assim, carregava uma coragem desconhecida para fazer algo que já queria ter feito a muito tempo: me declarar para Jongin. Já estava claro o que eu sentia por ele, e percebia em cada gesto seu que era recíproco. O que vivíamos deixou de ser apenas um caso de boate a muito tempo e eu estava pronto para transformar isso em algo sério.

Saí dos meus devaneios quando senti lábios tocarem meu pescoço. Sem que eu pudesse controlar, os pelos do meu corpo arrepiaram e um sorriso bobo abriu em meu rosto. O cheiro do perfume masculino de Jongin preencheu meus sentidos, me deixando levemente embriagado. Virei meu corpo para trás e recebi seus lábios em um beijo carinhoso, com direito a um sorriso seu em meio ao ato.

— Olá, Chany — cumprimentou com um sorrisinho no rosto, jogando os braços por meus ombros e se encaixando no meio das minhas pernas. Minhas mãos foram para seu quadril quase que automaticamente. Depois de seu sorriso, seus quadris são a minha parte favorita de seu corpo.

— Oi, Jonginnie — falei, suspirando em deleite com os beijos que passaram a ser distribuídos em um caminho tentador desde o meu maxilar até meu pescoço. — Está animado hoje, em! — Seu riso, tão próximo ao meu pescoço, fez meu corpo tremer.

— E você está tão sensível hoje.

Ri de sua provocação e puxei seu rosto para trocar mais um beijo, dessa vez mais afoito.

— Vem dançar.

Jongin pegou minhas mãos e me levou até a pista de dança. Eu não era muito de dançar, mas passei a pegar alguma prática por conta dele, que descobri ser professor de dança. Já era de se esperar algo do tipo, já que o Kim parecia ter nascido já sabendo fazer todos os movimentos sensuais. Seu corpo se moldava à música de uma forma extraordinariamente perfeita e, não muito surpreso, eu me via hipnotizado por todos os seus movimentos. Acorrentado ao choques de prazer e admiração que passavam por todo o meu corpo.

Dançamos a noite toda até que, em certo momento, fomos parar naquele mesmo hotel de sempre, guiados pelos prazeres até aquela cama que se tornou tão nossa nos últimos meses. Nossos corpos caíram juntos sobre o móvel acolchoado forrado com um tecido de cetim preto. O barulho causado pelo impacto de nossos corpos, indicando que a estrutura da cama já estava indo para seus momentos finais, nos fez soltar uma risada divertida entre o beijo antes de voltar a colarmos os nossos lábios mais uma vez em uma necessitada insaciável e explícita.

Com meus lábios entre os dentes, vi o Kim se afastar do meu rosto e exibir um sorriso cheio de intenções, mas que não deixava de ser lindo. E impossibilitado de segurar minhas vontades, escorreguei meus lábios por toda extensão de pele exposta, saciando o vício que eu tinha pelo sabor da tez de Jongin, que parecia pegar fogo sob minhas palmas que passavam afoitas e sem vergonha por debaixo de sua blusa, parando sobre os botões de seus peitos e deixando uma massagem estimulantes nos bicos, apertando-os entre os dedos. E eu soube que estava fazendo certo quando os primeiros suspiros de Jongin começaram a escapar por entre seus lábios. Ele era tão sensível e eu gostava tanto disso. Eu procurava intercalar os estímulos entre mordidas, lambidas, chupões e assopros que o arrepiavam inteiro, estudando e entendendo cada reação do corpo abaixo de mim. E era delicioso ver como ele se contorcia em puro prazer quando recebia uma atenção maior naquela parte do corpo.

Quando me dei por satisfeito com a visão de seu rosto expressando o puro prazer que sentia, sentei sobre minhas pernas e admirei a visão dele deitado na cama enquanto tirava minha própria blusa para, em seguida, começar a desabotoar a sua, expondo ainda mais para mim o belo corpo do Kim. Seu corpo era moldado nas medidas perfeitas para ele e eu era louco por cada pedacinho. Desci até que meus lábios tocassem o abdômen, sentindo-o contrair com o toque úmido contra a pele quente. Meus beijos pararam quando chegaram próximo ao cós da calça, onde desfivelei o cinto e puxei a peça de roupa. Jongin se sentou na cama e agarrou meus cabelos, me puxando para um beijo afoito e luxurioso.

— Você está tão vestido — disse em um sussurro enquanto descia suas mãos por minhas costas, delineando cada músculo do meu corpo, e invadia minha calça pela parte de trás, agarrando a carne com força, me fazendo gemer baixinho e entregar que ele me tinha, literalmente, em suas mãos. — Acha isso justo?

Neguei com um aceno de cabeça, impossibilitado de proferir qualquer sílaba que fosse. E ainda inebriado pelo efeito estratosférico que o Kim tinha sobre mim, deixei que meu corpo fosse empurrado pelo homem até que eu estivesse completamente deitado na cama, vendo-o tirar minha calça e se sentar sobre minha cintura. Joguei a cabeça para trás e deixei que um suspiro profundo escapasse de meus lábios quando senti Jongin se ajeitar até que acomodasse toda minha extensão entre as bandas de sua bunda, para, logo em seguida, começar a se mover deliciosamente afim de me excitar ainda mais. Ele sabia exatamente o que fazer com meu corpo para que ele quase entrasse em combustão de tanto tesão.

— Gosto da forma como você responde aos meus estímulos, Chany. Gosto do fato de você ser tão sensível a mim. — A voz, propositalmente modificada para me atingir ainda mais, tão próxima ao meu ouvido, causou o efeito que eu sabia que ele esperava que causasse.

Eu me arrepiava o tempo todo, ora por conta dos movimentos — que ganhavam cada mais velocidade e força —, ora pelas provocações ao pé do ouvido. Jongin conseguia ser um tremendo de um filha da puta quando queria, ainda mais quando ele sabia que causava sensações indescritíveis e intensas nas pessoas. E ele tinha consciência do que causava em mim e usava isso sem piedade. Ele gostava de me ter em suas mãos e de brincar com meus sentidos. E não é como se eu não gostasse disso também.

Em um momento de sobriedade, levei minhas mãos aos seus quadris e aumentei a velocidade dos movimentos, escorregando as mãos até que estivessem espalmadas em sua bunda. Eu conseguia facilmente encher minha mão com sua carne e fazia questão de apertá-la com força apenas para me deleitar com o gemido de Jongin bem ao pé do meu ouvido, causando espasmos deliciosos em todo o meu corpo.

— Você é perfeito — elogiei e recebi uma risadinha em resposta. Eu sabia que Jongin amava ser elogiado na cama, ter seu ego massageado, e fazer isso não era nenhum sacrifício para mim. Eu apenas era sincero em tudo que dizia.

Sem dizer mais nada, ergui meu corpo junto ao dele e voltei a ter o controle da situação. Estava ansioso e queria mais um pouco daquilo. Passeando com minhas mãos por todo seu corpo, me viciando ainda mais pelas formas masculinas e fortes, tirei sua última peça de roupa e o expus por completo. Era quase impossível não sentir meu corpo esquentar com a nudez perfeita do Kim. E eu senti o momento em que minha boca salivou e meu ventre repuxou com a cena. Jongin estava completamente duro. Seu membro estava ereto e pingava pré-gozo pela fenda, molhando o início de sua barriga, o qual fiz questão de lamber antes de levar minha boca até a cabecinha de seu pau, lambendo-a demoradamente antes de abocanhar o que conseguia de seu membro, começando uma masturbação deliciosa em todos os sentidos.

Eu gostava de ver o momento em que o Kim perdia o controle de seus sentidos e me mostrava seu lado mais sensível, e por isso eu não tirava os olhos de seu rosto e me empenhava ao máximo em lhe dar prazer naquele momento tão íntimo. Eu sentia meu ventre repuxar em tesão com as caras e bocas que ele fazia. Era quase poética a forma como Jongin se contorcia em espasmos sobre o tecido escorregadio que forrava a cama. Tinha um toque único na forma como ele reagia e gemia em puro êxtase com todos os movimentos de vai-e-vem que eu fazia com a boca, e também com os toques de minha mão em toda sua extensão. Saber que eu trazia tamanho prazer ao homem inflava meu ego de uma forma gigantesca.

Com um barulho molhado e excitante, soltei seu pênis e direcionei minha atenção ao interior de suas coxas enquanto Jongin ofegava em busca de oxigênio e um pouco do controle de seu próprio corpo, agarrando os cabelos do topo de minha cabeça sem muita força, em um gesto que dizia que ele havia gostado. Subi meu corpo até que meu rosto estivesse na altura do seu, onde trilhei um caminho de beijos por todo seu maxilar até encontrar seus lábios grossos, macios e deliciosos.

Havia algo de diferente nos beijos que eu lhe dava hoje e eu sabia que Jongin havia notado isso, mas estava inebriado demais com o tesão que sentia para questionar qualquer dúvida que estivesse passeando por sua mente nublada de prazer naquele momento — talvez quando recuperasse um pouco de sua consciência ele fizesse algum comentário sobre isso. Havia paixão e todo o sentimento que eu sentia por ele em uma intensidade jamais sentida antes. Eu estava fazendo questão de deixar claro em cada palavra e toque tudo o que estava sentindo naquele momento, toda a minha intenção com aquela noite regada a carinho.

— Está tão carinhoso hoje, Chany.

Sorri com o rosto enfiado em seu pescoço, não muito surpreso com sua frase.

— Você gosta? — perguntei, deixando um chupão em seu ombro, fazendo o homem gemer e se contentar com um balançar de cabeça. — Isso é bom…

O silêncio voltou a cair sobre o quarto, com exceção dos ofegos e gemidos que ganharam uma intensidade maior quando o Kim puxou minha cueca para fora do meu corpo e iniciou uma masturbação dupla. Sua mão mal conseguia se fechar em volta de nós dois, mas a fricção de um membro com o outro era quase delirante. Eu tentava manter meus olhos abertos para não quebrar a troca de olhares que acontecia naquela hora, mas em certos momentos era quase impossível e eu acabava com meus olhos fechados enquanto soltava mais um longo e deleitoso gemido. No momento em que juntei minha mão a sua, Jongin passou a estocar contra nossos mãos e foi delicioso vê-lo perder o ritmo e tremer em prazer.

— Chega disso — pedi.

Bastou que ele concordasse para que eu começasse a prepará-lo cuidadosamente antes de iniciar os inebriantes e luxuriosos movimentos que faziam Jongin arranhar minhas costas e braços sem pena alguma em seu momento de êxtase. E eu gostava disso. Da ardência que se seguia logo após o ato. Era excitante de uma forma que eu não sabia como pôr em palavras. E essas sensações se tornavam um combo, ao passo que era extremamente delicioso ter o Kim se contorcendo em prazer e gemendo todo manhoso ao pé do ouvido. Ter ele agarrando meus cabelos para me puxar para um beijo meio desajeitado, mas igualmente bom. Era como se precisássemos estar com os lábios colados. Éramos viciados em nossos beijos.

E tudo se tornou mil vezes melhor quando Jongin chegou em seu extremo, envolvendo minha cintura com suas pernas para que eu fosse mais fundo ainda dentro de si, se desfazendo entre nós dois e se tornando uma bagunça de gemidos, suspiros e espasmos. Se tomando ainda mais sensível aos meus movimentos, que continuaram por mais um tempo até que eu chegasse ao meu êxtase também, procurando prolongar o prazer de ambos com mais algumas estocadas antes de sair completamente de dentro dele e cair ao seu lado, ofegante e com um sorriso imenso estampado no rosto.

Ficamos um tempo em silêncio até nos recuperarmos — onde levantei para me desfazer da camisinha. E foi quando eu voltei para a cama que as coisas começaram a sair dos eixos e do que eu imaginei. Jongin não se aconchegou em meus braços como sempre, com aquele sorriso sereno no rosto e uma felicidade gritante estampada no rosto. Algo o perturbava.

— Você está diferente hoje. Havia algo de novo em tudo o que você fazia. O que foi? — Jongin perguntou, sem me encarar. O teto do quarto de hotel parecia ajudá-lo, de alguma forma, a organizar tudo o que estava passando em sua cabeça naquele momento, onde, como eu esperava, ele começava a ganhar o controle de sua mente e perceber tudo o que eu quis transmitir hoje à noite.

Engoli em seco, tentando não perder a coragem que reuni durante a noite toda.

— Eu… — comecei, respirando fundo quando percebi que iria hesitar. Procurava rapidamente uma forma mais amena de dizer aquilo para ele, mas as inúmeras e vastas opções de reações dele me deixavam com uma insegurança imensa. Naquele momento eu percebi que estava com medo de como ele reagiria ao saber que eu estou apaixonado por ele e a única forma que achei de enfrentar esse medo foi indo direto ao ponto. — Estou apaixonado por você, Jongin. Completamente apaixonado.

Eu também não o encarava. Não tive coragem. Estava com medo e me mantive sentado na ponta da cama, de costas para o Kim, que sustentou um silêncio torturante após minha frase dita em um tom firme, apesar das inseguranças e medos que me consumiam naquele momento. E quando me toquei que ele não quebraria esse silêncio, o olhei por cima do ombro. Virei meu rosto apenas para ver o seu tomado por um semblante desconhecido por mim. Jongin estava sério, sem esboçar nenhuma reação, inexpressivo. Eu sabia que aquela reação não era boa, e, sem dúvidas, era a pior de todas. Eu preferia que ele fizesse qualquer coisa, mas não ficasse tão sério como se tivesse escutado o maior absurdo de todo o mundo.

Eu sei que era um tanto estranho eu ter me apaixonado por alguém que conheci na noite e que só encontrava nela, também. Mas, quanto mais tempo eu passava ao lado dele, mas difícil se tornava não perceber detalhes — apaixonantes — seus que, antes, passaram despercebidos por mim. Como o fato de seus olhos quase sumirem quando ele abrir um sorriso sincero — esses que se tornaram frequentes com o tempo — ou como se ele de alinhava em meus braços após uma noite juntos e buscava minha mão para que brincasse com meus dedos. Ou até como seus cílios tremiam levemente quando ele, finalmente, se entregava ao sono ainda dentro dos meus braços. E dessa forma eu me tornei incapaz de impedir que meu coração acelerasse em sua presença e que eu gostasse mais do que o normal desses pequenos detalhes. Mas eu tinha consciência de que não era estranho o suficiente para que ele reagisse daquela forma.

— Você não vai dizer nada? — Eu estava angustiado com todo aquele silêncio e decidi tomar a iniciativa mais uma vez naquela noite. — Por favor… — Implorei, sentindo um nó dolorido se formar em minha garganta.

— O que quer que eu diga, em? — Vi Jongin ficar de pé e catar suas roupas, vestindo-as rapidamente e de qualquer jeito. — Que isso não podia acontecer? Não, eu não vou dizer isso, porque você já sabe disso. Sempre soube, Chanyeol. Você não podia ter se apaixonado por mim! — disse e o tom de voz que ele usava me machucava de uma forma que eu não sabia explicar. A confusão de sentimentos dentro de mim me travou por um momento, mas logo me recuperei.

— Eu não podia? — Ri sem humor. — Me diz um motivo para que eu não pudesse me apaixonar por você. Apenas um! — pedi, ficando de pé e segurando seus ombros para que ele parasse de se vestir como se o que falávamos não tivesse importância nenhuma. — Só um!

— Porque tudo isso era apenas um caso de balada, Chanyeol. Não havia nada além de sexo entre a gente. Apenas sexo. Eu não sei em qual momento você percebeu que poderia acontecer algo além disso, mas eu garanto que essa brecha não veio de mim. Talvez de sua mente carente? Sei lá, mas não de mim — falou de forma rude e grosseira. Eu estava sem reação diante daquela face tão egoísta e babaca que o Kim me mostrava. Ele não era assim, nunca foi, e isso foi motivo suficiente para que eu notasse que havia algo errado ali.

— Você está mentindo — afirmei, balançando a cabeça em negação. Eu não podia acreditar naquilo. Eu tinha motivos para isso. — Não pode ser verdade que tudo se resumiu a sexo. Eu via carinho e sentimentos em seus sorrisos, em suas palavras e em seus toques. Via seus olhos brilharem quando me encarava após uma noite juntos. Via a forma como você gostava de estar em meus braços, protegido, seguro e sendo acarinhado. Eu via tudo isso, Jongin. Eu não sou idiota e muito menos cego, então não me venha com essa agora. Não me venha bancar o sem sentimentos quando isso era o que mais tinha em tudo o que envolvia nós dois — desabafei com a voz embargada e percebi quando ele vacilou um pouco. Aquele brilho estava lá em seus olhos e ele não conseguiria esconder isso de mim. Estava tão óbvio que ele sentia algo também, mas alguma coisa o impedia de mostrar. — Eu não me apaixonei a toa por você.

Por um breve momento ele não disse nada, apenas me encarou com seus olhos lotados de sentimentos que ele jamais conseguiria esconder de mim. Talvez de si próprio, mas não de mim. Jongin se tornava extremamente transparente quando estava em minha companhia. Mas então ele vestiu aquela máscara rude novamente e encenou um personagem que não condizia com a sua verdadeira personalidade. Aquele não era o Jongin que eu conhecia.

— Sim, você se apaixonou à toa por mim. Se apaixonou por algo que sua mente criou. O que vivemos não passou de um caso sem compromisso, mas que acaba agora — voltou a afirmar e eu deixei que a primeira lágrima caísse. Meu coração doía e parecia se quebrar em mil pequenos pedaços. Eu só não sabia se era pela rejeição do que eu sentia por ele ou pelo fato de Jongin estar tentando provar para si mesmo que não sentia nada e, automaticamente, provar para mim, usando mentiras tão mal contadas. Mentiras que nem mesmo ele acreditava. 

— Por favor… não faz assim. — Toquei seu rosto com carinho e seus olhos ganharam um brilho a mais. Percebi eles marejarem. Eu só queria que Jongin se abrisse para mim e me explicasse o porque estava tão hesitante sobre o que sentia. — Eu consigo ver em seus olhos que tudo isso que você diz é mentira, Jongin. Me diz o que te impede de aceitar o que está sentindo por mim.

Jongin tirou, carinhosamente, minhas mãos de seu rosto e encarou seus pés, me impedindo de continuar olhando seus olhos.

— Apenas me esqueça, Chany — disse com a voz embargada e me olhou por tempo suficiente para que eu visse uma solitária lágrima escorrer por seu rosto.

O carinho imposto em meu apelido foi o que eu precisava para ter certeza de que ele estava mentindo. Prova suficiente de que nem ele acreditava no que dizia, então porque eu acreditaria? Mas, mesmo assim, ele me deu as costas e saiu do quarto, me deixando na companhia de minhas várias lágrimas e de meu coração que sentia mais uma vez a dor de ser partido. E eu o deixei ir, sem saber mais o que fazer para mantê-lo aqui comigo. Se meu amor por ele não foi suficiente, o que seria?

Mas, mesmo assim, depois daquela noite, eu continuei a frequentar a boate. Tinha esperanças de que Jongin voltasse atrás na sua decisão. Tinha esperanças de encontrá-lo mais uma vez, porque ainda era difícil de acreditar que ele não sentia nada. Sua voz embargada e seus olhos marejados me provavam que tudo o que ele disse não passava de mentiras ensaiadas para acobertar algo que ainda machucava seu coração, o impedindo de se entregar a mim. Seus sorrisos sinceros e o carinho imposto em meu apelido, dito por ele uma última vez antes de ir, provavam isso também.

O que vivemos não era apenas sexo ou um caso de boate. Não mais. Estávamos apaixonados um pelo outro e meu coração, tão saudoso daquele sentimento que passou a sentir na companhia do Kim, precisava encontrar mais uma vez aquele sorriso fácil e os quadris soltos que o fez bater mais rápido. Que o fez deixar de lado toda a mágoa. Mas isso não foi possível. E por mais que a saudade ganhasse cada vez mais espaço dentro de mim, minha mente ainda pertencia a Jongin. E eu sabia que pertenceria por muito tempo. Pertenceria enquanto ainda houvesse sentimento por ele dentro de mim, mesmo que esse sentimento se resumisse apenas a saudade.


Notas Finais


E aí, o que acharam?

Já comecei jogando um draminha na colo de vocês kkkkk mas, não se preocupem, no próximo toda essa reação do Jongin será explicada, ok? Mas, enfim, me digam o que acharam desse primeiro capítulo. A opinião de vocês é muito importante para mim, ainda mais por eu ter um carinho tão grande por essa história. Então, por favor, me falem o que acharam dele.

Bom... por hoje é isso. Até o próximo sábado, dois beijos nas bochechas e tchaaaaaaau <33

Twitter: passionyeol


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