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História Onde está a Felicidade? - Capítulo 10


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Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 10 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Onde está a Felicidade? - Capítulo 10 - Capítulo 9


Aquela linha foi desaparecendo aos poucos, conforme o senhor O'Connor colocou suas mãos em meus ombros e desceu lentamente até altura das minhas mãos entrelaçando nossos dedos. Minhas mãos tremiam e posso jurar que as dele também e quando senhor O'Connor encostou seus lábios no topo da minha cabeça meu corpo inteiro incendiou.
Me viro lentamente sem ter muita certeza do que estou fazendo e quando nossos olhos se encontram alguma coisa desperta dentro de mim.


- Lindara. - ele sussurra colocando meu cabelo para trás da orelha.
- Michael. - dizendo seu nome, seguro seu rosto e traço com o polegar o contorno do seus lábios, ainda olhando em meus olhos senhor O'Connor coloca suas mãos firmes envolta da minha cintura e me puxa colando seu corpo ao meu.

Entramos em um caminho sem volta independente do que acontecer agora. Sem pensar pelo menos uma vida entre o que é certo e errado, deslizo os braços em volta de seus ombros e encosto meus lábios nos dele, eles são macios e convidativos, senhor O'Connor desliza sua língua para dentro da minha boca e acaricia a minha lentamente.

Cada centímetro do meu corpo queimava de excitação, esse homem me faz perder completamente a linha de raciocínio. Nosso beijo ficou mais intenso que só percebi que saímos do lugar quando minhas costas nua chocaram na parede dos espelho. Senhor O'Connor desgrudou seus lábios dos meus ofegante após ouvir o ruído que soou, ele abriu um pequeno sorriso no canto dos lábios.

- Machucou?

- Não. - mordo meu lábio para evitar um sorriso, senhor O'Connor estende os dois braços rente a parede comigo entre eles.

- Lindara, eu.. eu não sei o que deu em mim. - ele sussurra de cabeça baixa. Meu sangue gela, não acredito que depois disso tudo, ele simplesmente vai dizer que não teve intenção de me beijar. Ele tira seus braços da parede e se vira ficando uma distância confortável de mim.

- Isso não pode mais se repetir.

Meu telefone toca e o senhor O'Connor para de falar, atendo meu celular ajeitando a túnica que está caindo pelo meus ombros.

- Olá, Jack. - sinto o olhar do senhor O'Connor cravado em minhas costas.

- Que horas posso te pegar? - perguntou ele, olho as horas no relógio de pulso, já passa das 18:20.
- Pode ser às 21. - só assim terei tempo de me arrumar, desligo o celular e me viro para senhor O'Connor sua feição está fria.

- Vai sair com Jack? - perguntou ele ríspido.
- Sim.
- E quando ia me contar?
- O que eu faço fora do meu horário de trabalho não te diz respeito.

As palavras saem da minha boca sem que eu consiga segura-las, e sua expressão de mágoa não passa despercebido.

- Eu não quis ser rude. - tento me redimir envergonhada.

- Você tem razão Lindara, não é da minha conta! Troque de roupa, vou te levar em casa.

Senhor O'Connor saí do estúdio cabisbaixo, mudo de roupas e deixo a túnica de Lindsey em cima da barra do estúdio, meus pensamentos voam longe. Será que o beijo foi ruim, ou eu fui com sede demais ao pote? O que tinha para dar errado? Cheguei a conclusão que não à o que concluir.

Entro no carro, o senhor O'Connor tamborila os dedos no volante, parece estar impaciente.
Coloco o sinto e olho para fora da janela, o clima entre nós está péssimo e talvez ele tenha razão em nunca mais querer repetir.
Ele chega em frente ao meu prédio em tempo recorde e quando eu levo a mão para tirar o sinto ele a segura, ergo meu olhar até alcançar o dele.

- O que foi? - senhor O'Connor desvia os olhos e encara o volante.

- Você me provoca sentimentos que eu já não tenho à muito tempo Lindara.

Não entendo. Se ele tem sentimentos por mim, então por que esta me afastando? Engulo em seco e pergunto.

- Por que não pode mais acontecer? - minhas bochechas coram ligeiramente.

- É complicado Lindara.

- Tente me explicar. - eu insisto, senhor O'Connor deixa o silêncio preencher o ambiente por um longo tempo só então percebi que ele não me falaria nada, desço do carro sem me despedir e entro correndo para dentro do edifício.

Por que? Por que? Por que?

Não consigo deixar de pensar em por que é só comigo que acontece essas merdas, por que as coisas não podem dar certo pelo menos uma vez nessa droga de vida.

Entro no apartamento e corro em direção ao meu quarto, Micaela está sentada no sofá olhando seriado como sempre, ela se levanta quando me vê e me segue.

- Linda o que aconteceu? - perguntou ela em pé na porta.

Deito de bruços na cama e enfio a cabeça em baixo de uma pilha de travesseiros, sinto Mica tirar um por um deles e sentar ao lado.

- Desabafa! - ela exige, então entre os soluços eu conto tudo para ela, Mica esbraveja palavras terríveis referente à senhor O'Connor e segundo sua opinião eu devo largar meu emprego de babá, disse ela com toda a convicção do mundo.

Pensando no que eu devo ou não fazer eu durmo com Mica fazendo carinho em minha cabeça. Acordo horas depois com som de risadas vindo da sala, me levanto da cama e caminho até lá pé por pé, quando entro no corredor me deparo com Micaela e Jack conversando no sofá, dou meia volta e volto para o quarto novamente.Talvez uma de nós tenha sorte nessa vida.

Me deito na cama e tento não me lembra desse dia, mas tudo que me vem a mente é senhor O'Connor com suas mãos firmes em meu quadril e seus lábios exigentes mordiscando os meus, balanço a cabeça na tentativa de mandar para bem longe todos esses pensamentos libertinos.

***


Me levanto na manhã seguinte me sentindo um trapo, não me lembro a última vez que tenha dormido tão mal assim.
Tomo um banho quente e demorado, meu estômago embrulha só de pensar que terei que voltar para a casa do senhor O'Connor em uma hora.


Coloco um vestido florido e soltinho com uma sandália baixinha, saio do banheiro e o cheiro de café faz meu estômago berrar, Mica está sentada a mesa conversando com Jack, meu estômago embrulha novamente.

- Bom dia. - comprimento os dois que se viram para mim ainda sorrindo.

- Linda. - Jack se levanta e me da um beijo na bochecha, passo por Micaela e semicerro os olhos para ela, pego uma xícara de café e me sento a mesa com eles.

- Você está melhor? - Jack pergunta.

Bebericando meu café encaro aqueles belos olhos negros.
- Sim, Jack.

- Eu vim te buscar as 21 horas como o combinado e sua amiga,- ele olha para Micaela, - Me disse que você estava ruim, eu entrei e nós começamos a conversar, quando eu vi já era de madrugada.

- Eu estava mal, desculpa não ter ligado.

- Podemos sair hoje à noite? - ele pergunta.

- Não, - Jack arregala os olhos e sou obrigada a rir. - Saia com Micaela, leve-a para comemorar seu novo emprego.

- Novo emprego? - Mica pergunta com a sobrancelha arqueada, entrego cartão que o senhor Collins me deu ontem ao meio dia.

Mica pega o cartão e arregala os olhos ao lê lo.

- Dylan quer que você ligue para ele.

- Ai meu Deus. - ela pula da cadeira e me da um abraço apertado.

- Parabéns. - eu a ela que pula de alegria.

Levanto da cadeira para pegar minha bolsa no quarto e quando olho para trás vejo Jack abraço Mica e lhes dando os parabéns.
Antes de sair faço um coque solto e tento disfarçar as olheiras de uma noite mal dormida com corretivo, quando entro na sala os dois ainda conversam animados.

- Já vai? - perguntou Jack.

- Sim, alguém tem que trabalhar nessa casa. - Mica me mostra a língua.

- Eu te levo. - ele oferece e sem discordar nós saímos do apartamento, mando um beijo para Mica que sorri extasiada com seu novo emprego de modelo.

Jack desliga o alarme de um Cadillac preto, com bancos de couro vermelho e cheirinho de novo.

- Bonito carro. - um sorriso cresce em seus lábios.
- Então.. por que você me atirou de bandeja para sua amiga.
- Quer mesmo que eu te responda?
- Não. - ele sorri.
- Como é trabalhar para Big Mike?
- Me conte você, o que você faz para ele? - ele desvia os olhos do trânsito e me olha por um segundo.

- Sou investigador.

- Deve ser emocionante. - eu zombo.

- E é, por exemplo, agora estou trabalhando no caso Bishop, você não tem idéia do que aquele marginal faz, contrabando de armas, venda de drogas, roubo de automóveis, prostituição, assassinato, intimidação de testemunhas, extorsão, invasão de domicílios e por aí vai é uma lista sem fim.

- Por que ele não foi condenado ainda?
- Corrupção, Linda. - foi a única resposta que ele me deu.

Chegamos na casa do senhor O'Connor em seguida, os portões estão aberto para trás e o Rover está estacionado ao lado de Audi A6, prata.

- Vai entrar? - eu pergunto antes de descer.

- Não, verei Michael no escritório. - desço do carro e abano pela janela quando me viro percebo que senhor O'Connor está na entrada da porta nos observando.

Sem coragem e com uma vontade enorme de correr portão a fora, eu caminho em sua direção, atrás do senhor O'Connor aparece um homem de mais idade com cabelos grisalhos.

- Oi, Lindara. - ele me comprimenta quando me aproximo, - Este é Walt o motorista de Emma, ele estava de férias e retorna hoje.

Muito conveniente senhor O'Connor! - grito em meus pensamentos.

Passo pelos dois e encontro Emma com a mochila nas mãos.
- Bom dia querida. - a comprimento com um sorriso.
- Oi Linda. - ela passa correndo por mim.

Entro na cozinha e vejo no quadro qual atividade Emma terá hoje.

- Piano. - Senhor O'Connor lê meus pensamentos, me viro para ele e encaro com firmeza seus olhos que está com uma aparência de exaustão de uma noite ou várias mal dormidas.

- Como foi o encontro? - ele pergunta sem rodeios me fazendo morder o lábio com força.

- Não saímos. - ele franze o cenho e me lembro que foi Jack quem me trouxe hoje. Um sorriso cresce em meus lábios mas disfarço mordendo-o, passo por Michael e não respondo sua pergunta silenciosa.

Walt nos leva para aula de piano no luxuoso Audi.
A escola é pequena mas moderna com grandes estátuas e um parque ao lado, deixo Emma em uma sala toda azul royal com um belíssimo piano preto, sua professora Margo parece ser frígida com seu cabelo amarelo ovo cortado reto e sem nenhum fio fora do lugar, medonho demais.

Volto para o Audi e encontro Walt ao lado de fora.

- Belo carro. - eu elogio.
- Senhor O'Connor tem bom gosto para carros.

Pena que é só para carros, eu penso.

- Faz tempo que você trabalha para ele? - eu pergunto e Walt sorri.

- Quatro anos.

Bom, pelo menos ele não contratou Walt para ficar longe de mim.

- Sabe que em quatro anos, essa foi a primeira vez que ele me pediu para voltar com uma semana de antecedência.
Minha expressão de desgosto não passa despercebida, parecia que eu havia levado um tapa na cara.

- E só agora entendi o por quê. - disse ele após notar minha expressão, entro no carro e espero as horas passar lentamente.

A única coisa que me vem à mente agora é procurar outro emprego, não conseguirei trabalhar para ele sabendo que ele está me evitando.

Fecho os olhos para evitar derramamento de lágrimas mas mesmo assim elas escapam.

A manhã passou arrastada, quando peguei Emma na sala, ela parecia exausta e assustada, a professora sorria como se tivesse feito um bom trabalho.

Voltamos para casa de Emma em silêncio pois ela dormiu no meio do caminho e Walt não tentou puxar assunto comigo.

Quando ele estacionou Emma acordou e nao precisei carrega-la. Michael não veio almoçar em casa como eu imaginava.
Walt almoçou com Joana em uma sala separada e eu me juntei a Emma na cozinha.

- Como estava a aula de piano? - tento puxar assunto com ela mas como sempre ela é muito introvertida e me responde apenas com um dar de ombros.

- Você toca para mim depois? - pergunto a ela que abre um pequeno sorriso.

Por mais fechada que Emma seja sentirei sua falta.
Tento não pensar muito na decisão que tomei, a última coisa que eu quero agora é chorar em sua frente.

- Vamos dançar, Linda?
- ela pergunta me pegando de surpresa.

- Podemos dançar querida.

Emma termina de almoçar e sobe para trocar de roupa, lavo nossos pratos enquanto isso.

- Lindara, vou levar Joana em casa, se precisar sair meu contato está no quadro de atividades. - disse Walt à minhas costa, me fazendo dar um pulo de susto e derrubar o copo que estava lavando, o copo se quebra voando estilhaços de vidro para todos os lados.

- Você se assusta fácil. - disse Walt me fazendo trincar os dentes de raiva por ser tão pateta.

Me agacho e começo juntar os vidros, Walt faz o mesmo largando tudo na cuba da cozinha.

- Obrigada Walt, pode levar Joana em casa que eu termino aqui. - ele assente e se retira da cozinha.

Pego uma vassoura e apa na dispensa e limpo a lambança que fiz, Emma desce em seguida e fica parada na entrada da cozinha me olhando.

- Quer ajuda, Linda?

- Não querida mas se quiser ir descendo e ligando as luzes, eu desço em seguida. - ela concorda.

Quando termino de limpar a pia ouso barulho de portas de carro batendo, espio pela janela da cozinha e uma BMW preta está estacionada lá com três homens do lado de fora.

Eles olham em volta e um homem careca com uma pequena tatuagem embaixo do olho esquerdo aponta com uma arma na mão em direção a casa da árvore.

Me baixo rapidamente e me escoro contra o armário da cozinha, meu coração bate freneticamente ao lembrar de Emma lá em baixo.

Caminho de quatro no chão da cozinha e quando ouço a porta do hall de entrada se abrir me escondo em baixo da ilha.

- Verifique lá em cima, pegue a menina e traga para mim. - ouço um dos homens dizer.

Meu coração parece que vai explodir no peito ao ouvi-lo, sem perder mais tempo caminho rápido e abaixada em direção a porta dos fundos.

Quando abro a porta dos fundos um som alto soa das dobradiças, então corro sem olhar para trás passando pelo jardim florido e pela grande piscina vazia.
Estou quase chegando no estúdio quando um estrondo me faz olhar para trás, o homem careca está com sua arma apontada para mim mas estou muito longe dele para minha sorte, volto a correr e mais sons de bala soam à minha costas.

Entro no estúdio e encontro Emma escondida atrás da estante do rádio.

- Linda. - ela choraminga.

Levo um dedo na boca para ela ficar calada, fecho as portas do estúdio e procuro em volta alguma coisa que possa me servir de arma, mas não encontro absolutamente nada.

Lágrimas começam a escorrer dos meus olhos sem que eu possa controla-las.

Se acalme Lindara! - meu consciente berra.

Pego Emma no colo e corro para dentro do banheiro, fecho a porta e me escoro contra ela, não que uma porta os impedirá de entrar e nos matar, mas por enquanto serve.

Olho para cima, pedindo a deus que fosse apenas um pesadelo e que nada de ruim acontecesse a Emma, então percebo que a uma pequena saída de ventilação na parede.

Subo na privada e arranco a tampa da parede sem dificuldade alguma mas não paro para comemorar.

- Emma vem aqui, querida. - peço aflita, Emma faz que não com a cabeça, desço da privada e paro em sua frente.

- Você vai ter que ser corajosa querida, aqueles homens são maus e não sabemos o que farão com nós. - Emma chora sem parar quando a pego no colo e subo na privada.

- Não faça barulho, não desça e não grite. Prometa para mim querida, prometa que não fará barulho.

- Prometo. - disse ela entre os soluços. - coloco Emma para dentro da pequena saída de ventilação e a fecho lá dentro.

Pego meu celular, minhas mãos tremem tanto que não consigo discar os números, estou desesperada.

Respiro fundo e digito o número do senhor O'Connor errado três vezes seguidas, mas por fim consigo, o telefone toca, toca e toca quase até cair quando ele atende.

- Lind.. - disse ele surpreso, atropelo sua conversa ao meio.

- Emma está no estúdio na saída de ventilação.

- Do que você está faland...

- Michael! - grunhi ao telefone. - Sua casa foi invadida. - quando termino de falar um estouro soou ao lado de fora, desligo o celular.

Levo as mãos a boca para abafar a respiração e me agacho atrás da cortina do chuveiro.

Minutos se passaram e nada nem um ruído ao lado de fora, meu coração estava começando a voltar ao normal, quando a porta do banheiro se parte ao meio com um estrondo.




Notas Finais


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