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História Onde está a Felicidade? - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 11 - Capítulo 10


POV Michael O'connor


Faz mais de uma hora que entrei em reunião, estamos passando um pente fino no caso Bishop e, estou ali para não entrar em parafuso, em poucas semanas acontecerá o julgamento e tudo que temos até agora não é o suficiente para aquele marginal pegar pena perpetua. Olhando os lábios de Sabrina falar sem parar meus pensamentos procuram Lindara, mesmo eu me prometendo não pensar nela, em sua delicada mão em meus lábios, em seus doces lábios buscando os meus, fecho os olhos com força e me pergunto, por que, por que ela mexe tanto comigo?
— Michael? — Sabrina está estalando seus dedos em frente ao meu rosto, saindo do meu devaneio a encaro friamente.
— Seu celular está tocando, querido. — disse ela com sarcasmo, pego o celular em cima da mesa e vejo a ligação de Lindara.
— Não vai atender. — ela pergunta, a ignoro e saio da sala de reunião com o celular na mão.

— Lind..

— Emma está no estúdio na saída de ventilação. — Lindara disse em um sussurro, me deixando preocupado.

— Do que você está faland…

— Michael! — ela rosna ao telefone. — Sua casa foi invadida. — meu chão desmorona, Emma, só consigo pensar em Emma, Jack aparece atrás de mim e Sabrina ao seu lado.

— Tudo bem, cara? — Jack pergunta e seu sorriso desaparece do rosto quando ele vê o meu.

— Não. — corro em direção ao elevador e espero impaciente ele subir.

— O que houve Mike? — Sabrina e Jack param ao meu lado.

— Minha casa foi invadida. — o elevador se abre, entro nele e Jack entra em seguida.

— Como assim? Como você sabe disso? — perguntou ele apavorado.

— Lindara me ligou agora, ela parecia muito assustada Jack.

— Eu vou com você. — disse ele e não me nego aceitar sua ajuda por mais que os dois tenham saído ontem a noite e ele provavelmente dormiu na casa dela e com ela, não gosto nem de pensar nisso e agora também não é hora para isso, apenas concordo com a cabeça.
Descemos direito na garagem no subsolo e entramos em meu carro, minhas mãos tremem e tento ao máximo não surtar, só de pensar o que pode estar acontecendo com elas agora faz meu sangue ferver.

— Sabe quem pode ter invadido! — disse Jack e não foi uma pergunta.
— Bishop.

O trânsito está parado, pelo menos algo está a nosso favor.
Pego uma pequena chave no bolso do terno e entrego a Jack.

— Abra o porta luvas. — ele obedece prontamente e quando Jack vê o que tem lá dentro ele me encara apreensivo.

— Pegue. — eu ordeno, passando por um semáforo fechado em alta velocidade, Jack pega uma Glock 9mm e a segura de mal jeito.

— Você vai mata-los? — ele pergunta analisando a arma em seus mãos.

— Se for preciso, vou. — nunca precisei usá-la, comprei há muitos anos atrás, com minha profissão imaginei que um dia precissse de uma mas não esperava que fosse nessas circunstâncias.

Chegamos em minha casa em menos de dez minutos, os portões estão abertos para trás e não há sinal de ninguém por aqui.

Desço do carro com a arma engatilhada e Jack a minhas costas.
— Ela disse que Emma está na saída de ventilação do estúdio, vou descer lá e você verifique dentro de casa. — ele não discorda e caminha em direçao a porta principal.

Caminho com passos largos até o estúdio de balé, está tudo silencioso aqui embaixo, meu coração dispara quando vejo as portas do estúdio escancaradas para trás e uma delas está solta das dobradiças, corro até lá.

— Lindara? — a sala está vazia e escura.

— Lindara? — nenhuma resposta, ligo às luzes no receptor e ouso um gemido baixo vindo de trás da estante do rádio.

Lindara está estendida no chão, seu vestido está rasgado e levantado acima da cintura deixando a mostra sua pele desnuda.
Me aproximo dela e me ajoelho ao seu lado, seu rosto está machucado, seus lábios cortados e seu olho esquerdo inchado.

— Linda, eu estou aqui. — seguro em sua mão com cuidado, ela abre levemente seu olho bom e me encara, uma lágrima escorre por ele, eu aparo ela com meu polegar, Lindara abre a boca e passa a língua devagar pelos lábios encharcado-a de sangue.

— E-emma. — disse ela desajeitada, passo a mão por sua testa devagar tirando seus cabelos do rosto, — Eu já volto.

Desço o vestido de Lindara até a altura das coxas e corro até o banheiro.

— Emma, querida? — ela não responde, nem mesmo um ruído vem da ventilação, subo em cima do vaso e retiro a tampa da entrada.

— Emma, é o papai. — ela não responde, pego a lanterna do celular e acendo na pequena passagem, Emma está encolhida lá dentro com seus olhinhos vermelhos de tanto chorar e sua expressão é de pavor.

— Venha meu amor, está tudo bem. — lentamente ela me estende os bracinhos, a pego no colo e quando saio do banheiro Jack está agachado ao lado de Lindara.

— Michael não há ninguém lá em cima, só está tudo extraviado. Vou chamar uma ambulância. — disse ele pegando o celular no bolso da calça.

— Não, irá demorar demais, pegue Emma vou levar Lindara até o Hospital Manhattan Presbiteriano.

Dou em beijo em Emma e a entrego a Jack.
— Ligue para Dylan ele virá.

Pego Lindara desacordada do chão e a carrego até o Rover, a coloco sentada no banco da frente e deito seu banco para trás.

— Já vamos chegar no hospital, querida. — passo o caminho todo segurando sua mão, com ela desacordada.

Estaciono o carro em frente ao hospital e desço rápido do carro pegando Lindara em meus braços, ela geme quando a puxo e escoro sua cabeça em meu peito.

Abro as portas da EMERGÊNCIA com um chute, fazendo-as abrir para dentro, dois paramédicos corem em nossa direção, um deles arrasta uma maca.

— Solte-a aqui. — o paramédico moreno de cabeça raspada me pede, largo Lindara com cuidado e o outro paramédicos de cabelos avermelhados e com sardas no rosto examina os olhos de Lindara.

— Pupila dilatada. — o ruivo disse e o outro paramédico anota em uma prancheta.
— Batimentos cardíaco baixo.

Lindara abre levemente os olhos, ela olha em volta aterrorizada.

— Olá, meu nome é Anderson, você está na unidade de pronto socorro de Manhattan.
Sabe me dizer seu nome? — ela continua olhando em volta e não responde, apareço em sua linha de visão e posso dizer que sua expressão se suavizou quando ela me viu.

— Querida, está tudo bem. — seguro sua mão e ela aperta suavemente.
— Ela é sua esposa? — um dos paramédico me pergunta.
— Não, eu não teria tanto sorte assim. — eu o respondo com sinceridade.
— O que houve com ela? — o paramédico moreno pergunta e, Lindara começa a tossir sangue.
— Cuide dela primeiro e depois responderei suas perguntas.
— Anderson suba com ela e o senhor passe no saguão e preencha um formulário para ela, quando ela for examinada e medicada o informarmos.

Eles a levam, enquanto isso pego um formulário com uma mulher jovial na recepção e me sento em uma das poltronas cor de mel da sala de espera. A emergência estava vazia apenas com uma homem mais robusto e uma mulher de cabelos loiros, ambos sentados cada um de um lado da sala.

O formulário é repleto de perguntas que nem imagino como responder, cheguei a ler o currículo de Lindara e as anotações que Dylan fez mas era bem vago nada sobre doenças hipertensivas, uso de álcool ou drogas.
Anoto as informações básicas e entrego o formulário para a mulher da recepção que me encara com um sorrisinho nos lábios.

Me sento e aguardo impaciente, odeio salas de espera, a última vez que fiquei em uma.. agito a cabeça para mandar as lembranças para longe, agora não é hora nem o momento para pensar em Lindsey.

Meu telefone vibra no bolso da calça.
— Fala. — disse impaciente.
— Michael, como estão as coisas? Como está Emma? — perguntou Sabrina.
— Emma está bem, está com Jack.
— Quer que eu vá para aí, querido? — disse ela afetiva.
— Não Sabrina, estou na emergência com Lindara, mais tarde te ligo. — sem dar tempo para ela protestar desligo o celular e ligo para Jack, ele atende no terceiro toque.

— Como Emma está?
— Está bem, mas ela está muito assustada Mike, sai da sua casa agora e a deixei com Dylan.
— Como Linda está? — ele pergunta preocupado.
— Não sei, levaram ela faz uns 20 minutos e pediram para esperar.
— Vou passar na casa dela falar com Micaela, precisa de alguma coisa?
— Ligue para agência de segurança e agende uma reunião amanhã bem cedo, em minha casa.
— Ok, qualquer coisa me ligue, cara.

Desligo o celular e escoro minha cabeça na parede e aguardo eles me chamarem, lá fora o sol está alto no pico, em menos de uma hora ele adormecera.
Fecho meus olhos por um segundo e quando abro a sala de espera está lotada, olho pela janela e o sol já havia se posto, levanto para esticar minhas pernas e vou até a recepção.
A mulher jovial não está mais ali e uma outra ocupa seu lugar.

— Oi, cheguei mais cedo com a paciente Lindara Fincher, quero saber como ela está, por que não me chamaram para ver ela ainda?

— Só um segundo senhor, vou averiguar e já lhe chamo. — disse a mulher com um sorriso amarelo que fedia a cigarro barato.

Me sento novamente e aguardo impaciente, pacientes entraram e saíram e ela ainda não me deu um retorno de como Lindara está.
Volto novamente para a recepção, ela me olha receosa quando paro em sua frente.

— Pediram para você aguardar mais um pouco, o médico já vai descer para conversar com você.
— Eu só quero saber como ela está, ele não te disse nada?
— Não posso dar essa informação, senhor.
— Claro que não! — rosno para ela.

Pego o celular no bolso e ligo para Dylan que chama até cair na caixa postal, — Dylan como Emma está? Me ligue assim que ouvir este recado.

— Oi. — uma voz masculina e rouca disse a minhas costas.
— Oi. — comprimento o medico.
— Como ela está? — o médico coloca os braços atrás do corpo e antes de me responder ele fitou o chão por longos segundo.
— Sua amiga sofreu um politraumatismo, ela chegou aqui com a pressão muito baixa e perdeu muito sangue vomitando, infelizmente ela não respondeu a nossas tentativas de reanima-la e acabou tendo um morte precoce, sinto muito. — ele aperta meu ombro na tentativa de me reconfortar.

— Michael, se você não desse tanta importância ao seu trabalho ela não estaria morta. — disse o médico ainda apertando meu ombro
— O quê?
— Ele disse, senhor O'connor, que se você desse mais atenção para o que realmente importa eu não estaria morta agora.— Lindara sai de trás do médico com seus cabelos grudados na testa, pingando sangue em sua camisola já ensanguentada.

— Lindara. — caminho em sua direção e tento segurar seu braço mas não consigo pega-lo, é surreal, quando ela percebe que estou aterrorizado ela abre um pequeno sorriso com os dentes manchados de sangue.
— Olhe o que você fez comigo, Michael. — ela choraminga.

Isso não é real. Isso não é real. Isso não é real. — repito em minha cabeça.

Lindara gargalha e disse ao meu ouvido,
— Será que não, Michael?
— Pare com isso!

— Michael? Michael? — alguém me chama.
— Não me deixe senhor O'connor. — Lindara implora chorosa e começa a desaparecer.
— Lindara. — grito seu nome mas ela some de vista.
— Michael? — Jack está a centímetros do meu rosto me encarando preocupado, olho em volta e um sentimento de alívio me atinge.
— Você está bem, cara? Está todo suado.

Passo a mão pela testa e realmente estou suando frio. Olho através de Jack e Micaela está com os braços cruzados me olhando com desprezo.

— Oi Micaela.— ela me ignora.
— Onde ela está? — perguntou ríspida.
— Está sendo medicada, vão avisar quando ela estiver pronta.

Micaela caminha em direção a recepcionista, Jack me encara e aperta os lábios até ficarem em uma linha fina.

— Primeira vez que vejo Michael O'connor ser pisado. É reconfortante. — ele zomba.
— Não é hora para gracinhas, Jack. — ele ergue as mãos em rendição.

— Vocês são os parentes de Lindara Fincher? — ele pergunta e Micaela responde em minha frente.
— Sim, ela é minha irmã, como ela está?
— Agora ela está bem, a pressão estava muito baixa, levou oito pontos nos lábios e está reclamando muito de muita dor de cabeça e na lombar, fizemos um raio-X e está tudo normal por dentro mas fora mostra sinais de agressão.

— Posso vê-la? — Micaela pergunta aflita.
— Ela está dormindo, aconselho não acorda-la, mas um de vocês pode acompanha-la no quarto, ela só receberá alta em 4 horas, se estiver se sentindo bem.
— Eu fico com ela. — Micaela me fuzila com os olhos e até agora não entendo o que fiz para merecer esse comportamento rude da parte dela.
— Me ligue se precisar de alguma coisa. — disse ela se virando e caminhando em direção a saída.

— Vou levá-la em casa, qualquer coisa me liga. — Jack sai me deixando com o paramédico o mesmo me acena com a mão me chamando para ir em direção ao elevador.

Ela está bem, está viva, isso já me reconforta mas essa demora para vê-la me deixa frustado.
Subimos até o 4 andar, os corredores são brancos e estão vazios, há várias portas numeradas do 400 ao 430.
Paramos em frente ao quarto 419, há duas camas no mesmo quarto, umas delas está desocupada e a outra Lindara está deitada.
O paramédico não entra mas indica com o dedo para mim, — As poltronas verdes são para os visitantes, não deite na maca.
O ignoro e adentro o pequeno quarto que cheira a água sanitária.
Dou a volta na cama e me sento ao seu lado em uma poltrona verde musgo.
Ela repousa suavemente, como se estivesse em um sono profundo, seus cabelos estão soltos em frente aos ombros.

Seguro sua mão que repousa ao lado do corpo, ela não abre os olhos mas sinto um leve aperto e sei que ela está tentando me dizer que tudo ficará bem.


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Notas Finais


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