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História Onde está a Felicidade? - Capítulo 2


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Notas do Autor


Ótima leitura.

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Onde está a Felicidade? - Capítulo 2 - Capítulo 1

2019

 

Depois de 2 anos trabalhando no café, Pedaço do Céu, eu notei que no mundo existem dois tipos de pessoas, as que ganham tudo de mãos beijadas, e as que precisam batalhar com unhas e dentes para alcançar seus sonhos. E infelizmente eu sou o segundo tipo de pessoa.


— Bom dia senhor, Barton! —  cumprimento com gentileza meu cliente mais adorável.
— Bom dia, Linda!

— Café preto sem açúcar acompanhado por uma rosca amanteigada? — Eu adivinho, ele sorri e disse, — Sou tão previsível assim?

Anoto seu pedido em um tablet e envio para a cozinha.

Sorri gentilmente para ele, e quando me viro para ir em direção ao balcão esbarro um homem de terno preto, e acabo  derrubando o tablet no chão, nós dois nos abaixamos no mesmo instante para apanha-lo.

— Mil desculpas senhor – peço envergonhada e em seguida meu rosto enrubesce ao notar quem esta em minha frente, ainda abaixados e segurando o tablet, meus olhos cruzaram com os belíssimos olhos azuis dele, fazendo um arrepio subir minha espinha, nunca havia ficado tão próxima assim do Michael O'Connor, ele pisca desviando o olhar dos meus e seus cílios formam uma cortina negra embaixo de seus olhos, naquele momento eu achei que o mundo havia parado, que estava tudo acontecendo em câmera lenta, até ele me fazer voltar a realidade.

– Tome mais cuidado garota — disse ele de forma rude, me fazendo  trincar os dentes de vergonha, eu puxo o tablet de sua mão e me levanto passando o dedo indicador pela tela quebrada do dispositivo.

— Lindara. Cliente na mesa 5. — Ronald, o gerente chama minha atenção, me fazendo dar um pulo de onde eu estou.

— Mande a conta para o septuagésimo andar — disse ele ainda rude, como se a minha presença o estivesse perturbando.

Senhor O'Connor mais conhecido como Big Mike, é o proprietário do septuagésimo último andar, lá fica sua grande empresa de advocacia, O'Connor & Associados. Ele é rico inteligente e muito, muito atraente, seus cabelos castanhos dourados fazem o azul dos seus olhos parecem safiras, porém o que mais brilha em seu corpo são os músculos bem definidos por baixo de seus caros ternos, pena que seu ego é maior que arranha-céu Empire State!

Solto uma lufada de ar baixinho, e sigo em direção ao balcão sem me dar o trabalho em responde-lo.

Largo o tablet no grande balcão de entrada, Ronald olha para mim e depois para o tablet e me repreende, — Saiba que vou  descontar do seu salário! —  Mordo os lábios com força para evitar mandar o gerente à merda, as coisas ultimamente não estavam indo muito bem.

Meu celular vibra no bolso da calça jeans, há uma mensagem no whatsapp, de Leslie minha colega de trabalho, ela enviou: Desculpa Linda, mas vou me atrasar um pouquinho, segure as pontas, já estou chegando.

Não abro a mensagem, apenas guardo o celular de volta no bolso da calça, é a terceira vez nessa semana que Leslie chegará atrasada.

— Lindara, a cliente na mesa 5 ainda está esperando! — Ronald vocifera, evito reverirar os olhos, pego outro tablet no balcão e me encaminho até a mesa 5, uma moça bonita de terninho azul royal e cabelos loiros cacheados está sentada lá, de frente para o senhor O'Connor que ignora todos os seus risinhos e olhadas, com certeza um homem difícil de agradar.

— Para você? — Tento esboçar um sorriso para a moça, mas é difícil ficar aqui sorrindo quando tudo à minha volta está ruindo.

— Um cappuccino e um Xcake de cereja. — Anoto seu pedido e envio para a cozinha.

Aproveito que o movimento estava fraco e vou ao banheiro, sento em cima da tampa da privada e envio uma mensagem para Leslie: Onde você está? Ronald está latindo igual a um cão aqui! Venha logo não posso me atrasar para pegar Lily na escolinha!!!!

Oh céus, essa semana parece não ter fim, se ao menos Leslie colaborasse em não se atrasar todos os dias.

Cansada de sentir pena de mim mesma, saio do banheiro antes de Ronald venha me procurar e vejo Leslie entrando no café, ela sorri quando me enxerga, Leslie pisca para mim um de seus olhos castanhos claro que mais se parecem com açúcar caramelizado, ela prende seu escuro cabelo em um rabo de cavalo e pega meu avental quando eu o jogo em sua direção.

— Desculpa. — Ela sussurra, e antes que ela terminasse de amarrar o avental, Ronald apareceu e disse, — Atrasada de novo senhorita Leslie!
Para evitar ser excomungada junto dela saio de fininho do edifício Eiffel.

Paro na frente do edifício e chamo um uber, a escolinha fica a uns 7 quarterões daqui, eu costumo ir a pé, mas devido ao atraso de Leslie hoje nem se eu fosse voando daria tempo.

Um Land Rover Evoque, preto, para em frente ao edifício. Porra! Quem tem um carro desse, eu penso, e nem me dou ao trabalho de olhar a placa, alguém com um carro de $292.000 mil dólares, com certeza não trabalharia como uber, porém um Hyundai HB20 sim, meu uber um carro prata para atrás do Land Rover, e quando me acomodo no banco traseiro vejo senhor O'Connor pegando a chave da mão do flanelinha e entrando no Rover. Argh.

O uber chega na escolinha Te Quero Bem, em 6 minutos, o horário do meio dia é o mais corrido as pessoas ficam extremamente loucas para almoçarem e depois voltarem para seus afazeres.

Desço do uber, e vejo Lily  sozinha na frente da escolinha, ela é uma doce menina de 3 anos, ela está com a cabeça escorada na grade do portão, olhando para seus inquietos pezinhos.

— Oi meu amor. — Eu a cumprimento, Lily levanta a cabeça e sorri, entro pelo portão e a pego no colo.

— Vamos pegar um uber ?Provavelmente nosso ônibus já passou. — Lily faz beicinho, ela adora andar de ônibus, para ela é uma diversão passar sufoco.

Quando chegamos em Chelsea um bairro residencial, Lily já estava dormindo, pego ela no colo e desço do carro, rangendo os dentes com o seu peso.

A casa dos Leroy's, é incrivelmente linda, nada comparado com a qual eu vivia quando era pequena, mas com certeza é muito melhor do que a qual eu vivo agora.
Eles moram em um residencial, as casas são iguais umas às outras, em tons alaranjados, com uma escadaria pequena e uma porta de madeira morrom.

Abro a porta e entro sem bater, no hall de entrada eu largo a pequena mochila de Lilly e tiro meus sapatos, os Leroy's tem um grande toque com calçados, quando a senhora Leroy's me disse que eu teria que tirar meus sapatos sempre no hall de entrada, tive que morder os lábios com força para evitar um ataque de riso.

— Oi Linda, Camila está no escritório te esperando. —  Ana, a governanta me avisa com um olhar preocupado, que fez meu estômago embrulhar imediatamente.

Ana pega Lily dos meus braços e a carrega casa adentro.
Fico parada alguns minutos no hall, tentando imaginar o quê fiz de errado para que Camila quisesse conversar comigo, tento acalmar meu coração que parecia querer saltar pela boca.

Respiro fundo e sigo em direção ao escritório, as portas de vidro estão abertas, Camila é uma mulher de trinta e poucos anos, cabelos cacheado na altura dos ombros, ela se levanta de uma grande cadeira preta encouraçada, ao me ver em pé na entrada da porta.

— Oi Linda. Entre por favor. — Ela estende uma mão me mostrando onde sentar, a obedeço, quando me sento cruzo as pernas e entrelaço as mãos tentando esconder o nervosismo.

— Linda, eu não sei como te contar isso..— Ela tamborila seus dedos na mesa escura que está entre nós.

Parecia que eu estava aguardando uma sentença, com todo o suspense que Camila estava fazendo, mas por fim ela disse — Marcos foi transferido, vamos nos mudar para Seattle em uma semana.

Não consigo esconder minha expressão de surpresa ao ouvi-la, eu trabalho para os Leroy's a pouco mais de 8 meses, e me dou super bem com Lily.

— Ele só me contou ontem à noite. Disseram para ele que precisam muito de um diretor em Seattle, e que agora seria a chance dele crescer, Linda.

Um nó se formou em minha  garganta, eu preciso muito desse emprego, meio turno no Pedaço do Céu, não cobrirá todos minhas despesas.

— Fico feliz por vocês. — Disse tentando não fechar os olhos para evitar um derramamento de lágrimas.

Camila se levanta da cadeira e faz a volta na mesa se sentado em minha frente, ela pega nas minhas  mãos com carinho e disse, — Nunca encontrarei uma babá melhor que você.

— Eu só sou boa, porque sua filha e um amor de criança. — Sorri com sinceridade para ela, Lily era uma amor de criança, será estranho não vê-la todos os dias.

— Eu tomei a liberdade e escrevi uma carta de recomendação — Camila pega atrás de si dois envelopes. — Liguei para a agência de babás e consegui uma entrevista para você, amanhã, se você não quiser e só ligar e desmarcar.

— Não precisava ter feito isso, Camila.

Camila passa a mão nos olhos limpando uma lágrima que estava ameaçando cair.

— Você é ótima, Manhattan é ótimo, mas aquele idiota do Marcos só pensa em dinheiro, dinheiro e dinheiro.

Mordo os lábios sem saber como reagir.
— Eu lamento. — Sussuro

— Tudo bem, querida. — Camila sorri e estende os dois envelopes, um branco e outro azul marinho, eu hesito mas os pego.

— Aí está o salário desse mês, e uma gratificação por ter cuidado tão bem de Lily nesses últimos meses.

Me levanto e abraço Camila com força, me despeço de Ana e dou um beijo em Lily que ainda estava dormindo.

O sol do meio dia brilhava intensamente, o verão desse ano estava escaldante, agora desempregada e sem saber qual destino seguir decido ir caminhando devagarinho pela sombra.

Abro o envelope branco e nele continha um breve texto, a recomendação de Camila, dobro a carta e coloco no bolso do jens,  em seguida abro o envelope azul marinho e meus olhos estralam ao ver a quantia em dinheiro que havia ali, era bem mais do que eu podia imaginar, e pela primeira vez em dias eu sorri.

Estava quase chegando no Central Park, quando meu celular começa a vibrar, número desconhecido esta escrito na tela, por meio segundo em penso em desligar mas acabo atendendo .

Uma voz masculina mas com o sotaque afeminado fala do outro lado.

— Boa tarde, com quem eu falo?

— Oi, com Lindara.

— Lindara, sou Dylan, tenho uma entrevista com você marcada para amanhã, gostaria de saber se tem como mudarmos para hoje?

— Ãh.. claro. — Sorri, não acreditando que as coisas estavam acontecendo tão rápido.

— Ai.. que maravilha. — Dylan enfatiza o "ai", eu consigo ouvir o som de seu sorriso.

— Qual horário e endereço? —  Pergunto depois de alguns segundos.

— Pode ser agora, se estiver livre é claro. O endereço é Upper East Side, rua 22, casa 8.

Quando ele disse o número da casa, parecia que alguma coisa havia me puxado da realidade, as risadas, o cheiro, a felicidade, as lembranças que eu tive naquela casa. Me mantive afastada de lá por 14 anos, será que estou pronta para voltar? Será que estou pronta para trabalhar lá?

OBS: Para entender melhor a história leia o PRÓLOGO.
Lá explicará o trágico acidente.

 

Olá Bombonzinhos!

 

��Deixem seu voto.��

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado


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