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História Onde está a Felicidade? - Capítulo 9


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Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 9 - Capítulo 8


Passei o caminho todo com minha cabeça escorada na janela do ônibus divagando sobre minha venda de garagem.

Trevor comprou três portas retratos, um jogo de caneta e uma pequena luminária, tudo por 800 dólares, ainda não acredito que ele teve coragem de pagar esse valor em coisas que não valem 50 dólares, não consigo esconder um sorriso de deleite.

Desço na parada mais próxima do senhor O'connor. Ontem a noite eu e Micaela somamos meus gastos de passagem e cheguei a conclusão que se continuar andando de uber, trabalharei so para paga-lo.

São 7:45 da manha, o tempo está úmido e abafado o que deixa meus cabelos indomáveis, caminhando eu faço uma trança agilmente, tiro minha jaqueta jens e amarro na cintura podendo sentir a brisa fria da manhã em minha pele. Caminho por mais alguns minutos e chego em frente a minha antiga casa, os portões estão abertos para trás, e o Rover está estacionado na estrada da casa.

Caminho lentamente para dentro de casa, a porta esta escorada para trás e do hall de entrada consigo ouvir duas vozes masculinas falando alto, caminho em direção a elas e vejo Michael em pé vestindo terno preto e segurando um bolo de papel nas mãos, em sua frente há um homem que eu poderia descrever como uma versão idêntica á Michael B. Jordan.

— Senhor O'connor. — chamo sua atenção, os dois param de falar e me olham ao mesmo tempo.

— Lindara. — ele sorri, o homem moreno olha para ele e também abre um pequeno sorriso.

— Jack está é Lindara, babá de Emma. — Jack caminha até mim com uma mão estendida e um enorme sorriso nos labios mostrando todos seus dentes incrivelmente brancos.

— Jack. — disse eu estendendo uma mão para ele.

— Linda. — disse ele piscando um olho para mim me fazendo corar ligeiramente.

— Onde Michael estava escondendo você? — perguntou ele parando ao meu lado, arqueio uma sobrancelha sem entender.

— Jack, desgrude dela! — grunhiu senhor O'connor. — o sorriso nos lábios do Jack aumentou.

— Senhor O'connor vou procurar Emma. — saio da sala sorrindo e quando entro na cozinha ouço Jack dizer para ele, — As vezes é bom dividir sabia ou Sabrina não está mais dando conta? O que achou que eu não sabia?

Não fico para ouvir a resposta do senhor O'connor, saio a procura de Emma com minhas bochechas quentes, parece que todo o sangue do meu corpo foi parar em minha cabeça.

Me sinto uma completa idiota, quem em sã consciência se apaixona por um homem assim?

Encontro Emma tomando café na grande ilha, em cima da mesa à uma pequena mochila rosa da Barbie.

— Olá Emma. — ela sorri quando me enxergar.

— Hoje você tem aula de chinês se bem me lembro. — seu sorriso desaparece. — Vai ser divertido você ver. — tento anima-la, ela pula do banco vestida com um macacão branco e uma blusa rosa de unicórnio.

— Você está linda. — disse alisando sua cabeleira loira com alguns fios ondulados embaixo, Emma sorri olhando além de mim, olho para trás e seu pai está lá parado nos observando.

— Vamos. — disse senhor O'connor saindo da cozinha, pego a mochila da Emma em cima da ilha e seguimos ele para fora de casa, Jack está encostado na porta do Rover, ele sorri quando nos vê.

Caminho com Emma até a parte de trás do carro, abro a porta para ela entrar e antes que eu fizesse o mesmo o senhor O'connor me olha por cima do carro e disse, — Sente na frente.

Jack faz beicinho, e que beicinho. Ele senta atrás ao lado de Emma, e fica calado a viagem inteira.

— Como foi sua venda de garagem, Lindara? — meu estomago embrulha só de me lembrar.

— Foi boa. — disse olhando para fora da janela, quanto menos eu encarar aqueles belíssimo olhos azuis mais fácil será se desapaixonar. Argh. Se fosse tão fácil assim.

— Conseguiu vender bastante? — ele persiste no assunto.

— Um anjo caiu lá e comprou um relógio velho e mais algumas jóias de família por 5 mil dólares. — senhor O'connor franze o cenho quando ouve o valor.

— Que loucura né, quem pagaria tanto assim em uma venda de garagem. — disse de olhos arregalados.

— Aquele relógio vale bem mais que isso Lindara! — o senhor O'Connor disse incrédulo.

— Eu não sabia que valia tanto assim até a mulher que o comprou zombar na minha cara.

— Ela zombou de você? — perguntou ele carrancudo.

— Não diretamente.

— Que vaca! — disse ele por fim, me fazendo sorrir.

— Além dessa mulher foi mais alguém?

— Foi mais algumas pessoas. — eu não comento de Trevor a manhã já começou desagradável demais e lembrar de Trevor só vai piorar. Senhor O'connor seguiu o resto do caminho em silencio para minha alegria.

Ele me deixou com Emma em frente à uma grande escola de línguas. As aulas de Emma começam as 8:30 da manhã, deixo ela em uma turma de 8 alunos, todos da mesma idade e saio para conhecer a escola que mais se parece com uma faculdade infantil, há dois prédio um ao lado do outro e em cima deles uma grande ponte que os conecta.

Caminhei por horas esperando Emma sair da aula, a manhã se arrastou como uma morte lenta e dolorosa, estava pensando em ligar para Micaela quando meu telefone toca, número confidencial.

— Senhor O'connor?

— Errou por pouco Linda é Dylan, — ele sorri, — Vou buscar vocês em duas horas. — meu coração dói.

Desligo o celular e encontro um banco para sentar, fico olhando as pessoas passarem, as pássaros cantarem, todos vem e vão e eu fico, olho no relógio de novo não se passou 15 minutos, ligo para Mica, ela atende no terceiro toque. — Pelo amor de deus vem morrer de tédio comigo!

— Onde você está? — única pergunta que Mica faz.

Espero Micaela em um café em frente à escola, ela aparece em menos de 15 minutos que dessa vez passou bem rápido.

— Não sei se vou aguentar trabalhar para ele Mica.

— Eu troco de emprego com você numa boa. — ela bufa, — Se você trabalhasse uma noite com aqueles porcos você daria graças a deus.

— Não estou reclamando do emprego, — reviro os olhos e mudo de assunto, — Você devia procurar outro emprego Mica, — ela arregala os olhos e disse — Você ganhou na loteria e esqueceu de contar?

— Não sua mala, mas ganho o dobro agora que no café e ganhamos uns 6 mil dólares ontem, esqueceu?

— Falando assim você até parece o homem da casa. — ela debocha, — Hoje a noite quando você chegar irei te esperar com uma comidinha gostosa na mesa e usarei minha melhor lingerie.

— Cala a boca Mica. — ela solta um gargalha e quando para me pergunta, — Como está o senhor arrogância? — faço cara feia diante da sua pergunta, — Ele tem alguém. — Mica arregala os olhos.

— Como você sabe?

— Hoje quando cheguei lá havia um homem conversando com ele na sala e quando eu sai para chamar Emma na cozinha eu ouvi seu amigo dizendo alguma coisa relacionada a Sabrina. — Micaela revira os olhos.

— Sério que está preocupada com isso? — ela revira os olhos disse, — Podemos descobrir quem ela é e ver contra quem estamos concorrendo.

— Duas coisas Mica, primeiro, não é uma concorrência e segundo, não vou ficar investigando isso, parece errado e também se ele tivesse outra pessoa qual a diferença?  — faço beicinho, Mica sorri.

— Primeiro, — ela  zomba levantando um dedo, — Ele é um mulherengo se está saindo com ela e dando mole para você e segundo, se você gosta dele acho que não devia desistir, faz tempo que não a vejo tão feliz. Vamos descobrir quem é essa vaca e esmaga-la. — Mica da uma gargalhada malévola me fazendo rir.

— Ou talvez seja melhor esquecer tudo, parece o correto.

— Aí que tédio. — debochou ela e com razão.

— Venha vamos buscar Emma.

Com Micaela fazendo minha cabeça, as horas passaram que eu nem percebi, peguei Emma em sua sala, cabisbaixa.

— Você me disse que ia ser divertido. — disse ela tristonha, pego em sua pequena mão e caminhando em direção a saída.

— Está vendo aquela moça de calça jeans azul e blusa preta? —ela faz que sim. — Ela está segurando um enorme sorvete de chocolate com calda se morango. — Emma arregala os olhos e sorri de felicidade, sou obrigado a sorrir com ela.

Emma come todo o sorvete antes do senhor Collins chegar para meu alívio, Micaela me dá um beijo no rosto quando Dylan estacionamento seu volvo prateado em nossa frente.

Arrumo Emma no banco traseiro e me sento na frente com senhor Collins.

— Aquela é sua amiga? — ele pergunta quando termino de prender o cinto.

— Sim, ela veio me fazer companhia.

— Ela é bem alta. — disse ele olhando pelo retrovisor.

— É, ela tem 1,78 de altura. — senhor Collins abre um pequeno sorriso.

— Vamos dar uma corona para ela. — disse ele indo de ré em direção a Mica.

— Oi, sou Dylan quer carona? —ele pergunta a Micaela, ela me olha de relance sem entender, e  muito menos eu mas faço sinal para ela aceitar, Mica entra no carro e senta ao lado de Emma.

— Obrigada, Dylan. — ela agradece sorrindo.

— Onde você mora? — Dylan pergunta à Mica.

— Edifício Havilardy, Central Park.

— Tenho impressão que conheço esse endereço. — disse senhor Collins eu olho para ele e aponto um dede para mim mesma. — Eu moro lá, Mica é minha irmã.

— Nossa mas vocês são tão diferentes, Linda você deve medir  1,67 no máximo e é branca feito neve e você Micaela parece açúcar caramelizado. — Micaela solta uma gargalhada no banco traseiro. — Bela discrição.— disse ela para ele.

— Não somos irmãs de sangue, mas fomos criadas juntas. — ele abre a boca e um oh quase inaudível sai por ela.

Senhor Collins passou o caminho todo enchendo Micaela de perguntas pessoais, se ele não não fosse gay diria que estava interessado nela.

Deixamos Micaela na entrada do edifício Havilardy e seguimos para Upper East Side, enquanto Emma cochila no banco traseiro.

— Gostei da sua irmã.

É difícil não gostar de Mica, sua beleza hipnotiza qualquer um e sua simpatia e carisma nem se fale.

Escoro minha cabeça no branco do carro e quando me dei por conta havíamos chegado.

Desço do carro e fecho a porta, senhor Collins continua no volante, ele me estende um cartão  vermelho tomate.

— Diga para sua amiga me ligar se ela estiver interessada.

Leio o cartão sem entender e nele está escrito em letras grandes Arte e Modelo.

— Micaela terá um ataque quando ver isso. — eu levanto o cartão tirando sorrisos do senhor Collins.

— Linda, consegue carregar Emma, eu não vou almoçar em casa. — disse ele cabisbaixo.

Pego Emma no banco traseiro e a carrego para dentro de casa. Cruzes como pode ser tão pesada, abro a porta com um ponta pé, passo pelo  hall de entrada apressada e largo Emma em cima do sofá, ouço alguém rir à minhas costas, me viro lentamente e senhor O'Connor está escorado na parede de braços cruzados me olhando.

—Tudo bem aí? — perguntou ele.

— Sim.

— Venha, almoce comigo. — ele pede educado e me esforço ao máximo para não arquear à sobrancelha diante do seu estranho comportamento.

— Onde esta Joana? — pergunto me sentando à mesa.

— Saiu mais cedo.

Almoçamos em silêncio e a cada garfada que senhor O'Connor dava ele me olhava, pego um guardanapo e limpo minha boca timidamente.

— Tudo bem? — eu pergunto.

— Jack pediu seu telefone. — disse ele com uma expressão ilegível, ao contrário da minha.

— Dar seu número para ele, Lindara? — aqueles olhos azuis penetraram os meus de uma forma estranha, desvio o olhar do dele e bebo um gole do meu suco tentando raciocinar entre não dar o número ou dar número e ver o que aconteceria.

— Pode dar. — ele assente com a cabeça e levanta da mesa largando o guardanapo.

— Até mais tarde Lindara. — ele sai.

Meu estômago embrulha automaticamente e um sentimento de culpa me assola, eu só não entendo porquê estou me sentindo culpada, se não fiz absolutamente nada se errado.

Limpo a mesa e a louça, quando termino de arrumar a cozinha Emma acorda meio sonolenta ainda, aqueço seu almoço no microondas e me sento ao seu lado.

— Seu pai me contou que você gosta de balé, é verdade?

Ela me olha e sorri com os lábios sujos de feijão.

— Sim, mas eu não sou boa. — disse ela tristonha.

— Eu posso te ensinar, eu também dançava quando tinha sua idade. — ela abre um grande sorriso.

Enquanto Emma coloca uma roupa mais leve no andar de cima eu lavo a louça do almoço novamente. Meu telefone vibra no bolso da calça, o atendo no terceiro toque.

— Linda?

— Jack? — disse ao telefone tirando risos dele.

— Vamos sair hoje?

Meu coração dispara, céus o que estou fazendo, minhas mãos começam a tremer.

Se controle Lindara!

— Lindara, tudo bem? — ele pergunta apreensivo.

— Sim, tudo bem, eu só pensei que você não me ligaria.

— Por que você pensou isso?

— Achei que só quisesse incomodar senhor O'Connor.

— Também, — ele ri alto, — Mas vamos comer alguma sem compromisso, eu não mordo

eu prometo. — minhas bochecha coram.

— Tá bom, vamos comer. — consigo ouvir o som do seu sorriso do outro lado linha.

Desligo o telefone e me encosto no balcão da sozinha. Eu tenho um encontro! Meu coração pula dentro do peito mas logo desacelera quando vejo Emma descendo as escadas de tutu rosa. Abro um largo sorriso para ela, ela para em minha frente e me estende uma túnica de balé cor de creme, com zíper invisível nas costas.

— Era da mamãe. — ela olha para meu corpo e diz, —Acho que serve em você.

Meu coração se despedaça diante do seu gesto, pego a túnica de suas mãozinhas e sinto sua seda e um cheiro antigo de laranjeiras.

— Usarei com prazer Emma. — só de imaginar que ela nunca viu sua mãe, nunca sentiu seu abraço seu carinho, meus olhos começam a lacrimejar e tento inutilmente não lembrar da minha mãe.

Descemos para o estúdio de balé e para minha surpresa a sala esta limpa sem caixas e sem pó, o piso esta lustrado e há um rádio novo com vários CDs ao lado, coloco a túnica de Lindsey, que me cai feito uma luva e peço a Emma que feche o zíper em minhas costas.

— Vamos começar pelo demi plie. Certo? — ela concorda com a cabeça, dou play no rádio e paro ao lado de Emma com minhas duas pernas grudadas uma na outra e com os pés em direção opostas, flexiono os joelhos para os lados e salto para cima. Emma me olha atentamente, faço mais duas vezes para ver se ela entendeu.

— Sua vez. — ela arregala os olhos e sou obrigada rir.

— É fácil. — me ajoelho em sua frente e ajudo-a posiciona-la os joelhos e os pés, Emma é mais dura do que eu imaginava.

— Vamos nos alongar um pouquinho. — corremos, pulamos, saltamos, fizemos polichinelo, agachamento.

Paramos esbaforidas, meu corpo inteiro treme e suor brota em minha nuca, passei a tarde inteira ensinando Emma os passos mais simples do balé e como senhor O'Connor mesmo disse ela é horrível porém ela tem muita força de vontade o que é ótimo.

— Linda, podemos comer, minha barriguinha está com fome? — Emma choraminga.

— Claro, vamos comer.

Voltamos para a casa, preparo um sanduíche para Emma e um para mim, ela come com vontade e toma um copo de suco.

— Cansou? — pergunto a ela.

— Sim.

— Você quer dançar mais amanhã? — ela faz que sim com a cabeça e desce do banco indo em direção ao sofá.

— Coloca Shrek? — ela pede sorrindo, olho as horas no relógio e já são quase 18 horas, daqui a pouco o senhor O'Connor vai chegar mas é difícil resistir aqueles olhinhos pedinchões.

Arrumo o Sherek para Emma, ela se deita no grande sofá e fica quietinha olhando tv, enquanto isso desço rápido até o estúdio para desligar as luzes, meu celular está tocando quando atravesso a porta do estúdio, saio correndo para atende-lo e a chamada se encerra, há três  chamadas não atendidas, duas de Micaela e outra de Jack.

Ligo para Mica umas quantas vezes, o telefone toca até cair a ligação, desisto.

Largo o celular e tento tirar a túnica mas minhas mãos não alcançam as costas, respiro fundo e me alongo o máximo possível mas meus dedos não chegam nem perto do zíper, tento tira-lo pela cabeça mas por ser justo demais ele não passa pelos seios, amaldiçoo meus peitos.

Tento tira-lo sem abri-lo e o som do um tecido se rasgando me faz parar na hora. Já estou vermelha e sem fôlego, quando uma voz surge a minhas costas.

— Quer ajuda? — me viro e encontro o senhor O'Connor escorado na porta rindo, minhas bochechas coram, a quanto tempo será que ele está ali?

— Por favor. — eu imploro, ele se endireita e caminha lentamente em minha direção, me viro de costas e Senhor O'Connor para centímetros do meu corpo, ele empurra com cuidado meus cabelos rebeldes para o lado e puxa o zíper da túnica para baixo até altura da cintura, sua respiração gelada atinge minhas costas nuas fazendo meu corpo inteiro arrepiar, nós continuamos ali parados naquela linha invisível onde era nosso limite, onde nenhum de nós ainda ousou passar, até hoje..


Notas Finais


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