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História Onde Eu Arranjo um Sugar Daddy??? - Capítulo 1


Escrita por: Kiiroisutsu

Notas do Autor


Oi morezins, turu pão? Esse enredo conta com quinze capítulos, mas eu pretendo postar um pouco mais. Essa fanfic já esteve aqui na plataforma e ultrapassou os duzentos favoritos, mas por problemas pessoais e muitas coisas acontecendo, eu nem lembro o que ocasionou o desaparecimento dela, provavelmente banimento do meu antigo perfil, mas enfim. Por que eu estou adicionando uma fic sem terminar a Bakudeku? Simples, nem sempre estou com criatividade para escrever, então resolvi colocar algo em revisão de um ship pelo qual eu sou louca. Leiam as notas finais.

Capítulo 1 - Prólogo - O Site Estranho.


    Eu estava inseguro; sozinho; com medo de dar tudo mais errado ainda. Não era como se a vida estivesse sendo fácil, e não estava. 

 A forma como a melodia suave e frágil invadiu minha mente e alma de um instante para o outro foi simplesmente inexplicável, eu apenas amava aquilo, aquelas sensações inigualáveis, a calmaria que o ritmo possuía; como ela conseguia ressoar e mudar totalmente o ar do irritantemente pequeno cômodo? Como… era capaz de fazer-se presente e tornar um monótono quarto em algo tão esplendoroso? Naquela época, nem eu sabia definir ao certo. Era complexo demais para mim, que apreciava tal coisa apesar do minúsculo apartamento que vivia. 

 Naquela época tudo era diferente, ao menos para mim, e isso inclui todos os meus sentimentos. Acho que, mesmo sofrendo por amores antigos, eu nunca tinha amado de fato, creio que naquela época, minha vida inteira veio a se tornar uma mentira. Acho que me apaixonar era algo que eu nem sequer tinha pretensão de fazer algum dia. Tive minhas paixonites, não nego, mas existem inúmeras desvantagens em ser Ômega, e elas incluem o medo de escolher errado. Bem, isso não vem ao caso. Se tem algo que não me esqueço, é do fato de que eu tinha cerca de uma semana para arrumar minhas tralhas e me mandar do AP lixo que morava, ou seria despejado. Nos dois casos ia dar merda. É. Lá estava eu, com vinte e três anos de idade; sem pais para me sustentar, sem emprego. Era a ovelha negra, mas qual é? Toda família tem uma. 

 Por algum motivo, eu fui o único ser da cidade inteira que conseguiu a proeza de ser demitido de seis empregos em menos de duas semanas, e em um deles fui demitido em tempo recorde.

 Eu confesso que minha incrível mania de falar palavrão e educação escassa eram motivos suficientes para que eu tratasse mal os clientes de qualquer lugar. Mas em minha defesa, ninguém mandava eles serem abusados comigo e, foda-se respeito. Eu sempre fui assim. Sou do tipo de acredita no conceito Olho por Olho, Dente por Dente. Vem me tratar feito lixo e eu vou te tratar igualmente. Isso nunca mudou e talvez nunca mude. Naquele tempo eu tinha só o meu celularzinho Nokia daqueles que se eu jogasse da varanda, ia ser punido legalmente por tentativa de homicídio contra o asfalto, tá ligado? Ele ainda tinha botões e por incrível que pareça, sua tela estava rachada. Não era algo que você olharia e facilmente diria o quão ruim estava minha situação, porque nem eu mesmo imaginava que estava tão horrível assim. 

 Nesse dia em específico, por algum motivo que até hoje eu desconheço, lembro de ter discado o número de Mina Ashido. Nós éramos melhores amigos desde o colegial e para ser franco, eu estava definitivamente no fundo do poço. Com toda a certeza deste mundo, posso afirmar tal coisa. Era necessário que estivesse disposto a pedir ajuda a alguém, ou estaria na rua. Eu… sentia em meu mais profundo âmago, que poderia simplesmente acabar com tudo a qualquer momento, claro que apenas caso meu pequeno reinado terminasse de desmoronar.

O som de chamada finalmente havia se mostrado presente e então eu recebi o seguinte alerta: "Você não tem créditos o suficiente para completar essa chamada" e blá, blá, blá… 

 Eu torcia mentalmente para que a doida dos paranauê todo da 'net tivesse créditos e pudesse me ajudar. Estava por um triz de pular da “varanda” ou me enforcar. Talvez cortar os pulsos ou tomar medicamentos… não sei. Misturá-los à bebidas. De qualquer forma, antes de fazer qualquer coisa do tipo, eu resolvi tentar novamente e disquei a versão à cobrar do número, sendo atendido de imediato.

 A vadia nunca ficava sem internet; logo desligou e retornou a ligação. Mina sabia o quanto aquilo me irritava, eu odiava ter que esperar e ela tinha total conhecimento desse fato, me conhecia melhor que ninguém.

 Acho que nem mesmo eu entendia o porquê de estar ligando tão desesperado. Ninguém ligaria se eu desaparecesse, nem mesmo meus pais. Eu entendia tudo desta forma, pelo menos era assim naquela época. 

— Escuta aqui, vadia: da próxima vez que eu te ligar e você demorar um século para retornar, eu vou enfiar seu celular na sua bunda! 

— Olha que eu vou gostar, hein?! — eu só lembro do surto que tive quando a ouvi.

— Caralho sua nojenta! Puta que me pariu, véi! 

— Calma esquentadinho — o deboche na voz dela era claro, e que inferno, porque Ashido sabia o quanto eu odiava isso

— Você conhece alguma forma de ganhar grana em casa? Não sugere o YouTube. Eu sou um péssimo ator, cantor, e sei lá mais o quê.

— Hm… você pode tentar… não… isso também não. Droga… você já tentou isso. Só tem uma coisa que eu possa sugerir… eu sinto muito em dizer isso Katsuki, mas é a solução para todos os seus problemas, se prostitua. Você ganha dinheiro e prazer. Não soa tão mal, né?

—…

— Katsuki…? 

— É o quê?! Caralho Mina! 'Tô pedindo ajuda e olha o que me sugere! Puta que te pariu! Quem foi a quenga que te colocou no mundo?! Ela merece morrer! — apesar de tudo o que eu disse naquele momento, sabia bem que nem mesmo ela conhecia a própria mãe, e por vezes zoávamos com isso. Não era ofensivo. 

 Eu praticamente gritei essa parte, mas não estava tão nervoso assim. Está bem, talvez estivesse, mas e daí?! 

Se não me engano, foi nesse momento que ela colocou no viva-voz e permitiu a Toru intrometer-se no assunto.

— Toru — Ashido pronunciou o nome da loira que estava consigo — Você sabe de alguma forma de ganhar dinheiro fácil, sem prostituição, sendo o Katsuki?

— Ahn… é… você me deu uma tarefa bem difícil. O Bakugou bem que podia arrumar um Sugar Daddy, néh? — a garota sugeriu. Esse momento foi o início da maior bagunça da minha vida. 

— Que porra é isso? Uma espécie de café? Loja de doces?! 

— Nã-não Bakugou… é um homem mais velho disposto a te bancar. Na maioria das vezes eles o fazem em troca de sexo... mas tipo, não é necessariamente prostituição, você fica com uma pessoa só. E tem deles que nem querem isso — quando ela terminou de explicar, me senti um pouco mais curioso. Era engraçada a forma como ela tentava não arrancar mais gritos de mim. 

— E onde eu arranjo um Sugar Daddy? — a curiosidade era óbvia. Eu precisava saber. Estava em um momento qual mal compreendia como ainda não havia escrito uma carta de suicídio e me jogado da maldita varanda. 

— Tem um site. Eu posso te mostrar. Tudo o que você vai precisar fazer é se inscrever, colocar suas preferências e algumas fotos suas. É bem fácil arrumar um, ainda mais sendo bonito assim. Se não quiser homem, pode arrumar uma Sugar Mommy — nesse instante eu me permiti coçar a cabeça. Estava entendendo bem, mas do que adiantaria? 

— Mas eu não tenho computador, nem celular e muito menos net para isso.

— Tá pensando o mesmo que eu, Ashido?

— Hm... Acho que tô!

 Elas sempre conseguiam me confundir. Parecia que as duas tinham as mentes sincronizadas. 

 Em menos de quinze minutos ambas as garotas foram ao meu humilde quarto, chegando e invadindo sem pedir permissão. Mina carregava um Laptop consigo e Toru um Tablet da Apple.

 As garotas então sentaram sobre minha cama sem pedir permissão. Era oficialmente uma invasão.

 Eu confesso que já as aguardava simplesmente por imaginar que de fato iriam me visitar. Elas adoravam me enfiar nessas coisas. 

— Você tem fotos suas? — Mina havia questionado enquanto me fitava. Eu não sabia ainda, mas naquele momento ela estava criando uma conta para mim no site que Toru havia citado. 

— Hm… tenho umas de quando eu tentei ser modelo — confesso que foi um grande episódio da minha vida. Se não fosse tão explosivo, hoje provavelmente estaria em Londres ou Paris, mas, acho que essa história não poderia ser diferente. 

— Perfeito! — a loira proferiu e eu fui buscar um pen-drive mal conservado. Ao encaixar no notebook, diversas fotos vergonhosas surgiram. Confesso que minha aparência nelas estava aturável, mas nada de tirar o fôlego. 

 A doida dos cabelos coloridos então inseriu a melhor foto no perfil e começou a me descrever da melhor e mais autêntica forma possível. Logo a inscrição estava completa.

— Olha... Já teve uma solicitação — Toru comentou mexendo pelo Tablet — conversa com ele — prosseguiu entregando o aparelho em minhas mãos, e eu juro pelos céus que demorei um fucking mês para aprender a digitar usando as duas mãos. O assunto fluiu facilmente apesar de eu não ter o menor interesse no homem. Fiquei feliz porque precisava da grana, então logo marcamos de nos encontrar para uma suposta transa casual.

As horas se passaram rapidamente e logo eu fui vê-lo.

 Um idoso estranho e claramente rico. Cabelos repartidos com mechas brancas. Ele me levou para um motel. Nesse momento eu pude engolir a seco. Pulta merda, não estava acreditando que o faria com alguém qual eu não possuía sentimento algum. Quando adentramos o quarto, ele já atacou meus lábios, tirando minhas roupas sem hesitar. 

— Tá no cio?! Pulta que o pariu véi! 

 Sim. Eu não pude evitar de xingá-lo inúmeras vezes.

 Nas preliminares, ele analisou, avaliou meu corpo e suspirou ao fim e, pelos céus, como agradeci mentalmente por vê-lo desistir de tais vulgaridades.

— Por que não me contou que era virgem?

— Isso importa? Só faz logo o que quer e me dá a grana.

— Eu não transo com virgens, foi mal. Perdi meu tempo atoa. Não me procure, não irei bancá-lo se não puder me aproveitar.

 Eu confesso que no começo fiquei muito irritado. Não porque não iria mais transar ou algo relativo, só não compreendia o que havia de tão errado em ser virgem. 

 Ao fim me permiti respirar fundo e novamente liguei para a dona dos cabelos coloridos, reclamando. Toru deixou o Tablet temporariamente comigo para eu pudesse ver as solicitações e responder mensagens.

 Quando o peguei, — após já estar em casa ainda reclamava da vida — notei uma pequena notificação. Foi inesperado mas lá estava ele, tipo, tchãram. Abri a aba de notificações e notei a mensagem de um interessante homem dono de madeixas bicolores, não parecia ser tão mais velho que eu e era incrivelmente gato. Ele é até hoje. 

Mas confesso que isso me fez responder quase que imediatamente. 

 Ele soou um tanto lerdo, fez várias perguntas como se estivéssemos meramente conversando casualmente, mas no momento que o vi, pude ter certeza que finalmente havia encontrado alguém digno de fazer eu me prostituir.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui, favorite caso tenha gostado — isso me incentiva bastante — e comente se possível. Até a próxima, morezins.


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